Superando Expectativas
22 O casamento de Gohan e Videl.
Notas iniciais
Como eu gosto dos detalhes, era de se esperar, né?
11 páginas no Word, então acho que o resultado só pode ter sido positivo, hehe.
Quem não paciência de ler que me perdoe, mas precisei escrevê-lo assim, não ia mesmo dividí-lo em dois, e nas notas finais explico o porquê.
Espero de coração que vocês gostem, viu? :)
Boa leitura, e nos vemos quarta-feira!!!
"Eu não vou." O príncipe respondeu, decidido.
"Você vai sim. Nós não vamos discutir sobre isso, Vegeta. É o casamento de Gohan, não podemos deixar de ir!" Bulma respondeu de volta, mais decidida ainda.
"E você acha que eu ligo para essas coisas inúteis, mulher? Pouco me importa se o paspalho está casando!"
"Por Kami, Vegeta! Ele é filho de Goku, eu vi aquele menino crescer, o que custa voc-"
"Mais motivos para não ir. Filho de Kakarotto! KAKAROTTO! Aquele verme imbecil... e disse certo, VOCÊ o viu crescer, então vá. Não vou deixar de treinar por um dia inteiro só por causa disso."
Bulma parou, e puxou o ar bem fundo para dentro de seus pulmões. Soltando-o lentamente, acenou 'não' com a cabeça, antes de voltar a falar. "Você também o viu crescer, Vegeta. Ele sempre esteve por perto. Goku é meu melhor amigo, e eu não to nem aí se você alimenta essa estúpida rivalidade até hoje! Eu vou, Trunks vai, Bra e você também. Fim da discussão." Bulma disse, virando-se de costas e caminhando para fora do quarto.
Rapidamente, Vegeta puxou-a pelo braço. "Só é o fim quando eu digo, mulher. E como ousa questionar minha rivalidade com Kakarotto?! Tenho todos os motivos do universo pra desprezar aquele-"
"Chega! Já disse que a discussão acabou. Agora, se você não quiser ver sua filhinha chorando perguntando "por que o papai não vai"? Acho melhor que reveja seus conceitos e decida ir de uma vez." Ela puxou a mão do guerreiro, voltando a caminhar em direção a porta.
Vegeta grunhiu alto, fechando os olhos e rangendo os dentes em seguida. Bulma havia tocado em seu ponto fraco. Ele não suportaria Bra olhando-o com aqueles grandes olhos azuis cheios de lágrimas.
Mas se a mulher achava que ele se daria por vencido por conta disso, estava muito enganada. "Ela pode chorar o quanto quiser, quem vai arcar com isso é você. Nem que eu tenha que pegar uma das naves e sumir no espaço, Bulma! Mas eu não vou a esse maldito casamento!”
Ela parou hesitante com uma das mãos na maçaneta. Cerrando os olhos, suspirou breve e raivosamente antes de perder o pouco que restara de sua paciência. "Eu não acredito... não acredito que você faria isso, Vegeta. É só um casamento, e é só por um dia. Você nos abandonaria só para manter esse orgulho idiota?”
"Ora, não seja dramática." Ele debochou. "Não abandonaria vocês, só iria treinar em outro lugar que não fosse a sala de gravidade. Que mal há nisso, mulher?" Disse, erguendo uma sobrancelha. "Não vou me sujeitar a ficar perto daqueles vermes novamente. Você sabe o quanto eles me irritam.”
Bulma abriu a boca para contestar, mas voltou a fechá-la. Lançou um olhar descrente para Vegeta, enquanto finalmente abria a porta. "Como quiser, Vossa Alteza. Faça como bem entender." Disse, antes de sair do cômodo sentindo seu coração pesar com o que acabara de ouvir. Vegeta seria realmente capaz de viajar por um motivo tão bobo como aquele?
O guerreiro manteve-se firme encostado na parede. Engolindo a seco, passou a mão pelos cabelos espetados, suspirando. "Ótimo. Agora ela me odeia e quer me ver morto...”
