Superando Expectativas
13 Menino ou menina?
Notas iniciais
Pra compensar esse tempo, to presenteando vocês com um capítulo grande. Não tinha como dividí-lo em dois, então resolvi postar ele assim mesmo.
Boa leitura, gente :)
3 meses se passaram.
3 meses difícies, com muitas complicações, noites de insônia, vômitos, alterações de humor e visitas ao médico. Bulma agora estava no terceiro mês de gestação, e depois de todo esse caos, conseguiu encontrar o equilíbrio pra manter a si mesma e o bebê saudáveis e seguros.
Vegeta não saía do lado da herdeira por um dia sequer. Ainda continuava treinando sozinho e com Trunks, mas sempre mantendo o foco em sua companheira. Foram tempos de muitas brigas, e de também, muitas reconciliações, até que tudo se estabilizasse. Bulma estava envolvida em um grande projeto da Corporação Cápsula, que agora almejava receber prêmios importantíssimos uma vez que estivesse concluído. Eram hologramas em tamanho real, com ações interativas entre as pessoas que se comunicavam. O projeto prometia muito sucesso, e consequentemente, o tempo da mulher.
Quando não estava no laboratório, estava em seu quarto, pensando e anotando novas idéias para a construção. Era sua mãe que a lembrava de comer e fazer exercícios. Dr. Akira recomendou que a bela fizesse yoga para sempre manter ambos mamãe e bebê calmos. Estava sendo de grande ajuda, e mesmo atolada de coisas pra fazer, Bulma conseguia manter a calma.
Nos últimos dias, aproveitou o tempo livre que se dava nos finais de semana para terminar de costurar o macacão com o símbolo dos Saiyajins que havia pensado em fazer antes. “Meu príncipe vai ficar tão orgulhoso quando ver isso, aiaiai!”. Trunks estava em época de prova na escola, fazendo com que seu avô passasse mais tempo com o neto, visto que seu pai não tinha muita noção sobre qualquer assunto que dizia respeito à Terra. A família mal sabia que, desde que Bulma começou com o projeto, o guerreiro também procurou maneiras de se ocupar, e uma delas, foi lendo livros que contavam histórias e fatos importantes sobre o planeta.
Numa tarde, Vegeta estava na grande biblioteca da mansão, quando um livro chamou sua atenção. “Hummm... Guiness Records. Parece ser útil”, pensava enquanto abria e folheava-o. Acabou por encontrar fatos engraçados, curiosos, nojentos, e etc. Ficou horas a fio lendo e pensando que, terráqueos, por mais que fossem seres irritantes, faziam coisas interessantes. Não satisfeito, pegou alguns livros sobre Primeira e Segunda Guerra Mundial. “Há, agora sim. Guerra. Que não seja patético como eu penso”. As horas do dia foram passando, até que o relógio marcou 16:30. Levantou-se, guardando os livros, ainda um pouco surpreso em quanto humanos não eram tão ruins como ele imaginara. Vendo a hora, seu estômago imediatamente roncou, e foi com pressa para a cozinha.
Bulma ainda estava no quarto terminando de costurar, quando ouviu a porta abrir. Trunks entrou em silêncio olhando pra ela, com uma expressão triste. A mulher ia abrindo a boca para perguntar o que havia acontecido, quando o pequeno subiu em seu colo, e aninhou-se. Ela deixou um suspiro escapar, largando as agulhas, e abraçando o filho. O meio-saiyajin costumava fazer isso quando era mais novo, geralmente quando o pai era mais grosso com ele. Trunks nunca fora o tipo de criança fofoqueira, pois sabia que essa característica era para pessoas fracas. Desenvolveu então, essa maneira mais sútil de dizer que algo havia-o chateado. A herdeira continou em silêncio, já esperando que o menino explicasse o que havia acontecido. Mas algo estava diferente. “Se o Vegeta tivesse feito algo pra ele, eu teria escutado os berros daqui. Vou acabar logo com esse suspense!
