Superando Expectativas
27 A Viagem de Vegeta e Bulma.
Notas iniciais
E já deixo avisado: tá grande, e tem hentai. Apesar de eu não achar que ficou bom, vou deixar assim mesmo...
Espero que gostem! ♥
Boa leitura, e nos falamos nas notas finais!
Ele era um saiyajin frio e rude.
Ela era uma cientista narcisista e destemida.
E o destino, querendo brincar, juntou essas duas figuras peculiares, que no meio de tanto desentendimento, acabaram se entendendo. Mais do que isso, formaram uma família. Seu aniversário de 15 anos juntos estava se aproximando, e devido às carícias e juras de amor que trocaram na última semana, Bulma resolveu surpreender seu companheiro.
A paz era tanta, que seus filhos, Trunks e Bra estranharam e muito. Seus pais passaram sete dias completos sem trocar ofensas, sem gritar, e por um curto momento, conseguiram até ver seu pai oferecendo beijos à sua mãe, assim, do nada. Aquela cena fez um frio percorrer a espinha de Trunks. O adolescente podia jurar que algo de errado estava acontecendo. Talvez Babidi tivesse voltado das profundezas do inferno, jogando um feitiço em Vegeta, que ao invés de ficar mau, acabara ficando bom. E sua mãe, talvez estivesse em uma de suas crises de TPM, onde o híbrido insistia que a mesma deveria consultar um psicólogo, pois era bipolar.
Já Bra não entendia muita coisa. Ela também achava o comportamento de seus pais muito confuso, mas gostava de pensar que talvez, apenas talvez, eles finalmente estivessem começando a mudar. A pequena sabia do amor que um nutria pelo outro, sua mãe, aparentemente, amava mais o companheiro do que ele a ela. Entretanto, aquilo nunca fora um problema. Bra achava divertida a maneira como eles passavam o dia inteiro gritando e brigando. Na concepção da pequena princesa saiyajin, aquilo era amor de verdade, e ai de quem dizer o contrário.
Ignorando o questionamento de seu filho mais velho, naquela manhã, Bulma passara horas trancada em seu laboratório. O motivo, claro, era a suposta surpresa. Era inverno, porém não fazia frio suficiente pra nevar. Não ali em West City. E um desejo carnal percorria pelo corpo da humana; ela precisava de alguns dias a sós com Vegeta, e o mais importante: onde eles passariam esses dias precisava estar nevando.
Ela riu, uma risadinha ansiosa, imaginando-o com aqueles casacos gigantescos, aprendendo a esquiar, eles repousando confortavelmente dentro de um chalé super-romântico, com direito a lareira, vinho, rosas, e música clássica. Era mais do que merecido, visto que ultimamente, Bulma não encontrava mais tempo nem pra comer. Os trabalhos da Corporação Cápsula estavam intensos, e agora, ela tinha dado um prazo a si mesma para manter as coisas em ordem. Assim que o prazo terminasse, eles poderiam viajar.
Do outro lado da mansão, Vegeta completava mais uma manhã de treino pesado. Era assim pro saiyajin, forçava-se até alcançar seu limite. Tanto físico, quanto mental. Havia até rejeitado a companhia de Trunks, visto que, apesar de forte, o mestiço não aguentaria o que seu pai aguentava. A capacidade e a vontade de Vegeta eram muito maiores. Sabendo disso, Trunks passou os últimos dias na cola de Goten. Saindo pra comer, jogar basquete, andar de skate, passar tardes em casa jogando videogame, e até mesmo pra estudar. O que não agradava muito o filho caçula de Goku e Chichi, pois o híbrido era muito distraído. Sempre que Trunks tentava começar a explicar algo, Goten via alguma coisa sem muita importância, e acaba voltando toda a sua atenção pra aquilo. Trunks apenas suspirava e encerrava a sessão de estudos, oferecendo algo menos tedioso pra fazer.
E naquele começo de tarde, ele tivera uma ideia espetacular: competição pra ver qual dos dois conseguia comer mais coisas em menos tempo. Se Trunks ganhasse, Goten seria obrigado a passar um mês estudando arduamente. Se o saiyajin moreno fosse o vencedor, Trunks teria que comer o ensopado de dinossauro de Chichi por duas semanas. Não que fosse ruim, mas o meio-saiyajin não estava acostumado com aquele tipo de comida, sempre o fazia enjoar. Com um aperto de mão, eles fecharam o acordo. Só precisavam aguardar até que Bulma ligasse pedindo o almoço, e aí sim, começaram o desafio.
