Summer Love
2 Quem é o irmão mais velho agora?
Notas iniciais

Desde que ganhou a bicicleta em seu aniversário, era difícil fazer Nico sair de cima dela. Hades achava que tinham demorado demais para trocar aquele triciclo. Geralmente crianças de seis anos já sabem andar sem as rodinhas. Mas Maria achava perigoso. Ora, o que há de perigoso em andar de bicicleta?
Era uma quarta-feira, o dia que Nico sempre passava na casa dos Jackson. Iria andar na rua com Percy, e estava animado. Seu pai foi buscá-lo na escola e o deixou na casa do irmão. Desceu do carro e tirou a bicicleta do porta-malas, entregando-a para o filho.
– Tome cuidado, Nico. Sabe que sua mãe não quer ver nenhum machucado.
– Vou tomar, não se preocupe, papai. – colocou as mãos no guidão e começou a correr para a garagem, empurrando-a.
– Venho te buscar as seis! Divirta-se!
O menino provavelmente nem ouviu. Hades sorriu. Essas crianças... Entrou no carro e tomou seu caminho de volta a empresa. Na casa, Nico deixou a bicicleta ao lado da porta e entrou silenciosamente.
– Olá, Nico.
– Oi, tia Sally! – sorriu – Cadê o Percy?
– No quarto dele. – o menor foi direito para as escadas – O almoço está praticamente pronto, então chame-o para comer.
Nico respondeu um “ok” do topo das escadas e virou a esquerda no corredor, parando em frente a porta azul enfeitada com conchas. Empurrou-a, espiando o cômodo. Percy estava sentado em frente a escrivaninha, escrevendo no livro da escola. O mais novo entrou sorrateiramente, queria assustar o primo.
– Não vai dar certo. – o moreno disse, sem tirar os olhos do livro.
Di Angelo bufou e se sentou sobre a cama. Tentou ler o conteúdo do livro e ver a matéria, sem sucesso.
– Tia Sally disse que o almoço está pronto.
– Por que não disse antes?
Percy estava com fome desde que chegou da escola, a pouco mais de meia hora, então desceu rapidamente para a cozinha, seguido do mais novo. Já queriam sair para brincar assim que terminaram de comer, mas Sally pediu que esperassem um pouco. Ficaram impacientes, checando o relógio de um em um minuto,
– Ok, vão logo. Mas tomem cuidado! – a mulher disse, sorrindo.
Correram para a garagem, cada um pegando a própria bicicleta. Podiam andar na rua – que não é muito movimentada -, porém não podiam ir muito longe. Nico tinha que admitir que gostava mais da de Percy – azul, alta e, o mais importante, sem rodinhas.
– Percy, você podia me ensinar a andar sem as rodinhas, né? – pediu, com um sorriso largo e os olhos brilhando.
– Er, não sei... Por que não pede pro seu pai?
– Ele está sempre ocupado. – bufou – Por favooooor!
– Ok, ok. Espera um pouco.
Percy foi até a caixa de ferramentas do pai e pegou uma chave de fenda para soltar os parafusos que prendiam o suporte. Algo que não foi tão fácil quanto ele achou que seria. Deixou as rodinhas de lado e empurrou a bicicleta até a rua, olhando se não vinham carros dos lados.
– Ok, suba na bike. – Nico o fez mais Jackson continuou segurando – Para andar sem rodinhas você tem que ter equilíbrio.
Percy soltou com cuidado, e a bicicleta quase caiu para o lado. Voltou as mãos para o guidão e banco, segurando firme.
– Tente pedalar, eu não vou soltar, ta?
– Eu consigo sozinho.
– Ainda não, Nico. Ninguém consegue de primeira.
Di Angelo fez bico e começou a pedalar lentamente, e percebeu que realmente era difícil manter a bicicleta reta. Mesmo com o primo dando suporte, ainda tremia muito. Respirou fundo, concentrando-se. Só precisava encontrar um ponto de equilíbrio. Realmente tentou, e já não balançava tanto. Quando Percy percebeu que o menor estava conseguindo, soltou-o, ficando para trás. Nico nem sequer percebeu a primeiro momento. Começou a ir mais rápido, animado. Olhou para trás e viu o mais velho com um sorriso no rosto. Mas olha para trás foi um erro. Quando virou-se para a frente, viu o cachorro que estava em seu caminho, atravessando a rua. Não queria machucá-lo, então jogou-se para a esquerda, caindo no asfalto.
