Superando Expectativas

17 Nascimento (Parte 1)


Notas iniciais
Agora sim, chegamos no clímax da estória! Exatamente o ponto onde eu queria chegar: nascimento da princesinha saiyajin mais fofa e sortuda de todas!
Eu sei que demorou, recebi várias mensagens com as pessoas me perguntando quanto tempo ia levar até que ela nascesse, então... chegou :D
Vou dividir em duas partes pra tornar algo bem elaborado e complicadinho, porque desculpa, mas eu sou tarada por um drama, apesar da fic ser mais puxada pra comédia.
Enfim, vamos lá?
Boa leitura!

9 meses.

Finalmente Bulma estava prestes a dar à luz. Com a gestação completa, seu ventre estava mais inchado e pulsante do que nunca. Ela mal conseguia aguentar o peso, e nas últimas semanas, passava a maior parte do tempo sentada, ou deitada. Apesar de ser uma mulher forte, carregar um híbrido não era um trabalho fácil, e a cientista já sabia disso.

No entanto, ela não podia deixar de pensar no quão carregar Bra havia sido fácil. A gravidez de Trunks veio com muitas complicações, tanto físicamente e emocionalmente. Milhões de trabalhos pela Corporação Cápsula, a fome absurda que Trunks fazia-a sentir, o peso dobrado de carregá-lo, e o pior de tudo: Vegeta no espaço.
Agora a situação era outra. Ela tinha tempo de conciliar trabalho e família. Vegeta estava por perto; melhor do que isso, ele estava ajudando. Além disso, também tinha Trunks, que se demonstrou muito prestativo nesses últimos 9 meses.

A felicidade e expectativa dominavam a casa dos Briefs. O nascimento de Bra estava para acontecer daqui há dois dias, uma vez que Dr. Akira tinha concluído que o parto seria normal. Bulma estava muito tranquila. Só conseguia pensar no quanto ficaria feliz quando visse o rostinho de sua filha. Vegeta, por outro lado, estava uma pilha de nervos. Medo e ansiedade eram as únicas coisas que seu corpo conseguia sentir. Os pais de Bulma estavam igualmente tranquilos e felizes. Trunks não conseguia se manter quieto, voava pra lá e pra cá, contava as horas nos dedos, extremamente empolgado para conhecer sua irmãzinha.

Naquela tarde, a bela cientista encontrava-se lendo uma de suas revistas favoritas, sentada em uma cadeira de balanço que seu pai havia colocado especialmente para ela no jardim. Parecia um filme. O clima estava agradável, os pássaros cantavam deixando o ambiente descontraído. Ela deu um gole em seu suco de morango, sua fruta favorita, enquanto folheava mais uma folha da revista. Vegeta acabava de se arrumar apressadamente, querendo descer logo e ficar ao lado de sua companheira. Não ia deixá-la sozinha naquele momento.
Finalmente pronto, desceu correndo chamando por Bulma. Ela respondeu, e ele pode perceber que a mesma estava no jardim. A imagem que o guerreiro obteve foi de puro alívio. Ela não estava segurando a barriga reclamando de dor, como era de costume nos últimos dias. Estava calma e sorrindo. "Acho que nunca vi essa mulher tão linda em toda a minha vida. É como se uma luz emanasse de seu corpo."

"O que está fazendo?" ele perguntou, puxando uma cadeira para se sentar ao lado dela.

"Lendo. Já que vocês não me deixam mais trabalhar, eu tenho que me distrair de alguma forma, né?"

"Hunf. Você é louca em achar que eu deixaria você chegar perto daquele laboratório nesse estado."

Bulma estreitou os olhos, um pouco indignada. "Argh! Para de falar como se eu estivesse doente, Vegeta! Meu trabalho não exige esforço físico algum, ainda não entendo o motivo dessa bobeira toda."

O saiyajin colocou as mãos sobre a barriga da mulher. "Por isso. Olha o tamanho dessa coisa! Como você suporta todo esse peso, Bulma? Eu não entendo... você é apenas uma humana, não possui poder algum."

"Bom, eu sou humana, mas não sou uma inválida! Meu corpo aguenta, ora... já aguentei Trunks, estou aguentando Bra, e aguentaria quantos outros bebês fossem preciso! A natureza humana é algo incrível, querido. É realmente algo para se pensar, não é? Como uma mulher pode aguentar todo esse peso... acho que é tanta expectativa que acabamos esquecendo desses detalhes." Ela concluiu, sorrindo docemente.