“Trunks, querido... o que aconteceu?”
“Hum?” o menino levantou a cabeça para olhar a mãe bem nos olhos, ainda com uma expressão triste. “Ah mamãe... eu acho que é ansiedade”.
“Ansiedade?” ela respondeu confusa. “Mas desde quando ansiedade te deixa triste, filho?”
Trunks fez um bico, se ajeitando no colo da mãe. “Eu queria saber... quanto tempo ainda vai demorar pro meu irmãozinho nascer?”
Bulma riu. “Ai meu anjinho... ainda não sabemos o sexo do bebê. E ainda não te ensinaram quanto tempo demora uma gestação na escola?”
“Mas eu quero que seja um menino!”, ele disse decididamente. “Quero ter alguém além do papai e do Goten pra treinar comigo. E... bom...” o rosto do meio-saiyajin estava vermelho. “toda vez que a professora começa a falar do corpo humano nas aulas, eu tampo os ouvidos! Desculpa mãe, mas é muito nojento!”
A herdeira não pode deixar de soltar uma gargalhada alta. “Mas como você é lindo, garotinho!”, ela apertava Trunks em seus braços. “Não pode ter nojo filho, precisa prestar atenção na suas aulas. Tudo que te ensinam lá é muito importante. O corpo humano é algo maravilhoso, e apesar de você não ser inteiramente humano, tem que saber das funções principais.”
O menino de cabelo lavanda olhava atentamente para Bulma. Parou por alguns minutos dessa maneira enquanto pensava em uma boa desculpa para não prestar atenção à toda aquela baboseira das aulas.
“Bom”, ele começou, “não deixa de ser nojento, mamãe. Eu não quero aprender sobre algo que não me interessa! Seria perda de tempo”, ele cruzou os braços finalizando seu argumento.
“Acho que baixou o Vegeta nele agora. Pelo amor de Kami, como esses homens são, viu!” A mãe pensou. “Escute bem o que eu vou te dizer, mocinho. Nem sempre as coisas vão acontecer da maneira como você quer. Você vê pelo seu pai, que vive te negando tudo. Ele pode ser o Príncipe dos Saiyajins, mas não tem todas as suas vontades feitas! Pode até ser que se ele já fosse rei lá no planeta dele, isso aconteceria. Mas, que fique claro: não quero que deixe de prestar atenção só porque acha que não lhe interessa. Sua escola é muito cara, e eu espero que faça juz a todo esse dinheiro que investimos em você, entendido, senhor Trunks Briefs?”
Bulma estava séria. Seu companheiro não ia perder tempo tentando colocar disciplina na cabeça do garoto, não sobre esse tipo de assunto. Ela sabia que sempre mimou muito o pequeno híbrido, mas queria que ele visse além disso. Que existia uma vida toda lá fora, e que desafios maiores e muito piores viriam. Comparar tudo aquilo à não querer ouvir os ensinamentos de uma professora soava ridículo.
“Tudo bem, mamãe. Prometo que vou ouvir tudinho e estar sempre atento, tá?” ele beijou a bochecha de Bulma, e a mulher sorriu.
“É assim que se fala! Um dia você vai ser dono de tudo isso, Trunks. De toda a Corporação Cápsula! Eu sei que o sangue do idiota do seu pai corre em você, mas lembre-se que também a inteligência da fabulosa Bulma, sua mãe, presidente de todo esse império, muahaha!"
O pequeno olhava para a mãe sem entender muito. Bulma começou a fazer um discurso do quão era talentosa e bonita, e ele já sabendo que se discordasse, as coisas iam ficar feias pro seu lado, concordava e exaltava mais ainda as qualidades da mãe.
Por fim, quando Bulma cansou de se elogiar e vangloriar, voltou a atenção ao filho.
“Então... você quer saber quanto tempo vai levar até que o bebê nasça, certo?”
