Superando Expectativas
11 Culpa.
Notas iniciais
Enfim, sem mais delongas, espero que gostem, e boa leitura!
Vegeta subiu as escadas e foi em direção ao seu quarto para tomar um banho enquanto a mulher não chegava. A qualquer momento a porta da frente abriria, e ele ia fazer questão de confrontá-la no mesmo instante. Tentou relaxar o máximo que pode, mas seus músculos não conseguiam se soltar da tensão. É verdade que, naquela época, eles fizeram um trato simples e direto: sexo sem compromisso. Mesmo quando descobriram da gravidez, o trato continuou. Bulma assumiu a responsabilidade de mãe e pai sobre Trunks. Ela ia criar seu filho sozinha, e isso não a incomodava. Até o momento em que Mirai Trunks apareceu e mexeu com toda a família Briefs. As emoções afloraram e tudo ficou mais difícil de lidar. Não ter Vegeta ao seu lado estava ficando cada vez mais insuportável. Seu filho não só precisava de uma figura paterna, como ela precisava da presença do saiyajin.
Bulma beirou a depressão no final da gravidez, mas voltou à si quando o menino nasceu. Era um mini-Vegeta. De cabelos cor de lavanda e olhos azuis, mas era ele. Foi naquele momento tão frágil entre mãe e filho logo após ao nascimento, que seu coração se acalmou, e ela teve plena certeza sobre o que sentia. Também era verdade que eles brigavam toda hora, se desentendiam, Vegeta sempre foi e sempre seria frio e distante. Mas isso nunca intimidou a herdeira. Bulma gostava de aventuras, e com certeza ter um relacionamento com o homem seria apenas outra. Ainda pensando no trato, o príncipe saiu do banho, e foi ao armário pegar algo o mais quente possível para vestir. O dia estava estranhamente frio, até mesmo para ele. Decidiu então ir para a sala de gravidade enquanto a mulher não chegava. Já faziam dois dias desde a última vez que treinou arduamente, e sentia que seu corpo precisava daquilo; da exaustão de treinar até não aguentar mais.
Foi descendo, e no meio das escadas, sentiu algo se mover dentro do bolso. Só lembrou naquele momento que tinha um celular. Bulma havia comprado para que eles pudessem se comunicar caso houvesse alguma emergência. Ele insistira em dizer que não era necessário, que era estúpido já que ele podia saber de muito longe o que estava acontecendo com ela e Trunks através do ki, mas a mulher fez tanta questão que ele acabou cedendo.
“Querido, preciso que busque Trunks na escola. Eu ia pra casa, mas resolvi passar no shopping antes para comprar algumas roupinhas de bebê. Meu espírito materno hoje está absurdo! Faça esse favor por mim, sim? Prometo te recompensar depois!”
- Ótimo... — Disse, soltando um suspiro em sinal de derrota.
Agora que sabia que a mulher demoraria provavelmente a tarde inteira, se apressou em ir para a Sala de Gravidade. Tinha tempo até o horário de Trunks ser dispensado, e queria aproveitar cada segundo. Digitou a senha que abria a porta, vestiu sua roupa de treino, e entre aquela hora, até 12:30, não pensou em nada a não ser si mesmo.
Estava completamente suado e cansado, quando ouviu um bipe vindo do celular. Era a mulher de novo, dizendo para que saísse de casa, Trunks já estava saindo da aula. Vegeta soltou um suspiro novamente, indo tomar outro banho rápido. Vestiu a mesma roupa de antes, entrou na mansão correndo, pegou uma maçã e sua garrafa d’água, ligou o aero-carro, e foi.
Trunks estava bem na frente do portão principal, falando com Gohan e Videl, que estavam pela área, vestidos de Grande Saiyaman 1 e 2. Pelo o que parecia, West City estava bastante agitada desde de manhã.
- Então Trunks, tá esperando a Bulma? – Gohan perguntou.
- Naaah, to esperando meu pai. Minha mãe disse que ele vai vir me buscar, vocês acreditam?!
O jovem casal encarou o menino. Definitivamente, não, eles não acreditavam.
- O-o-o... o Vegeta tá vindo te buscar?! Tá falando sério? O que a Bulma fez pra conseguir isso, hein Trunks?
