Notas iniciais
Heeeeeeeey barraqueiros! Como vocês estão? Passaram bem o Natal? Ganharam muitos presentes? Eu ganhei os livros dos Heróis do Olimpo ~coraçãozinho~ VOU DESCOBRIR SE GOSTO DA PIPER! tuts tuts (pra quem não sabe, eu nunca li a segunda saga, flw). E o ano novo? Foi bom também? Gostaram da queima de Prims? (tributos entendem) E o primeiro mês do ano, ta sendo legal? Me contem as novidades. Então, estou –muito- atrasada, mas o capitulo ta ai. Era pra ter postado semana passada, mas não deu. Eu demorei tanto porque estava chateada com o fato de poucos comentarem, e isso resultou num bloquei super chato. Enfim, espero que vocês gostem. Nos vemos lá em baixo! E leiam as notas finais, tem coisa importante lá. Ah, e eu queria agradecer a Monik por recomendar a história. Obrigada, sua linda! P.S.: Capitulo passado eu falei sobre Jasico nas notas, e a galera acho que eu ia transformar Summer Love numa Jasico. Não vai rolar, aqui é Pernico. Só esclarecendo.

Percy também gostava de passar as tardes na casa de Nico, apesar de serem poucas as vezes que conseguia ir lá. Geralmente, só podia quando Hades passava a tarde de folga e o buscava na escola, já que ficava perto da editora. Bom, esse era o caso.

O moreno dos olhos verdes saiu em disparada da sala assim que o sinal de término tocou, e foi direito para o portão esperar pelo tio. Não podia fazer hora, sabia que Hades não gosta muito de esperar.

Encontrou o mais velho parado em frente ao carro e foi ao seu encontro. Agora só precisavam buscar Nico. O garoto entrou no banco de trás e passou o caminho contando sobre seu dia na escola. Hades tentava responder sem parecer desinteressado, mas não podia tirar sua atenção do transito para falar com o sobrinho.

O colégio de Nico não era muito longe. Chegaram em dez minutos e já tinha dado o horário de saída. Hades desceu do carro, acompanhado de Percy e foram até a entrada. No primeiro momento, não conseguiram achar Nico.

O garotinho vinha apressado, como se quisesse fugir de algo. Viu o pai e sorriu aliviado. Um sorriso que se desmanchou quando dois garotos mais velhos vieram pro trás e empurraram Di Angelo. O pequeno caiu de joelho no chão e derrubou seus cadernos. Os outros se colocaram a frente de Nico e começaram a rir. Era difícil dizer quem ficou mais irritado com a cena: Hades ou Percy.

O filho de Poseidon queria ir até lá e bater naqueles dois até começarem a chorar e pedir pela mãe. Hades tentava entender o que levava aqueles pirralhos a perturbar um garoto de seis anos. Percy levantou as mangas da blusa que usava e cerrou os punhos, caminhando em direção ao primo.

Hades apenas o acompanhou, mas quando chegaram perto o suficiente para terem suas presenças notadas, segurou o sobrinho, impedindo que ele agredisse os mais novos.

– Me solta, tio Hades! – o garoto se debatia, tentando sair do aperto- Eles vão ver só!

– Violência nunca é a resposta, Percy. – o mais velho disse, calmo – Pegue o Nico e volte para o carro. Preciso ter uma conversinha com esses dois.

Os garotos sentiram um arrepio percorrer-lhe a espinha, e quiseram sair correndo dali. O sorriso de Hades era assustador. Percy pegou a mochila e os cadernos de Nico do chão a contra gosto e puxou o primo pela mão. O moreninho andava de ombros encolhidos, com medo dos mais velhos voltarem para lhe perturbar.

Hades esperou que os dois entrassem para se voltar as duas crianças. Sabia que não podia ser muito duro com eles. Tinham o que? Sete anos? Talvez oito. Mas eles tinham mexido com a criança errada. Não admitira brincadeiras de mal gosto com seu filho. Agachou-se, ficando na altura dos garotos.

– Vocês acha que o que fizeram foi bonito? – perguntou.

Os dois negaram com a cabeça.

– Sabe, hoje em dia existe um grande problemas nas escolas, que são essas brincadeiras de mal gosto. Se chama bullying. E acreditem, tanta provocação pode resultar em problemas sérios, que envolvem processos judiciais. – suspirou – Da um trabalhão resolver tudo. E por vocês ainda serem crianças, seus pais responderiam pelos seus atos. Já imaginaram como deve ser tê-los presos?

