Surprises of Fate
42 Capítulo 41 - The reality hurts.
Notas iniciais
Enquanto Caroline arrumava meu cabelo, eu pensava em como iria arrumar alguém para fazer alguns ajustes necessários na minha casa antes de mobilhá-la. Talvez Rebekah pudesse me indicar alguém já que ela precisou desses serviços quando se mudou para seu novo com o Matt. E, alem de todos esses pensamentos o que mais me deixava pensativa era à proposta que Damon tinha me feito na empresa hoje e a minha loucura por ter aceitado.
FLASHBACK ON
— Elena, eu quero conversar com você. — falou enquanto se acomodava na cadeira a minha frente — Eu não consegui dormir durante essa noite com o pensamento que você e o nosso filho vão morar sozinhos em uma casa...
— Damon, nós já conversamos sobre isso. Eu te falei ontem à noite quando você ligou que a Caroline vai passar três dias comigo por semana, não tem com o que se preocupar.
— Elena você não entende que eu já estou enlouquecendo sem vocês por perto e quando eu souber que você está sozinha em uma casa enorme eu vou ter um ataque cardíaco? — revirei os olhos pelo seu drama — Não revire os olhos, estou falando sério! E por isso encontrei a solução pra esse dilema...
— Não me venha com as suas ideias absurdas, já disse que não vou para sua casa!
— Será que eu posso falar? — concordei — Você vai precisar de alguém que te ajude diariamente e eu sei quem pode ocupar esse cargo perfeitamente. A Mary.
— Você pirou? Damon, a Mary trabalha e cuida de você; garanto que você precisa de mais cuidados do que eu.
— Preferia outra pessoa cuidando de mim — me encarou fixamente me fazendo desviar o olhar — Já está tudo combinado, Mary amou saber que vai cuidar de você. Assim que você se mudar, ela vai está lá.
— Damon Salvatore! Você já tinha decidido isso antes de falar comigo? — perguntei incrédula.
— Claro. Você e o Henry vêm em primeiro lugar sempre Elena, entenda isso. Mas como você ama ter opinião própria então; Está combinado da Mary agora ficar na casa nova?
— E eu tenho opções? Não pela Mary, eu a amo... Mas você não me deixaria negar.
— Ainda bem que você tem consciência disso — sorriu abertamente e levantou-se caminhando em direção a minha cadeira por trás da mesa — Agora eu preciso ir meu amor, fique bem. — beijou minha testa — E você campeão, cuide da mamãe por mim ok?
E como sempre, Henry deu um pequeno chute como se afirmasse para o pai que tinha escutado seu pedido fazendo-o sorrir abertamente como todas as vezes que faz quando sente o nosso bebê mexer.
— Isso mesmo filho. — acariciou minha barriga — Tchau, eu amo vocês.
FLASHBACK OFF
Eu sabia que aquela era a forma que Damon tinha encontrado de está querendo ou não sempre perto de mim e do Henry sem ter que usar uma enorme desculpa para frequentar todo dia minha casa. Caroline tinha terminado meu cabelo e tagarelava sobre algo relacionado a sapatos. Como eu não tinha a mínima ideia do que se tratava, eu apenas balançava a cabeça em concordância enquanto me maquiava.
— Pode parar de balançar a cabeça como uma lagartixa Elena, eu sei que você não escutou nada do que eu disse — revirou os olhos — Posso saber o porquê de está tão pensativa?
— A Mary vai trabalhar lá em casa quando eu me mudar — disse enquanto aplicava o delineador.
— Que Mary? Não me lembro de nenhuma...
Ao escutar isso a ficha caiu que a Car nunca teve a oportunidade de conhecer aquela senhora simpática, eu tinha certeza que assim que as duas se conhecessem iam se dar super bem.
— Desculpa, esqueci completamente que você não a conheceu. Mary já é uma senhora de idade e ela trabalha para o Damon, pode-se dizer que ela cuida dele — sorri — E como Damon está preocupado demais com a minha decisão de morar sozinha, pediu para que eu aceitasse o pedido dela para que a Mary trabalhasse lá em casa.