No minuto seguinte, foi para o banheiro. Abrindo a torneira, deixando uma certa quantidade de água cair, enquanto encarava-se no espelho. "É só um casamento, Vegeta! Não custa nada, mimimi! ARGH! Mulherzinha encrenqueira." Ele zombava de Bulma em pensamentos, tentando se convencer de que ela estava errada. "Será tão difícil assim entender que eu não gosto daqueles palhaços? E por que ela faz tanta questão que eu vá? Mas que droga!”
Lavando o rosto, ele manteve seus olhos fechados enquanto procurava por uma toalha. Secando-o devagar, voltou a olhar para si mesmo no espelho. Soltou um 'tsc', enquanto virava-se, saindo de lá.
Definitivamente, ele passaria o resto do dia treinando para esquecer aquela bendita discussão com Bulma.
Ou pelo menos, tentaria.
"Idiota, rude, insensível, estúpido, arrogante, prepotente, teimoso, ogro, chato, URGH! Isso que dá se envolver com o saiyajin mais orgulhoso de todos, Bulma! Bem feito! Sua burra, burra, burra!"
A cientista amaldiçoava ao companheiro e a si, enquanto descia as escadas. Vermelha de raiva parou por um breve momento, procurando por Trunks e Bra na sala. Uma vez que não havia os encontrado, gritou por sua mãe.
“Mamãeeeeeeeeee!!!!"
A Sra. Briefs estava no jardim, regando suas plantinhas. Deixou o regador de lado, e saiu correndo para dentro da mansão. "Oh Bulminha, minha querida! O que aconteceu?”
“Nada demais. Onde estão Trunks e Bra?"
Bunny deu uma risadinha antes de voltar a falar. "Eles estão na escola, querida. Ainda não voltaram. Veja, ainda são 11 da manhã! E Bulminha... você mesma os deixou lá, não se lembra?" Ela inclinou um pouco a cabeça, confusa e preocupada.
“Ai, é verdade!" Bulma disse, dando um leve tapa em sua testa. "Desculpe mamãe, mas é que eu tive uma daquelas discussões com o grosseirão do Vegeta, e você sabe como eu fico.”
"Oh, mas já brigaram de novo? O que houve dessa vez, princesinha?"
"Mamãeeee, por favor!" Bulma reclamou, encolheu os ombros. "Princesinha? Sério? Eu to muito velha pra isso!”
A Sra. Briefs se aproximou da filha, repousando um beijo terno em sua bochecha. "Não importa, você sempre será a minha garotinha. Agora, diga-me, o que aconteceu entre você e o bonitão?”
Bulma suspirou pesadamente, antes de terminar de descer as escadas, segurando nas mãos de sua mãe. Elas se sentaram, e a herdeira explicou todo o ocorrido calmamente. Enquanto a história era contada, sua mãe preparava um chá, e cortava pedaços de morango. Sabia que era a fruta favorita de sua filha, e a deixaria mais animada. Quando pronto, serviu-a, e Bulma imediatamente abriu um sorriso.
“Morangos! Own mamãe, muito obrigada!" Ela disse, abraçando sua progenitora carinhosamente. "Mas, você ouviu o que aconteceu?”
“Ouvi sim, querida." Bunny assentiu. "Mas Bulma, eu não entendo... vocês estão casados há anos, como ainda não percebeu que Vegeta sempre fora desse jeito, todo orgulhoso?! Você sempre soube acalmá-lo, está perdendo o jeito, filha?" Ela disse em tom brincalhão, lançando uma piscadinha.
“Ora, mamãe! Claro que não!" Bulma respondeu, sentindo-se um pouco irritada. "Só não to afim de chantagear, sabe? Queria que ele fosse por vontade própria..."
A mãe de Bulma limpou a garganta, antes de começar a falar. "Bom, querida, sabemos que isso não vai acontecer. Por que não tenta convencê-lo de outra maneira, hum? Vamos, pense um pouco... qual é o ponto fraco de Vegeta?”
