Notas iniciais
Eu sei que havia prometido fazer esse capítulo mais focado em VxB, mas fiquei com a ideia da Mayã na cabeça, e escrevi sobre os 15 anos da Bra. Então, dedico este capítulo à minha amiga amada! Espero que ela e todos vocês gostem ♥
P.S.: Procurei em tudo quanto é site, mas não achei uma imagem de capa perfeita. Essa foi a mais "parecida" com o que escrevi que consegui. Na verdade, é só pra presentear vocês com uma imagem legal mesmo, achei essa aí tão fofa *-*
No mais, boa leitura!

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Aquele mês seria o mais agitado em toda a história da família Briefs, e talvez, o mais agitado em todo o universo. A filha de Vegeta e Bulma estava prestes a completar seus quinze anos, e como todos os terráqueos estão familiarizados, esse dia tem uma importância especial na vida das mulheres.

E não seria diferente com a princesinha. Bra e sua mãe passariam o mês inteiro planejando a grandiosa festa. Bra, por ser vaidosa e perfeccionista como seus pais, daria detalhes sobre o buffet, decoração, música, e o lugar onde a festa ocorreria. Não, não seria na mansão. A adolescente sabia que apesar da casa ser enorme, não possuía o espaço necessário; o espaço que ela desejava. Na primeira semana de preparação, Bra teve que persuadir seu pai a deixa-la fazer a festa no maior salão da cidade. Ele não passava muito tempo fora de casa, só saía em ocasiões especiais, como quando havia algum evento na casa de Mestre Kame, na Montanha Paozu, ou na escola onde Bra ainda frequentava o ensino médio. Sendo assim, a oferta de sua filha não seria nenhum um pouco atrativa.

Mas como boa estrategista, a mestiça fizera uma enorme lista com motivos mais-que-especiais para que seu pai concordasse com a ideia. Sua mãe deixou tudo em suas mãos, pois se Bra queria algo, ela que corresse atrás e atingisse seu objetivo. Afinal, já estava na hora. A menina não era mais uma criancinha, e apesar dos incontáveis mimos que recebeu durante a vida (e que ainda recebia), ela tinha que enfrentar esse tipo situação por conta própria.

A jovem descia as escadas, correndo ofegante em direção à Câmara de Gravidade, indo ao encontro de seu irmão e seu pai. Ambos passaram a manhã inteira treinando arduamente, como era de costume.
Bra já sabia que o treino estava para terminar, pois quando o relógio apontasse meio-dia, Trunks iria para o laboratório ajudar Bulma em pesquisas e construções.
Chegando a seu destino, a híbrida parou em frente à porta com ar despreocupado, sem querer levantar suspeitas pré maturas. Olhando em seu delicado relógio de pulso, ela contava os minutos para que os saiyajins machos saíssem de lá, e ela finalmente pudesse dar início a seu genioso plano.

“Bra está na porta,” Trunks avisou, enquanto cessava uma série de jabs que distribuía contra seu pai. “o que será que ela quer?”

Vegeta, retomando um pouco do fôlego perdido, bufou rapidamente antes de pousar no chão. “Hunf. Deve querer me convencer sobre aquela ideia absurda de festa de aniversário. Eu não entendo o porquê essas mulheres gostam tanto dessas comemorações idiotas.”

Trunks riu, também pousando. “Aaahh papai, você sabe que mamãe sempre adorou festas. É uma boa oportunidade para reunir o pessoal! E você sabe o quanto aniversários de 15 anos são importantes na vida de meninas? Elas ficam doidas pensando nisso!”

Vegeta semicerrou seus olhos, sentindo-se irritado e curioso ao mesmo tempo. “Ah, é? E posso saber o motivo?”

O rosto de Trunks estampava uma expressão confusa. “Não pergunte pra mim! Também não sei dizer a real razão pra isso tudo. O que posso dizer, é que, bom... é como se fosse uma idade de transição em suas vidas, sabe? Como se elas deixassem de ser meninas, pra se tornarem mulheres, algo assim.”

Vegeta levantou uma sobrancelha, agora confuso também. “Ué, mas que inferno! Achei que essa palhaçada de transição de menina para mulher ocorresse quando...” O príncipe hesitou por um momento, levemente envergonhado. “Quando... argh, você sabe! E Bra já passou por isso!”

Trunks abafou uma risadinha, dando de ombros em seguida. “Talvez a festa seja justamente para comemorar. Vai saber né! Papai, eu realmente não sei. O senhor deveria perguntar essas coisas pra mamãe.”

Vegeta rolou os olhos. “Até parece, pirralho. Essas coisas não me interessam.” Ele mentiu, tentando disfarçar. “Agora vamos, vá logo ajudar sua mãe, que eu tenho que escutar as baboseiras de sua irmã. Sinto o ki dela agitado, deve estar ansiosa.”
O guerreiro pegou duas garrafas de água, abrindo uma, e entregando outra para Trunks. “Foi um bom treino.” Completou.

Trunks assentiu, sorrindo de canto. “Sim.”

O saiyajin digitou a senha que abria a porta da Câmara, apenas pra encontrar sua filha escorada contra a parede do corredor. Parecia distraída, de olhos fechados enquanto cantarolava alguma música. “Pensa que me engana. Garota tola.” Ele pensou.

