Notas iniciais
Wo-ho, grande verão soprando. (Charlie tá assistindo muito Frozen, ignorem) Um pouco atrasada, como sempre, mas o capitulo ta ai ~coraçãozinho~ era pra ter postado ontem, mas tenho sérios problemas em escrever lemon. Apago, reescrevo, leio, acho que ficou ruim, apago, reescrevo... Entenderam, né? Mas espero que tenha saído um resultado aceitável u_u E bom, como vocês viram ai em cima: LEMON. Não leiam com crianças/familiares por perto. Boa leitura! P.S: Qualquer semelhança com Frozen no flashback não é mera coincidência (até porque eu escrevi essa parte ao som de "Do you wanna build a snowman").

A neve espessa nas ruas atrapalhava o movimento dos carros, fato que já começava a irritar Hades. Boa parte delas já haviam sido limpas, e a camada branca jogada sobre as calçada; as que não estavam requeriam mais atenção do motorista e diminuição de velocidade, o que resultava em trânsito.

Particularmente, Hades gosta do período de inverno. O frio era muito melhor que o calor; sem moscas, suor e desconforto. E também tinha as festas de fim de ano, que costumavam ser agradáveis. Entretanto, o período de neve é perfeito para se passar em casa. E de preferencia, perto de uma lareira enquanto se toma uma bebida quente; e não no trafego.

Nico estava no banco detrás observando a movimentação pela janela. Achava engraçada a forma como as pessoas pareciam se esconder do frio, cobertos com camadas e mais camadas de roupas grossas. Adorava neve, apesar dela não ser muito frequente em Nova Iorque, e gostava de aproveita-la ao máximo. O garoto não se importaria de morar no Alasca.

– Por que esta tão quieto ai atrás? – Hades perguntou, espiando o filho pelo retrovisor.

– Podíamos morar no Alasca, não é?

– Alasca? – riu – Qual o problema de Nova Iorque?

– Não temos ursos polares.

– Você só vai encontrar ursos polares no polo norte, Nico.

– Então podemos nos mudar pra lá. – disse animado – Eu sempre quis saber como é morar em um iglu.

Hades sorriu. Essas crianças... Quem gostaria de morar num iglu? Nico andava jogando muito club penguin. Bom, melhor do que jogar need for speed e querer sair por ai com o carro.

Quando finalmente chegaram na casa de Poseidon, Nico praticamente pulou para fora do carro, se encolhendo de frio no ato. O ar aquecido do automóvel era mais agradável. Hades também saiu e foi até o porta-malas pegar a mochila do filho, entregando para o menor.

– Se comporte. E não esqueça de escovar os dentes. Ah, e se agasalhe bem. Não quero ninguém doente. – dizia enquanto caminha até a porta da frente.

– Eu sei, pai.

Tocaram a campainha e Sally não demorou a abrir a porta, recebendo-os com um sorriso.

– Chegaram rápido.

– Rápido? Você não sabe o transito que esta no centro – Hades reclamou.

– É de se esperar com toda esse neve. – comentou – Percy está lá em cima. – disse para Nico.

– Obrigada, tia Sally. – passou pela porta, indo ate as escadas – Tchau, pai!

– Venho te buscar amanhã à noite! – gritou, esperando que o filho tivesse ouvido.

– Eles vão ficar bem. – Sally disse – Quer entrar pra tomar alguma coisa?

Hades suspirou.

– Bem que queria. Tenho algumas coisas para resolver.

– Tudo bem, fica pra próxima.

Se despediu da cunhada e voltou para o carro. Não estava nem um pouco animado para voltar a enfrentar aquele transito.

Nico entrou no quarto do primo sem bater, já que a porta estava aberta, e jogou sua mochila sobre a cama do maior. Se aproximou de Percy que jogava alguma coisa no computador que não soube identificar.

– Que jogo é esse? – perguntou, curioso.

– GTA. – respondeu com os olhos ainda vidrados na tela – Coisa que crianças de sete anos como você não deveriam jogar.

Fechou o jogo e virou a cadeira, ficando de frente para o primo.

– O que quer fazer?

Nico sentou na cama e começou a pensar. Passou a manhã toda imaginando o que poderia fazer quando chegasse a casa do primo, mas agora que Percy o perguntou, foi como se tudo tivesse esvaído de sua mente. Olhou pela janela e viu o quintal dos Jackson completamente branco e teve uma ideia.

