Superando Expectativas
12 Memories
Notas iniciais
Mil perdões novamente pela demora, acho que vou até parar de me desculpar, porque toda semana eu faço isso, né?
Tinha esse capítulo já pronto, mas ocorreu um problema no meu pc e tive que formatá-lo, perdendo tuuuudo. Enfim, tá fresquinho o cap., acabei de escrever!
Ah, espero que não se importem, mudei a escrita. As falas agora ficam dentro das aspas, sendo que quando estão dentro das aspas, e em itálico, são pensamentos, tudo bem?
To sem internet também, mas prometo dar um jeitinho e postar sempre, e mais rápido!
Sem mais delongas, vamos lá:
"Não posso acreditar que aceitei o convite dessa maldita mulher. O que diabos vou fazer naquele lugar? Além do mais, convivendo com a louca gritando em meus ouvidos o tempo todo? Argh, sou um imbecil. Um príncipe não deveria se sujeitar à isso. Mas... droga, eu não tenho mais pra aonde ir." Vegeta pensava enquanto se dirigia à Corporação Cápsula. "Que seja. Ela não é de todo o mal, pode ser que sirva pra alguma coisa...", ele esboçou um sorriso de canto, mas logo em seguida afastou os pensamentos sacudindo a cabeça. "Não. Não sou mais um lacaio de Freeza, não há necessidades disso. Você tem muita sorte, mulher. Há algum tempo atrás teria lhe usado apenas para mera diversão, e teria lhe tirado a vida após me satisfazer. Veremos qual será sua utilidade enquanto fico neste planeta imundo."
"Maldição. Cochilo por alguns minutos e tenho pesadelos com essas coisas." O príncipe deitou em sua cama após a intensa conversa com Bulma, procurando descansar. Nem 20 minutos se passaram desde o momento, e sua mente foi invadida por lembranças do passado. Aquilo era comum há alguns anos atrás, mas os pesadelos haviam parado. Vegeta se perguntava o motivo de terem voltado agora. Procurou pelo ki de Bulma, e viu que a mulher estava em seu laboratório. "Provavelmente esperando aquele velho tolo.", o guerreiro revirou os olhos pensando no quão teimosa era sua companheira. "Melhor ver o que esse inseto vai fazer. Um erro, e eu lhe explodo a cabeça pelos ares."
Vegeta desceu as escadas lentamente, olhando em volta com cuidado. Trunks estava jogando video-game. Parecia distraído o suficiente, então o saiyajin não precisaria se preocupar caso surgisse uma discussão na sala. Bulma conversa alegremente com Dr. Akira sobre como sua gravidez estava sendo.
"Bom Dr., não vou mentir dizendo que tem sido fácil. Esse bebê tem tão pouco tempo de vida, e já demonstrou fazer juz aos pais que tem, se é que o senhor me entende!" A herderia riu lembrando que em tão pouco tempo, o pequeno ser que se formava já havia lhe dado dores de cabeça.
"Ahahaha, tenho certeza que sim! Mas, diga-me, senhorita. Qual foi sua verdadeira intenção me chamando aqui às pressas?"
"Bom... na verdade, acho que aqui não é o melhor lugar para termos essa conversa. Que tal irmos ao meu labortatório?!"
"Oh sim, claro, como desejar!". O velho já ia saindo com Bulma, quando Vegeta se intrometeu na frente dos dois.
"O que pensa que está fazendo, mulher? Acha que vou deixa-lá ir sozinha com o velho?" Bulma suspirou. Não queria que o companheiro fosse tão ciumento. Era o médico da família. Ele ajudou os Briefs durante toda a vida, não existia razão para Vegeta desconfiar. Mas uma vez que o homem sabia o motivo da conversa ter que ser discutida em outro recinto, a herdeira também sabia que era melhor fazer seu jogo.
"Veggie...", a mulher se aproximou de Vegeta. "Que tal nós três irmos então, hum? Não há necessidade para brigas."
"Mulher, não pense que vai me enganar. Essa maldita conversa pode muito bem ser discutida aqui."
"Hohoho, amorzinho...", Bulma começava a perder a paciência. Se aproximou de Vegeta, e sussurrou em seu ouvido. "Vamos logo para a droga do laboratório. Não quero que Trunks saiba que vou fazer esses benditos testes. Ele não tem nada a ver com isso, e Vegeta, eu juro que se ousar comentar qualquer coisa com nosso filho, eu te arrebento." Terminou de falar dando um beijo na bochecha do homem. Ele virou-se para olhar sua expressão, e era de puro sarcasmo e ódio. Vegeta, não querendo que uma briga começasse, consentiu, e os três adultos se direcionaram para o laboratório.
