SuperHero

8 Capítulo 7 - Lado Sombrio


Notas iniciais
não, não é o lado sombrio da força. mas valeu a tentativa. OIEE~~ pessoinhas que leem minha fanfic! como vão? sentiram minha falta? espero que sim~~ lembram que eu disse capítulo passado que aquele estilo de capítulo não seria o ultimo? é, ele tá de volta, dessa vez iniciando as treta tudo! e eu meio que vou fazer vocês odiarem o tio ed, mas é só temporário. vejo vocês no final do capítulo e boa leitura!!

Fazia algumas horas que Edmund ligara para Tathiana. Ele saíra de sua fábrica sem saber o risco que assumia. Dispensou seguranças, fechou seu turno diário e foi dirigindo até a Clínica de Terapia do Sono de seu velho amigo Samuel Sanders, um homem de seus quarenta e tantos anos, baixinho, gordinho e sempre com um enorme sorriso espalhado pelo rosto. Era difícil tirar o sorriso de Sandy, como seus amigos costumavam chama-lo. Edmund estava com problemas para dormir, principalmente por causa de seu segundo trabalho como Guardião.

Por ser o segundo em comando, logo após Norte, Eddie (apelido que ele odiava com todas as suas forças) costumava fazer uma boa parte do trabalho de investigação por parte legal, coisas como documentos, arquivos e outros, papeladas com as quais por ser empresário ele sabia lidar muito bem. E o que descobrira não fora nada agradável. Tais memórias, as experiências que presenciara... Pesadelos e terrores noturnos eram o que não faltavam.

Enquanto ele dirigia com seu carro esportivo (seu tipo favorito, pois amava velocidade) pelos subúrbios da cidade, ele não viu a figura sombria que o seguia na mesma velocidade. Voando ao lado do carro em um ponto cego onde Edmund não o enxergava, Frostbite congelou as rodas do carro, todas de uma vez.

Subitamente perdendo o controle do carro a oitenta por hora, Edmund por pouco não capotou. Derrapou pela pista lisa pela chuva fria de outono e por um milagre diviso (porque só pode) não bateu em uma das enormes pilastras das pontes suspensas do subúrbio. Sua respiração estava ofegante pelo susto quando ele saiu do carro. O medo foi substituído por raiva quando ele viu o anti-herói pousando delicadamente em sua frente, dessa vez com uma longa capa com capuz ao invés do tradicional moletom preto com a jaqueta de couro azul por cima. O capuz cobria a maior parte de seu rosto, deixando visível apenas sua boca, que pela primeira vez desde que Edmund podia se lembrar, não tinha um sorriso de nenhum tipo estampado, não que mesmo sua boca fosse fácil de ser vista na penumbra sinistra da noite do subúrbio.

—seu maluco! – Edmund gritou. – você quer me matar?!

Alguns segundos de silêncios se passaram antes que Frostbite pudesse responder.

—não seria ruim.

Incrédulo, Edmund sentiu imensa raiva da insolência do rapaz à sua frente.

o que foi que você disse?!— ele disse, em tom baixo e ameaçador, suas enormes mãos se fechando em punhos trêmulos pelo fraco autocontrole.

—pra que um coelho quer orelhas tão grandes se não pode nem me ouvir? – Frostbite levantou um pouco o rosto, deixando seus olhos brilhantes pelo ódio visíveis. – eu disse: não seria ruim.

—você definitivamente enlouqueceu. – Edmund disse, tirando um bumerangue de plástico da cintura, escondido como uma pistola. – alguém tem que te ensinar boas maneiras.

—faço minhas as suas palavras.

Com um mero movimento de seu cajado, Frostbite cegou Edmund com uma nevasca momentânea. Ele tirou com facilidade o bumerangue da mão dele e, mais facilmente ainda, o derrubou no chão, batendo com seu cajado na nuca do homem grisalho. Ajoelhado no chão, Edmund nada pôde fazer contra as mãos fortes que puxaram seu braço para trás das costas e contra o pé descaço que empurrava seu ombro na direção oposta. O menino pálido o subjugara sem esforço nenhum, e viu a oportunidade para passar seu breve recado ao Guardião.

— quero que me escute com atenção, porque só vou dizer uma única vez. – Frostbite disse, em tom alto e claro na noite silenciosa e vazia. – quero que você e seus amiguinhos se mantenham bem longe de Elsa. Se encostarem um único dedo nela, transformo você em raspadinha de canguru. Fui claro?

—por... Argh! – Edmund gemeu de dor quando Frost forçou seu braço ainda mais, ameaçando silenciosamente quebra-lo. – por que está fazendo isso?! Achei que estivesse do nosso lado!

Soltando Edmund de seu pegada, o rapaz começou a flutuar serenamente alguns centímetros acima do chão. Edmund se virou de costas para encará-lo, assustando-se quando viu que os olhos frios do anti-herói estavam frente a frente com os seus, quase um metro e oitenta acima do chão. Neles havia uma chama de determinação ardente.

—não estou do lado de ninguém além do meu mesmo. – ele disse, fazendo o homem grisalho estremecer por causa de seu hálito gelado. – essa cidade já recebeu mentiras demais, inclusive a que vocês vêm contando. Pela primeira vez em tantos anos tenho uma chance de mostrar a verdade àqueles que vivem aqui, chance na forma de uma estrangeira curiosa. Não pense que vai ser tão fácil tirar essa chance de mim. – ele finalizou, virando-se de costas e se afastando devagar, subindo pouco a pouco com seus poderes.

