SuperHero

9 Capítulo 8 - Dejaví


Notas iniciais
oieee~~~pessoinhas que leem a minha fanfic! TAAAAAN! alguém recomendou a fanfic! TAAAAAN! meu coração estourou! MUITO OBRIGADA À LuCampos02 por recomendar minha fanfic, eu fico realmente honrada de receber esta bênção divina conhecida por recomendação! este capítulo não ficou lá tão sinistro quanto vem sendo, mas vai ajudar um pouco melhor a introduzir à TRETA MALIGNA que vai rolar no capítulo que vem! enfim, sem mais delongas, boa leitura!

Elsa e Anna estavam sentadas assistindo uma maratona de Star Trek às sete e meia da noite. Elas estavam comendo sorvete e bebendo café, pois as duas estavam com preguiça demais para fazer o jantar, e Elsa decidira que “de vez enquando não faz mal”. Enfim. Era isso o que elas estavam fazendo quando deu comercial e Elsa trocou rapidamente de canal para assistir às notícias.

—estamos ao vivo aqui com o dono da rede de lojas de chocolates Dente do Coelho, Edmund Aster, que há pouco foi atacado pelo conhecido anti-herói conhecido como Frostbite. Senhor, pode nos informar o que aconteceu?

Elsa rapidamente põe a televisão no mudo. Uma rápida olhadela para Anna, que ressonava suavemente no sofá ao seu lado, suas pernas descansando em seu colo, e deixando um volume bem baixo para não acordar a irmã ela voltou a assistir às notícias.

—... E no outro segundo ele me socou sem mais nem menos. Sempre soube que esse cara não era flor que se cheire.

—obrigado senhor Edmund. Como podem ver, este já é o segundo ataque confirmado de Frostbite só esta semana, tendo o anterior sido a uma dentista conhecida como Tathiana Hummingbird e seu parente distante, Jackson Overland. Ela não quis gravar entrevista e não conseguimos entrar em contato com o rapaz. O que será que está acontecendo com o anti-herói? Será que cansou de ser bonzinho? Serão estes ataques parte de algo maior?

­—sempre soube que esse cara não era coisa boa... – Anna murmura, sonolenta.

—te acordei? – Elsa pergunta, assustando-se de leve.

—não. Mas eu te avisei. Esse cara é sinistro. Não sei por que você fala tão bem dele no seu blog... – ela diz, se aconchegando mais debaixo das cobertas no sofá.

Elsa entristece-se por um breve momento. Mas depois se lembra de que não há motivos para decepção. Ele bem que avisara: não era nem nuca fora um dos mocinhos. Mas ainda lhe era intrigante. Por que alguém que fora tão gentil com ela estava agindo de maneira tão...

Violenta.

De repente, o celular de Elsa começa a tocar. Ela põe as pernas de uma Anna já dormindo novamente para se levantar e pegar o aparelho.

—alô?

—boa noite, eu gostaria de falar com a senhorita Elsa D’Arendelle.

—sim, é ela. Quem deseja?

—boa noite, senhorita. Aqui quem fala é Elinor Dunbrock, diretora responsável da Universidade Geral Caçadores de Ursos.

A universidade Caçadores de Ursos era bem famosa por ser uma das melhores do país, apesar de ficar em uma cidade tão violenta. Porém o número de alunos aumentara desde que os Guardiões vieram a público e se aliaram à polícia. Fundada pelos primeiros imigrantes da Família Dunbrock, Elinor Dunbrock era a atual herdeira do trono de diretora, embora o verdadeiro dono da instituição fosse seu marido Fergus. Pela lógica, a próxima na linha de sucessão seria Mérida, a colega policial de Elsa e Anna, e contato na polícia de Elsa, porém ela reivindicara o cargo para ser policial, então só restava um dos três irmãos gêmeos mais novos da ruiva.

Elsa conhecia o lugar bem o bastante para sustentar uma conversa leve, mas não fazia a menor ideia do que a diretora queria com ela.

—muito prazer, Senhora Elinor. É uma honra conhece-la, embora seja apenas por telefone. – Elsa diz, seguindo as regras de cortesia que aprendera desde criança.

—perdoe-me pelo horário, mas eu precisei ligar o mais rápido possível. Sei que a senhorita é amiga de minha filha, Mérida.

—sim, eu sou.

­—ótimo, então vamos direto ao assunto: Mérida me disse que você fez sua formação técnica e faculdade de jornalismo em Oxford, e todos conhecemos a maravilhosa reputação de Oxford. Ultimamente a taxa de notas dos alunos da Universidade vem caindo, e isso tem e preocupado. Eu gostaria de lhe perguntar se seria muito incômodo a senhorita dar uma palestra amanhã às duas da tarde para os alunos do segundo ano de Informações e Literatura. O cachê, é claro, ser-lhe-á pago de acordo com o que alguém de seu porte merece. O que me diz?

Elsa para e pensa por alguns segundos antes de responder.

—seria um prazer, Madame Elinor. E não se preocupe com cachê, será recompensa o bastante transmitir meus conhecimentos às futuras gerações de jovens jornalistas.

—não sabe como me alegra ouvir isso. Será, para mim, um prazer enorme recebê-la pessoalmente amanhã às uma e meia no campus principal da Universidade e lhe dar mais informações sobre a palestra.

—pessoalmente? Uau, me sinto honrada. – Elsa sorri ao telefone.

—o prazer será todo meu, senhorita. Boa noite, e até amanhã, assim eu espero.

