Supai
4 Capítulo 04 - Um ser Duas Faces
No ultimo capitulo
-GENTE! GENTE! Tem um dete-
-TIVE CHAMADO BUSTER HAWK, PARECE PERVERTIDO E TE FEZ VÁRIAS PERGUNTAS. — Respondemos num único uníssono.
-É, e o pior de tudo é que ele ta investigando toda a vizinhança! E também mora perto da praia! — Ela respondeu, AFOBADA.
-E agora? — Pensei.
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Capitulo 04 — Um ser Duas faces
-Vamos começar a investigá-lo também. — Disse a Asumi.
-COMO? — A Risa perguntou ainda estérica
-Primeiro temos que ficar calmos e agir com cara de tristeza, mas fora isso deve ser normal, tudo normal! -Disse o Tamaki.
-Mas alguém já pensou, que o que encontramos na praia pode ter sido ele?
Todo ficaram quietos, pasmos.
-Isso faria total sentido! — Disse a Risa.
-Sim, mas não temos como provar, e se não for ele e tentarmos desmascarar algo que não é nós seriamos os culpados.
-Mas não teríamos motivos para fazer isso, o Naoki... É tudo minha culpa, eu não queria envolvê-los... — Eu disse olhando pro chão meio desolada.
-Agora já era, temos que seguir em frente não importa o que aconteça, sempre estaremos ao seu lado. Querendo você ou não! Vamos "Líder" o que você pensou? — Disse o Tamaki tentando me animar.
-Eu.. Não sei.. Depois da morte do Naoki-kun eu... eu... Nem sei mais porque estou viva ainda. Esse ser poderia ter apenas me levado, mas não ele está tirando agora ... AS UNICAS COISAS QUE EU TENHO. — falei chorando.
-Eu quero acreditar que tudo vai melhorar, que isso é só uma brincadeira de mal gosto, mas eu não consigo. — Ainda chorando.
-Nós sabemos pelo que está passando, ou você acha que ele não era o nosso amigo? Que você é a única que está sofrendo? Pare de pensar nisso e ande em frente, se o destino está te dizendo para continuar, isso não seria uma oportunidade? Você não acha que se o Naoki estivesse aqui ele não iria fazer isso? Agora você tem que continuar! Você não sabe o que o Naoki quer? Então faça! — Tamaki disse agarrando meus braços, mas eu ainda de cabeça baixa.
Encarei ele com raiva, mas ele ainda sério.
-Você acha que é assim que se deve me tratar? — falei o encarando. Ele ia me soltar mas não deixei e o abracei.
-Obrigada Tamaki, suas palavra me fez voltar ao mundo! — Disse com um sorriso. Ele ficou corado.
-Bem o que faremos? — Perguntou a Asumi só vendo o show de braços cruzados, ainda sim sentada no chão. Eu e o Tamaki ficamos sem graça e nos separamos rapidamente.
-Ah? Por que parou o show Asumi? Tava ficando tão bom quanto uma novela de verdade. Só faltou a parte do beijo. — Ela encarou triste a Asumi, que estava no seu lado.
-Você ainda vai se arrepender de ter dito isso Risa! — Falei com fogo nos olhos e uma aura negra (expressão).
-GOMEN NASAI! — A Risa falou choramingando.
-Bem voltando ao assunto, vamos fazer o que o Tamaki sugeriu. — Disse.
-QUE? — A Risa e o Tamaki falaram num uníssono.
-Você nunca escolhe o que ele diz! — A Risa falou confusa.
-É que milagre é esse? — o Tamaki também perguntou confuso.
-A ideia dele é a mais apropriada para o momento, e o Minoru disse que aina não pode sair do hospital. — Disse
-Concordo com a Kaoru. Já que o nerd não pode comparecer vai essa ideia mesmo. — disse a Asumi.
-Bem então... EI! — Tamaki pensou, e depois percebeu =P .
