Surprises of Fate
11 Capítulo 10 - In my place or yours?
Notas iniciais
POV Damon
Uma semana. Uma semana se passou desde que fiz a proposta a Elena, e hoje eu teria a resposta, não posso negar que preferia que ela tivesse me dito sim no dia que propus, mas achei melhor não pressionar. Eu estava parecendo um idiota adolescente cheio de tesão, sonhando com uma garota do ensino médio. Não, eu estava sonhando com Elena Gilbert, uma das mulheres mais gostosas que conheci.
Desde daquele dia, evitamos o contato na empresa, falávamos o mínimo possível, apenas o essencial. No primeiro momento, todos pensaram que tinha acontecido algo entre nós e como a minha fama não é muito boa, todos afirmavam que eu tinha dispensado Elena Gilbert depois de uma noite louca de sexo selvagem. Agradeci aos céus quando tivemos algumas reuniões juntos e conversamos normalmente como antes, fazendo assim, as pessoas excluírem totalmente suas teorias do sexo entre eu e Elena.
Todos os meus pensamentos giravam em torno dessa proposta e dessa resposta. Sei que a Elena vai ficar super irritada quando souber que já me adiantei e fiz todos os exames necessários para que ela saiba que eu não tenho nenhum tipo de doença, e sou totalmente saudável. Preferi me adiantar no quesito exames já que tenho quase certeza que ela vai concordar com tudo. Depois daquele beijo que trocamos no carro, pude sentir que ela me desejava tanto quanto eu a queria.
Finn agora afirmava que Elena era tão louca quanto eu, por apenas cogitar em aceitar essa “maluquice”. Quando contei sobre nosso jantar, e a nossa bela despedida, sua conclusão que a Elena era maluca foi tirada ali.
Flashback ON
— Veio contar que a Elena te deu um não bem grande né? — Finn ria enquanto eu entrava na sua sala.
— Muito pelo o contrário amigão, vim te contar da minha bela noite — sorri malicioso.
— Você e a ... — meu amigo perguntou espantado.
— Ainda não, mas ela ainda não negou como você disse que ela ia! Muito pelo contrário, pediu uma semana para me da à resposta e ainda nos despedimos de um jeito muito digno de quem vai começar algo. —Lembrei dos seus lábios macios sobre os meus e sorri.
— Eu não acredito que a Elena ainda está cogitando a ideia de aceitar. Ela é tão louca quanto você, isso é certo. E como assim “despedida digna”? — falou fazendo aspas com os dedos.
— Nós nos beijamos — sorri — E ela não recuou. Pelo contrário, retribuiu de bom grado. E como retribuiu... Céus Finn, você não imagina o fogo que aquela mulher tem, só o beijo dela me deixou totalmente duro, imagina o que ela vai fazer entre quatro paredes? Mal posso esperar pela semana que vem.
— Vocês são dois loucos! — Finn exclamou.
Flashback OFF
E finalmente tinha chegado o dia, eu já estava ansiando pelo fim do dia, já que passaria na sua sala no final do expediente para saber sua resposta.
Finn todos os dias me questionava, que se caso ela aceitasse e eu fosse mesmo ser seu doador, eu iria querer conhecer a criança quando nascesse e dizer que era o pai. Eu não tenho planos nenhum para isso, ela sempre deixou bem claro pra todo o mundo que queria criar o filho sozinha e independentemente. E eu não iria fazer questão nenhuma de conhecer a criança, não estou preparado para ser pai e nunca vou está. Isso iria ser como uma troca de favores, onde ela seria minha por algum tempo, e eu iria seu doador, nada relacionado ao papel de pai.
POV Elena
Como esse tempo passou tão rápido? Parecia que uma semana foi apenas um dia, mas eu já tinha minha resposta e não iria voltar atrás nessa decisão. Posso está sendo uma louca de não pensar nas conseqüências, as pessoas com quem conversei afirmavam que eu iria acabar me envolvendo emocionalmente com o Damon, e quem iria sair machucada nessa história era apenas eu.
Não sou tão fácil de me envolver emocionalmente, tanto é que tive poucos namorados na minha vida, e nenhum deles pude chamar o sentimento que existia de “amor”. Nunca amei de verdade, e não seria agora que iria me apaixonar logo pelo Damon, tenho plena consciência que não vai haver sentimentos nenhum um pelo outro, é uma coisa física e combinada.
Caroline estava me apoiando 100% na minha decisão, já que segundo ela, isso vai mostrar para mim e para o Damon o sentimento que existe entre nós, o que eu discordo plenamente. Damon e eu não temos sentimento algum, antes eu não o suportava, agora preciso dele apenas para ser o meu doador.
Flashback ON
Estava tomando café tranquilamente quando o furacão Caroline entra na cozinha, sabia que ela iria ficar bastante irritada por não ter acordado ela assim que cheguei. Ela queria saber assim que eu chegasse de tudo, mas ontem eu só estava precisando de uma boa noite de sono.
— Posso saber por que você não me acordou? —Cruzou os braços me encarando.
— Porque você estava cansada, e eu também.
