Superando Expectativas

14 Primeiro contato.


Notas iniciais
Escrevi esse capítulo graças à uma das fanfics estrangeiras mais fofinhas e divertidas que eu já li. Na verdade, toda essa estória é baseada nela :)
E pra tirar uma dúvida de vocês: a estória NÃO vai terminar no nascimento da Bra. Fiquem tranquilas ^^
Sem mais delongas, vamos lá!

“Veggie... uma menina! Ouvimos o coraçãozinho dela batendo... nossa filha!”
Vegeta sorriu de canto, concordando. “Nossa princesa.”
E novamente, o saiyajin sentiu seu corpo enchendo-se de felicidade. Uma que ele jamais sentira antes.

O casal saiu do laboratório ainda extasiados com a notícia. Bulma feliz, e Vegeta, agora de volta para a realidade, preocupado. Sabia que não era um bom exemplo para Trunks, quem diria para uma menininha. Haveriam mais coisas para ele abrir mão, haveriam mais situações em que ele seria obrigado a tomar liderança e fazer o papel de pai, e o que mais lhe assustava: haveria aqueles malditos eventos colegias, os quais ele odiava com cada fibra de seu ser.

Não era nenhuma novidade que o guerreiro odiava humanos. Ele os abominava por serem sensíveis, fracos, e aparentemente burros. Só uma raça estúpida como essa seria capaz de achar que derrotaria inimigos super poderosos como já havia acontecido algumas vezes. Esses exemplos só serviam para que Vegeta criasse mais e mais asco. Bulma e Trunks eram os únicos que ele aturava e tinha algum tipo de afeto. "Tenho minhas dúvidas sobre como Bulma me fez ficar neste maldito planeta, mas tenho quase certeza de que aquela mulher é, na verdade, uma bruxa. Ou pelo menos já foi uma. Ainda me convenço de que ela fez algum tipo de magia negra idiota pra me manter aqui... e o garoto, porque tem meu sangue. Agora... eu, Príncipe Vegeta, pai de uma... uma... MENINA? Já não basta ter que aturar Bulma gritando em meus ouvidos o tempo todo a ponto de quase sangrarem, terei de suportar um bebê que, muito provavelmente irá chorar 24 horas por dia. Maldição, deveria ter pensado nisso antes de concodar com aquela louca, grrrr..."

Mas já era tarde demais. O saiyajin se perdia em pensamentos usando ainda a expressão preocupada, o que agora também estava preocupando Bulma. Ela estava tão entredida conversando por pensamento com seu bebê, contando ao pequeno feto o quão sortudo era por ter pais extraordinários, que por um momento havia esquecido ter visto Vegeta sair suando frio do laboratório. Voltando a si, ela perguntou: "Vegeta... alôôô? Querido, está tudo bem?"

"Hn? O que foi, mulher?"

"Ora, me diga você. Está com essa cara desde que saímos de lá! Parecia tão feliz... no que você tá pensando, hein? Vamos, me diga."

Vegeta fechou mais ainda o semblante, encostando-se na parede. "Pare de dizer essas imbecilidades. Não se preocupe, Bulma. Não há nada de errado."

"Escuta aqui, príncipe dos idiotas! Você estava perfeitamente feliz enquanto estávamos ouvindo o coraçãozinho da nossa filha, e MINUTOS depois, sua expressão mudou. Então anda, me poupa desse draminha e fala logo, Vegeta!"

O saiyajin arregalou os olhos levemente assustado com a reação da mulher, mas logo continuou "Controle-se, sua louca! Olhe as asneiras que está dizendo! Não adianta querer culpar seus malditos hormônios, sei que isso é você falando, hunf. Agora, se me der licença", ele disse, se desencostando "vou voltar para os meus treinos. Não me atrapalhe."
Bulma sentiu seu corpo tremendo de raiva, mas não queria que os hormônios tomassem o melhor dela. Respirou fundo, tentando manter a postura. Não adiantou muito, e a mulher gritou para que Vegeta, que já estava bem longe, pudesse ouvir em alto e bom tom "VOCÊ VAI ME DEIXAR CONTAR ISSO SOZINHA PARA TRUNKS? VAI, SEU COMPLETO IDIOTA?"