Bulma digitou o código de acesso, e as portas se abriram. O lugar era incrível. Recheado com a mais nova tecnologia. Enquanto entravam, Vegeta, ainda nostálgico, lembrou da primeira vez que entrou naquele lugar. No dia anterior, ele havia quebrado um dos robôs de treino, e ordenou que Bulma o consertasse ou que fizesse um novo. Foi uma das primeiras discussões depois do incidente com a Câmara de Gravidade.
"Hunf", ele murmurou tentando segurar uma risada.
"O que foi?", Bulma já preocupada achando que uma nova discussão começaria.
"Nada. Ande logo com essa tolice. Quero treinar."
"E eu TENHO que trabalhar, então, meninos, fiquem tranquilos! Vou ser rápida. Ahm... Vegeta, já que você já sabe do que se trata, poderia me ajudar contando ao Dr. Akira sobre a minha brilhante idéia?" os olhos da herdeira brilhavam de orgulho e expectativa.
"Não. Não vou participar desse circo.", ele bufou. "Você teve a idéia, você que conte. E que fique claro, velho: eu não concordo com nada do que ela pensa em fazer."
O senhor olhava assustado para ambos. "Com certeza é um casal muito peculiar..." ele pensou.
.
"Bom, er... senhorita Bulma, vamos lá. Diga-me no que está pensando."
Bulma começou a explicar toda a história desde o começo. Dos vômitos incessantes, da falta de apetite, do sangue, e finalmente, da incrível proteção do bebê após o choque.
"Como o senhor pode perceber, não é um bebê comum... sei porque passei por coisas parecidas com Trunks. Mas nossa, eu sentia TANTA fome, era horrível! Já com esse bebê tem acontecido justamente o contrário..." ela soltou um longo suspiro imaginando o que havia de errado.
"Talvez essa criança não seja minha." Vegeta implicou.
"AI VEGETA, CALA ESSA MALDITA BOCA!"
"Olha como fala, mulher. Quer ver essa criança nascer?"
"Err... senhores, por favor..." o Doutor tentava tirá-los um de perto do outro empurrando-os com os braços. Assustou-se quando viu o quão estupidamente pesado Vegeta era. Bulma bufou, e voltou a falar.
"Como eu ia dizendo, esses acontecimentos não são normais. Foi maravilhoso o modo como eu sentia o bebê me protegendo. E bem, onde eu quero chegar é: quero fazer alguns testes cerebrais pra saber o porquê disso. Estou pensando em chamar toda uma equipe para que estudem e pesquisem a origem disso. Sei que será difícil pois sabemos pouco sobre os Saiyajins, mas acho que n-"
"Bulma, não seja tola." Vegeta a interrompeu. "Acha mesmo que humanos serão capazes de entender? Argh, pense, mulher".
Ele se aproximou, olhando diretamente nos olhos da humana.
"EU sou um saiyajin. Não há necessidade de testes ou pesquisas idiotas. Pergunte à mim. Na verdade, deixe-me lhe poupar", ele desviou o olhar, voltando a encostar-se na parede. "Isso se chama laço. Grrr, inferno, isso é TÃO simples que chega a ser patético. Saiyajins tem um laço indestrutível. Apesar dessa criança ser uma híbrida, sangue saiyajin corre em suas veias. Você está carregando-a, dando seu ventre para protegê-la. Automaticamente, vocês tem um laço. Assim como ela também deve ter comigo, e com Trunks", ele concluiu calmamente.
Bulma e Dr. Akira estavam de olhos arregalados.
"Aaahh... o laço! CLARO! E eu aqui fazendo um auê sobre isso, quando a resposta tava aqui do meu lado o tempo todo!" A mulher pensava enquanto ainda tentava digerir o que acabara de ouvir.
"Então... esse tempo todo você sabia disso e só resolveu me contar agora por que hein, Vegeta?!"
"Você nunca perguntou diretamente à mim, louca. Se tivesse, teria me poupado a preocupação de achar que ia realmente se submeter à testes, hunf."
"Bom..." Dr. Akira finalmente se pronunciou. "Acho que minha ajuda quanto à esse assunto não será necessária. Todas as respostas que tiver, senhorita Briefs, pode perguntar à seu companheiro, ehehe. Mas, tome cuidado, sim? Falta de apetite no começo da gravidez não é algo horroroso, mas alimente-se com coisas leves. E não se preocupe, haverão enjôos pelo menos até o segundo ou terceiro mês. Ah! o que eu estou falando, a senhorita já esteve grávida antes!"
