Superando Expectativas
18 Nascimento (Parte 2)
Notas iniciais
Eu não tomo vergonha na cara mesmo. Olha a hora que to atualizando. Quase 6 da manhã, e daqui a pouco tenho aula! Mas queria postar logo pra não deixar minhas leitoras tão queridas esperando ♥
Tenho certeza de que vocês estão curiosas pra saber o que aconteceu desde o capítulo anterior, então, sem mais delongas, vamos lá!
Nos encontramos nas notas finais :) boa leitura!
"Vocês duas... não... não se atrevam a fazer isso. Aguentem firme."
Vegeta dirigia na maior velocidade que pudera. A cada segundo olhava de canto para Trunks, que carregava a mesma expressão preocupada desde que saíram da Corporação Cápsula. O tempo estava passando, o guerreiro saiyajin podia sentir o ki de sua companheira e filha ficando cada vez mais fracos, e tentava entender o motivo inutilmente. Bulma já não era mais tão jovem como na época de Trunks, mas era uma mulher forte. Se seu corpo aguentara um meio-saiyajin antes, ele o faria de novo, como ela mesma disse. A gestação foi tranquila, o que não deixava de ser estranho, mas todos concordaram em se deixar levar pelas aparências. Dessa vez, Bulma estava grávida de uma menina, e Trunks sempre fora muito espevitado, logo, podia ser uma das razão para a calmaria. É certo que ela teve crises hormonais, passou por períodos de puro choro sem motivo, seguidos de sorrisos e juras de amor. Passou por períodos caóticos de fome, onde o apetite da humana se comparava ao de saiyajins, comendo tudo que via pela frente. Tudo isso era plausível, uma vez que hormônios sempre causariam esses efeitos, e o apetite era por conta de Bra.
Então, qual seria o motivo de todo aquele sofrimento? O príncipe não esteve ao lado de sua amada há anos atrás quando ela carregava seu primeiro herdeiro, e agora, Vegeta culpava-se e sentia-se extremamente arrependido. "Talvez se eu tivesse ao lado dessa louca quando ainda estava grávida de Trunks, saberia o que fazer agora... mas pelo o que eu me lembre, Bulma não sofreu tanto assim. Não desse jeito... mas que inferno! O que diabos está acontecendo?!" Ele se perguntava, mantendo a atenção na estrada, em Trunks ao seu lado, e no ki das duas mulheres mais importantes de sua vida no banco de trás.
"Papai!" Trunks chamou a atenção de seu pai, tirando-o de seus pensamentos. "E se... e se a gente desse um pouco do nosso ki pra elas?"
Vegeta arregalou um pouco os olhos em surpresa. "Como não havia pensado nisso antes, droga?!"
"É uma boa idéia, Trunks. Não sei irá dar certo, mas... precisamos tentar."
No mesmo instante, o ritual começou. Bulma estava quase desfalecendo, sentindo a dor aumentando a cada minuto. Sentia seus sentidos sumindo pouco a pouco, tudo que conseguia ouvir eram algumas vozes, porém muito longe, e não conseguia entender o que elas diziam. Mal sabia que estava dentro do carro. A única coisa que pensava era como e por que tudo aquilo estava acontecendo, da mesma maneira que Vegeta. Nas últimas ultra-sonografias que fizera, não constatou nada de perigoso. Sua princesinha crescia tranquila e saudável em seu ventre. Então por que? Por que tanta dor, e em tão pouco tempo?
Enquanto segurava-se no pouco de ar que seus pulmões permitiam dar e receber, ela pode sentir uma onda de calor imenso tomar seu corpo. Não calor físico, daqueles que fazem transpirar, mas um calor... um calor familiar. "E-estão... estão me dando o ki. Kami... não... n-não acredito." Bulma pensava ao mesmo tempo que sentia aquela grande energia à sua volta.
Mas não estava funcionando.
Ela ainda sentia muita dor. Bra agora havia parado de dar chutes, e ela sabia que algo muito errado e além de seu conhecimento estava acontecendo. Tentou abrir a boca para avisar a Trunks e Vegeta que o ki não era necessário, mas não conseguiu. Sabia que se forçasse a falar, poderia acabar desmaiando, e não queria arriscar. "Dende... Pi-piccolo... por favor, nos ajudem... p-preci..precisamos chegar ao hospital AGORA... a-ajudem..."
Foi a última coisa que conseguiu pensar antes de fechar os olhos completamente e desmaiar.