Trunks assentiu, e ela continuou. “9 meses. Estou no 3º mês, logo, o feto ainda está pequeno. Mas advinhe só, filho! Hoje o Dr. Akira virá aqui, e vamos finalmente descobrir se é menino ou menina, e assim, acabar com todas as suas dúvidas terríveeeeeeeis!” ela brincava fazendo cocégas no meio-saiyajin.
Quando ele finalmente parou de rir, prontou-se a pular e a comemorar. “Finalmente vou saber, legaaaaaaaaaaaal!!! Que seja um menino, por favor Dende, se você tá me escutando, faça ser um menino!”
A bela mandou o filho descer pra fazer seu lanche, enquanto ela terminava de costurar o macacão. Bordava usando vários tons de azul, pois era a cor favorita de Vegeta. Sorriu pra si mesma pensando na expressão do companheiro quando abrisse o embrulho e visse o que ela tinha feito. Satisfeita, procurou se concentrar. Precisava terminar tudo até às 18 horas, pois às 19:30, Dr. Akira iria até a Corporação com o material adequado para a ultra-sonografia.
Vegeta sentiu Trunks descendo as escadas, e imediatamente voltou a si. Estava perdido em pensamentos, lembrando das coisas que havia lido mais cedo. E agora, sabendo que o médico não demoraria pra chegar, sua ansiedade também atacava. Trunks abriu a dispensa pegando cereal e leite fresco na geladeira. Era só um lanche, mas o menino estava tão empolgado, que engoliu a refeição quase numa bocada só, e Vegeta sentia-se orgulhoso pelo apetite do filho.
“Pirralho.”, o príncipe o chamou.
“Aaaahm... o que foi, papai?” Novamente, Trunks estava confuso. Será que seus pais haviam enlouquecido? Sua mãe se vangloriando, e seu pai sendo estúpido. Era como se, naquele dia, eles tivessem voltado às suas velhas personalidades. Se fosse o caso, o menino não queria saber. Mas não podia deixar de achar estranho.
“Vocês dois tão maluquinhos hoje”, ele disse, dando de ombros.
“O que disse, moleque?”
“É, eu tava lá em cima conversando com a mamãe, sabe, e do nada ela começou a falar o quanto era linda e maravilhosa. Parecia maluca! E agora vem o senhor me chamando de pirralho e de moleque, sendo que eu sei que você só se me chama assim quando eu fiz algo de errado, e eu não fiz!”
Vegeta sorriu de canto. “Não há com o que se preocupar, moleque. E eu sou seu pai, se eu quiser lhe chamar de endiabrado do inferno, eu chamo”.
Trunks também sorriu de canto. Outro traço herdado de seu pai. “Dessa vez você ganhou, papai”, ele abanou as mãos desistindo. “você queria falar algo comigo?”
“Aquele velho, o médico de sua mãe. Que horas o verme chega aqui?”
“Hummm, a mamãe não disse, mas acho que não vai demorar muito! Por que?”
“Não me faça perguntas, garoto.”
O menino engoliu a seco, encarando seu pai.
Realmente, hoje eles estavam mais estranhos do que o normal. Trunks se lembrava perfeitamente da época em que Vegeta o tratava feito um cachorro. É certo que o pequeno o seguia por todos os lados, mas a maneira como seu pai o mandava sair de perto e o ofendia, eram horríveis. Mas Trunks nunca se abalou muito. Ele sempre o admirara, e sempre iria.
Procurando não testar a paciência do saiyajin mais velho, voltou para a geladeira, pegando uma maçã e indo para sala. Discou o número da casa dos Son, e começou uma conversa divertida com Goten sobre o quanto ele estava mais forte desde a última vez que se viram.
Vegeta sabia que, uma vez que Trunks ligava para Goten, era porque estava com saudades e queria treinar com o garoto. “Sinto como se já tivesse dois filhos. Esses pirralhos insolentes, grrrr.” Foi bufando para a Sala de Gravidade, querendo oprimir a ansiedade e nervosismo que tomavam conta de seu corpo.
