Superando Expectativas

19 Bem-vinda, Bra!


Notas iniciais
Caramba, 19 capítulos já!
Mal posso acreditar que tive coragem de chegar até aqui. Era pra estória já ter terminado há muito tempo, mas com vocês me encorajando, e com minha mente sempre me dando idéias novas, cheguei até aqui. E to muito feliz, mais de 100 reviews!!! Vocês são demais, muito obrigada :')
Como muitos estavam esperando, vamos a esse capítulo tão especial: primeiro dia de vida da princesinha Bra. Veremos como ela será recebida entre a família e os amigos, e garanto: tá bem fofinho e engraçado, hihi.
Divirtam-se, e tem um aviso importante nas notas finais. Até lá!

A família Briefs acabara de ganhar um novo membro, e finalmente estava completa. Passado um dia após o parto, Bulma não demorou pra se recuperar, e logo puderam voltar para casa.
Os pais da pequena mestiça não conseguiam parar de admirá-la. Cada movimento era registrado com a câmera do celular da cientista, que fazia questão de capturar tudo e qualquer coisa que pequenina fazia, mesmo que fosse um simples abrir e fechar de olhos. Trunks veio brincando com a irmãzinha durante todo o percurso de volta à Corporação Cápsula. Fazia caretas divertidas, mostrava a língua, imitava a expressão carrancuda de Vegeta, e a expressão narcisista de Bulma. Bra parecia entender, pois abria a boquinha mostrando a avermelhada gengiva em sinal de sorriso. O príncipe não estava achando nada engraçado ver seu filho zombando dele, muito menos ver que sua princesinha parecia se divertir e muito com toda aquela encenação. Lançou um olhar intimidador para Trunks, que pareceu não se importar, dando de ombros e continuando a divertir a miniatura de sua mãe.

Chegaram em casa por volta de 9 da manhã. Sra. Briefs já tinha feito as honras ligando para todos avisando que Bulma e Bra estavam voltando, e que logo poderiam passar na Corporação para uma visita. Bulma se levantou calmamente, entregando Bra a seu pai, para que ela pudesse levantar. Teria que tomar cuidado redobrado, pois a nova cicatriz em seu ventre precisava secar totalmente, e a bela mulher não queria sentir a dor de ter os pontos abertos. Trunks saiu correndo na frente para abrir a porta da mansão e dar passagem pro resto da família.
Sr. Briefs entrou, indo direto para seu quarto em busca de cigarros. Sra. Briefs foi para a cozinha, já pensando em preparar o café da manhã e um grandioso almoço para a comemoração que ocorreria na parte da tarde. Vegeta, segurando sua pequena filha com o máximo de cautela, fazia movimentos leves de um lado para o outro mantendo Bra entretida. Quando Bulma conseguiu finalmente ficar de pé, estendeu os braços com um sorriso no rosto, percebendo que seu companheiro se esforçava para não machucar a filha.

"Hunf. Não. Ela está confortável em meus braços, Bulma. Deixe que ela fique aqui."

"Aaaaah, mas eu não acredito!" Ela riu. "É ela que está confortável, ou é você que não quer entregá-la pra mim, hein Vegeta?!"

"Não diga asneiras! Não quero que fique se esforçando sem necessidade, mulher. Deixe a criança comigo, vá logo tomar um banho e descansar, passou dois dias naquele maldito hospital."

Bulma estreitou os olhos. "Hummmm... sei, sei, claro. Com certeza é ESSE o motivo pelo qual você não quer que eu a segure." Disse, em um tom muito sarcástico.

"Grrr, vá de uma vez, sua louca!" Vegeta grunhiu.

"Tá, tá, tudo bem! Tem certeza de que você dá conta dela sozinho?"

O príncipe fechou a cara, sentindo um pouco de raiva da insinuação da mulher. "Mas é lógico que consigo. Ela é minha filha, e pelo o que eu estou vendo, está gostando de ficar mais no meu colo do que no seu. Agora vá de uma vez, mulher chata!"

Bulma não conseguiu segurar uma gargalhada. "Aiii... não me faz rir desse jeito, Vegeta! Dói tudo." Ela fez um biquinho, passando a mão na barriga. "To indo. Mas entra logo também, o sol tá muito forte, e ela não pode ficar aqui."