“Ai ai Trunks, eu não sei como você acha que realmente pode ganhar de mim, cara. Tá na cara que eu vou vencer!” Goten disse estufando o peito, tentando se demonstrar confiante.
Trunks sorriu de canto. “Isso é o que nós vamos ver, Goten. Mas lembre-se: sem trapacear!”
Goten riu. “Ei, não vem com essa, o trapaceiro aqui é você! Lembra do Torneio de Artes Marciais Infantil que nós competimos? Você só ganhou porque trapaceou!”
“Eu trapaceei?” Trunks indagou fingindo inocência. “Você tá maluco, não fiz nada, ganhei de você porque você sabe, né... sou mais forte.”
Goten deu um soco de leve no ombro do amigo, fazendo-o dar alguns passos pra trás. “Ah, é? Isso é o que nós vamos ver! Que tal um aquecimento agora? Faz tempo que não lutamos!”
“Ei, vocês dois!” Vegeta interrompeu de repente. Em seu rosto, seu costumeiro semblante fechado. “Parem de perder tempo com asneiras, vocês não passam de uns fracotes. Acabo com os dois num piscar de olhos.” Ele disse, orgulhoso.
Trunks rolou os olhos. “Iiih... não vem com essa, papai. O senhor sabe o que acontece se fizermos a fusão, e nos transformamos em super saiyajin nível 3... Hehehe!”
Vegeta semicerrou os olhos. “Está me desafiando, moleque?” Ele perguntou em tom ameaçador.
“Ei pessoal, calma, calma! Relaxem, não é pra tanto, vai.” Goten foi rápido em acrescentar. “Olha Trunks, você sabe o quanto seu pai é forte, tudo bem que nós somos bem poderosos, mas não somos páreos pro Senhor Vegeta, não é mesmo?”
Ele perguntou, nervoso. Não queria lutar contra o pai de seu amigo, sabia do tamanho do poder que o saiyajin tinha, e por estar de estômago vazio, sentia que se começassem uma luta naquele momento, iria acabar perdendo.
Agora foi a vez de Vegeta sorrir de canto. “O pirralho tem razão. E também, não ia perder tempo com vocês. Como eu disse, não passam de uns fracotes. Serviriam-me de treinamento, no mínimo.” O guerreiro completou, lançando um olhar debochado para os mestiços.
Trunks deu de ombros. “Bom, eu não vou discutir. Se o senhor acha que pode nos vencer...” Trunks ia desafiar o pai novamente, quando sentiu Goten, disfarçadamente, pisar no seu pé. Ele olhou confuso para o amigo, que entre dentes, se explicou, “Irmão, para com isso... eu to morrendo de fome, não é hora de ficar provocando o Senhor Vegeta, pelo amor de Deus, para com isso, vamos comer e chega desse papo! To ficando nervoso, Trunks!”
O adolescente de cabelo lavanda abafou uma risada. “Tá bom, tá bom... olha papai,” Ele disse, virando-se para encarar Vegeta. “Que tal deixar isso pra outra hora? O covardão aqui tá com fome, e pra ser sincero, eu também to, e acredito que você também esteja. Então, vamos comer, e após nosso banquete, nós lutamos. O que me diz?”
Vegeta assentiu. Um sorriso triunfante e ansioso agraciava seus lábios. “Está bem, pirralho.”
Trunks e Goten assentiram também, fechando o segundo acordo daquela manhã. Trunks estava tranquilo, já Goten, suava frio. Vegeta sempre fora assustador. Mesmo com semblante calmo, o homem dava arrepios no filho de Goku.
Quando os três saiyajins voltaram a entrar na mansão, Bulma estava no telefone, enquanto Bra se distraía assistindo desenhos na grande TV de plasma que a sala possuía. Vegeta caminhava a passos curtos e lentos, aproximando-se de sua filha, e finalmente sentando-se ao lado dela.
Percebendo o que a menina estava admirando enquanto olhava para a TV, ele bufou. “Bra, o que pensa que está fazendo?”
Entretanto, Bra continuara distraída. O que só fez a paciência de Vegeta, que já era curta, acabar. “GAROTA! Estou falando com você, me responda!”
Piscando algumas vezes, agora atenta à presença de Vegeta, a menina ofereceu um sorriso. “Oi, papai! Eu to assistindo um desenho chamado Dragon Ball! É muito legal!!! Tem um garotinho que é igualzinho ao Tio Goku, e uma menina igualzinha à mamãe!”
Vegeta levantou uma sobrancelha, confuso. “Sim, eu sei. Não sou cego!” Ele limpou a garganta brevemente, voltando a falar com mais firmeza. “E sobre o que exatamente esse desenho idiota fala?”