Não demorou muito até que seu filho percebesse e desligasse o telefone rapidamente, indo atrás dele. E não demorou também para que Vegeta o parasse no meio do caminho.
“Nem pense nisso, moleque. Vou treinar sozinho.”
“Aaaah mas papai...” Trunks cruzou os braços fazendo uma cara triste. “Eu quero treinar com você! Não tenho nada pra fazer, e tá muito chato aqui.”
“Não me interessa. Vá jogar um desses seus joguinhos ridículos, e me deixe em paz.”
“Mas pap-“
“Não me faça falar de novo, Trunks. Hoje não.”
O pequeno assentiu, e Vegeta continou seu caminho até à Sala.
Soltando um suspiro, o menino sem muitas opções, subiu para falar com sua mãe novamente. Queria ver Goten, e sabia que Bulma estava feliz, logo, ela ia dar permissão. Entrou no quarto, e viu que a mulher ainda tentava terminar o que quer que estivesse costurando.
“Não consegue terminar, mãe?”
“Oh, Trunks! Lanchou, filho?”
“Uhum...”, sendo um ótimo ator, Trunks olhou para a mãe com um ar triste.
“O que foi que seu pai fez dessa vez?” a bela já sabia que seu companheiro ou tinha feito merda, ou que Trunks queria alguma coisa.
“Mamãezinha...”, o menino ajoelhou na frente de Bulma. “Papai não fez nada. Quer dizer, ele não quer que eu treine com ele, e aqui tá muito chato, então, por favor, deixa o Goten vir pra cá? Por favor, por favor, por favoooooooor!”
“Ahahaha, sabia que estava aprontando algo, seu malandrinho!” ela riu. “Claro que pode, só liga pra tia Chichi pedindo primeiro.”
“Yeaaaaaaaaaaah!”, ele comemorava alegremente. “Ele pode dormir aqui também?”
“Por mim, tudo bem! Mas sabe, Trunks, a opinião do seu pai é importante nisso. Vocês dois ficam pra lá e pra cá atrás dele, vê se ele vai querer aturar isso hoje. Quer dizer... uma grande notícia está por vir, e eu não sei se ele vai ter capacidade mental de aturar duas situações assim ao mesmo tempo!”
Trunks franziu o cenho. “Tá achando que eu sou bobo é, mamãe?! Não vou nem chegar perto do meu pai, e vou garantir que o Goten faça o mesmo. Deixa com a gente!”
Bulma concordou, e seu filho rapidamente desceu em busca do telefone, digitando novamente o número dos Son. A mulher ouviu lá de cima a comemoração de Trunks, e sabia que em poucos minutos, Goten estaria lá. “O Goku deve trazê-lo com o teletransporte. Ai, mas o Vegeta vai sentir a presença dos dois aqui e vai querer perturbar meu sossego! Ugh, preciso cuidar disso.”
Ela largou as agulhas, e foi ao encontro de Trunks. Como havia previsto, em segundos, lá estava Goku e sua versão em miniatura. Mais que depressa, ela pediu para que eles ocultassem seus ki’s, explicando o motivo. Ambos consentiram, e na ponta dos pés, foram para a cozinha, onde Bulma serviu outro lanche.
“Sua barriga já está crescendo, Bulma!” Goku observou com um largo sorriso no rosto, fazendo questão de demonstrar o quão estava empolgado com aquela gravidez.
“Ai, você acredita, Goku?! Três meses. Três meses já se passaram e eu mal pude perceber! Daqui a pouco estou dando a luz, e vai ser um Kami-Sama nos acuda, ahaha!”
Os dois riram, sabendo que de fato, seria exatamente assim.
“Imagina a reação do Vegeta quando chegar o dia. Como eu queria estar presente quando isso acontecesse!”
“Pode deixar Goku, vou fazer questão de que alguém grave o parto, ESPECIALMENTE a cara do Vegeta quando estiver lá dentro da sala.”
“Acho que eu trocaria um jantar da Chi pra ver isso!”