– Você quer brincar na neve?

Percy sorriu e concordou. A quanto tempo não participava de uma guerra de neve? Se agasalharam bem e foram para fora, passando o resto da tarde nos fundos da casa, brincando. Até construíram um boneco de neve chamado Bob, que Percy queria manter ali até a primavera. Era uma pena saber que Bob derreteria.

De noite, a temperatura era mais fria ainda, e até o aquecedor da casa não estava ajudando muito. Nico se recusava a sair debaixo das cobertas enquanto o mais velho escolhia algum filme para assistirem. Acabaram optando por uma animação da Disney, a qual Di Angelo não chegou a ver metade, se entregando ao cansaço.

Percy realmente não queria acordar Nico. Ele ficava tão fofo dormindo. Parecia um anjinho. Todavia, não podia deixar o menor dormindo no sofá, sabendo que acordaria todo dolorido no dia seguinte. Cutucou-o algumas vezes até que o mais novo despertasse. Com sono, Nico virava um grande reclamão. Reclamava até mesmo do ar que estava passando no Canadá. O mais novo subiu as escadas bufando e perguntando porque não podia dormir no sofá. Percy apenas ria da situação.

– Vai dormir, tampinha. Para de reclamar um pouco.

O mais velho já se dirigia para seu quarto, sabendo que Nico dormiria no de hospedes, como sempre. Porém, o garoto segurou a barra de sua camiseta, fazendo-o parar.

– Posso dormir com você? – perguntou, acanhado – Esta frio.

Percy sorriu de canto.

– Pode sim.

Foi até o armário e pegou outro cobertor e travesseiro. Quando se virou, Nico já estava na cama. Realmente estava cansado. Percy jogou o outro cobertor por cima do que o primo usava e deitou ao seu lado. Nico se virou de frente para o primo e se aconchegou em seu peito. Gostava do calor que emanava do maior.

Jackson não resistiu ao impulso de beijar a testa do primo e acariciar seus cabelos. Nico realmente parecia um anjinho enquanto dormia. Observou o rosto sereno do menor até adormecer também.

~*~

A primeira coisa que Percy sentiu quando acordou foi uma forte dor de cabeça. Se tivesse uma lista de coisas que odeia nessa vida, ressaca estaria entre os primeiros itens. Abriu os olhos lentamente, tentando se acostumar com a maldita claridade do cômodo. Por que não haviam cortinas no quarto? Precisavam urgentemente disso.

Por um momento, esqueceu do estado do olho esquerdo e o coçou, sentindo um pouco de dor. Praguejou aquele machucado e se sentou na cama, procurando o celular. Onze e quarenta da manhã. Qual o milagre que o deixaram dormir até esse horário? Respirou fundo e tentou se lembrar de tudo que aconteceu na noite anterior. Lembrava-se das doses de vodca, da discussão que virou briga com Luke e de ter... beijado Nico. Passou a mão pelos cabelos negros, frustrado. Estava irritado consigo mesmo por ter beijado o primo. Por ter gostado tanto daquele beijo. Por que tinha que ser tão bom? Voltou a idéia de que precisava de um psicólogo.

Falando no mais novo, onde ele estaria? Considerando o horário, era de se esperar que não estivesse ali, mas e não fosse pela cama bagunçada, Percy nem teria certeza de que Nico passou a noite no quarto. Até tentou se manter acordado, esperando que o outro voltasse. Ficou preocupado com a maneira que saiu. Contudo, o sono falou mais alto.

Bom, Nico podia não estar presente, mas Jason estava. E parecia estar no décimo sono. Percy tinha quase certeza de que ele também precisaria de analgésicos e muita água quando acordasse.

– Ei, Jason. – chamou.

Grace não demonstrou nenhuma reação.

– Jason! – gritou, batendo no primo com o travesseiro – Acorda, porra!

– Hã?

O loiro abriu os olhos e se levantou rapidamente, assustado. Se arrependeu no momento seguinte, sentido uma pontada em sua cabeça.

– Caralho, Percy. Dava pra ser mais gentil?

– Da próxima vez te acordo com um beijo, bela adormecida. – debochou.

– Vai se foder.

Jason voltou a se deitar e cobriu a cabeça com seu travesseiro, tentando ignorar o mundo ao seu redor.

– Sabe onde ta todo mundo? – o moreno perguntou.

– Tenho cara de quem sabe? – resmungou, tendo a voz abafada pelo pano – Se quer tanto saber, vai procurar.

