Surprises of Fate

43 Capítulo 42 - A little jealousy does not hurt...


Notas iniciais
Olá morecos! Senti falta de algumas meninas comentando no capítulo anterior, cadê vocês? Ainda estão na Depressão Pós Copa ou??? Enfim, eu estou muuuuuito feliz porque Surprises of Fate chegou a marca de 1000 comentários, woooooooow! Quando eu comecei escrever essa fanfic eu nunca imaginei que iria chegar a esse ponto, pra falar a verdade acreditava que não passaria de dez capítulos porque ninguém iria se interessar pela história, mas veja só... Hoje temos 250 pessoas acompanhando, 83 favoritos e 20 recomendações, jamais iria imaginar isso tudo!! Kelly Grey e Nina Gilbert Salvatore muito obrigada pelas recomendações, me deixaram extremamente feliz e espero que vcs tenham gostado dos spoilers. Mores, recebi um pedido de uma leitora para fazer um spin off Klaroline assim que acabar SOF mas a questão é; Eu to super sem tempo porque estou estudando MUITO e, já tenho um novo projeto de fic também Delena que vou começar a escrever em meados de Novembro após meu vestibular, então infelizmente não tem como eu fazer esse spin off, talvez eu possa fazer nos últimos capítulos um especial Klaroline contando como a vida deles estão mas não prometo nada. Outra coisa, minhas aulas já retornaram e com elas a loucura pra o vestibular, estou na escola pela manhã e quando chego minha maratona de oito horas seguidas de estudo começa então imaginem como estou, o próprio zumbi de The Walking Dead... Por esses motivos a atualização de SOF agora vai ser nos finais de semana, fiquem tranquilas que no sábado ou no domingo vai ter capítulo novo ok? SERÁ QUE TEM ALGUÉM LENDO AQUI AINDA? HAHAHAHAHA Finalmente... Boa Leitura!

O clima estava ao nosso favor, o sol brilhava no céu de Nova Iorque deixando o dia ainda mais belo. Enquanto eu procurava uma roupa leve e ao mesmo tempo em que desse para sair, eu pensava nos meus planos para hoje.

No dia anterior eu tinha ido depositar a última parte do valor da minha casa, assinar os papéis e por último, porém não menos importante pegar a minha chave. Antes de ir para o meu futuro antigo apartamento resolvi dar uma olhada novamente na minha casa, como todos passariam o dia lá eu iria precisar fazer algo para todos nós comermos e como a casa não tinha nenhum móvel ou eletrodoméstico eu iria ter que me virar em trinta. Quando fui com o Thomas não pude observar tão bem a parte de lazer da casa, mas ontem eu finalmente pude observar bem; uma área coberta com algumas cadeiras deixava tudo com o aspecto de “veraneio”, uma cozinha também existia lá e foi onde eu pude deixar uma preocupação de lado; Um fogão já adaptado ao enorme balcão que tinha ali iria facilitar a minha vida.

Vesti um short jeans e uma blusa sem mangas que marcava bem a minha barriga, apesar de tudo que está acontecendo eu tentava aproveitar ao máximo essa fase. Caroline colocava no meu carro tudo que eu tinha pedido a ela para podermos almoçar tranquilamente na casa enquanto trabalhávamos. Ontem quando minha amiga teve a ideia de irmos todos para lá e nós mesmos organizá-la eu não achei tão apropriada, iria acabar com um dos únicos dias de folga que todos ali tinham... Mas, ao perceber que todos estavam animados com a ideia e em pensar que iria ter um tempo com todos os meus amigos juntos pude ver a enorme boa intenção da minha amiga; ela sabia que eu estava precisando disso.

Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e sai a procura da loira, uma única caixa estava sobrando em cima da nossa mesa mostrando que minha amiga já tinha levado tudo para o carro.

— Pronta mamãe? — uma loira animada com trancinhas em cada lado apareceu na porta.

— Claro — sorri — Tudo já está no carro?

— Sim, sobrou apenas essa caixa com alguns pratos e copos que vamos usar hoje.

Levamos a única caixa que faltou e ao terminar subimos novamente para o nosso apartamento. Finn ligara avisando que já estava a caminho acompanhado dos irmãos e Anne, Rebekah e Matt não foi preciso nenhuma ligação, pois sabíamos que eles já estavam perto devido a uma mensagem da loira.