Trunks saiu na frente, rindo levemente daquela cena. O híbrido só podia imaginar o argumento que sua irmã usaria para convencer Vegeta. Ele piscou para seu pai, encaminhando-se para o laboratório. Sabia que Bulma já deveria estar arrancando os cabelos de tanto stress, e precisava de sua ajuda.

Vegeta se aproximou de sua filha, tirando os fones de ouvido da menina. “Posso saber o que está fazendo aqui, Bra?” Ele perguntou rude.

A menina abriu os olhos lentamente, tentando não demonstrar nervosismo. “Aah, oi papai!” Ela ofereceu um sorriso forçado. “Estava esperando você e Trunks acabarem com o treino, hehehe. Queria conversar, o senhor pode agora?”

Vegeta encarou-a por alguns segundos, tentando colocar medo na jovem. Percebendo que Bra já estava suficientemente assustada, ele sorriu de canto. “Bra, poupe-me. Já sei o que quer.” Ele cortou. “Você tem 5 minutos pra me convencer.”

Bra piscou os olhos, surpresa. Voltando a si, começou, “Cinco minutos são mais do que suficiente, papaizinho.” Ela respondeu, sorrindo triunfante. “É sobre minha festa, como já deve saber, afinal, o senhor é o homem mais inteligente do universo-“

“Sem puxa-saquismo, menina.” Vegeta interrompeu, levantando o dedo indicador. “Dê seu argumento de uma vez.”

Bra adorava desafios, e na mente da mestiça, esse era apenas mais um. Respirando fundo, e mantendo contato visual com seu pai, ela finalmente pôs-se a falar, “Como quiser. Mas preste atenção, pois só vou falar uma vez, papai.” Ela avisou. “Se você me deixar fazer essa festa, no lugar e exatamente do jeitinho que eu quero, mamãe irá fazer todas, eu disse TODAS as suas vontades pelo próximo mês.”

A expressão no rosto de Vegeta era de pura e genuína surpresa. Ele poderia pensar em todos os argumentos do mundo, mas não nesse. “O... o que disse? O que sua mãe tem a ver com isso?” Ele murmurou, deixando a curiosidade falar mais alto. Aquilo soava realmente tentador.

Bra sorriu, satisfeita. Sabia que seu pai já havia cedido. “Bom, eu conversei com ela, e sei que vocês não passam mais tanto tempo juntos porque ela anda extremamente ocupada. E também sei que vocês dois não se desgrudam, se é que me entende, né papai?” A menina riu sinceramente ao ver o rosto de seu pai ser tomado por um tom avermelhado de vergonha. “Então, aproveitando a situação, e a vulnerabilidade dela por conta da saudade, eu fiz esse trato. Na verdade, é uma troca de interesses. Eu vou me dedicar totalmente aos estudos, ela irá fazer todas as suas vontades, te tratar como o verdadeiro príncipe que é, e todos nós saímos ganhando. O que me diz?” A princesa ofereceu, já esperando pela resposta positiva de seu pai.

Vegeta abriu a boca para falar, porém nenhum som foi emitido. Ele estava em choque! Quando sua filha havia se tornado aquela máquina de chantagens? E como assim Bulma faria todas as suas vontades? Aquilo estava bom demais pra ser verdade.

Ele cruzou os braços, desconfiado. “Não acredito em nada do que está dizendo. E você está se demonstrando muito vulgar, menina! Como assim eu e sua mãe não nos desgrudamos, pouco me importa se aquela mulher está ocupada ou n-“

“Papai, corta essa.” Bra interrompeu. “Não adianta bancar o saiyajin durão agora. Eu sei que você ama mamãe, e que sente falta dela, assim como ela sente a sua. Por ela ser mulher, obviamente é mais sensível, e não está nada satisfeita com a relação de vocês agora. Vocês mal passam tempo juntos! Não vai dizer que é uma oferta tentadora, hum? Imagina só... café-da-manhã na cama todos os dias, ela parando de reclamar quando o senhor quebra alguma coisa, sem discussões, a vida sex-“

“JÁ CHEGA!” Vegeta gritou, irritado. “Você está merecendo uma boa surra por falar essas coisas, garota. Não ouse concluir essa frase, ouviu bem?” Ele olhava mortalmente nos olhos de Bra. “Desde quando você pensa nessas coisas? Deve ser culpa daquela maldita neta de Kakarotto, ou até mesmo da filha do anão! Aquelas insolentes estão te influenciado a ser assim, não estão?”

A pré adolescente suspirou, “Papai, eu tenho 14 anos. Tenho aulas sobre isso na escola, não é nenhuma novidade pra mim. E fala sério, não tem nada demais. E nããão, a Pan sente vergonha de falar sobre essas coisas, e a Marron também não tem nada a ver com isso. Tudo bem que algumas das minhas amigas falam sobre isso o tempo todo, algumas já pensam em fazer, mas-“

“Eu disse que já chega, Bra. E depois de ouvir essa baboseira, minha resposta é não. Não só não haverá festa, como você está de castigo por falar essas vulgaridades. Precisa se colocar no seu lugar.” Aquela conversa estava realmente perturbando Vegeta. O guerreiro não sabia dizer qual parte da vida de sua filha havia perdido pra não ter percebido quando ela havia começado a pensar nessas coisas.