— Eu concordo com o Damon dessa vez, apesar de continuar querendo jogar ele do décimo andar da empresa — sorriu meiga — Mas eu também vou ficar um pouco mais tranquila em saber que tem alguém de confiança com você.
— Acho que você escutou a minha conversa com o Damon atrás da porta, pois está repetindo o discurso dele.
— Estou apenas sendo sensata. Agora vamos que o Klaus já está lá em baixo.
*
Depois de uma hora de viagem nós estávamos em um local bastante distante da cidade, onde as enormes mansões predominavam na paisagem deixando o lugar que por si só já era puro luxo ainda mais requintado. Klaus parou em frente a um enorme portão de cor acinzentada e com a sua impressão digital em um pequeno aparelho que tinha ali conseguiu a autorização para entrar. Uau! A princesa Elizabeth morava aqui e eu não sabia? Arrependi amargamente de não ter comprado um vestido novo para esse jantar e queria matar Caroline por não ter me avisando que quando ela falou que eles eram ricos, era tipo a família real.
Descemos do carro e ao olhar ao redor daquele enorme local minha boca abriu ainda mais se aquilo era possível.
— Venham, vamos entrar — Klaus disse enquanto Caroline enroscava o braço no dele.
A enorme escadaria que dava acesso a porta principal estava iluminada de ambos os lados, algumas luzes também faziam a decoração do jardim. Klaus informou nossos nomes ao belo rapaz que estava ali com um pequeno aparelho nas mãos e ao verificar em alguns segundos, sorrio abertamente para nós e liberou a entrada.
Eu achava que não poderia ficar mais surpresa com aquela casa, mas ao entrar ali toda a minha teoria que a casa por fora era bonita demais para ser ainda mais por dentro foi ao chão... O piso de granito branco refletia a nossa imagem fazendo com que pudéssemos ver nossa sombra perfeitamente, no lado oeste dois enormes sofás se encontravam e o tapete vinho quebrava aquela zona “cleen”, a única parede nesse lado oeste que não era de vidro tinha uma enorme TV fixa nela. A visão privilegiada que aquelas paredes de vidro davam para o jardim era de tirar o fôlego e eu podia me imaginar passando boa parte de um dia de folga ali naquele sofá apenas apreciando toda aquela área verde.
No lado sul, ao lado de um enorme corredor, um bar com todos os tipos de bebida decorava a sala e servia os convidados que ali estavam. No lado leste, poltronas estilo realeza dava graça ao local e a lareira aquecia o ambiente, por fim me deparei com um enorme piano preto de cauda e meus dedos coçaram de saudades em tocar aquele instrumento. Desde os dez anos que aprendi a tocar e aquilo era um válvula de escape para os meus problemas, mas infelizmente fazia um bom tempo que eu não tocava.
— Me sinto uma verdadeira princesa quando venho aqui — Caroline sussurrou em meu ouvido. Pude observar que Klaus estava conversando alguns homens e nós agora estávamos sozinhas.
— Eu estou me sentindo agora à empregada da rainha Elizabeth, porque você não me avisou para comprar um vestido novo e que chegasse pelo menos aos pés disso aqui? — perguntei irritada.
— Você está maravilhosa, Elena... Não começa. — retrucou — Lá vem Klaus e os irmãos...
O loiro caminhava em nossa direção na companhia de dois rapazes, um parecia ser mais velho do que ele e o outro era bem novo.
— Elena, quero que você conheça meus irmãos — Klaus me indicou aos rapazes — Esse é o meu irmão mais velho, Elijah e esse aqui o meu irmão mais novo, Kol. Rapazes, essa é a Elena... Melhor amiga da Caroline.
— Olá Elena, é um prazer conhecer você — Elijah falou enquanto beijava minha mão. O seu sotaque carregado e seu porte extremamente elegante me faziam lembrar ainda mais de um lorde inglês.
— Hey Elena — Kol beijou meu rosto — Não sou tão refinado como o Eli... E nem quero ser — sussurrou a última parte me fazendo sorrir.
Kol e Elijah eram pessoas excepcionais, a conversa fluía como se nos conhecêssemos há anos. Como todos que acabo de conhecer, me perguntaram de quantos meses eu estava e claro onde estava o pai do meu bebê; eu já estava expert na resposta. Pouco tempo depois, Rebkah e Finn chegaram com seus respectivos acompanhantes.