- Ai Gohan, não seja bobo, olha as coisas que você pergunta! Isso não é problema nosso. O Senhor Vegeta é pai dele, normal que isso aconteça.
- Nem vem Videl, você sabe que não é normal. Mas não é mesmo!
- Eu fiquei tão surpreso quanto vocês dois. Acho que agora que a mamãe tá grávida, o papai vai fazer todas as vontades dela. Só pode ser isso.
Os três refletiram, e ficaram em silêncio. Pelo o que parecia, era a única resposta. Trunks podia sentir a presença de Vegeta se aproximando, e fez um sinal para que Gohan e Videl fossem embora. Se seu pai o visse falando com eles, enquanto vestidos naqueles trajes ridículos, ouviria um sermão, e não queria isso agora. Vegeta estacionou na frente do menino, e Trunks imediatamente entrou no carro. Jogou a mochilha no banco de trás, e deu um sorriso para o pai, que o ignorou.
Passado não muito tempo, o estômago do meio-saiyajin roncou alto de fome. Ele segurou a barriga, como quem queria parar os barulhos. “Droga, shhhh, não faz esse barulho todo, vai irritar meu pai!”. O menino começou a suar à medida que o carro ia mais rápido. Vegeta percebeu que seu filho estava com fome, e sentia que ele também não iria aguentar até que chegassem à Corporação. Mas não ia parar pra comer. Seria mais perda de tempo, e ele já estava suficientemente irritado.
- Eu não sei porque a louca da sua mãe insiste nisso. Você pode muito bem voltar pra casa sozinho. – Ele disse, para abafar o barulho que sua barriga agora também fazia.
- Errr, o senhor vai perguntar logo pra mim? Eu também não entendo a mamãe às vezes!
- É sempre a mesma desculpa: você tem que passar mais tempo com seu filho, Vegeta! GRR, mas que inferno.
- Nós já treinamos juntos, eu não sei porque ela continua insistindo, pai. De verdade, só treinar com você já me deixa muito feliz.
- Eu sei, garoto. O que me tira do sério é que sua mãe sabe que não sou um pai comum. Eu jamais serei o pai que ela espera e quer que eu seja.
Trunks não respondeu. Ele conhecia seu pai, e já sabia daquilo. Ele, de verdade, não pedia mais do que sabia que seu pai podia dar. Nunca tiveram uma relação normal, mas Trunks admirava-o com cada fibra de seu ser, e sabia que seu pai era um guerreiro muito orgulhoso.
- Acho que a mamãe é muito boba em esperar alguma coisa de você. Ela devia te aceitar do jeito que você é, sabe... mas acho também que ela diz isso pelo nosso bem. Ela nos ama muito, né?
- Hunf. Mais até do que eu gostaria. Sua mãe é muito exagerada em tudo. Mas, me diga, garoto. O que sabe sobre aquela época em que fui para o espaço?
- Não muito... só o que ela, vovô e vovó me contaram. Eu lembro só da mamãe muito triste em alguns dias, sabe. Mas enquanto eu tava dentro dela!
- Quer dizer que se lembra de estar dentro de sua mãe? Trunks, isso não é possível.
- Claro que é, eu lembro! Lembro que uma vez... – ele segurou o ar e tampou a boca com as mãos. Estava falando demais.
- Uma vez...? Vamos, prossiga.
- Err, eu não posso, pai. Desculpa. Por que você não pergunta pra ela? Vocês não iam conversar?
- Isso não te diz respeito, garoto.
Foi o suficiente para manter Trunks calado por mais alguns minutos, até que sua barriga voltasse a roncar. Vegeta mandou um olhar furioso para o menino, mas se deu por vencido, e pararam em uma lanchonete para comer antes de chegarem. Era normal que saiyajins fizessem até 3 refeições de tarde, e mais 3 a noite, fora os lanches.
Enquanto isso, Bulma gastava tudo o que podia em uma das lojas mais caras de toda a cidade. Cada peça de roupa era mais linda que a outra. Por ainda não saber o sexo do bebê, escolhia apenas itens com cores neutras. Ainda passando os olhos pela loja, viu um macacão com um símbolo familiar. “Parece o símbolo que Vegeta me mostrou uma vez... o símbolo da raça deles. Oh Kami, tive uma idéia!”.
