Surprises of Fate

10 Capítulo 9 - Sensations


Notas iniciais
Oi amores! Queria agradecer a quem comentou, amei todos os comentários! As novas leitoras sejam bem vinda lindas! Enfim, vim postar hoje porque estava sendo ameaçada se não postasse logo hahahaha. Capítulo um pouco maior do que o normal e apenas acho que vocês vão gostar! Me digam pelos comentários se gostaram ou não! Capítulo todo narrado pela Elena. Boa Leitura!

Inferno! Inferno é o nome do trânsito de Nova Iorque! Ainda não são nem oito da manhã e o trânsito já está esse caos, céus eu vou chegar atrasada na empresa. Hoje decidi vim no meu carro já que a Caroline iria um pouco mais tarde porque Klaus iria levá-la. Meus dedos tamborilavam impacientes no volante, tentando imitar o ritmo da música que tocava no rádio no momento, estava com a impressão de que a cada dez minutos conseguíamos andar um centímetro nesse congestionamento horroroso.

Enquanto esperava o trânsito andar, observava as pessoas totalmente agasalhadas caminhando rapidamente com seus enormes guarda-chuvas. O céu estava totalmente fechado e caia uma forte chuva lá fora, fazendo as pessoas andarem ainda mais rápido que o normal. Aos poucos o trânsito foi seguindo e finalmente consegui seguir meu caminho de verdade. Já estava um pouco melhor depois de tudo que aconteceu, tentei pensar que talvez o Cary não fosse o pai certo para o meu bebê, por isso todo o desastre no meu plano. Ainda não tinha conversado com minha mãe ou com alguém da minha família sobre o ocorrido, e pra falar a verdade não pretendo contar a eles até que ache outro doador.

Cheguei na empresa meia hora atrasada, estacionei o carro e andei o mais rápido possível para a minha sala, cumprimentando rapidamente quem passava por mim. Entrei na minha sala, retirando meu casaco pesado e ficando apenas com a minha blusa de manga comprida. Como Caroline falou hoje de manhã, tinha uma pequena lista que ela mesmo fez das coisas que precisava fazer que estava pendente já que ontem não vi. Peguei a lista e não era nada pequena como a Caroline falou, mas resolvi começar.

A manhã passou rapidamente, resolvi almoçar na minha sala mesmo para poder da conta de todo o trabalho. As vezes meu pensamento desviava totalmente daquele amontoado de papel que tinha na minha frente, e se direcionava ao meu futuro, mas rapidamente jogava esses pensamentos para o lado esquerdo e continuava com o que realmente me interessava no momento. Terminar meu trabalho.

Estava totalmente distraída ao telefone falando com a representante da nova empresa que estamos cuidado, quando vejo um Damon sorridente entrando na minha sala e falando silenciosamente: “Licença”. Franzi minha testa para aquele ser convencido que estava na minha frente e continuei a conversa com Margareth, a representante. Damon tinha uma das suas mãos no queixo como se analisasse tudo que eu fazia e falava, já estava ficando totalmente incomodada com aquele seu olhar penetrante e fazia de tudo para olhar para qualquer outro lugar da sala. Finalmente a chamada terminou, e virei minha cadeira em sua direção.

— O que quer Damon? — falei impaciente guardando os papéis em minha gaveta.

— Saber se você está bem... — Como assim saber se eu estou bem? Não é possível que ele já esteja sabendo de tudo, como ele consegue? — Você sabe... Sobre o motivo de não ter vindo ontem.

— O que? Pode me explicar como você consegue saber da minha vida tão rapidamente? — falei estressada.

— Ah Elena, isso é fácil, mas vamos deixar isso pra lá. Eu gostaria de saber se você quer jantar comigo hoje depois do trabalho? Beber algo e comer uma boa comida, sei lá — sorriu.

— Não, obrigado. — Não estava nem um pouco de sair com Damon, sempre seria mesma coisa das outras vezes que ele conseguiu fazer que eu saísse com ele. Passar a noite jogando seus “encantos” para cima de mim.