“Comida?”
“Também!” Bunny riu. “Mas existe outro... vamos, pense direitinho.”
De repente, a cientista sentiu seu rosto enrubescer. “Mamãe! Não vou fazer sexo com ele só por isso!”
“Mas querida, não foi isso que eu pensei!” A Sra. Briefs abriu a boca em surpresa. “Eu estava falando de Bra!”
“Bra?” Bulma franziu o cenho, totalmente confusa. “Ah... tá certo que ela consegue amansar o Vegeta, mas... mamãe, não vou usar minha filha. Não posso, que coisa horrível!”
“Não estou falando que você tem que usar, filha. Só conte a ela sobre isso. Diga que Vegeta não vai. Do resto, ela mesma se encarrega.” Concluiu, lançando outra piscadinha.
“Ai, meu Kami, viu... tudo bem. Eu não sei o que se passa nessa sua cabeça maluca, mas vou aceitar a sugestão. Mas, e se não der certo?”
“Acredite, querida. Vai dar certo.”
Claro que Bulma estava insegura. O que, no mundo, Bra poderia fazer para convencer o famoso Príncipe dos Teimosos a ir ao casamento?
Diante da situação, tudo que lhe restava, era tentar. Ela assentiu brevemente, levantando-se. Iria para o laboratório trabalhar, a fim de afastar os pensamentos ruins enquanto seus filhos não chegavam.
Uma hora e meio depois, lá estavam eles, entrando pela porta da frente feito loucos.
Bra estava no colo de Trunks, já que ainda não havia aprendido a voar. Seu pai prometera que quando a princesinha completasse cinco anos, aprenderia. Ela contava em seus pequenos dedos para que o dia finalmente chegasse.
Sua avó estava em frente ao fogão, dando os toques finais na comida. O cheiro que invadia toda a casa era obviamente, delicioso. Trunks lambeu os lábios, esfregando sua barriga com as mãos.
“Hummmm, o cheiro tá muito bom, vovó! O que a senhora tá fazendo, hein?” Ele se aproximou, tentando espiar dentro das panelas.
“Nada de tentar olhar, mocinho! É surpresa!” Bunny respondeu num tom apreensivo, porém gentil.
“Aaaah, mas isso não é justo! Eu to morrendo de fome, quero comer logo, vovó! Deixa só eu dar uma beliscadinha, vai?”
“Awn queridinho, você pode comer alguns desses docinhos que fiz mais cedo! O que acha? Aproveite que estão fresquinhos!”
“Blergh, nãooo!” Trunks fez uma careta. “Doce agora não, vou esperar pra comer de sobremesa!”
“Ohoho, tudo bem, anjinho! Agora, sua mãe e seu pai estão ocupados, vá logo tomar seu banho, sim? Fico com a Bra enquanto isso.” A mulher estendeu os braços para sua neta, e ela rapidamente, jogou-se em seu colo, toda alegre. “Minha coisinha linda! Vovó vai te dar um banho bem gostoso, e logo logo vamos todos nos reunir para comer!”
Bra acenou com a cabeça, jogando os bracinhos para o alto. A híbrida estava com 3 anos, e estava a cada dia mais esperta. Já dava para notar os traços que herdara de seus pais. Não na aparência, pois externamente, a pequena era sua mãe todinha. Mas já ganhara a teimosia, o orgulho, e o narcisismo. Traços fortíssimos de Vegeta e Bulma.
Não demorou muito, e a Sra. Briefs subia as escadas com a princesinha em seu colo, indo em direção ao banheiro.
Trunks já estava tomando seu banho, cantando, e distribuindo socos e chutes no ar. O treinamento e a vontade de lutar nunca falhavam com o meio-saiyajin.
O resto do dia passou num piscar de olhos dentro da Corporação Cápsula.
Já era noite, e Bulma se preparava para falar com Bra.
A pequena ajeitava-se confortavelmente embaixo dos lençóis, enquanto sua mãe a encarava com olhos esperançosos.