No mesmo instante, ligou para sua mãe avisando que ia chegar com algumas compras, e pediu para que preparasse a máquina de costura e agulhas, pois ia fazer uma surpresa para Vegeta. Aquilo a empolgou tanto, que a mulher comprou todos os itens da loja. Incluindo carrinho, e um berço, ambos brancos com detalhes azuis e amarelos.
Depois de satisfeita, apressou-se em voltar pra casa. O médico da família já estava pra chegar, e ela não queria ser interrompida pelo seu companheiro e filho. Vegeta e Trunks logo chegaram. Vegeta ordenou que Trunks subisse para tomar banho e fazer sua tarefa de casa, que ele ia esperar por Bulma para que finalmente a conversa deles acontecessem.
- Não quero que sáia do seu quarto, entendeu, garoto? Por mais que escute gritos, provavelmente será só sua mãe tendo mais um daqueles ataques hormonais.
- Tudo bem, papai. Mas olha... eu não quero que vocês briguem! Por favor, tentem ficar cal-
- Como ousa me responder? – Ele encarava o menino à sua frente, que parecia estar bem assustado. – Apenas faça o que eu mandei. Vá.
Trunks concordou, e sem dizer mais nada, foi para o andar de cima. Vegeta deixou um longo suspiro escapar, sentando-se no sofá da sala. Sabia que Bulma apareceria a qualquer momento, e seu corpo quase não aguentava de ansiedade. A herdeira entrou feito um furacão falante na casa. Estava atolada de bolsas e caixas grandes, pedindo ajuda dos empregados para que levassem tudo para o quarto imediatamente. Só depois de muito tempo viu que o saiyajin estava alí. Ela ofereceu um sorriso, e se aproximou para dar um beijo em seu rosto, quando Vegeta esquivou.
- Não tente me enganar sorrindo e me beijando, mulher. Precisamos ter aquela conversa.
- Ai Veggie, tem que ser agora? Eu to super ocupada, daqui a pouco uma visita muito importante vai chegar!
- Que visita?
- Eu chamei o médico da nossa família, o Dr. Akira. Lembra dele?
- Não. E pouco me importa saber quem é esse velho. Pra que chamou-o aqui?
- Bom... com aquele incidente de ontem, eu fiquei pensativa. Quero ir mais a fundo, fazer alguns testes, e descobrir o que mais o bebê pode fazer.
- O que? – Vegeta não conseguia acreditar no que acabar de ouvir. – Você perdeu completamente o bom senso, Bulma? Vai fazer testes em si mesma? Não seja tola, mulher.
- Não to sendo tola, eu só to curiosa. Eu chamei o médico aqui justamente pra ver qual é o perigo nisso. Sabe Vegeta, não tem porque você ficar nervosinho desse jeito. Meu pai vai cuidar de mim.
- Não me interessa, você está completamente fora de si se acha que vou permitir que faça algo que pode prejudicar você e o bebê.
- Uuurgh, você não manda em mim, idiota! Faço o que eu quiser.
- Bulma... – ele falava num tom calmo e confiante. – Não posso deixar que faça algo perigoso. Você NÃO VAI fazer esses malditos testes e ponto final.
- Escuta aqu-
- Essa discussão está encerrada. Agora, seja uma boa menina e me acompanhe. Temos assuntos mais importantes pra tratar agora.
Bulma estava furiosa, com pressa, e não ia se dar por vencida. “Eu vou jogar o joguinho dele, mas assim que mamãe abrir a porta, e o Dr. Akira entrar, eu sáio correndo e ele não vai me impedir!”.
- Tá bom, Vossa Alteza. Como quiser.
Os dois foram para o quarto. Vegeta fez questão de trancar a porta para que não fossem interrompidos. A herdeira fazia pouco caso da situação, indo para o banheiro lavar o rosto, e deitando-se na cama depois. O saiyajin bufava de ódio, sentando-se em uma cadeira. Bulma olhava para ele com um ar sarcástico. Queria que o homem perdesse a paciência antes mesmo que começassem, para que ela pudesse sair dalí, e dar início às suas pesquisas.