Peguei alguns cartões já que iria precisar para comprar algumas tintas e o que precisasse para a pintura do imóvel e os guardei na pequena bolsa que estava levando. Não demorou muito para escutar as vozes de todos na sala, ao chegar à sala me deparei com uma Caroline abraçada em Klaus curtindo mais um pouco seu momento “pós-pedido-de-casamento”. Minha amiga tinha feito questão de voltar bem cedo hoje para me ajudar com a organização do que eu iria levar para casa mesmo eu dando a ela total liberdade de vim para cá apenas quando o noivo vinhesse, porém como de costume ela não me escutou.

— Antes de seguirmos para a casa da Lena, preciso comunicar a vocês uma novidade — Klaus sorriu abertamente juntamente com a Caroline, e eu já sabia que eles iriam dar a notícia.

— Não me diga que a loirinha também está grávida! — Kol exclamou.

— Ainda não — Klaus revirou os olhos para o irmão — Mas nós vamos nos casar.

Todos abraçaram o casal que exalavam felicidade e animação, abracei novamente a minha amiga e agora pude desejar tudo o que eu queria para Klaus. Depois de todos terem processado a novidade, resolvemos que as meninas iriam no meu carro para começar a planejar as cores já ali e os rapazes iriam com o noivo da minha amiga.

Car já estava com uma enorme lista em mãos, tudo que as meninas iam falando no caminho ela ia anotando rigorosamente. Uma pequena votação foi estabelecida dentro do carro para decidirmos a cor que iria ser o quarto do Henry e consequentemente todo o seu enxoval; as meninas diziam que eu deveria optar por outra cor que não fosse o azul para sair do tradicional e eu concordava com elas plenamente. Pedi para Caroline pesquisar em seu tablet algumas decorações na internet que fossem bonitas e ao mesmo tempo fáceis de ser fazer, pois iria ser nós mesmas com a missão.

Não encontramos nenhum modelo que nos agradássemos, mas a cor já tinha ficado decidida em um tom de verde que não poderia ser considerado nem escuro e nem claro, e branco. Depois de mais ou menos quarenta minutos chegamos ao condomínio, como eu as meninas ficaram encantadas assim que entramos e elas se depararam com a arborização que ia do começo da “rua” ao seu fim. Estacionei meu carro em uma das vagas que tinha em frente à casa e rapidamente Klaus encostou ao meu lado.

Enquanto todos se dividiam para pegar as coisas que estavam no carro, eu abria a casa e todas as janelas da parte de baixo deixando o lugar mais arejado.

— Car, a cozinha é aqui — mostrei a loira que bateu palminhas animada — Mostra para os rapazes e em seguida vamos ver o resto da casa para decidirmos o resto das cores.

Minha amiga concordou e saiu rapidamente para guiar todos. Ao voltar para a garagem, encontrei Elijah retirando a última caixa que tinha ali e fechando a mala do carro do irmão.

— Hey! — sorri, Elijah hoje nem parecia o homem vestido de terno na noite anterior. A blusa sem mangas e a bermuda o deixava com o jeito bem despojado — Eu ainda estou me sentindo horrível por fazer você e seus irmãos trabalharem no dia de folga.

— Não se sinta, querida — respondeu com o seu tom de lorde — Estou adorando está aqui hoje, e poder apreciar uma bela visão — desviei o olhar do seu e senti que estava totalmente corada — Por sinal, é uma bela casa. Parabéns.

— Ah, obrigada. Vem, eu te ajudo a levar essa caixa...

— Não precisa sweet, apenas me mostre onde você quer que eu a coloque.

Depois daquele momento super constrangedor com o Elijah, mostrei os outros cômodos do andar de baixo para todos e por fim na parte superior. Para não atrasar tanto o dia, pegamos tudo que precisávamos e seguimos para um Homer Center que por sorte não ficava tão longe do condomínio, Klaus e todos os outros resolveram ficar para começar a demarcar com fitas onde iria precisar de pintura.

Ao chegarmos à loja rapidamente fomos atendidas e encaminhadas para a parte que nos interessava, primeiramente escolhemos as cores mais neutras que no geral seria para boa parte da casa. Deixando por último apenas meu quarto e o do Henry, para o meu resolvi destacar apenas uma parede com uma cor mais forte e do meu pequeno iria ser aquilo que tínhamos decidido no caminho.

