Supernatural Love
5 Capítulo V - Os Lobos
Notas iniciais
Mais um capítulo!
Espero que gostem!
Quando faltava pouco tempo para o meio-dia, Francesca levantou-se guardou o livro na estante, e saiu do palácio. Percorreu a cidade e parou á frente dos portões, onde ficou á espera. Passado algum tempo, tal como previsto, avistou três figuras ao longe, ainda não era a concretização da sua visão, pois essa viria mais tarde. Ela limitou-se a esperar, e quando eles já estavam a uma distância suficiente, ela começou lentamente a aproximar-se, com um pequeno sorriso, para tentar esconder o nervosismo. Eles limitaram-se a erguer a sobrancelha.
— Sem bem-vindos, à cidade de Boana Fortuna! Estava à vossa espera!— O que…?— O que sou eu? Sou um mestiço, o meu pai é um vampiro, e a minha mãe era uma humana. Respondi à tua pergunta? Mas antes de voltares a falar, deixa-me apresentar-me correctamente! Sou Francesca Boana Fortuna, e em conjunto com o meu pai, somos os donos destes territórios!— Ahh!... Olá! E Obrigado! Sou o Alecxander Strauss, este é o meu irmão, João, e esta é a Mary, dizia-lhe o apelido, mas ela não tem! — Espere aí! O meu irmão esqueceu-se de perguntar, como é que sabia que viríamos?— Pois, eu também gostava de saber! – Mary parecia meio zangada, quando disse isto.— A reposta a isso é simples! Eu tenho a capacidade de ver o futuro, e á 500 anos atrás, eu tive uma visão de que vocês viriam. Ela só sorria os três viajantes, estavam com cara de incredulidade. — Tem 500 anos!? – Exclama João.— Na realidade… faço amanhã 3000 anos! Porquê?— Irra! Que velha!— João! Não insultes a senhora! Tu és só um ano mais novo que ela, e do que eu! – Censurou Alecxander.— Bem, não faz mal! Sou mesmo velha! Mas venham, eu mostro-vos a cidade, e posso levá-los às compras, se quiserem! — Claro, eu não conheço a cidade, e dava-me jeito, uma ajuda! – Diz Alecxander um pouco atrapalhado. – E gostaríamos de passar aqui a noite, se pode-se-nos indicar uma pousada barata, ou um terreno livre para montar tenda, agradecia!— Não tem de quê! Além disso, quanto aos sítio para ficarem, eu posso deixá-los ficar em minha casa, tenho quartos vagos! E, é claro, lá não precisão pagar! E podem ficar o tempo que quiserem!— Mas, não queremos incomodar!— Não incomodam nada! Sigam-me e eu indico-vos uma loja. Guiou-os pela cidade, enquanto lhes contava tudo sobre ela. Os viajantes ficavam próximos da jovem, e ouviam e faziam perguntas. Quando já estavam a chegar á loja, ouvem passos vindos da direita, e mais perto sentiu-se um cheiro horrível, que magoava o nariz, até os que acompanhavam a jovem, taparam o nariz, e olhem que o cheiro deles não era dos melhores!— Eu conheço este fedor! PABLO, QUANTAS VEZES JÁ TE PEDI PARA TOMARES BANHO? – Diz Francesca, virando-se para a direita, completamente irritada.— M-Menina Francesca, não a tinha visto! Está boazinha a menina? – Diz Pablo, com um ar de inocente.— E O BANHO, PABLO?— Pois, quanto a isso… esqueci-me?— Esqueceste-te, COMO ISSO É POSSÍVEL, SE DA ÚLTIMA VEZ QUE NOS VIMOS, EU IA TE ESBOFETIANDO, POR CAUSA DO BANHO? — Pois, menina! Eu agora não tenho tempo, a minha noiva está á minha espera! – Falou e saiu a correr.— Quem será a pobre coitada que se vai casar com ele? – Interrogou Alecxander.— Deve ser mais uma asquerosa que não toma banho! — Na realidade… Mesmo quando Francesca ia contradizer João, vê Luchia a correr na direção dela, muito aflita.— Francescas, que feliz que estou em te encontrar! Eu acabei de saber, da boca do meu próprio pai, que Pablo me ia visitar, para formalizar o noivado, e casarmo-nos na próxima semana! E eu não quero! Por isso quando soube que estavas na cidade, ocorreu-me, que talvez se a tua proposta, ainda estiver de pé, eu aceitá-la!— Calma Luchia! É claro, que a proposta para vires viver comigo, ainda está de pé! Se quiseres podes vir viver para lá hoje mesmo!— Obrigada! Obrigada! Mas, eu não tenho nada para levar comigo, como saí apressa de casa…— Fazemos assim, mais logo, eu mando alguém buscar as tuas coisas, e até lá como eu não posso ir a casa, vens connosco, e não te separas de mim! Ok?