“ISSO NÃO É JUSTO, PAPAI!” Bra rebateu, batendo os pés no chão. “O que custa deixar fazer minha festa no salão? Ai, que coisa! Desculpa se eu falei algo que não deveria, mas o senhor precisa entender que eu não sou mais uma garotinha! Eu estou com 14 anos, QUATORZE ANOS!” Ela gritou, mas rapidamente se arrependeu. Sabia que nunca convenceria Vegeta falando daquela maneira. Recompôs-se rapidamente, e voltou a falar. “S-sério... me desculpe. Não vou falar sobre esse assunto nunca mais... só por favor, papai. É só um dia, é só uma festa. Você sabe que é importante pra mim. Deveria ser importante pra você também...” Bra abaixou a cabeça, sentindo seus olhos encherem d’água. “Sabe que... os pais dançam com as filhas em suas festas de quinze anos? Eles dançam valsa com elas... todas as minhas amigas já passaram por isso, e me dá um nó no coração saber que o meu pai, o homem que eu mais admiro no mundo, nunca irá fazer isso.”

Vegeta sentiu seu corpo ficar tenso assim que Bra terminou de dizer aquelas palavras. Porém, era tudo novidade para o príncipe. Não havia passado por aquelas situações com Trunks. O menino foi crescendo, teve suas festas de aniversário, mas nada que realmente precisasse de sua presença.

“Não precisa chorar por causa disso.” Ele disse, tentando soar mais gentil. “Uma princesa saiyajin não chora, você sabe.”

Bra secou algumas lágrimas que já lhe escorriam pelo rosto. Fungando algumas vezes enquanto retomava a postura, ela voltar a encarar seu pai. “Sua resposta... ainda é não?”

Vegeta virou de costas, não querendo demonstrar o quanto não gostava de ver sua princesinha chorando. “Eu ainda não perdoei a imbecilidade que falou há momentos atrás. E também não entendo o motivo desse dia ser tão importante, muito menos que eu deva dançar com você, quando sabe que não faço essas coisas, Bra.” Ele respondeu, ainda mantendo o tom gentil. “Mas, pode fazer sua festa. E não é preciso que sua mãe faça minhas vontades. Não precisa utilizar chantagem comigo, isso é algo meu e de sua mãe. Funciona pra nós porque é divertido. Mas não quero que isso se repita, entendeu bem? Se quiser algo, basta me pedir.”

A menina olhava para Vegeta com olhos marejados. “Mas papai... eu... fico com medo de receber um não. Você sempre diz não pra tudo, sabe? Não é culpa minha...”

“Já disse que pode fazer sua festa, agora chega. Sabe que não gosto de perder meu tempo e seus cinco minutos já acabaram.”

Vegeta saiu andando, indo em direção a escadas para subir e poder tomar um banho relaxante. Aquela conversa fora mais estressante do que ele imaginara, e não queria encarar Bra naquele momento. Sua mente estava perturbada. “Quando foi que ela deixou de ser uma menina pra se tornar uma mulher...?” O príncipe se perguntava.

Bra permaneceu parada por alguns minutos enquanto seu pai saía dali. Ela encostou-se contra a parede novamente, deslizando e sentando pesadamente no chão. Suspirou algumas vezes, sentindo-se confusa também. A conversa tomara um rumo nada agradável, e a menina odiava brigar com seu pai.
Pelo menos ele me deixou fazer a festa...
Sacudindo a cabeça, ela voltou a ficar de pé, agora indo ao laboratório para dar a notícia à sua mãe.

À noite, a família estava reunida em volta da mesa de jantar, fazendo sua refeição. Um silêncio nada agradável pairava, enquanto cada um perdia-se em pensamentos.
Vegeta, pelo questionamento de como sua princesinha havia crescido tão rápido. Bra, pela briga. Bulma, pela maneira como Vegeta tratou a filha. E Trunks, por não estar entendendo bulhufas do que estava acontecendo.

“Er...” O híbrido quebrou o silêncio. “Pessoal, o que aconteceu? Vocês estão estranhamente calados.” Ele perguntou enquanto deliciava-se de uma enorme coxa de frango. “Parece até que alguém morreu, credo.”

“Trunks, cale-se.” Vegeta respondeu secamente.

“Mas tá tudo estranho, vocês estão MUITO tensos. Me digam o que aconteceu!” Ele tentou mais uma vez.

“Não é nada demais, filho.” Bulma respondeu em tom cansado. “É só que seu pai não sabe nem nunca soube ser carinhoso com os filhos, entende? Ele simplesmente não consegue ser um brutamontes, mesmo depois de todos esses anos.” A cientista apontou, lançando um olhar desaprovador a seu companheiro.

“Mulher, você vê se cala essa maldita boc-“

“Ei, ei, ei!” Trunks interrompeu, já sabendo o rumo que aquela conversa teria. “Não precisam brigar! Vamos voltar pro silêncio, é melhor do que começar uma discussão.”