— Vamos Leninha, só um jantar. Quero conversar com você sobre algo... — falou um pouco mais sério. O que diabos Damon quer conversar comigo?

— Damon, pode falar o que quer agora, não precisamos sair para me falar.

— Elena eu não vou te morder! A não ser que queira — sorriu malicioso. — Então, quando sairmos daqui vamos, não quero desculpa, te vejo as 19:00hs — saiu da minha sala sem me dá opções de dizer sim ou não.

Não posso negar que estou curiosa para saber qual é o assunto dessa conversa que Damon quer ter comigo, com certeza é mais um de seus truques. Lembrei que hoje vim com o meu carro, e teria que dá uma carona a Car, mas com esse novo “compromisso” não vai ter como. Avisei que a Caroline que ela poderia levar meu carro porque iria sair com o Damon, e claro que ela só faltou enfartar por isso.

No final da tarde minha amiga veio buscar minhas chaves e aproveitou para me encher de perguntas inoportunas. A dispensei rapidamente dizendo que ainda precisava trabalhar mais, e que assim que eu chegar desse tal jantar contaria todos os detalhes a ela, e rapidamente me arrependi por ter dito isso.

Tentei imaginar o que Damon iria me dizer, mas tudo me levava a ele querendo me levar para a cama. Não posso negar que muitas vezes pensei em me entregar de vez ao Damon depois de tanta insistência, ele é um homem lindo e qualquer mulher se sentiria atraída por aqueles olhos azuis e seu corpo definido. Mas o que sempre me impedia, era sua reputação de pegar várias e todas as mulheres serem sempre “mais uma” em sua lista que não era nada pequena. Festas, jantares, saídas com o pessoal do trabalho eu sempre tentava ao máximo me manter sensata perto do Damon, ainda mais quando ele resolvia jogar pesado e usava todas as suas artimanhas, incluindo seu sorriso torto e olhar penetrantes de encharcar calcinhas.

Desliguei meu computador e segui para o pequeno banheiro que tinha em minha sala, peguei algumas das minhas maquiagens e comecei a retocar tudo. Sempre gostei de me cuidar e me sentir linda para mim mesma e obviamente para os outros, terminei de aplicar mais uma camada de rímel e guardei todos os meus produtos em minha bolsa. Já era 19:00hs então resolvi esperar Damon no saguão da empresa. Caminhei lentamente tentando me preparar psicologicamente para esse encontro, “Encontro? Porque eu estou pensando nisso como um encontro?” ignorei totalmente meu inconsciente e segui o meu caminho. Chegando ao local Damon já estava lá conversando sorridente com Finn e Anne.

— Boa Noite — cumprimentei educada a todos.

— Boa. — Anne respondeu sorrindo docemente. — Então, vamos Finn? Estou cansada e preciso descansar.

— Vamos amor — Os dois se despediram de nós dois e seguiram seus caminhos.

Damon me olhava, podia sentir seus olhos me devorando por inteiro, parando e encarando descaradamente a parte de cima da minha blusa que estava com os dois botões abertos e dava para ver o começo dos meus seios. Coloquei meu casaco já que ainda estava fazendo frio e sai em direção a porta de saída sem esperar Damon. Podia sentir que ele estava atrás de mim, me observando atentamente.

— Meu carro está por aqui, vamos — Damon apoiou sua mão na base da minha coluna e caminhamos até onde estava seu carro.

Seguimos em silêncio para o restaurante, Snow Patrol cantava no rádio me fazendo cantarolar baixinho junto com a música. Pude perceber que as vezes Damon me encarava com um pequeno sorriso nos lábios me fazendo corar, só Deus sabe o porque. Encarei a rua pela janela enquanto o carro estava parado em um semáforo, pude ver uma mãe segurando carinhosamente seu filho, fazendo graça para a criança de no máximo 3 anos em seu colo, que sorria sem parar. Qualquer relação entre mãe e filho eu achava linda, não importa qual seja, até pelo simples fato da mãe segurar o seu filho eu já achava totalmente perfeito. O carro voltou a se movimentar, deixando a cena para trás, suspirei pesadamente tentando não pensar no que eu estava evitando o dia todo.