– Nico! – correu até ele, preocupado – Tá bem?
O mais novo ia responder que sim quando sentiu o braço e o joelho latejarem. Não era nada demais, somente alguns arranhões. Percy ajudou o primo a se levantar, segurando-o com um braço enquanto puxava a bicicleta caída com o outro. Voltaram para dentro e o moreno foi chamar Sally em seu escritório, que por sinal não ficou nada feliz.
– Disse para tomarem cuidado. – lembrou enquanto pegava a caixa de remédios.
– Mas você tinha que ter visto, tia Sally! Eu andei sem as rodinhas! – Nico comemorava.
– Isso vai doer um pouco.
– O que?
Sally prensou o algodão com remédio no joelho do sobrinho, que gemeu de dor. Maldito merthiolate. Percy riu da careta do menor, e o outro não gostou nada disso. A mulher limpou o cotovelo também e fez os curativos.
– Prontinho.
– Obrigado!
– E vê se agora.... – saíram correndo da sala, voltando para fora — .... não se machuca.
Ficaram na rua até as seis, hora que Hades voltou para buscar o filho. Ficou feliz por Nico ter aprendido a andar, mas, de certa forma, sentia-se chateado por não ter sido ele a ensinar. E, bom, Maria não gostaria de ver o filho com band-aids pelo corpo.
– Precisamos ir, Nico.
– Mas, pai....
– Nada de “mas”. Essa foi a hora que combinamos. Você pode voltar no fim de semana se quiser e seus tios deixarem, certo?
– Eu posso, tia Sally? – pediu, tentando imitar a cara do gato de botas que viu no filme do Shrek.
– Claro que sim. – respondeu, e o pequeno comemorou.
– Nos vemos no fim de semana então – disse Percy, sorrindo.
– Vamos, filho. – Hades chamou novamente assim que fechou o porta malas.
– Obrigado por hoje, Percy. – abraçou o maior – Você é o melhor irmão mais velho do mundo.
~*~
– Esse lugar nunca muda. – Hades comentou assim que entrou na casa, deixando as malas que carregava na sala.
– Claro que não, ninguém meche aqui no ano todo, por que algo mudaria? – perguntou Zeus, que acabara de descer as esacadas.
– Irmão! – Hades abraçou o mais novo – Como foi a viagem?
– Normal, como sempre. Menos para Thalia, ela ainda detesta aviões.
– Ah, e onde está nossa formanda? Vai começar o ultimo ano na faculdade, não é? – perguntou Maria.
– Isso! – Zeus sorriu, orgulhoso da filha que ia terminar o curso de administração — Estão todos lá em cima, desfazendo a malas. Nico, Bianca, vocês cresceram.
– Um pouco mais cada ano. – Bianca brincou.
– Bom, acho melhor também arrumarmos nossas coisas.
Haviam cinco suítes na casa de férias da família, três eram dos irmãos e as outras duas eram dividas entre os filhos. Bianca e Thalia em uma; Percy, Jason e Nico na outra. O mais novo pegou sua bagagem e subiu as escadas e entrou no quarto.
– Nico! – Jason o agarrou assim que entrou no quarto – Como vai, tampinha?
– Jason, Jason, solta! – pediu, empurrando o primo – Filho da mãe, ta tomando bomba? – irritou-se com a força do maior.
– Ah, desculpe. E não, não estou. – soltou-o, sorrindo – Isso se chama academia. E faz tempo que não nos vemos. Sentiu minha falta?
– Claro, claro.
Deixou a mala perto do guarda-roupas e colocou a mochila em cima da cama à esquerda, a de lençóis escuros, deitando-se em seguida. Tirou o Nintendo DS do bolso e ligou.
– Continua com esse vídeo game idiota? Ainda quero tacá-lo na parede.
– Nem pense nisso. Por que não vai visitar a Piper?
– Ela só chega amanhã. – fez Bico – Até lá você vai largar essa coisinha dos infernos e ir pra praia comigo. – pegou o objeto da mão do primo e desligou – Você precisa tomar um sol, ta muito branco.
– Não gosto de sol.
– Pois devia. Agora coloca uma bermuda e passa protetor. – entrou no banheiro, levando uma sunga – E de preferência fator 200.
– Engraçadinho. – murmurou assim que fechou a porta, e pegou o vídeo game de volta.
Olhou para a cama do lado, a que costumava pertencer a Percy. Ainda não acreditava que finalmente o veria. Como será que estaria depois de cinco anos? Balançou a cabeça, tentando afastar os pensamentos. Não ligava para ele. Por fim, deu play no jogo.