"BULMA!" Vegeta gritou, freiando o carro. Exigiu uma força sobrenatural do saiyajin para que ele não explodisse o veículo. "BULMA! ACORDE MULHER, NÃO FAÇA ISSO!" Disse, abaixando o banco e virando-se pra trás. Ele sentia seu corpo inteiro tremer, enquanto batia de leve no rosto de sua companheira, tentando animá-la. "Trunks! Não fique parado aí moleque, faça alguma coisa!"
O pequeno mestiço olhava a cena com uma pura expressão de pavor. Sua mãe não estava apenas desmaiada, estava pálida, e Trunks sabia que também estava fria. Ele nunca havia presenciado esse tipo de situação em toda a sua vida, e aquilo estava realmente assustando-o.
"Trunks. Acorde." Uma voz masculina invadiu os pensamentos do menino. "Precisa sair desse transe e ajudar Vegeta. Seu pai está desesperado, precisam sair daí imediatamente e voarem rumo ao hospital." Mas ele não ouvia. Ver seu pai naquele estado, tão nervoso, e sua mãe desmaiada abalaram um pouco com a sanidade do pequeno guerreiro. "TRUNKS! ME ESCUTE!" A voz insistia. "VAMOS GAROTO! Não se abale por tão pouco, você precisa acalmar seu pai e precisam sair daí. Se não sair deste maldito transe, o pior acontecerá à sua mãe e à criança, quer que isso aconteça?!"
E ele finalmente ouviu.
Piscou os olhos, sentindo-se um pouco entorpecido. "Q-quem está aí? Quem está falando comigo?"
"Argh, finalmente moleque! Sou eu, Piccolo. Ouviu o que eu disse antes? Precisa acalmar seu pai, dizer a ele pra que leve sua mãe urgentemente ao hospital."
"Senhor Piccolo, é você mesmo?! Mas... m-mas... eu já tinha dito pro meu pai pra irmos voando, ele não vai querer, ainda mais agora que a mamãe... a mamãe... ela tá muito pálida..."
"Não me interessa o que Vegeta disse, apresse-se se não quiser que sua mãe sofra mais. VÁ, DEPRESSA!"
Demorou um pouco, mas o menino conseguiu trocar o medo por coragem. Pegando o braço de seu pai, que suava nervosamente enquanto mandava todo o ki para Bulma, ele começou. "Papai. Não vai adiantar nada a gente ficar nervoso. Precisamos levar a mamãe e a Bra rápido pro hospital. Tem que ser agora, e tem que ser voando! Assim vamos chegar rapidinho e vai ficar tudo bem." concluiu com um pequeno sorriso de canto.
"O-o que... o que está dizendo, pirralho?"
"Anda, o senhor sabe que não temos tempo pra isso. Pegue a mamãe no colo, eu levo a bolsa e o travesseiro dela. Depressa, papai!"
Vegeta, ainda muito assustado, assentiu. Sabia que seria arriscado voar com Bulma naquele estado, mas qualquer coisa era melhor do que vê-la desmaiada.
Com velocidade total, finalmente chegaram ao hospital. Vegeta chutava as portas, gritando por um médico. Os pais de Bulma apareceram, uma vez que ouviram o escândalo, e correram ao seu encontro.
"Vegeta! Oh, Kami-Sama, finalmente chegaram! Estávamos morrendo de preocupação!"
"Cale-se, mulher louca! Aonde está o verme do médico de vocês?"
Dr. Briefs, que estava há alguns passos atrás de sua esposa, conseguiu ver o corpo de Bulma nos braços de Vegeta. "Meu deus, o que aconteceu?!" Ele disse, sentindo um frio percorrer sua coluna.
"O que acha, inseto? Ela desmaiou!" Vegeta respondeu rispidamente. "Agora me digam de uma vez, onde está aquele imbecil?"
"Estou aqui!" Dr. Akira interrompeu a discussão, checando imediatamente o pulso de Bulma. "Precisamos levá-la à sala de cirurgia agora, vamos!"
Todos os integrantes da família foram correndo atrás do médico, que os parou quando a equipe médica chegou, dizendo que a partir dalí, a deixa era deles. Um dos integrantes foi tirar Bulma do colo de Vegeta, que se enfureceu, pegando-o pelo pescoço. "O que pensa que está fazendo, insolente? Não ouse tocar um dedo nela!"
"Senhor Vegeta, por favor! Ele só estava tentando ajudar, por favor, coloque a senhorita Bulma nesta maca, e deixe que façamos nosso trabalho!"