Vegeta parou e finalmente virou-se. "Você é capaz de fazer isso sozinha, porque diabos eu preciso estar do seu lado pra contar isso ao moleque?"

"Porque você é a droga do pai dele. É algo que precisamos fazer juntos. Não custa nada, Veggie... por favor."

O homem ainda com o semblante fechado, bufou, tomando sua decisão. "Não. Já disse que pode fazê-lo sozinha. Agora pare de me encher o saco." virou-se, e se pôs em direção da Sala de Gravidade novamente. Estava com a cabeça pesada e muito confusa. Queria assimilar tudo com calma, e com e Bulma e Trunks na sua cola, seria impossível. Iria treinar e evitá-los pelo menos até o amanhecer. "Uma noite será o suficiente., pensava. Era o que o homem precisava para terminar de receber a notícia.

Bulma soltou um longo e pesado suspiro, e encaminhou-se de volta à mansão, onde Trunks jantava com seus avós na sala. O menino devorava seu banquete enquanto assistia à um canal infantil, e os Briefs conversavam empolgados sobre a chegada do bebê. A mulher parou por um instante, sorrindo. "Acho melhor dar as boas novas para os três ao mesmo tempo. Kami me ajude, conhecendo Trunks, ele vai surtar quando souber que é uma menina..."

"Pessoal, acabei de voltar do laboratório com o Dr. Akira, e..."

"Oh Bulminha!" a senhora Briefs levantou alegre. "Já sabe qual será o sexo do bebê, não é? Conte-nos!"

Trunks também se animou. Sentiu uma leve onda de ansiedade tomando conta de seu corpo. "É mamãe, fala logo!"

"Tchãtchãtchãm... é uma menina!"

Seus pais imediatamente abriram um largo sorriso e foram abraçar sua filha, parabenizando-a. A mãe de Bulma contava toda empolgada em como ia nascer uma bela menininha, visto os pais e avós que tinham. Seu pai já comentava sobre a construção de um berço especial e decorado, mesmo que Bulma já tivesse comprado um novinho em uma loja anteriormente. Trunks que não recebeu a notícia muito bem. O pequeno mestiço olhava confuso para sua família, sentindo-se um pouco traído. Queria um irmãozinho, e a mãe sabia disso. "Eles fizeram isso de propósito! Agora não vou ter mais ninguém pra treinar comigo nessa porcaria de casa!"

Ele se levantou bruscamente da mesa, e subiu as escadas batendo os pés. Bulma percebeu, e já prevendo que aquilo iria acontecer, foi atrás do filho. Subiu rapidamente, parando em frente à porta do quarto do menino. Percebendo que estava trancada, bateu, não obtendo resposta. Se aproximou para ouvir se Trunks resmungava algo, mas só havia silêncio.
"Trunks!" ela insistia, "Por favor filho, abre essa porta! Vamos conversar... eu sei que você tá chateado, mas não faça assim, droga! Não seja que nem o teimoso do seu pai!"

Nada. "Ai, saiyajins estúpidos!", ela murmurou, ainda batendo com força na porta.
"Trunks Briefs, eu sei que está me ouvindo, e você tem 3 segundos para abrir essa porta. Se no 3, você não abrir, seu pai vai vir lidar com essa situação, estamos entendidos?"

Percebendo que não obteve respostas, ela começou.
"Um..."
"Dois..."

Trunks, por outro lado, estava despreocupado, deitado em sua cama. Sabia que seu pai estava treinando e que a mãe só estava blefando para conseguir o que queria. Ele realmente não ligava para as consequências, estava com muita raiva.
"Dois e meio... você tem meio segundo pra abrir essa porta, mocinho!"

"ISSO NÃO É JUSTO! NÃO VOU ABRIR A PORTA, MAMÃE! ISSO NÃO É JUSTO!!!"

Bulma parou. Mais calma, ela se aproximou da porta, falando gentilmente. "O que não é justo, anjinho?"

"Aaaaaahh, agora tá me chamando de anjinho? Você e o papai não quiseram me dar um irmão! Vocês vão ter uma menina! Sério, uma menina! O que eu vou fazer com uma irmã pentelha e chata?!"