- Vai ficar fazendo essa cena ridícula até quando?
- Não to fazendo nada, ué! Não posso ficar deitada na minha própria cama? To cansada, Vegeta. Estou desde de manhã fora de casa, e ainda tenho muito o que fazer pelo resto do dia. Se você pudesse ser direto nessa conversa, seria bom.
- Quem tem que ser direta aqui, é você. Quero que me conte que história é aquela de ficar triste enquanto eu estava treinando no espaço, mulher.
- Bom... não tem muito o que contar. Você quer que eu seja direta, né? Eu fiquei triste sim. AH! Antes que você diga qualquer coisa: eu sabia sim do nosso trato. Mas como te disse, a gente não controla sentimento. Uma vez que eu vi Trunks no meu colo, minutos depois dele ter nascido, eu tive certeza do que estava sentindo por você.
- O que quer dizer?
- Ah Vegeta, você sabe... olha pra ele. É você todinho! Era como se eu tivesse um pedacinho de você comigo naquele momento. Aliás, pra sempre. Era como se, apesar de tudo, você tivesse me deixado o Trunks de presente. Como uma lembrança. Porque afinal, eu não sabia se ia voltar a te ver...
- Claro que sabia, mulher. Não se faça de imbecil. Eu disse que voltaria, e voltei.
- Mas voltou frio! Ainda mais frio. Tá, tudo bem, eu já sabia também que você nunca seria um pai presente. Mas, Vegeta... nós quase morremos na sua frente, e você não moveu um dedo. Aquilo me machucou muito.
- Não é disso que estamos falando, Bulma. A pergunta que eu fiz, foi: pelo o que você passou enquanto eu estava fora?
- Aaah...
Bulma sentiu um desconforto. Sabia que não era por causa do bebê, e sim pelas lembranças. Foi a pior época de sua vida, e ela não queria contar pra Vegeta. Ele foi o culpado, mas já tinha passado. A vida era outra agora, e ela não enxergava motivos para reviver todo aquele inferno. Mas sabia que o saiyajin não sossegaria enquanto ela não falasse o que ele tanto queria ouvir.
- Se é a verdade que você quer, é a verdade que você terá. Mas não se sinta mal depois, ok?
- Pode deixar. – ele respondeu com um sorriso de canto malicioso.
- Lá vai: nos primeiros meses, tudo estava bem. Eu quase não sentia mais sua falta. Quando não estava trabalhando, estava recebendo os cuidados da mamãe e do papai. Até Goku e os outros me visitaram nesse meio tempo. Vi bastante a Chichi, ela foi uma grande amiga, e me ajudou muito. E assim foi... sem problemas. De vez em quando eu lembrava de você, mas meu coração não doía. Foi entre o 7º e 8º mês de gravidez que eu sofri. Trunks estava MUITO pesado, e eu comecei a culpá-lo. Era como se ele fosse algo de muito ruim, por ter vindo de você. Entende? Eu sentia raiva do meu bebê, porque sabia que aquele filho era seu, e eu estava com raiva de você, Vegeta. Você me abandonou grávida, e eu sei que concordei, mas... no fundo, não era bem assim.
O corpo do saiyajin se retraiu por inteiro. Estava se sentido completamente envergonhado e enojado com si mesmo. Continuou em silêncio, apenas concordando com a cabeça, e fazendo assim, com que Bulma continuasse a história.
- Me entende? Era como se eu tivesse tido uma depressão durante a gravidez. Nem tem nome pra isso. Existe depressão pós-parto, mas durante é difícil. Não era só pelo fato dele estar estupidamente pesado que eu sentia raiva, era por tudo. Eu estava feia, gorda, vivia cansada. Passava a maior parte do tempo dormindo, chorando, e desejando que você estivesse morto, para que a notícia chegasse logo e eu ficasse aliviada. – ela parou por um instante, lutando contra as lágrimas que começavam a se formar em seus olhos. – Eu sei que Trunks não tinha culpa de nada, ele sempre foi inocente. Não tinha culpa se fomos irresponsáveis naquela época fazendo amor sem proteção. Mas eu o odiava, Vegeta. Ele me lembrava que você existia, e do que tinha feito comigo.