Damon estacionou em frente a um restaurante bem bonito, entregando as chaves ao manobrista que ali se encontrava, repetindo o gesto de mais cedo, colocou sua mão na base da minha coluna encaminhando-me para a entrada do restaurante. Ao entrarmos no local, Damon dirigiu-se ao maître para pedir a nossa mesa e eu pude observar o lugar atentamente.

O restaurante era bem moderno, todas as suas paredes laterais e a frontal eram de vidros, o que dava uma visão privilegiada dos grandes arranha-céus que dominavam Nova Iorque. A parede ao fundo, onde ficava o bar do restaurante, tinha uma cor de vermelho bordô com uma porta muito bem escondida que deduzi que seria a entrada para a cozinha. As mesas eram cobertas por toalhas de linho branco, e as cadeiras feitas de uma madeira sofisticada que parecia ser caríssima. Em cima da mesa, um pequeno recipiente contendo uma vela deixava o lugar ainda mais com um ar de “chique”, e pratos e taças também já postos.

Damon voltava acompanhado pelo senhor de meia idade, que nos acompanhou para uma mesa ao fundo do restaurante do lado esquerdo rente as paredes de vidro, desconfiei que fosse pedido de Damon essa mesa tão reservada. Sentamos-nos e rapidamente um garçom veio fazer nossos pedidos, Damon pediu para nós dois uma massa ao molho branco e vinho, mas rapidamente lembrei que estava proibida de consumir bebida alcoólica por conta do remédio.

— Desculpe, para mim pode trazer apenas uma água com gás. Vinho só para ele. — pedi educadamente ao garçom. Damon me encarou tentando entender o porquê, mas desviei dos olhos curiosos.

— Certo, seus pedidos estarão chegando brevemente senhor, senhora. — O garçom saiu rapidamente em direção a cozinha.

Damon me encarava sem vergonha alguma, e por algum motivo qualquer eu estava totalmente envergonhada com aqueles olhos pairando sobre mim. Resolvi tentar sair daquela situação embaraçosa.

— Então Damon, porque me chamou aqui? — perguntei encostando ao apoio da cadeira, tentando relaxar. Damon me encarou por mais alguns minutos, como se estivesse avaliando o que iria me dizer.

— Eu fiquei sabendo que o seu amigo não vai mais poder ser seu doador, eu sinto muito... eu acho — falou franzindo a testa. Eu não sei o que era mais estranho o Damon sentindo muito por uma coisa que não deu certo para mim, ou ele sabendo de tudo que acontecia na minha vida.

— Ann.. Obrigada? — falei em dúvida — Mas... Como você sabe de tudo isso?

— Sem querer — ressaltou— eu escutei uma conversa da Caroline e da Rebekah falando isso.

— Ah sim, só podia ser. — revirei os olhos — Mas tudo bem, o que tem haver isso com tudo isso aqui? — falei com as mãos levantadas mostrando o restaurante.

Nesse momento o garçom chegou com nossos pedidos, serviu a taça de vinho do Damon e a minha água com gás juntamente com nossos pratos. Começamos a comer silenciosamente, mas a curiosidade me dominava e eu não conseguia me controlar.

— Então Damon? — falei bebendo um pouco da minha água.

— Você sabe que eu sempre quis ter você pra mim certo? — falou sorrindo expondo seus dentes brancos — E que não sou fácil de desistir do que quero como pode perceber nesses anos.

— Voltamos a estaca zero... — suspirei — E eu ainda achando que não ia ser as mesmas coisas de antes.

— Elena, me deixa terminar de falar ok? — concordei relutante. — Enfim, você sabe que eu quero você e que não irei desistir enquanto não consegui. Então eu pensei, porque não unir o útil ao agradável?

Tentei entender o que ele queria falar, mas só fiquei ainda mais confusa.

— Damon, não complica. — falei impaciente.

