Superando Expectativas
31 A Lua de Mel.
Notas iniciais
Venho trazer à vocês um spin-off especial de "SE". Como muitas leitoras pediram para que eu escrevesse sobre a lua de mel do nosso casal favorito, e eu prometi que mais pra frente faria, cá estou eu.
Peço desculpas antes de mais nada pois estou bem enferrujada, tem muito tempo que eu não escrevo. Tava com medo de estragar a qualidade da fic postando esse capítulo, mas vai assim mesmo.
Espero que gostem! ^^
Boa leitura.
Uma semana após o grandioso e emocionante casamento da mulher mais rica e inteligente de West City com o Príncipe dos Saiyajins, os pombinhos finalmente haviam terminado toda a preparação para sua viagem de lua de mel. Sete dias foram precisos, visto que logo após o casório, se foi feito o caos na terra.
Pimeiramente porque os guerreiros Z presentes, passaram dos limites e acabaram extrapolando na bebida. Yamcha teve que ser expulso à ponta pés Corporação Cápsula à fora de tão insuportável que havia se tornado com suas cantorias e cantadas ultrapassadas. Mestre Kame e Oolong ficaram páreo a páreo com o ex-ladrão, flertando com todas as amigas de Bulma, e ganhando merecidos tabefes no meio de suas faces.
Em segundo lugar porque quando Vegeta e Bulma avisaram à sua filha caçula, Bra, que iriam passar sete dias fora, a menina abriu o maior chororô de todo o universo. Uma verdadeira pirraça foi armada pela herdeira, que oscilou entre gritar e tacar coisas — caras e pesadas — contra o chão. Foi preciso que o pulso firme e toda a impaciência que correm nas veias de Vegeta entrassem em ação, fazendo com o que o guerreiro desse o basta final ao chamar Bra pelo nome completo e logo em seguida ameaçar que a pequena garotinha ficasse de castigo pelo resto da vida. Sem Pan, sem desenhos animados, e pior ainda: ela nunca mais voltaria a pisar na Sala de Gravidade.
Em terceiro lugar porque Bulma não estava conseguindo encontrar um hotel ou pousada decentes. Todo o litoral estava lotado, e como o casal já havia viajado para as Montanhas recentemente, as opções foram encurtando-se. Foi com a ajuda do pai da cientista que ela lembrara de um hotel 5 estrelas ao qual já havia frequentado uma vez, há muitos anos atrás. Mais uma vez foi preciso da ajudinha de Vegeta, que ameaçou explodir todo o planeta caso o gerente não os arranjasse uma estadia.
Em quarto e último lugar, porque Bulma estava tão, mas tão ansiosa para viagem, que sentia-se enjoada e aflita. Chegara a pensar que estivesse grávida novamente, comprando um teste de gravidez, desses que vendem em farmácia. Ela só não contava com o que aconteceria...
Flashback:
"Ai, mas que droga... Esses cinco minutos parecem uma eternidade, viu. O resultado tinha que ser imediato!" A mulher dissera ante à demora. Ela já havia feito todo o processo — abrir o pacote, posicionar-se de maneira bem desconfortável, fazer xixi em um compartimento minúsculo — e agora roía a ponta de sua unha pelo nervosismo em saber o resultado.
A mente de Bulma caía em devaneios malucos e até perigosos naquele momento. "Se eu tiver outro filho agora, não vou nem conseguir vê-lo crescer, já estarei tão velha... Oh, pobre de mim... E o idiota do Vegeta continuará daquele jeito jovem de sempre, urgh! Isso não é justo!" Ela sacudia a cabeça de um lado pro outro espantando aquele pensamento. "Falando em Vegeta... Meu Kami, como será que ele irá reagir?! Quero dizer, ele já está bem mais calmo, mas Bra ainda está jovem, acho que ele não teria pique em criar mais um filho, resmungão do jeito que é... Céus, estou perdida! Ai não, se acalma, Bulma! Pra tudo se dá um jeito, vai dar tudo certo!"
Ao fim daquela quase sessão de tortura psicológica, a mulher inspirou e expirou profundamente, percebendo que os cinco minutos já haviam se passado. Ela fechou os olhos, erguendo o objeto lentamente à altura de seu rosto. Contou de um até três, e ao ver que o resultado dera negativo, não conseguiu conter um gritinho de felicidade.
"YES! É ISSO AÍ!" Ela berrou triunfante e aliviada, já abrindo a lixeira e jogando o teste fora junto com todas as suas preocupações. Ela murmurou um canção enquanto levantava-se, e saía do banheiro, e quase tombou pra trás ao tomar um susto com um mal encarado Vegeta olhando-a fixamente frente à porta.
"Vegeta! Você quer me matar do coração?" Ela reclamou enquanto recuperava-se do susto.
"Não seja dramática." Ele rosnou em deboche. "Quero saber porquê demorou tanto aí dentro."
Bulma cerrou os olhos e mexeu em seus cabelos despreocupadamente, tentando disfarçar. "Ué, você quer um número?" Ela brincou.
"Grrr, mulher, pare com essas gracinhas!" Ele protestou irritado. "Diga logo, está agindo feito uma criminosa escondendo-se pela casa a semana inteira, e hoje vai e se tranca dentro do banheiro à toa? Não consegue me enganar, Bulma, diga logo o que está acontecendo!"
Bulma colocou as mãos sob a cintura, uma demonstração clara de que agora, quem estava irritada, era ela. "Escuta aqui seu grosso, não fala desse jeito comigo! O que te importa o que eu estava fazendo alí dentro, hein? E outra coisa, eu não tenho agido feito criminosa coisa nenhuma, só estou ocupada com meu trabalho! Então vê se para de me encher o saco, hunf!" A cientista encerrara seu discurso de peito estufado, olhando profundamente para seu companheiro. Esperando que ele desse um novo piti, ela permaneceu de olhos cerrados, batendo um dos pés no chão.