Os garotos se olharam assustados, querendo saber se o que Hades dizia era verdade. Só estavam brincando!

– Só que ninguém quer uma coisas dessas acontecendo, certo? Relaxem, nada de ruim vai acontecer com vocês. – tranqüilizou os mais novos — Mas mexam com meu filho de novo e podem ter certeza de que tomarei providências pessoalmente para vocês e suas famílias se mudarem para o Japão. Estamos entendidos? – sorriu.

Os dois assentiram e saíram correndo. Crianças... Hades adora lidar com elas. Riu das próprias palavras. Não era uma má idéia mandar aqueles dois pestinhas para o Japão.

Voltou para o carro e se ajeitou no bando de motorista. Olhou pelo retrovisor para checar as duas crianças. Percy tinha um braço ao redor do corpo de Nico e acariciava seus cabelos. Hades gostava da maneira como o sobrinho era protetor com seu caçula. De certa forma, o lembrava quando era criança. Era verdade que brigava muito com Zeus e Poseidon, mas acabaria com qualquer um que ousasse machucar seus irmãos.

– Tudo bem ai atrás? – questionou antes de dar partida no carro.

– Tudo.

– Sabe, Nico, da próxima vez que tiver alguém te perturbando na escola, você pode me avisar.

– Eles disseram que sou filhinho de papai. – o menor comentou – Que eu não conseguia me defender sozinho.

O adulto apertou o volante com força.

– Não se importe com essas coisas, Nico. Esse garotos não passam de projetos de valentões que são inseguros e tentam esconder seus medos atingindo os outros, provando que são melhores ou mais fortes....

Hades continuava a falar sobre como o garoto não devia se importar com provocações dos mais velhos, só que tanto Percy quanto Nico já não prestavam atenção.

– Ei, da próxima vez, você pode me chamar, ok? – Percy sussurrou para o menor – Prometo dar uma surra neles.

Nico assentiu e sorriu. Gostava de saber que Percy o defenderia.

~*~

Ninguém soube dizer como começou. Na verdade, em meio a musica alta e bebidas, não perceberam a troca de insultos entre um loiro e um moreno. Não era importante, certo? Pessoas bebem demais e acabam discutindo. Tão normal quanto o nascer e pôr do sol. Não se importavam com os olhares raivosos ou palavras maldosas. Mas era impossível não notar quando os dois saíram nos socos.

Luke não esperava que Percy realmente batesse nele. O garoto estava bêbado e sabia o que acontecia quando se metia com o loiro. Foi pego de surpresa pelo soco certeiro no rosto que o fez cambalear pra trás, quase perdendo o equilíbrio. Aquela foi a gota d’água. Jackson queria briga? Então ele teria.

Avançou para cima do moreno e quando ia acerta-lhe um soco, Percy se esquivou e chutou a perna de Luke, que caiu no chão. Não demorou a se levantar e dessa vez não errou em acertar Jackson, socando seu rosto e em seguida a boca do estomago.

Percy se curvou, gemendo de dor. Percebeu que não conseguia enxergar direito com o olho esquerdo, mas não sentiu desvantagem. Não naquele momento. Quando Luke se aproximou novamente, o moreno deu dois passos para trás, ficando distante o suficiente para conseguir chutar o tórax do loiro.

Castellan cambaleou para trás e Percy aproveitou para atingir-lhe novamente. Fechou o punho e socou o nariz do outro, e devolveu o soco no estomago em seguida. Foi prazeroso para ele ver o sangue escorrendo pelo rosto de Luke e manchando sua camiseta.

– Filho da puta. – disse, passando a mão pelo rosto, tentando limpar o liquido vermelho.

O loiro tinha fúria nos olhos. Sua vontade era de matar Percy. O moreno não tinha um pensamento diferente.

Jason, Nico, Thalia e Bianca chegara empurrando as pessoas que criaram uma rodinha ao redor da briga, abismados com a situação. Por que ninguém fez nada?

– Parem com essa briga! – Nico gritou, tentando chamar a atenção de um dos dois.

Percy e Luke pareciam não ouvir as vozes ao seu redor. Estavam concentrados em acertar um ao outro. Não estavam dispostos a perder.

– Será que da pra alguém segurar esses dois? – Thalia pediu, nervosa.