“Bra, minha filha. Você sabe que daqui a dois dias, o tio Gohan vai casar com a tia Videl, não é?” Ela perguntou, passando a mão levemente sobre os pequenos cabelos de sua filha.
“Sei sim, mamãe! O Tio Gohan tá muito feliz!” Bra respondeu com um grande sorriso nos lábios. Estava ansiosa, era o primeiro casamento que ia. Ela lera inúmeras vezes em seus livros de conto-de-fada sobre casamentos, amor eterno, e toda a magia que dizia respeito ao amor.
“Sim, ele realmente está muito feliz! Mas não é sobre isso que eu ia falar... bom, como você sabe...” Bulma hesitou por um segundo. Pegando a menininha, aninhou-a em seu colo antes de voltar a falar. “Você sabe que seu pai não gosto nenhum um pouquinho dessas ocasiões, não é?”
A menina assentiu, fazendo um biquinho. Não esperando, Bulma continuou. “Então, minha linda... ele não vai. Não quer ir, quer ficar aqui em casa treinando. Mas eu e Trunks vamos, e todo mundo vai estar lá, até o Piccolo, que você adora!”
O sorriso da menininha desapareceu instantaneamente. Curvando os lábios e sentindo seus olhos encherem-se de lágrimas, ela questionou, “Mas... mamãe, por que o papai não vai? Isso não é justo, poxa! O papai tem que ir, eu quero que ele vá, mamãe!” Ela suplicava, juntando as mãos, enquanto olhava fixamente para sua mãe.
Bulma soltou um suspiro em derrota, sentindo o coração pesar da mesma maneira que mais cedo. “Eu já te expliquei, meu anjo. Ele não quer ir... tentei conversar com ele, mas não adiantou. Me desculpe, sim?” Ela ofereceu um olhar complacente de volta para a pequena miniatura de si mesma em seu colo.
“Não, ele tem que ir! O papai tem que ir!” A pequena insistia. Num ímpeto, pulou do colo de Bulma, indo em direção à porta. “Eu vou falar com ele mamãe, você espera aqui, tá? Só um minutinho!” Ela levantou o dedo indicador, mostrando que não levaria realmente mais que um minuto. Bulma concordou, esboçando um pequeno sorriso.
“Agora entendi o plano da minha mãe. Esperta como uma raposa aquela mulher!”
Um minuto depois, lá estava ela de volta, triunfante.
“Pronto, o papai vai, hihi!” Respondeu antes mesmo que sua mãe pudesse perguntar.
“Mas... como você fez isso, sua danadinha?” Bulma estava genuinamente surpresa, de olhos e boca abertos.
“É segredo, mamãe. O papai me mataria se eu contasse! Não posso, não posso!” Ela dizia, enquanto sacudia a cabeça de um lado para o outro. “Agora, lê uma historinha pra mim? Por favoooor!”
A cientista piscou algumas vezes, voltando a si. Se a menina havia conseguido, ela não ia contestar. Mas que a curiosidade estava gritante, estava. Era quase insuportável! Entretanto, não querendo estragar o que já estava certo, ela simplesmente se levantou, pegando um dos livros favoritos de sua princesa: A Bela e A Fera.
Bra dizia que era a estória deles dois. Que Bulma era a Bela, e Vegeta era a Fera. Nesse dia, a herdeira achou que teria um aneurisma de tanto rir!
Sorrindo, ela pôs-se a ler o conto para sua pequenina. Não demorou mais que alguns minutos até que Bra pegasse no sono.
Bulma a colocou delicadamente em cima da cama, cobrindo-a com o lençol. Beijou sua pequena e rosada testa, antes de virar-se e sair do quarto, fechando a porta atrás dela.
Caminhando a passos rápidos, a ansiedade voltava a corroer seu interior. Como Bra havia convencido Vegeta tão facilmente? Como era possível que uma criança de 3 anos desarmasse o príncipe dos saiyajins tão facilmente?