—boa noite, Madame. – Elsa diz antes de desligar o telefone.

Ela olha em volta, como se esperasse ver uma figura encapuzada na varanda para dar algumas satisfações sobre certos problemas de comportamento.

Mas é claro que não viu ninguém.

Logo e seguida senta-se ao computador, preparando o seminário para o dia seguinte.

Sem notar o rapaz de cabelos prateados a observá-la do lado de fora da janela, pequenas lágrimas congeladas tingindo sua face branca, e, pela primeira vez, sem máscara alguma.

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—senhorita Elsa! – a diretora recebe-a de braços abertos.

—é um grande prazer, Madame Elinor! – Elsa diz, abraçando a mulher mais velha.

Elinor Dunbrock era o exato e mais completo oposto de Mérida Dunbrock. A mulher á frente de Elsa era morena, de pele clara e olhos de um castanho profundo, usando um vestido profissional formal de cetim verde de corte impecável e estampado com flores, meia-calça preta de tecido finíssimo e sapatos de salto baixo pretos de couro polido e brilhante. Seus longos cabelos castanhos quase negros estavam presos em duas grossas tranças em sua nuca, as pontas repousando pouco abaixo das coxas grossas da mulher madura. Ela era a face da Ordem; sua filha, a face do Caos.

Nada que Elsa não estivesse esperando.

—acompanhe-me, por favor. – Elinor disse, pondo uma mão no ombro de Elsa. – vou lhe mostrar a sala onde poderá dar sua palestra.

Elinor falava sobre a história da universidade, mas Elsa ouvia com um pouco de falta de atenção. Sua cabeça estava cheia. Na noite passada, seu blog quase caiu com tantos comentários maldosos na sessão que respondia a Frostbite, algo que ela realmente não gostou. Mas não pôde dar muita atenção, pois precisava terminar a rápida palestra sobre jornalismo que havia feito, então deixaria para cuidar desse problema mais tarde.

OLHA A FRENTE!!!!

De repente, um rapaz passou quase voando na frente de Elsa e Elinor, tendo a diretora ralhado com ele.

—senhor Overland, quantas vezes eu vou ter que te dizer?! Nada de patins no campus!— ela disse para o rapaz que havia conseguido parar.

Elsa nunca sentiu um dejávi tão forte.

—você está bem? – Elsa pergunta, ajudando o rapaz a se levantar.

O rapaz aceitou a ajuda de bom grado, lutando para se equilibrar em cima das rodas dos patins.

—mais ou menos... Acho que tanto meu nariz quanto meu orgulho estão quebrados...

Elsa solta uma risadinha.

—bem, ao menos você não se machucou muito. – ela diz.

Foi só aí que ele olhou para Elsa.

—ah! – ele exclama, soltando-se da mão de Elsa. – o-oi! Obrigado por, ahn... Me ajudar a levantar!

—francamente, senhor Overland, se gosta tanto de andar de patins, deveria pelo menos tentar aprender a controla-los!

—desculpe! – Jackson Overland diz, tentando se equilibrar em cima das rodinhas. – achei que fosse tão fácil quanto os patins de gelo, mas essas rodinhas não me obedecem!

—ahn, olá? – Elsa diz, arqueando uma sobrancelha.

Jackson olha para ela e seus olhos quase saltam das órbitas. Seu queixo cai, e ele parecia estar muito assustado.

—ah! Eu conheço você! É a moça que me ajudou quando eu caí lá na praça! – ele diz enquanto aponta para ela, suas mãos um pouco trêmulas.

Elsa solta uma risadinha nervosa.

—é, sou eu. Bom ver que seu nariz ainda está inteiro. Quanto a seu orgulho, já não tenho muita certeza. – ela diz, seu tom brincalhão.

—ah, há! Haha! Hahaha! – Jack tenta se equilibrar sem a ajuda de Elinor, que estendia a mão para ele (não teve muito sucesso) enquanto dava a risada mais falsa do mundo para a piadinha de Elsa.

—ah, vocês já se conhecem? Que bom. – Elinor diz, um sorriso satisfeito em seu rosto. – significa que poderá nos acompanhar até a sala de projeção, certo senhor Overland?

—eu o quê... – ele tenta protestar, mas a olhada que Elinor lhe deu foi o suficiente para calá-lo. – claro! Será um prazer!

Ele se senta no chão e tira as rodinhas de suas botas. Depois de se levanta, Elsa notando que ele era até um pouquinho mais baixo do que ela, que tinha um metro e setenta e cinco (sem contar com os saltos baixos que usava).

—muito bem. Agora vamos, será, com certeza, uma palestra grandiosa para se ver. – Elinor diz, andando na frente dos dois, deixando-os lado a lado.

Elsa olhava para o rapaz de cabelos brancos (obviamente pintados, porque ninguém tem cabelo branco natural, certo?) de rabo de olho. Havia alguma coisa nele que a inquietava. Seria sua palidez? Talvez. Ele a lembrava de um cadáver.

Ou seria de outra pessoa?

Havia uma ideiazinha cutucando a parte de trás da cabeça de Elsa, mas ela a empurrou para longe. Já tinha problemas demais para lidar.

Não queria ter que lidar com Frostbite também.

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Notas finais
OIEEE~~ pessoinha que leu até o final! gostastes? fico feliz! deixa aí nos comentários do que você mais gostou! não gostou?! me deixa saber! mas com carinho, sim? sou frágil~~ beijinhos e até o próximo capítulo!