Bra levantou-se, e caminhou até seu pai. Aninhando-se em seu colo, ela voltou a explicar, “Ué, fala sobre as esferas do dragão! Aquelas coisinhas laranjas e redondas, sabe? A menina que parece a mamãe explica que eles são artefatos mágicos, e podem realizar qualqueeeeeer desejo! Não é demais?!” Os olhos de Bra brilhavam.
Vegeta grunhiu, jogando a cabeça no encosto do sofá. “Grrr... agora os tolos já sabem da existência das malditas esferas? Como isso pode ter acontecido?”
Bra olhava curiosa para Vegeta. “Elas existem mesmo, papai?” Perguntou, esperançosa. Quando seu pai assentiu, Bra levantou-se e começou a pular alegremente. “Yupiiiiii! Então eu posso desejar o que eu quiser? Aaaah, nossa, nossa, nossa! Que legal!”
Novamente, Vegeta demonstrou-se confuso. Deixando a curiosidade tomar conta, ele perguntou, “E posso saber o que você sequer pensa em pedir, menina?”
As bochechas de Bra coraram no mesmo instante. Ela levou suas mãozinhas ao rosto, segurando-o de forma envergonhada. “Ai, papai... eu acho que... que... hihihi... ia pedir a mesma coisa que a menina do desenho, sabe? Um... um namorado!”
E se fosse possível, Vegeta sentiu seus olhos pularem pra fora de seu rosto. Bulma, que estava atenta a aquela conversa, desligou o telefone rapidamente, pondo-se do lado da filha. Exigiu um esforço enorme da cientista para que ela não começasse a rir freneticamente da expressão de seu companheiro. “B-bra, querida, não diga essas coisas! Ela só está brincando, Vegeta, não precisa surtar!”
“BRINCANDO?!” Ele gritou, furioso. “Ela não está brincando coisa nenhuma! Que audácia dessa menina! Tão jovem e já pensa nessas vulgaridades? Puxou à mãe, argh!”
“EI!” Bulma gritou de volta. “Eu não sou vulgar coisa nenhuma, seu bruto! E eu já disse que ela só está brincando, Bra nem sabe o que é um namorado!”
“Er... mamãe, eu sei sim.” Bra interrompeu, demonstrando-se muito séria e decidida. “Você e o papai são namorados, não são? Então... eu quero um também!”
Bulma abriu a boca para contestar, porém nenhum som foi emitido. Vegeta olhava incrédulo para sua princesinha. Não esperando seus pais recobrarem a atenção, ela continuou, “Eu sei que ainda sou novinha, mas um dia eu vou ter um namorado, e quero um perfeitão! Eeeee... se eu posso desejar por um, melhor ainda, não é?” Ela concluiu, triunfante.
Trunks e Goten, que também assistiam a todo aquele show, caíram na gargalhada. Eles batiam com força na mesa pelas risadas excessivas, e de tanta empolgação ao ver Vegeta totalmente desarmado.
Voltando a si, o príncipe recomeçou, “Escute aqui, menina! Eu não quero que fique falando essas coisas, você não tem idade pra falar sobre isso, e vai parar imediatamente de pensar nessas coisas tão baixas, ouviu bem?!” Ele ordenou. “E vocês dois, é melhor que parem de rir se não quiserem levar uma surra, seus insolentes!” Ele concluiu, enquanto olhava mortalmente para seu filho e para o filho de seu rival.
“Ai Vegeta, fica calmo, querido!” Bulma disse, oferecendo um sorriso gentil. “Nossa filha é esperta, ela sabe que não tem idade pra namorar, e como eu disse, ela só estava brincando, não é mesmo, minha princesinha?” A cientista perguntou, virando-se para olhar Bra.
Porém, Bra negou. “Não mamãe, eu tava falando sér-“
“VOCÊ SÓ ESTAVA BRINCANDO, não é? Ohoho!” Bulma cortou, enquanto sacudia uma das mãos tentando disfarçar. Se aproximando da mestiça, ela cochichou em seu ouvido, “Mocinha, pelo amor de todos os Kaios, diga logo que está brincando antes que seu pai enlouqueça e mate a todos nós!”
Bra soltou uma risadinha, consentindo. “É-é, papai... eu só tava brincando, hihihi! Não liga pra mim, to meio doidinha hoje!”
Vegeta bufou, ainda não se sentindo convencido. “Acham que eu vou cair nesse truque barato? Sabem que não suporto mentiras!” Ele disse, irritado. “Mas, que seja. Contanto que não volte a falar essas imbecilidades, estará salva, pirralha. E não quero que volte a assistir esse desenho estúpido, fui claro?”