— Você está sem doador para ter o seu filho agora, e eu poderia ser o seu doador. — sorriu abertamente.

O que? Eu com certeza ouvi errado, Damon está ficando louco, só pode ser. Como assim ser meu doador? Comecei a rir sem parar, atraindo os olhares de muitos no restaurante, tentei me controlar, mas isso só piorava a situação. Depois de alguns minutos consegui me controlar, e percebi Damon com uma cara não muito agradável me encarando.

— Posso saber o motivo da graça?

— Você obviamente — sorri debochada.

— Eu estou falando sério em relação a ser seu doador.

Suspirei fundo e encarei aqueles belos olhos azuis. “Um bebê com esses olhos seria perfeito, pele branquinha e cabelos cor de chocolate” meu inconsciente gritava. Expulsei rapidamente esses pensamentos da minha mente, e tentei focar na maluquice que estava sendo essa noite.

— Damon, e porque você faria isso? Só pra poder realizar o meu sonho? — sorri sarcástica — Claro que não. — respondi antes dele.

— Pra realizar o seu sonho, e eu poder conquistar o que quero. — encarou todo o meu corpo mordendo os lábios.

Só aí eu percebi a sua intenção nisso tudo.

— O que? — gargalhei — Você quer dizer que iria ser meu doador para me ter na cama? — falei baixo me inclinando em sua direção na mesa. — Se — ressaltei — acontecesse seria tudo em vidro querido.

— Não. Se você quisesse que eu fosse seu doador, tudo seria naturalmente. Você iria conceber seu filho naturalmente. — sorriu malicioso.

— Damon eu não vou aceitar isso. — falei decidida.

— Então, você não vai ter seu filho, certo? Porque sei que você não quer ir a um banco de doadores. E comigo sairia tudo perfeitamente bem, seu filho iria sair perfeito, diga-se de passagem, tanto na beleza como na saúde. Se quiser até faço exames pra comprovar que sou saudável. E sei que você também é saudável já que para passar por um processo de inseminação tudo tem que está perfeitamente bem com você.

Céus, esse homem vai me enlouquecer. Ele tem razão, não quero ir a um banco de dadores, mas também não quero ir para cama com ele só para ser mais uma. “Mas você aceitando vai poder ter seu sonhado filho” meu inconsciente aparecia mais uma vez. Suspirei fundo pensando em toda essa loucura, Damon era um homem perfeito e não seria esforço nenhum ir para cama com ele, claro que ele não pode saber disso.

— Damon isso é loucura... — sussurrei.

— Não Elena. Eu vou ser um doador como qualquer outro, apenas o método de fazer você engravidar que vai ser diferente. Ninguém precisa saber que eu fui seu doador, quando você ficar grávida tudo vai voltar ao seu devido lugar. — falou tranquilamente.

Não posso negar, estou querendo aceitar mas o receio de toda essa loucura acabar dando errado ainda se faz presente aqui. E se isso der errado? E se algum de nós acabarmos sendo prejudicados por isso? Trabalhamos juntos... Eu realmente preciso conversar antes de aceitar ou negar tudo isso, preciso da opinião da minha mãe, da Caroline, da Jenna. Meu deus acho que estou enlouquecendo. Jamais poderia imaginar que um dia, iria está cogitando a ideia de ter um filho com Damon Salvatore, o cara que fez de tudo para me levar para cama, mas eu neguei até o fim. E hoje ele está propondo me dá o meu filho. Uma confusão de pensamentos e sentimentos se faz presente dentro de mim, confusão por saber que isso vai dá errado, e sentimentos de novamente ter a chance de ter um filho, de poder ter a minha felicidade completa.

— Então Elena? — perguntou curioso.

— Damon... Eu realmente preciso pensar! Não posso te responder isso agora, eu preciso pensar em tudo, nas conseqüências que isso levaria... — suspirei — Eu preciso conversar com algumas pessoas, não posso responder nada agora.