"Hn. Terráqueos são mesmo um enigma." ele disse, dando de ombros. "Não está sentindo nenhum tipo de dor?"

"Não, não" ela balançou a cabeça. "Nenhumzinho! Não sei o que deu na sua filha, viu... mas hoje ela está muito quietinha. Ai, meu Kami, que continue assim! Que o parto seja bem calmo e que dê tudo certo. Espero que ela não demore muito pra nascer..." Bulma fez um biquinho, sentindo medo do último pensamento.

Vegeta, ainda com as mãos sobre o ventre da mulher, ajoelhou-se em sua frente, deixando a cabeça na mesma altura da barriga. "Ouviu o que sua mãe disse, Bra? Hunf. É bom mesmo que não demore a sair daí, pirralha. Não permito que cause sofrimento à ela."

"Vegeta!" Bulma disse, arregalando os olhos. "Credo, olha como você fala com a menina! Ela nem nasceu e você já tá sendo todo grosso assim? Você quer que ela te odeie, é?"

"Só estou ordenando essa criança para que faça a coisa certa. Pode ser só um bebê, mas ela já é bem espertinha. Tenho certeza de que irá me obedecer."

"Aiaiai, você não tem jeito mesmo viu! Se bem que... acho que ela entendeu, porque nossa... no-nossa... AI!" A mulher pôde sentir o chute que Bra acabara de dar perfeitamente. Não foi qualquer chute. Pelo o que ela entendia, foi uma confirmação. "Olha, to vendo que ela ama mesmo o papai dela. Pelo amor de Kami, que chute foi esse! Já entendi, Bra, você escolheu seu pai como favorito, não é?"

"Hn." Vegeta sorriu de canto. "Não disse que ela é esperta? Excelente escolha, menina."

"É, é, é, agora chega vocês dois!" Ela revirou os olhos. "Deixa eu voltar pra minha revista, hunf."


O guerreiro permaneceu ao lado da mulher durante toda a tarde. A senhora Briefs fez um grande banquete, e toda a família comeu reunida no jardim. Contrariando Vegeta um pouco, obviamente. Ele só sentia-se realmente confortável ao lado de Bulma e Trunks.

Enquanto comia, não podia deixar de pensar no parto. "Como será que essa pirralha vai ser fisicamente? Aaaahh... como eu queria uma princesa saiyajin de cabelos e olhos negros. Mas, droga, do jeito que os genes de Bulma são fortes, nunca terei um maldito herdeiro parecido comigo. Ugh, maldição!". No mesmo momento, a herdeira sentiu outro chute. Largando os talheres, segurou a barriga com força. "Ai... filha, o que aconteceu?" disse à si mesma. "Ela estava tão quietinha, do nada começou a chutar feito louca! AH! Espera aí..." Bulma lançou um olhar raivoso para Vegeta, que tentava disfarçar. "Você tá pensando em algo relacionado à ela, não tá? Vegeta, MAIS QUE COISA CHATA! Essa criança tem uma ligação tão forte com você, que deve ler seus pensamentos! Só pode!"
Ainda tentando disfarçar, e de olhos fechados, Vegeta soltou um suspiro com ar de derrota. "Não vou mentir, mulher. É provável que isso realmente esteja acontecendo. Ler pensamentos é algo comum entre saiyajins. Não são todos que conseguimos ler, mas por exemplo, Trunks pode me chamar só usando a força do pensamento. Por eu ter passado muito tempo perto dela, pode ser que o laço esteja estupidamente forte." Ele levantou, se pondo novamente de joelhos em frente a mulher. "Escute aqui, Bra. Quero que pare de fazer sua mãe sentir dor. Esses chutes estão ferindo-a, e você sabe que sua força é muito maior do que a dela. Quero que pare imediatamente, e que esqueça qualquer coisa que eu tenha pensado agora pouco. Entendeu bem, garota?"

Todos olhavam surpresos para aquela cena peculiar. "Nossa, como o papai é bonzinho com ela! Quer dizer, que coisa... duvido que ele tenha sido assim comigo também." Trunks pensava, fazendo um bico e fechando a cara.
Aos poucos, Bulma sentiu a pequena se mexer com mais calma, até que ficasse quieta novamente. Levou as mãos à boca, em surpresa, enquanto ainda olhava para a expressão no rosto de Vegeta. Estava calmo, mas muito decidido.
"Ela... ela já está mais quietinha. E-eu... não posso acreditar no poder que você tem sobre ela, Vegeta! Nem eu era assim com Trunks, esse menino sempre foi indomável!"

