Superando Expectativas
30 (Final) Royal Wedding.
Notas iniciais
Quero agradecer de verdade por todo o carinho que vocês me deram ao longo desses 30 capítulos. "Superando Expectativas" foi minha primeira fanfic, e eu tenho um apego MUITO grande a ela, portanto, vocês conseguem imaginar o quão difícil é termina-la.
Espero mesmo que vocês gostem desse final, escrevi cada palavra com o coração. Por ser o último, tá bem grande, mas vejam isso como um presente meu à vocês.
Quero agradecer em especial à Mayã, Juno, e Laarc, que me acompanharam desde o primeiro capítulo. E também a todas as leitoras que leram, comentaram, favoritaram, enfim... MUITO obrigada por tudo. Mesmo! ♥
Sem mais delongas, vamos ao gran finale.
E o de sempre: boa leitura!
O que se procedeu do pedido de casamento do príncipe dos saiyajins, Vegeta, para a presidente da Corporação Cápsula, Bulma, poderia ser descrito como algo, no mínimo, caótico. Não no sentido literal da palavra, pois nada de ruim aconteceu ante a situação. Foi mais um verdadeiro surto de completa e pura felicidade vindo de Bulma.
Logo após ter dito sim mais de dez vezes, e de ter enchido seu companheiro de beijos, carinhos, e ‘eu te amo’, Bulma saiu correndo esbaforida, gritando por todo o hotel, anunciando seu noivado. Ela havia acabado de receber toda a atenção dos presentes durante a palestra, e aquela nova notícia, só gerou mais burburinhos. As pessoas a paravam de minuto em minuto para parabeniza-la, enquanto Vegeta rolava os olhos, totalmente irritado. Ele não queria fazer daquele um grande evento. Queria que fosse algo mais reservado, só para eles dois. Claro que os guerreiros Z estariam presentes, e Vegeta já achava que a presença deles era mais do que suficiente.
Bulma, por ser uma mulher mundialmente conhecida, e agora anunciando um acontecimento importantíssimo como um casamento, estava involuntariamente assinando uma sentença. Mal sabia ela que os paparazzis a esperavam na saída do hotel, e que ao saber da notícia, ligariam para seus chefes, cancelando todo e qualquer tipo de trabalho, só para fazer a cobertura exclusiva do evento. Afinal, a mulher mais rica, inteligente, e bonita de toda West City finalmente estava saindo do mercado. Era o fim de uma era, e o começo de outra. Jornalistas morreriam e matariam para receber um mísero convite, ou pelo menos, conseguir uma foto oficial dos pombinhos após o casório. Pobres coitados, não sabiam com quem a cientista estava para casar. Não sabiam que era com um príncipe de uma raça alienígena sem um pingo de paciência! E que provavelmente, quem ousasse dar as caras no lugar onde fossem se casar, acabaria virando pó.
“MULHER!” Vegeta gritou nervoso diante do escândalo que Bulma ainda fazia. “Já chega! Está parecendo uma maluca! Esses vermes já entenderam que vamos nos casar, agora pare de chamar atenção, inferno.”
Bulma finalmente parou, lançando um olhar incrédulo a seu noivo. “Eu não acredito que você vai me privar desse momento, Vegeta! Sabe por quanto tempo eu esperei por isso?” Ela perguntou retoricamente. “Tenho todo o direito do mundo de sair espalhando por aí tamanho da minha felicidade, hunf!”
Vegeta segurou um grunhido no fundo de sua garganta, porém, a expressão em sua face era de pura irritação. “Você sabe que não vou aceitar jornalista NENHUM no dia do nosso casamento. O primeiro inseto que aparecer com uma mísera câmera, vira comida de minhoca.” Ele advertiu.
Bulma suspirou entediada. “Ai, tá bom! Deus me livre, já pensou um assassinato em pleno dia do meu casamento? De jeito nenhum, não vou permitir!” Ela indagou balançando a cabeça. “Mas... ainda precisamos escolher o lugar, falar com um padre, assinar os documentos, todas essas coisas. E antes que você diga alguma coisa, não, não precisamos casar em uma igreja. Pode ser em algum local aberto, ao ar livre, quem sabe na prai-“
“Tá, tá, já entendi! Pare de falar tão depressa!” Vegeta interrompeu enquanto tampava os ouvidos pela maneira estridente que Bulma falava. “Vá logo chamar seus pais, Trunks e Bra, e vamos embora daqui, não aguento mais esses humanos irritantes.”
Bulma sorriu para ele, aproximando-se e dando um beijo rápido. “Eu não acredito que você realmente fez isso, Vegeta... parece um sonho.”
O guerreiro respirou fundo, envolvendo suas mãos em volta da cintura de Bulma. “É bom que saiba que eu estou falando sério, mulher. E é pra vida inteira, entendeu bem?”
Bulma assentiu, rindo levemente. “É tudo que eu quero. Mesmo.”
Vegeta sorriu de canto, olhando profundamente nos olhos de sua futura esposa, para logo após, vira-la, dando um tapinha em seu bumbum. “Vá logo chamar aqueles tolos de uma vez!”
Bulma deu um pulo em surpresa pela ação repentina dele. “Ai, Vegeta! Tá bom, seu chato, já estou indo!”
Ela saiu saltitando e cantarolando em busca de sua família, que ainda encontrava-se dentro do salão. O Dr. Briefs recebia os parabéns em nome de Bulma, enquanto outros cientistas esperavam pelo mesmo futuro brilhante de Trunks. Uma vez que a bela mulher de cabelos turquesa voltou a adentrar no cômodo, foi ovacionada mais uma vez, e passou mais alguns minutos conversando sobre o projeto. Bulma olhou de relance para seu relógio de pulso, e imaginando o tamanho da carranca de Vegeta por causa da demora, agradeceu a todos e se despediu, fazendo um sinal para que sua família a acompanhasse. Trunks e Bra não paravam de elogia-la, reforçando o quanto sua progenitora era incrível. O Dr. Briefs e a Sra. Briefs ainda sentiam o coração palpitando fortemente por tanto orgulho de sua única filha.
De volta à Corporação Cápsula, Bulma foi a primeira a entrar, e pediu para que todos se sentassem no enorme e confortável sofá da sala, pois ela tinha uma grande novidade. Quando anunciou que Vegeta a havia pedido em casamento, seus pais berraram de tanta alegria. Sra. Briefs rodopiava de um cômodo para o outro, já planejando o buffet, o vestido, os padrinhos, madrinhas e damas de honra. Trunks e Bra já sabiam, porém, fizeram um belíssimo trabalho ao se demonstrarem surpresos. Quando o relógio marcava nove da noite, os Briefs se reuniram em torno da mesa de jantar, e comemoram a novidade com direito a champanhe e um banquete merecido.
“Preciso ligar para o pessoal e avisa-los... aiiii! Acho que vou ter um treco de tanta felicidade!” Bulma pensava enquanto subia as escadas. Vegeta estava no quarto deles, tomando banho. E a cientista aproveitaria aquele momento pra já avisar aos amigos que ela finalmente oficializaria sua relação com o guerreiro. A primeira a saber foi Chichi, que mal pôde acreditar nas palavras que ouvira. A dona de casa surtou, gritou, chamando Goku, Goten, Gohan, Videl e Pan. Os integrantes da família Son se alegraram muito, e passaram mais de uma hora comentando o quanto Vegeta havia mudado. Bulma contou apenas à Chichi a maneira exata como ele havia pedido, pois tinha certeza de que seu futuro marido não ficaria nenhum um pouquinho satisfeito caso Goku também soubesse. Só daria abertura para implicâncias, e Bulma estava tomando o máximo de cuidado – pelo menos depois da bronca que Vegeta dera nela sobre chamar a atenção -, escolhendo bem para quem iria contar.