Infelizmente, a resposta não viria àquela noite.
Pois quando abriu a porta do quarto, encontrou seu companheiro dormindo profundamente. Com direito a roncos altos!
“Esse maluco só ronca quando treina até a exaustão. Deve ter se matado dentro daquela Sala de Gravidade pra esquecer nossa discussão, hunf... e eu que queria tanto saber o que aconteceu, que droga.”
A mulher pensava, enquanto examinava o homem à sua frente. Passando a mão sobre os cabelos, ela respirou fundo, indo ao banheiro. Quando acabara, deitou ao lado de Vegeta, voltando a examiná-lo. “Eu vou descobrir. Custe o que custar, vou descobrir o que aquela sem-vergoinha aprontou!”
Logo em seguida, também caiu num sono pesado e profundo.
Dois dias depois, o grandioso evento era chegado!
A correria era imensa, visto que Bulma precisava vestir Trunks, Bra, e também a Vegeta! O saiyajin desde cedo começara uma nova discussão sobre a quão ridícula a roupa que precisaria vestir era. Jogando tudo em cima da cama com raiva, Bulma saiu do quarto gritando “EU DESISTO! DESISTO!!!”, o que só fez Vegeta soltar uma provocante e sincera gargalhada.
Bra corria por todo o corredor, vestindo só a calcinha e os sapatos. Mal vira sua mãe passar por ela feito um jato, quando se desequilibrou, e caiu de bunda no chão. Surpresa demais para chorar, ela também começou a rir. Trunks, que olhava tudo pelas escadas, juntou-se a sua irmã, rindo mais alto ainda.
“Tá achando graça, né? Você não viu nada ainda, irmãzinha. Acredite em mim! Espera só a gente chegar ao casamento, hehe!”
“Ei, vocês dois!” Vegeta os interrompeu de repente. “Sei que é engraçado ver sua mãe louca desse jeito, mas antes que ela volte a gritar em meus ouvidos, venham logo colocar essas malditas roupas. Quero que minha audição permaneça intacta!”
Os híbridos assentiram, limpando as lágrimas por conta das excessivas risadas. Bra entrou no quarto primeiro, saltitando e assoviando, quando sentiu que o olhar maligno de seu pai estava sob ela. “Bra... posso saber o que está fazendo vestida desse jeito?” Ele perguntou, irritado.
“Er... a mamãe ia colocar a roupa em mim, mas aí ela veio aqui pro quarto falar com você e acabou me deixando assim, papaizinho. Juro!” Ela respondeu, tentando manter contato visual para que seu pai não desconfiasse.
Vegeta franziu o cenho antes de encará-la por alguns segundos, procurando por sinais de mentira. “Hn. Que seja, vá logo colocar o vestido, garota. Uma princesa saiyajin não fica desfilando pela casa só de calcinha! Mas que audácia!”
A pequena teve que cobrir a boca com as mãos para não voltar a rir. Sempre achava divertidíssimo ver seu pai bravo e envergonhado ao mesmo tempo.
“Tá bom, papai! To indo!” Ela disse, abrindo o armário e finalmente vestindo a roupa.
Trunks terminava de ajeitar seu suspensório, quando viu sua mãe voltar ao cômodo. Ela estava totalmente descabelada, e de pijama ainda! Ele sentiu novamente vontade de rir, mas se segurou. Se risse da sua mãe naquele estado, ela era capaz de dar-lhe uma verdadeira surra.
Bulma passou reto pelos três, pegando um enorme pote de gel modelador dentro do banheiro. Abriu a tampa, e pegou uma pequena quantidade com as mãos. Fez um sinal para que Trunks se aproximasse, e o menino imediatamente, fez o contrário.
“AHH NÃO, MAMÃE! Nem vem, não vou passar essa coisa gosmenta no cabelo!” Ele protestou.
“Trunks Briefs, não ouse discutir comigo, jovenzinho! Anda, vem logo, nós vamos acabar nos atrasando, e eu não quero perder a cerimônia!”