Bra meneou positivamente com a cabeça, sentindo-se um pouco nervosa pelo tom sério que seu pai estava usando. Ela o conhecia, e sabia dizer exatamente quando ele estava bravo de verdade ou não.
Bulma aproximou-se de seu companheiro. “Eu preciso falar com você hoje à noite. Me espere acordado, ok?” Ela murmurou antes de beijá-lo carinhosamente na bochecha.
Vegeta grunhiu baixinho, e voltou a sentar no sofá, trocando rapidamente de canal. Bra não protestou. Permaneceu calada enquanto seu pai tentava inutilmente achar algo de realmente útil sendo transmitido.
Jogou o controle por cima da perna quando ouviu o interfone tocar, e foi atender a porta.
“Quem é o imbecil que perturba meu sossego?” Ele perguntou rude.
O pobre rapaz do outro lado da linha engoliu uma grande quantidade de saliva antes de responder. “É-é do restaurante... entrega para a Senhorita Briefs.”
Vegeta limitou-se em acionar o pequeno botão que abria a porta, pegando as três sacolas enormes, recheadas de comida que o rapaz trouxera.
Lançando um olhar nada amigável, ele bufou mais uma vez, enquanto procurava dinheiro. Lembrando-se que estava com roupas de treino, e que essas não possuíam nenhum bolso, ele rosnou.
“Grrr, mulher, venha pagar essa porcaria!”
Bulma foi caminhando em sua direção, enquanto enfiava as mãos dentro da bolsa, procurando pelo dinheiro. “Ai Veggie, não precisa falar assim.” Finalmente encontrando o que queria, entregou algumas notas ao rapaz. “Aqui está. Pode ficar com o troco, e muito obrigada!”
O jovem sorriu em resposta, e quando ia responder, Vegeta bateu a porta em sua cara. Ele suspirou, concluindo que, realmente, aquela era uma família de malucos.
“Qual é o seu problema, hein?” Bulma perguntou levantando uma sobrancelha.
“Aquele inseto ficou sorrindo pra você. Ele teve sorte de eu não ter lhe dado um soco no meio da fuça pra parar de ser oferecido.”
“Vegetaaaa!” Bulma respondeu, indignada. “Ele não tava se oferecendo, não vê que era só um jovem? Ele sorriu porque eu fui gentil e educada, isso é completamente normal, seu idiota!”
‘Grrrr, já chega de falar, mulher! Anda logo, estou faminto!” O guerreiro disse, não se importando com o protesto de sua companheira, e indo até a mesa esperar que Bulma servisse sua comida.
A bela mulher suspirou cansada, seguindo os passos de Vegeta. Logo a comida fora servida, e todos iniciaram sua refeição. Bulma lançava olhares confusos para Trunks e Goten. Os híbridos estavam praticamente inalando tudo o que viam pela frente, enquanto Bra e Vegeta comiam de forma normal, ou pelo menos, normal para saiyajins. Desconfiada, porém tentando não dar importância, ela respirou fundo, enquanto continuava comendo.
Num ímpeto, o silêncio que pairava na mesa fora interrompido, chamando a atenção de todos.
“HÁ, GANHEI!” Goten comemorava.
“Impossível!” Trunks exclamou. “Isso deve ser porque você é filho do Senhor Goku, e aquele homem tem um apetite insaciável, vocês são uns monstros, Goten!”
Goten ria de orelha a orelha, todo cheio de si, enquanto esfregava uma mão na estufada barriga. “Diga o que quiser irmãozinho, eu ganhei de maneira justa, e agora você tá ferrado!”
“Ai...” Trunks franziu a testa em uma careta derrotada. “Tá, tá bom... só de pensar naquele ensopado meu estômago embrulha!”
“Trunks, posso saber o que diabos está acontecendo?” Bulma perguntou.
“Aaah mamãe...” O mestiço começou a explicar, encolhendo os ombros. “Eu e Goten fizemos uma aposta pra ver quem conseguia comer mais coisas em menos tempo, sabe, só pra gente se divertir um pouco. E como vocês podem ver, esse débil mental ganhou de mim, mas claro, porque é filho do Senhor Goku, e vocês sabem o quanto ele come!”
“Hn.” Vegeta grunhiu. “Kakarotto come feito um animal. Era de se esperar que seu filho fizesse o mesmo.”
“Vegeta!” Bulma gritou em advertência. “Pare de falar assim do Goku, ele é meu melhor amigo, e Goten é o melhor amigo de Trunks, não começa com suas grosserias!”