Ao saberem da notícia, Yamcha, Pual, Mestre Kame, Ten Shin Han, Oolong e Kuririn também se demonstraram felizes e igualmente surpresos. Bulma sentia-se nas nuvens. Pensar que ela passou tantos anos de sua vida ao lado de Vegeta; que eles haviam chegado até aquele ponto, ainda era inacreditável.
Preocupada com a demora do príncipe ao sair do banheiro, ela encerra as ligações por aquele dia, levantando-se, e indo até a porta. Bateu algumas vezes, chamando-o, porém Vegeta não respondeu.
Bulma estava ficando realmente aflita, e tentou mais uma vez. “Vegeta...? Está tudo bem?” Ela perguntou com a voz embargada.
Nada.
“Vegeta? Me responda, querido. Aconteceu alguma coisa?”
“... Eu estou bem, não se preocupe.” Vegeta finalmente respondeu. Entretanto, Bulma sentiu que havia alguma coisa de errado.
Ela se aproximou mais ainda da porta, de forma em que seus lábios quase a tocavam. “Mas... o que houve? Por que está demorando pra responder? Eu fiz alguma coisa que você não gostou?”
Ela pôde ouvir o príncipe resmungando, e ele logo acrescentou, “Não, não é nada com você, mulher! Me deixe em paz!”
Bulma franziu o cenho, deixando a preocupação de lado e ficando irritada. “Vegeta, me fala logo o que diabos você está fazendo aí dentro?! E por que eu deveria te deixar em paz?”
Ao final da frase da mulher, Vegeta abriu a porta de repente. Aparentando estar muito mal-humorado, ele respondeu ríspido, “Eu estou ocupado. Deixe-me ter um pouco de privacidade. Já disse que não é nada com você, apenas me deixe ficar mais um pouco aqui dentro. Já vou sair.” E dizendo isso, voltou a fecha-la.
Bulma estava com os olhos arregalados em surpresa. Ela puxou uma enorme quantidade de ar pelas narinas, procurando manter-se calma. “O que quer que ele esteja fazendo, é melhor deixar que faça quieto.” Ela concluiu, pensando.
“Er... quando você sair dai, temos que conversar, ok? Temos muito o que planejar. Estou te esperando!” Ela disse por fim, saindo de perto da porta, e indo para a cama. Deitou de maneira aconchegante, e por longos quinze minutos, esperou.
E esperou, esperou, esperou... Bulma estava prestes a arrancar os cabelos de preocupação e curiosidade, ela estava, de verdade, pronta para soltar um de seus gritos, quando viu Vegeta saindo do banheiro. Ela permaneceu em silêncio, esperando uma explicação plausível dele. Porém, Vegeta agia como se nada tivesse acontecido. Ele mantinha os olhos fechados, e apenas caminhou na direção da mulher, deitando-se ao lado dela.
Bulma contou até dez. “Um... dois... três... quatro... cinco... seis... sete... oito... nove... se acalme, Bulma, não precisa perder o controle, ele não está fazendo isso de propósito... vamos, respira... calma... ARGH, DEZ!”
“ESCUTA AQUI VEGETA-“
“Shhhhhh.” Ele interrompeu calmamente levando um de seus dedos contra o lábio dela. “Não grite, mulher. Eu estava ocupado fazendo uma coisa para esse maldito casório, não venha querer dar sermão.”
Ela piscou algumas vezes, sentindo-se bastante confusa. “Ué... como assim?”
“Não posso dizer o que exatamente. Quando o dia chegar, você saberá. Agora vamos dormir, já está tarde. Amanhã conversamos mais sobre os detalhes.” Ele pousou um beijo na testa dela, e completou, “Seja uma boa menina, e durma logo.”
“Mas o que... por que ele está agindo assim?” Bulma perguntava a si mesma.
Arriscando, voltou a perguntar, “Vegeta, eu não vou dormir e nem vou te deixar dormir se você não me contar o que estava fazendo dentro do banheiro! Então me poupa e diz logo!”
“Grrr, mas que inferno, Bulma!” Ele rosnou. “Quando eu sou eu mesmo, você abre essa maldita boca e fica reclamando, agora que estou tentando ser mais calmo, continua reclamando! Maldição, será que nunca está satisfeita? Já disse que não precisa se preocupar, sua louca!”
A mulher bufou, meio magoada com as palavras do príncipe. “Mas é lógico, você nunca falou desse jeito comigo, é completamente normal que eu ache estranho. Mas... aaaahhh, deixa pra lá! Não vou perguntar mais nada também! Boa noite!”
Bulma bufou novamente, virando-se e ficando de costas para Vegeta. Ele rolou os olhos, mas agradeceu internamente por finalmente tê-la despistado. Jamais contaria o que de fato estava fazendo lá dentro. Ele manteria a surpresa até o fim. Já tinha sido difícil o suficiente, não poderia deixar que ela estragasse tudo!
Pouco tempo depois, ambos adormeciam. O dia seguinte seria bem cheio, e enfim poderiam começar o planejamento. Com esse último pensamento em mente, a mulher de cabelos azuis caiu em sono profundo, com um pequeno sorriso nos lábios. Ao seu lado, Vegeta também dormia, porém, com seu típico sorriso de canto, enquanto devaneava com a imagem de Bulma em um vestido de noiva.
***
Beep, beep, beep!
O despertador ressoou ao amanhecer.
Bulma entreabriu seus olhos, sentindo uma preguiça tremenda. No meio do jantar na noite anterior, ela havia avisado a seu pai que, já que havia terminado o projeto do holograma, tiraria férias. E justiça fosse feita, a humana realmente precisava. Desde o nascimento de Bra, Bulma passou anos trabalhando arduamente, focando-se ao máximo, e por consequência disso, se afastou um pouco de sua família. Mas, o bem de seus entes queridos vinha acima de tudo, e quanto mais ela trabalhasse, mais dinheiro ela traria para dentro de casa. Não que fosse vital, mas Bulma pensava que era melhor ter sobrando do que faltando.
Ela espreguiçou-se devagar, bocejando. Abriu um sorriso ao ver Vegeta dormindo tranquilamente, decidindo não acorda-lo. Bulma adorava vislumbrar seu companheiro naqueles momentos. Eram os únicos em que Vegeta parecia realmente estar em paz, sem estar com as sobrancelhas juntas em uma expressão mal encarada.
Esticou o braço, pegando seu robe, e após vesti-lo, se levantou com cuidado. Tentou não fazer nenhum tipo de barulho ao abrir a porta do banheiro, mas como Vegeta tinha audição aguçada, acabou ouvindo e acordando.
Ele grunhiu algo inaudível, resmungando sonolento enquanto se levantava até ficar sentado na beirada da cama. Olhou brevemente para o lado, e percebendo que Bulma o encarava, perguntou, “O que foi, mulher? Por que está aí parada feito uma tonta me olhando?”
A mulher pôs as mãos sob a cintura, fitando-o atentamente. “To pensando em um jeito de você me contar o que estava fazendo preso no banheiro ontem à noite. Como eu sou um gênio, espera só mais um pouquinho que já já eu descubro.” Ela concluiu com um pequeno sorriso triunfante no canto dos lábios.