"Aaaah, então não vai contar?" Vegeta perguntou retóricamente com um sorriso de canto. "Está bem. Não preciso que me diga, descobrirei sozinho."
"Não tem nada pra você descobrir, seu paranóico!" Bulma insistiu, aproximando-se mais.
"Então por que está toda nervosinha desse jeito? Posso sentir seu ki agitado, mulher!" O príncipe rebateu.
"Ora, meu ki tá agitado porque essa conversa está me irritando, Vegeta! Vai, anda logo, me deixa voltar pro trabalho, tenho mil coisas pra fazer, e isso só até Bra e Trunks voltarem da escola, porque aí mesmo que eu serei interrompida de 5 em 5 minutos!" Ela relaxou os ombros, bufando, e empurrando Vegeta pro lado da maneira mais gentil que conseguira para não levantar ainda mais suspeitas. "Estou indo para o laboratório, e não quero que me perturbe! O assunto está encerrado, entendeu?"
Bulma não esperou Vegeta responder, e foi praticamente trotando para fora do quarto, seguindo escadaria à baixo. O guerreiro não se abalou nenhum um pouquinho com as palavras de sua esposa, e se ela achava que ele havia desistido, estava redondamente enganada. "Encerrado uma ova... Vou descobrir o que essa bruxa estava tramando, custe o que custar."
Uma vez que ele havia se certificado que Bulma estava concentrada em seus trabalhos, e de que seus pais também estavam devidamente ocupados, Vegeta começou a vasculhar todo o quarto. Desde os lugares mais óbvios, até os menores cantinhos. Meio a toda aquela procura, grunhidos e rosnados muito irritados eram transmitidos. Ele estava humilhando-se, ele sabia. Mas aquela era uma guerra de egos, e essas guerras Vegeta não perdia.
"Mas que inferno, não consigo encontrar nenhuma pista!" Ele pensou cansado e com raiva. "Só me restar procurar dentro desse maldito banheiro..."
A cena que aconteceu a seguir parecia de um filme. Vegeta agia como um detetive pronto para descobrir um super segredo. Ele examinava cada cantinho do cômodo. Seus olhos estreitos e sua respiração ente-cortada, mantendo o máximo de concentração e percepção. Abriu cada uma das gavetas, revirando-as de maneira sútil. Encontrou de tudo; coisas que ele conhecia, e outras que jamais havia visto e não fazia ideia para quê serviam.Foi quando uma caixa rosa que estava no canto, entre a lixeira e o cesto de roupas sujas, chamou sua atenção. Era um rosa choque bem chamativo, ele reparou. Qualquer imbecil teria encontrado aquilo alí, e fora justamente nesse ponto que Bulma havia errado. "Ela subestimou o inimigo... Ahahah, tola!"
Examinando o conteúdo como um verdadeiro agente da lei, ele pô-se a ler.
"Humm... Teste de farmácia rápido. Cinco minutos... E um resultado preciso. Mas que porcaria é essa? Teste de quê?!" O saiyajin perguntou-se confuso e intrigado. Ele abriu a caixa, bufando de ódio ao perceber que estava vazia. "Inútil, não tem nada aqui. Hunf..."
Estava prestes a desistir, quando um outro objeto mais peculiar ainda chamou sua atenção quando jogou a caixa no lixo. Vegeta novamente não fazia ideia do que era aquela coisa, mas somando um mais um, foi fácil.
"Teste... Essa coisa... Cinco minutos... ESPERA!" Ele arregalou os olhos de repente. Passou os os olhos sob a caixa novamente, e finalmente percebeu a imagem de uma jovem moça grávida estampada. Vegeta sentiu todo o sangue de seu corpo sumir, apoiando-se na bancada da pia para não cair. "Bulma está... Está..."
Enquanto isso, totalmente alheia ao ataque de nervos que seu marido estava tendo no andar de cima, a bela mulher de cabelos azuis assoviava tranquilamente enquanto terminava de responder o e-mail de um dos sócios da Corporação. Ela estendeu a mão para pegar sua xícara de café, quando sentiu um tremor. Franzindo o cenho preocupada, ela levantou-se devagar, esperando para confirmar se era algum tipo de terremoto ou não.Porém, todas as suas dúvidas foram caladas, quando um mais-que-nervoso Vegeta apareceu, abrindo a porta feito um boi desgorvenado.
"VEGETA!" Bulma gritou. "O que aconteceu? Você perdeu o juízo, seu retardado? Como é que entra aqui desse jeito-"
"MULHER!" Ele gritou de volta, interrompendo-a. Bulma parou, sentindo uma pequena onda de preocupação invadi-la. Vegeta ergueu a caixa, e perguntou, "O que... que diabos é essa coisa?!"
Bulma levou uma mão à boca em surpresa, reprimindo um choro de susto e preocupação. "Ai, Veggie, não acredito..."
"Mulher, é melhor que diga logo. Você está grávida, Bulma?! GRÁVIDA? DE NOVO?!" O príncipe urrou jogando toda sua tensão para fora. "Quando é que ia me contar isso? Quando estivesse prestes à ter a criança, sua louca dos infernos? É isso?!" O saiyajin sentia a veia de sua testa pulsar freneticamente.
Bulma suspirou, quase rindo. "Vegeta, amor... Eu não estou grávida coisa nenhuma." Ela respondeu de maneira divertida e tranquila. "Isso foi tudo um mal entendido. Eu achei que estivesse, por isso comprei o teste... Fiz hoje, eu admito, mas não estou esperando outro bebê. Não precisa surtar, tá bom?" Ela ofereceu gentilmente, indo em direção a ele, abraçando-o.