— Tudo bem Elena, eu vou esperar o tempo. Uma semana tudo bem? Sei que você também está com pressa para engravidar — concordei levemente com a cabeça enquanto encarava minhas mãos cruzadas sobre minhas pernas.

Terminamos de jantar e Damon foi em direção ao caixa pagar a conta depois de uma pequena discussão sobre quem iria pagar, e infelizmente ele venceu.

O encarei de longe esperando em uma pequena fila para ser atendido e me perdi em pensamentos. Céus será que isso seria loucura demais? Ter um filho com Damon? Ele seria meu doador como qualquer outro, mas o meu bebê seria concebido de forma natural e não em vidro. Ninguém no trabalho, ou de nossas famílias iria precisar saber sobre isso, eu poderia apenas dizer que fui a um banco de doadores. E preciso assumir para mim mesma, que não seria esforço nenhum dormi com o Damon durante esse período que estaria tentando engravidar, ele é extremamente bonito, gostoso e com certeza sabe bem o que faz entre quatro paredes. Mas não posso tomar essa decisão sozinha, preciso da opinião das pessoas que são importantes para mim, sei que vou ser chamada de louca, mas não posso descartar uma oportunidade assim.

Damon andava em minha direção depois de ter pagado a nossa conta e eu o observava descaradamente. Cabelos caindo sobre a testa, pele branca levemente corada, olhos de um azul estonteante e um físico... Que físico.

— Apreciando a vista? — ele perguntou descaradamente.

Corei fortemente por ele ter percebido o meu olhar o devorando.

— Claro! Não acha que é uma bela vista essa que temos por essas paredes de vidro? — Apontei para o outro lado do restaurante me fingindo de inocente.

Ele gargalhou com a minha encenação e caminhamos vagarosamente até a saída do restaurante. O manobrista já estava com o carro do Damon preparado e o entregou as chaves. Seguimos pelas ruas de Nova Iorque, que não importa à hora, sempre vão está cheias. Os vendedores ambulantes ocupavam algumas calçadas com seus carrinhos de cachorro quentes fumegantes, pessoas entravam e saiam dos bares sorrindo com seus amigos. Voltei à atenção para dentro do carro quando senti o carro parando, e encarei o homem ao meu lado. “Podemos destacar também nas características desse deus grego, esse belo nariz afilado, e sua boca tão convidativa!” . O carro voltou ao movimento e eu me perdi em pensamentos novamente.

Quando percebi estávamos na frente do meu prédio, sim, ele sabia onde eu morava. Tirei meu sinto de segurança lentamente o colocando no lugar e virei em direção a Damon que estava observando toda minha movimentação no seu carro.

— Ahn... Obrigado pelo jantar — sorri — E sobre a proposta... Eu vou te responder daqui a uma semana.

— Por nada. Elena eu quero que você pense seriamente no que te propus, tanto eu como você vai sair ganhando. Você vai ter seu filho que sempre quis e eu vou ter você, finalmente. — piscou malicioso.

— Eu vou pensar Damon — me virei para abrir a porta, mas Damon impediu fechando novamente a porta e me puxando para ele.

— Só que antes de você ir pensar no que conversamos, eu quero que você pense já ciente do que vai ter, caso aceite. — sorriu.

Tudo aconteceu tão rápido, só pude sentir a pressão dos seus lábios sobre o meu. Damon contornava toda a minha boca com sua língua veloz, me fazendo arfar apenas por isso. Sua língua implorava passagem e eu finalmente cedi, sua língua adentrou ferozmente na minha boca se chocando com a minha, causando uma explosão de sensações por todo o meu corpo, sua mão estava entre meus cabelos onde de vez em quando dava leves puxões fazendo meu lábio inferior ficar preso entre seus dentes. Minha mão estava totalmente mergulhada naquela imensidão preta e fina que era seus cabelos, eu puxava cada vez mais para tentar acabar com o espaço que tinha entre nós. Sua língua percorria toda a extensão da minha boca, como se tentasse descobrir cada pequeno pedaço que existia ali, e eu não ficava para trás, retribuía com o mesmo fervor as sensações que ele causava em mim. Suas mãos desceram para o meu quadril apertando fortemente, me fazendo gemer mesmo sem querer, ele sorriu entre o beijo e voltou à atenção para minha boca. Puxei fortemente seus lábios para mim e escutei um grunhido baixo que me excitou ainda mais a continuar aquele maravilhoso beijo. Senti suas duas mãos tentando me trazer para o seu banco e foi aí que eu despertei.