Vegeta assentiu de leve, caminhando logo atrás de Bulma. A mulher dava passos curtos, e com muito esforço, finalmente conseguiu entrar. Vegeta entregou Bra à ela, pegando as duas no colo e subindo as escadas em direção ao quarto deles. "Mesmo carregando as duas ao mesmo tempo, elas não pesam quase nada. Hunf, terráqueos..." pensava, enquanto colocava ambas em cima da cama. A cientista ajeitava um travesseiro em suas costas, enquanto Bra olhava para todos os cantos do quarto com seus grandes olhos azuis.

"É normal que ela faça isso?" Vegeta perguntou um pouco confuso.

"Isso o que?

"Ficar olhando pra tudo como se fosse algo estranho, ora!"

Bulma sorriu. "Sim, querido. É sim. É a primeira vez dela aqui, normal ela estar curiosa, não é?" Ela aninhava a pequena menina em seus braços. "Além do mais, recém-nascidos, aliás, bebês e crianças são sempre muito curiosas. Tenho certeza de que com ela não será diferente."

"Hn. Desisto oficialmente de entender vocês, humanos. Que inferno, por que precisam ser tão complicados? Nós saiyajins somos tão simples."

"Pfffff, simples?" Bulma zombou. "Vocês são a raça mais complicada que eu já vi! Kami me livre! Vocês tem um apetite insaciável, um humor horrível, são estupidamente orgulhosos, tirando o fato que, em noite de lua cheia, se transformam em macacos gigantescos! Isso é ser simples?"

Vegeta bufou. "Está zombando de minha raça, sua cretina?!"

"Eu não! Não posso fazer isso, afinal, sou companheira do Príncipe, e tenho dois filhos com o sangue de vocês."

"É melhor que cale essa maldita boca e vá logo tomar seu banho."

"Viu o que eu falei sobre o mal-humor? HÁ!"

"Grrrr, pare de me irritar!"

A mulher abafou uma risadinha, passando a mão levemente no rosto de sua filha, que parecia estar bem alegre diante da briga deles. "Acho que ela está achando graça da nossa discussão. Bom, de qualquer forma, primeiro tenho que alimentá-la. Provavelmente, ela irá dormir e aí posso tomar meu banho e descansar. Lembro que, sempre que Trunks dormia, eu tentava dormir também. Ai, aquele garotinho não foi fácil! Espero que você," ela brincava com o nariz de Bra. "seja mais flexível, sua coisinha linda!"


Bulma segurou Bra firmemente com um braço, enquanto colocava o seio à mostra. Imediatamente, a bebêzinha colocou-o na boca, e relaxou. A cientista ainda sentia uma sensação estranha e confortável percorrer seu corpo quando amamentava. Algo que só mães poderiam compreender.
O guerreiro olhava a cena atônito, de olhos arregalados. Não fazia idéia do que diabos sua mulher estava fazendo, mas resolveu não perguntar. Era bizarro demais pra tentar entender.

Ele limpou a garganta, sentindo-se envergonhado. "Bulma... e-eu vou tomar meu banho, então. Me chame caso algo aconteça."

Ela deu um curto aceno. "Tá bom, Veggie. Pode ir lá."


"Acho que ele nunca me viu amamentando, ahahaha... pobre Vegeta! Deve estar bem confuso! Bom... depois eu explico pra ele."
Aos poucos, Bulma sentiu que Bra estava pegando no sono, e procurou relaxar também. Os dois últimos dias exigiram muito esforço físico da mulher, e tudo que ela queria agora, era um pouco de paz. Sabia que logo menos seus amigos chegariam para ver a menininha, e queria estar totalmente disposta.

Saindo do banho, Vegeta enrolou uma toalha na cintura, abrindo a porta. Se deparou com as duas mulheres de sua vida em um sono profundo, com direito a muita baba e roncos. Não conseguiu conter, e acabou soltando uma gargalhada baixinha. Revirou a bolsa de Bulma, procurando por seu celular. Tirou uma foto e guardou o aparelho no mesmo lugar que encontrara. "Ela vai querer arrancar minha pele quando ver essa essa foto. Hn. Não ligo, valeu a pena."
Ele se aproximou, tocando no ombro da mulher. A cientista se mexeu um pouco, sempre mantendo o braço firme segurando sua filha. Vegeta insistiu, e aos poucos, ela abriu os olhos.

"Humm..." Ela gemeu. "O que... o que aconteceu?"

Vegeta sorria de canto. Adorava ver Bulma sonolenta. "Você acabou dormindo."