Vegeta a olhou brevemente, sua respiração começando a se acalmar agora que ele havia descoberto a verdade. Respirando fundo e pousando suas mãos sob a cintura de Bulma, ele voltou a falar, "E por que não me contou antes, mulher? Achei que estava doente ou algo assim."
"Ai querido, me perdoa." Ela respondeu olhando-o ternamente. "Eu só não queria te preocupar à toa sabe, queria ter certeza. Mas já passou, tá tudo bem." Bulma sorriu antes de beijá-lo rapidamente.
Vegeta não pode conter o suspiro de puro alívio. Ele sorriu de canto para sua esposa, retornando seu beijo. Trunks e Bra eram mais do que suficiente, ele concluira agora. Sua família já estava suficientemente perfeita.
Fim do flashback.
Passado toda essa semana de conflitos e resoluções, marido e mulher agora encontravam-se no jardim da Corporação, colocando as útlimas malas no carro. A mãe de Bulma insistia para que a filha levasse alguns docinhos para a viagem ao mesmo tempo em que o Sr. Briefs empurrava cápsulas e mais cápsula para Vegeta. Cápsulas para todo e qualquer tipo de emergência, e o príncipe, mesmo a contragosto, aceitara todas.
Trunks também ajudava da maneira que podia, enquanto só Bra estava sentada em uma das cadeiras, olhando toda a cena de cara amarrada. Ela amava seus avós, mas claro que preferia os pais no comando. À quem ela iria perturbar quando estivesse com fome? Como faria Trunks parar de implicar já que seus avós passaram a vida inteira mimando-o? Seu pai não estaria lá para contar a estória de sua raça todas as noites antes de dormir, nem Bulma para ler "A Bela e A Fera", o conto de fada preferido da princesinha saiyajin.
Tudo isso, somado ao fato de que Bra ainda era muito jovem para entender o que e porquê aldutos faziam uma lua de mel, confundiam e muito a mente inocente da mestiça.
"Bom, acho que já está tudo pronto!" Bulma anunciou alegre ao fechar a mala do aero-carro ."Papai, eu preciso de algumas cáp-"
"Já entreguei todas a Vegeta, querida. Não se preocupe." Ele respondeu. "Tudo que precisar caso uma emergência aconteça, está com ele." O ex cientista explicou após tragar seu cigarro.
"Ok, muito obrigada." Bulma aproximou-se, abraçando seus progenitores e se despedindo. "Voltamos em uma semana. Cuidem-se e cuidem de Trunks e Bra. Vocês sabem meu número, se eles aprontarem muito, não hesitem em me ligar."
"Ora Bulminha, bobagem, nossos netinhos irão se comportar muito bem! Trunks já é um rapazinho e Bra uma princesa, não há o que temer querida, trate apenas de aproveitar seus dias com o maridão!" A Sra. Briefs fez questão de acalmar sua filha, sorrindo docemente.
Bulma sorriu de volta, abraçando-a mais uma vez. Trunks estava logo ao lado, e olhava toda a cena despreocupadamente, cantarolando baixinho. Ele mal esperava para ver seus pais longe dalí, para que finalmente pudesse dar a festança que sempre quis. Já estava tudo planejado, graças à Goten, que bolara tudo minuciosamente.
Ele estendeu os braços à sua mãe, envolvendo-a com o máximo de carinho. "Boa viagem, mamãe. Aproveitem bastante. Sentirei saudades, viu?"
"Own Trunks... Também ,filho. Cuide de sua irmã, ok? Estude direitinho, treine para seu pai não encher o saco quando voltarmos, e NADA de festas, ouviu bem?" A cientista alertou. Seu instinto de mãe estava avisando que seu primogênito aprontaria poucas e boas naqueles sete dias.
"Hehehe... C-claro, a senhora que manda!" Trunks respondeu sem graça, coçando a cabeça. Voltando-se para seu pai, que ofereceu um curto aceno, Trunks acenou de volta, sorrindo.
Bulma respirou fundo. Sabia que teria que lidar com Bra agora.Ela andou em direção à sua filha, já preparando-se para mais uma sessão de choro e pirraça. Abaixou-se, e quando estava na mesma altura que Bra, começou a falar, "Querida, mamãe e papai estamos indo, tá? Você promete que irá se comportar, obedercer o vovô, a vovó, e ao Trunks também?" A mãe perguntou afetuosa.
Bra rolou os olhos entediada, escondendo a mágoa que carregava dentro de si. "Sim, tanto faz." A mestiça respondeu seca.
"Bra, não fale desse jeito. Você não é o seu pai, não fale como ele, sabe que não gosto disso." A mãe advertiu. "Já conversamos, já chega mocinha. Não vou aturar esse mal humor todo justo na hora em que estamos indo, portanto, trate de falar direito!"
Bra sentiu um soluço preso no fundo de sua garganta. Ela engoliu seco, como se quisesse que o choro não saísse de jeito nenhum. "Está... Está bem, mamãe. Boa viagem..." a menina respondeu com dificuldade. "Pode deixar que eu vou obedecer todo mundo... Se divirta com o papai, e traga um... Um presente bem bonitinho pra mim, tá?" A pequena não conseguiu conter as emoções e acabou deixando uma singela lágrima escapar.
Bulma imediatamente a pegou no colo, abraçando-a ternamente. Quando Bra finalmente parou de chorar (depois de receber muitos afagos no cabelo e de ouvir mais de dez vezes que em sete dias eles estariam de volta), Bulma pousou um beijo em sua bochecha rosada, e deixou que a princesinha fosse se despedir de Vegeta.
A menina disparou contra o pai, abraçando-o pela perna. Vegeta fitou-a assustado ao mesmo tempo em que seu rosto ficava rubro. Ele pigarreou brevemente antes de falar, "Garota, pare com essas coisas... Sua mãe já disse que serão apenas sete dias. Uma princesa saiyajin não chora por tão pouco." Ele disse de maneira firme.
