Supernatural Love

4 Capítulo IV - Os Viajantes Misteriosos


Notas iniciais
Novas alterações ao capítulo devido a uma falha técnica, a quem leu a confusão peço desculpa, agora está tudo como deve de ser. Espero que gostem do novo capítulo!

A semana tinha passado a correr, Ângela tinha tido por menos três crises de identidade, onde se tornou na sua outra personalidade, Mariana, que pode-mos dizer, que é completamente o oposto da Ângela. Para a festa, Ângela preparava uma coisa, e no dia seguinte, Mariana desfazia-o, fora isso, tinha sido uma semana sem percalços.

Neste momento, era a noite anterior à véspera da festa de aniversário de Francesca. E na torre do castelo, uma Francesca nervosa, não conseguia dormir, preferindo ficar a andar de um lado para o outro, e a murmurar as seguintes palavras:

– É amanhã, finalmente vai chegar o dia, ele virá para mim, vou finalmente conhece-lo, tenho que descansar, mas, e se algo correr mal? E se ele não me quiser? O que vou eu fazer?

Deitou-se na cama, tentando adormecer, porém, sem sucesso, ficando então perdida nos seus pensamentos, pelo resto da noite.

* * *

Um pouco afastada da cidade, junto a um riacho, está montado um pequeno acampamento, de apenas uma tenda, e á frente dela, está uma fogueira, rodeada de três pequenos troncos, e neles estão sentados três pessoas, dois homens, e uma mulher, vestindo roupas claramente gastas.

O acampamento estava em total silêncio, ouvia-se apenas o crepitar do fogo, quando um dos rapazes, cujo cabelo ruivo rivalizava com a cor do fogo, que ardia perto dele, falou:

– A guerra está a aumentar, podem ter parado durante o verão, mas ambos sabemos, que as tréguas vão acabar no início do outono. Até lá temos que encontrar um sítio para ficar, e olha que já não falta muito, afinal até agora temos conseguido ficar neutros, mas já nos avisaram, se não encontrarmos um lugar para ficar, já declarado como neutro, ficamos envolvidos automaticamente na guerra.

– Pois, mas aí está o problema, até agora os únicos territórios declarados neutros, pertencem aos vampiros, e nós não podemos permanecer muito tempo neles, senão quebramos as regras, e neste momento, estamos num território pertencente a um vampiro!– Disse o que estava sentado no meio.

– Podíamos pedir ao dono deste território, para permanecer aqui até a guerra acabar! – Propôs a rapariga.

– Podíamos, mas eu não confio nos vampiros, e já me basta estar temporariamente em território de vampiros! – Diz o do meio, que pelos vistos é, claramente o líder do grupo.

– Sim, eu concordo com o Alecxander, porém temos mesmo que ir á cidade mais próxima, estamos mesmo a precisar de muitos mantimentos! Comida, podemos caçar, mas precisamos urgentemente de roupas novas, as minhas estão completamente sujas e rasgadas. – Fala o rapaz com o cabelo cor de fogo.

– Bem João, as tuas roupas, não estão muito diferentes do costume! – Diz a rapariga.

– Mary, por acaso, estás a dizer que eu sou um desleixado sujo?

– Eu!?... Claro que não! E desculpa se te ofendi, mas estava só na brincadeira.

– Eu cá para mim, estavas-me a insultar, por isso, levanta-te que vai haver porrada! E desta vez, eu venço-te!

João levanta-se e põe-se em posição de combate, enquanto Mary, também começava a se levantar, Alecxander ao ver isto, falou com uma voz claramente autoritária, porém cansada:

– Parem imediatamente com isso! E sentem-se! Devia-mos descansar, porque amanhã teremos um longo dia, em vez de passarmos o tempo a andar ao murro! Amanhã por volta do meio-dia chegamos á cidade de Boana Fortuna, lá trataremos de comprar todos os mantimentos de que necessitemos, bem como trataremos de criar boas relações com os vampiros que mandam nesta terra!

Com isto os três jovens levantaram-se, apagaram o fogo, e foram dormir para a tenda.

* * *

Francesca levantou-se assim que o sol começou a nascer, não conseguira dormir durante toda a noite, porém o nervosismo dava-lhe energia, e tirava-lhe o sono. Vestiu um vestido roxo leve, que não ia para lá do joelho, possuía uma fita rosa elétrico a prender o vestido, mesmo em baixo do peito, e formava um pequeno laço do lado direito. Colocou umas sabrinas simples da cor da faixa do vestido. Prendeu o cabelo loiro, com uma fitinha rosa elétrico, e que lhe deixava o cabelo solto atrás, prendendo apenas um pouco à frente.

Olhou-se ao espelho, parecia ter 17 anos, uma eternamente jovem bela, ninguém que a visse diria, que no dia seguinte, celebraria o seu terceiro milionésimo aniversário. Saio disparada do quarto, a toda a velocidade e dirigiu-se à sala de jantar.

Quando entrou nela deparou-se com a habitual cena matinal, um enorme salão, com seis mesas cumpridas, cada uma podendo albergar cinquenta pessoas. Visto que alguns mestiços da cidade preferiam comer no palácio, para lá poderem conversar uns com os outros á hora da refeição. Sentou-se num lugar que encontrou vago, e comeu duas torradas com doce de morango, e um copo de leite com chocolate. Mariana sentou-se ao lado dela a comer torradas com manteiga.

– Bom dia Francesca! Como estás hoje? Como sempre acordas-te muito cedo!

– Bom dia Mariana! Tu também!

– Como sabes, que desta vez sou eu?

– Se fosses a Ângela a esta hora continuavas a dormir! É engraçado como o mesmo corpo pode albergar duas personalidades tão diferentes! – Diz Francesca dando um pequeno risinho, e um sorriso enorme.

– Pois é verdade, eu sou fã de acordar cedo, e pelos vistos, a Ângela é fã de acordar tarde. O que estás a pesar fazer hoje? – Pergunta com um sorriso.

– Bem de manhã vou ficar pelo castelo, porém ao meio-dia irei á cidade, pois tenho que encontrar os viajantes da minha visão!

– ESPERA, É HOJE QUE ELES VIRÃO? FINALMENTE JÁ NÃO ERA SEM TEMPO! – Diz Mariana estranhamente alto, e sem que alguém estivesse á espera, Mariana muda de forma. — Espera, o que é que eu estou aqui a fazer? Eu ainda devia estar a dormir! Bolas, maldita Mariana que me tinha que fazer acordar cedo! ISTO NÃO É JUSTO! E QUE RAIO DE ROUPA É ESTA? PORQUE ESTOU A UTILIZAR UM VESTIDO ROSA? AI QUE NERVOS! Com isto todos os que estavam no salão, desataram às gargalhadas, pois á já muito tempo que não se via uma Ângela tão envergonhada… e acordada tão cedo. E dava para ver como estava envergonhada, pela forma como correu para o quarto, depois de constatar que utilizava um vestido rosa.

Francesca terminou de comer calmamente, quanto terminou, pegou no prato e copo, e atravessou o salão, e entrou numa pequena porta, que dava acesso às escadas que levavam á cozinha, no piso diretamente abaixo, onde lavou as coisas. Indo, logo de seguida, para a biblioteca onde passou o resto da manhã a ler.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Até ao próximo capítulo :D