Summertime Sadness

21 Choose Your Battles


Notas iniciais
Alou galera bate a mão e bate o pé flkjdskgjsdkl não ok Como vocês estão????? Eu planejava postar antes mas não deu ENFIM eu não tenho muito o que falar aqui hoje então ok, espero que gostem, beijossss

Os cabelos cor de areia, como os meus, estavam exatamente do mesmo jeito. Se existia algum fio branco para provar que a velhice do meu pai estava chegando, era facilmente camuflada por seus fios loiros. Os olhos castanhos me fitavam com dobras nos cantos por causa do grande sorriso que estava estampado em seu rosto. Seus braços estavam estendidos na sua frente, esperando por um abraço que não receberia. Frederick estava exatamente igual há um ano, era um adulto muito bonito para a idade que tinha.

– Hãham, — Quíron pigarreou — o sr. Chase chegou aqui procurando por você, Annabeth, ele disse ser seu pai. Devo acreditar? — ele perguntou hesitante.

Se meu pai se incomodou com sua pergunta, não demonstrou.

Eu queria um espelho para ver como estava minha expressão.

– Sim — minha voz não era mais do que um sussurro — Frederick é meu pai.

E então ele pareceu finalmente perceber que não iria ganhar o abraço pelo qual estava esperando. Suas mãos se abaixaram devagar e hesitantes, junto com seu sorriso que se desmanchou.

– Sendo assim, tudo certo. Vou deixar vocês...

– Não! — eu quase gritei. Lembrei-me do recado de Thalia sobre não sair de perto de Quíron. — Fique. — eu pedi e ele assentiu levemente com a cabeça.

Onde estava Thalia?

– Annabeth, querida, senti tanto a sua falta! — Frederick disse se aproximando, erguendo os braços para me receber, mas eu apenas me afastei dele.

A sensação de você estar recebendo de volta algo que nunca deveria ter saído do seu lado era maravilhosa. O problema era que eu não queria mais ele de volta.

Quando você fica sem uma pessoa que ama por mais de um ano, é doloroso. Foi difícil superar. E é mais difícil ainda quando você sabe que aquela pessoa escolheu ficar sem você, escolheu te deixar sozinha e sem rumo, escolheu te abandonar e ainda te renegou. E agora, tudo estava indo bem — certo, talvez nem tão bem assim — e ele chegou, sem avisos, sem recados, cartas ou telefonemas. Simplesmente apareceu.

E eu não queria que ele estivesse aparecido.

– O que você veio fazer aqui? – eu perguntei firmemente – Como você me achou?

– Eu nunca te perdi. – ele sorriu – E você sabe, sua mãe não é de guardar as coisas só para ela. Fala de tudo para todos. – ele disse dando de ombros.

– Você me abandonou, disse que eu não era sua filha!

– E você não é, certo? Não veio de mim! – ele respondeu alterado e Quíron lhe lançou um olhar nada amigável. – Mas isso não muda o fato de que eu te criei e te amo.

Ergui uma sobrancelha. Minha resposta que iria junto com um soco no meio da cara do meu pai foi interrompida pelo baque alto da porta, seguido pela entrada atrapalhada de três meninos e uma menina, e em poucos segundos tinha um Nico jogado no chão com um Percy raivoso em cima dele.

– Porra, Percy, sai de cima de mim seu bicha! – Nico gritava empurrando Percy para o lado.

– Vou te mostrar o bicha daqui seu otário! – Percy resmungava de volta enquanto tentava levantar do chão. – Porra, Nico, para de me empurrar! Você tá apertando minhas bolas, seu gay.

Eu revirei os olhos e encarei Thalia, que estava na batente da porta com Luke, olhando aquela cena de amor entre Nico e Percy com a testa franzida. Quíron pigarreou. Quase imediatamente os brutamontes levantaram do chão e vieram para o meu lado. Olhei para Thalia esperando pela razão de ela ter chamado Nico e Percy; seria mais fácil se apenas ela e Luke tivessem vindo.

– O que vocês estão, exatamente, fazendo aqui?

Thalia deu um passo à frente.

– Eu chamei esses idiotas. – ela disse revirando os olhos – Pensei que eles seriam úteis, mas não tenho mais tanta certeza agora.

– Annabeth – Quíron se virou para mim – tudo bem se eles ficarem aqui?

Assenti com a cabeça.

– Thalia, Luke... bom ver vocês. – Frederick disse sorrindo amigavelmente.

– Eu não digo o mesmo. – Thalia disse e Luke se juntou à namorada.

Frederick não pareceu se incomodar com a resposta, e então ele olhou para Percy e Nico, seu olhar endureceu.

– E vocês dois, quem são?

– Sou Percy Jackson, senhor Chase. – Percy disse estendendo uma mão.

Meu pai ergueu uma sobrancelha e apertou a mão de Percy.

– Seu pai e eu éramos, ahn, bons amigos. – Percy franziu a sobrancelha, confuso, mas meu pai o ignorou e se virou para Nico – E você, jovem, quem é?

– Nico Di Angelo, senhor. – Nico respondeu imitando o movimento de Percy.

Meu pai também apertou sua mão.

– E qual de vocês dois namora a minha filha?

– Eu! – os dois responderam juntos e eu me sentei no sofá de couro.

Meus dois garotos se encararam, faíscas saiam de seus olhos. Eles poderiam começar uma guerra ali se Luke não os tivesse separado.

– Vocês dois são piores do que uma criança de dois anos, por Deus! – Luke reclamou ficando entre os dois.

Abaixei a cabeça e massageei minha fronte.