Depois de finalizar nossa compra, o vendedor colocou todas as tinhas no porta mala e seguimos para minha casa.

*

— Olha, nós vamos ficar apenas com o quarto do Henry — Caroline falava autoritária — Klaus já sabe as cores que a Elena vai querer nos outros cômodos, vamos lá.

— É Klaus, agora eu entendo porque você faz tudo que ela manda — Kol batia nas costas do Klaus enquanto sorria debochado.

Subimos para o quarto do meu pequeno e começamos a pintar as paredes que não iriam ter nenhum detalhe com a cor branca, apenas a verde. Nenhuma das meninas me deixaram fazer alguma coisa, Rebekah afirmava que meu dever hoje seria apenas “mandar”... As meninas ao mesmo tempo em que pintavam aquela parte, como se fosse automático várias ideias surgiram em minha mente para a parte que estava sem nenhuma cor até agora.

— Car, eu já sei como vamos fazer essa parede — sorri animada e todas as meninas pararam para me escutar — Vamos colocar essa fita mais grossa na vertical e os espaços que não estiverem com a fita vamos pintar de verde... E no fim pintamos a parte que está com a fita de branco.

— Céus, vai ficar perfeito! Eu já consigo imaginar tudo! — Anne sussurrou como se estivesse maravilhada.

Como as meninas não me deixavam fazer nada com que necessitasse muito do meu esforço, fui colocando as fitas na parede deixando pronto para quando elas fossem para aquela parede.

Henry dava os primeiros sinais que necessitava de comida para voltar a ficar quietinho, e automaticamente deduzi que já estava passando da hora do almoço. Desci as escadas e a sala já estava quase toda pintada com uma cor bege bastante agradável, apenas Matt estava terminando a sala e ao me ver acenou com a mão. Cheguei à cozinha e ao ver quem estava lá ajudando os outros rapazes meu corpo ficou totalmente inerte; seus músculos estavam expostos devido à camisa branca que não continha mangas e marcava perfeitamente seus músculos, uma bermuda de tecido macio pendia deliciosamente no seu quadril deixando aquela vontade de explorar aquela área ainda maior, os cabelos desgrenhados estavam pesados devido ao suor e um sorriso de tirar o fôlego brincava em seus lábios.

Como se sentisse a minha presença, ele olhou para trás e ao me ver largou rapidamente o pincel que estava em sua mão vindo em minha direção.

— Oi meu anjo — sorriu abertamente no seu ar de superioridade. Com certeza ele tinha tirado a paciência do Finn para dar o endereço daqui quando soube que todos nós estávamos reunidos. — Como meu campeão está? — ajoelhou-se levantando minha blusa — Oi filho, papai está aqui, já pode chutar para mim — Henry como sempre muito obediente ao pai chutava e fazia a festa ao escutar a voz dele. Damon sorriu abertamente e beijou novamente minha barriga.

— Posso saber o que você está fazendo aqui? — sussurrei não querendo atrair a atenção de ninguém.

— Ora, estou ajudando a pintar a casa do meu filho e da minha mulher...

— Do seu filho sim, da sua mulher não — a expressão dele de um sorriso foi para uma carranca — Não acredito que você encheu a paciência do coitado do seu amigo até ele dar o endereço...

— Não vou discutir com você meu amor, vou ajudar os rapazes — beijou novamente minha testa.

Balancei a cabeça em negação e peguei os mantimentos que estavam na bancada e levei para a área externa da casa. A única coisa que eu sabia fazer e tinha certeza que não iria queimar nada ou colocar fogo a onde eu estava era lasanha e foi o que optei fazer, coloquei a água para ferver e comecei a cortar algumas verduras que iriam servir para o tempero da carne. A voz de Damon vindo da cozinha me fez distrair por várias vezes e quase cortar o dedo , eu o amaldiçoava por até sua voz ser uma enorme tentação para mim. Era incrível como ele me fazia perder o chão, ao vê-lo tão despojado daquele jeito nessa casa era impossível não imaginá-lo para sempre ali comigo.

Tentei expulsar tudo isso da minha mente e ao virar parar para guardar em um pequeno recipiente as verduras cortadas me deparei com Elijah observando os meus movimentos.