Vegeta cerrou os olhos. “Argh, mulherzinha teimosa...” Ele indagou massageando suas têmporas. Em seu íntimo, Vegeta ainda sentia uma pontinha de medo de que ela fosse mesmo descobrir. Ele jogou os lençóis que o cobriam para o lado, levantou, e parou frente a frente à sua companheira. “Deixe-me passar.” Ele ordenou.
“Não. Só vou deixar você usar o banheiro se me contar.” Ela rebateu decidida.
Vegeta deu de ombros, virando-se e indo até a porta. “Sabe, você se diz um gênio, mas não é o que parece. Esqueceu que tem milhares de banheiros nessa casa? Posso usar qualquer um, tola.” Vegeta respondeu sorrindo de canto maliciosamente enquanto saía do quarto, deixando Bulma irada.
Ela rapidamente saiu correndo atrás dele, e o parou no meio do caminho, segurando-o pelo braço. “Vegeta, sério... qual é a porcaria do seu problema?” Ela perguntou irritada.
E o guerreiro, que tentou permanecer calmo, chegara a seu limite. “Meu problema é você, sua bruxa!” Ele ralhou. “Estou desde ontem falando pra não se preocupar, e você continua me perturbando, argh!” Ele se desvencilhou do braço dela, voltando a caminhar. “Deixe isso pra lá de uma vez por todas, Bulma.”
Bulma abriu a boca pronta para argumentar, mas hesitou. Ela deixou com que ele descesse as escadas, voltando para o quarto, e finalmente arrumando-se para mais um dia. “Se ele não quer me contar, é melhor MESMO deixar pra lá. O mais importante agora é planejar o casamento!” Ela pensou, sentindo-se bem animada.
De fato, era o que aconteceria. Naquele dia, eles começariam a planejar o evento mais importante de suas vidas.
***
“Bulminha, vamos logo!” Bunny gritou em direção às escadas. “Vamos acabar nos atrasando, filha!”
“Já estou indo, mamãe!” Bulma gritou de volta. “Deixa só eu colocar meus sapatos! Ai, onde estão, onde estão... VEGETA!” Ela berrou novamente.
“O QUE É, MULHER?!” O príncipe respondeu de onde estava, sentado quietamente assistindo um jornal qualquer na TV.
"Você viu meus sapatos? Aqueles de salto alto, branquinhos, com alguns detalhes em strass, lembra?” Ela perguntou levando um dedo aos lábios, pensativa.
“Lógico que não! Eu vou lá saber onde você guarda suas tralhas?!” Vegeta batia um pé impaciente contra o chão. Bulma tinha um closet enorme, e ele não saberia mesmo dizer onde ela guardava todos os seus pertences. As únicas roupas que diziam respeito ao príncipe, eram lingeries, calcinhas e sutiãs. Essas peças sim, ele sabia exatamente onde ela guardava.
“Ai, mas que droga... onde será que eu coloquei... Hummm...” Bulma murmurava a si mesma, olhando por todos os cantos do quarto no andar de cima. Ela abriu seu closet (que mais parecia um outro quarto de tão grande), e examinou parte por parte cautelosamente.
Ao mesmo tempo em que sua mãe procurava os sapatos feito uma doida, Bra, estava no jardim da Corporação Cápsula, brincando com sua melhor amiga, Pan, filha de Gohan e Videl. As meninas estavam brincando de desfile de moda, exibindo-se uma para a outra. De vez em quando, elas começavam uma pequena discussão pra saber quem era a mais bonita, e Trunks servia de juiz, mesmo que involuntariamente. Ele dizia que as duas eram lindas, e mesmo assim, as menininhas não se convenciam. Por fim, ele inventava uma desculpa qualquer pra se safar. Bra e Pan tinham um gênio terrível, Trunks sabia muito bem disso.
“Mas eu já disse que eu sou a mais bonita!” Bra gritava.
“Não é não, a mais bonita sou eu!” Pan gritava em resposta.
“NÃO É, EU SOU A MAIS LINDA DO MUNDO! SOU UMA PRINCESA SAIYAJIN!” Bra berrava argumentando.
“E DAÍ? MEU AVOZINHO É O HOMEM MAIS FORTE DO UNIVERSO!” A neta de Goku justificava.
Quando achava que seus ouvidos começariam a sangrar, Vegeta, ao ouvir aqueles berros estrondosos, saiu jardim a fora, lançando um olhar repreendedor e maligno às garotinhas.
“Bra, posso saber o motivo dessa gritaria toda?” Ele perguntou seco à sua filha.
A pequenina rapidamente se acalmou, utilizando sua melhor expressão inocente. “Ai papai, a Pan é uma boba! Eu só estava dizendo que a mais bonita do mundo sou eu, e ela fica reclamando!”
Pan franziu o cenho, bufando de raiva. “Você que é uma boba, Bra! Eu já disse que a mais bonita sou eu, para com isso!”
“CHEGA, VOCÊS DUAS!” Vegeta ralhou. “Mas que inferno! Já não basta ter aquela mulher gritando o tempo inteiro, tenho que aguentar mais duas pirralhas? Grrrrr! Se não quiserem que eu acabe com essa brincadeira estúpida agora, sugiro que fiquem caladas!”
As pequeninas olhavam assustadas para o saiyajin à sua frente. Vegeta respirava de maneira pesada, e a veia em sua testa parecia que ia saltar a qualquer minuto. Pan fez um biquinho, maneando positivamente com a cabeça, enquanto Bra já tinha os olhos marejados pela maneira rude que Vegeta havia falado.
Ele semicerrou seus olhos, percebendo o que estava para acontecer. “Bra, se você cho-“
“BUÁÁÁÁÁÁ!!!” A princesinha saiyajin abriu o berreiro antes mesmo de seu pai terminar a frase. Ela levantou de repente, correndo para dentro da mansão.
“Ei, menina! Volte aqui!” Vegeta falou, indo atrás de sua filha com uma expressão irritada e preocupada.
Bulma, que nessa hora, já havia encontrado seus benditos sapatos, estava terminando de guardar algumas cápsulas dentro de sua bolsa, quando foi surpreendida com um pequeno ser agarrando-se em suas pernas. Ela abaixou a cabeça para ver o que estava acontecendo, e ao notar que aquele pequeno ser, era sua filha, abaixou-se, abraçando-a logo em seguida. “Bra, querida, o que aconteceu?” Ela perguntou de maneira gentil.
Bra respondeu entre um soluço e outro, “O... o papai... ele... ELE GRITOU COMIGO!” E danou a abrir o berreiro novamente, afundando-se nos braços de sua mãe.
“Vegeta...” Bulma sibilou. “O que é que eu você fez com ela, seu ogro?”
“Eu não fiz nada, mulher!” Vegeta respondeu rapidamente. “Ela estava brigando com a neta de Kakarotto, e tudo que eu fiz foi manda-las pararem de gritar!”
“E o melhor jeito de fazer isso é gritando também? Ai, você é um idiota mesmo!” Bulma indagou ao mesmo tempo em que balançava a cabeça. Ela voltou a atenção para sua princesinha, levantando o rosto de Bra para que pudesse olha-la, “Bra, você sabe como seu pai é... não precisa chorar, pronto, shhh, já passou. Papai vai pedir desculpas por ter gritado com você, não é?” Bulma lançou um olhar a Vegeta que seria capaz de colocar medo até mesmo no pior dos vilões.