Ambos continuaram rindo conversando sobre o que aconteceria daqui a 7 meses no grande dia. O coração de Bulma apertou um pouco, não sabendo se Vegeta ia mesmo querer estar ao seu lado quando o bebê nascesse.
Trunks e Goten jogavam distraídamente na sala, e quando Goku terminou de lanchar, foi se despedir. Chichi esperava-o em casa e queriam aproveitar, já que Gohan estava na casa de Videl.
“Bom, eu já vou indo! Goten, comporte-se, ok?”
“Tá bom, papai!”
“Bulma, que horas venho buscá-lo amanhã?”
“Ah Goku, a hora que você quiser. Provavelmente a Chi vai querer que ele esteja em casa cedo para poder estudar, certo?”
“Nah, a Chichi mudou muito, sabia? Ela não obriga o Goten à estudar. Quer dizer, ele estuda, mas não como Gohan fazia. Hehehe, nunca vou entender isso!”, ele abriu outro de seu famoso grande sorriso.
Bulma sorriu de volta. Sabia que a amiga tinha mudado logo após o nascimento de Goten, ficando mais calma e madura. Sentia a proteção e presença de Goku, e isso a ajudou muito. Sabia que, não importaria o que acontecesse, ela sempre teria o marido por perto. “Esses dois não tem jeito mesmo. Mas como são perfeitos juntos, viu.” Ela deixou um suspiro escapar, e Goku acenou dando tchau, fazendo o teletransporte de volta para a Montanha Paozu.
“Bom mocinhos, fiquem quietinhos aí, e se precisarem de alguma coisa, me chamem, ok? Nada de perturbar seu pai, Trunks!”
Os meio-saiayjins concordaram, e Bulma, determinada em terminar de costurar antes que desse 19:30, subiu depressa, fechou a porta do quarto, e durante aquele meio tempo, não fez nada além de costurar.
Finalmente, depois de várias feridas no dedo, e faltando meia hora para o Dr. Akira chegar, ela terminou. “Perfeito!” pensou, olhando cuidadosamente, satisfeita com sua obra de arte. “Agora só preciso dobrar, e fazer um embrulho bem bonito! Sei que ele não liga pra essas coisas, mas não vou dar essa coisinha linda assim.” Abriu uma gaveta de seu armário, onde continham alguns papéis de presente, vasculhou por alguns minutos, até que encontrou um que parecia também ser perfeito. “Preto fosco. Simples, sem frescura, do jeito que meu Saiyajin gosta, ohoho!”
Foi o tempo de terminar de fechar o embrulho, quando ouviu o interfone. “Dr. Akira!”. Trunks atendeu a porta e chamou pela mãe, que já estava descendo. Cumprimentou o senhor, e foram direto para o laboratório. A mulher não queria mais perder tempo, foi interrompida várias vezes, e aquele seria seu momento.
O médico se certificou de montar os equipamentos rapidamente, enquanto Bulma colocava uma babydoll para facilitar a consulta.
“Senhorita Briefs!”, Dr. Akira a chamou. “Pode vir, está tudo pronto!”
Bulma voltou para área onde estavam os equipamentos, sentindo o nervosismo à flor da pele. Suava frio e estava um pouco trêmula, mas muito feliz.
Deitou-se na maca, e o velho médico, já conhecendo-a e sabendo de seu estado emocional, físico e mental, tentou acalmá-la.
“Vejo que a barriguinha está crescendo rápido!”
“S-sim... o senhor acha que está maior do que quando eu estava esperando Trunks?”, ela perguntou, agora extremamente nervosa.
“De forma alguma, querida. Fique tranquila, respire! Tenho certeza de que está tudo bem com seu bebê. E sei também que está ansiosa para saber o sexo da criança! Mas acalme-se, sim?”
“Tudo bem doutor, vou tentar. Mas... AI MEU KAMI! ESQUECI DO VEGETA!”
“Estou aqui, mulher.”