Matt me deu um abraço apertado, fazia bastante tempo que tínhamos nos encontrado já que ele estava quase sempre na França.
Pouco antes do jantar, Klaus me apresentou aos seus pais; Esther e Mikael eram a educação inglesa em pessoa, e agora eu sabia de onde vinha a enorme receptividade dos filhos. Todos eram perfeitos.
Elijah me fez companhia durante toda a noite, ele fazia com que qualquer pessoa se sentisse bastante a vontade. No jantar, mais uma vez me surpreendi com a beleza daquele local e o meu agora acompanhante da noite fez questão de explicar o que sabia sobre aquela casa e o porquê da preferência dos pais por aquele lugar. O jantar de “boas vindas” aos Mikaelson foi um total sucesso, ao sentarmos na gigante mesa foi onde eu percebi quantas pessoas estavam ali.
Por fim, enquanto os rapazes resolviam alguns problemas Caroline, Rebekah e Anne tagarelavam sem parar sobre as ideias que tinham tido para a minha casa. Mesmo não aceitando muito a minha mudança, Car sabia que aquilo era importante para mim e estava empolgada para começarmos a decorar todo o ambiente que segundo ela é a coisa mais importante que eu tenho que fazer nos próximos dias.
Todos os convidados que não eram da família foram embora, dando finalmente a liberdade dos rapazes se sentarem conosco para conversar. Esther e Mikael estavam extremamente cansados devido a intensa rotina que eles estão tendo desde que chegaram a Nova Iorque, mas antes de se recolherem despediram-se de todos e fizeram questão de falar que adoraram me conhecer naquela noite.
— Rebekah, preciso que você me passe o contato daquela empresa que ficou responsável pela pintura e acabamento do seu apartamento — sorri — Preciso adiantar rapidamente esses pequenos ajustes lá na casa.
— Claro, te passo sim — disse enquanto mexia no seu anel.
— Elena, eu tive uma ideia e o Klaus concordou — franzi o cenho e indiquei com a cabeça para ela continuar — Acho que como todos aqui são seus amigos, incluindo os que você conheceu hoje — sorriu abertamente — deveríamos te ajudar nisso. O que acha de nós mesmos fazer esses ajustes?
— Car, claro que não! Todos vocês precisam descansar, e eu posso muito bem entrar em contato com a empresa que fez o serviço para a Bekah.
— Eu acho uma ótima ideia — Elijah olhou em minha direção — Vai ser um jeito legal de nos entrosarmos e ao mesmo tempo vamos te ajudar.
Todos concordaram com Elijah e, depois de bastante insistência das meninas e até dos rapazes eu fui convencida. Não achava justo fazer com que eles trabalhassem na folga deles, mas parece que a minha opinião naquele momento não contava muito pois todos já estavam planejando os horários que iríamos chegar amanhã e como iríamos nos dividir nas tarefas.
*
— Podemos combinar de sair para jantar algum dia, Elena — Elijah como sempre educado demais até para sugerir algo, aquilo me fazia rir internamente — Todos nós.
— Claro, seria ótimo.
Despedi-me de todos e marcamos de nos encontrarmos no meu apartamento e da Car devido a apenas eu saber onde se localizava a casa. O caminho foi bastante tranquilo, parecia que todos ali estavam bastante desgastados, ao chegarmos desci do carro e me despedi do Klaus agradecendo pela noite agradável que ele e a família me proporcionaram, Caroline continuou lá se despedindo do namorado e eu resolvi dar privacidade aos dois.
A primeira coisa que fiz ao entrar no apartamento foi retirar aqueles sapatos que estavam matando os meus pés juntamente com a minha coluna, minha barriga já estava me cansando bastante e a lei dos sapatos baixos para grávida já estava sendo aplicada a mim. Retirei meu vestido e coloquei a banheira para encher, Henry parecia finalmente ter despertado e agora se movia sem parar dentro de mim, toda vez que eu tinha o privilégio de senti-lo era como se fosse à primeira vez.