"Ai... que droga! Preciso logo tomar meu banho e comer, mais tarde o pessoal chega e não vai dar tempo de fazer mais nada!" Bulma pegou Bra com cuidado, colocando a mestiça dentro do berço. Seu pai tinha feito um especialmente para ela, e a mulher concordara em deixar a filha em seu quarto nos primeiros meses. "Você toma conta dela pra mim?"

"Hunf. Vocês acabaram de chegar e aqueles desmiolados já vem pra cá encher o saco. Que inferno!"

"Para de falar mal dos nossos amigos. Ora Vegeta, não seja assim! Eles estão ansiosos para conhecê-la. Deixa esse mal-humor pra lá e fique aqui olhando ela, tudo bem? Não demoro." Disse, dando um rápido beijo nos lábios do príncipe.


Ele retribuiu, soltando um suspiro pesado. "As coisas que eu faço por essa maluca..." viu Bulma fechando a porta do banheiro, e voltou a olhar para o pequeno ser em sua frente. "Ela é tão pequena... tão frágil. Sinto que se eu a tocasse diretamente, ela iria quebrar." Se aproximou pouco a pouco, querendo sentir o cheiro da bebêzinha. "Mas... que coisa! Ela cheira a leite!" Vegeta olhava fixamente para sua filha, perdendo-se em devaneios.

Não demorou mais que 40 minutos, e Bulma saiu do banho. Com a ajuda de seu companheiro, vestiu algo bem confortável, e pegando Bra, saíram do quarto. Desceram, e viram que a Sra. Briefs estava tomando café com seu marido e Trunks. A mãe de Bulma fez questão para que ela fosse deitar no sofá da sala, que ela serviria o café da filha em uma bandeja. Não querendo criar confusão, Bulma concordou. Trunks terminou sua refeição rapidamente, indo se juntar à Bulma no outro cômodo. Parou bem na frente das duas, mantendo um olhar curioso.

Bulma franziu a testa. "O que foi, querido?"

"Hummmm... ela não serve pra nada!"

A mulher arregalou os olhos. "O QUE DISSE? Trunks! Como assim não seve pra nada?!"

O menino se protegeu dos gritos da mãe cobrindo a cabeça com as mãos. "Ai mamãe, calma, não precisa gritar! Eu quis dizer que... bom, ela não serve pra nada porque tudo que ela faz é bocejar, olhar pra todos os lados, e dormir!"

Bulma suspirou, aliviada. "Ai garotinho, você não tem jeito mesmo! Ela nasceu há dois atrás, filho. Aprenderá com o tempo a fazer coisas novas. Por enquanto, tudo que ela fará é só isso mesmo!" Concluiu com um sorriso.

"Mas isso é muito chato, mamãe! Eu pensei que ela ia nascer pelo menos falando já!"

"Trunks." Bulma segurou o rosto do menino com a mão livre. "Você sabe muito bem que recém-nascidos não podem falar, nem andar! Eles vivem em processo de desenvolvimento, deveria saber disso, anjinho. Não anda prestando atenção nas aulas de novo, é?" Ela perguntou desconfiada.

"Não, ehehe! Claro que presto." O híbrido esboçou um sorriso sem graça. "Eu tava só brincando, mamãe. Mas... ah, deixa pra lá! Posso ficar aqui com vocês? Apesar dela não fazer nada, é legal ver esses movimentos que ela faz do nada!"

"Claro que pode, filho!" A mulher fez um sinal para que ele se abaixasse e ficasse de joelhos em sua frente.


Ele obedeceu sua mãe, e começou a brincar e a implicar com sua irmãzinha. Bra segurava o dedo indicador de Trunks com toda força, e o mestiço se animou ao perceber que sua irmã não seria tão inútil quanto ele imaginara.
Vegeta havia terminado de comer, e se juntou à sua companheira e seus filhos na sala. Sorriu de canto ao ver aquela delicada cena em família. Sentou-se ao lado de Bulma, e observou por uns bons minutos Trunks brincando com Bra. Às vezes, podia-se ouvir Bra tentando rir, emitindo sons baixinhos, fazendo com que os Briefs vibrassem de felicidade e empolgação.