"Mas, papaizinho... Eu vou sentir sua falta porque eu te amo muito..." Bra confessou voltando a chorar.
Vegeta sentiu seu coração ir para o fundo de seu estômago. Uma tsunami de culpa invadindo-lhe. O príncipe massageou suas têmporas e suspirou, pegando Bra no colo logo em seguida. "Prometo que quando voltarmos, treinaremos juntos." Foi o máximo que ele conseguira dizer para acalmar um pouco as emoções de sua caçula.
E graças à Kami fora o suficiente. Bra sabia como seu pai era, e entendia seu jeito. Ela balançou a cabeça confirmando, e fez carinho em seu rosto por um curtíssimo momento antes que Vegeta a colocasse de volta ao chão.
Quando todas as despedidas haviam acabado, cientista e príncipe deram a partida no aero-carro, e dirigiam-se ao Hotel Pousada Litoral Romântico, onde finalmente consumariam seu casamento.
***
A viagem começou tranquila, e terminou em briga. Tudo isso por um único e singelo motivo:
"Se você acha que vai usar esse biquini vulgar na frente desses vermes, está muito enganada, mulher! Eu vou destruir essa coisa agora mesmo!"
"Nem pense em fazer isso, Vegeta! Ai, quem foi que mandou você futucar a minha bolsa, hein? São as minhas coisas, e eu vou usar o biquini SIM, você não vai me impedir!"
Sim, o príncipe e sua maldita curiosidade falaram mais alto, e o guerreiro resolveu analisar tudo que Bulma havia guardado em sua bolsa tira colo. Haviam óculos de sol, carteira, algumas cápsulas, óculos de leitura, um netbook, protetor solar, e lá estava ele... O maldito biquini.
Vegeta estava à beira de um ataque de nervos enquanto discutia com Bulma. A mulher, geniosa do jeito que era, vez ou outra largava o volante só para distribuir tapas ofensivos no marido, que mais teimoso ainda, não permitia que ela sequer tocasse no traje.
"Me dá isso aqui, seu idiota! É meu, Vegeta, me devolva agora!" Bulma gritava irritada.
"Já disse pra não perder seu tempo, isso aqui está confiscado pela lei saiyajin." Vegeta debochava com um pequeno sorriso de canto.
"Lei saiyajin coisa nenhuma, nós estamos na Terra, você não dá ordens aqui!!! Me devolva!!!" A mulher continuava gritando em protesto.
"Não perca seu tempo, Bulma. Já disse que isso me pertence agora. Você não vai usar esta maldita coisa." Ele respondeu despreocupado, mandando a irritação às favas. Sabia que era infinitamente mais forte, e que não havia nada que a cientista pudesse fazer.
"Isso não vai ficar asssim... Espera só, deixa a gente chegar no hotel que eu vou dar um jeito em você rapidinho!" Bulma teimava. Acelerando o aero-carro, a raivosa mulher disparou pela estrada. O solavanco que o automovél deu não foi nada agradável para Vegeta, que quase parou no vidro da frente, se não fosse pelo cinto de segurança.
"Você está tentando me matar, sua demônia? É isso?!" Vegeta grunhiu após ajeitar-se no banco.
"Olha, seria muito bom se isso acontecesse, aí quem sabe eu poderia usar o biquini que eu quisesse!" Bulma grunhiu de volta.
"Grrr... Mulherzinha insolente! Você me paga!" O príncipe rosnou, porém permaneceu parado. Lançando um olhar mortal para Bulma, ele encostou no banco do carona novamente, forçando-se a olhar pela janela, ignorando sua esposa.
Bulma suspirou derrotada e nervosa, rezando para que chegassem logo e que aquela discussão não durasse por muito tempo. Ela queria aproveitar sua lua de mel da melhor maneira possivel, sem briguinhas bobas ou algo parecido. Mas Vegeta sempre dificultava tudo com seu mal humor e impaciência, o que não era muito diferente dela.
Para acalmar os ânimos, a bela mulher resolveu ligar o rádio do aero-carro. "Gangnam Style" começou a tocar, e novamente, Vegeta explodiu.
"DESLIGUE ESSA COISAAAAAA!!!" Ele gritou à plenos pulmões.
Bulma freou o carro bruscamente; os olhos arregalados e o coração palpitando fortemente. "VOCÊ ESTÁ TENTANDO NOS MATAR, VEGETA?!" Ela gritou. "Por que esse desespero todo?! É só uma música, não tem nada demais! Por Dende, tudo te irrita, que saco!"
"Eu não aguento mais escutar essa música, mulher. Meus ouvidos ameaçam sangrar só de ouvir o primeiro refrão! Bra escuta essa porcaria o tempo todo, Trunks e o filho idiota de Kakarotto também, sem falar na louca da sua mãe, que só cozinha ouvindo esta droga! Argh, deveria ter explodido esse planeta enquanto pude!" Ele confessou. A veia de sua testa pulsando, e seus punhos cerrados. "Não ouse ligar esse rádio, coloque qualquer outra droga, mas não esse inferno de música!"
"Ai, Kami... Está bem, está bem... Vou trocar a estação de rádio, ok? Só não me dê outro susto desses. Droga, Vegeta, eu quase bati o carro!" Bulma sacudiu a cabeça em negação, respirando fundo e acelerando o carro novamente. Dessa vez, começou a tocar "Criminal" de Britney Spears, e Bulma imediatamente começou a rir.
"Do que está rindo? Está louca?" O príncipe perguntou curioso.
"Aahaha.... Aiai, essa música é a nossa cara, sabia? Presta atenção na letra, querido." A mulher piscou de maneira flertiva.