Meia hora tinha se passado e ao me enrolar na toalha saindo do banho, percebi que minha amiga ainda não tinha subido e aquilo me deixou preocupada. Caso ela tivesse decidido ir para a casa do Klaus ela teria me avisado e eu não sabia ao certo se ligava ou não, pois não queria interromper nenhum momento dos dois. Resolvi ligar para o meu porteiro para perguntar se o carro ainda se encontrava estacionado na frente do edifício e ao escutar sua afirmação relaxei totalmente.
Minha coluna implorava por descanso, assim que deitei em minha cama a sensação de relaxamento tomou conta do meu corpo. Às vezes eu preferia está sempre fazendo algo, ou conversando com alguém porque só assim eu evitava pensar o quanto eu estava com saudades dele. Aquela sensação de que seu peito está queimando sempre estava comigo todos os dias, por mais que eu negasse ou procurasse qualquer outra distração Damon me fazia uma falta tremenda. Eu tinha saudades do seu cheiro, do seu abraço e dos seus beijos... Ou apenas do ato de deitar no seu peito e se sentir segura. Eu queria tanto ele comigo... Uma lágrima teimosa rolou pelo meu rosto e ao escutar o barulho da porta sendo aberta rapidamente tratei de secar e esconder as evidências do meu choro.
A figura de Caroline com o rosto repleto de lágrimas e avermelhado me fez levantar abruptamente.
— Meu deus Car, o que aconteceu? — perguntei assustada.
— Lena você não sabe o que aconteceu — sorriu em meio às lágrimas — O Klaus... Ele me pediu em casamento!
Arregalei os olhos ao escutar aquilo e a minha primeira atitude foi abraçar fortemente minha amiga.
— Céus, parabéns!
— Obrigada — nos afastamos — Ele disse que pensou em me pedir no jantar, mas que sabia que eu iria ficar sem jeito o bastante para travar e deixá-lo sem uma resposta na frente de todos — riu enquanto secava as lágrimas — Eu ainda não posso acreditar...
— E o que você está fazendo aqui? — coloquei as mãos na cintura — Vá agora comemorar com o seu noivo!
— Mas você...
— Parou, não sou nenhuma criança ou alguma doente! Vai agora porque eu sei que ele ainda ta lá em baixo te esperando para curtir a noite — sorri maliciosa.
— Eu te amo Lena, demais! — me abraçou e rapidamente se foi.
Sentei-me na cama e tentei processar aquela novidade enorme... Minha melhor amiga iria se casar. Eu estava imensamente feliz por ela, se alguém merece ter toda a felicidade do mundo é a Caroline, mas algo me deixava com uma sensação estranha.
As imagens que eu repreendia tanto tomaram conta da minha mente e foi impossível não me colocar no lugar da minha amiga. Nunca iria sentir inveja dela ou algo do tipo, mas infelizmente eu não podia deixar de me por no lugar dela e está radiante por ter sido pedida em casamento por ele. Deitei em minha cama e quanto mais eu repudiava aquelas imagens mais elas surgiam, um soluço alto atravessou em minha garganta e quando eu percebi já estava “nadando” em minhas lágrimas.
Eu queria tanto poder construir verdadeiramente uma família, casar com ele e dar ao Henry uma família. Nunca quis nada disso, mas o Damon me fez pensar em todas as possibilidades... Minha mãe sempre diz que você nunca vai pensar nisso enquanto não amar alguém pra valer, que você queira viver tudo com ela e isso é a mais pura verdade. O aviso de mensagens do meu celular soou e ao ler a mensagem meu momento depressivo só aumentou ainda mais.
“Boa noite meu amor, espero que você e o nosso
bebê estejam bem... O que eu mais queria era
vocês aqui comigo mas infelizmente querer
não é poder.
Eu te amo demais, nunca se esqueça disso.
Diga ao Henry que eu o amo.”
Levei meu celular até o peito e deixei o choro tomar conta mais uma vez de mim, eu só queria poder acordar e ver que tudo isso era um grande pesadelo. Que ele ainda continuava ali deitado ao meu lado e tudo estava bem.
Mas infelizmente, tudo isso era a minha realidade.
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