Por um momento eu pensei em como seria maravilhoso se eu não tivesse vindo para esse acampamento. Eu estaria em casa, dormindo, provavelmente acordaria com uma baita ressaca e não lembraria nem do meu nome. Minha cabeça não estaria doendo por causa da duvida que permanecia dentro de mim sobre Nico e Percy.

Não existiria Nico e Percy.

Não teria problemas com garotos. Não existiria essa besteira de VDPJ, não existiria acordos e eu não teria me sujado de refrigerante e suco só porque estava ficando com o irmão de uma menina. Mas esse era o problema.

Eu queria que tudo isso tivesse acontecido. Eu gostava das pessoas que entraram em minha vida, e não iria abrir mão delas por nada.

– E então, Annabeth, qual dos dois é seu namorado? – Frederick perguntou. Seus olhos castanhos me fitavam, indecifráveis.

– Por que você se importa? — perguntei indiferente.

– Porque você é minha filha, tenho que saber em qual desses dois marmanjos eu devo confiar.

– Você me renegou, então não, não sou sua filha. E você não tem que confiar em ninguém, porque você está indo embora.

– Eu não vou embora, acabei de chegar. – ele disse se sentando numa cadeira.

– Certo, então eu vou. – respirei fundo e olhei para Thalia – Conseguiu ligar para minha mãe?

– Annabeth, o que... – ela balançou a cabeça – Não, eu não consegui falar com ela, não tem sinal aqui.

Olhei para Quíron.

– Posso usar o telefone do acampamento?

Meu pai bufou.

– Eu não vou embora, e nem você. – ele se levantou e ajoelhou na minha frente – Eu vou ficar uns dias no acampamento e vou tentar consertar a besteira que eu fiz, mas não vou, nunca mais, te abandonar.

– Você já fez isso uma vez, imagino que não deve ser tão difícil repetir.

– Eu vou ficar. – ele disse firme. Eu dei de ombros e me levantei.

– Faça o que achar melhor, mas não ache que o que eu penso sobre você vai mudar.

Puxei Thalia pela mão, ansiando mais do que tudo sair daquela sala.

– Annabeth, você não acha que seria mais fácil ouvir o que ele tem a dizer? – ela perguntou enquanto passávamos pelo salão principal.

– Eu não acredito que logo você está dizendo isso!

– Ei, calma, eu só te propus essa opção...

– Péssima opção, péssima.

Passos começaram a ecoar no refeitório.

– Meninas, vocês poderiam andar um pouco mais devagar... – Nico disse respirando pesadamente enquanto nos acompanhava.

– Não pedimos para vocês nos seguirem.

– Annabeth, ei, somos da paz. – Luke disse erguendo as mãos.

– Certo, me desculpem. – eu disse respirando fundo.

O tempo antes estava estranho, mas agora estava terrivelmente estranho. O vento estava mais frio e mais forte. As árvores da floresta balançavam fazendo um silvo que me lembrava filmes de terror, o vento formava pequenos redemoinhos com folhas e flores. Eu não sabia em qual parte de Los Angeles estávamos – acho que nem em LA estávamos mais – mas de uma coisa eu estava certa: uma tempestade estava por vir e eu não queria estar por perto quando isso acontecesse.

– Seu pai não parece ser uma pessoa ruim, Annie. – Percy gritou por cima do vento. Lancei meu olhar mais fatal para ele.

– Eu... Eu concordo. – Luke disse – Eu sei que ele te magoou muito, mas ele parece realmente querer que as coisas melhorem entre vocês.

– Podemos, por favor, parar de falar no Frederick? Eu preciso ligar para minha mãe, quero saber como ele me achou e por que ele está aqui!

– Mas ele já te respondeu isso, Annie. – Nico disse.

Eu me virei e olhei para o rosto de cada um. Todos ali pareciam concordar com Nico. Thalia parecia incrivelmente interessada na barra de sua blusa. Aquilo era inacreditável.

– Vocês não o conhecem como eu conheço. Ele estava mentindo lá dentro, mentindo sobre tudo! Por que vocês não conseguem ver isso?

– Por que só você vê? – Thalia perguntou me olhando – Talvez você esteja tão obcecada e traumatizada com o que aconteceu ano passado, que não consegue ver que ele mudou e quer se reaproximar de você. Vocês sempre foram tão unidos, Annie, o que mudou?

O que mudou? Você só pode estar brincando com a minha cara, Thalia! Você mais do que ninguém sabe o que mudou! Ele me renegou, disse que eu não era a filha dele. Você sabe muito bem o que mudou.

– Já reparou que esse é o seu único argumento? Ele te renegou? Sim! Mas ele está aqui agora e quer que tudo volte ao normal, por que você não consegue parar de viver no passado? Esquece o que ele fez, Annabeth, foca no que ele está fazendo por você agora!

Eu soltei uma risada.

– Ele não está fazendo nada por mim, Frederick está fazendo por ele mesmo.

Notas finais
Gente, eu não vou mais viajar então domingo eu posto o capitulo novo sem falta ok, prometo E Me digam o que acharam do capitulo ok ok ok não esqueçam fkdsjlkdjs E AH, ENTÃO VCS SABEM QUE EU TENHO UM GRUPO QUE SE CHAMA FUCK E QUEM PARTICIPA SÃO AS FUCKERS E TEMOS VAGAS ABERTAS PARA ENTRAR EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE enfim, os membros são eu, Mylena (minha esposa tirem os olhos, autora de CTS, NBH e Nightingale), a Petalla (Lolla aqui no Nyah, escreve The Best Of It e Unconditionally) e mais três leitoras nossas ENTÃO se vocês quiserem entrar, só avisar que mando uma MP pra vocês, ok??????? Beijinhosssss e até domingo!!!