Bulma sorriu. "Sim Dr., sei me cuidar, viu? Mas está óbvio que esse pequenino ou pequenina não terá um gênio fácil!"
"Com certeza! Kame nos ajude, aiaiai..." o Senhor brincou gentilmente, e Bulma riu.
Saíram aliviados do laboratório. A mulher acompanhou o médico até seu carro, agradecendo e se despedindo. Sabia que veria-o novamente em pouco tempo, e até lá, teria muitas novidades. Vegeta se aproximou, abraçando-a pelas costas de surpresa. Bulma deu um pulo, não esperando o carinho, mas logo entendendo o motivo.
"Fica tranquilo, meu Príncipe. Prometo levar as coisas numa boa agora. Qualquer dúvida, não vou enloquecer. Pelo contrário, vou diretamente a você." Disse, virando-se, e repousando um beijo de leve nos lábios de Vegeta.
"Acho bom, mulher. Não me faça me explicar na frente de um humano novamente." Vegeta apertou o abraço ao mesmo tempo que lançou um olhar de "está avisada" para a herdeira. Bulma consentiu, e ambos voltaram às suas rotinas.
Trunks ainda estava jogando, quando sentiu o pai entrar na sala, indo direto pra cozinha. O menino ainda não havia almoçado, e esperava que o saiyajin mais velho fosse servir o banquete de ambos. Vegeta, também já advinhando os pensamentos do filho, olhou para a geladeira, e viu um bilhete da Sra. Briefs:
Meus amores, deixei comida suficiente para vocês três dentro do forno! Fiz o prato favorito de cada um, espero que gostem! Eu e vovô estaremos no Parque, voltamos a tempo do jantar. Beijinhos, e aproveitem!
O guerreiro soltou um grunhido, ainda não acostumado com a maneira como a Sra era. "Alegre demais pro meu gosto.", ele pensava. Logo abriu o enorme forno, e retirou os três pratos de lá. Ainda estavam quentes, o que fez Vegeta agradecer por não ter que se dar ao trabalho de esperar o maldito microondas aquecer sua refeição.
"Ei, garoto. Venha, sua comida está aqui, e está pronta. Só comer."
"Hum?" Trunks virou-se para prestar atenção em seu pai. "Aaaahhh legal! Vou chamar a mamãe pra que a gente possa comer junto, uhul!"
"Não." Vegeta o cortou. "Sua mãe está trabalhando, deixa-a em paz."
O semblante de Trunks murchou na mesma hora. "Mas papai... ela tem que se alimentar! Tenho medo de que algo de ruim aconteça com ela e com meu irmãozinho... ou irmãzinha."
"Não há necessidade, garoto." O príncipe colocou a mão sobre o pequenino ombro de Trunks. "Nada de ruim acontecerá à sua mãe. Ela nos tem, e isso é mais do que o suficiente."
"Mas... deixa eu pelo menos levar a comida pra ela, papai?"
"Argh... tudo bem. Vá, mas não a pressione, Trunks. Quando ela tiver fome, ela irá comer, entendeu?"
Não era necessário falar mais. O menino concordou pegando o prato e foi voando alegremente para o laboratório, tomando cuidado para que a comida estivesse segura.
"O que eu lhe disse sobre não entrar no laboratório, garoto?"
"Mas papai, me desculpa... eu... eu só queria... queria ver o que a mamãe faz aqui dentro!"
Vegeta grunhiu baixinho. Era normal que o menino fantasiasse em conhecer o lugar, pois Bulma estava sempre enfurnada lá dentro. E quando não estava falando sobre o quão linda e perfeita sua família era, se gabava sobre suas criações e toda a tecnologia que o lugar possuía.
"Trunks, precisa entender o quão insuportável aquela mulher é sobre sua segurança." O saiyajin agachou, tentando ficar na mesma altura que o menino. "Você só tem 5 anos. Ainda não recebeu o treinamento apropriado, e não tem controle sobre sua força. Você não é um humano comum, deveria saber disso, moleque."
"Não sou? COMO ASSIM, PAPAI?!" Trunks gritou bem no rosto de Vegeta, fazendo o homem se enfurecer. O pequeno percebeu, e imediatamente abaixou a cabeça pedindo desculpas.
"Esqueça. Agora, olhe pra mim." Vegeta ordenou, e Trunks sabia que não podia desobedecer, apesar de não querer encarar o pai nos olhos. Eram assustadores.