Ele engoliu a seco, uma gota de suor escorrendo de sua testa. Mas manteve a postura, desviando o olhar e cruzando os braços. “Não vou pedir desculpas coisa nenhuma. Se tem alguém aqui que me deve desculpas, é ela. Estava gritando feito uma retardada por um motivo idiota.” Ele argumentou.
“Ela só estava brincando com a Pan, e elas sempre fazem esse tipo de coisa!” Bulma explicou. “Anda logo, Vegeta, eu tenho que sair com a minha mãe pra experimentar os vestidos, e nós já estamos atrasadas!”
“Eu já disse que não vou pedir desculpas, mulher!” O guerreiro respondeu ríspido.
Bra levantou a cabeça, olhando subitamente para seu progenitor. “Papai...” ela começou a dizer em tom triste. “Eu sei que a gente tava gritando... mas... eu não gosto quando você fala daquele jeito comigo...” Bra disse tentando amolecer o coração de Vegeta. “Desculpa se a gente gritou, mas poxa... não, não precisava-“ A menina não conseguiu terminar de falar, e voltou a chorar copiosamente, apertando os olhinhos.
Vegeta sentiu uma onda de culpa adentrando seu corpo, e sua garganta se fechando. Ele novamente engoliu a seco, e finalmente disse, “Está bem, está bem... não volto a gritar com você, Bra.” Foi a maneira que encontrou de dizer desculpas, afinal, um saiyajin orgulhoso como Vegeta não dizia essas coisas tão facilmente.
E Bra sabia disso! No mesmo instante, a menina cessou o choro, abrindo um pequeno sorriso para Vegeta. Ela saiu do abraço de sua mãe, e parou na frente do príncipe, olhando-o com aqueles grandes olhos azuis mais do que familiares.
Vegeta pôs a mão sob a cabeça de Bra, afagando os cabelos de sua filha rapidamente, sorrindo de canto.
Bulma sorriu também, admirando aquele momentinho entre pai e filha. Ela os adorava. A presidente da Corporação Cápsula colocou-se de pé, chamando sua mãe, e se despedindo de Vegeta, Bra, Pan e Trunks, saiu para o centro da cidade em seu aero-carro.
A Sra. Briefs e sua filha pararam em todas as lojas de West City que vendiam vestidos de noiva. Desde as mais baratas, até as lojas de grife, pois Bulma não se importava com o estabelecimento, contanto que encontrasse o vestido perfeito.
A tarde pela procura do dito cujo se estendeu até a noite. Bulma precisava encontrar logo o que ela ia vestir, pois havia marcado o casamento para três semanas a partir daquele dia. Ela era Bulma Briefs, a mulher mais influente da atualidade, e se quisesse se casar naquele mesmo dia, conseguiria. Os ministros cancelariam qualquer outra cerimônia a fim de agradar a cientista.
“Mamããããeeee!” Bulma reclamou em tom choroso. “Já são sete da noite e ainda não conseguimos encontrar nada!”
“Ora Bulminha, acalma-se!” Bunny disse. “Pelo menos os vestidos das madrinhas nós já escolhemos! E Bra ficará uma gracinha com aquele vestidinho de dama, awn meu Kami Sama, imagine só!” A mãe de Bulma indagou suspirando ao pensar na imagem de sua netinha vestida de dama.
Bulma copiou a ação de sua mãe, suspirando também. “Aiiii! Ficará uma gracinha mesmo!”
As Briefs continuaram soltando gritinhos ansiosos em meio as ruas da cidade. Quando Bulma ia dar o dia por encerrado, decidindo que elas teriam que viajar para outras cidades em busca do vestido perfeito, uma pequena loja chamou a atenção da cientista. Era um local muito chique, bem iluminado, e uma música suave tocava ao fundo. Uma das atendentes foi imediatamente ao encontro de Bulma, pois sabia de sua fama, e sabia que a mulher estava de casamento marcado. Ela gentilmente ofereceu ajuda, perguntando o que especificamente Bulma desejava. A mulher de cabelos turquesa deu algumas instruções, explicando mais ou menos como queria que seu tão desejado vestido fosse. A atendente pediu para que Bulma subisse ao segundo andar da loja com ela, onde se encontravam os vestidos mais caros e bonitos. Pela descrição que Bulma dera, a atendente já estava pronta para exibir o vestido que mais chegava perto do que ela queria.
“Espere aqui senhorita, vou busca-lo”. A mulher anunciou enquanto ia até o final da fila enorme de vestidos. Alguns momentos depois, ela voltava, segurando o futuro vestido da presidente da Corporação Cápsula.
“Ai. Meu. Kami! Eu preciso experimenta-lo imediatamente!!!” Bulma respondeu emocionada ao ver o vestido. Era perfeito, simplesmente perfeito.
Após alguns pequenos ajustes – principalmente no busto, que Bulma fizera questão de ressaltar – a cientista chamou sua mãe para dar sua opinião. Ela olhava-se no espelho com lágrimas nos olhos, ainda não acreditando totalmente no que estava acontecendo.
Bulma sempre quis se casar. Essa era a maior razão por todos os anos que aguentou ao lado de Yamcha. Ela esperava que, em algum momento, o ex-ladrão fosse finalmente fazer o pedido. Porém, mesmo depois de dez anos juntos, ele não o fez, e para piorar, terminaram seu relacionamento de vez. Foi quando Bulma reparou em Vegeta. Ele sempre fora exibido, imponente, rude, egoísta, teimoso... assim como ela. Bulma jamais se deixou fraquejar diante dele. Jamais demonstrou medo diante as palavras e atitudes de Vegeta. Eles eram páreo a páreo. E enquanto ela se admirava naquele espelho, um flashback cruzou seus pensamentos. Bulma passou a lembrar desde o primeiro momento que viu Vegeta, até os dias atuais. E não contendo-se, deixou lágrimas de genuína felicidade caírem pelo rosto. Lá estava ela, escolhendo o vestido para o dia mais importante de sua vida. O dia que ela jamais esqueceria. O dia em que começaria uma nova etapa ao lado de seu príncipe.
“Bulma...” A Sra. Briefs disse em meio as lagrimas que também teimavam em cair pelo rosto. “Você está... está deslumbrante, filha.”
Bulma não conseguia parar de sorrir. “Obrigada, mamãe. Sinto que meu coração vai sair pela boca a qualquer momento. A senhora... a senhora também se sentiu assim quando casou com o papai?”
Bunny assentiu, enxugando o rosto. “Sim. É algo único, não é mesmo? Acho que só senti mais felicidade quando você nasceu...” Ela levantou-se, aproximando-se de sua filha, e colocando as mãos sob seus ombros. “Acho que o bonitão do Vegeta vai ficar boquiaberto quando te ver tão linda desse jeito!”
Bulma gargalhou, não tirando os olhos do espelho. “Mal posso esperar pra ver a reação dele!” Ela virou a atenção para a atendente, que a essa altura, também estava chorando, admirando a beleza de Bulma. “É esse. Já fiz minha escolha, e será esse vestido mesmo. Muito obrigada.” Ela completou gentilmente.
Logo após, mãe e filha saíam satisfeitas da loja, entrando no aero-carro e rumando de volta à Corporação Cápsula. Bulma precisava manter o vestido bem escondido, pois caso corresse o risco de Vegeta vê-lo, uma guerra começaria. Ao chegarem à mansão, a cientista chamou exasperada por sua filha, subindo as escadas correndo.