O príncipe deu de ombros, enquanto terminava sua enorme tigela de lamen. Suspirando, Bulma terminou de comer, e levantou-se, deixando seu prato dentro da pia, e indo em direção as escadas.
Avisando que ia descansar um pouco em seu quarto, a cientista logo estava no andar de cima, e todos puderam ouvir perfeitamente a porta sendo fechada.
Bra logo terminara também, e copiando o movimento de sua mãe, deixou seu pequeno prato dentro da pia, enquanto saía correndo escadaria acima.
Vegeta ordenou que Trunks fosse para a Câmara de Gravidade com Goten colocar o treino em dia, que ele ia fazer companhia a Bulma. Sentia-se levemente sonolento, e agora se lembrava do que a mulher havia dito mais cedo sobre querer conversar.
Imaginando que fosse algo ruim, mas dando espaço para a curiosidade que crescia dentro de seu corpo, ele também subiu as escadas, indo para o quarto que dividia com sua companheira.
O saiyajin nem fazia ideia do que Bulma estava planejando. Ele sabia sobre o aniversário de 15 anos, mas nunca se preocupou muito com essas coisas. Era só uma oportunidade a mais de ver Bulma tranquila e carinhosa, o que não era de todo o mal.
Abrindo a porta devagar, Vegeta percebeu que a cientista estava tomando banho. Ele jogou seu corpo em cima da cama, respirando fundo, e fechando os olhos. Um pensamento perverso lhe cruzou a mente, e ele rapidamente começou a se despir. Removendo suas botas, e já tirando as luvas, espantou-se quando viu Bulma sair de dentro do banheiro apenas com uma toalha em volta de seu corpo. Vegeta sorriu maliciosamente para ela, e Bulma sorriu de volta.
“Eu sei exatamente o que você está pensando, seu saiyajin indecente. Mas eu estou realmente cansada, querido. Que tal nós tiramos um cochilo, hum?” Ela ofereceu docemente.
Vegeta grunhiu, desviando o olhar. “Não sei do que está falando, sua mulherzinha vulgar.” Ele respondeu rispidamente, passando por Bulma, entrando no banheiro e fechando a porta.
A cientista rolou os olhos, achando toda aquela ceninha uma grande idiotice. Até parece que ela não o conhecia o suficiente pra saber o que ele queria de verdade!
Bulma vestiu um baby-doll de cetim branco, quase transparente. Puxou o edredom e o lençol, aconchegando-se confortavelmente enquanto encostava a cabeça contra o travesseiro.
Alguns minutos depois, Vegeta abria a porta tentando fazer o mínimo de ruído para não acordar sua mulher. Vestiu uma cueca box preta, e juntou-se ao lado de Bulma, abraçando-a possessivamente por trás.
Quando a noite chegara, ambos ainda estavam dormindo.
Sentindo seu relógio de pulso vibrar, Bulma sabia que precisava acordar e contar sobre a surpresa pra Vegeta naquele dia, pois na manhã seguinte, estariam partindo em viagem.
Ela espreguiçou-se, bocejando enquanto esticava os braços. Cutucou Vegeta, e viu que esse abriu um dos olhos imediatamente.
“O que quer, mulher?” Ele perguntou, meio sonolento e meio irritado.
“Eu preciso te contar uma coisa, querido. E preciso que preste atenção!” Bulma indagou animada.
“Diga de uma vez.”
“Ok!” Ela respondeu enquanto virava-se para poder olhar seu companheiro nos olhos. “Como você sabe, amanhã é nosso aniversário de 15 anos juntos, e eu preparei uma surpresa!”
Vegeta rolou os olhos. “Você e suas surpresas, Bulma. O que planejou dessa vez?” O príncipe perguntou tentando não demonstrar ansiedade.
“Você não vai acreditar, amor! Consegui reservar um chalé incrível no meio das Montanhas, sabe? Não aonde o Goku mora, antes que você reclame, mas naquelas, que nessa época do ano, ficam lindas e cobertas de neve!!!! Não é maravilhoso, Veggie? Vamos poder esquiar, ficar juntinhos, e-“
“O que?” Vegeta cortou de repente. “Neve? Eu lá tenho cara de quem gosta de neve, mulher? Fui criado em um planeta com temperaturas elevadas, e é disso que eu gosto!”
Bulma bufou, irritada pela resposta que recebera. “Escuta aqui, você não vai conseguir estragar essa surpresa maravilhosa que eu preparei, entendeu bem Senhor Príncipe dos Mal Humorados?! Nós vamos sim!”
