Notas iniciais
Oi pessoal, como vocês estão? ♥
Pretendia postar esse capítulo mais cedo, mas resolvi me dedicar à outras duas one-shots que estava preparando. Uma boa parte da inspiração foi sugada e não sobrou muita coisa pra escrever esse capítulo... mas agora sim!! Vamos para o capítulo 20 da estória, eeeee!
Como eu tinha dito anteriormente, a partir daqui a fic toma um rumo diferente. Ela será transformada numa coleção de drabs, como se fossem várias one-shots. Achei melhor assim, e espero de coração que vocês gostem!
Dedico esse capítulo à Mayã, que adora esses momentinhos fofos entre família ♥
No mais, boa leitura, e divirtam-se!!!

"UGH, QUE DROGA!" Bulma gritou, perdendo de uma só vez a paciência que ela tentara manter enquanto construía um novo modelo de casa-cápsula.

Nos últimos dias, sua vida estava tão de cabeça para baixo, tão bagunçada, que a calma da mulher já tinha ido pro saco. Ela se culpava por não ter mais tempo. Tempo para passar com seus filhos, que a cada dia cresciam em uma velocidade assustadora. Trunks estava com 10 anos, enquanto Bra tinha um pouco mais de 2 anos. A pequenina princesa saiyajin estava mais sapeca e indomável, o que consequentemente, só deixava Vegeta mais confuso e raivoso. Vegeta. Também não tinha mais tempo para suas noites com o companheiro. Por mais que o homem tentasse às vezes arrancá-la do laboratório à força, Bulma estava em um estado de cansaço tão perturbador, que recusava a fazer qualquer atividade amorosa. Sua cabeça dava nó em meio a contas matemáticas, física e engenharia.

Uma vez que a bendita casa-cápsula estivesse pronta, ela teria de recomeçar outro projeto já esquecido: uma aparelho celular com a capacidade de reproduzir hologramas. Ela havia se comprometido em produzir a peça quase na mesma época em que ficou grávida de Bra, e desde então, com a correria da gravidez, os cuidados, parto, e criação da menininha, tinha deixado o trabalho de lado.
Mas agora, ela não podia mais. Precisava focar completamente em tudo que havia deixado parado, em ordem de se livrar, e poder tirar as merecidas férias. Nem enquanto estava em licença-maternidade a mulher deixou de trabalhar. Sempre que Bra estava dormindo, ou ocupada demais enchendo seu pai de carinhos e mimos, Bulma aproveitava, e se trancava em seu quarto fazendo cálculos. Não demorava mais que meia hora, até que Vegeta arrombasse a porta (o que resultou em inúmeras obras no quarto deles), e lembrasse sua companheira que ele não era uma babá.

Soltando um pesado suspiro, Bulma olhou para seu relógio. Era quase hora do almoço, e dessa vez, deixaria a teimosia de lado. "Vou pedir à mamãe que faça um super banquete, para que todos possamos comer juntinhos!" ela pensava com um sorriso esperançoso nos lábios. Se alongando, a mulher de cabelos azuis-ciano colocou-se de pé, fechou sua pasta carregada de rascunhos, e dirigiu-se à saida do laboratório.
Dando passos curtos, e agora um pouco mais relaxada, ela observava a estrutura de sua casa. O lugar pedia por uma reforma. Nada muito pesado, talvez alguns móveis novos, abajures, quadros de decoração. A sala de jogos era o ponto mais frequentado por Trunks e Bra. O quarto possuía um enorme telão, com todos os vídeo-games e jogos imagináveis. Máquinas de pinball, mesas de totó, sinuca, um mini freezer recheado de deliciosos refrigerantes e sucos. E era para lá que a mulher se direcionava.

Ela parou em frente a porta, ouvindo um burburinho. Pelo o que parecia, Vegeta estava lá dentro discutindo com Trunks, e já sentindo-se cansada por ter que apartar a briga, Bulma abriu a porta.

"Em nome do pequeno Dende! Vocês não podem ficar um minuto sozinhos que começam a brigar!" Ela disse, sua expressão muito séria.

Vegeta e Trunks pararam ao mesmo tempo, ambos lançando um olhar de surpresa para a mulher à sua frente. Rapidamente, Vegeta, que estava sentado, levantou-se, apontando o dedo indicador para seu filho.

"É tudo culpa dessa semente de demônio, mulher!"

"EI!" Trunks gritou indignado. "Eu não fiz nada, você que é um trapaceiro, papai!"

Bulma cruzou os braços e fechou os olhos. "O que. diabos. está. acontecendo?!" Sibilou pausadamente.