Vegeta, totalmente alheio à situação, olhava curioso para as duas que mais pareciam loucas gritando e comemorando. O saiyajin estava jantando com Trunks, e foi rápido em perguntar, “Por que aquelas duas estão gritando daquele jeito?” Ele perguntou tentando se demonstrar indiferente.
Trunks abafou uma risada, mastigando sua comida rapidamente. “Acho que a mamãe encontrou o vestido finalmente. E é mais do que normal elas agirem assim, papai. Sabe como as mulheres são.”
“Hn.” Vegeta grunhiu, dando de ombros. “O que há de tão especial nesse vestido?” Perguntou novamente, dessa vez não contendo a curiosidade.
“Papai...” Trunks sacudiu a cabeça fazendo uma careta incrédula. “Não se lembra do casamento da Videl?”
“Lembro. O que tem?”
“Se lembra do vestido que ela usava? Então, será algo parecido com aquele. Imagina só o quão linda a mamãe ficará! Chega dar uma alegria só de pensar!” O híbrido anunciou contente.
É claro que Vegeta já havia imaginado como Bulma ficaria em um daqueles vestidos. Quando fez o pedido, foi a primeira coisa que passou pelo seu pensamento. Mas era algo vago. Por mais que o saiyajin conjeturasse em sua mente uma imagem mais precisa, acabava por afastar os devaneios. Na verdade, ele estava ansioso pelo fator surpresa. Queria ser verdadeiramente surpreendido com a imagem de sua futura esposa vestida de branco, linda como nunca. Ele sorriu a si mesmo, não falando mais nada para Trunks. Os saiyajins terminaram suas refeições, e Trunks subiu as escadas, indo para seu quarto querendo estudar. Vegeta esperou até que estivesse a sós com o Dr. Briefs, pois precisava conversar com o ex-cientista urgentemente.
Quando o esperado ocorreu, sentou-se um pouco afastado dele no sofá. Falando num tom de voz baixo, ele pronunciou, “O que eu lhe pedi já está pronto, velho?”
O pai de Bulma virou-se para encarar o sogro. “Oh, sim, sim. Já está pronto, jovem Vegeta. Quer ver agora?”
Vegeta assentiu, e os dois foram caminhando sorreitaramente em direção ao laboratório. Dr. Briefs digitou a senha de acesso, e certificando-se que não havia ninguém por perto, eles adentraram. Ainda em silêncio, o velho dirigiu-se para os fundos do laboratório, subitamente pegando uma caixa que estava escondida debaixo de alguns aparelhos. Ele fez menção de abri-la, e os olhos de Vegeta iluminaram-se por um segundo ao ver o conteúdo.
Ele o examinou atenciosamente, checando parte por parte. Satisfeito, disse, “Ótimo.”
O pai de Bulma sorriu em resposta. “Vai experimentar?” Vegeta concordou, e o velho apontou para uma pequena sala que o laboratório possuía. O saiyajin entrou, e ao sair, a reação de Dr. Briefs fora algo semelhante à de Bunny ao vislumbrar Bulma.
“Bulma ficará muito feliz ao vê-lo desse jeito.” Ele indagou alegre.
“Hn. É bom mesmo que fique.” Vegeta respondeu imponente. “Velho, há mais uma coisa que preciso tratar com você.”
“Sim?” Dr. Briefs perguntou curioso.
“Você me disse que em casamentos, existem aquelas coisas esquisitas... os votos. Onde eu preciso explicar o motivo pelo qual estou me casando, não é isso?” Vegeta indagou tentando não se demonstrar ansioso.
“Oh, sim, sim. Não é bem um motivo, é mais uma maneira de demonstrar o que se sente em relação ao outro.” O ex-cientista explicou. “Você conseguiu fazê-los?”
Vegeta não respondeu. Permaneceu calado, parecia estar pensando. Ele cruzou os braços, escorando contra a parede. “Eu... eu não sei fazer essas coisas. Não sou bom com palavras.” Ele admitiu amargamente. “Isso realmente importa? Argh... quero dizer, Bulma ficará triste caso eu não diga essas malditas coisas?”
Dr. Briefs se aproximou, fitando Vegeta complacentemente. “Vegeta, nós conhecemos Bulma. Claro que ela não ficará triste. Você já demonstrou que a ama, qual é a razão em colocar isso em palavras? Acredito que elas não sejam necessárias, jovem. Não se preocupe.”
“Mas ela não irá preparar uma dessas coisas pra dizer à mim quando estivermos no altar, velho?” Ele perguntou perdendo um pouco a paciência. “Se ela falar, e eu não, será humilhante pra ela, e eu-“ Vegeta hesitou, bufando logo em seguida. “Eu quero que seja um dia... um dia...” Tentou de todas as formas externar o que sentia dentro de si, porém em vão.
Graças aos Deuses, o pai de Bulma, após tantos anos de convivência, compreendia um pouco o príncipe. “Eu sei, e entendo como se sente. De qualquer jeito, será um dia perfeito você pronunciando os votos ou não. Acalme-se, sim? Vai dar tudo certo.”
Vegeta permaneceu em silêncio. Desencostando-se, encaminhou-se para a saída do laboratório. Ele olhou de canto para Dr. Briefs, maneando positivamente com a cabeça, e o ex-cientista tomou aquilo como um ‘sim’, e um ‘obrigado’.
“Vegeta, espere!” Ele o chamou de repente. “Você ainda está desse jeito, Bulma não pode te ver assim.”
“Ora, e por que não?” Vegeta disse franzindo a testa.
“Deixe que ela se surpreenda também.” Dr. Briefs piscou para ele, o que só fez com que o príncipe grunhisse alto, e voltando para a pequena sala, trocou-se. Colocou a roupa de volta na caixa, e disse, “Deixe-a aqui. É mais seguro.”
Dr. Briefs consentiu, e ambos saíram do laboratório. Agora era rezar para que Bulma não entrasse lá.
Ao fim daquela noite, a mulher de cabelos e olhos azuis tomava um relaxante banho de espuma. Cantarolando, Bulma brincava com a água. Ao ouvir a porta abrindo, ela gritou, “Vegeta?”
“Sim.” O príncipe respondeu.
“Ah querido, que bom que está aqui. Preciso falar com você! Já vou sair do banho, e aí conversamos, ok?” Ela indagou animada.
“Que seja.” Vegeta disse deitando-se na cama. Respirando fundo, ele tentava inutilmente acalmar seus ânimos.
O grande dia estava chegando, e estava tendo dificuldade em assimilar tudo. Jamais em toda a sua vida, ele achava que iria se casar. Pelo menos não com uma humana. Quando era pequeno e Vegetasei ainda existia, seus pais comentavam que um dia ele teria que escolher uma saiyajin para comandar o planeta ao seu lado, como rainha. Pensar que nada daquilo poderia acontecer mais, fazia seu coração pesar.
Não pelo fato do casamento, mas porque seu planeta natal fora destruído. E desde então; desde que Freeza havia tomado o controle, seguiram-se os piores anos de sua vida. Onde ele aprendera a ser frio, a matar sem um pingo de piedade, e a não confiar em ninguém a não ser a si mesmo. As lembranças eram quase que comuns, e constantemente o deixavam perturbado. Entretanto, desde que passou a viver na Corporação Cápsula, isso mudou. Aos poucos, conforme foi convivendo e conhecendo Bulma, algo dentro daquele coração frio e impassível ia mudando. Quando o príncipe se deu conta de seus sentimentos, já estava tão envolvido que não tinha mais volta.