Vegeta bufou, e Bulma copiou a ação. Bra soltou um pesado suspiro, de repente empurrando seu prato. “Se me dão licença, vou pro meu quarto. Não estou com fome, mamãe. Desculpe.”

Bulma franziu o cenho, preocupada. “Tem certeza, querida?”

“Tenho sim.” A menina assentiu de leve. “Não se preocupe, está tudo bem. Só estou cansada, vou logo deitar pra dormir, tudo bem? Boa noite.”

Bulma não disse mais nada, assim como Trunks.
Mas Vegeta não deixaria aquilo passar em branco. “Perdeu o apetite, Bra? Um saiyajin sempre tem fome.” Ele perguntou, evitando contato visual.

Bra já estava de pé, preparando-se para ir a seu quarto, quando parou ao ouvir o que seu pai dissera. “Você só está piorando tudo, papai. Não faça isso.” A menina respondeu quase que num sussurro. “Agora, com licença.”

Quando a mestiça já havia subido as escadas, Bulma lançou outro olhar de desaprovação para Vegeta. Irritada com o tudo que estava acontecendo, deixou seus nervos explodirem, “Você é um completo idiota, Vegeta!” A cientista berrou. “Já não basta ter discutido com ela mais cedo, ainda fica provocando a menina, quando sabe que ela está mal! Ela não gosta de brigar com você, sabia? Bra te admira mais do que qualquer pessoa ou coisa no mundo, e você sempre, SEMPRE faz questão de se demonstrar um completo retardado!”

“Pare de gritar, sua louca!” O saiyajin grunhiu. “Por acaso sabe o que aconteceu? Sua filha ficou falando vulgaridades pra mim, me chantageando, e eu não ia aceitar isso, Bulma!”

“Há! Kami-Sama, como você é estúpido.” Bulma rebateu rapidamente. “Ela só tentou bolar um argumento plausível pro papai dela dizer sim, já que você sempre diz não ou é grosso! A culpa é toda e inteiramente sua, Vegeta! E outra coisa, ela não foi vulgar coisa nenhuma, Bra já não é mais uma criancinha, e acho que o verdadeiro problema aqui, é que você ainda não aceitou isso, não é mesmo?!” A mulher conhecia seu companheiro, sabia que deveria estar tendo dificuldades em aceitar o fato.

“Pelo amor de Deus, vocês dois!” Trunks gritou. “Já chega! Parecem duas crianças! Bra está mal, eu não sei bem o que aconteceu, mas está. E se você tem algo a ver com isso, papai, por que não conversa com ela? O senhor sempre fez isso! E mamãe, por favor, fique calma... nossa... essa família é demais pra mim.” O meio-saiyajin concluiu, enquanto levantava-se também. “Eu não vou ficar aqui ouvindo outra discussão, vou pro meu quarto também. Já fiz minha parte, agora, por favor, se resolvam. Boa noite, papai. Boa noite, mamãe.”

Bulma e Vegeta permaneceram em silêncio enquanto seu filho saía da mesa, e também subia para ir a seu quarto. Quando se certificou de que ninguém ia os interromper, Bulma voltou a falar. “Vegeta, me escuta. Eu sei que é difícil entender, mas sua filha está crescendo. E uma festa de quinze anos é um evento muito importante na vida dela...” Ela se aproximava do companheiro, colocando sua mão sob a dele. “Depois que vocês conversaram, ela entrou chorando no laboratório e me contou tudo. Sabe com o que ela está preocupada? Não é nem com a festa em si, e sim com a dança.”

Vegeta levantou uma sobrancelha. “E o que diabos é essa dança?”

Bulma respirou fundo antes de começar a explicar calmamente, “A dança é uma tradição. Nesse dia, Bra será tratada com uma princesa. E toda princesa tem seu príncipe, certo? Então... na verdade, ela deveria escolher um menino, não sei, algum amigo da mesma idade que ela.”

O saiyajin fechou seu semblante, nervoso. A ideia de ver Bra crescendo era uma, mas ver sua menininha nas mãos de um insolente qualquer era demais!

“Não precisa surtar, querido. Ela não quer dançar com nenhum garoto... ela quer dançar com você.” Bulma sorriu docemente. “Pra você ver o quanto nossa filha te admira. E não custa nada, se você quiser, eu te ensino a dançar valsa. Não é difícil.”

Vegeta grunhiu no fundo de sua garganta, tentando manter a calma. “Você sabe muito bem que eu não danço, mulher. E mesmo que fizesse essa coisa, seria na frente de todos, não é?”

Bulma assentiu, e Vegeta foi rápido em completar, “Mais uma motivo pra eu não o fazer. Não gosto de me expor na frente de imbecis.”

A cientista sacudiu a cabeça em negação. “Aiaiai, Vegeta... deixa de ser teimoso, só uma vez? É importante pra ela, deveria s-“

“Deveria ser importante pra mim também, eu já sei.” Ele cortou a mulher. “Ela disse isso pra mim. Mas, argh...”