"A gente tava jogando Marvel versus Capcom numa boa, eu tava ganhando, e o papai, que nunca jogou essa porcaria comigo antes, começou a usar um monte de macete e acabou me derrotando!" O híbrido respondeu, sentindo-se traído.

"Não trapaceei coisa nenhuma garoto, não é minha culpa se você não passa de um perdedor!"

"Chega! Pelo amor de Kami, chega!" Ela pôs-se no meio dos dois, empurrando-os com o braço. "Não acredito que estão brigando por causa de um jogo idiota! Ai, vocês são demais mesmo! Nossa! Eu to trabalhando feito louca desde às 7 da manhã, e quando finalmente paro para passar um tempo com a minha família, vejo os dois mocinhos se atacando por uma besteira como essa!!!"

Vegeta bufou, desviando o olhar, enquanto Trunks abaixou a cabeça. Não dando a chance de se explicarem, ela continou, "Primeiro: Vegeta, você não deveria ter trapaceado. Segundo: Trunks, não precisa dar tanta importância assim. É SÓ UM JOGOOOO!!!" Bulma gritou sentindo seu coração acelerar com a irritação. Respirou fundo várias vezes buscando calma, olhando mortalmente para seu companheiro, que claramente evitava contato visual.

Derrotado, Trunks assentiu. "Tá bom, mamãe... você tá certa." Ele fez um biquinho.

Bulma cutucou o braço de Vegeta, fazendo com que ele a olhasse. "E você, Vegeta? Não vai dizer nada? Você é o pai dele, deveria dar o exemplo!"

"Hmpf. Que seja! Talvez se ele não fosse tão mimado por você, Bulma, não ficaria choramingando porque perdeu uma simples luta nesse video-game estúpido." O guerreiro desafiou sua mulher em tom de deboche.

"Escuta aqui, Príncipe dos Pscicopatas! A culpa é TODA e inteiramente sua! Você implica com Trunks por qualquer motivo, por mais bobo que seja. Mas agora chega dessa discussão, quero que ambos desliguem essa droga AGORA. E você, queridinho," ela apertou os olhos em raiva, cutucando o peito de Vegeta. "trate de pedir desculpas ao seu filho imediatamente!"

"HÁ!" Ele jogou a cabeça para trás, rindo. "Um guerreiro de classe alta como eu não ped-"

"Você pode ser quem quiser, Vegeta!" Bulma o interrompeu de repente. "Guerreiro de classe alta, príncipe de toda a sua raça, mas você é o PAI de Trunks, e vai se desculpar agora. Não me importa, você poderia ser Kami-Sama, mas vai SIM pedir desculpas." Ela concluiu em tom definitivo.

"Ora, mas você é abusada mesmo, mulher insolente! Como ou-"

"ANDA LOGO!!!"

Trunks, que percebera que agora o foco da discussão já não tinha mais nada a ver com ele, saiu de fininho, indo em direção de Bra, que dormia tranquilamente em uma cadeirinha um pouco atrás dos puffs que a sala obtinha. "Acho que ela é a única normal dessa família!" ele pensava enquanto examinava a expressão serena de Bra. Mal sabia o menino o quanto estava errado...
Num ímpeto, a menina acordou. Coçando seus grandes olhos azuis idênticos aos de sua mãe, ela bocejou por um breve momento, antes de abrir um alegre sorriso para seu irmão.

"Tuuunkis!" A princesinha disse oferecendo um abraço. O desenvolvimento de híbridos era obviamente mais rápido que o de humanos, e Bra já conseguia dizer uma coisa ou outra, mesmo que erradinho.

"Ei, sua danadinha!" Ele respondeu, abrançando e pegando-a no colo. "Como é que você conseguiu continuar dormindo com esse monte de berro?!"

Bra soltou uma gargalhada sincera e contagiante. Forçando Trunks a virar-se, ela finalmente percebeu que seus pais estavam com os rostos vermelhos e falando coisas que ela não entendia. No entanto, sabia que não era bom. Jogando o peso de seu pequeno corpo para baixo, Trunks entendeu o que ela queria, e a colocou no chão.
No mesmo instante, ela saiu correndo e pôs-se no meio de seus pais, olhando para eles totalmente confusa. Vegeta e Bulma ainda não haviam notado a presença de sua filha, praticamente cegos de ódio. Só quando a menina começou a chorar que conseguira atenção total de ambos.

Com os olhos levemente arregalados, Bulma suspirou, abaixando-se para examinar sua filha. "Own Bra, minha princesinha... o que houve, querida?"

Entre um soluço e outro, enxugando as lágrimas com a manga de seu vestido, ela encarou sua mãe. "Mama... papa... maus!"