"Querido," a mulher não pode deixar de soltar uma risada baixinha. "você acha que eu e seu pai que escolhemos o sexo do bebê? Trunks, amor... não somos nós. Kami-Sama tem esse trabalho. Nós não controlamos essas coisas."

"Mentira, mamãe! Você tá mentindo. Eu pedi pro Dende me dar um irmãozinho! Se fosse ele quem escolhesse, você estaria esperando um menino!"

"Trunks", ela continuou. "me desculpe filho, mas como eu te disse uma vez, nem sempre as coisas são como queremos. Lembra? Olha, você tem que amar sua irmãzinha... acho que quando ela nascer, você vai ver como um bebê traz felicidade às nossas vidas. Além de tudo, ela pode ser uma menina, mas não quer dizer que vocês não possam treinar juntos!"

E com isso, o menino animou-se. Destrancou a porta do quarto lentamente, e quando abriu, se surpreendeu com a expressão calma no rosto da mãe. Não era o que ele esperava.

"Hummmm..." ele coçava o queixo analisando a situação. "ela vai MESMO poder treinar comigo?"

"Claro que sim!" Bulma sorriu. "Você só vai ter que esperar até que ela atinja uma idade apropriada, tudo bem? Nada de forçar sua irmã à fazer exercícios com menos de 5 anos!"

"Pode deixar, mamãe!" finalmente recobrando o bom-humor, o híbrido abraçou sua mãe fortemente. "Mas... 5 anos é muita coisa!"

"Nah, deixa disso, Trunks. Passa rapidinho! Parece que foi ontem que você," ela encostou o dedo no nariz do menino "tinha 5 anos. O tempo passa rápido, pode ficar tranquilo, filho."

Trunks assentiu, e se soltando de sua mãe, foi procurar por Goten, que desde a hora em que desligaram o video-game, estava no banheiro. Ao que parecia, o pequeno estava com muita dor de barriga, e quando Trunks abriu a porta, o melhor amigo estava dormindo sentado no vaso. Soltou uma gargalhada alta, fazendo Goten tomar um susto e cair de bunda pro alto, o que só fez Trunks rir mais. O filho de Goku fechou a cara, mostrando a língua para o amigo. "Para de me zoar, Trunks! Você é muito mal!"

"AAAAAAAAAAAAAHAHAHAHA GOTEN, VOCÊ TAVA MUITO ENGRAÇADO, AHAHAHA!"

"PARA, IDIOTA!"

Os dois meio-saiyajins começaram uma pequena luta, e Trunks fez um sinal para que fossem para o jardim. Se sua mãe visse que eles estavam brigando dentro do quarto, estaria encrencado. Acabou por contar ao amigo que teria uma irmãzinha, o que o deixou surpreendentemente feliz.

Bulma agora almoçava sozinha deitada no sofá confortavelmente. Os enjôos já não perturbavam-na mais, e ela sentia-se feliz e disposta. Quando terminou sua pequena refeição, subiu as escadas em direção ao seu quarto, procurando pelo presente que havia feito a Vegeta mais cedo, quando lembrou-se de que este estava treinando, e pelo o que parecia, não queria ser incomodado de forma alguma.
"Droga... bom, mais tarde eu entrego o presente! Tenho que ligar para a Chichi, mas antes vou dar uma relaxada." Ela colocou os pijamas e ligou seu laptop. Abriu a pasta de músicas, e selecionou "Criminal, de Britney Spears. Era bizarra a semelhança da música com seu relacionamento, ela pensava, soltando uma risadinha.

Passaram-se 1 hora, e agora já estava quase na hora dos garotos irem dormir. Vegeta ainda treinava, e Bulma começou a ficar realmente preocupada. "Ele nem saiu pra comer...". Balançou a cabeça afastando os pensamentos e a vontade urgente de correr atrás do guerreiro. Desceu devagar, percebendo que as luzes estavam todas apagadas. Franziu o cenho, presumindo que Trunks e Goten estariam com Vegeta.
Já se direcionando para voltar às escadas e olhar algum tipo movimento no jardim pela sacada de seu quarto, ouviu um grito abafado. Descendo novamente devagar, e agora com medo, foi olhando com cuidado à sua volta. Viu um clarão, e finalmente se deu conta do que estava acontecendo.