Bulma se aproximou um pouco mais, pegando o rosto de Vegeta em suas mãos, fazendo com que ele olhasse para ela. “Não precisa dançar a festa inteira. É apenas por alguns minutos, enquanto a música toca. É um momento tão lindo, Veggie. Se você não fizer, vai se arrepender pro resto da vida, e deixar Bra magoada. Vai... por favor? Por mim? Aliás, por ela? Pense nela.”

O saiyajin ponderou por alguns minutos, enquanto se soltava das mãos de Bulma, desviando daqueles grandes e esperançosos olhos azuis. Hesitante, respondeu, “Por quantos minutos?”

Bulma abriu um sincero sorriso. “Doze. Eu sei que parece muito, mas passa rápido. Prometo.”

Ele bufou algumas vezes, massageando suas têmporas. “Eu não faço ideia de como se dança essa coisa, mulher.”

Bulma pousou um beijo em sua bochecha. “Fique tranquilo. Temos um mês pra te fazer aprender. Podemos praticar todo dia antes de dormir, o que acha?”

Vegeta cruzou os braços e fechou os olhos, pensando. “Está certo. Mas que fique claro, mulher: não quero que ninguém saiba disso.”

A cientista riu, concordando. “Pode deixar. Será nosso segredinho.” Conclui, piscando de modo brincalhão.

E assim acontecera.
Durante todo aquele mês, Bulma colocava a música para tocar baixinho em seu quarto, enquanto ensinava os passos para Vegeta. Nas primeiras vezes, o saiyajin explodia de raiva de cinco em cinco minutos. Por não conseguir manter o ritmo, e também por concluir que tudo aquilo era estúpido e sem sentido. Bulma insistia, utilizava todo o seu charme pra que ele não desistisse, e no final da quarta semana, faltando dois dias para a festa, a cientista estava satisfeita, pois Vegeta finalmente aprendera. Os dois resolveram manter o segredo até o fim, não contando à Bra que seu pai dançaria com ela. Vegeta queria ver a expressão de surpresa nas feições de sua garotinha.

Com a correria incessante entre a Corporação Cápsula e o salão de festas, Bulma encontrava-se totalmente a flor da pele. Goku, Chichi e Goten ajudavam com a pré-arrumação no salão, enquanto Bulma e Gohan ajustavam a aparelhagem de som, e a mesa do DJ. O vestido de Bra estava para chegar no dia seguinte, e a menina não conseguia se conter de tanta ansiedade. Ela estava no salão de beleza, acompanhada de suas melhores amigas, Pan e Marron. Bulma queria fazer questão que sua filha recebesse o tratamento de princesa que merecia, e as três meninas foram mandadas para um spa luxuoso no centro da cidade, com direito a massagens, banhos de pétalas de rosa, aroma terapia, manicure, pedicure e limpeza de pele. O cabelo seria feito pela melhor cabelereira de West City horas antes de a festa começar.

Enxugando as gotas de suor que cismavam em brotar em sua testa, Bulma soltou o ar de seus pulmões, completamente exausta. “Acho que eu estou exagerando, Gohan?”

O primogênito de Goku sorriu, balançando a cabeça. “Claro que não, Bulma. Bra merece tudo isso, com certeza! E é bom ver essas coisas acontecendo, sabe... preciso me preparar também, logo logo será a vez de Pan!” O meio-saiyajin respondeu, coçando a cabeça.

“É verdade!” Bulma deu um salto, surpresa. “Como o tempo passa rápido... parece que foi ontem que vi você se escondendo atrás do seu pai quando tinha apenas 5 aninhos.” A cientista sorriu com a última lembrança.

Gohan assentiu, também sorrindo e sentindo-se nostálgico.
O inteligente mestiço terminava de testar as potentes caixas de som, enquanto Bulma parafusava as últimas peças da mesa do DJ.
Em algumas horas, tudo já estava pronto, e ambos suspiraram satisfeitos, afinal, menos um trabalho a fazer.

Combinando a hora certa para que todos chegassem, e certificando-se que Chichi havia realmente mandado todos os convites, a cientista de cabelos azuis dera o dia por encerrado, agradecendo a seus amigos pela ajuda. Agora só faltava o principal, que seria claro, a preparação de Bra no grande dia.

***

“É HOJE, É HOJE, É HOJE!!!” A pré adolescente gritava a plenos pulmões escadaria abaixo, quase ensurdecendo seus pais e seu irmão. “MEU ANIVERSÁRIO É HOJE! CHEGOU, FINALMENTE CHEG-“

Antes que pudesse concluir a comemoração, Bra, de tão empolgada, acabou enrolando uma perna na outra, e caiu nos últimos degraus, totalmente desengonçada.

Café voou da boca de Trunks, enquanto o irmão de Bra ria descontroladamente, assim como Bulma. Vegeta riu pra si mesmo, disfarçadamente.

A menina soltou alguns “ais”, enquanto levantava-se, envergonhada. Contente demais em se importar, ela juntou-se aos demais, rindo também.

“Tá tudo bem, querida?” Bulma perguntou enquanto enxugava as lágrimas por conta das gargalhadas excessivas. “Não se machucou?”

Bra acenou negativamente com a cabeça, enquanto sentava-se à mesa, pegando algumas torradas e um pote de nutella. “To bem, mamãe! É que é muita empolgação pra uma pessoa só!!!” Ela exclamou alegre.