Percy resolveu ignorar o mau-humor do loiro, visto que também não estava em um dos seus melhores humores. Não queria sair do quarto sabendo que assim que o fizesse, seria metralhado por milhares de perguntas sobre os machucados em seu rosto. Precisava pensar em uma boa explicação para seu pai.

– PERSEU JACKSON!

Aquela definitivamente era a voz de Poseidon. Encolheu os ombros, pedindo a todos os deuses que ele não estivesse tão bravo.

– Acho que alguém esta ferrado. – Jason comentou.

– Calado.

Poseidon entrou pela porta com os olhos faiscando. É, ele não estava nem um pouco feliz.

– Bom dia, pai. – Percy disse, receoso.

– Uma briga? Você veio de Nova Iorque até aqui para se meter numa briga? – perguntava enquanto balançava uma revista enrolada na mão direita.

– Olha, não é como se isso estivesse na minha lista de coisas para fazer na Califórnia, só... aconteceu. – tentou se justificar – Que revista é essa?

O mais velho jogou a revista sobre a cama do filho.

– Sua mãe e eu estávamos no mercado e encontrei isso perto do caixa. Imagina como foi maravilhoso ver uma foto do meu filho estampada na capa de uma revista de fofocas.

– Não estou estampado na capa. Só na fotinho aqui do canto. – disse, analisando o quadro onde conseguia ver claramente o momento onde foi agarrado por Jason e o outro cara que tentavam separar a briga – Essa atriz esta na capa. Nem sei que é.

Percy detestava revistas de fofocas. Nunca havia nada de útil nelas. Vamos começar pelo fato das noticias parecerem explosões para todos os lados, tentando chamar a atenção como se o conteúdo das paginas realmente fossem interessantes. O exemplo era o titulo da noticia que o envolvia: “Festa na casa de Serinda McLean termina em babado (de novo)! Saiba mais na página 9 ” Sério que realmente existe alguém que utilize a palavra “babado”?

– Além de brigar, ainda tem que ser em um lugar repleto de olhares alheios e paparazzis.

– Ah, qual é, pai. Essa é uma daquelas revistas inúteis que vão parar no final de uma pilha no canto de algum salão de beleza meia boca.

– A questão não é essa, Percy. Eu... – Poseidon respirou fundo – Não sei mais o que fazer com você. Olha o estado do seu olho.

– Logo melhora... – murmurou.

– Está de castigo. – ditou — Te proíbo de sair pela porta de frente dessa casa até a viagem acabar. Pode ir até a praia se quiser, mas esse é seu limite. E quando voltarmos para Nova Iorque... Ai o verdadeiro castigo começa.

– Mas... – tentou protestar.

– Sem “mas”, nem “menos”.

Zeus, que ouvia a conversa do lado de fora do quarto esperando o momento certo de se intrometer, resolveu se manifestar já que também não estava lá muito contente com a situação.

– Também jogaram um vídeo na internet, caso não saibam. – comentou – O que me leva a te colocar de castigo também, Jason.

O loiro tirou o travesseiro de cima da cabeça e olhou incrédulo para o pai.

– O que eu fiz?

– Se meteu nessa tal briga. Sabe que não aprovo esse tipo de comportamento.

– Mas eu... Ele... Eu só... – tentava formular uma frase – Isso é culpa sua, Jackson!

– Minha culpa?!

– Claro que sim! Você que resolveu se embebedar e sair discutindo por ai.

– Pra começo de conversa, eu não resolvi me embebedar...

Percy e Jason passaram a ignorar totalmente a presença dos pais, que perceberam que já não tinham mais o que fazer ali. Poseidon foi o primeiro a sair, e quando Zeus certificou-se de que o irmão sumira de vista, se virou para os dois adolescente e chamou sua atenção.

– Vocês sabem que eu realmente não posso aprovar esse tipo de atitude, mas... – ergueu o polegar, em sinal de aprovação – Belos socos.

~*~

Nico não estava conseguindo organizar os pensamentos corretamente. A única coisa na qual não queria pensar era em Percy. Tentou de tudo para manter a mente ocupada naquela manhã: jogou uns cinco jogos diferente em seu Nintendo DS, começou a ler um livro aleatório que estava esquecido na prateleira da sala e até jogou mitomagia com Bianca. Só faltava contar quantos grãos de areia tem na praia. Não pretendia contar, mas gostava de ficar sentando na areia branca enquanto observava as ondas. O mar lhe lembrava Percy.