– Meu deuses. – Bianca colocou a mão sobre a boca, horrorizada. Se pudesse, daria um jeito de fazer Luke parar de chutar o primo que se encontrava no chão, tentando se defender.

– Parem com isso!

Alguns tentaram separar a briga, ao contrário dos que tinham medo de se envolver na fúria daqueles dois e saírem machucados. Boa parte apenas admirava a troca de socos s pontapés, só faltava começarem a gritar “Briga! Briga! Briga!”. Dois homens tentaram segurar Luke, e outro prendia Percy nos braços, com a ajuda de Jason.

– Você me paga por essa, Jackson! – o loiro gritava – Desgraçado!

– Filho da puta. Vou acabar com sua raça! – se debatia, tentando se livrar dos braços ao redor de si – Porra, Jason! Me solta!

– Calma, cara. Você ta muito irritado.

– Eu to perfeitamente bem. Esse babaca que ta precisando levar uns socos na cara!

Percy não tinha paciência para continuar naquela casa. Se soltou dos braços de Jason e o empurrou o outro para longe. Só queria sair dali. Ajeitou-se e passou a mão no rosto, sentindo o sangue. Mal conseguia abrir o olho esquerdo. Respirou fundo, tentando se acalmar. Soltaram Luke também, que começou a andar de uma lado para o outro, ainda nervoso. Se Jackson continuasse ali, sabia que não agüentaria e recomeçaria a briga, então decidiu que o melhor a se fazer era ir embora.

Quando Percy virou, Luke viu a oportunidade de atacar seu oponente. Avançou contra o moreno, e Jason quem entrou na frente, socando o rosto do loiro, que perdeu o equilíbrio com a força do impacto. Se existe uma coisa que Jason odeia, é se meter em uma briga. Mas Percy tinha razão, Luke estava precisando levar uns socos.

– Jason! – Thalia entrou na frente de Castellan, impedindo que o irmão lhe socasse novamente – Ficou louco?

– Louco é esse cara que quer atacar os outros pelas costas. Não passa de um covarde! – esbravejou.

Luke sorriu sarcástico, limpando o sangue que escorria pelo canto da boca. Ótimo! Já não bastava o nariz que provavelmente estava quebrado?

– Não piore a situação. – pediu — Essa briga já foi longe demais.

– Por que você sempre o protege? – Jason perguntou, com um leve tom de decepção em sua voz.

– Tirem Percy daqui. É o melhor que podem fazer agora. – a morena disse, ignorando o questionamento do irmão. Se voltou para Luke e o ajudou a se levantar.

Jason nunca entenderia o porque de Thalia ser tão atenciosa com o loiro. Respirou fundo, tentando acalmar os ânimos. Olhou ao redor, e algumas pessoas ainda olhavam a cena, chocados. A musica já não tocava.

– Nico, leve Percy pra casa. – Jason pediu, saindo da sala sem se importar em esbarrar nas pessoas.

– Por que sempre eu? – o moreno resmungou.

Nico saiu da casa apressado, preocupado com Percy. O moreno dos olhos verdes não podia ter ido muito longe. E realmente não tinha. Seja lá quem fosse o dono do Mustang 98, não gostaria nada de saber que havia um adolescente urinando em seu carro. O mais novo massageou as temporãs, pedindo aos deuses que aquilo fosse algum tipo de pesadelo. Era só o que faltava. Agora tinha que bancar a babá do primo bêbado. Aproximou-se de Jackson, constrangido. Não se sentia confortável com a visão do primo com o membro exposto. Respirou fundo. Não era hora de pensar em coisas inapropriadas.

– Percy, perdeu o juízo?

O mais velho olhou para ele, confuso.

– Que foi? – questionou.

– Dá pra parar de fazer isso no carro da cara?

Percy bufou.

– Ele nem vai perceber. – respondeu enquanto fechava o zíper da calça.

– Ah, ele vai sim. – retrucou – Vamos embora, vou chamar um taxi.

– Pra que? O carro está aqui, podemos voltar sozinhos.

– E quem vai dirigir? Você? – o mais velho confirmou, como se fosse óbvio – Olha, eu realmente não quero morrer dentro de um carro amassado contra uma arvore. Você não está em condições de dirigir.

– Eu não estou bêbado.

– Seu bafo diz o contrario.

– Você ta parecendo meu pai. – reclamou.

– Aposto que o tio Poseidon não seria tão paciente quanto eu estou sendo. Agora para de reclamar.