"PORQUE DIABOS A LUZ ESTÁ DESLIGADA?!"

"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!" Goten e Trunks derrubaram o balde de pipoca no chão, abraçando-se.

"Eu não acredito que dois meninos, que são descendentes de uma raça guerreira, estão com medo de um filme de terror! E Trunks, o que eu já disse sobre isso? Pode ver os benditos filmes, mas não com a luz desligada!"

"Ai m-mamãe... a senhora deu um baita susto na gente!" ele disse, se recuperando. "Desculpa, era pra dar mais emoção, ehehe."

A mulher levantou a sobrancelha desconfiada. "Emoção, sei... Goten, querido, tá tudo bem! Me perdoe se eu te assustei!"

"Aaaaahhh!", Trunks interrompeu a mãe. "Pra ele você pede perdão né mamãe, por que eu não ganho um pedido de desculpas também?"

"Porque eu tenho certeza de que essa idéia foi sua, seu sem-vergonha! Agora, vocês dois, tratem de desligar essa televisão, subirem, escovarem os dentes, e irem pra cama! Já está ficando tarde, e não quero que você, Trunks, acorde manhoso amanhã."

"Mas mamãeeeeee," ele fazia um biquinho. "amanhã é domingo! Deixa a gente dormir tarde hoje, por favor vai! A gente fica deitado jogando mini-game, nem vamos encher o saco de ninguém, só deixa a gente jogar mamãe, por favoooor!"

"Hummmm... tudo bem. Mas olha, não é pra saírem do quarto, entenderam? Mais tarde eu passo lá e coloco vocês pra dormir. Agora podem ir, e SEM BAGUNÇAR AS CAMAS!"

"Tááá!", eles concordaram, felizes da vida.

Novamente, um longo e pesado suspiro escapou de Bulma. Ela sabia que Vegeta passou o dia treinando só para ignorá-la, o que a incomodava profundamente. Era algo normal há anos atrás, mas não agora. Decidindo deixar o homem livre, pegou o telefone, e passou algum tempo conversando e dando as boas novas aos amigos. Todos ficaram muito felizes, e ela conseguiu falar até com Dende e Sr. Popo, que deram a notícia a Piccolo. O namekuseijin não fez muito caso, parecendo já saber que Bulma estava grávida de uma menina. A mulher abriu um sincero sorriso quando terminou de falar com todos, se sentindo mais calma uma vez que todos sabiam da novidade. Olhou no relógio e viu que demorou mais do que previa. Voltando para seu quarto, querendo dar mais tempo para Trunks e Goten brincarem, tomou um banho rápido, e sentou em uma das cadeiras que ficavam na varanda de seu quarto.
"Como eu queria um cigarro... mas, tudo bem. Acho que em uma das cápsulas tem café, é bom que nem preciso descer novamente!". Ela procurou em sua bolsa, e conseguiu encontrar. Acionou, e um copo de café quentinho estava em suas mãos. Bebeu devagar, apreciando o gosto, e a paisagem. West City estava muito bem iluminada, e ela conseguia ver toda a cidade.

Ouviu um barulho vindo de baixo, e percebeu que Vegeta finalmente saíra da Sala de Gravidade. Ela então correu para dentro do quarto, terminando de beber seu café deitada na cama. Não demorou muito, e o saiyajin abriu a porta do quarto. Bulma permaneceu imóvel, olhando para a janela, disfarçadamente. "Melhor nem puxar papo com esse maluco. Se me ignorou o dia todo, eu também vou ignorá-lo agora, hunf!"

O homem passou reto pela companheira, indo para o armário pegar uma muda de roupa. Estava completamente exausto e ofegante. Viu que Bulma já estava pronta para dormir, e agradeceu por isso. Não queria perder tempo conversando sobre mais cedo.
Entrando devagar no banheiro, ele fechou a porta atrás de si com cuidado. Seus braços doíam, havia quebrado o pulso sem querer. Não estava preocupado, pois o corpo de um saiyajin se recuperava mais rápido. Encheu a banheira, e mergulhou procurando relaxar.
Quando finalmente mais calmo, enrolou-se em sua toalha, e abriu a porta. Bulma não estava mais na cama. "Deve estar com Trunks e o pirralho de Kakarotto.", concluiu.