Trunks havia nascido, e ele tinha uma responsabilidade muito maior agora. Outro ser precisava dele para viver. Outro ser carregava seu sangue. Seu DNA. Seus genes.
Se Vegetasei ainda existisse, Vegeta seria rei, e Trunks e Bra, príncipe e princesa. O que fazia de Bulma, rainha. Mas não seria assim, e Vegeta sabia. Não seria com Bulma que ele se casaria. Trunks e Bra não seriam seus filhos. Eles jamais sequer existiriam. Quando parava para pensar nessa possibilidade, Vegeta sentia sensações que não sabia explicar. Imaginar sua vida sem Bulma, Trunks e Bra, hoje, era algo impossível. Eles eram sua família. Eram as pessoas que conviviam com ele dia e noite, e ainda assim, o aceitavam.
Acima disso, eles o amavam exatamente do jeito que era. Sem nunca querer muda-lo.
E mandando de uma vez por todas, qualquer tipo de sentimento ruim ou duvidoso, ele sentou-se na cama, esperando Bulma sair do banho.
Quando ela saiu, o coração de Vegeta foi inundado de mais sensações. Ela estava enrolada em uma toalha branca, com os cabelos molhados e desgrenhados. Sorria docemente para ele, enquanto se aproximava. Vegeta sentiu o tempo parar naquele momento. Sentia o ímpeto de abraça-la, e não solta-la nunca mais.
“... Vegeta? Está me ouvindo?” Bulma perguntou enquanto passava uma mão sob o rosto do companheiro. “Estou falando com você, querido.”
Ele piscou algumas vezes, voltando finalmente a si. “Hã? O que? O que disse?”
Bulma apertou os olhos enquanto o examinava. “Você está bem?”
“Estou, mulher, que coisa!” Ele desviou o olhar, jogando-se contra a cama. “O que quer?”
“Bom, eu já escolhi o vestido! E além disso, o vestido das madrinhas, e o de Bra também!” Ela anunciou empolgada. “Você já escolheu seu terno? Nós precisamos sair pra comprar um no-“
“Não é necessário.” Ele interrompeu. “Já tenho uma roupa.”
Bulma inclinou a cabeça confusa. “Como assim já tem roupa? Vegeta, não me diga que vai usar roupas de treino em pleno dia do nosso casamento!”
“Argh, não diga asneiras!” Ele bufou. “Tenha calma, mulher. Quando a hora chegar, você verá.”
“Xiii...” Bulma balançou a cabeça. “Aiaiai, tenho um mau pressentimento...” Ela levou uma mão ao coração, apertando-o de leve. “Só não me faz ter um infarto, tudo bem? Quero estar viva pelo menos até depois da lua de mel.” Ela acrescentou em tom brincalhão.
“Ah, é?” Ele sorriu de canto. “Sua mulherzinha vulgar...” Vegeta a puxou pela cintura, fazendo com que ela caísse sobre ele.
Passaram alguns minutos um estudando o olhar do outro. Bulma suspirou feliz, beijando-o. “Vou colocar meu pijama, e vamos dormir, tá? Estou mooooorta de cansaço, andei muito hoje.”
“Hn.” Ele limitou-se em dizer. “Por acaso você está se guardando ou algo assim?” Perguntou irritado.
Bulma parou e o fitou espantada. “Que?! Como assim me guardando?”
“Não seja burra, sabe muito bem do que estou falando. Desde que fiz o pedido, nós não fizemos mais nada, mulher.” Ele respondeu em tom pesado. Era como se estivesse ofendido.
“Aaaaaaaaahhh!” Bulma exclamou, finalmente entendendo. “Olha, pode-se dizer que sim.” Ela riu. “É só pra dar mais um pouquinho de emoção, sabe? Pode deixar que vou te recompensar.” A cientista piscou para seu futuro marido de maneira provocadora.
Ele se levantou, sério, caminhando até ela. Aproximou-se, e sussurrou em seu ouvido, “Você não terá voz quando eu tiver acabado com você, mulher.” A reação de Bulma ao ouvir aquelas palavras foi imediata, e a fizeram arrepiar de antecipação.
“Eu... Vegeta, deixa eu colocar meu pijama, vai.” Bulma disse trêmula, empurrando-o pelo bem de sua sanidade.
O príncipe rosnou em resposta, voltando a deitar na cama. Depois de vestida, Bulma juntou-se a ele, encostando a cabeça no peitoral forte de Vegeta.
O estômago da cientista parecia estar infestado de borboletas pela ansiedade. Só mais três semanas, e ela finalmente estaria casada com o homem que amava. Ela estava pronta.
Ela só rezava para que ele estivesse também.
***
Três semanas depois.
E chegara o grande dia!
“É HOJE! É HOJE! É HOJE, VEGETA, ACORDE, É HOJE!!!” Bulma berrava desesperadamente pulando em cima de Vegeta, que acordou abruptamente diante do susto.
“MAS JÁ ACORDA GRITANDO, MULHER?!” Ele berrou de volta, tampando os ouvidos. Vegeta tinha certeza de que um dia ficaria surdo.
“Aiii, querido, é hoje! Não aguentava mais esperar! Olha, como nós decidimos fazer o casamento no jardim interno aqui de casa, tudo fica mais fácil! Então, o pessoal deve começar a chegar depois do almoço, e o ministro da cerimônia chega um pouco antes, tudo bem?” Bulma praticamente cuspiu as palavras de uma vez só. Estava tão eufórica que não conseguia se conter.
“Tá, tá, tá bom! Já entendi, agora pare de falar tão rápido!” Vegeta grunhiu sentindo a cabeça doer pela gritaria.
“Ah! Tem mais uma coisa! Eu achei esse papel aqui dentro do bolso da sua calça e-“
“NÃO!” Vegeta tomou o dito cujo da mão de Bulma velozmente. “Você leu o que está escrito?!” Perguntou nervoso.
Bulma olhava-o confusa e assustada. “Não, credo! Só o encontrei mesmo, e-“
“Ótimo.” Ele a interrompeu, sufocando um suspiro de alívio.
“Vegeta... o que está escrito aí?” Ela perguntou curiosa.
“Não te interessa. Vá logo fazer o que tiver que fazer, eu vou descer pra tomar café.” Ele respondeu seco.
Bulma rolou os olhos, mas não ia deixar o mal humor de Vegeta afeta-la. Tudo teria que ocorrer perfeitamente, e ela estava super determinada em fazer as coisas assim.
Após um breve café da manhã, o príncipe se dirigiu até o jardim interno da mansão para observar o movimento. Todos os robôs serventes passavam de um lado para o outro arrumando as mesas, cadeiras, o arco onde ele e Bulma ficariam durante a cerimônia, as flores, arranjos, e todo o restante do arsenal. Olhando para o relógio, Vegeta viu que ainda tinha tempo até o começo do evento, e foi para a Câmara de Gravidade.
Durante o trajeto, fez questão de certificar-se que não seria interrompido por ninguém. Trunks e Bra estavam suficientemente ocupados ajudando a arrumar as coisas, Sra. Briefs não saia da cozinha, preparando algumas dezenas de docinhos, enquanto Dr. Briefs seguia Bulma por todos os cantos, auxiliando-a no que fosse preciso.
Vegeta respirou aliviado ao ver todos devidamente ocupados, e chegando a seu destino, entrou, fechando a grande porta de ferro atrás de si.