O guerreiro bufou, ainda sentindo o medo passar por cada veia de seu corpo. Colocou sua companheira gentilmente em cima da maca, e antes que Dr. Akira pudesse entrar, agarrou-o pelo colarinho. "Verme, espero que escute bem o que vou te dizer, porque eu não vou repetir. Quero que as duas saiam desta sala vivas, e perfeitamente bem. Se algo acontecer à elas, lhe explodo os miolos e deixo este maldito lugar em pedaços. Estamos entendidos?"
O médico engoliu um pouco de saliva, apavorado. "S-sim, senhor. Pode confiar em mim. Com licença, preciso fazer meu trabalho."
Vegeta soltou o pobre homem, deixando que entrasse na sala de cirurgia. Rapidamente, o médico prontificou-se a preparar tudo, e o orgulhoso príncipe sabia que, a partir daquele momento, tudo que restava, era esperar.
Meia hora. Uma hora. Duas horas.
Dr. Akira saiu da sala, e foi de encontro aos Briefs explicar tudo que havia acontecido.
"Senhores." Ele disse calmamente.
Num salto, Vegeta estava à sua frente, lançando um olhar de puro ódio e frustração. "POR QUE TANTA DEMORA, SEU INSETO INSIGNIFICANTE?"
"S-senhor Vegeta, acalma-se! Vim contar o motivo do desmaio da Srta. Bulma!"
"E O QUE ESTÁ ESPERANDO? SE NÃO QUISER MORRER, DIGA LOGO!"
"É-é o que eu estou t-tentando fazer, senhor... se me permite..."
O saiyajin soltou um suspiro longo e pesado, acalmando-se, e fazendo um sinal para que o médico começasse a explicação. Uma vez também mais calmo, Dr. Akira o fez. "Bom... aconteceu algo meio que comum com a senhorita Bulma. Na verdade, com o bebê. O... o cordão umbilical dela está preso em volta do pescoço."
Vegeta sentiu o medo crescer, se é que era possível. Não conseguia esconder que temia pela vida de sua filha. Todo orgulho que sempre sentira foi para o inferno naquele momento, ele só queria que todo aquele caos terminasse e que pudessem voltar para casa.
"E-eu... eu não entendo o que diz, maldito! O que isso quer dizer?"
"Bom... há casos muito raros em que o cordão é curto, e uma vez enrolado no pescoço, pode acontecer dele ser apertado durante as contrações ou a movimentação fetal, e haver interrupção da circulação naquele momento. Se... se essa interrupção for prolongada, pode haver asfixia porque não vai mais chegar sangue para o bebê. Os senhores entendem o que eu quero dizer?"
"NÃO, SEU VERME! NÃO ME VENHA COM ESSES TERMOS MÉDICOS RIDÍCULOS, EU SÓ QUERO SABER SE MINHA MULHER E MINHA FILHA VÃO FICAR BEM!"
"Papai, por favor!" Trunks disse, pegando na mão de Vegeta. "Eu também não to entendendo nada, mas o senhor precisa se acalmar."
"Grrr... MALDIÇÃO!" Ele grunhiu. Olhou para o médico à sua frente, e percebeu que apesar de não ter entendido o que acabara de falar, ia dar uma chance para o homem explicar. "Fale logo. E fale de uma maneira que todos possam entender, ou arranco sua língua, imbecil."
"C-claro, me perdoe..." Dr. Akira enxugava a testa repleta de suor pelo nervosismo. "Sendo o mais claro possível: o cordão umbilical de Bra está enrolado no pescoço dela, e ela está sufocando. Eu sei do caso de senhorita Bulma, e sei que vocês não são normais. Portanto, tudo que a pequenina está sentindo, sua mãe também sofre. Mas fiquem calmos! O planejado era parto normal, mas teremos de fazer cesariana. Faremos de tudo para mantê-las sãs e salvas."
"Eu já disse que não me interessa esses malditos termos médicos, se você já sabe o que fazer, então faça de uma vez, verme insolente!"
"Sendo assim, nós faremos. A cirurgia demora bastante, então peço para que tenham paciência. Tudo irá ficar bem." Concluiu, com um pequeno sorriso querendo acalmar a família Briefs.
"Humpf. Se preza por sua vida, aconselho que faça essa cirurgia durar pouco tempo. Não tenho paciência pra esperar."
"Vegeta, meu filho." Dr. Briefs interrompeu, sorrindo alegremente. "O bem-estar e a vida de Bulma e Bra estão nas mãos dessas pessoas agora, e você precisa confiar nelas. Se acalme, jovem."