Balançou a cabeça, tentando afastar os pensamentos. Viu Luke se aproximar, e quase riu do curativo em seu nariz. Devia ter passado um bom tempo no hospital, as olheiras denunciavam a noite mal dormida.

– Hey.

Sentou-se ao lado de Nico.

– Oi. – respondeu – Como está o nariz?

– Doendo um pouco...

– Hm.

– Entendo que talvez você esteja bravo e...

– Por incrível que pareça, não estou. – cortou a fala do loiro – Não mais, pelo menos.

– Isso é bom. – suspirou aliviado – Então... estamos numa boa?

– Claro que sim. – respondeu – Continuamos amigos.

Luke franziu o cenho, confuso.

– Amigos?

Nico assentiu.

– Não é como se realmente tivéssemos um relacionamento para terminar. Só estou colocando um ponto final nessa história cheia de vírgulas.

Ouvir isso do mais novo não foi exatamente uma surpresa para Luke. Ele já esperava por algo assim.

– Até que durou bastante. – comentou, e Nico sorriu de canto.

– Concordo.

– Agora você vai ficar com Percy, não é? – Nico negou – Por que?

– Não existe nada entre nós. Só desentendimentos, eu acho. – Nico não sentia necessidade de esconder a situação de Luke – Ele já tem namorada, inclusive. Não tem o por que de... Ah, você entendeu.

Castellan conseguia perceber que aquilo magoava o mais novo, por mais que ele tentasse esconder.

– Espero que um dia dê certo.

Nico sorriu de canto.

– Mas e você?

– Bom... – Luke não sabia ao certo o que responder e, quase que inconscientemente, deixou seu olhar se voltar para a casa branca.

Nico não pode deixar de reparar a forma que Luke observou Thalia, que estava na varanda conversando com Bianca. Sempre soube que o loiro sentiu alguma coisa por ela.

– Sabe o que acontece se magoa-la, não é? – perguntou.

– O que?

– Thalia. Se você magoa-la, pode ter certeza que o pai dela e Jason vão te caçar e mandar pro inferno. E vou ajuda-los. – comentou divertido.

– Mas nós... Nós não... Quero dizer, não temos nada. – disse, sentindo suas bochechas esquentarem.

Desde que conheceu o loiro, aquela foi a primeira vez que Nico o viu constrangido, e não pode deixar de sorrir com aquilo. Os dois formavam um belo casal.

~*~

Ao final do terceiro dia de castigo, Jason estava quase subindo pelas paredes. Não gostava da ideia de passar mais uma semana trancafiado naquela casa antes de voltar para Nevada. Cansado de ficar no tédio, teve uma ideia para driblar as atuais condições.

Havia uma treliça de madeira, onde algumas flores cresciam, ao lado direito da casa que cobria praticamente toda a parede externa, parando pouco a baixo das janelas dos quartos. O loiro nunca gostou muito daquelas flores e muito menos da treliça, mas naquele momento lhe parecia muito conveniente. Os espaços entre uma madeira e outra eram o suficiente para alguém conseguir se apoiar por ali e subir ou descer até a janela. Jason conseguiria ir até o chão do primeiro por ali facilmente.

– O que você esta fazendo? – Nico perguntou, estranhando o fato do primo estar debruçado sobre a janela.

– Chega mais, Nico. – chamou o primo – Da pra escalar nessa treliça de boa, não dá?

– Você não está pensando em sair por ai, certo?

– Eles disseram que não podemos sair pela porta da frente. Ninguém disse nada sobre a janela.

Nico coçou a testa, se recusando a levar isso a serio. Voltou para sua cama e pegou o vídeo game.

– Será que todos já estão dormindo? – o loiro perguntou.

– Ainda são onze horas.

– Mas todos já estão em seus quartos.

– Sei lá, provavelmente sim.

Jason passou as pernas para fora e apoiou os pés nos vãos entre as madeiras, ainda segurando o batente da janela, com um pouco de medo de cair.

– Volto pela manhã, ok? A porta está trancada e não a abra antes que eu chegue.

– Pode deixar. – respondeu, concentrado no jogo – Cuidado para não cair.

– Você sabe que não vou.

Nem um minuto depois, o barulho de algo se chocando contra o chão assustou Nico, que correu até a janela e olhou para baixo, encontrando Jason caído no chão, massageando o braço.