— Ok, mas vão onde? — Nós vamos comprar umas roupas, visto que as nossas estão esfarrapadas, e a Francesca vai acompanhar-nos, uma vez que não conhecemos a cidade! – Diz João, de repente mais alegre, e mais próximo de Luchia, que entretanto, colocou-se no lado esquerdo de Francesca, e deu-lhe o braço.— Mas afinal, tu não queres casar-te com o malcheiroso do Pablo? – Perguntou Mary, que estava do lado esquerdo do Alecxander, que se posicionara do lado direito de Francesca, tão perto, que Francesca corava de vez em quanto.— Mas vocês conhecem-no!?— Não, acabamos de nos cruzar com ele! – Afirma Francesca calmamente.— Percebi! Mas não, eu não quero casar com ele, mas o meu pai quer obrigar-me, para que os filhos que eu venha a ter herdem o dinheiro dele! – Dito isto, Luchia envergou um semblante triste, desiludido, salientando isto, ao recusar-se a olhar para outro lado, que não fosse o chão.— Não fiques triste Luchia, tu não vais casar-te com aquele sujeito, nem que eu tenha que o atirar do alto das muralhas!— Oh! Francesca isso é tão querido! Farias isso por mim?
— Claro que sim! Eu não deixarei que ninguém caía nas mãos dele, outra vez, muito menos tu! Passaram mais algum tempo a escolher a escolher roupa para os lobisomens, que muito respeitavelmente, decidiram contar-lhe o que eram, porém ficaram surpreendidos quando descobriram que ela já sabia, e que mesmo assim aceitou-os em sua casa. Quando já tinham tudo o que precisavam, dirigiram-se para o palácio, mas antes de lá chegarem, foram surpreendidos por Vincent e Pierre, que tinham ido fazer uma entrega de emergência a casa de um cliente, e ao ver Luchia começou a barafustar.— Luchia! Que fazes aqui? Não devias estar em casa, mais o teu noivo?— Não pai! Eu não devo, porque eu não tenho noivo, nunca tive, pois não me vou casar com aquele porco!— Não fales assim do teu noivo!— Ó pai! Se a moça não se quer casar, não se casa! Além disso aquilo não é um noivo, é uma penitência!— Pierre não te metas! E Luchia vai imediatamente para casa, para formalizar o noivado!— Chega Vincent, até agora, eu tenho-te respeitado, e não comentado o que estavas a fazer á tua filha, mas agora acabou, a Luchia vem viver comigo, e não se vai casar com o Pablo, pois sou eu que não deixo aquele assassino, por as mãos na sua filha! E se o senhor não a protege, protejo eu!— Menina Francesca, a minha filha será feliz ao lado dele!— Ao lado dele, ou ao lado do dinheiro dele! E sinceramente, tu acreditas mesmo, nessa parvoíce de que o dinheiro trás felicidade e amor?— Acredito, pois os filhos também trazem! E Luchia, se tu não fores imediatamente para casa, teres com o teu noivo, tu deixas de ser minha filha!— Pai, acho que tu não podes…— Tem calma irmão, eu não vou ceder á chantagem, nunca mais, eu prefiro deixar de falar com o pai, do que me casar com aquele porco imundo!— Vincent, eu vou mandar alguém buscar as coisas de Luchia, e estou a avisar agora para depois não dizeres que não disse nada!— As coisas dela? As coisas compradas com o meu dinheiro? Nem pensar, se ela não se casa com o Pablo, menina Francesca, não há coisas para ninguém!— Não se preocupe! Não vai faltar nada á sua filha, eu mando comprar com o meu dinheiro, e ofereço-lhe sem pedir nada em troca, apenas que seja feliz!— Chega, vamos embora Pierre! — Claro pai! – Quando Vincent se ia a ir embora furioso, Pierre aproximou de Luchia. – Não te preocupes, eu vou trazer as tuas coisas às escondidas do pai! Eu não abandono-te! E tenho a certeza que a mãe também não! Ela odeia o Pablo! Pelos vistos era melhor amiga, da falecida esposa do Pablo!— PIERRE, EMBORA!— Agora tenho que ir, o velhote já está a ficar furioso! – E vai-se embora, dando um beijo na testa da irmã. — Adeus! – Dizem os Lobos, e Francesca ao mesmo tempo.
Notas finais
O que acontecerá a seguir?
Será que a Luchia se casa com o Pablo?
Para saber mais, vão ter que continuar a ler!
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Até ao próximo capítulo! :)
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