Se fosse um humano, certamente estaria tremendo. O nervosismo era tanto que ele conseguia ouvir o palpitar forte de seu coração.
“Por que diabos estou desse jeito?” Ele pensava recriminando-se. Parou por um momento, olhando para suas mãos. Estava suando frio. “Acalme-se, droga.” Ele tentava manter o controle, o que estava se demonstrando incrivelmente difícil.
Puxando o papel que tomara da mão de Bulma mais cedo, ele pôs-se a ler.
Bufando pesadamente, o rasgou.
“Não preciso dessas coisas. Farei isso sozinho.” Vegeta decidiu.
Ele aproximou-se do botão de gravidade, ligando-o. E durante aquela hora, até o momento em que ouviu um estrondo na porta avisando-o que era para começar a se arrumar, ele treinou. Treinou muito. Até sentir cada músculo queimando. Era a melhor maneira que Vegeta havia encontrado ao longo dos anos para manter a mente focada. Quando treinava, travava uma batalha interna. Só que dessa vez, ele não treinava para esquecer. Treinava para provar algo a si mesmo. Para provar que era capaz. Que enquanto treinasse, ele seria capaz de fazer o que prometeria à Bulma naquele dia.
Sabendo disso, ao ouvir Trunks batendo na porta da Sala, ele respirou fundo. Desligando a gravidade, e lançando um último olhar para dentro daquele lugar, que na verdade, se tornara sua segunda casa, saiu.
“Está na hora, pai.” Trunks anunciou com um olhar orgulhoso.
“Hn.” O príncipe resmungou. “Aquele ministro idiota já chegou?”
“Já sim, está no jardim conversando com o vovô. Mamãe pediu para que cada um tomasse banho e se arrumasse em um quarto diferente. Em breve, o senhor Goku chegará também, sinto seu ki e dos outros se aproximando.” O híbrido dizia enquanto caminhava lado a lado com seu progenitor. “O senhor está bem?”
“É claro que estou, moleque.” Vegeta respondeu firme.
Trunks sorriu de canto. Sabia que seu pai estava nervoso, mas não demonstraria. Eles subiram as escadas juntos, e puderam ouvir Bulma e Bra cantando alegremente do quarto onde estavam.
“Agora aquela louca pretende cantar na cerimônia?” Vegeta perguntou.
Trunks riu, jogando a cabeça pra trás. “Olha papai, acho que não. Elas só estão felizes mesmo. Bom, de qualquer maneira, vou lá começar a me arrumar. Nos vemos daqui a pouco.” Ele fez um sinal de ‘ok’ com o dedão para Vegeta, e o saiyajin respondeu com um curto aceno.
Aos poucos, a gangue foi chegando. Como de costume, os Sons foram os primeiros, seguidos dos moradores da Kame House. Yamcha, Pual, Ten Shin Han, Lunch e Chaos apareceram logo após. Mister Satan chegou acompanhado de Majin Boo, e os últimos foram Piccolo, Sr. Popo e Dende. Até mesmo Uub, o Supremo Senhor Kaioh, e Kaioshin apareceram. E eram as únicas pessoas que precisariam estar presentes.
“Ei Kuririn, você acha que o Vegeta vai beijar a Bulma?” Yamcha perguntou ao amigo baixinho e careca.
Kuririn coçou a cabeça, meio encabulado. “Ah Yamcha, eu não sei... conhecendo o Vegeta, é quase impossível.” Ele respondeu sinceramente.
“Aaaaaah, deixem disso!” Goku interrompeu de repente. “O Vegeta mudou, pessoal, acho que ele seria capaz de beijar a Bulma sim!”
“Você acha mesmo Goku?” Kuririn perguntou.
“Sim!” O herói exclamou sorrindo.
“Parem de falar asneiras.” Piccolo também entrou na conversa. “Vocês humanos tem costumes muito nojentos.”
Os amigos riram ante o desgosto do Namekuseijin, o que só fez com que o grande guerreiro verde grunhisse.
Enquanto na parte interna da Corporação Cápsula, os moradores da enorme mansão terminavam de se arrumar. Trunks foi o primeiro, e desceu para receber os amigos. Dr. Briefs e Bunny vieram logo atrás, verificando se tudo estava pronto. Bulma havia pedido para que o arco onde ela e Vegeta ficariam, estivesse de frente para a porta de onde ela sairia.
Quando mãe e filha estavam prontas, ambas trocaram olhares admirados.
“Você é a noiva mais linda do mundo, mamãe.” Bra disse sorrindo.
“E você é a dama de honra mais linda do universo inteirinho, meu anjo.” A mãe respondeu pousando um beijo na bochecha da caçula. “Vamos?”
Bra assentiu, indo na frente, abrindo a porta do quarto. Ela desceu na frente, fazendo um sinal para seu avô, avisando que a hora havia chegado. O pai de Bulma passou pela porta de vidro — que havia sido devidamente enevoada – parando bem à frente, na parte de dentro, enquanto esperava por sua filha.
Ao nota-la, Dr. Briefs sentiu seus olhos marejados. Bulma estava mais linda do que ele jamais vira em toda sua vida.
A caçula da família vestia um vestido branco todo feito em renda, com um pequeno arranjo de flores na cabeça. O vestido era semelhante aos das madrinhas (Chichi e Videl), e davam um toque de leveza ainda maior ao cenário.
Bulma entrelaçou seu braço ao de seu pai, murmurando, “O Vegeta...?”
“Ele está lá. Você não pode ver por causa do vidro escurecido, mas ele está lá, querida.” O ex-cientista disse acalmando-a.
Bulma suspirou aliviada, e ao apertar de um pequeno botão no relógio de pulso de seu pai, a mulher pôde ouvir todo aquele espaço encher-se de música.
Do outro lado da porta, precisamente no altar, Vegeta se assustou quando ouviu os músicos começando a tocar. Ele lhes lançou um olhar irritado, apenas para relaxar logo em seguida ao sentir que Dr. Briefs se aproximava com Bulma.
Ele bufou. “Ótimo. Quanto mais rápido começar, mais rápido vai acabar.” Ele reprimia-se em seus pensamentos.
Porém, todo e qualquer tipo de pensamento que lhe ocorria naquele momento, cessou no instante em que Bulma apareceu com Dr. Briefs a seu lado. Vegeta sentiu sua mandíbula se retrair. Bulma jamais havia estado tão linda com aquele vestido branco. Ela tinha o cabelo devidamente liso e acentuado, e um delicado véu localizava-se no topo de sua cabeça, também decorado com um arranjo de flores. Mas era o sorriso que agraciava seus lábios que era o mais impressionante. O príncipe inconscientemente abaixou seus braços, tentando não encara-la tão obviamente, mas ele jamais havia se sentido tão cativado por uma mulher em sua vida antes.
O pai de Bulma parou por um momento, beijando delicadamente a testa de sua filha antes de piscar disfarçadamente para Vegeta, entregando-a. O guerreiro reprimiu um grunhido pela vergonha, enquanto Bulma, agora, enlaçava seus delicados braços aos dele.
“Oi,” Ela sussurrou uma vez que estava lado a lado com seu companheiro, sorrindo ao perceber o quão perfeito Vegeta estava. Ele usava seu colan azul de sempre, com botas e luvas brancas, porém, o símbolo saiyajin fora encravado no peito, e uma longa capa vermelha prendia-se no tipo das ombreiras.