“Mas mamãeeeeeeeeee...” Ele insistia, batendo o pé no chão.
“Não é hora de ser manhoso Trunks, VEM LOGO PASSAR O GEL, MOLEQUE!” Bulma gritou, e gritou bem alto. Surpreendendo os três saiyajins que estavam alí.
Bra acenou para Vegeta, se aproximando. Tampando a boca com uma mão, ela cochichou, “Papai, por que a mamãe chamou o Trunks que nem você?”
Vegeta engoliu a seco, se ajeitando no banco onde estava sentado. Olhou para sua filha por alguns segundos, meio envergonhado. “Ela está irritada, Bra. Você sabe como ela fica quando está irritada.”
A pequena fechou os olhinhos. “Xiiii... o Trunks tá muito encrencado!” Murmurou baixinho, apenas para que ela e seu pai pudessem escutar.
Vegeta assentiu, analisando a cena peculiar à sua frente.
Bulma passava o gel agressivamente sobre os cabelos de Trunks. O menino fazia caretas, reclamando que ela o ia deixar parecendo um nerd retardado!
Vegeta não pôde deixar de sorrir de canto. “Então serão dois. Você, e Gohan.” Ele provocou, antes de sentir um scarpin voando em sua direção, atigindo sua cabeça. “EI, ESTÁ LOUCA, MULHER?!”
Bulma bufou, ignorando-o. “Vai logo terminar de se arrumar, Vegeta. Já disse que não quero que a gente se atrase!”
O saiyajin esfregou o local onde Bulma havia-o acertado, grunhindo. Apertou o nó de sua gravata, e fechou o paletó.
Quando finalmente prontos, Bulma mandou-os saírem do quarto, porque agora, quem ia se arrumar, era ela.
Escolheu um vestido tomara-que-caia azul marinho, e um par de brincos de diamante. Combinando com uma luva feita em renda, e uma bolsa clutch com um tom cor de pele. O toque final era um enorme botón de flor, já que ela seria a madrinha do casamento, e Videl a entregou o acessório semanas atrás, quando foi dar a notícia.
Passou uma maquiagem leve, apenas uma sombra prata, um pouco de blush, rímel e um gloss clarinho. Examinou-se no espelho por alguns minutos, e concluindo que estava perfeita, saiu, descendo as escadas.
O olhar de Vegeta parou nela no mesmo instante. Boquiaberto, ele sentia-se confuso em como a mulher conseguia ficar mais linda do que já era. Claro que nunca admitiria isso, e rapidamente sacudiu a cabeça, tentando disfarçar. Bulma reparou, e sorriu para ele.
“Já estão todos prontos, certo? Então, vamos logo, meu celular já tocou milhares de vezes, a Chi deve estar tendo um treco!”
Todos foram para o jardim, enquanto ela retirava o aero-carro de dentro da bolsa, acionando-o. Seus pais fizeram o mesmo, e deram a partida primeiro. Trunks e Bra correram para dentro do veículo, acomodando-se no banco de trás, e Bulma tomava o controle do aero-carro, com Vegeta ao seu lado no carona. Era humilhante para o príncipe, mas não iniciaria uma nova discussão lembrando-se da cientista vermelha de raiva há alguns minutos atrás enquanto brigava com Trunks.
Bulma ligou o veículo, e mais do que de depressa, foram em direção à Montanha Paozu.
Gohan e Videl decidiram fazer tanto a cerimônia, quanto o casamento lá. Era mais barato; não que fosse um problema para a filha de Mister Satan. Mas vindo de uma família tradicional e humilde, Gohan queria iniciar a nova vida do casal alí, onde crescera.
Como o jardim da casa era relativamente infinito, todos passaram dias arrumando o cenário. Tudo era coberto de rosas, o enfeite principal. Arrumaram várias cadeiras em fila, e uma mesa enorme, que carregava um grandioso buffet. Goku não conseguia se manter longe da dita mesa, vez em quando beliscava uma coxa de frango, um salgadinho... Chichi arrancava os cabelos de raiva. Será possível que a fome do saiyajin não conhecia limites?