Bulma olhou-a visivelmente confusa. "O que? Como assim, anjinho?"

Vegeta, que estava completamente atônito diante a cena, abaixou-se para também encarar sua filha. "O que foi, Bra?"

"Papa," ela pôs suas pequenas mãozinhas sobre o rosto de Vegeta. Sacudindo a cabeça fazendo 'não', continuou "Sem biga!" ela pediu, lágrimas voltando a se formar em seus olhos.

"Aaawn!" Bulma suspirou, achando aquilo a coisa mais linda que já vira em sua vida. "Você entendeu, Veggie? Ela... ela não quer que a gente brigue!"

"S-sim, eu... eu entendi." Respondeu surpreso. "Não se preocupe, menina. A discussão já acabou. Agora enxugue essas lágrimas, uma princesa saiyajin não deve chorar por coisas tão tolas."

Obedecendo a ordem de seu pai, ela o fez. Bulma passou a mão gentilmente nas costas da menina, "Seu pai está certo, não precisa mais chorar, tá?" Ela sorriu gentilmente, o que foi recíproco, pois no mesmo instante, Bra assentiu copiando o movimento de sua mãe. "Que tal irmos almoçar agora? Aposto que meus saiyajins estão com fome!"

"Nossa mamãe, advinhou meus pensamentos! Caramba, eu to faminto!!! Acho melhor vocês irem rápido, porque vou chegar primeiro na cozinha e acabar com tudo, hehehe!" Trunks anunciou, antes de sair voando feito um jato para fora da sala.

Vegeta rangeu os dentes, já se preparando para ir atrás do menino, quando sentiu Bra puxar seu dedo. "Papa, colo!"
O príncipe sentiu suas bochechas corarem levemente. Ainda não estava acostumado com o jeito doce e meigo da princesinha. Limpando a garganta, ele abaixou e colocou a miniatura de Bulma em seus braços seguramente.

Abrindo um grande sorriso, a cientista sentiu seu coração enchendo-se de calor. Era de derreter o coração ver Vegeta tratando a filha com tanto carinho. Tudo que a menininha pedia, ele fazia. Na verdade, no que se dizia respeito à família, ele jamais havia negado alguma coisa. Resmungava, argumentava por horas, mas por fim acabava cedendo.

Chegando perto da cozinha, podia-se sentir o aroma delicioso. A Sra. Briefs parecia ter advinhado que naquele dia, a família toda se reuniria para um grande almoço. Os robôs ajudantes iam de um lado para o outro, meio desnorteados com tantas tarefas. O pai de Bulma estava no jardim, montando a mesa. No mesmo instante que fixou os pés do objeto na grama, viu que Trunks já trazia as cadeiras. O velho cientista sorriu, satisfeito e orgulhoso em ver que seu neto estava cada vez mais prestativo e educado.

Bulma pôs os talhares e copos em cima da mesa. Sra. Briefs logo apareceu, colocando um enorme arranjo de flores no centro. Não demorou muito, e já entrava para pegar os pratos.
Foi uma verdadeira (e merecida) ceia. A mãe de Bulma realmente caprichou: uma barca recheada de sushis, sashimis, temakis, e outra de rolinhos primavera, gyozas, e uma vasilha enorme com direito a todo chop suey que quisessem.

Bulma abriu o microondas, pegando a papinha de Bra. Colocando a menina na cadeirinha, que também estava no jardim, a serviu. Se havia algum traço que já pudera ser percebido em Bra, era o orgulho. A garotinha fazia questão de comer sozinha. E se alguém pensasse em ajudá-la, ela cruzava seus pequenos braços e gritava "não". Pelo o que parecia, a teimosia também fora herdada.

E assim, o almoço finalmente começara. Conversaram horas a fio sobre os mais variados assuntos. O clima em volta dos Briefs era leve, ignorando totalmente a discussão de mais cedo.
Conforme cada um terminara sua refeição, foram levantando-se. A mãe de Bulma recolhia todos os braços, enquanto seu marido a ajudava. Trunks agradeceu à avó pela comida maravilhosa, e voltou para dentro da mansão, jogando-se no enorme sofá e ligando a TV. Vegeta ia se levantando em direção a Sala de Gravidade, quando novamente, Bra puxou seu dedo.

"Papa! Bainho!" A menina pediu, seus olhos brilhando como nunca.

"O-o que disse?"

Bulma abafou uma risadinha, tampando a boca com as mãos. "Ah, não se faça de tonto, Vegeta! Ela quer que você dê banho nela. O que é muito bom, pois era exatamente isso que eu ia fazer agora!"