"Hn." Vegeta grunhiu baixinho. "Que seja."
E assim, as horas continuaram passando.
Três horas. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Oito. Nove. Dez. O sol começava a mostrar seus primeiros raios, quando a porta da sala se abriu, e o médico da família apareceu novamente.
"O que aconteceu?" Vegeta aproximou-se e segurou no jaleco do médico. "Por que tanta demora? O que aconteceu? Vamos, diga logo!"
Dr. Akira já nem ligava mais para o tom ameaçador do guerreiro, e sorriu docemente. "A cirurgia foi um sucesso. Sua filha nasceu com 3,500kg, é uma bela menininha, e está muito saudável, apesar de tudo. Senhorita Bulma também está ótima. Um pouco cansada e apática pela anestesia, mas já está se recuperando." Aos poucos, Vegeta foi soltando-o e relaxando ao mesmo tempo. Uma onda de alívio tomando conta. "Se quiserem," o médico continuou. "podem entrar para vê-las! Com licença." Disse, se retirando.
"YEAAAAAH! Viu, papai? Eu sabia que tudo ia ficar bem!!! Vamos lá!"
"Não." Vegeta colocou a mão na frente de Trunks. "Quero falar com sua mãe primeiro, e à sós. Esperem um pouco, já chamo vocês para entrarem."
"Aaaaaaaaaahhhh" Trunks fez um biquinho. "Mas isso não é jus-"
"Vai me desobedecer, Trunks?" o guerreiro disse, olhando seriamente para o filho, não deixando nem que terminasse a frase.
"Er... não papai, tudo bem. A gente espera vocês aqui."
O príncipe virou-se, em direção à sala. "Ótimo."
Deu alguns passos, e percebeu que a porta estava fechada. Sendo do jeito que é, saiu entrando sem bater.
Vegeta franziu a testa enquanto caminhava lentamente em sua direção. "Bulma?" Ele perguntou com um pouco de receio. "Como está, mulher?"
A cientista abriu um grande sorriso ao ver o companheiro alí. "Estou bem, querido. Aliás, estamos... quer conhecer sua filha?" Bulma ofereceu em um tom brincalhão.
O saiyajin gelou. O momento tão esperado havia chegado, e ele não sabia o que fazer. Aproximando-se lenta e calmamente, ele assentiu. Bulma ergueu o pequeno ser que estava em seus braços, e Vegeta pode ver a fisionomia perfeita de sua princesinha.
Naquele momento, seu coração encheu-se de felicidade e conforto. "Tem certeza de que ela não é seu clone, mulher?"
"Vegeta! Não estraga o momento, seu idiota. Anda, vem. Quero um abraço."
Ele se ajeitou confortavelmente na cama ao lado de Bulma e Bra. Não conseguia tirar os olhos, ambas estavam radiantes. Bra estava quietinha no colo de sua mãe, ainda de olhos fechados. A mulher segurou fortemente em sua mão, como se quisesse dizer algo. "Deve estar feliz porque estou aqui com elas. Humpf. Tola..."
Viu quando a mulher soltou de sua mão, ajustando a forma como estava segurando Bra, para que ela pudesse estender a criança a ele.
Ele desconfortavelmente limpou a garganta. "Bulma, eu nunca..."
"Eu sei. Está tudo bem. Vou lhe mostrar como."
Vegeta relutantemente estendeu a mão, vendo como Bulma gentilmente colocou sua filha em seus braços. "A coisa mais importante é apoiar a cabeça e o pescoço. Isso, assim mesmo. Viu? Não é tão ruim, né?" ela disse, sorrindo ao ver Vegeta segurar sua menininha delicadamente, como se fosse a coisa mais frágil no universo.
"Ela não pesa quase nada...", ele disse calmamente, maravilhando-se sobre quão pequena sua filha recém-nascida era. Tinha pensado no quão pequeno Trunks era na primeira vez que o viu, mas não era nada comparado a aquilo. Seus olhos levantaram para encarar Bulma. "Isso é normal?"
"Sim, são tamanho e peso normais. Ela é perfeita. "
Notas finais
Mas acho que fiz um bom trabalho! Vocês me dizem isso nos comentários ;)
Bom, no próximo capítulo, vou escrever esse primeiro dia de vida da Bra, com direito a vários mimos para a princesinha, mas a partir daí, a estória muda um pouco. Anyway, no próximo eu explico tudo melhor. Nos vemos quarta-feira que vem, see ya! o/
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