O padre já estava pronto para o início da cerimônia, enquanto Gohan, ainda dentro da casa, na sala, enxugava o suor da testa. O jovem adulto tremia da cabeça aos pés, muito nervoso e aflito para que tudo desse certo.
Goku, percebendo o nervosismo de seu filho, repousou uma mão sob seu ombro.
“Calma, Gohan. Vai dar tudo certo, filho.” Ele assegurou, encarando-o. Sua expressão serena, e o sorriso sincero estampado em seu rosto.
“Ai papai, eu não to me aguentando... será que ela vai demorar muito pra chegar ainda? E se ela tiver desistido?” O jovem perguntou, aflito.
“Não diga bobagens! Videl não faria isso, filho. Precisa se manter firme, já disse que tudo vai acabar bem.”
“To tentando, papai, to tentando...” Ele suspirou. “O senhor se sentiu assim no dia do seu casamento com a mamãe também?”
Goku riu sinceramente, jogando a cabeça para trás. “Eu não, nem sabia o que era casamento! Achava que era comida, acredita? Hehehe!”
Gohan arregalou os olhos, surpreso. Definitivamente, seu pai é sempre e sempre seria daquela maneira inocente. “Nossa, não acredito! A mamãe deve ter ficado muito brava, não é?”
“Aaaaah, no começo ela ficou um pouquinho, mas depois passou. Eu mal sabia o que era uma mulher na época, muito menos casamento! Sua mãe que foi me ensinando com o passar dos anos. Sou muito grato à Chi por isso.” Ele respondeu, seus olhos perdidos em lembranças boas.
Gohan não pôde deixar de sorrir. Sua mãe poderia ser louca, sem paciência, dramática... mas era uma mulher incrível, e muito forte. Virando a cabeça para trás, o híbrido pulou quando escutou uma buzina forte vinda do lado de fora. Correndo para espiar pela janela, ele vira que Videl havia chegado, juntamente com Mister Satan e Majin Boo. Ele novamente suspirou, mas dessa vez, de puro alívio.
“Ela chegou, papai! Ela chegou! Agora precisamos sair pela porta dos fundos! Vamos, depressa!” Ele alertou a seu pai, que ainda parecia distraído em devaneios.
Voltando a si, Goku concordou, e no minuto seguinte, pai e filho saíam de dentro da casa.
Gohan caminhou em direção ao altar, sentindo todos os olhares nele. Sorrindo para seus amigos, ele dava passos rápidos. Queria logo casar-se com sua amada, e agora, uma felicidade inexplicável tomava conta de seu coração.
Quando estava pronto, ao lado do padre, viu os Briefs chegando. Bulma parou o aero-carro bruscamente, enquanto seu pai estacionava o veículo bem longe. Sabia da imprudência de Bulma no volante, e não queria estar por perto, ainda mais com a cientista nervosa daquele jeito.
Ela acenou para ele, colocando-se ao lado de Piccolo, que concordara em ser padrinho também. O guerreiro namekuseijin estava com as bochechas rubras. Tamanha era a vergonha! Mas não deixaria de satisfazer o desejo de seu pupilo.
“Ora, vejam sóóóó, Piccolo! Você tá um gatão, hein!” Bulma brincou, entrelaçando seus braços aos do mestre de Gohan.
“Grrr, cale-se.” O namekuseijin respondeu, sentindo-se mais envergonhado ainda. Chichi perturbou seu juízo dizendo que ele teria que se vestir da maneira adequada, e o guerreiro foi obrigado a vestir um paletó também. Quase se tornara uma missão impossível, visto que Piccolo tinha dois metros de altura.
Não muito longe de onde ambos estavam, Vegeta, Trunks e Bra, sentaram-se na segunda fileira, ao lado de Kuririn, Nº 18, e Marrom.