Deitou-se, e foi fechando os olhos. Quando num susto, ouviu a porta abrir bruscamente. Bulma olhava furiosa para o homem à sua frente, e Vegeta se preparava mentalmente para o que estava por vir.

"Perdeu o juízo completamente, Bulma?"

"Você. Cala essa boca. Quem vai falar sou eu. Escuta aqui Vegeta, eu não sei o que deu em você hoje, mas quero saber agora porque passou o dia todo me ignorando. Você não saiu daquela droga de Sala nem pra comer!"

"Eu estava treinando. E quem você pensa que é pra falar comigo dessa maneira, insolente? Está afim de morrer?"

"HÁ! Não adianta me ameaçar machão, eu não vou dormir nem vou deixar VOCÊ dormir enquanto não me contar o que aconteceu."

"Já disse que eu estava treinando, está surda? Não aconteceu nada, inferno."

Bulma bufou. A atitude de Vegeta estava deixando seus nervos à flor da pele, e por conta dos hormônios, qualquer situação se intensificava. Procurando não perder a calma, continuou.

"Não, não estou surda. Já entendi que você queria treinar. Mas eu me dei folga esse final de semana, e queria passar um tempo com o homem que eu amo, e você se trancou dentro daquele maldito lugar e só saiu agora! Foi... foi a ultra-som, não foi? Você está com medo, não é isso?"

"Maldita mulher, parece que lê meus pensamentos!"

"Medo? Do que eu teria medo? Não seja tola."

"É isso... você está com medo! Querido, não há o que temer. Você será um pai maravilhoso. Você viu como essa criança reagiu ao seu toque quando eu estava em estado de choque, lembra? E você mesmo disse que saiyajins tem uma ligação forte! Não precisa se preocupar..." ela se aproximou, sentando-se ao lado do homem. "Fique aqui, ok? Vou pegar algo."

Bulma se levantou, e pegou o presente que havia feito, entregando-o para Vegeta. Ele franziu o cenho, confuso. "Que diabos é isso?"

"Abra e veja, ué."

"Mulher... por que eu tenho a sensação de que eu não vou gostar disso?"

"Porque você é um babaca. Agora abra, passei horas fazendo, e é bom que você goste!"

Vegeta grunhiu, rasgando o embrulho sem se importar. Ao ver o macacão, continuou confuso. "Não estou entendendo nada, mulher! O que é essa coisa?!"

"Ai, mas como é burro, pelo amor de Kami" ela disse, abrindo o macacãozinho, e mostrando o símbolo que havia nele. "Reconhece?"

Vegeta abriu a boca, mas não conseguiu emitir som algum. Estava realmente surpreso. Se levantou ajeitando-se na cama, reparando nos detalhes. "Isso... isso é... o símbolo dos saiyajins. Era o símbolo que eu usava em minhas roupas quando era criança... o símbolo de minha raça". O último pensamento fez seu coração doer um pouco, trazendo más lembranças, mas logo as espantou, voltando para a pequena vestimenta à sua frente.

"Isso é... para a criança? Você fez isso para ela?" disse, apontando para a barriga da mulher.

Bulma sorriu, pegando na mão do guerreiro. "Sim. Ela também tem sangue saiyajin, não é mesmo? Esse símbolo faz parte da história da dela, mesmo ela nem tendo nascido ainda... tudo bem que ela só vai entender quando for mais velha, então o presente é mais pra você do que pra ela... o que achou?"

"Hn. É... é decente. Nada mais justo do que a pirralha usar algo que faz juz à suas origens."

"Vegeta, isso significa que você gostou? Porque olha, eu não to enten-"

O saiyajin não esperou que a mulher terminasse de falar, e a calou com um beijo. Calmo e profundo. Um beijo de agradecimento, já que não sabia por em palavras o quão feliz havia ficado com o gesto. Bulma retribui, envolvendo os braços no pescoço do companheiro, fazendo com que deitassem na cama. Vegeta colocou o macacão em cima da pequena cômoda ao lado da cama, e já ia se preparar para amar sua mulher, quando percebeu que Bulma segurava a barriga com uma expressão de dor.

"O que foi, mulher? O que aconteceu?"