Passaram o resto da tarde vendo Trunks jogar, enquanto os guerreiros Z não chegavam. Bulma e Bra acabaram dormindo novamente, e Vegeta não tirava os olhos das duas, certificando-se de que estava tudo bem. A Sra. Briefs terminava de preparar o chá e os docinhos que seriam servidos, quando o interfone tocou. Trunks deu pause em seu jogo, abrindo a porta. Goku, Chichi, Gohan e Goten entraram, acenando e desejando boa tarde. Logo se aconchegaram no enorme sofá que a sala possuía, em silêncio para não acordar a dona da casa e sua menininha.
Em seguida, o resto do pessoal foi chegando. Kuririn, Andróide 18 e Marron. Mestre Kame, Oolong, Yamcha e Pual. Piccolo e Dende. Mister Satan e Videl. Tenshinhan e Chaos haviam prometido passar na Corporação outro dia, pois naquele estariam treinando. Senhor Popo não pode ir pois precisava tomar conta do Templo de Kami-Sama.
Logo, a gangue estava completa, conversando baixinho enquanto a Sra. Briefs servia os docinhos. Goten se juntou a Trunks e começaram a jogar, enquanto Chichi e Marron olhavam admiradas a pequena figura nos braços de Bulma.

Vegeta estava com semblante fechado, amaldiçoando todos aqueles imbecis por perturbarem seu sossego. Queria que Bulma descansasse, mas sabia que a humana era teimosa, e que não concordaria em deixar seus amigos ansiosos. Num ímpeto, Goten e Trunks soltaram um grandioso grito comemorando vitória no jogo.

"TRUNKS!" Vegeta grunhiu. "O que pensa que está fazendo, seu moleque?!"

"Goten, meu filho! Não pode gritar, Bulma e Bra estão dormindo!" Chichi alertou o pequeno mestiço.

"Hummmm..." Bulma se mexeu ao ouvir Bra chorando. "Mas o que... PESSOAL!"

Goku sorriu alegremente. "E aí, Bulma! Finalmente acordou!"

"Ai meu Kami, por que ninguém me acordou?! Há quanto tempo vocês estão aqui?" A mulher tentava fazer Bra parar de chorar, enquanto a menina esperneava no colo da mãe. "Shhh, calma querida, está tudo bem, não precisa chorar, shhh..." Ela ajeitou a princesinha em seu colo, colocando de pé.

"Tá tudo bem, chegamos não faz muito tempo. Não queríamos te acordar, vocês duas estavam dormindo de um jeito tão calmo, não tivemos coragem, hehe!" O herói comentou coçando a nuca.

"Ai gente, mil perdões! Eu estava entretida olhando Trunks jogar, e acabei dormindo. Desculpa mesmo! Tenho certeza de que estão ansiosos pra conhecer a Bra, não é?!" Ela ofereceu um sorriso sincero, enquanto removia o lençol preso enrolado no corpo de sua filha. "Venham ver que coisinha mais linda!"


Todos formaram um grande círculo em volta de Bulma e, do que parecia ser, sua perfeita miniatura. A menininha passou de colo em colo, enquanto todos a admiravam. Goku e Goten imitavam Trunks fazendo caretas querendo divertir a meia-saiyajin. Chichi passou horas ninando a menina, sentia falta de ter um bebê em seus braços.

"Bulma." Vegeta chamou a mulher, puxando seu ombro. "Esses imbecis já estão aqui há tempo demais. Você precisa descansar de uma vez, mulher! Se não mandar esses tolos embora, expulso eles daqui a base de socos!"

Bulma revirou os olhos. "Ai, Vegeta... tá bom, tá bom. Estou mesmo cansada. Mas você não vai expulsar ninguém, deixa que eu falo com eles!"


A cientista alertou sobre seu cansaço, e todos concordaram em deixar ambas terem seu momento de paz. Despediram-se carinhosamente, sabendo que Bra era extremamente sortuda em ter pais que se preocupavam tanto. Sabia que a pequena princesa cresceria cercada de pessoas que a amariam, e que fariam de tudo por ela.
Os Briefs caminharam cada um para seu quarto, pois os guerreiros Z passaram um pouco demais na Corporação. Já era noite, e todos estavam exaustos, o dia foi longo e repleto de fortes emoções.

Vegeta foi na frente, entrou no quarto, e se esparramou na cama. "Aturar esses idiotas exige muito de mim. Mas que droga, como são irritantes!" Segundos depois, sua companheira e filha também entraram. Bulma colocou Bra gentilmente dentro do berço, e ficou algum tempo admirando-a. Vegeta pôs-se ao seu lado, também admirando a pequena garotinha de olhos e cabelos azuis. Bulma sorriu, e se aninhou nos braços de seu príncipe.