Vegeta não respondeu. Ele não conseguia tirar os olhos da mulher ao seu lado. Se anjos existissem, eles com certeza teriam aquela aparência. A mulher parecia emanar uma aura de seu corpo. Como se novamente, sua felicidade fosse algo contagioso.
Ambos voltaram sua atenção ao ministro quando a música finalmente parou, tirando o fato de que Vegeta não estava realmente escutando. Aqueles últimos dias inteiros passara remoendo aquilo, com medo, sentindo-se inseguro. Mas agora, todos aqueles sentimentos e incertezas haviam ido embora. Agora, Bulma estava ali, de pé, a seu lado. A felicidade dela era algo praticamente tangível.
Ele mal estava dando atenção ao discurso tedioso que o ministro estava dando, quando de repente o ouviu chamar seu nome.
“Vegeta,” Ele indagou. “Você aceita essa mulher como sua legítima esposa? Você promete ser um marido fiel, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, para amar e cuidar, até que a morte vos separe?”
O saiyajin ouviu atentamente a cada palavra, refletindo sobre o que estava sendo imposto a ele. Aquela era a primeira vez que ouvia algo do gênero, portanto, precisava de um momento de reflexão. Ele franziu um pouco o cenho na parte que falava sobre ‘amor’, duvidando que aquele tipo de sentimento realmente existisse dentro dele. Vegeta continuou pensando seriamente sobre aquilo. Ele amava Bulma? Ele sabia o que era amor?
Verdade seja dita, não importava. Ele estava diante de sua companheira. Da única pessoa que o aceitou por quem ele é, sem julgar ou criticar. Da mulher que o dera um lar, e mais do que isso, uma família.
“Sim,” O príncipe prometeu, sorrindo de canto ao perceber Bulma visivelmente relaxando diante de sua demora em responder. Ele então ouviu o ministro fazer a mesma pergunta à ela.
Ela fingiu pensar por alguns segundos, com uma falsa expressão insegura, apenas para provocar Vegeta, antes de sorrir e responder firmemente, “Sim.”
“Os anéis?” O ministro perguntou.
Bra saiu do lado de Chichi, posicionando-se na frente de seus pais. A pequenina não conseguia parar de sorrir enquanto os olhava com o máximo de respeito e admiração que uma criança poderia sentir.
“Obrigada, querida.” Bulma respondeu após pegar as alianças. Bra então suspirou, voltando para onde estava. Só então Bulma percebeu que todos os seus amigos não desgrudavam os olhos do altar. Todos pareciam estar muito felizes, o fez que com que a cientista forçasse o máximo de autocontrole que possuía para não chorar.
“Se tiverem algo que queiram dizer um para o outro enquanto colocam as alianças, fiquem à vontade.” O ministro completou em tom formoso.
Vegeta engoliu uma enorme quantidade de saliva, totalmente nervoso. Bulma percebeu imediatamente, e enquanto removia a luva da mão esquerda de seu companheiro, começou a falar, “Vegeta... esse anel é a promessa de que você sempre terá a mim. A nós, à nossa família. Há muito tempo atrás, eu saí por esse mundo em busca das esferas porque queria um namorado. Mais do que isso, eu queria namorar um príncipe.” Ela sorriu de maneira brilhante, não contendo mais as lágrimas. “Você é e sempre será o meu príncipe.” Bulma concluiu após colocar a aliança no dedo anelar do saiyajin.
Vegeta olhava atônito para aquela mulher à sua frente. Ele pegou sua mão esquerda, e enquanto colocava a aliança, admirava a maciez do toque de Bulma. Limpou a garganta inúmeras vezes, tentando criar coragem pra dizer o que queria. Mais do que isso, pra dizer o que ela merecia ouvir.
Ele fitou-a por segundos que mais pareciam uma eternidade.
Naquele momento, o guerreiro sentiu novamente o tempo parando. E era exatamente o que ele queria. Para-los e eternizar aquele momento. Pois ele sabia que jamais a veria tão linda daquela forma. Sabia que jamais se casaria novamente. Bulma era a única mulher no mundo a qual ele seria capaz de passar o resto de sua vida.
Ela precisava saber.
“Bulma...” Vegeta começou, quase sussurrando. A mulher se aproximou, apertando a sua mão contra a dele com mais força enquanto o olhava. Os olhos de Bulma naquele momento pareciam cristais, puros e transparentes. “Eu não sei como te dizer isso. Tentei escrever, mas... como eu havia dito quando pedi para que se cassasse comigo, aquilo não seria eu. Não sou bom nisso.” Ele hesitou por um momento, e Bulma acenou brevemente com a cabeça para que ele continuasse. Vegeta suspirou, fechando os olhos. “Quando eu... quando eu faço isso, quando fecho os olhos... você aparece. Trunks e Bra também. Uma vez... uma vez eu me sacrifiquei por vocês, e eu não hesitaria em fazer de novo. Houve um tempo em que eu... disse que você havia me mudado, e foi exatamente o que aconteceu. Eu, um guerreiro, um saiyajin... jamais em toda a minha vida poderia imaginar que o que está... o que está acontecendo aqui agora ocorreria. Você me fez ver o mundo através dos seus olhos, mulher. E me fez perceber que não era tão ruim assim... argh, o que eu quero dizer, é...” Ele abriu seus olhos, encontrando os de Bulma fixamente aos seus.
Os olhos de Bulma diziam muito naquele momento. Carregavam muito também. Porém não expectativa. Pois ela não precisava ouvi-lo dizer. Não era preciso que Vegeta pronunciasse as famosas três palavras. Ele havia superado todas as expectativas dela ao longo dos anos, e tê-lo a seu lado sempre se provou mais do que suficiente. “Vegeta...” Ela murmurou entre lágrimas. “Não... não precisa dizer. Eu sei. Eu também te amo. Te amo muito.”
O príncipe entreabriu os lábios tentando achar as palavras certas. “Uma vez... uma mulher. Você, Bulma. Por toda a minha vida.” Ele balbuciou finalmente, sentindo que seu coração estava prestes a explodir.
Bulma não conseguiu conter a quantidade de sensações que carregava dentro de si. Ela jogou-se nos braços de Vegeta, chorando sinceramente. Sinceramente de alegria, de satisfação, segurança e conforto. Tudo que seu príncipe sempre dera a ela em todos aqueles quinze anos que estavam juntos.
O ministro estava tão surpreso, que demorou alguns segundos, até conseguir dizer, “Eu agora vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.”
Naquele momento, ambos esqueceram-se da presença dos demais. Só existiam eles dois. Saiyajin e humana. Homem e mulher. Príncipe e Princesa. Rei e Rainha.
O beijo que selou o início de uma nova etapa; de um novo começo em suas vidas fora o mais puro e límpido. Límpido de culpa, de remorso, medo ou qualquer outro tipo de sentimento ruim que enfrentaram em sua jornada. Foram altos e baixos, e passaram por cima de tudo aquilo, provando que realmente pertenciam um ao outro.
Provando que até o mais orgulhoso de todos os homens poderia render-se, e que a mulher mais independente, precisava de alguém caminhando a seu lado. Juntos, elessuperaram as expectativas um do outro.
Notas finais
E... esse foi o fim, pessoal! Obrigada novamente por terem me acompanhado até aqui. Vocês são demais! ♥
Quem gostou do meu trabalho, pode me acompanhar na minha nova fic, "Blood Brothers". Só entrar no meu perfil e procurar lá ^^
Beijos, e saudades!!!
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