"Ela... ela está agitada."

"Como assim agitada? Argh, não vou deixar essa criança atrapalhar meus planos!" Ele puxou Bulma, voltando a beijá-la, mas a mulher o empurrou delicadamente.

"Não, Veggie. To falando sério... ela tá agitada! Olha."

Bulma pegou a mão de Vegeta e a pôs bem em cima de sua barriga. O homem logo arregalou os olhos espantados, sentindo que, a criança estava mesmo muito agitada. Vegeta lançou um olhar de preocupação para a mulher, e começou a massagear seu ventre. Bulma foi relaxando, e Vegeta decidiu fazer um teste. Ascendeu um pouco seu ki, envolvendo toda a barriga. O bebê imediatamente respondeu, e o saiyajin também podia sentir o ki que a criança emanava. Resolveu tentar telepatia, o que era comum entre os demais de sua raça.

Bulma estava boquiaberta. Podia sentir claramente que o bebê se comunicava com o homem. E agora, percebia que estavam conversando. "Vegeta... o que você tá fazendo?"

"Shhh, fique calada. Quero ver até onde os poderes dela vão."

Percebendo a expressão de Vegeta, como se o que estivesse acontecendo fosse a coisa mais incrível do mundo, Bulma então relaxou mais ainda. "Bom, vocês fiquem aí conversando", ela disse sorrindo e acariciando o cabelo do companheiro. "eu vou dormir um pouquinho, qualquer coisa você me acorda!", e fechou os olhos.

Vegeta passou horas se comunicando com a filha. A cada movimento que ele pedia para a menininha fazer, ela respondia perfeitamente. Bulma finalmente se mexeu, já totalmente adormecida. Quando percebeu que o homem ainda estava alí acordado, virou os olhos fazendo uma careta.

"Vegeta! Já tem horas que vocês dois tão nisso! Chega, chega! Vamos dormir, já deve estar tarde e se você continuar... peraí!" Bulma parou. "O que você tá fazendo? Vegeta... VOCÊ TÁ TREINANDO NOSSA FILHA DENTRO DA MINHA BARRIGA?!"

"Ela é minha filha, mulher! E é forte, você acha que eu sou burro de não começar a colocar essa criança na linha desde já? É bom que ela aprenda de uma vez."

"Uuuuuuuugh, você é retardado ou o que? Ela só tem 3 meses, não tem que treinar agora! Pelo amor Vegeta, vamos dormir, pára de treinar nossa filha e vamos dormir!!! Aiiii, eu não sei mais o que faço com você, saiyajin maluco!"

"Está bem.", ele bufou. "Se for pra você calar essa bendita boca, eu paro. Vamos dormir."

Bulma soltou um "hunf!", e foi para seu canto da cama, fazendo com que Vegeta deitasse ao seu lado. Ela deu um pulo quando sentiu a mão do mesmo em cima de sua barriga novamente, e antes que pudesse reclamar, ele explicou. "Estou dando meu ki à ela. Relaxe." A herdeira, ainda surpresa com tudo que acabara de acontecer, mas não querendo contestar, assentiu. Não demorou muito para que voltasse a pegar no sono, assim como o bebê.

Vegeta também logo pegou no sono, tendo certeza de que aquela experiência tinha sido uma das mais extraordinárias de sua vida. Não acompanhou a gravidez de Trunks, e agora sabia que não tinha porque se preocupar em ser pai de uma menina. Ela havia acabado de provar que merecia ser sua filha.

Notas finais
O que acharam?! Vegeta se surpreendendo cada vez mais com a pequena Bra!
Essa parte onde a Bulma escuta Criminal, da Britney, eu TIVE que colocar porque, ai AUHUSASUHSAU dêem uma olhada na letra depois, encaixa certinho com a história dos dois!
Então, no próximo capítulo, vou ter que pular mais alguns meses da gestação de Bulma. Ela estará com 6 meses! To pulando porque vocês não tem noção de como minha vida tá... e escrever todos os dias de gravidez tomaria todo meu tempo livre, que já é pouco! =( não é por falta de idéia, é por tempo mesmo, gente. Desculpa qualquer coisa ;-; enfim, nos vemos no próximo! Beijão!