O baixinho oferece um sorriso, que o príncipe, claro, ignorou. Yamcha, Pual, Tenshinhan, Chaos e Lunch estavam na fila de trás, e começaram a rir quando Bra virou-se para eles, mostrando a língua. Ela apontou para seu pai e cochichou, “Ele tá muito irritado, hihihi!”
Mal sabia a menina que Vegeta tinha a audição perfeita.
“BRA!” Ele gritou, em tom de sermão.
“Aiiii, papai, desculpaaaaaa!” A menina respondeu em tom choroso, forçando um sorriso sem graça.
Vegeta grunhiu, voltando sua atenção para Bulma, lá na frente. Batendo os pés no chão, sem um pingo de paciência, ele estava prestes a levantar, quando ouviu a marcha nupcial começar a tocar.
Videl estava de braços dados com Mister Satan, radiante como nunca. Seu vestido, de um branco impecável, era também tomara-que-caia, acompanhado de um véu totalmente transparente, com detalhes em strass. Segurando o véu, uma delicada coroa de rosas, as mesmas que enfeitavam toda a cerimônia.
Trinta (e longos, para Vegeta) minutos depois, o casamento foi oficializado com um beijo. O jovem casal hesitou um pouco no começo, muito envergonhados, mas com um incentivo extra de Goku, que empurrara Gohan, fazendo o lábio do híbrido encostar-se ao de Videl, tudo deu certo.
Todos comemoravam, batendo palmas, e jogando arroz nos dois novos pombinhos, enquanto eles saíam e iam para a porta dos fundos da casa.
O que surpreendera os guerreiros Z mais cedo, fora o fato de Bra ter carregado as alianças ao altar. Não o ato em si, mas que a menina parou no meio do caminho, e colocou ambas em seus dedinhos, imaginando que quem estava casando, era ela. O rosto de Vegeta na hora foi tomado por um tom vermelho-tomate, tanto de vergonha, quanto de raiva. Gritando, Bulma chamou a atenção de sua filha, que imediatamente tirou os objetos dos dedos, e voltou a caminhar.
A festa seguia alegremente. Gohan e Videl não paravam um minuto sequer, dando e recebendo a atenção de todos.
Algumas horas, e várias garrafas de cerveja depois, Vegeta se aproximou de Bulma, enquanto ela conversava com o casal.
“Mulher, vamos embora, não aguento mais esses imbecis, e olha que estou bêbado!”
Bulma revirou os olhos. “Não começa, Vegeta.”
“Ora, como ousa dizer iss-“
“Meninas!” Videl falou de repente, chamando a atenção. “Acho que está na hora de jogar o buquê!”
As mulheres presentes eram poucas.
Concordando com Goku, que dera a mirabolante ideia de fazer os homens participarem também, os guerreiros e suas devidas damas, fizeram um grande círculo atrás da noiva.
Videl começou a contar. “Um... dois... três!” Ela jogou o buquê para trás, sorrindo de orelha a orelha.
O que aconteceu a seguir foi uma total surpresa.
Não poderiam existir gargalhadas suficientes no universo inteirinho.
O objeto caiu nas mãos de ninguém mais, ninguém menos, do príncipe dos Saiyajins. E esse príncipe usava uma genuína expressão confusa em seu rosto. Totalmente alheio ao que aquilo significava.
Enquanto Videl, Gohan, Bulma e Trunks usavam da mesma expressão confusa, o restante dos guerreiros Z, riam. E riam MUITO!
Ao que parecia, o próximo a casar seria o grandioso e orgulhoso Vegeta.
Pena que o saiyajin não fazia ideia de era aquilo que aconteceria.
Notas finais
Então, esse capítulo foi bem importante. Ele é gancho para outro que virá mais no futuro. Como se fosse uma continuação... bom, vcs vão entender quando postá-lo ^^
E aí, curtiram? Sei que a maneira como Bra convenceu o Vegeta ficou em mistério, mas ele logo logo será respondido, ok?
Nos vemos no próximo.
Beijinhos! ♥
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