A expressão no rosto do saiyajin era simplesmente impagável. Com os olhos mais arregalados do que nunca, sentindo seu rosto queimar, ele rapidamente tossiu, tentando manter a postura. "M-mas o que é isso! Isso é trabalho pra você, mulher!"

"Poxa querido, mas ela mesma pediu pra que você desse banho nela, olha como os olhinhos dela suplicam por isso!" Vegeta olhou para a pequenina por um breve segundo, antes de olhar para os lados, disfarçando. "Maldita! Ela tem o mesmo olhar pidão que você, sua bruxa!"

"O queeeee?!" Bulma ironizou. "Olha Veggie, não sei do que você está falando, mas Bra deu uma ótima idéia! Seria de grande ajuda amor, eu preciso terminar meus trabalhos, vai... por favooooor, por favooor!"

"Grrrrrr! Mas que inferno! Tá bom, tá bom, mas pare! Não aguento duas mulheres enchendo meu saco!"

Bulma soltou um gritinho de comemoração antes de dar um molhado beijo no rosto de seu companheiro. "Eu sabia que concordaria, querido! Pode deixar que te recompenso depois, viu?" O olhar da mulher era provocante e preciso.

"Argh! Pare de ser vulgar, mulher!" O rosto de Vegeta era tomado por um tom rubri, totalmente envergonhado. "Mas..." ele continuou, puxando Bulma pela cintura, e aproximando seus lábios de sua orelha, "É bom mesmo que recompense."
Ela sentiu cada parte de seu corpo se arrepiar, e assentiu meio tonta. Se recompondo, deu um selinho em Vegeta, encaminhando-se para o laboratório.

Minutos depois. o saiyajin soltou um longo suspiro, e pegou Bra no colo. A menina não poderia estar mais feliz, finalmente seu pai daria banho nela! Aquela era a primeira vez, e ela não podia estar mais empolgada. Chegando a seu destino, Vegeta acendeu as luzes do banheiro. "Como diabos eu vou fazer isso? Grrrr! Acalme-se Vegeta, você é um exímio guerreiro, dar banho em uma criança não deve ser tão difícil!"

"Bra." Ele chamou sua filha gentilmente. "Sua mãe te dá banho na banheira ou no chuveiro?"

A menina apontou para a banheira, e Vegeta respirou aliviado. Definitivamente, na banheira seria mais fácil.
Quando de repente, um pensamento um tanto quanto amedrontador invandiu sua mente. "Mas... e se eu me descuidar e ela perder o equilíbrio? Ela pode ser ferir gravemente e não posso permitir isso!" Ele pensava enquanto examinava sua filha. Vendo que a menina não tirava o sorriso do rosto, ele suspirou derrotado.

"Está bem. Vou entrar nessa maldita banheira com você. Mas tem que se comportar, entendeu garota?"

"Yupiiiiii! Papa bainho com eu!!" Ela comemorava batendo palmas.

"Argh..." Vegeta grunhiu, sentindo um mix de vergonha e desgosto.

Ligou a hidromassagem que a banheira possuía, e enquanto esperava o nível da água subir, ele tirava suas roupas desconfortavelmente. A blusa saiu facilmente. As botas e meias também. Colocando a mão sobre o botão de sua calça, percebia que Bra não tirava os olhos dele.

"Grrr! Mas que coisa! Olhe pra lá!" Ele ordenou um pouco irritado.

A menina assentiu, abafando a risada e virando seu corpo para a parede. Uma vez que ele teve certeza de que ela não estava olhando, tirou rapidamente a calça e a cueca, entrando de uma vez só na banheira.

"Bra, filha... você tem que... perdoar seu pai... e-eu não sei... argh, inferno!" Ele não conseguia, simplesmente não conseguia explicar-se.

Graças aos Deuses, Bra entendeu perfeitamente o que seu pai queria dizer. Ela removeu toda a roupinha, mas parou na fralda, que por mais que tentasse, não conseguia tirar.

"Sua mãe é uma cretina, não me explica nada, não olhe pra mim com essa cara, também não sei tirar essa coisa!"
Vegeta estava transtornado. Era quase uma vergonha não saber remover algo simples como uma fralda.

Irritado demais para fazer à maneira de Bulma, fez da sua: aproximando a mão carregada de uma pequena quantidade de ki, a vestimenta virou pó, e Bra, que olhara a cena muito surpresa, voltou a bater palmas comemorando. "Papa! BOOM!" ela acenou com as mãos, mostrando o que havia acontecido com sua fralda.