Bulma deixou as lágrimas caírem. Eram lágrimas grossas e pesadas. Tinha guardado aquilo para si por tanto tempo, que falar sobre o assunto de novo, era como abrir uma nova ferida dentro dela. Vegeta estava sem reação. Seu rosto não tinha cor, e suas mãos suavam frio. Bulma em meio à soluços, continuou falando.
- M-mas... Trunks é um ser maravilhoso. Ele, mesmo dentro da minha barriga, mandava seu ki para que eu melhorasse, acredita? – ela esboçou um sorriso fraco. – Parece que... q-que ele sabia o que estava acontecendo comigo, e queria que eu ficasse bem. Foi só quando ele nasceu que eu vi o quanto eu o amava. O quanto eu amava você, também. Eu tinha um pequeno Vegeta comigo agora. Tinha um ser que precisava do meu cuidado, carinho, atenção... e eu estava disposta a dar tudo isso e muito mais a ele. Ele é a pessoa mais importante da minha vida, Vegeta. É meu bebê. Sempre será. E agora, com esse outro bebê fazendo uma coisa parecida... entende porque eu quero estudar isso? Quero saber como funciona esse mecanismo de def-
Vegeta interrompeu Bulma, aproximando-se para abraçá-la. Ela não teve reação, estava surpresa. O abraço era terno, como se ele quisesse protegê-la. Vegeta deixou todo o peso de seu corpo cair nos braços da mulher. Bulma finalmente retribuiu, afagando as costas do guerreiro. Sabia que aquela era sua forma de pedir desculpas.
- Bulma... – sua voz estava rouca e com um tom muito triste. – quero que preste atenção no que vou dizer. N-nunca... droga... eu nunca imaginei que isso tivesse acontecido. Nunca me passou pela cabeça que você estava aqui, sofrendo, passando por isso. Pra mim nosso trato ainda estava de pé, e você não sentia nada por mim. Imaginar que... que... você odiou Trunks... ARGH... nosso filho, Bulma. Por minha causa... eu... não posso... como pude deixar...
- Vegeta, olha pra mim. – ela tomou o rosto do homem em suas mãos delicadas. – Isso foi há 8 anos atrás, amor. Estamos bem! Nós te amamos muito, e sei que você também nos ama.
- NÃO! – Vegeta se soltou. – Como espera que eu conviva com isso, mulher? Não importa se você me odeia, eu aguento, mas... Trunks, NÃO. Ele não tem culpa de nada, Bulma.
- Vegeta, se acalma. Eu soube disso no momento que coloquei os olhos nele. Como eu disse, meu filho é a coisa mais importante pra mim. Na verdade, vocês são. Somos uma família! Veggie... – ela voltou a abraçá-lo. – Você tem que pensar agora nesse bebê que eu carrego. Pensa no tanto de felicidade que essa criança vai nos proporcionar!
O saiyajin não respondeu. Ainda estava furioso consigo mesmo. Não conseguia entender como Bulma e Trunks ainda podiam aceitá-lo. Mas ia se concentrar nisso depois. Agora só queria ter certeza de que aquele novo bebê não passasse pela mesma situação.
- Mulher, me escute. Você vai cuidar dessa criança dando tudo de si, e eu vou protegê-la não importa o que aconteça, entendeu?
Bulma sorriu, e apertou mais o abraço.
- Pode deixar. Nosso bebê já é muito amado, não é?
- Hunf.
- Ai Vegeta, não consigo arrancar um “sim, eu amo vocês” seu, que horror...
- Cale essa boca.
- Tá, tá. Olha... promete pra mim que vai esquecer disso tudo? Já passou, já foi, está tudo bem. Se preocupe apenas com o presente, ok?
Vegeta concordou, apenas para deixar a mulher mais tranquila. O resto da tarde seria longa, e se resumiria em treinar sozinho para colocar os pensamentos no lugar. A partir de agora, ele se empenharia em dar para sua companheira e filho tudo que ele recebeu durante os anos. O único orgulho que ele sentia agora, era de tê-los em sua vida, e faria tudo para garantir que nada, nem ninguém chegasse perto de sua família.
Notas finais
Até logo =***
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