Nico tirou o celular do bolso e discou o número. Foi quando se lembrou que não sabia o endereço da Piper. Caminhou até a esquina, procurando alguma placa com o nome da rua, enquanto pedia para o homem no outro lado da linha esperasse. Passou o endereço e desligou o aparelho. Tinham que esperar por dez minutos. Só precisava conseguir passar esse tempo pacificamente com Percy. Queria saber o que havia acontecido lá dentro, mas não achava uma boa idéia perguntar.

Percy estava sentado na calçada, brincando com os próprios cadarços. Nico sentou ao seu lado e respirou fundo.

– Então... O que aconteceu?

O mais velho encarou Nico, aparentemente nervoso. Os olhos verdes tinham um brilho irritado.

– Eu juro que um dia ainda castro teu namorado. Só me diga que você não perdeu a virgindade com esse cara quando tinha treze anos.

Di Angelo sentiu suas orelhas arderem. Seu rosto provavelmente estava mais vermelho que uma pimenta. Luke não teria... teria? Ok, Nico que castraria o loiro. Abaixou o rosto, envergonhado.

– Quatorze. – respondeu, baixinho – Já tinha feito quatorze.

O outro riu pelo nariz.

– Sabe, ele podia ser denunciado por pedofilia.

– Por que? Não me obrigou a nada.

– Bom saber que você gosta de ser a putinha dele. – resmungou.

– O que você disse? – questionou, irritado.

– Você ouviu.

– Escuta aqui, Jackson. – apontou para ele, se controlando para não começar a gritar no meio da rua — Eu já disse que você não tem o direito de se meter na minha vida. E abra essa maldita boca pra falar merda sobre mim de novo e eu juro que termino de deformar seu rosto. – ameaçou.

Ser insultado daquela forma por Percy foi algo que realmente magoou Di Angelo. Talvez fosse apenas o álcool no organismo do primo. Mas sabia que Percy ainda sabia muito bem o que fazia. E o mais velho realmente deveria pensar isso de Nico. Bêbados não mentem.

Percy olhou para o lado e viu o primo encolhido, abraçando as próprias pernas. Não queria discutir com o menor. Ainda estava de cabeça quente. Preferiu ficar em silencio, assim como Nico, apenas aguardando que o taxi chegasse logo.

~*~

Thalia não era muito boa com primeiros socorros e detestava ver sangue, mas tinha que fazer alguma coisa com Luke. O loiro mantinha expressão de dor e tentava estancar o sangue que saia pelo nariz. Piper disse que havia uma caixa de primeiros socorros no banheiro do segundo andar, e Thalia se apressou em pegá-la.

O loiro se sentou em cima do vaso sanitário e pegou um pouco de papel para limpar o rosto. Thalia pegou um pano no armário e estendeu para o mais velho.

– Seria bom se você inclinasse a cabeça um pouco para trás. – sugeriu – Acho que vai ter ir pro hospital. Seu nariz definitivamente esta quebrado.

– Me lembre de agradecer seu primo por isso depois. – debochou.

– Eu conheço Percy. Ele não é do tipo que briga por tudo, e você não é um anjo, Luke. Tenho certeza que fez alguma coisa.

– Ótimo, me coloquem como o vilão da história.

A morena revirou os olhos azuis e ignorou o Castellan. Pegou um pouco de algodão na caixa e molhou-o com um pouco de remédio.

– Se vai agradecer por machucados, agradeça Jason pelo corte no lábio. – disse, enquanto afastava a mão do loiro que segurava o pano para limpar a ferida.

Luke gemeu de dor quando sentiu o liquido em contato com a ferida aberta. Ah, agradeceria sim. Agradeceria com um belo soco em resposta.

– Sempre soube que seu irmão não gostava de mim. Aposto que queria me bater a tempos.- comentou – Acho que é assim desde que nós dois terminamos. Ele acha que eu sou um tipo de insensível que partiu o seu coração?

– Pra começo de conversa, nunca chegamos a namorar. – a morena lembrou – Foi só... um lance de verão.E você não partiu meu coração.

– Um lance de verão... – Luke repetiu.

Os dois tiveram um curto relacionamento em uma das viagens da família, quando tinha 17 e 15 anos, respectivamente. Talvez tivessem chegado a algo sério se não fosse a questão da distância.

– E agora o seu lance de verão é o Nico.

– Você sempre soube, né? – sorriu de canto.