“Ah é?” Vegeta respondeu em tom desafiador. “E quem vai me obrigar a ir? Você?” Ele sorriu de canto.
“Você não vai obrigado, vai lindo e quietinho, e com toda boa vontade do mundo! Vegeta, pelo amor de Kami, são quinze anos juntos, você não vai estragar uma coisa que eu tive tanto trabalho em planejar!” Ela berrou em tom choroso.
O guerreiro grunhiu baixinho, percebendo que se continuasse com os protestos, a cientista ficaria horas e horas argumentando e a discussão acabaria com ele dormindo no sofá, e Bulma chorando. Massageando suas têmporas, ele finalmente respondeu, “Está bem. Mas é só por dois dias, certo?”
Bulma abriu um largo sorriso. “Isso, dois dias! Vai ser tão lindo, imagina só por um momentinho, querido... aiiii!” Ela soltou um gritinho ansioso.
Vegeta bufou, virando de costas. “Que seja. Só me responda uma coisa: e os pirralhos?”
“Eles vão ficar na casa da Chichi e do Goku! É bom porque tem a Pan pra fazer companhia à Bra, e é claro que o Trunks vai grudar no Goten e aqueles dois vão ficar super felizes por passarem dois dias inteirinhos sem ouvir você reclamando!” Ela acrescentou em tom brincalhão.
“Na casa de Kakarotto?!” Vegeta perguntou exasperado. “Você está louca? Não vou deixar meus filhos na casa daquele paspalho!”
Bulma deu de ombros. “Pode reclamar o quanto quiser. Já falei com eles, e o Goku amou a ideia! Então nem vem, é exatamente isso que vai acontecer, ponto final! Hunf!”
Vegeta cobriu a cabeça com o lençol, abafando um rosnado irritado, enquanto Bulma ria e abraçava-o. Ela se aproximou do companheiro, falando em seu ouvido, “Vai ser bom Vegeta, te prometo, tá? Agora vamos dormir de uma vez que amanhã acordamos cedinho! Boa noite, querido.” Ela beijou a nuca do príncipe, e dessa vez, Vegeta deixou o grunhido escapar. Quando é que aquela mulher começara a dar ordens, e ele obedecia assim tão fácil?!
Na manhã seguinte, quando o relógio marcara sete da manhã, Bulma levantava sentindo-se animada e satisfeitíssima. Ela havia ordenado aos robôs empregados no dia anterior para que arrumassem sua mala e a de Vegeta, e livre desse trabalho, foi direto para o banheiro começar a se arrumar. Algum tempo depois, era o príncipe que despertava, coçando os olhos, e já dominado de um mal humor sem tamanho. Ele levantou-se, indo para o banheiro também, e chutando a porta. Bulma deu um salto pelo susto, o que fez com que Vegeta gargalhasse maldosamente.
Uma vez prontos, a mulher foi ao quarto de Bra, apenas para encontra-lo vazio. Confusa, ela foi para o quarto de Trunks, acordar seu filho e Goten (que havia dormido na mansão na noite anterior), e surpreendeu-se ao ver que o cômodo também estava vazio. Bulma segurou o coração com uma das mãos, preocupada, e quando já ia correr ao encontro de Vegeta, deparou-se com ele.
“Os pirralhos já foram pra casa de Kakarotto.” Ele explicou.
Bulma suspirou aliviada, assentindo. “Ai, que bom. Mas poxa vida, eles nem se despediram de mim...” Bulma fez um biquinho.
“Argh, pare com essa palhaçada, e vamos logo antes que eu mude de ideia, mulher!” Vegeta virou-se, voltando para o quarto.
Bulma seguiu os passos do guerreiro, e pediu para que ele pegasse as malas enquanto ela descia para já acionar o aero-carro. O café da manhã seria consumado no chalé, já que Bulma queria, literalmente, começar o dia do jeito mais romântico possível. Não contando, claro, com a brincadeira de mau gosto que Vegeta aplicara nela momentos atrás.
Descendo desesperadamente feliz escada a baixo, ela abriu a porta da mansão, enquanto acionava o aero-carro. Vegeta estava logo atrás, e colocou as malas no banco de trás, visto que o porta-malas do carro era pequeno para o tanto de coisas que a mulher estava levando. Bulma entrou rapidamente, assumindo o volante, enquanto Vegeta, totalmente contragosto, sentava-se ao lado dela, no carona.
Ligando o veículo, Bulma deu partida, sentindo borboletas no estômago de tanta ansiedade.
Duas horas depois, eles chegaram às Montanhas de Gelo. Era um nome meio assustador, mas não era nenhum um pouco perigoso. O lugar estava lotado de casais apaixonados, e assim que o príncipe notara, outro grunhido escapou de sua garganta.