Bulma consentiu, servindo um pouco de suco de laranja à menina. “Sua festa começa às seis da noite, ainda são dez da manhã. Sei que está empolgada, mas fique tranquila, vai dar tempo de fazer tudinho, viu? A cabelereira chega aqui às três.”

“Às três?” Bra repetiu. “Mamãe, acha mesmo que vai dar tempo?”

Bulma balançou as mãos, querendo espantar a ansiedade da filha. “Não se preocupe, vai dar tudo certo. Três horas pra se arrumar é mais do que suficiente, já que você já tem uma roupa certa e não precisa perder tempo escolhendo! Falando nisso, quando acabarmos aqui, vamos comigo ao quarto pra eu te mostrar como o vestido ficou, afinal de contas. Está tão lindo, filha! Você vai amar!” A cientista bateu uma mão na outra, vibrando de felicidade.

Bra copiou o movimento de sua mãe. “Sério? Ai mamãe, que demais! Mal posso acreditar! Vamos tomar café rapidinho então, e-“

“Não está se esquecendo de nada, Bra?” Vegeta perguntou de repente. “Hoje não é só a festa. É seu aniversário, antes de qualquer coisa.”

Realização tomando conta da expressão da mestiça, enquanto ela levava as mãos à boca em surpresa. “É VERDADE!”

Vegeta fez um sinal para que todos esperassem, enquanto levantava-se. Usando sua incrível velocidade, em segundos estava de volta, com um grande embrulho em mãos. Orgulhoso demais em dar o presente diretamente, ele pôs a caixa em cima da mesa, empurrando-a em direção de Bra. “Abra.”

Os olhos da menina brilhavam como nunca, tamanha era a felicidade. Imaginar que seu pai se preocupou em lhe dar um presente era demais. Rasgando a caixa e o papel ansiosamente, quando a princesa saiyajin percebeu o conteúdo, sentiu seu coração ser inundado por uma alegria imensa.

"E-eu... não... não acredito, papai!” Bra murmurou. “Você lembrou!!!” Ela se jogou nos braços de Vegeta, abraçando-o carinhosamente. “Eu te amo, papai! Muito obrigada, esse foi o melhor presente que poderia ter me dado!”

Vegeta ficou estático com a reação de sua filha, pensando no que deveria fazer. Ele limpou a garganta, envergonhado, enquanto envolvia um braço em torno de Bra. “Não é pra tanto. Vamos, sabe que não gosto de sentimentalismo.” Ele disse, enrubescendo.

Trunks, que observava sorrindo a aquela cena, entendeu o motivo de felicidade de Bra: Vegeta dera a ela uma roupa de treino igual à dele. Um colan azul, modificado, claro, já que ela era menina, com a parte de cima da armadura, as luvas, as botas, e até um scouter vermelho. O híbrido lembrou-se do quanto ficara feliz também quando havia ganhado a roupa igual a do pai.

Bulma, agora enxugava o canto dos olhos não mais pelas risadas, mas pela emoção de ver sua família naquele momento tão raro e significativo. Mas o tempo era curto, e eles precisavam se apressar! Terminado o singelo momento, os Briefs voltaram a tomar café, e logo Bulma e Bra estavam dando gritinhos empolgados dentro do quarto. O vestido da mestiça era lindo: tomara que caia, branco, com um laço azul-bebê no meio, envolvido por uma delicada renda. Bra escolhera azul em homenagem a seu pai. O sapato também era branco, todo trabalhado em cristais transparentes.

O relógio anunciava três da tarde, e a cabelereira havia chegado. Com todo seu arsenal, Bra chegara a desconfiar da eficiência da mulher, já que ela estava sozinha. Entretanto, a profissional logo provaria o contrário.

Vegeta terminava de vestir sua roupa. Ele havia pedido à Bulma para que fizesse uma especial. Usaria sua roupa de treino, com alguns detalhes importantes: o símbolo dos saiyajins teria que estar encravado no peito, e uma longa capa vermelha presa na ombreira. Queria fazer com que Bra se sentisse uma verdadeira princesa, e mais que isso, compensar a briga que tiveram no começo do mês.
Trunks optou por um black tie formal, enquanto Bulma escolhera um vestido amarelo-bebê, longo, com um decote enorme nas costas.

A cientista terminava sua maquiagem, uma vez que o cabelo já estava pronto, quando ouviu Bra chamando-a. Quando finalmente colocou a tarraxa em seus brincos, saiu do banheiro. “Filha, precisa ficar calma, não precisa gritar, estou aq-“

A fala de Bulma ficou presa em sua garganta. Ao deparar-se com Bra, a mãe pôs uma mão gentilmente sobre o coração, sentindo-se emocionada. “Querida, você... você está deslumbrante! Oh Kami, não posso chorar, vou estragar a maquiagem!” Ela reprimia-se inutilmente, as lágrimas já estavam vindo, e na mais pura verdade, Bulma não queria pará-las. Nem que conseguisse, era emoção demais para a cientista.

Bra sorria de orelha a orelha, comovida também. “Queria me vestir assim todos os dias, mamãe!” Ela brincou.