– Conheço você, Luke. Você sabe que seria difícil esconder de mim. – respondeu – Mas me diga, como é jogar no outro time?

Luke riu.

– Não sou gay, ok? Só... gosto de experimentar de tudo.

– Homens... – Thalia resmungou, enquanto colocava a caixa de volta no armário – Quer uma carona pro hospital?

– Seria bom, sabe? Não sei se vou conseguir dirigir direito com essa dor me incomodando. – disse, soltando o pano.

– Continue com o pano no nariz. – ordenou – Não quero meu carro sujo de sangue. – avisou — Só espero não ter que passar a madrugada toda em uma sala de espera.

Luke sorriu. Era bom ficar perto de Thalia.

~*~

Nico e Percy não deram mais uma palavra a viagem toda. Os dois estavam irritados, só que o mais novo continuava preocupado. O sangue que escorria pelo rosto do dono dos olhos verdes o incomodava. Torcia para que o primo não tivesse que ir a um hospital levar pontos. Poseidon gostaria nem um pouco dessa história. O taxi estacionou em frente a casa e Nico pagou o motorista. Jackson não fez questão de esperar o mais novo, e saiu do carro, indo em direção a entrada.

Di Angelo não tinha certeza de que o primo podia passar pela casa despercebido, então correu para acompanhá-lo. Percy estava tendo certa dificuldade em conseguir encaixar a chave no fecho da porta, e riu das tentativas falhas tanto quanto da expressão frustrada do mais velho.

Pegou as chaves e abriu a porta, pedindo para que Percy ficasse em silencio. Só precisavam chegar ao segundo andar sem serem notados.

– É melhor você trocar de roupa. – Nico sugeriu, assim que entraram no quarto- Vou pegar a caixa de primeiros socorros.

Di Angelo foi até o banheiro e começou a procurar a caixa branca dentro dos armários. Estava ao lado de algumas toalhas, e aproveitou para pegar uma, ajudaria a limpar o rosto de Percy. Abriu a torneira molhou a ponta, torcendo para tirar o excesso. Fechou o registro e voltou para o quarto. Percy estava sentando na cama, já de roupas trocadas. Observava o céu através da janela, e Nico se perguntou no que o mais velho estaria pensando.

Se aproximou do primo e colocou a caixa sobre a cama. Se ajoelhou na sua frente e pegou a toalha, começando a limpar o sangue seco da bochecha.

– Cortou o supercílio. Por isso tanto sangue. – informou, e Percy não parecia muito interessado.

– Precisa de pontos?

– Acho que um band-aid resolve. – respondeu.

Quando terminou de limpar o rosto do dono dos olhos verdes, colocou a toalha manchada sobre a cômoda e pegou a caixa. Precisava de algodão. Puxou um pouco e pingou um pouco de remédio.

– Isso pode arder um pouco. – avisou, antes de pressionar o algodão contra a ferida.

Percy soltou uma reclamação de dor e tentou afastar a mão do primo de perto de si. Nico queria bater no mais velho pela teimosia. Parecia uma criança.

– Se você parar de se mexer, dói menos! – esbravejou, cansado de tentar limpar o machucado no supercílio.

Percy bufou e parou de tentar afastar a mão pálida do garoto.

– Bom menino. – disse, voltando a pressionar o algodão contra a ferida – E não faz essa cara feia. Só quero ajudar.

– Desculpe. – murmurou.

Nico olhou surpreso para Percy. Não esperava por um pedido de desculpas.

– Pelo que, exatamente? – questionou, sarcástico- Me chamar de putinha?

– Isso também... – respondeu, sem graça – Me desculpe por... tudo de errado que tenho feito.

Nico suspirou.

– Vou me arrepender se te desculpar? – arqueou a sobrancelha, analisando o primo.

– Espero que não.

– Então... Tudo bem. Chega de desentendimentos por hoje.

– Está terminando? – questionou, se referindo ao curativo.

– Sim.

– Isso dói. – reclamou.

– Eu sei que dói. – continuou a limpar o ferimento, tentando ser o mais delicado possível — Mas você quer o que? Que eu de um beijo pra sarar?

Percy riu.

– Pode ser.

– Engraçadinho. – respondeu e pegou um band-aid na caixa, colocando-o sobre a sobrancelha do mais velho – Prontinho. Seu olho vai continuar roxo por uns dias, e se prepare para a bronca do seu pai.

– Sem beijo pra sarar?