— Hey! Sei que você deve está morrendo de fome, mas não vai demorar muito, prometo! — disse enquanto despejava a carne em uma panela separada para começar o cozimento.

— Não, estava apenas te observando tão concentrada no que fazia — sorriu galanteador. — Quer alguma ajuda?

— Não precisa, obrigado. Até agora estou conseguindo lidar com tudo sem colocar fogo em nada...

*

O almoço ao ar livre foi bastante agradável, a mesa no jardim era bem espaçosa e todo mundo almoçou confortavelmente. Elijah e eu engatamos em uma conversa ótima, ele me contou várias coisas da sua vida e eu fiz o mesmo, do outro lado da mesa Damon lançava um olhar mortal para o meu novo amigo e eu fazia de conta que não estava vendo sua carranca.

Os meninos conseguiram terminar a cozinha antes do almoço, assim, dando início aos quartos no andar superior. Caroline, Rebekah e Anne pareciam animadas com o andar do trabalho delas no quarto do meu pequeno e não autorizaram a minha entrada lá até o término o que me deixou bastante irritada. Com toda a paciência do mundo e por conta do meu excesso de tempo livre, lavei toda a louça e limpei a mesa que tínhamos almoçado.

Por fim, sentei-me na beira da piscina com apenas os pés dentro da água levantando minha blusa deixando minha barriga exposta. Henry estava calmíssimo depois do almoço, como se estivesse tirando sua soneca da tarde, mas eu sabia muito bem que aquela calmaria toda acabaria se ele escutasse a voz do pai...

— Elena, quero conversar com você — Céus, porque eu fui pensar nisso?

— Agora não Damon, o Henry finalmente ficou quieto e deu descanso para a minha coluna — suspirei — Você aqui falando só vai atrapalhar o meu momento de paz, ele não se contem quando escuta a sua voz.

Damon agora sorria orgulhosamente da atitude do filho me fazendo revirar os olhos. Como vou lidar com eles quando o Henry já estiver aqui?

—Elena não gosto daquele irmão do Finn — eu sabia que tinha algo haver com Elijah, ele não iria perder a oportunidade de implicar...

— O nome dele é Elijah, e ao contrário de você eu o adorei. Um homem muito refinado, elegante, uma ótima companhia.

— Não me provoque Elena Gilbert — sussurrou — Você viu o tempo inteiro como eu estava me segurando no almoço para não partir a cara daquele lorde de meia tigela ao meio.

— Não fala besteira Dam! E o que você tem haver mesmo com a minha vida? — o encarei irritada.

— Sou o pai do seu filho ora essa! E o seu homem, claro — disse presunçoso.

— Pai do meu filho sim, meu homem não. Não mais — sorri debochada — Agora me deixe descansar, você não tem nada com o que se meter no meu ciclo de amizade.

— O problema que ele quer ser mais do que um amigo se é que me entende — jogou as mãos para cima — Ele quer entrar na sua calcinha!

Ao escutar aquela expressão um riso descontrolado tomou conta de mim, de onde Damon saia com aquelas coisas?

— Eu sou solteira Damon, e a minha vida amorosa corresponde somente a mim... Me deixa descansar vai!

O moreno bufou e saiu pisando duro mostrando o quanto estava irritado pela nossa conversa, onde já se viu agora Damon querer dizer com quem eu devo ou não conversar? Fechei meus olhos e apoiei meu corpo em meus braços que estavam um pouco para trás deixando o sol me aquecer por inteiro. Escutei passos vindos em minha direção e meus olhos reviraram internamente por imaginar que seria Damon novamente com as suas conversas ciumentas.

— Posso te fazer companhia? — o sotaque inglês encheu meus ouvidos me fazendo abrir os olhos e sentar corretamente.

— Claro — Elijah sentou ao meu lado e assim como eu colocou os pés dentro da piscina — Desculpa se te coloquei em uma situação complicada com o Damon...

— Céus, não! Não tem situação nenhuma, Damon não é nada meu apenas pai do meu bebê — dizer aquilo doía muito, era como se cravassem uma estaca em meu coração —Ele mesmo se colocou nessa situação, estamos nos adaptando...

— Sei o quanto pode ser difíceis términos ou algo parecido — suspirou.

— Você namora ou é casado? — perguntei curiosa.