~*~
Onde diabos estavam as malas? Talvez a pior coisa de aeroportos fosse ficar esperando suas coisas aparecerem naquela esteira gigante. Sortudos eram os donos das primeiras a chegarem. Percy batia o pé de forma impaciente enquanto os pais comentavam algo com um panfleto de aluguel de barco em mãos. Barcos. Por mais que o adolescente amasse o mar, não se sentia seguro em cima de um pedaço de metal que pesa toneladas e milagrosamente flutua.
Avistou o tecido azul escuro e aproximou-se, chegando o nome no crachá preso na alça. Puxou as malas com a ajuda de Poseidon e saíram da construção, indo ao aluguel de carros. Percy queria o seu carro, e não precisar ficar pegando o dos outros. Ou pelo menos queria um alugado só para si, mas a idade mínima para se alugar são 21 anos. Malditos Estados Unidos. Pode dirigir mas não pode alugar um carro. Qual a lógica?
Poseidon optou por um Honda Odyssey e fez contrato para um mês. Pegou as chaves do atendente que parecia satisfeito e guardaram as bagagens no porta-malas. A Califórnia é um lugar bonito, de fato. As ruas divididas por coqueiros, a vista do mar e uma brisa boa. E também é um lugar cheio de adolescentes e pessoas que parecem famosas. A maioria se dirigindo para as praias – os garotos com pranchas e as garotas com bolsas -, ou fazendo compras. E olhando um grupo de surfistas, Percy parou para pensar em qual foi a ultima vez que subiu em uma prancha. Se não se engana tinha doze ou treze anos.
Seu pai passou praticamente sua infância toda lhe ensinando a surfar, e ficou orgulhoso quando o filho começou a pegar o jeito. Poseidon já foi um grande surfista, e até ganhou competições dessas que acontecem em Malibu todo ano quando era adolescente. Não era a toa que Percy tinha talento.
A casa branca ficava um pouco afastada do centro da cidade, em um bairro residencial tranqüilo e sem muita movimentação de carros. Numero 75, de frente a praia. Quando desceram do carro, por um momento, Percy sentiu uma nostalgia. Parecia que aqueles cinco anos nem sequer tinham passado. Quase conseguia se ver com treze anos, entrando por aquela porta.
– Vai ficar ai admirando ou pegar sua mala e entrar? – Poseindo perguntou, sorrindo.
Percy assim o fez. Sua bagagem era a menor, e pensando agora que não estava mais com raiva pela viagem repentina, devia ter esquecido de pegar muita coisa.
– Ainda lembra de onde fica tudo? – Sally questionou assim que entraram.
– Claro que sim. – fez uma careta.
Antes de subir as escadas, parou na sala, olhando as ondas se quebrarem através das portas de vidro. É, talvez não fosse tão ruim assim. Foi até o quarto, parando em frente a porta entreaberta, passando a mão pelos nomes escritos; o seu em azul, o de Jason em amarelo e o de Nico em preto. Assim que entrou, silenciosamente, viu o mais novo de costas para si, e ele nem notou sua presença. Vestia apenas uma bermuda e passava protetor pelo corpo pálido a contra gosto. Devia dizer um simples “oi”? Perguntar como está? A ultima conversa que teve com Nico não terminou muito bem.
– É feio ficar encarando os outros enquanto se arrumam, Percy. – Jason disse assim que saiu do banheiro, e jogou a camiseta no rosto no primo.
–Eu não estava encarando. – defendeu-se, jogando a camiseta da volta para o loiro.
Nico virou-se bruscamente para trás, e quando seus olhos castanhos encontraram os verdes, Percy sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. O mais novo não tinha um olhar amigável.
– Er, sua bochecha ta suja. – foi a primeira coisa que o mais velho disse.
O menor passou a mão pela mancha branca, limpando-a. Percy preferia mil vezes ter falado o “oi”. Colocou a mala em cima de sua cama – a do meio – e abriu o zíper, tentando esconder sua frustração.
– Você não nos vê a anos e não vai nem perguntar se está tudo bem? – Jason questionou com um tom brincalhão.
– Tudo bem?
– Tudo ótimo. – o loiro sorriu, e Nico não respondeu – Tá tudo bem com o revoltado ai também.
– Eu não sou revoltado.
