Supernatural Love
6 Capítulo VI - As Notícias
Notas iniciais
Vendo ao longe Pierre a correr atrás do pai, Luchia observa a forma como pai só se importa com o dinheiro.
– Francesca, é verdade que tencionas mesmos comprar-me roupas novas?
– Claro! Roupas e não só! Tu precisas de um computador, para contactar com os teus amigos, e até eu te arranjar um novo, tu podes utilizar o meu!
– Sim?
– Sim Luchia! Eu estou a oferecer! E se vocês quiserem também podem!
– Agradecia-mos! Temos mesmo que verificar umas coisas! – Diz Alecxander, um pouco nervoso por a qualquer momento, poder ter acesso ao computador de Francesca.
Quando finalmente chegaram quase á porta do palácio, os lobos estavam espantados.
– Tu vives ali!?- Interrogou João.
– Sim, mas vivem comigo a minha família, e também alguns mestiços. É que quando me tornei condessa de Boana Fortuna, herdei este palácio!
– TU ÉS CONDENSSA!? – Perguntaram os três incrédulos, ao mesmo tempo, e fazendo Luchia soltar uns pequenos risinhos.
– Sim… O meu pai…
A porta do palácio abriu-se, e um Fillipo muito furioso aparece á porta, a gritar a plenos pulmões.
– O QUE ELES FAZEM AQUÍ! QUANDO O PAI ME DISSE, QUE TENCIONAVAS ALBERGAR ESTES CÃES DENTRO DA CIDADE, E PIOR DENTRO DA MINHA CASA, EU NÃO QUERIA ACREDITAR! TU SÓ PODES ESTAR LOUCA SE ACHAS QUE EU CONCORDO, QUE ESTES RAFEIROS E PULGUENTOS FIQUEM AQUI!
– QUEM TU PENSAS…
Quando João ia começar a gritar com Fillipo, Francesca estende o braço calando-o imediatamente.
– Primeiro Fillipo, meu irmão mais novo, tu não podes falar assim comigo, e com os meus convidados, muito menos insultá-los! Segundo a casa é minha, e sou eu que decido quem aqui vive, e tu só estás aqui a viver porque és meu irmão! E sinceramente, tu já arranjaste tantos problemas, que se fosses outra pessoa já estarias fora daqui! E terceiro, o pai nunca se opôs á minha decisão de os trazer para cá! Portanto a conversa acabou, e se tu atreveres-te a levantar um dedo que seja, contra os meus convidados, ou insultá-los, eu juro-te que ponho-te fora de casa… e da cidade!
Fillipo calou-se e entrou em casa furioso, deixando Francesca sorridente.
–Á! Que bem que soube! Há muito tempo que ele precisava de uma lição, mas peço desculpa, pela forma como o meu irmão falou! E pelo que ele vos disse! – Francesca ficou de repente triste. – Presumo que depois do que aconteceu, não queiram mais ficar aqui!
– Primeiro senhorita, nós não presunto nada! E segundo…
– Mas João, tu és burro!?
– Porquê Alex?
– Porque não é presunto, é presumo, de presumir.
– Tá, mas comesse na mesma! Não é?
– Ó seu burro! O que o Alex disse significa subentender, por isso não se come!
Quando Mary disse isto, Francesca desatou a rir.
– Elas estão a gozar comigo?! Mesmo que sejas mulher, eu vou estrangula-la! – Diz João, já sendo segurado por Alecxander.
– Calma João! Eu não me estou a rir de ti, mas vocês são uma família tão alegre e divertida, e vesse que gostem uns dos outros! – Diz Francesca, parando de rir a muito custo. – Mas desculpa se te fiz pensar, que estava-me a rir de ti, não foi minha intenção!
– Há! Sendo assim, não tem mal, mas agora o seu discurso faz mais sentido!
– Bem, eu reparei que a senhorita, ficou triste, quando disse que havia a probabilidade de não ficarmos aqui, porquê? – Interrogou Alecxander, tocando no ponto fraco de Francesca.
Ela tentou disfarçar a paixoneta, que sentia pelo desconhecido, apressa-se a dizer:
– É que, eu recebo poucas visitas vindas de fora dos meus territórios, e eu tenho curiosidade em saber o que se está a passar, e gostava que vocês que contassem!
– Mas sai pouco daqui? – Diz Mary, agarrando o braço de Alecxander, e quando ele colocou a sua mão sobre a dela, de forma carinhosa e sorrio a olhar para ela, isso fez com que o coração de Francesca doe-se, e ela ficou a pensar, que já não teria mais hipóteses com ele.
– Não! De há uns anos para cá, eu tenho deixado de sair da cidade muitas vezes, e as notícias que tenho são trazidas através de viajantes que encontro na cidade.
– E televisão, nunca ouviu falar?
– João, é óbvio que ela está a referir-se a notícias relacionadas com o mundo sobrenatural, e elas não saem nos jornais de notícias dos mortais!
– É o Alecxander tem razão, dos vampiros eu conheço todas as novidades, mas pouco sei do que se passa com os lobisomens, e o que sei é através de vampiros que passaram pelos vossos territórios em direção ao oriente.
– E porque haveria de querer saber o que se passa com os lobisomens?
– É simples minha cara Mary, eu tenho um amigo que é lobisomem, e me visita de dois em dois anos, logo é normal que eu queira saber notícias das vossas terras, saber se ele está bem! Se alguém sabe algo sobre ele!
– Como é que ele se chama, talvez o conheçamos, e possa-mos dizer-te como é que ele está! — Diz Alecxander, com um tom aborrecido… e talvez com ciúmes.
– Ele chama-se Miguel Maximiliano.
– Tu és amiga do Miguel!? Tu deves ter então uma paciência de santa, ele é um chato!
– Eu tenho que concordar com o João, eu não sei como o aturas. – Diz Luchia, que até então tinha estado quase calada.
– Mas Luchia, ele não é totalmente chato, tem alturas em que é muito divertido, mas de qualquer das formas, sabem algo sobre ele? Eu estou preocupada, era suposto ele ter vindo ontem!
– A última vez que o vimos foi á três meses, foi ele quem indicou que viéssemos para oriente, onde podíamos encontrar abrigo entre amigos, mas não especificou o lugar, por isso andamos á procura, ele era para ter vindo connosco, mas tinha que comprar algo, mas depois encontrava-nos. Mas, por acaso sabe onde podemos encontrar esse abrigo? – Perguntou Alecxander.
– Por acaso sei! – Fala Francesca, sorrindo completamente alegre. – O lugar a que o Miguel se estava a referir, é a minha casa, por isso sejam muito bem-vindos, e fiquem o tempo que quiserem. Mas entrem, não demore-mos mais. Porque o almoço será servido á uma e meia, e já são doze e meia! Por isso tem uma hora para tomar banho, vestirem-se e instalarem-se nos vossos novos quartos.
– Obrigado! – Disseram os quatro ao mesmo tempo, e entrando, tendo o caminho para os quartos, indicado por Francesca.
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