Levantou a cabeça devagar, encarando-o. "Quando tiver idade suficiente, entenderá tudo isso, garoto. Ainda não é o momento, mas quero que saiba de uma coisa: Você não é qualquer um. Nunca poderá ser igual aos outros, e tem de se orgulhar disso. Agora... se sua mãe dá uma ordem, espero que você obedeça. E se eu lhe der uma ordem, não pense duas vezes pra fazer, apenas faça, antes mesmo que eu termine a frase. Não teste minha paciência. Entendeu?"
Trunks engoliu uma grande quantidade de saliva, consentindo.
"Ótimo. Agora sáia daq-"
O híbrido, sem pensar duas vezes, saiu correndo. Não ia ficar alí e esperar mais uma bronca do pai.Vegeta sorriu de canto, orgulhoso.
"Esse é meu garoto."
"Mais dessas lembranças irritantes. Argh, o que está acontecendo comigo hoje?" Ele já estava incomodado em passar o dia todo nostálgico. Pelo menos não eram lembranças desagradáveis como a primeira. O saiyajin ainda era assombrado pelas memórias da época de Freeza. Foram anos terríveis, e ele não desejaria aquela vida nem para seu inimigo. "Nem mesmo ao idiota do Kakarotto...", concluiu. Terminou sua refeição, e foi direto para a Sala de Gravidade, para finalmente começar com seus treinamentos. Sabia que Trunks passaria o resto da tarde fazendo algo que não era de seu interesse, assim como Bulma.
Nos últimos dias, haviam passado por experiências intensas. A descoberta da gravidez foi um baque para o homem. Ainda não tinha certeza se desejava outra criança. Claro, seria forte e inteligente, mas amada? Lembrava-se da promessa que fez à mulher. "E se nascer com um poder de luta baixo? E se nascer forte demais? E se for uma menina?" o último pensamento fez-o arrepiar. "Não sei lidar com essas idiotices... argh, maldição. E se... e se nascer tão forte ao ponto de ferir Bulma?" E esse pensamento fez-o tremer. A mulher mal sentia fome, isso por si só já era preocupante. Havia cuspido sangue, sentido dor, e entrado em estado de choque. E se o nascimento dessa criança tivesse que significar a morte de Bulma? Não. "Estou enlouquecendo... mas que inferno, Vegeta. A mulher está bem. O bebê está bem. A criança protegeu a mãe, isso demonstra o sangue saiyajin que possui."
Procurou relaxar, não pensando em mais nada. As lembranças iam e voltavam na sua mente. E antes que pudesse atingir o cansaço extremo, lembrou-se da última vez em que ficara doente. Do quão chata e pegajosa Bulma ficara, perguntando de 10 em 10 minutos se ele havia melhorado, nem esperando os remédios fazerem efeito. Lógico que ela forçava Vegeta a tomá-los, e ele, contra toda a sua vontade, acabava cedendo e tomando. Não surgiam muito efeito, mas ele só queria deixar a bendita mulher feliz. Quando melhorou finalmente, Bulma estava tão frágil emocionalmente de ver o companheiro mal do jeito que havia ficado, que passou o resto do mês enchendo-o de mimos e carinhos.Vegeta sorriu mais uma vez, deixando as lembranças boas tomarem espaço em sua mente.
"Está feito, mulher. Agora você é minha."
Bulma respirava pesadamente, tentando recuperar os sentidos. Nunca havia chegado ao prazer com tanta intensidade. Em meio à suspiros, concordou, e encostou a cabeça no ombro de Vegeta. Ele afagou os cabelos da mulher, sentindo-se no topo do mundo por ainda sentir seu corpo trêmulo.
"Acalme seu corpo, Bulma. Eu sei que foi incrível, mas inferno, mulher. Está tremendo há muito tempo."
"Ve-ve...Vegeta... argh... você... eu.... foi tão intenso. Minha... minha nuca dói até agora. Na verdade... ugh... tá ardendo... mas foi muito... MUITO bom. Foi... lindo" Bulma dando-se por vencida, fechou os lábios, tentando concentrar a respiração. Aos poucos, adormeceu.
"Hn." Vegeta bufou dando um sorriso malicioso. "Nosso laço está feito, mulher tola." Ainda sentia o gosto da pele de Bulma em seus lábios. "Agora é para sempre."
Notas finais
E no próximo capítulo, vai ter uma mudança no tempo. Não tem como escrever cada dia de gravidez da Bulma, seria muito cansativo. Ela estará com 3 meses ^^
É isso, nos vemos no próximo!
Beeeeijos
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