O príncipe, de fato, começou a prestar. Ao perceber sobre o que a música falava, seu rosto enrusbeceu, e Bulma voltou a rir, afagando os cabelos de seu marido. "Viu? Eu disse!"
"Grrr..." Vegeta grunhiu envergonhado, porém, em seu íntimo, ele sufocava uma risada. A música falava perfeitamente do começo de seus relacionamento com Bulma, e aquilo com certeza era muito engraçado e peculiar.
***
Quando chegaram ao hotel, o clima poderia ser descrito como perfeito. O sol pairava no topo do céu; radiante. A área em volta do local era realmente bonita. Uma praia praticamente deserta, um mar maravilhoso com um tom de azul quase que transparente, e inúmeros coqueirais em volta, dando ainda mais beleza. Vegeta olhava estático para aquela ilha paradisíaca. Ele jamais havia visto um local tão bonito na terra antes. Bulma suspirava de puro contentamento. Ela se lembrava vagamente daquele lugar, mas sabia que era tudo de muito bom gosto, e que Vegeta adoraria conhecer. Melhor ainda, era pouco frequentado, então eles passariam aqueles sete dias sem interrupções.
Percebendo que as praias era meio afastadas, Vegeta perguntou, "Como faremos para chegar lá?"
"Vamos de barco, Veggie. Olha, fica tranquilo, esse lugar é incrível. Veja, já vem alguém pra nos buscar!" A cientista reparou ao ver um mini-carro com dois senhores dentro.
"Boa tarde, senhorita Bulma. Senhor Vegeta." Um dos homens falou pomposo. "Sejam bem-vindos. Nos acompanhe, por favor."
"Boa tarde, e muito obrigada!" Bulma respondeu sorrindo. "Vamos pegar as malas, espere um minutinho."
"Oh não, senhorita. Deixe que façamos isso, faz parte do nosso trabalho." O senhor mais velho ofereceu gentil.
Bulma concordou, embora Vegeta permanecera de semblante fechado. Não estava gostando nada nada da maneira como aquele velho agia, parecia simpático demais, ele pensava.
Quando estavam à caminho das lanchas que os levariam até os quartos, o príncipe aproximou-se de Bulma, colocando seu braço de maneira sútil em volta dos delicados ombros de Bulma. A cientista surpreende-seu com o ato, já que não era normal Vegeta demonstrar afeto em público.
"O que foi, querido?" Ela cochichou para ele.
"O que foi o que? Não posso fazer isso na frente dos vermes?" Ele respondeu mal humorado. "Além do que, não gosto desse velho. Te olha o tempo todo e fica dando sorrisinhos. Mais um atrevimento e o mando pelos ares, mulher. Já estou avisando."
Bulma rolou os olhos entediada. "Vegeta, para com isso, por favor. Ele só está sendo simpático, nós somos clientes do hotel, oras. Além do mais, sou presidente da Corporação Cápsula, somos famosos, querido. Você sabe, as pessoas nos tratam bem por causa disso." Ela explicou.
"E eu acho isso tudo uma palhaçada." O príncipe encerrou aquele assunto, chegando ainda mais perto de sua esposa e lançando um olhar fuzilante ao dito velho. O pobre senhor engoliu uma grande quantidade de saliva, nervoso. Sabia que o marido da Srta. Briefs não era nada amigável, e estava longe de querer encrenca com alguém tão forte.
Ao chegarem perto das lanchas, os dois homens foram descarregando as bagagens dentro de uma, que parecia ser a mais sofisticada. Vegeta e Bulma entraram rapidamente, sentando-se.
"Vou em outra lancha para que possam ir com o máximo de conforto e privacidade. Henrique os levará até seus quartos, tudo bem? Nos vemos na recepção." O senhor anunciou formalmente, dando o sinal para que o jovem desse a partida na lancha.
Bulma agradeceu, e minutos depois, já estavam no hotel. Os quartos e o próprio hotel em si ficava um pouco acima da água do mar. Com uma estrutura muito delicada e bem típica de praia, Bulma admirava cada pequeno detalhe daquele maravilhoso local.
Ao terminar de fazer o check in, outra lancha chegou para que pudessem ir à seu quarto. Bulma havia reservado a suíte master, que possuía chão transparente; ou seja, permitiria que eles pudessem de fato ver o oceano abaixo de seus pés. Com direito também à uma enorme e confortável cama, banheira, closet, e uma área com uma mini-piscina.
"Não fazia ideia de que existiam lugares assim nesse planeta ridículo." Ele comentou ao ir até a varanda e admirar a paisagem.
"Pois é, existe sim. Quando eu era pequena, achava que aqui era o paraiso. Só vim uma vez com papai e mamãe, mas nunca me esqueci. Você gostou?" A mulher perguntou de maneira amorosa.
Vegeta sorriu de canto, e deu de ombros. Bulma sabia que aquilo era um "sim", e aproximou-se, puxando seu marido para um beijo suave e apaixonado. "Eu vou trocar de roupa, ok? E preciso do meu biquini, Veggie. Seja um bom menino e me devolva."
"Não tente me seduzir pra conseguir o que quer, sua ordinária. AQUELE biquini você não usa." Vegeta respondeu impaciente e decidido.
"Aiiii Vegeta, você sempre quer estragar tudo! Por favor, vai? A gente entra aqui na piscina um pouquinho, e depois caímos nesse marzão lindo! Não tem ninguém olhando amor, poxa..." Bulma fez um biquinho.
O príncipe examinou a situação por um breve momento antes de responder, "Grrr, está bem! Vista logo essa coisa! Mas é só enquanto não tem nenhum verme por perto, entendeu mulher?"
"Tá bom, tá bom, já entendi!" Ela riu em resposta após Vegeta lhe entregar a peça de roupa. Bulma foi ao banheiro trocar-se, e Vegeta fez o mesmo.