Quando Bulma estacionou, Vegeta virou para pegar as malas, enquanto a cientista já entrava na recepção do chalé para fazer o check-in.
Vegeta parou por um instante, analisando o local. Os malditos casais estavam mesmo por toda a parte. E neve, muita neve também. A temperatura estava 6º abaixo de zero, e apesar do corpo resistente, o saiyajin não podia negar o frio que estava sentindo. Foi atrás de sua companheira, e sentiu-se um pouco mais confortável quando viu que pelo menos dentro do chalé, a temperatura era mais alta. Na verdade, na medida certa.
Bulma dava todos os dados do casal, e uma vez que havia recebido a chave do quarto, pegou na mão de Vegeta (o que fez com que o corpo do homem se retraísse pela vergonha), e foi caminhando na frente, subindo as escadas de madeira para finalmente mostrar o local onde os pombinhos passariam aquele final de semana.
Passando o cartão eletrônico na porta, a expressão nas feições de ambos era impagável. Bulma não conseguia parar de sorrir, enquanto Vegeta se demonstrava genuinamente surpreso.
O cômodo era todo trabalhado em madeira rústica, com detalhes em vermelho. No centro, uma enorme cama king size era coberta por lençóis da mais fina e perfeita seda. Em volta, um delicado véu transparente dava o toque final, cobrindo a cama.
Ao lado, uma lareira enorme servia de aquecedor, enquanto podiam encontrar-se também tapetes feitos de pele falsa de animal, uma cômoda – também feita em madeira rústica – uma TV de 50”, e um frigobar (também vermelho) ao lado da cama. Bulma fez as honras, disparando na frente cômodo a dentro. Ela notou que o cômodo também tinha saída para uma sacada com uma vista incrível das montanhas cobertas de gelo. Uma jaccuzi também podia ser encontrada no banheiro, que diga-se de passagem, era até maior que o quarto. Bulma pegou o telefone, digitando o número do serviço de quarto, pedindo a garrafa de champanhe mais cara, e alguns morangos. Quando desligou, jogou-se na cama com vontade, sentindo o quanto era macia.
“Veggie, vem cá sentir como essa cama é gostooooosa, e super quentinha!” Ela disse, não contendo-se de felicidade.
O príncipe, que até então, ainda estava estacado na porta, admirando tudo a seu redor, voltou a si, e finalmente entrou, colocando as malas em um canto, e caminhando em direção à Bulma. Sentou-se devagar na ponta da cama, cautelosamente, analisando a textura dos tecidos. Surpreso, e agora mais seguro de que não havia nada de errado, ele deitou-se ao lado de sua companheira.
Puxou Bulma de maneira carinhosa contra seu corpo, enquanto ela encostava a cabeça em seu peitoral. Minutos depois, o serviço de quarto batia à porta, e a mulher levantou-se para receber seu pedido.
Bulma foi rápida em pegar as duas taças, segurando uma, e entregando a outra para Vegeta. Ele aceitou, enquanto se colocava de pé também. Abriu a garrafa num piscar de olhos, enquanto a cientista batia palmas comemorando o champanhe que derramava em abundância da garrafa. Ela serviu a seu companheiro e a ela, enquanto já se deliciava de alguns morangos. Ofereceu um a Vegeta, que surpreendentemente aceitou sem protestar. Logo, eles bebiam o champanhe, enquanto voltavam a deitar na cama.
Quando os copos estavam vazios, Bulma os pegou, e os colocou em cima de um pequeno criado-mudo ao lado. Aproximou-se de seu saiyajin sensualmente, encarando-o com um olhar verdadeiramente alegre.
“Viu? Eu disse que ia ser perfeito.” Ela disse, enquanto acariciava o peitoral de Vegeta com um dos dedos.
“Hn. É decente.” Ele deu de ombros, enquanto sorria de canto ao perceber a reação de Bulma. “Se acalme, mulher. Você fez um bom trabalho.”
Relaxando, Bulma sussurrou contra os lábios dele, “Já que eu fiz um bom trabalho, mereço uma recompensa?” Ela perguntou fitando-o. Seus olhos estavam quase fechando, e mesmo assim, Vegeta pôde sentir que eles estavam transbordando de desejo e malícia.