Fomos agindo normalmente. O dia do velório do Naoki chegou, todos estavam sem falas. Ao término do velório fomos consolar a mãe do Naoki, e depois que todos foram embora. Fomos vasculhando o cemitério e achamos uma carta grudado em uma das lapides. Peguei o papel e li:
"Vocês estão perto, quase, estarei ai em 5 minutos me esperem. SERÁ?"
-De onde esse bicho vai aparecer? — pensei, olhando pros lados.
-Fiquei procurando por ele no cemitério (usando a visão, sem sair do lugar), como o velório começou as 16:30 e terminou agora pouco, ele deve aparecer mais ou menos as 19:10. -Pensei olhando pro relógio.
Piscaram, as luzes dos postes fora do cemitério estavam piscando, olhei pro relógio era 19:09, ouvimos latidos de cachorros da vizinhança. O céu estava nublado.
-Olhamos para trás e nos deparamos com esse ser na nossa frente.
-----------Notas Rápidas------------------
Como estávamos quando ele ou ela apareceu:
Eu tava na frente da Risa, o Tamaki atrás dela, a nossa direita tava a Asumi, O "ser" Apareceu na frente, entre mim e a Asumi.
Mas é claro, estávamos em volta de várias lápides e o "Ser" estava encostado em uma árvore.
----------Voltando--------------------
Todos nós levamos um grande susto.
-Olá Kaoru, Risa, Tamaki e Asumi. Quanto tempo hein? Nem tanto.. Bem eu vim avisá-los apenas NOVAMENTE.
-Quem é você?
-Sou seu pior pesadelo, Tamaki-san. Ele ou Ela respondeu com uma voz eletrônica novamente.
-Porque você está aqui? Porque nos persegue? Perguntei.
-Eu já disse, não quero que ocorra tudo novamente, a morte do Naoki, a mãe do Minoru. Esse ser quer matá-los mas eu irei impedir, mas em troca..
-Como assim? Não foi você? Que troca? — A Risa perguntou espantada e gritando como louca.
-Melhor falar mais baixo Risa, é não fui eu e em troca eu quero o corpo de um de vocês, para poder voltar a vida completamente.
Agora ficou óbvio, estávamos lidando com um ser semimorto, e o que poderíamos fazer? -Pensei.
-Como assim não foi você? — A Asumi perguntou calma e fria (como sempre).
-Acredite no que vocês quiserem, mas no final eu vou escolher qual corpo eu irei "Utilizar".
-Então que seja o meu. — Eu disse.
-O que?! — A Risa e o Tamaki ficaram espantados com a minha pequena frase.
-Sim, vocês se envolveram em tudo isso por minha culpa, se eu não tivesse feito aquilo o... fiquem em silencio por uns segundos. -...O NAOKI NÃO ESTARIA MORTO!- Falei gritando, quase chorando.
-Não adianta chorar pelo leite derramado, eu irei escolher o corpo. — Esse ser disse frio e sendo irônico.
-Então como pretende nos proteger de algum acontecimento? Como na hora, poderemos saber se você estará mesmo no nosso lado? — A Asumi como sempre, calculista.
-Vocês não vão saber, apenas terá que confiar em algo. Asumi, faz muita falta aqueles tempos que você era gentil. — O ser falou irônico com um sorriso no rosto.
A Asumi começou a ficar de uma tal forma que nem parecia ser ela, começou a ficar pálida, parecia ter medo dele.
-Como sabe disso? — Ela perguntou assustada.
-Lembrando bem, ela não fala abertamente sobre seu passado e ela se mudou a uns cinco anos. Como ela era? — pensei.
-Apenas sei. E você ainda nem sabe quem eu sei. -Irônico
-A Asumi não parecia estar bem, não queria acreditar no que ouviu. Quem seria ele? Como conhece ela? Qual a relação? Qual é o passado da Asumi? Uma garota tão fria e calculista como ela, estar agora mostrando diferentes reações. — pensei
-Bem mas eu não quero falar com você Oho-chan, é com você. . .(ele desapareceu da árvore e apareceu atrás de mim)... Que eu quero falar, Kaoru.