A cientista entrou na mini-piscina, que possúia um sistema muito sofisticado de hidromassagem elétrica. Bulma o ligou imediatamente, e sentiu cada músculo de seu corpo relaxando. Vegeta a observava sentado na varanda enquanto passava o protetor solar.
"Ei, mulher." Ele a chamou. "Você passou essa coisa?"
"Hum, o que?" Bulma respondeu distraída. Ao perceber do que Vegeta estava falando, deu um pulo, levantando-se. "AI MEU DEUS! Esqueci de passar! Traz aqui pra mim querido, e me ajuda?"
Vegeta grunhiu. "Tonta..." Ele se aproximou, e Bulma deitou em um das longas cadeiras. Ela desamarrou a parte de cima de seu biquini, e Vegeta enrusbeceu de imediato.
"O-o que pensa que está fazendo?" Perguntou agitado.
"Topless, ué. Vou ficar aqui no sol um pouquinho pegando uma cor, e não quero ficar com marca de biquini. Pode passar nas costas, Veggie."
"Mulher, você está louca? Amarre logo essa coisa, não vai ficar aí toda vulgar com os seios à mostra, e-"
"Vegeta, nós estamos sozinhos! Olhe ao redor, não tem ninguém! E eu estou deitada, não dá pra ver nada. Para de paranóia, e passa logo o protetor, hunf!" A cientista não estava nenhum um pouco preocupada. Estava em sua de mel, à sós com seu príncipe, precisava aproveitar. Ela ajeitou seus óculos, e esperou que seu marido começasse a passar o bendito protetor.
Vegeta não ligava muito para o que estava fazendo. Não era problema nenhum passar aquela coisa no corpo de Bulma. Ele podia tocá-la sem problemas, e a textura do produto contra sua pele era boa para ambos.
Uma vez que ele já havia passado nas costas, pensou em perguntar se era para passar no resto do corpo, mas resolveu seguir sua intuição.
Ele deslizava suas mãos com facilidade pelo corpo alvo e firme de sua esposa. Era incrível como mesmo depois de tantos anos, Bulma era perfeita. A cientista começou a entender qual era a real intenção de Vegeta quando ele colocara um pouco mais de intensidade no toque.
"V-Veggie... Pode passar nas minhas costas de novo?" Ela perguntou já meio tonta.
"Hum? Por que?" Ele respondeu distraído. Estava ocupado demais admirando o corpo de sua mulher.
"Você vai entender já já..." Bulma respondeu sentindo seu corpo começar a responder fortemente ao toque de Vegeta.
Sem entender, o príncipe voltou a passar suas mãos nas costas de Bulma. Ela levantou-se, ficando de joelhos, porém ainda de costas. Chegando seu corpo aos poucos para trás, Bulma pegou as mãos de Vegeta, e as colocou sob seus seios. Vegeta sentiu sua masculinidade pulsar diante do contato. Imediatamente, sua postura mudou. Seus olhos tornaram-se intensos, e o movimento de suas mãos se intensificavam à medida em que Bulma começava a gemer. Entregando-se ao desejo, o saiyajin procurou pelo ponto fraco de sua esposa: o pescoço.
Alternando entre mordidas e beijos possessivos, Bulma já estava em transe. Foi preciso uma força enorme para que a mulher conseguisse se virar e almejar os lábios de Vegeta. Ela o beijou com todo o tesão que sentia naquele momento, totalmente alheia ao seu redor. Sentia a mesma sensação de quando o beijou no dia do casamento; como se só existissem eles dois alí. O que não foi muito diferente com o principe, já que estava com os olhos turvos de antecipação.
Num ímpeto, Vegeta puxou Bulma contra si, e assim ficaram, num encaixe perfeito de corpos. Ele levantou-se com habilidade e equilíbrio, carregando a mulher, e não deixando de beijá-la por um minuto sequer. Bulma arfava e arquejava seu corpo, desejando que Vegeta a dominasse o mais rápido possível. Ele, impaciente até mesmo naqueles momentos, não colocou a companheira em cima da cama. Num movimento que olhos humanos não poderiam perceber, Bulma já encontrava-se sem a parte de baixo do biquini, e Vegeta a penetrou sem pensar duas vezes.
O choro de alegria e prazer que veio em seguida confirmaram os insistintos de Vegeta. Poucas vezes eles faziam naquela posição, pois o choque do corpo de Bulma contra a parede devido as investidas faziam muito barulho e era perigoso, mas alí, não. Alí marido e mulher tinham toda a privacidade e liberdade para fazer o que, e como quisessem. Vegeta aumentava o ritmo de acordo com a reação de Bulma. A mulher sentia seu corpo inteiro pegar fogo ao ser invadida pelo príncipe. Sua feminilidade pulsando por mais, enquanto ela cravava suas unhas nas costas largas e fortes do saiyajin.
Permaneceram nesse vai e vem por vários e vários minutos, alternando de posição sempre que Bulma pedia. Vegeta estava prestes a explodir, era muito difícil se controlar quando a dominava. Quando a mulher pediu para que retornassem à posição inicial, Vegeta grunhiu, "Shhh, calada. Nós faremos no ritmo e intensidade que eu quiser agora."
A mulher mal teve tempo de ter qualquer reação, quando ele a carregou até o banheiro e a colocou em frente a um enorme espelho que o cômodo possuía. Bulma estava de pé, apoiando-se contra o espelho, enquanto Vegeta a devorava ferozmente. Eles não haviam feito daquela forma antes, e ao ver tão nitidamente seu marido a tomando, o prazer cresceu, junto com a temperatura de seu corpo. A mulher já não conseguia conter os gemidos, e Vegeta grunhia em êxtase.