Puta merda! Eu estava parada em frente ao meu prédio, me beijando loucamente com o Damon! Coloquei minha mão em seu peitoral para empurrá-lo e quase desisti ao sentir como ele era bem definido. Arrumei forças de onde eu não fazia ideia e o empurrei. Seus lábios estavam inchados e totalmente vermelhos, não apenas pelo meu batom e sim por todo nosso pequeno “exercício”. Imaginei que também estaria na mesma situação que ele.

— Elena... — Damon suspirou tentando me trazer de volta para ele.

— Não Damon. Você já meu deu muito no que pensar hoje. — Damon apenas jogou a cabeça no encosto do seu banco e começou a rir. — Não ria! — Acabei sorrindo também.

— Então vá. Porque se você ficar mais um minuto aqui eu vou te agarrar e não vou responsabilizar pelos meus atos — me encarou novamente e vi seus olhos ficando escuros pela excitação — Mas pense bem... — Chegou perto de mim novamente. — Podemos ter mais momentos como esses, aliás, ainda melhores. — mordeu meu lóbulo. Suspirei profundamente tentando resistir àquela tentação.

— Vou pensar.

Damon me beijou mais uma vez, dessa vez com mais calma do que a primeira a vez, apenas um leve movimentar de lábios acontecia ali. Terminei o beijo com um selinho e sai do carro antes que eu desistisse e jogasse tudo pelos ares. Acenei para ele que ligava novamente o carro e segui em direção a entrada do meu prédio, olhei novamente em direção ao carro e pude ver um Damon sorridente piscando em minha direção e arrancando com o carro. Céus, eu tenho certeza ele vai me enlouquecer.

Entrei com todo o cuidado em meu apartamento que estava totalmente escuro e deduzi que a Caroline já estava dormindo por passar da meia noite. Tirei meus sapatos de salto para não fazer barulho, eu realmente não estava com condições psicológicas para responder nada a Caroline depois de um jantar daquele, e uma despedida daquele nível no carro. Segui silenciosamente pelo corredor e pude ver Caroline dormindo atravessada em sua cama, sorri com a visão.

Entrei no meu quarto fechando a porta e jogando os sapatos no chão. Minha nossa, eu ainda estou sem fôlego! Tirei a minha roupa e segui para o banheiro, coloquei as roupas sujas no cesto e entrei na ducha. Meu deus, o que eu vou fazer agora? Damon se ofereceu para ser meu doador, mas tudo vai ser naturalmente. Deu-me mais uma “coisa a pensar” com aquele beijo me deixando mais tentada ainda a aceitar independente da opinião de qualquer pessoa, eu já estou totalmente enrolada nisso antes mesmo de começar.

Sai do banho, vestindo meu roupão e fui procurar algo quente para vestir no meu closet. Peguei uma blusa de mangas que poderiam caber duas de mim dentro dela, e uma calça de moletom. Esse dia foi realmente desgastante, eu só precisava de uma boa noite de sono.

Deitei-me na cama pegando meu celular para ajustar seu despertador, e percebi que tinha acabado de receber uma mensagem. Abri e quando vi quem tinha enviado sorri involuntariamente pensando em sua insistência.

Pense bem na nossa noite, em tudo que conversamos e principalmente no que fizemos.

Boa Noite.

DS”

É definitivo, Damon Salvatore vai acabar me enlouquecendo

Notas finais
E aí, gostaram??? O que acharam do jantar delena e os assuntos tratados nele???? E a despedida?? Será que a Lena vai aceitar? Comentem, comentem!!! xx lindas.