Me virei assustada rapidamente.
-Como você faz isso? — pensei
-O que você quer?
-Simples, quero lhe mostrar o que aconteceu comigo.
-Como? E porque não há mais ninguém a nossa volta? Cade o resto?
-Eu fiz você desmaiar, estamos conversando em seu subconsciente.
-Como?
-Bem eu vou lhe mostrar.
Do nada tudo ficou preto, eu via apenas uma explosão, sangue, um garoto em uma fábrica, todos evacuando o local, um garoto mostrando uma folha ao pai que recusava.
Foi tudo tão rápido que não dava pra ver o que era direito.
-Viu? -Ele ou Ela ... Aquele ser, veio sussurrando no meu ouvido de fininho.
-O que foi isso? — Estava pálida
-Logo, logo descobrirá.
Ele sumiu, e eu voltei a consciência.
-KAORU! KAORU! — O Tamaki gritava desesperado, me segurando.
Fui abrindo os olhos lentamente..
-O que houve?
-Você desmaiou do nada, depois que aquele "ser" veio atrás de você e sussurrou no seu ouvido, ele voltou pra árvore e deu esse bilhete que só você iria entender e sumiu. — A Risa falava mesmo com aquele acontecimento, calma.
-Como? Deixa eu ver isso.
"Você viu? Tente descobrir por si própria, aquilo foi uma explosão a alguns anos atrás. Investigue se quer mesmo saber que eu SOU. Com amor: Algum ser humano ou não."
Fui voltando ao normal aos poucos, já era tarde, precisávamos ir para casa logo o tempo estava fechando, aquelas chuvinhas de verão...
-Bem vamos pra casa amanhã eu falo a vocês o que aconteceu. — Disse calma, meio com sono..
Todos concordaram, fomo cada um pra sua casa. O Tamaki deixou cada um em sua casa e depois foi embora.
No dia seguinte acordei nove horas da manhã de um sábado, peguei o celular pra ver se alguém tinha me enviado algo ou ligado, eu havia deixado no modo silencioso. Ninguém. Ótimo, agora posso pensar o que é aquela carta.
Liguei o computador e pesquisei acidentes, explosões coisas envolvidas com isso. Achei de alguns anos atrás. 2007, houve uma explosão em uma fábrica de chocolate em junho. Cliquei para ver imagens e pulei da cadeira quando vi.
Fiquei pálida, sem ar, não sabia se gritava ou ligava pra alguém.
Havia uma imagem da fábrica, os bombeiros evacuando o local e em uma das janelas a imagem do garoto que aquele ser me mostrou.
Liguei pra Asumi, do jeito que ela reagiu ontem, ela poderia me dizer algo a respeito.
Não demorou muito para ouvir o som da campainha.
-Asumi preciso que você veja algo.
Lhe contei o que aquele ser me mostrou, falou e principalmente a imagem. Ela quase desmaiou, e começou a falar gaguejando.
-A- Aque-la empre- presa era a de cho-cola-late que-que meu pai trabalhava e... Houve uma explosão logo após um garoto filho do chefe do meu pai sumiu. Começaram buscas, e até hoje ninguém sabe o que aconteceu, só se sabe que ele tinha saído, disse que ia levar algo ao pai, foi o que a mãe dele disse. Ele foi e não voltou parece que ele chegou na fábrica, mas ... Foi dado como ... morto..
As palavras da Asumi, saiam como se fosse obrigada a falar, pálida e aflita ela estava em panico. Seus olhos, o jeito como ela estava reagindo a tudo, falavam por ela. Ela nunca foi assim, eu não conheço essa Asumi. Precisarei descobrir o verdadeiro passado dela, primeiro descobrindo como seu pai sabia de tudo aquilo, ligação entre os dois, porque disse a Asumi. Tudo um grande mistério.