Quando Bulma atingira o orgasmo, suas pernas enfraqueceram, e Vegeta a segurou para que não caísse. O dele veio segundos depois, e ao sentir-se umidecida, a mulher sorriu de pura satisfação.Seus corações palpitavam no mesmo ritmo frenético. A mulher foi engatinhando para a cama, nua, sorridente, e satisfeita. Deixou seu corpo descansar enquanto sua respiração voltava ao normal. Logo, Vegeta estava ao seu lado. Ela foi para debaixo das cobertas, e minutos depois, os dois adormeciam devido ao cansaço.
***
Ironicamente, ao anoitecer, eles despertaram. Bulma tonta, e Vegeta mal humorado. A herdeira olhou brevemente no pequeno relógio que estava em cima de um criado-mudo, e conseguiu perceber que eram precisas sete horas.
"Hummm... Veggie, você está com fome?" Ela perguntou preguiçosa, enconstando a cabeça contra o peitoral de Vegeta novamente.
"Que pergunta, mulher. Claro que estou. Não comi o dia todo." O guerreiro respondeu bastante irritado. "É bom que a comida daqui seja boa, Bulma. Não me faça começar a odiar essa lua de mel."
"Aiii, credo. A comida é boa sim, seu bobo. Vamos, vou tomar um banho bem rapidinho e nós pedimos para um lancha vir aqui, e iremos jantar, ok?" Ela ofereceu carinhosa.
"Argh, não vou perder tempo esperando esses paspalhos. Vamos voando até lá e fim de papo." Vegeta rebateu firme.
"Vegeta, não!" Bulma protestou. "E se alguém nos ver? Vai querido, vamos fazer tudo certinho, ok? Vou até ligar logo para que a lancha não demore muito. Espere aqui." Bulma levantou, e pegou um dos telefones que o quarto possuía. Pediu para que alguém fosse-os buscar dentro de alguns minutos, e foi direto para o banheiro.
Vegeta juntou-se à sua esposa e tomaram um banho relaxante e divertido. O casal parecia outro. Carícias, brincadeiras, beijos... Vez ou outra Bulma comentava do começo de sua relação; e Vegeta ia no embalo. Com comentários obvimente carregados de sarcasmo e pitadas de mal-humor, o príncipe da raça guerreira finalmente sentia seu coração em paz.Uma paz que ele conhecera após se envolver com Bulma. Tendo uma vida tão árdua desde criança, Vegeta jamais sequer pensou que estaria na situação atual. Que teria uma esposa e companheira, dois filhos com essa mesma mulher, e que até poderia considerar alguns insetos como Kakarotto sendo não tão inúteis assim.
A mudança de ambos era visível. Bulma não era mais a garota inconsequentente da adolescência, muito menos Vegeta o saiyajin impiedoso. Juntos, eles mudaram, e juntos permaneceriam.
***
Dia após dia, príncipe e princesa aproveitaram seus dias sozinhos. Bulma contara inúmeros segredos, que até então, ela havia guardado para si por medo. Contou como havia conhecido Goku e toda a busca pelas esferas havia começado. Falou do seu namoro com Yamcha, o que resultou em um Vegeta muito mal humorado durante pelos menos dois dos seis dias restantes. Contou de sua vontade em aprender ciência e engenharia, da sensação de ter descoberto que estava grávida de Trunks.
Enquanto Vegeta limitava-se em escutar. A mulher insistia para que ele se abrisse e contasse mais sobre sua infância, seus pais, Vegetasei... Porém, mesmo apesar de todos aqueles anos juntos, e confiando plenamente em sua mulher, o príncipe não queria dividir aquelas experiências. Ele dizia que era bobagem, e Bulma não insistia mais, entendendo-o perfeitamente.
"Só temos mais um dia aqui. Sabe... Eu estou morrendo de saudade da Bra e do Trunks, mamãe e papai também. Mas está tão bom aqui... Queria que passássemos mais tempo assim, querido." Bulma comentou. Ela estava terminando de se preparar para dormir. Vegeta estava deitado, calado e pensativo.
"Hummm...." Ele grunhiu como de costume. "Acho que não teria problema em passar pelo menos uma vez no mês desse jeito, mulher. Bra iria reclamar, mas cuidamos da pirralha facilmente. O problema é você e seus malditos trabalhos."
"Não são malditos, eu amo o que faço, Vegeta." A mulher respondeu sentindo-se um pouco ofendida. "Eu não posso largar tudo e viver saindo de férias com você. Mas, a ideia que deu é boa. Uma vez no mês seria perfeito."
"Faça como quiser, contanto que não atrapalhe minha rotina de treinos." O príncipe alertou.
"Você e seus treinos! Um dia que vou desativar aquela Sala e nunca mais ativo de novo! Hunf!" Bulma provocou saindo do banheiro de cara fechada, e deitando-se bruscamente sob a cama, de costas para Vegeta.
"Mulher... Você sente ciúmes dos meus treinos?" O príncipe perguntou em deboche.
"Claro que não, idiota! É tudo que você sabe fazer mesmo, não é? Treinar, treinar, e treinar!" Bulma apontou levemente nervosa.
"Ora, sua cretina! Está me chamando de inútil?" Vegeta rosnou.
"Escuta aqui, eu vou dormir, tá? Boa noite!" A mulher bufou estressada, e fechou os olhos, forçando-se a pegar no sono.
Vegeta sorriu de canto, se divertindo. Adorava ver Bulma com ciúmes. Minutos depois, adormecia também.
***
O dia clareou por volta das cinco, e às oito, Bulma despertava. Nenhum um pouco afim de ser perturbada, ela rapidamente vestiu seu biquini e saída de praia, pegando sua bolsa e saindo do quarto. Deu a sorte de ter uma lancha deixando um outro casal ali perto, e assoviou, chamando-a.