"HEH!" Trunks abriu um largo sorriso, todo orgulhoso de si mesmo.

"Nem nasceu e já está me dando trabalho... acho que meu poder de mãe não vai ter efeito nenhum sob ela. Só vai obedecer ao papai, não é?" Bulma abaixou a cabeça, falando bem perto de seu ventre. "Pois fique sabendo que você pode amar o doido do seu pai o quanto quiser, mas quem está te carregando sou eu! Hunf, que menina abusada!"

Os pais de Bulma riram, enquanto Trunks fazia uma careta. "Oh queridinha!" a Sra. Briefs disse. "Não se preocupe, é natural que todo filho escolha de quem gosta mais. Não quer dizer que ela te ame menos, ela só é a princesinha do bonitão do Vegeta! Deveria se orgulhar querida, olha como ele está todo bobo, ohoho!"

A cientista voltou a encarar Vegeta, e viu que, de fato, ele estava envergonhado. Voltou a comer desesperadamente resmungando algo indecifrável, e Bulma não pode deixar de rir. "Por mim, tudo bem. É bom que ela seja o xodó do papai, afinal, o paizão aqui também já ama muito sua filhinha, não é Veggie?"

"Calem-se, insetos! Me deixem em paz!" Ele grunhiu.


A mulher lançou uma piscadinha, e voltou a comer. Logo acabaram a refeição, e cada um foi para um canto. Trunks correu para a sala e ligou o video-game, a Sra. Briefs enchia um regador para molhar as plantinhas, o Sr. Briefs foi ver seus animais de estimação, Vegeta, agora sem paciência, foi para a Sala de Gravidade, e Bulma saiu por último, atrás de Trunks, para deitar um pouco no sofá enquanto assistia seu filho jogar.

Eram 17:30 da tarde, quando o híbrido soltou um berro comemorando a vitória no jogo, acordando sua mãe. Se desculpou imediatamente, e Bulma meio resmungona, voltou a pegar no sono e a sonhar novamente. Era um sonho só com coisas boas e momentos maravilhosos ao lado de Vegeta. Não tinha Trunks nem Bra, só eles dois. Compartilhando de momentos de amor e de seu príncipe cobrindo-a de presentes e prometendo a eternidade ao seu lado. Ela sorria e sentia uma leveza inexplicável. Tudo estava em paz.

Num ímpeto, sentiu uma forte dor no estômago, fazendo-a acordar.

"ARRRRRGHHHH! MAS... O QUE.... O QUE É ISSO?!" Ela gritava pressionando as mãos com força sob o ventre. "TRUNKS, VÁ CHAMAR SEU PAI IMEDIAT-"

"O que diabos está acontecendo aqui?" Vegeta apareceu antes mesmo que ela pudesse concluir a frase. "O que houve, droga?!"

"Eu... não sei, Vegeta! Minha barriga... AII!" Não aguentando a dor excruciante, deixou-se cair de joelhos no chão. "O bebê... nossa filha... acho que... estou tendo contrações! Mas... ARGHHH!" Bulma não conseguia conter os gritos de dor.

Vegeta se abaixou, e pegou as mãos da cientista. Levantou seu rosto para que ela pudesse olhar para ele. "Inferno! Bulma, acalme-se! Não estou entendendo nada, mulher! Fique calma, respire fundo e me diga o que está sentindo!"

"Eu já disse, imbecil! Acho que... que... uff... estou tendo contrações!" disse meio ofegante.

"Como pode estar tendo contrações? Aquele verme disse que você só teria esse maldito bebê daqui a dois dias! Como isso pode estar acontecendo?!"

"Ugh, Vegeta... essas coisas acontecem... às vezes o bebê vem antes ou depois do prazo... n-não... não tem como controlar... AI!" Bulma gritou novamente, sentindo um líquido sair do meio de suas pernas. "MINHA MALDITA BOLSA ESTOROU!"

"E O QUE ISSO SIGNIFICA, MERDA?!"

"Eu... eu estou em trabalho de parto, seu idiota! Nossa filha vai nascer!"