—eu sei o que aconteceu lá, Jack. – Edmund diz, um ultimo insulto.

Frostbite congelou no ar, enchendo o coração de Edmund com medo. Não que isso fosse impedi-lo de continuar.

—as coisas que fizeram com você, a dor que você passou... Não tenho raiva de você. Não é assim por que quer. – Edmund diz. – mas não deixa de ser uma aberração. – havia um sorrisinho malicioso na ponta de seus lábios. – um morto no mundo dos vivos. Você consegue sequer se olhar no espelho? Se é que você ainda tem um reflexo.

O discurso de Edmund foi interrompido com um soco potente que acertou sua mandíbula, quebrando vários dentes sem dificuldade nenhuma, a mandíbula amassando como se fosse manteiga, por mais um milagre não se quebrando também. O soco o derrubou no chão, a mão que o dera tão fria que chegou a queimar a pele onde tocara. Sangue vermelho e quente começou a escorrer pela boca de Edmund, que, apesar da dor lancinante, começou a rir.

—aberração! – ele gritou. – você nunca será um Guardião!

Frostbite recuperou seu controle e recomeçou a se afastar, dessa vez mais rápido. Antes de desaparecer na névoa noturna, ele ainda disse um último insulto.

—se eu sou uma aberração, então tenho medo de pronunciar o que vocês são. Sei que nunca serei um Guardião, e é disso que mais me orgulho. Esse castelo de vidro que vocês vêm orgulhosamente construindo, o império de cartas tão cuidadosamente organizado que vocês hipócritas andam produzindo, ele vai cair. Nem que seja a última coisa que eu faça.

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Mérida Dunbrock estava chegando em casa depois de um longo dia de trabalho. Vários ladrões e pequenos meliantes foram presos, muita papelada fora preenchida, e em resumo seu dia fora muito monótono. Ela tira seu cinto com a arma ainda carregada e pendura no cabide que ficava na entrada de seu pequeno apartamento. Ela tira suas botas, solta a farda e tira o colete à prova de balas. Depois solta o cabelo, longas mechas cheias de minúsculos cachos criando uma linda juba ruiva que faria qualquer leão se envergonhar. Então, ela ouve um barulho em seu quarto.

Ela congelou, seus cabelos ruivos e encaracolados se arrepiando pela expectativa. Pega sua arma e fecha seu colete, tudo muito silenciosamente, andando devagar até o quarto. A porta estava entreaberta. Ela abre a porta com o cano da arma e constata que a janela também estava aberta, as cortinas bruxelando com a brisa leve e fria que entrava pelo lado de fora. Havia alguém sentado ao lado de sua cama, uma figura sombria e toda encolhida. Quem quer que fosse, não estava tentando se esconder. Mas Mérida só foi ter certeza de quem se tratava quando ouviu um leve soluço de choro. Ligando a luz, agora sem medo, ela viu seu amigo Jack Frost encolhido ao lado de sua cama, o rosto escondido nos braços encostados nos joelhos, encolhido e chorando, os espasmos fazendo seu cabelo prateado e rebelde balançar pra lá e para cá.

—Jack! – ela diz, guardando a arma e indo acudir o amigo. – em nome de todos os santos, o que houve?!

Jack nem se deu ao trabalho de olhar para cima.

—m-me d-desculpe por entrar sem permissão, Mérida. E-eu só... P-precisava de um lugar pra me esconder... – ele disse, sua voz abafada pelos braços.

—ei, shhh... – ela diz, abraçando o amigo, que retribuiu o abraço fervorosamente. – o que houve?!

Jack ficou alguns minutos no abraço, a pele quente de Mérida queimando como brasas sua pele fria como o gelo. Mas a dor que vinha de dentro era muito maior do que a de fora. E ele precisava daquilo, daquele contato, da certeza de que não era um fantasma, um mero espectador da vida dos outros. Lágrimas de gelo saíam de seus olhos, caindo como pequenos pingentes de vidro no chão aos pés de Mérida. Ela passava suas mãos carinhosamente por seu cabelo platinado, dizendo algumas palavras de conforto.

Depois de alguns minutos que mais pareceram eternidades para ambos, Jack parou de chorar e se soltou do abraço de Mérida.

A ruiva o observou com seriedade, seus olhos azuis como o céu da manhã encarando os gélidos olhos azuis dele como nenhum outro par de olhos jamais conseguiria.

—melhor? – ela pergunta, pondo as mãos nos ombros dele.

Jack segurou uma das mãos dela e a pôs em seu rosto.

—pode sentir? – ele perguntou, um sorriso tristonho aparecendo em seus lábios azulados. – está quase quente.

—Jack... – ela diz, mas foi interrompida pelas palavras que logo em seguida saíram da boca dele.

—falei com Soluço. – ele diz, o sorriso evaporando de seu rosto. – está na hora.

Mérida fecha os olhos e solta um longo suspiro antes de falar.

—Jack, você tem certeza disso? – ela pergunta.

Jack se levanta e vai até o guarda-roupa de Mérida. Ele abre as portas simples e tira um arco e uma aljava vazia de dentro.

—nunca estive tão certo. Está na hora. Essa guerra está prestes a começar. Todos já escolheram seus lados, as armas foram polidas, aliados recrutados. Tudo o que nos resta é começar a lutar. Esse castelo de vidro vai cair, de uma vez por todas.

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Notas finais
OLÁÁ pessoinha que leu até o final! gostaste do novo capítulo? me deixe saber! não gostou?!?! me diga o porquê!! mas com carinho, sim? sou frágil~~ beijos e até o próximo capítulo!