Bulma soltou uma gargalhada, enquanto abraçava a caçula da família. “Imagino a cara do seu pai quando te ver... Quer saber? Vou chama-lo agora mesmo, não ouse se mexer, mocinha!”

A mulher, que dominara perfeitamente a arte de andar em salto alto, correu para seu quarto, abrindo a porta. Quando achava que já não podia ficar mais emocionada, Bulma se enganou.

“Ve-Vegeta...” Ele sussurrou ao ver seu companheiro. “Você está lindo! Em nome de Dende, essa família inteira está linda hoje, mas querido, você... essa roupa, AIIIN VEGETA, VOCÊ ESTÁ MARAVILHOSO!” Bulma abraçou o saiyajin, e antes que Vegeta pudesse reagir, lá estava a mulher tomando seus lábios com um beijo fervoroso. Ele hesitou por um segundo, mas cedeu, carinhosamente. Passaram alguns minutos assim, enquanto suas mãos acariciavam o corpo um do outro.

Bulma soltou-se, olhando firmemente. “Eu nunca vi você tão lindo.”

O guerreiro parou pra examinar melhor a mulher à sua frente, e sorriu de canto. “Acho que posso dizer o mesmo de você. Está... decente.”

Bulma riu levemente. “Custa tanto dizer que eu estou linda? Porque olha, eu sei que estou, viu!”

Vegeta rolou os olhos, bufando. “Não cansa de ser convencida, mulher?”

A bela humana balançou a cabeça, negando, enquanto dava um selinho no companheiro. “A Chichi me ligou há alguns minutos. Precisamos ir logo. Vou chamar o Trunks, e você, vai lá pro quarto da sua filha ver como ela está absolutamente linda, Vegeta.”

O príncipe engoliu um pouco de saliva, enquanto assentia indo ao encontro de Bra.

E Bulma, surtou mais uma vez ao deparar-se com Trunks. Gritando, ela abraçou seu primogênito. “Aiiiiiiii, você está tão parecido com seu pai, filho! Está tão lindo, já é um homem! Oooown, lembro quando era apenas um bebezinho levado, e-“

“Hehehe, eu sei mamãe, eu sei! Obrigado.” Trunks agradeceu, enquanto seu rosto ficava rubro. “Você também está linda.” Ele fez questão de completar, sabendo que a mãe gostaria do elogio, e ela realmente estava incrível. “Mas, não estamos atrasados? Falta pouco pra festa começar, os convidados já devem estar chegando.”

“Eu sei, eu sei! Já estamos indo, vamos descendo na frente? Seu pai foi ver Bra, ai filho, sua irmã está parecendo uma princesa mesmo, tão linda!” A orgulhosa mãe fez todo o caminho até o andar de baixo tagarelando sem parar, contando histórias sobre a infância de seus dois filhos, e Trunks limitava-se em escutar, rir, e concordar.

Vegeta bateu na porta, esperando por uma resposta. Estava nervoso e ansioso, não sabia como reagiria. Quando Bra respondeu, o saiyajin abriu a porta lentamente, olhando em volta com cautela, até que seus olhos pararam em sua filha. E se arregalaram no mesmo instante!

Boquiaberto, não escondendo o quão surpreso estava, ele gaguejou, “B-bra... você... você está...”

A caçula sorriu genuinamente, aproximando-se. “Estou parecendo uma princesa, papai?”

Vegeta relaxou ao ouvir as palavras da filha, voltando a si. “Está. Está sim.”

Não querendo forçar os limites de seu pai, Bra abraçou-o rapidamente, enquanto cruzava seu braço no dele. “Vamos? Mamãe e Trunks estão nos esperando. Quero logo aproveitar minha festa!”

O saiyajin mais velho concordou, e lentamente, desceram.
Bulma fez questão de tirar várias fotos antes de partirem, o que só deixou Vegeta mais nervoso e irritado. Ameaçando quebrar a câmera, a mulher se deu conta do atraso, e saiu exasperada jardim a fora, acionando o aero-carro. Em poucos minutos, eles já haviam chegado.

O salão estava impecável.
Tudo no maior estilo moderno. A mesa do buffet era toda enfeitada por doces de morango (a fruta favorita de Bulma e Bra), juntamente com os salgadinhos, folheados, massas, e etc. Depois da valsa, um grande jantar seria servido, o que só deixara os saiyajins mais ansiosos, principalmente Goku.

Os Sons, como de costume, foram os primeiros a chegar. Todos muito bem arrumados, graças a Chichi. Gohan estava acompanhado de Videl, Pan, Mister Satan e Majin Boo, enquanto Goku, Chichi e Goten entravam na frente. Logo, Kuririn, 18, Marron, Mestre Kame, Oolong e até mesmo a Tartaruga estavam presentes. Seguidos de Piccolo, Dende e Senhor Popo. Yamcha, Pual, Tenshinhan, Chaos e Lunch também foram, e até mesmo Uub apareceu, deixando os guerreiros Z empolgadíssimos.

Os amigos e amigas de Bra tomavam conta da pista de dança, enquanto a filha de Vegeta e Bulma recebia os parabéns, e presentes de todos. A menina recebia um novo coquetel de frutas a cada vez que os garçons notavam que o copo da aniversariante estava vazio.