— Sou viúvo.

— Oh perdão! Mil desculpas, não quis ser inconveniente Elijah...

— Não foi querida, eu meio que consegui superar... Já se passara cinco anos e eu sei que ela não gostaria de me ver sofrer.

Concordei em silêncio. Eu estava morrendo de curiosidade para saber como sua esposa era e a causa da sua morte, mas eu não seria tão intrometida a esse ponto.

— O nome dela era Rose Marie, tinha olhos verdes e seu cabelo castanho claro curto a deixava ainda mais bela... — preferi não me pronunciar, pois não queria interromper o seu momento e eu realmente estava querendo saber à história deles — Nos conhecemos na faculdade, mas só começamos a namorar mesmo no nosso último ano... Os outros três fomos apenas amigos. Assim que nos formamos, compramos um pequeno apartamento e passamos a morar juntos... Depois de longos três anos nos organizando, eu me firmando e conseguindo uma boa vida na empresa do meu pai planejamos nos casar, mas infelizmente isso não chegou a acontecer. Seis meses antes da cerimônia, Rose e eu estávamos vendo algumas casas para comprarmos e ela passou muito mal... — suspirou fundo como se lembrar daquilo doesse muito — E foi aí que descobrimos que ela estava com um tumor no cérebro...

— Céus, Elijah! Não precisa falar mais nada, por favor...

— Não Elena, eu estou bem — sorriu me encarando, mas seu sorriso era forçado, não existia nenhum resquício de alegria ou sinceridade ali — Os três meses seguintes foram sofridos para ela e para mim, as várias consultas semanais que ela tinha era desgastante sem falar nos diversos tratamentos que tentamos... Mas o tumor já estava muito avançado, a cada dia eu via minha mulher ficar cada vez mais fraca e sem vida. E infelizmente um dia ela não acordou mais, na noite anterior ela abriu seu coração de uma forma que nunca tinha feito... Disse o quanto me amava, que eu era o homem da vida dela e tudo mais. Acho que ela estava sentindo que eram as últimas horas de vida dela, sabe? — concordei com a cabeça — Mas eu agradeço por ter tido a chance de me despedir dela e falar também tudo que eu sentia...

— Eu sinto muito Elijah, eu não consigo imaginar a dor que você sentiu ao perceber que ela tinha partido — Eu não conseguia e nem queria pensar nisso, imaginar que um dia eu poderia perder o Damon desse modo fez meu coração apertar e um nó se instalar na minha garganta.

— Passei um ano depressivo, mas depois de sonhar com ela me pedindo para retomar a minha vida e afirmando que me ver daquele jeito a machucava atendi o seu pedido...

— Fico muito feliz que você conseguiu Elijah, são poucos que conseguem superar uma perda dessa proporção... E estou contente que você me considere uma amiga para contar tudo isso. — sorri.

— Você me passa uma confiança enorme, Elena. — me encarou sério.

Seus olhos estavam fixos no meu e eu não sabia bem como agir. Podia sentir perfeitamente meu rosto corando e eu tentava buscar algo para nos tirar daquela situação extremamente vergonhosa.

— Elena, os garotos terminaram de pintar tudo lá em cima! — Caroline gritava da porta da cozinha — E nós terminamos o quarto do Henry, vem ver!

Agradeci a todos os santos e a Caroline por ter interrompido aquele momento, Elijah já estava próximo o bastante de mim para eu sentir sua respiração pinicando no meu rosto. Levantei rapidamente deixando o homem para trás e segui minha amiga escada acima.

Caroline foi me mostrando quarto por quarto e eu realmente estava impressionada pelo serviço dos meninos, tinha ficado tão perfeito quanto o de um profissional. Ao chegar em frente ao quarto do meu pequeno, Car avisou que quem deveria entrar primeiro ali era a mãe e depois o resto poderia olhar a grande obra delas. Damon resmungou que era o pai e merecia ver primeiro junto comigo, a contra gosto minha amiga concordou e descaradamente ele pegou a minha mão me puxando para um abraço. Eu sabia bem o que ele estava fazendo, marcando território como um cachorro faz. Idiota.