– Estou bem. – o loiro disse, levantando-se – Estou bem.

Di Angelo revirou os olhos, vendo o primo se afastar sorrateiramente; voltou para cama apenas quando o loiro sumiu de vista. Seria uma boa ideia trancar a janela para que Jason não conseguisse entrar? Sendo boa ou não, definitivamente seria engraçado. Devia fazer isso.

– Que barulho foi esse? – Percy perguntou, saindo do banheiro.

Demorou um pouco para que Nico conseguisse formular uma resposta. Estava distraído demais observando o corpo do primo, que trajava apenas uma cueca azul. Os cabelos ainda molhados pelo banho recente respingavam, e as gotas escorriam pelo peito largo e definido de Percy. Aquilo lhe era tentador demais. Por que o outro tinha que ser tão atraente? Respirou fundo, tentando não pensar em coisas inapropriadas. Jason não devia tê-lo deixado sozinho com Percy.

– Jason caiu da janela. – respondeu, voltando a dar atenção ao jogo.

– O que? – arregalou os olhos, assustado.

– Ele resolveu sair pela janela já que vocês estão proibidos de sair pela porta da frente.

Percy ficou pensativo.

– Por que eu não pensei nisso? – perguntou para si mesmo.

Nico revirou os olhos com aquilo. Grandes mentes pensam iguais, e as idiotas também. Percy foi até o guarda roupas e pegou uma bermuda, se vestindo rapidamente. Sentia um clima desagradável no quarto, e isso o incomodava. Era a primeira vez que ficava sozinho com Nico desde o beijo. Na verdade, era a primeira que conversava com ele após o incidente. Não teve coragem de ir conversar com o primo antes, e sabia que o outro o ignorava. Passou os últimos três dias pensando em Nico a cada segundo, e chegou a conclusão de que estava cansado de tentar lutar contra aquilo. Gostava do garoto mais do que deveria, e não podia mudar isso.

– Nico, será que podemos conversar? – perguntou, encarando o primo.

– Sobre? – indagou, desinteressado.

– Você sabe.

Nico respirou fundo. Seja lá o que Percy quisesse dizer, não estava disposto a ouvir.

– Ainda esta bêbado?

– Olha, eu sei que o que fiz não foi muito legal, mas...

– Não foi nada legal. – ironizou.

– Eu estava confuso, ok?! Mesmo agora, ainda é difícil falar sobre isso.

– Confuso sobre o que, exatamente? – Nico sentou na cama e arqueou a sobrancelha, analisando o mais velho.

Percy respirou fundo, tentando encontrar uma forma de se expressar com palavras. Nunca foi muito bom com elas.

– Eu... eu nunca pensei que pudesse me sentir assim em relação a outro cara. Ainda mais sendo meu primo! – começou – Mas... quando eu fico perto de você... é como se nada mais existe. Como se nada mais importasse – dizia, enquanto se aproximava no moreno, ajoelhando a sua frente – Pensei que estivesse ficando louco ou alguma coisa assim...

Respirou fundo antes de continuar.

– E também foi tudo muito estranho. Eu jamais imaginei que você e o Luke fossem acabar juntos um dia e ....

– Não estamos mais juntos.

– O que disse? – perguntou, querendo confirmar aquela afirmação.

Nico revirou os olhos.

– Luke e eu não estamos mais juntos.

Percy não pode deixar de sorrir com a informação. Finalmente. Não havia mais Luke para atrapalhar.

– O que eu quero dizer é que... – voltou a foco — Eu gosto de você, Nico. E isso me assustou.

O mais velho acariciou o rosto de Nico e se aproximou, observando as reações do outro, que parecia estar indeciso entre deixar ou não que Jackson o beijasse. Empurrou Percy e se levantou, indo para o outro lado do quarto.

– Fique longe de mim. – mandou.

– Qual o problema? – questionou, confuso.

– O problema é que daqui a pouco você vai dizer que isso não deveria estar acontecendo. Vai fugir de novo.

Nico foi até a porta e a destrancou, com a intenção de sair. Dividir o quarto com Percy estava acabando com sua sanidade. Antes que pudesse dar um passo para fora do cômodo, o mais velho o puxou pelo braço e fechou a porta novamente, encostando o menor sobre a mesma.

– Deixe-me sair. – pediu, tentando se mostrar indiferente a aproximação.

– Nunca mais.