Seguira para a praia sozinha, e estava contente. Desde o dia em que haviam chegado, Vegeta não permitira que ela usasse aquele biquini. E agora, ela suspirava contente e despreocupada.
O que não durou muito, visto que o guerreiro havia acordado logo em seguida, e percebendo que sua mulher não estava ao seu lado, muito menos dentro do quarto, e pior ainda, o dito biquini havia sumido, Vegeta saiu à sua procura feito cão enraivecido. A situação se agravou quando o mesmo deu de cara com sua esposa conversando com um qualquer. E se tratando de Bulma Briefs... Sim, tinha como piorar ainda mais.
A mulher estava fazendo o maldito topless novamente.
"BULMA!!!!!" Vegeta urrou feito uma besta monstruosa. "O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?" Ele perguntou em fúria conforme ia caminhando em direção à esposa. Seus olhos queimando em ódio, e seu pulso já firme, pronto para aniquilar aquele ser que ousava chegar perto do que era seu.
"V-Vegeta, calma querido, por favor. Não tá acontecendo nada, esse jovem é garçom, e eu estava pedindo uma água, só isso!" A herdeira respondeu nervosa. Na verdade, temia pela vida do rapaz.
"Você." Vegeta apontou para o jovem adulto encarando-o fixamente. "Saia. Agora."
"S-sim, senhor, com licença." O homem respondeu tremendo de puro medo.
"E você, sua maldita vulgar!" Vegeta usou o mesmo olhar aterrorizador que usara há pouco com o jovem. "Amarre esse biquini imediatamente!"
Bulma já se preparava para xingar e começar uma nova briga, quando lembrou-se do dia em que eles estavam tomando banho juntos. Da leveza daquele momento, e do quanto era melhor brincar do que discutir com Vegeta. E resolveu tentar.
"Ah.... Olha, Veggie, eu não vou amarrar nada. Não to fazendo nada demais! Por que você não larga essa carranca feia e vem aqui aproveitar a praia comigo, hein?" Ela ofereceu sorridente, rezando para que aquela tática funcionasse.
"Bulma, você perdeu o juízo?" Ele perguntou incrédulo. "Amarre logo essa coi-"
"Você quer que eu amarre?" Ela interrompeu, uma ideia invadindo-lhe a mente. "Eu não vou amarrar nada. Se você quiser me ver com a parte de cima, vem aqui amarrar você." Bulma ofereceu brincalhona, dando a língua.
"Mas o que...?" O príncipe perguntou confuso. Não estava entendendo nada.
E a cientista resolveu brincar ainda mais pesado. Ela ameaçou levantar, e Vegeta imediatamente reagiu.
"N-não ouse fazer isso, droga, mulher!" Elea alertou. "Se você levantar, eu-"
"Vai fazer o que? Nada, você fala demais, Veggie. Ai, ai!" Ela continuou provocando, levantando de pouquinho em pouquinho.
"Bulma..." Vegeta falou em tom ameaçador. Foi andando em direção à mulher, e quanto mais se aproximava, mais Bulma levantava. "Não. Ouse. Fazer. Isso." Ele sibilou.
Ela tinha esse olhar de menina sapeca. E Vegeta era bom conhecedor daquele olhar. Num ímpeto, a mulher levantou, e disparou em corrida, rindo alto e sentindo-se com 16 anos novamente.
"BULMA!!! VOLTE AQUI, SUA INSOLENTE!!!" Vegeta berrou indo atrás da mulher. Ela estava exposta para qualquer um, e a ideia de qualquer um admirando o corpo de usa esposa, era algo que Vegeta não permitiria de maneira alguma. "CUBRA-SE IMEDIATAMENTE, SUA MALUCA!"
"Não, não, e não! Vem me pegar, seu bobão!" Ela ainda brincava e ria alegremente, totalmente desinibida.
Aquele pique e pega de adultos durou alguns longos minutos. Apesar da ultra velocidade e habilidade, Vegeta parou por um momento, e percebeu algo diferente: não era costume que eles brincassem e se divertissem daquela maneira em casa. Tinham as crianças e os pais de Bulma. Alí, eles poderiam fazer o que quisessem. E ver Bulma daquela maneira tão contente e risonha era contagiante.
Quando ela finalmente cansou-se de correr, deitou na areia da praia, respirando descompassadamente, porém ainda rindo.
Vegeta a alcançou sem esforço, e juntou-se à ela, deitando também. Cobriu os seios da esposa com a mão, e completou "Isso é meu, e só eu posso ver."
Ela assentiu, exausta e feliz. "É tudo seu, querido. Só seu."
Vegeta puxou-a contra si, beijando-a em seguida. Bulma sorria entre um beijo e outro. "Eu te amo tanto, Vegeta. Nunca senti isso na vida."
"Nem com o verme?" Ele perguntou referindo-se à Yamcha.
Bulma meneou negativamente e acrescentou, "Você é único pra mim, meu príncipe. Tudo que diz respeito à você, Vegeta, é único."
O guerreiro sorriu de canto em resposta, voltando a tomar os lábios de sua companheira. Ficaram dessa maneira durante toda a tarde. Variando entre brigas e caricias, tapas e beijos, como era típico do rabugento príncipe e da geniosa cientista.
Em breve, eles estariam em casa de novo, mas aprenderam uma lição e tanto naquela lua de mel.
O tempo, as brigas, discussões, imprevistos... Toda e qualquer situação que surgisse diante deles, não importava. Eles usariam aquilo a seu favor, apenas para fortalecê-los. Estavam destinados a ser eternamente o tipo de casal que tinha tudo para se separar, mas sempre dariam certo.
Notas finais
E bom pessoal, é isso. Sem mais capítulos para "SE", infelizmente.
Espero de coração que esse spin-off tenha agradado vocês.
Beijos,
Lores.
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