— Me conte agora o que aconteceu ontem!
Caroline sentou ao meu lado, e calmamente comecei a contar, pois sabia que ela iria surtar quando chegasse à parte que estava martelando na minha cabeça até agora. Detalhei toda a nossa noite, desde que chegamos até a hora da proposta. Caroline escutava tudo atentamente, e assim que comecei a contar o propósito de todo o jantar seus olhos ficavam mais arregalados e sua mão estava na boca, tampando o enorme “O” que se formava nela.
Pedi para que ela me deixasseeu contar tudo de uma vez, sem ser interrompida. Tudo o que o Damon falou vinha como uma avalanche de pensamentos agora que contava a minha amiga. E como esperava, Car surtou com o beijo.
— OMG! Eu disse que ele é muito afim de você, aposto que tem sentimento. Quem iria se dispuser assim em ser seu doador? — Falava animada.
— Caroline não se iluda, ele deixou bem claro que estava fazendo isso apenas para me ter na cama, apenas isso.
Flashback OFF
Caroline me apoiava totalmente na ideia de aceitar essa proposta, segundo ela eu iria ter meu filho e ainda iria ter Damon na minha cama por um bom tempo. Mas, que teria medo de eu me envolver sentimentalmente com ele e com toda certeza me magoar.
Já minha mãe, discordou totalmente dessa possibilidade. Disse que eu iria ser uma irresponsável por aceitar isso, já que ele era meu colega de trabalho, e que eu iria sair machucada porque ia acabar envolvendo sentimentos. Céus, será que ninguém nunca fez sexo casual? Sem se envolver, apenas sexo!
Claro que irei ficar muito grata ao Damon por ele me dar o que sempre quis, mas será que apenas por isso vou ficar perdidamente apaixonada por ele? Não imagino isso. Mas eu já estava decidida, iria aceitar.
Dona Miranda disse que eu teria que lidar com as conseqüências dos meus atos, e que quando eu fosse machucada por ele, ela iria-me dizer que avisou desde começo. Preferi não contar ao meu pai, deixar pra contar quando estivesse grávida e até poderia falar que fui a um banco de doadores. Tenho certeza que Damon não iria querer responsabilidade nenhuma com a criança, e obviamente não vou obrigar, então sem problemas poderia falar ao meu pai essa questão de banco de doadores. Não vou me importar se Damon quiser ver o bebê um dia quando ele nascer, ou assumir como pai, mas jamais iria poder tirar meu filho de mim. Por isso me certifiquei em deixar isso tudo por escrito, em uma espécie de contrato, ele teria total liberdade de ver o filho caso optasse, mas nunca iria poder entrar com uma ação para tirar ele de mim. Sei que Damon não vai querer nem ver meu filho, mas prefiro tomar todas as precauções mesmo que agora a meu ver seja desnecessário.
Já estava no trabalho há algum tempo. Damon me avisou por mensagem que iria passar no final do expediente em meu escritório para saber da minha resposta. Nessa semana, a fofoca foi esse afastamento meu e de Damon, não que fossemos próximos antes, mas na maioria das vezes as pessoas presenciavam algumas pequenas discussões nossas, e essa semana mal nos falávamos. E claro que o boato era que ele finalmente tinha conseguido me levar pra cama e me dispensou no mesmo dia, por isso estamos nos evitando e as brigas cessaram. As reuniões que tivemos ajudaram muito nesse quesito, em desmentir as teorias das pessoas já que nos tratamos normalmente e claro, discutimos várias vezes.
Depois do beijo que trocamos semana passada no carro, eu pude perceber que não seria nada mal Damon ser meu doador e concebemos esse bebê “naturalmente”, já que tinha quase certeza que eu também iria sair ganhando em ter aquele homem na minha cama. Desde desse dia o imaginei de todas as formas possíveis na minha cama, e como ele deve agir entre quatro paredes. Se apenas um beijo que trocamos no carro em rua super movimentada me deixou totalmente excitada, imagina quando tivermos em um quarto a sós? Céus, o que eu estou pensando? “Em como você deseja loucamente o Damon na sua cama, nu e ao seu dispor sua devassa!” Meu inconsciente piscava o olho malicioso pra mim.
Expulsei rapidamente esses pensamentos e continuei a trabalhar.
Sai para almoçar com a Caroline que me enchia de perguntas, do tipo se eu iria começar a tentar “fabricar” meu bebê hoje mesmo quando desse a resposta. Com certeza ainda teria que esperar alguns dias já que eu precisava que Damon fizesse os exames para comprovar que era saudável, não queria correr nenhum risco de contrair nenhuma doença, ou meu filho nascer com algum problema grave. Carolina bufava enquanto eu falava isso.
Voltamos do almoço e fui chamada para uma reunião que tomou toda a minha tarde.