Goten recebia olhares nada amigáveis de Vegeta, assim como todos os outros meninos presentes. Eles não conseguiam tirar os olhos de Bra, a menina estava realmente belíssima. Trunks, querendo evitar um assassinato em plena festa, fez questão de avisar a Goten que algumas amigas de Bra eram mais velhas, e que eles tinham bastantes chances de marcar pontos aquela noite, se é que entendem.

Enquanto Goku se deliciava loucamente, disputando comida com Oolong e Mestre Kame, Yamcha e Tenshinhan colocavam o papo em dia. Nº 18 não tirava os olhos de Marron, assim como Kuririn, ambos também preocupados com a quantidade de meninos flertando com sua filha.

Chichi estava ao lado de Bulma, enquanto a cientista contava sobre a decoração e mais detalhes da festa. Vegeta estava sentado, meio afastado de todos, de olhos e semblante fechados, pensando, e desejando que aquela festa acabasse logo.
Piccolo conversava com Gohan e Videl, juntamente com Dende e Senhor Popo. Mister Satan exibia-se para alguns jovens, contando de seus feitos. Não parecia adiantar muito, já que a atenção, quando se tratava de luta, caía toda sobre Majin Boo e Uub. Lunch dançava com Pan, Bra e Marron alegremente no meio da pista. Tudo estava perfeito.

Quando a festa estava no ápice, às dez horas da noite, o DJ interrompeu a música. “Pessoal, peço a atenção de todos.” Ele anunciou.

Todos soltaram um “aaaaahhh” pela música ter parado, enquanto Bulma levantava-se, puxando Bra pela mão disfarçadamente. Fazendo um sinal para ela e Vegeta, os três foram para trás de um mini palco protegido por cortinas que o local possuía.

“Mamãe, o que tá acontecendo?” Bra perguntou curiosa. A jovem ainda não sabia da surpresa.

Bulma sorriu, enquanto Vegeta permanecia de cara fechada, de costas. “Seu pai quer te contar uma coisa.”

A menina olhava confusa para Vegeta. Aproximou-se, tocando em seu ombro. “Papai...? O que foi?”

Vegeta grunhiu baixinho, tentando manter a vergonha e ansiedade de lado. “Eu... quis fazer uma surpresa pra você, menina. Vou... argh... vou dançar essa maldita valsa com você.”

Ao final daquelas palavras, Bra teve que tampar a boca para um grito de felicidade não escapar. Ela sorria, repetindo que não acreditava naquilo, enquanto Vegeta bufava.

“Ai, que coisa mais linda!” Bulma dizia já imaginando a dança. “Bra, seu pai passou esse mês todinho aprendendo-“

“MULHER!” Vegeta gritou em advertência.

“Ai Veggie, desculpe! Esqueci que era segredo, hihihi!” Ela abanava as mãos, tentando descontrair. “A gente conversa depois, agora vou deixar vocês aqui e voltar pra lá, ok? Boa sorte!” Ela lançou uma piscadinha antes de sair pelas cortinas.

Uma quietude desconfortável se fez presente após Bulma ter saído. Entretanto, Bra pôs-se frente a frente a seu pai. “Obrigada, papai.” Ela confessou sinceramente.

Vegeta apenas assentiu. “Vamos acabar logo com isso.”

“... a valsa, entre pai e filha!” O DJ anunciou empolgado.

Ao abrir das cortinas, holofotes com uma luz não muito forte pararam em Vegeta e Bra, e a atenção dos convidados foi totalmente para eles.

Engolindo uma enorme quantidade de saliva, Vegeta sentiu seu corpo travar pela vergonha. Aquilo era humilhante e chamativo demais!
Percebendo, Bra deu o primeiro passo, puxando seu pai por uma das mãos delicadamente. Surpreso, o saiyajin foi seguindo os passos de sua filha.

A música finalmente começou a tocar, e o que viera depois, pode ser descrito como um momento sublime e mágico.
Pai e filha, dançando levemente no meio do salão, enquanto os amigos e família formavam um grandioso círculo em volta. As amigas de Bra suspiravam, admiradas. E até mesmo os homens sentiam-se um pouco comovidos.
Bulma e Trunks não tiravam os olhos. O primogênito envolveu o braço em torno do ombro de sua mãe, sorrindo para ela, e Bulma copiou o movimento.

“Agora eu percebo.” Vegeta murmurou para sua filha.

“O que?” A menina murmurou de volta.

“Que você cresceu. Não... não é mais uma garotinha. Está se tornando uma mulher.”

Os olhos de Bra encheram-se de lágrimas. “Não sabe o quanto fico feliz ouvindo isso, papai.” Ela disse, enquanto encostava a cabeça carinhosamente no peitoral de Vegeta.

“Mais do que isso...” Ele voltou a falar, tomando coragem em assumir o que seu coração queria há tanto tempo externar. “É uma verdadeira princesa saiyajin.”

Notas finais
Confesso que quando terminei de escrever, eu mesma me senti emocionada, hehehe.
Espero que tenham gostado, viu?
E prometo: o próximo será totalmente focado em VegetaxBulma.
Até lá!!! =*