A resposta veio com um beijo apaixonado e sôfrego. Ele sugava os lábios da mulher como se precisasse daquilo pra viver. Bulma já gemia dentro de sua garganta, enquanto sentia as mãos de Vegeta acariciarem sua coxa interna. Ela puxava levemente os cabelos negros e espetados do companheiro, que relutantemente soltava-se dos lábios da mulher, movendo-se em direção a seu pescoço. Vegeta passou a língua, quente e macia, sobre a marca que selara seu laço com a humana há anos atrás. Bulma arrepiou-se, e exasperadamente removia o enorme casaco que escondia o corpo moreno e perfeito do saiyajin. Vegeta abria o zíper da calça da mulher apressadamente, sentindo sua masculinidade já pulsando de desejo.
Mas Bulma queria que aquilo durasse horas. Que se transformasse em uma doce tortura. Ela pegou a mão de Vegeta, e a colocou sob o zíper do casaco. Vegeta entendeu o que ela queria, e muito devagar, começou a abrir a peça de roupa. O que viu em seguida fez com que seu desejo apenas aumentasse. Bulma vestia uma blusa fina de algodão, praticamente transparente, e estava sem sutiã. Os mamilos rosados e enrijecidos davam aviso de que estavam prontos para os lábios do saiyajin. Ele exibiu seu sorriso de canto mais maldoso, enquanto sugava e mordiscava tentadoramente os fartos seios da mulher por cima da roupa.
Bulma gemia, contorcendo-se, e entregando-se completamente ao momento. Enquanto Vegeta fazia o mesmo. Mandando toda a sanidade às favas, ele terminou de arrancar as roupas da mulher de uma vez só, deixando-a apenas de calcinha. Bulma copiou o movimentando, removendo toda a roupa do guerreiro, deixando apenas com aquela box preta, ultra apertada que ela tanto amava. Lambendo os lábios pela excitação, o saiyajin voltou a devorar o pescoço da cientista, enquanto posicionava-se entre as pernas da mulher. Bulma movia seus quadris contra o membro de Vegeta, demonstrando o quanto queria senti-lo, urgentemente. Ele moveu-se do pescoço para os lábios rosados da humana, enquanto puxava os cabelos de Bulma com uma mão, e com a outra, removia o último empecilho que o impedia de possuí-la. Bulma estava com as bochechas rosadas, e totalmente fora de si. O prazer era tanto que ela sentia que seu corpo poderia explodir.
Vegeta roçava sua masculinidade contra a feminilidade da mulher, e foi só quando Bulma sugou o lóbulo direito de sua orelha, sussurrando de uma maneira quase inaudível para que ele acabasse com aquela provocação, foi que ele estocou seu membro dentro da umidade dela. De uma vez só.
Bulma continuava se contorcendo, enquanto arranhava freneticamente as costas de Vegeta. Pouco a pouco eles iam movendo-se um contra o outro, no mesmo ritmo. Quanto mais o prazer aumentava, mais rápidas as investidas de Vegeta se tornavam. Num ímpeto, o príncipe virou sua companheira de bruços, puxando-a pelos joelhos. E ela sabia o que isso significava. Vegeta só gostava de fazer naquela posição quando eles tinham total liberdade, e ele estava chegando ao ápice do prazer. Ela deu abertura, e ele mais uma vez, estocou. Vegeta distribuía beijos ardilosos pelas costas da mulher, enquanto essa perdia-se num infinito universo de prazer.
Segundo após, Bulma alcançara o êxtase, seguido de Vegeta, que ao ouvir o choro de satisfação de sua companheira, não pôde mais se conter.
Ele caiu ofegante sobre as costas dela, enquanto respirava pesadamente de maneira descompassada. Uma vez que suas costas encontraram o colchão da cama, Bulma virou-se de frente, e aproximou-se devagar, ainda cansada, porém muito feliz.
“Acho que... que... essa foi... a mais incrível... d-de... todas” Ela comentou com certa dificuldade.
“Quinze anos, mulher.” Vegeta respondeu com um sorriso nos lábios.
“E eu... amei cada segundo. Eu te amo, meu príncipe.” Bulma conseguiu dizer antes de cair em um sono profundo, devido ao cansaço excessivo. Estava contente, segura e sentia-se verdadeiramente amada.
O guerreiro fitava a pequena figura humana em seus braços. Bulma era tão frágil e forte ao mesmo tempo. E eles já estavam a todos aqueles anos juntos. Vegeta suspirou, acalmando seu corpo. “E eu mal posso esperar pelos próximos quinze, Bulma...” completou, também sentindo-se contente, seguro, e verdadeiramente amado.
Notas finais
Como a fic acabará no capítulo trinta, estamos na reta final. Os dois últimos serão divididos em duas partes.
Bom, nos vemos sábado!
Beijão, e obrigada por acompanharem e comentar! :)))
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