Ele não pôde deixar de sorrir de canto, concordando. "Ora, isso não foi nada!" explicou todo cheio de si.

Logo em seguida, a menina entrou na banheira. Seu pai a segurou pelos braços firmemente, e ela sentou no chão da banheira. A água batia em sua cintura, o que era perfeitamente aceitável para ambos. Meio relutante, Vegeta começou por onde sabia: shampoo. Analisou os frascos, e viu que um deles era especial para bebês. Abriu o objeto, despejando um pouco do líquido em suas mãos, e passando-o levemente sobre os cabelos de Bra.
A menina era só sorrisos. Batendo as mãoszinhas na água, e consequentemente fazendo várias gotas voarem no rosto de seu pai, ela gargalhou mais que imediatamente quando viu sua expressão zangada.

"Não ouse rir de mim, sua macaquinha! Não tem graça nenhuma, grrr!"

"Papa! Engaçadinho, hihi!" Ela afirmou, rindo da mesma maneira contagiante de mais cedo.

Foi quando Vegeta teve uma pequena surpresa. Com uma força que seu pai desconhecia, Bra puxou a tampa que segurava a água, acenando e dizendo 'tchau'.

"O QUE ESTÁ FAZENDO, BRA?!"

"Huumm..." ela coçava o queixo, totalmente despreocupada. "Chu... chu..." tentava dizer.

O guerreiro se acalmou, entendendo o que ela quis dizer. "Você quer que eu ligue o chuveiro, não é isso? Argh... tudo bem garota, mas não vamos demorar."

Ela jogava os bracinhos pro alto, feliz da vida. Um pouco irritado de estar atrasado para seu treinamento, ele sentou-se de costas para a filha, ignorando-a enquanto se ensaboava.
Bra fez um biquinho, mas decidiu não deixar o mal-humor de seu pai acabar com aquele momento tão divertido. Começou a dar tapas em suas costas, cantando "Cabeçaaaaaa, tá na hola de lavá a cabeçaaaaa, gotoso pa chuchu, chuchuá uh uhhhh!"

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Se Vegeta estava irritado há segundos atrás, aquilo o perturbara completamente. "GRRR! PARE!!! ARGH, VOCÊ É LOUCA QUE NEM SUA MÃE!" Ele gritou, segurando-se para não jogar a filha longe.

"Hihihihi! Papa engaçado di novu!" Bra ria mais ainda diante à raiva de Vegeta, jogando a cabecinha para trás enquanto segurava a barriga, que agora doía pelas gargalhadas.

Decidindo acabar de uma vez por todas com toda aquela palhaçada, Vegeta enxaguou o sabão de seu corpo, levantando-se. Bra fez um biquinho de desaprovação, percebendo que o banho havia chegado ao fim. Ele estendeu os braços, pegando-a no colo, e a colocou em cima do tapete.
Saindo também, puxou uma toalha que estava pendurada a alguns centímetros de distância, e enrolou o objeto em volta da cintura. Bra entregou sua toalhinha nas mãos de seu pai, e ela o observava com genuina curiosidade, rindo mentalmente, achando muito engraçado o cabelo de Vegeta quando estava molhado. Seu delicado rostinho entristeceu mais uma vez quando ela percebera que, de fato, a hora do banho havia acabado.

Foi quando outra surpresa veio para o príncipe dos saiyajins. Num ímpeto, Bra saiu correndo para fora do banheiro, rindo alto e gritando "Papa! Pique pega!"
No minuto seguinte, Vegeta saiu correndo com a toalha nas mãos atrás da menina. "BRA!!! MAS QUE COISA, VOLTE AQUI, GAROTINHA INSOLENTE!!!"

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Passando correndo por seu irmão e sua mãe, a menina não hesitou. Continuava rindo e achando tudo aquilo divertídissimo. Bulma e Trunks trocaram olhares preocupados, sem entender bulhufas o que estava acontecendo.

"Vegeta sendo derrotado por uma criança de 2 anos. Isso REALMENTE não é algo que se vê todo dia!" Bulma concluiu, dando um gole em sua xícara de café.

E a cientista não poderia estar mais certa.

Notas finais
Gyoza = pastelzinho chinês.
Chop suey = prato da culinária chinesa que consiste de carnes cozidas rapidamente com legumes.
Como vocês puderam ver, a inspiração para fazer esse capítulo veio através dessas imagens! Elas pertecem a uma artista japonesa que tem vários fanarts totalmente dedicados a VxB!
Quem quiser o link pro site dela, só pedir que passo com o maior prazer, o trabalho dela é INCRÍVEL *-*
Espero que tenham gostado! Até o próximo!!
Beijinhos ^^