– Vai ver se estou lá na esquina, Percy. Se quiser beijo no machucado, vá pedir pra sua mãe. E vou pegar um pouco de gelo pra você pressionar ai. Pode ajudar a desinchar.

Nico tentou se levantar, mas Percy segurou seu braço, mantendo-o onde estava. O moreno engoliu o seco, nervoso com a situação. O mais velho acariciou a bochecha levemente corada de Nico e sorriu. Levou a mão até a nuca e brincou com os cabelos negros. Nico deveria cortá-los um pouco. E nunca tinha percebido como o perfume do mais novo era agradável. Ficar perto de Nico começava a confundir todos os seus sentidos. “Você gosta dele, não é?”, lembrou-se de Piper perguntando. Realmente não queria admitir, mas talvez, apenas talvez, sentisse algo a mais por Nico, mesmo ambos sendo homens, mesmo namorando. “Sentimentos mudam. Estar namorando não te impede de gostar de outra pessoa.”

Não resistiu em fazer o que queria a dias e puxou o mais novo para perto e selando os lábios. Dessa vez queria mais que um selinho. O mais novo se surpreendeu com a iniciativa de Percy. Apesar do choque inicial, correspondeu o beijo. Depois de tanto tempo esperando por um contato mais intimo como aquele... Percy não hesitou em aprofundar o beijo e puxar Di Angelo para mais perto. Não queria pensar em mais nada além dos lábios gelados do primo colados ao seus. Nico conseguia sentir o gosto de álcool na boca do mais velho, e isso não foi algo que o incomodou naquele momento.

Se tivessem como, parariam o tempo. Eternizar o momento onde não havia desavenças ou discussões. Mas quando o ar faltou aos pulmões, se viram obrigados a se separar.

A razão pareceu voltar a mente de Percy e se afastou brutamente do mais novo. Era Nico ali. O garotinho que viu crescer. Seu primo. Não podia fazer esse tipo de coisa com seu primo.

– Olha, eu sei que você está...

– Bêbado. – Percy cortou a fala do mais novo, nervoso – Estou bêbado. E isso não devia estar acontecendo.

Mesmo não olhando para Nico, o dono dos olhos verde sabia que o mais novo o encarava com raiva. Era de se esperar. O outro só se perguntava quando isso iria acabar. Quando Percy finalmente iria parar de se esquivar. Di Angelo respirou fundo e deu um sorriso de canto.

– Isso o que? Não sei do que está falando. – disse, indiferente – Não aconteceu nada demais.

Nico saiu do quarto irritado, batendo a porta com todo o ódio que estava sentindo. Não se importou com o fato de que já se passavam das duas da manhã. Jackson quis ir atrás dele. Devia ir atrás dele. Por mais que algo lhe dissesse que era perigoso deixar o mais novo sair sozinho aquela hora, ele continuo parado, submergido nos próprios pensamentos confusos. Mal dormira e já sentia o peso daquela ressaca.

Percy realmente estava bêbado. Mas isso não mudava o fato de que estava se apaixonando por Nico.

Notas finais
Ok, duas coisas. Primeiro: Estou convidando vocês (convidando tipo quando a escola te convida pra fazer simulado na escola num sábado. É uma ordem formal [brincadeira]) para lerem minhas nova fanfic :3 É uma Jasico (por isso falei do casal no ultimo cap) u_u adoraria ver vocês por lá, sério ~coraçãozinho~ http://fanfiction.com.br/historia/462795/Airplanes/ Segundo: Galera, agora é sério. Tenho 150 leitores e 30 estão comentando em média. 1/5 de vocês estão comentando. Por que isso? Não está interessante? Nada a ser comentado? Nem um 'gostei/odiei'? Sério, isso desanima as vezes. Se bem que depois do pedido no ultimo capitulo uns fantasminhas apareceram... Eu REALMENTE não quero colocar metas e esse tipo de coisa porque não é justo com quem comenta, mas vou dizer que boa parte das minhas histórias eu desisti por causa disso dos leitores não darem as caras. Só dizendo que não quero que aconteça isso aqui. Ultima chance, ou no próximo começa metas. E se começar, vai ser uns 60/70 comentários pra postar o próximo. E o número só aumenta. Gostaram do capitulo? Espero que sim, porque é agora que as coisas Pernico começam a ficar interessantes /o/ mandem reviews, mp, tweet, recomendação, carta, mensagem de arco iris, whatever Enfim, é isso. Nos vemos. xoxo, Charlie