"Estou tão feliz, Vegeta. Acho que nunca me senti tão completa assim. Vocês são tudo que eu poderia desejar."

"Hn." Ele murmurou, apertando o abraço. "Vocês me fizeram mudar muito, mulher."

Bulma levantou os olhos para encará-lo. "Isso é bom ou ruim?"

Vegeta sorriu de canto, aproximou o rosto, e a beijou docemente. A mulher sabia que Vegeta era um homem de atos, não de palavras, e sentiu todo o amor que tinha por ele pulsando em seu coração.

"Obrigada por ter me dado uma família perfeita. Eu te amo, Vegeta. Jamais esqueça ou duvide disso, ok?" Ela olhava firmemente nos olhos negros do guerreiro.

Ele assentiu, voltando a beijá-la. Quando se soltaram, voltaram a admirar sua princesinha. Sabiam que muitas coisas estavam por vir, mas agora, naquele momento, sentiam-se verdadeiramente preparados. Eles tinham um ao outro, e era tudo que precisavam.


***

Um ano depois.

Bulma estava frustrada. Já era tarde, e ela ainda não havia conseguido concluir o conserto de um dos robôs que trabalhavam na mansão. O curto-circuito foi tão desastroso, que ela precisava repor várias peças para que a criação de seu pai funcionasse novamente. Soltando um longo suspiro, espreguiçou-se. "Acho que eu tenho o modelo de construção desse maldito robô dentro de alguma cápsula... hummm... deixa eu ver... Ah! Acho que guardei na minha bolsa!"
Levantou-se, e começou a revirar todo o conteúdo do objeto. Sem paciência, jogou tudo de uma vez só em cima de sua escrivaninha. Um brilho bateu em seus olhos, e ela se deu conta do que era. "Meu celular antigo! Nossa, quanto tempo não mexo nele... vejamos..."

A mulher começou a futucar todo o aparelho. Vídeos, números, mensagens... até que achou o álbum de fotos. E dentro desse álbum, uma foto em particular chamou sua atenção.

"AAAAAAAAH! Que coisa horrível!!! Eu to toda aberta dormindo, e ai meu Kami, olha a baba que tá escorrendo da minha boca, que coisa nojenta! Aposto que foi o maluco do Vegeta que fez isso, aaah mas ele me paga!"


Quase trotando, Bulma saiu do laboratório furiosa. Entrou na sala procurando por Vegeta, mas não o encontrou. "Já sei! Deve estar com a Bra... ahaha, Vegeta, você não perde por esperar!"
Subiu as escadas batendo os pés, e se pôs de frente a porta do quarto de sua filha. Encostou o ouvido para ver se ela estava acordada, mas um silêncio cortante pairava. "Nossa, nunca vi a Bra dormindo tão quietinha desse jeito... o que será que aconteceu?" Sem esperar nem mais um segundo, Bulma abriu a porta do quarto com cuidado.

E lá estava ela. E lá estava ele também!
Seu coração saltitava dentro de seu peito, repleto de felicidade e amor. Sorrindo e não hesitando em se aproveitar do momento, tirou uma foto daquela cena tão peculiar que presenciava. "Ele vai querer me matar por isso... mas quer saber? Valeu a pena, hihi!"


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Notas finais
Calma gente, não é o final!
Acho que, sem querer, dei esse ar meio que "a estória acabou T_T" mas não temam, não é o fim.
Muito pelo contrário, é só o começo ;) como vocês puderam ver, no final da estória, um ano havia se passado.
A fic agora vai tomar um rumo diferente. Vou narrar acontecimentos (em ordem cronológica, mas... hummm... não necessariamente na ordem de: um ou dois dias depois, um mês, etc). São fatos aleatórios ^^ que podem pular bastante tempo, às vezes anos. Tudo bem? Eu ia dividir a fic em duas, mas como já tenho alguns próximos capítulos preparados, sei que ela não vai dar 60 capítulos UHASUHAUS então fiquem tranquilas.
Por exemplo, o próximo capítulo será: "Hora do banho" onde eu vou contar a primeira vez que Vegeta deu banho na Bra. Não serão só "primeiros", são mais fatos aleatórios mesmo. Sei que a idéia parece confusa, mas conforme eu for escrevendo e postando aqui, vocês vão entender.
No mais, (até porque já falei muito x_x) até quarta-feira que vem. Beijão! ♥