-Kaoru, eu preciso ir pra casa, quando você me chamou eu estava fazendo um ramen, ele vai ficar frio, então né... Tchau!
Ela saiu correndo pra casa, até pareceu suspeita... Até, não, ela estava agindo muito estranho desde ontem. Tudo está acontecendo muito rápido, mas o jeito dela demonstrar que está assustada já é um exagero. Ela deve estar escondendo algo, e eu vou descobrir. Primeiro tenho que saber mesmo se ela esta ou não mentindo, se está fazendo um "teatrinho" apenas.
-------------------MUDANDO DE PERSONAGEM : DE Kaoru PARA Asumi-------------------
-Droga. Falo batendo a mão na mesa, que por sorte não quebrou, mas machucou.
-Conhecendo a Kaoru ela vai tentar descobrir tudo. Tanto trabalho que tive só para poder esconder e refazer minha vida até agora, foi tudo em vão?!
Não!
Ela não descobrirá nada, é só eu agir normalmente..
Não.. Depois de tudo o que fiz ela vai desconfiar se eu fizer isso... Eu tenho que apagar todos os vestígios que eu tenho sobre o meu passado. Ao menos só material. Mas as fotos que tenho do meu pai... Eu não posso simplesmente queimá-las, rasga-las ou apenas jogar fora, não posso! É... minha ultima recordação de você... Pai.. — Comecei a chorar. Comecei a andar pra trás, perto da parede, quando percebi que não tinha como passar a diante fui escorregando até chegar ao chão. Eu peguei um espelho de bolso que tinha e me vi no espelho. Uma garota assustada com algo, pálida, fraca, covarde e desesperada. Era como eu me via no espelho, como poderia ter chegado ... á esse ponto?
-Tudo estará perdido? Eu nunca mostrei minha verdadeira face, significa que estou sendo egoísta? — sussurrei
??? : Não, você não está.
Comecei a entrar em desespero, alguém na porta? Impossível ter me ouvido, eu estava no meu quarto, pode ser uma casa de apenas um andar, mas ela fica no meio da casa. Será ele?
-Que-Quem é? — Falei gaguejando.
Ninguém respondeu, fui andando aos poucos até a porta, abri ela e ninguém estava lá, nem por perto. Seria a Kaoru? Não, ela deve estar ocupada procurando “vestigos”. Fechei a porta e fui pro meu quarto, me espantei porque havia deixado a porta do meu quarto aberta e quando vi ela estava fechada.
-Por que está ai? Quem é?
Ninguém respondeu, deve ter sido só minha imaginação que alguém falou comigo, e o vento fechou a porta porque eu abri a porta.
Entrei no meu quarto e tive uma surpresa, entrei em desespero.
Meu quarto estava todo revirado, alguém havia passado por ali, será que a Kaoru seria tão rápida? Liguei imediatamente pra ela.
-Kaoru?
-Sim Asumi, o que foi?
-Pare de brincadeiras comigo, eu sei que foi você que acabou de revirar meu quarto para procurar algo duvidoso sobre mim!
-Mas eu não sai de frente do meu computador Asumi... Asumi, tudo bem?
-Pare de brincar comigo!
Ouvi alguma porta bater.
-Kaoru... Alguma porta bateu ai? — Falei quase sussurrando.
-Pera vou verificar.
Passou-se um minuto no máximo, ouvia os passos dela, ela estava correndo pela casa.
-N-Não.. Ne-nenhuma porta bateu aqui. — Falava ela quase sem ar.
-Certeza? — Falei tentando não mostrar meu desespero.
-Sim, se não foi aqui foi ai, fica tranquila deve ter sido o vento e-
-MAS NENHUMA JANELA ESTÁ ABERTA AQUI! A PORTA DA ENTRADA TA FECHADA SÓ A PORTA QUE ESTA NA MINHA FRENTE, A DO MEU QUARTO, ESTÁ ABERTA!
-Calma Asumi, fica calma, se você quiser que eu vá ai eu-
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