Vegeta arregalou os olhos e sentiu todo o sangue de seu corpo desaparecer. Era esse momento que ele temia. Toda essa operação antes da criança nascer. Não sabia o que fazer, como agir, o que falar, o que pensar. Sua cabeça dava um dó e pulsava com inúmeros pensamentos e possibilidades. "EI! VEGETA, ESCUTA AQUI!" Bulma deu um forte tapa em seu rosto, fazendo-o voltar para a realidade. "Eu sei que... ugh... que você tá apavorado, mas olha pra mim! O Trunks... filho..." ela virou-se para olhar o menino. "Pegue a bolsa da sua irmãzinha lá em cima... aquela que... que preparamos aquele dia, lembra? E um travisseiro para a mamãe também..." a respiração de Bulma ficava cada vez mais pesada, e ela sentia que não ia aguentar mais por muito tempo, precisava ir para o hospital. "VAI LOGO, TRUNKS!"

"S-sim... tá bom, mamãe!" O pequeno concordou meio assustado, voando rapidamente em direção ao quarto de seus pais.

"Agora você... Vegeta... eu preciso que você me ajude. Preciso de você mais do que nunca nesse momento, está me entendendo?" Ela olhava firmemente nos olhos de seu companheiro. "Preciso que chame meus pais, pegue Trunks, acione o aero-carro, e me leve IMEDIATAMENTE para aquela droga de hospital! Preciso que... que faça isso depressa, e peça para que mamãe avise ao Dr. Akira que estou prestes a dar a luz! E... aaarghhhh, GAAAAAH! PRECISO QUE FAÇA O QUE ESTOU TE PEDINDO AGORA!!!"


O saiyajin balançou a cabeça, ainda perturbado com tudo aquilo. "Bra... aguente... MALDITA CRIANÇA, AGUENTE! Fique dentro de sua mãe, espere que cheguemos à aquele inferno de hospital, ouviu bem? Não ouse sair daí enquanto não estiver tudo preparado, garota." Ele pensava com toda força que pudera, esperando que sua filha pudesse-o ouvir.

"T-tudo bem... eu vou fazer todas essas coisas, fique aqui." Levantando-se rapidamente, foi voando chamar os pais de Bulma, que já estavam no meio do caminho, pois haviam escutado os gritos da filha. Trunks descia as escadas à toda velocidade, procurando pelo aero-carro na bolsa da mãe. "M-mamãe... não seria melhor se a gente te levasse pro hospital voando?"

"Moleque, não diga asneiras!" Vegeta disse friamente, tomando a cápsula que continha o veículo das mãos do meio-saiyajin. "Ela precisa estar confortável. Já pegou a bolsa?"

"Ve-vegeta... não... não briga com ele, Trunks só está tentando ajudar... vocês tem que... ugh... que se unir nesse momento. Acionem logo essa bosta de carro e vamos logo, pelo amor de KAMIIIIIIIIIIIIII AAAAAAAAHHH!!!"


Os gritos de Bulma estavam cada vez mais agudos, e Vegeta sentia seu corpo retrair a cada um deles. Voando para fora da mansão, finalmente acionou o aero-carro, e voltou rapidamente, pegando Bulma no colo com o maior cuidado possível.
O Sr. Briefs também já havia acionado o dele, puxou sua esposa pela mão fazendo-a entrar depressa no veículo, enquanto a mulher ligava para dar a notícia ao Dr. Akira. Foram indo na frente para deixar tudo preparado. Trunks ajudava seu pai a colocar Bulma deitada no banco de trás, enquanto Vegeta sentia seu corpo tremer. Tremer de medo. Medo por sua mulher, que estava desfalecendo pouco a pouco, e medo por sua filha, que tinha o ki muito fraco.

"Papai." Trunks disse seriamente. "Elas vão ficar bem. Só precisamos levá-las. Vamos!"


Vegeta assentiu, tentando disfarçar o que sentia. "B-Bulma... aguente firme, mulher. Já estamos indo, só preciso que fique bem." Ele disse da maneira mais suave que conseguira. "E você, Trunks. Não ouse tirar os olhos dela."
O mestiço concordou decididamente. "Deixa comigo!" O príncipe ligou o carro, e acelerou. Podia sentir o ki das duas enfraquecendo, e sabia que precisava chegar o mais rápido possível no hospital.
"Vocês duas... não... não se atrevam a fazer isso. Aguentem firme."


Notas finais
E agora, o que vai acontecer?! Por que Bulma está sentindo tanta dor e o ki dela e o de Bra está enfraquecendo? E Vegeta, vai conseguir se manter calmo ou vai ter um ataque de nervos em meio a essa situação extrema?
Essa e outras respostas vocês encontrarão no próximo capítulo, que chega na próxima quarta-feira!
Até lá =***