A reunião terminou exatamente no fim do expediente, e eu sabia que logo logo Damon estaria chegando na minha sala. Caroline resolveu ir para casa já que sabia que eu iria ter assuntos para resolver, e a tranqüilizei dizendo que voltava sem problemas de táxi para casa. Caminhei vagarosamente para a minha sala, minhas mãos estavam lotadas de planilhas e planejamentos mensais. Empurrei a porta da minha sala com o meu quadril, já que minhas mãos estavam ocupadas e entrei lateralmente, ao me virar tive a surpresa de Damon está sentado na minha cadeira olhando alguns porta-retratos em minha mesa.
— Quer dizer que você também invade salas? — perguntei irônica.
— Não apenas vim saber de uma coisa importante que a senhorita iria me responder hoje — sorriu abertamente. Feliz, pode-se dizer assim.
— Ah sim — sorri. Fui ao banheiro que tinha em minha sala, lavei meu rosto e prendi meus cabelos. Eu estava nervosa para dizer a resposta, céus, que besteira é essa? É apenas dizer “Sim” e acabou! Estou parecendo uma garotinha que está prestes a perder a virgindade. Sai do banheiro, e encarei um Damon pensativo em pé olhando pela enorme janela a movimentação das pessoas lá em baixo.
Ele estava perfeito. Uma blusa social branca, com as mangas puxadas até o cotovelo, calça também social preta que prendia em seu quadril de uma maneira sexy e os cabelos sempre em sua revolta típica.
— Apreciando novamente a vista? — sorriu ainda encarando a movimentação na rua.
— Talvez — respondi baixo.
Damon virou em minha direção, e ficou parado alguns minutos me observando por completo. Suas mãos estavam em seus bolsos laterais e pude perceber que ele caminhava lentamente em minha direção. Meus olhos se prenderam totalmente aos seus, aquela imensidão azul me hipnotizava. Damon parou em minha frente, próximo o bastante para sentir sua respiração lenta em meu rosto.
— Então Elena? Imagino que você já tenha a resposta, sim? — perguntou colocando uma mecha rebelde que se soltava do meu coque atrás da minha orelha.
— É... Acho que sim — Porque eu tenho que gaguejar na frente dele?
— Então?
Suspirei ainda encarando seus olhos e rapidamente minha atenção desviou para sua boca. Tão bem desenhada, convidativa com sua cor rosa natural. Lembrei da textura que aqueles lábios possuíam e um desejo absurdo possuiu meu corpo. Damon percebendo isso puxou minha cintura para si, deixando ainda mais próximos nossos corpos se aquilo era possível pela lei da gravidade.
— Então Elena, qual sua resposta?
— Sim. — Falei suspirando sentindo aquelas mãos másculas apertando levemente minha cintura. Um sorriso enorme se estendeu pelos lábios rosados de Damon, e involuntariamente sorri também.
Não agüentei e o beijei. Céus, como eu senti saudades desses lábios. Sim, saudades. Eu estava louca para beijar Damon novamente, senti suas mãos másculas apertando minha cintura e me trazendo ainda mais para si. Damon me apertou contra seu corpo, enlaçando seus braços em minha volta, me envolvendo completamente. Nosso beijo era feroz, quente e repleto de desejo. Seus lábios se moviam violentamente contra os meus, um de seus braços deixou o meu corpo e foi diretamente ao meu cabelo, afundando ali completamente.
Sua língua quente pediu passagem, se entrelaçando rapidamente com a minha deixando o beijo ainda mais quente. Seus dentes raspavam pelo meu lábio inferior, fazendo um tremor gostoso passar por ali, meus braços estavam em vota do seu pescoço e uma das minhas mãos alternava entre seus cabelos e em pequenos arranhões em sua nuca o fazendo grunhir entre o beijo. Estava totalmente sem fôlego, seus beijos passaram para o meu pescoço e para o meu colo, até onde a blusa permitia.
— O que acha começarmos a tentar agora mesmo a fazer esse bebê? — sussurrou no meu ouvido, mordendo o meu lóbulo em seguida. Damon continuava com sua tortura de beijos, mordidas e chupões me deixando totalmente atordoada, eu não conseguia pensar mais em nada, e muito menos respondê-lo enquanto seus lábios me beijavam loucamente no pescoço.
Puxei sua cabeça de onde estava e o encarei, seus lábios estavam vermelhos e inchados pelo nosso beijo.
— Ainda não, você tem que fazer os exames. — Falei ainda com minhas mãos nas laterais do seu rosto e seus olhos carregados de luxuria me encarava.
— Espero que você não se importe e nem fique irritada, mas já me adiantei nessa parte — Sorriu enquanto caminhava em direção a minha mesa e pegava um envelope branco. Entregou-me e percebi que se tratava dos exames. Sim, ele já tinha feito, e tudo mostrava que ele era perfeitamente saudável.
— Como você podia ter tanta certeza que iria aceitar, a ponto de fazer todos os exames?
— Porque sei que ter um filho é seu sonho, e depois do nosso beijou no carro tinha certeza que aceitaria — respondeu se gabando.
— Convencido!
— Mas não estava certo? — piscou rindo — Então, vamos tratar de fazer logo seu filho? — me puxou de novo para si.
— Na minha casa ou na sua? — perguntei totalmente maliciosa passando meus braços em volta do seu pescoço como antes.
— Aonde você quiser meu bem.
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