Percy cessou a distancia entre os lábios, e dessa vez Nico não tentou empurra-lo. Sabia que o outro também queria aquilo. Prensou o mais novo contra a porta e colocou as mãos dentro de sua camiseta, apertando a pele. Di Angelo soltou um suspiro com o contato dos dedos quentes e aquilo atiçou ainda mais o outro, que levou a mão ao seu membro semi-ereto por cima da bermuda.

– Ficou louco? – perguntou afastando a mão de Percy — Tem gente dormindo.

– Então sugiro que não faça barulho.

O mais velho não queria dar oportunidades pra Nico protestar, então voltou a tomar seus lábios. Queria tirar todo o ar dos pulmões e a sanidade de sua mente. Arrancou a camiseta cinza do corpo do menor e passou a mordiscar e beijar seu pescoço e peito. Sorriu ao perceber que Nico se contorceu ao circular seu mamilos com a língua. Sensíveis. Passou uns minutos brincando com os botões rosados, se divertindo com a forma que Nico se contorcia e suspirava.

O mais velho puxou o outro pela cintura e, em meio a tropeços, os dois foram parar na cama de Percy, se livrando das bermudas no caminho. Jackson empurrou Nico contra o colchão, ficando por cima e voltando a atacar seu pescoço. Estava gostando das marcas avermelhadas que apareciam ali. Suas marcas.

Desceu os lábios para o tronco do mais novo, lambendo e mordiscando sua pele, deixando um rastro por onde passava. Levou a mão direita ao membro do garoto ainda coberto pelo tecido e passou a massageá-lo. Puxou a cueca preta para fora do corpo e agarrou o falo do mais novo com firmeza. Percy nunca tinha feito nada parecido com outro garoto e não sabia o que fazer direito, então limitou-se masturbar o mais novo, que gemia baixinho. Não era tão complicado, visto que só fazia o que costumava fazer em si mesmo.

Nico inverteu as posições, ficando por cima de Percy. Sorriu de forma marota. Era a sua vez. Sendo mais experiente naquele tipo de relação, sabia exatamente o que fazer. Retirou a cueca do outro; desceu até encontrar o pedaço pulsante de carne e abocanhá-lo. O mais velho não conseguiu conter um gemido. Nico era bom no que fazia, e os sons que saiam do fundo da garganta do primo eram sua recompensa. O vai e vem começou ensandecido naquela felação, onde o garoto usava tudo que podia; sua língua na glande, sua mão nas bolas de Percy as massageando e às vezes os dentes tomando cuidado para não machucá-lo.

Tirou o membro do garoto da boca, que soltou um muxoxo, e foi até a gaveta que lhe pertencia do criado mudo ao lado da cama e puxou uma embalagem prateada, entregando-a para Percy. O outro sabia porque Nico guardava camisinhas ali, mas evitou pensar no assunto. Não era hora de sentir ciúmes.

Virou Di Angelo de quatro para si e ocupou sua boca em morder e encher as nádegas brancas de chupões. O mais novo tinha a pele tão leitosa que Percy tinha vontade de marca-la de todas as formas possíveis. Desferiu uma tapa leve na nádega direita do garoto apenas para vê-la avermelhar. Mesmo com Nico não sendo mais virgem, Percy sabia que sempre existia um desconforto em ser penetrado, logo, tratou de preparar o moreno para si.

Umedeceu os dedos e levou o indicador a entrada de Nico, penetrando-o. Di Angelo moveu seu quadril em direção contrária, querendo mais daquele contato tão bom. Percebendo as reações do moreno, Jackson colocou outros dois dedos, girando-os dentro do outro, alargando o canal.

Nico tentava conter seus gemidos mordendo um dos travesseiros. Sabia que não podia fazer muito barulho, o que era difícil com Percy estimulando-o daquela forma.

O mais velho tirou seus dedos de dentro de Nico e rasgou a embalagem da camisinha, ajeitando-a sobre seu membro. Posicionou-se na entrada rosada e forçou-o para dentro. Sentir as paredes internas do outro lhe esmagando era uma sensação indescritível. Percy mordeu o próprio lábio na tentativa falha de conter um gemido ao entrar por completo.