Bulma olhou para o lado, e viu que o saiyajin estava na porta na sua posição favorita: cara amarrada e braços cruzados.
“Ve-veggie... há quanto tempo está aí?”
“Há alguns minutos. Estava na outra ala desse maldito laboratório.” Ele disse num tom ríspido.
“Me desculpe, querido. Não lembrei de te chamar, aliás, não quis, achei que você estava treinando.”
“Eu estava. Senti a presença do velho, e vim pra cá. Acha que eu ia deixar que soubesse de um fato importante desses sozinha? Essa criança é minha também.”
Bulma estava confusa. Não conseguia entender porque o homem estava sendo grosso. Ela havia pedido para que eles não se vissem durante o dia, pois ela estava preparando uma surpresa.
“Vegeta, isso é por causa da surpresa?”, ela perguntou instigando-o. “Se esse tratamento de machão for por causa disso, eu não te dou mais nada. Sei que você não gosta de surpresas, mas droga, não precisa vir aqui e falar desse jeito comig-“
“Cale-se. Não é a hora nem o momento para discutir. O velho está tentando com que você fique quieta para que possa examiná-la. Deixe que o inseto faça o trabalho dele.”
“Essa criança... eu a quero?
E se ela machucar Bulma? E se o parto tiver complicações? E se eu não conseguir cumprir minha maldita promessa em protegê-la?”
“Doutor, o senhor pode nos deixar a sós um minutinho? Por favor.”
Dr. Akira limpou a garganta, concordou e foi para outro cômodo. Bulma lançou um olhar de preocupação para Vegeta, e pediu para que ele chegasse mais perto. O guerreiro soltou um grunhido, mas fez o que a humana pediu.
Quando estavam bem próximos, Bulma parou um momento, e conseguia ouvir o coração de Vegeta batendo alto. Alto até demais. E ela sabia o que isso significava.
“Você está com medo, não está?” ela perguntou usando um tom muito gentil e doce.
“Cale a boca. Não estou com medo. Do que eu, Vegeta, poderia sentir medo?”
“Vegeta, nosso bebê está bem. Essa criança te ama, você sabe disso. Nada de mal irá acontecer, querido.” Ela suavizou ainda mais suas feições, pegando a mão do príncipe, e trazendo-a para sua barriga. “Tá vendo? O bebê tá feliz. Por favor, Vegeta...”
Ele sentiu um nó na garganta ao mesmo tempo que sentia seu corpo relaxar. Podia sentir o bebê se mexendo levemente dentro do ventre de Bulma, e com a mulher pedindo, e olhando para ele daquele jeito, não tinha como não ceder.
Esperou seu corpo se acalmar totalmente, assentiu, e chamou o médico para que iniciassem a ultra-som. Bulma sorriu, e beijou-o. “Não solte a minha mão.”, ela sussurrou para ele.
“Menino ou menina, príncipe ou princesa... vou proteger e honrar essa criança”, ele sussurou de volta.
Dr. Akira espalhou o gel entre a bexiga e a barriga de Bulma, e começou o exame. Os três podiam ouvir os batimentos cardíacos do bebê, o que fez com que a mulher se emocionasse. Vegeta sentia seu corpo enchendo-se de felicidade.
“Bom, agora vamos ver... ó... aqui está. Estão vendo?”, o médico apontou para o feto que aparecia na tela. “Não sei se vocês conseguem enxergar direito, mas... meus caros, é uma menina. Uma menina!”
Bulma soltou um longo suspiro de alegria, olhando para Vegeta com os olhos cheios de lágrimas.
“Por que está chorando, sua tola?”
“Veggie... uma menina! Ouvimos o coraçãozinho dela batendo... nossa filha!”
Vegeta sorriu de canto, concordando. “Nossa princesa.”
E novamente, o saiyajin sentiu seu corpo enchendo-se de felicidade. Uma que ele jamais sentira antes.
Notas finais
Próximo capítulo chega nesse final de semana.
Beijão!
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