Anne e Bekah abriram a porta e ao entrar no ambiente meus olhos automaticamente marejaram, estava perfeito. As três paredes que estavam com um tom de verde ganharam um rodapé com a mesma decoração de lista da parede central, e a parede central estava magnífica com um tom de verde ainda mais claro que as outras paredes e o branco se destacando entre as outras listas.

— Meninas, isso aqui ta maravilhoso — abracei as três juntas — Eu não tenho palavras para agradecer, eu amo vocês! — falei chorando.

— Você está ainda mais emotiva agora — Bekah falou enquanto fungava.

— Loirinhas, vocês estão de parabéns! — Damon sorriu sincero — Tá maravilhoso, o Henry vai amar — me puxou dos braços das meninas e me abraçou enquanto acariciava minha barriga. Chegava a ser engraçado ver o Damon tentando mostrar a todos de qualquer jeito que eu ainda estava com ele e que não era para nenhum homem chegar perto de mim.

— Já pode parar — sussurrei no seu ouvido — Você está igual a um cachorro tentando marcar território, eu não sou sua propriedade Damon! — bati em seu braço.

— Não quero nenhum marmanjo tocando em você, isso me deixa possesso, eu tenho vontade de matá-lo Elena — disse sério e aquilo me assustou.

— Não fale isso nem brincando ok?

Todos já tinham saído do quarto restando apenas eu e ele ali, sai rapidamente do quarto e desci as escadas em busca das meninas. As encontrei guardando tudo que tínhamos trago dentro das caixas já as organizando para levar ao carro, assim que cheguei todos os olhares maliciosos foram direcionados a mim me fazendo revirar os olhos.

— Então quer dizer que alguém aqui conquistou um coração Mikaelson logo de cara — arregalei os olhos e as encarei sem entender. Eu realmente pensava que elas iriam falar algo sobre meu momento com o Damon ainda pouco e ao encarar Caroline consegui entender rapidamente de onde tinha vindo àquela história. Ela viu o meu momento mais do que estranho com o seu cunhado.

— Não estou entendendo o que vocês estão dizendo — me fiz de desentendida enquanto guardava os copos.

— Sem essa Leninha — Car sorriu debochada — Eu vi o maior climão que vocês estavam quando eu te chamei e nem adianta negar.

— Eu não vi, mas ontem eu pude presenciar como meu irmão mais velho se encantou pela “doce Elena” — Rebekah imitou a voz do Elijah enquanto abria aspas ao vento — Acho que ele está apaixonado.

— Não fala besteira! Apenas nos demos super bem.

— Acho que não Lena, dessa vez tenho que concordar com as meninas — Anne disse como se estivesse se desculpando — Finn me disse que fazia bastante tempo que não via Elijah encantado por uma mulher e você conseguiu essa façanha...

— Vocês estão sonhando. Vamos levar essas coisas para o carro, por favor...

Notas finais
SPOILER CAPÍTULO 43 "— Oi querido, como vai? — fechei os olhos ao escutar a voz da minha mãe. Desde que eu e Elena terminamos não tive coragem de falar com a dona Edna, era impossível imaginar o tamanho da decepção que ela sentiria ao saber que eu estraguei tudo com a sua nora tão querida. — Oi mãe, vou bem na medida do possível — suspirei massageando a têmpora esquerda — E a senhora? — O que aconteceu Damon? Pelo seu tom de voz eu sei que nada está bem — falou preocupada — E eu vou bem, mas me conte o que te aflige querido... Eu não sabia bem por onde começar, eu sabia que de qualquer jeito ela ficaria uma fera e magoada comigo, porém era inevitável não tentar encontrar um método de não ser tão odiado pela minha família. — Mãe... Eu e a Elena não estamos mais juntos — minha voz saiu embargada. Anos poderiam se passar, mas ao falar aquilo sempre um nó iria se formar em minha garganta..." ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- hmmmmmmm próximo capítulo tem Damon contando a Dona Edna que ele não está mais com a Elena, o que será que vai acontecer? Gostaram desse capítulo? E as cenas Delena? Damon com ciúmes e marcando território, o que acharam??? COMENTEM MUUUUUUITO E RECOMENDEM TAMBÉM! Próximo capítulo tem mais Damon ciumento... QUEM RECOMENDAR, GANHA SPOILER EXCLUSIVO DO PRÓXIMO CAPÍTULO! Tô no twitter: @likenian Amo vocês, até o próximo fds! xx