Nico respirou fundo, se acostumando com a invasão. Percy, ainda paciente, passou a se mover lentamente quando a expressão do moreno suavizou, com cuidado para não machucá-lo. O desconforto já não existia para Di Angelo, e a sensação melhorava a cada vez que o outro entrava em si. Nico só sabia que ouvia sua voz pedindo mais, mesmo quando o máximo Jackson já estava lhe dando, investindo fundo e irracional dentro de si, mas para o moreno nunca era suficiente.

– P-percy...

Jackson adorou ouvir seu nome pronunciado daquela forma Nico sabia como deixá-lo louco. Saiu de dentro do mais novo e o virou de barriga para cima, voltando a invadi-lo. Queria ver o rosto do outro perdido no prazer que ele lhe proporcionava. Os gemidos, mesmo que contidos, do mais novo eram como musica para os seus ouvidos, e se intensificavam a cada vez que conseguia acertar o ponto sensível do outro. Levou as mãos ao membro de Di Angelo, começando a masturba-lo.

Quando Percy aumentou o ritmo das estocadas mais uma vez, acertando sua próstata novamente, Nico não aguentou e gemeu languidamente e se derramando nas mãos do outro. Jackson sentindo seu membro ser engolido pelo corpo convulsionado de prazer do moreno e se derreteu em seu interior, expulsando todo seu prazer dentro da camisinha, impedindo sua essência de inundar o outro. Voltou a tomar a boca do mais novo para si, beijando-o de forma calma. Suas respirações, ainda descompassadas, custavam a normalizar em meio aos beijos. Percy tinha certeza de que, agora que provara o gosto de Nico, jamais seria capaz de viver sem aqueles lábios contra os seus.

Se retirou de dentro de Nico e levantou, indo se livrar da camisinha usada. Voltou para a cama e deitou ao lado do moreno, cobrindo-os com o lençol. Puxou o menor para se aconchegar em seu peito e deu em beijo no topo de sua cabeça. Nico tinha um sorriso no rosto, e aquilo aquecia o coração de Percy de uma forma que ele não sabia explicar.

– Isso foi bom. — o mais novo sussurrou.

– Podemos repetir a dose quando quiser.

Nico concordou e fechou os olhos. Não demorou muito para que o mais novo adormecesse em seus braços. Havia esquecido o quanto gostava de observa-lo dormir.Nico parecia um anjo enquanto dormia.

Naquele momento, Percy teve a impressão de que aquele sentimento sempre esteve ali, ele apenas nunca havia percebido.

Notas finais
~LEIAM OS "P.S.", ELES SÃO IMPORTANTES~ GENTE, NÃO ME BATAM. Eu JURO que me esforcei. De verdade. Se ficou ruim, me perdoem D: com o tempo vou melhorando, a pratica leva a perfeição, não é? Sejam sinceros, gostaram do capitulo? Espero que sim. Mandem reviews, recomendação ~coraçãozinho~, mp, tweet (@charlieplusg), ask lá no ask.fm, qualquer coisa que mostre a sua opinião! Nos vemos no próximo! xoxo, Charlie P.S.: Cês tão vendo o horário, né? Terminei tudo agora. To morrendo de sono. Me perdoem se deixei algum erro passar. P.S.2: Pra galera que achou o término do Nico e Luke muito rápido: a intenção era ser rápido. Nesse capítulo vocês pegaram mais o ponto de vista do Nico. No próximo quero focar um pouco no Luke, assim vão entender melhor, ok? Tudo a seu tempo. P.S.3: Queria que vocês pensassem comigo sobre o fato dos dois terem feito isso agora. Sei que boa parte vai ficar tipo “Mas já se comeram? Acabaram de fazer as pazes!” Desde o começo, eu sabia que esse seria o momento que colocaria esse tipo de cena, porque convenhamos, eles querem isso faz tempo, apesar de serem teimosos. Os dois não são virgens, então não tem aquela coisa de “vamos esperar, não estou pronto, blabla”. E por fim, adolescentes sem sexo é igual macaco sem banana. Faz parte, hormônios a flor da pele. E também, eu sei que todos esperavam uma coisa mais fofa, mas não acho que isso ainda não se enquadra no momento. Claro, esses dois vão ser um casal um pouco açúcar e tals, só que eles ainda estão se... entendendo. (CÊS TÃO CAPTANDO A MINHA LINHA DE PENSAMENTO? TvT) Logo, a glicose fica pra depois. Prometo que vocês terão diabetes. P.S.4: nessas notas vocês adquiraram todos os playstations lançados. Precisava fazer a piada, sorry. Já podem colocar o tema da praça é nossa.