Wow. Espera ai. Wow. Aquela era a voz de Nico? Quando ficou tão... grossa? Percy piscou algumas vezes, tentando assimilar. Na sua cabeça, ainda conseguia ouvir a voz infantil do garoto de dez anos que conheceu. Quis que o mais novo falasse mais, para se acostumar com a mudança.
– Relaxa, Nico. Todo mundo já passou por essa fase.
– Mas que fase?! – questionou, impaciente – Revoltado vai ser o meu punho na sua cara.
– Ui, estou morrendo de medo. – Jason jogou um travesseiro no mais novo e riu – Terminou de passar o protetor, branquelo?
– Terminei.
– Ótimo. – Jason passou o braço ao redor do pescoço do menor e puxou para perto, de um jeito que o fez reclamar, dizendo que aquilo era desconfortável – Se troca ai, Percy. Estaremos te esperando na praia.
– Estaremos? – Nico resmungou.
– Calado. – o loiro socou a cabeça do mais novo e saíram dali.
Ok, Percy se sentia um peixe fora d’água. Um intruso na própria família. Era como se fosse uma visita, um convidado. Não gostou da sensação, nem um pouco. Suspirou e começou a arrumar sua coisas na parte do guarda-roupas embutido na parede que lhe pertencia. Pegou uma sunga verde e uma bermuda e se trocou. Não tinha vontade nenhuma de passar protetor, mas se não o fizesse o sol lá fora o deixaria parecendo um camarão. Não foi algo difícil até chegar as costas.
– Ajuda?
Bianca quase riu da forma que Percy se contorcia tentando alcançar a parte de trás de seu corpo. O garoto olhou para a porta e sorriu. A garota continuava baixinha e com o mesmo olhar amigável, vestia uma camiseta branca por cima do biquíni escuro. Era bom ver a doce e velha Bianca.
– Seria bom. – respondeu.
Entrou no quarto e pegou o tubo de protetor, colocando um pouco nas mãos e espalhando pelas costas largas.
– Muito tempo... Como vão as coisas em Nova Iorque?
– Bem, bem. O de sempre. – sorriu – E em Washington?
– Tudo ok. Até que não é tão ruim quando pensávamos que fosse antes da mudança. – riu.
– As vezes sinto falta de vocês por lá. – Percy comentou, sincero.
– Sente mesmo? – arqueou a sobrancelha, desconfiada.
– Bianca, por acaso você... Oh, vejam só o que a maré trouxe. Como vai, cabeça de alga?
De todos que vira até agora, Thalia foi a que menos mudou. O cabelo um pouco mais comprido e os traços um pouco mais maduros, só. Ainda tinha o mesmo ar orgulhoso e os olhos azuis contornados pelo delineador preto. Tinha um sorriso de canto nos lábios, e por ser a mais velha, sempre teve olhar autoritário.
– Muito bem, cara de pinheiro, e você? – perguntou enquanto se levantava.
– Bem. – estreitou os olhos, irritada. Detestava o apelido que ganhou por causa de um infeliz incidente – Quando foi que você ficou mais alto do que eu?
– Oh, é verdade, né?
Tinham uns bons dez centímetros de diferente, o que Percy achou engraçado. Thalia sempre tirou sarro de si por ser a mais alta, mas o mundo da voltas, não é?
– Estou indo pra praia, vocês vem?
– Claro.
Bianca puxou Percy pelo braço e foram para o andar de baixo. As portas de vidro da sala davam em uma varanda, onde haviam algumas redes e pufes espalhados, e uma escada um pouco mais a frente que descia até a areia; perto de umas espreguiçadeiras de madeira postas ao redor de um circulo de pedras que era onde geralmente fazia fogueiras a noite.
– Nem tudo mudou. – Percy comentou.
– Claro que não. O que você esperava? Outra casa e família? – Bianca brincou.
– Percy, já que você não esta ocupado, que tal ir até a garagem pegar o guarda-sol? – Thalia pediu.
– E você está ocupada?
– Claro, estou pensando em qual será o melhor lugar para colocá-lo.
Jackson pensou em argumentar, mas não viu problema em pegar o bendito guarda-sol. A garagem ficava ao lado direito da casa, e tinha uma porta de acesso pela parte de trás, para evitar uma volta. Pessoas normais guardam carros em garagens, mas a família de Percy estava longe de ser normal, pelo visto. Havia tudo ali, menos um automóvel. Até uma passagem para Nárnia você consegue achar no meio de tanta bagunça, se bobear. Bicicletas, caixas, cadeiras... O tal guarda-sol estava perto das pranchas antigas, um fato que o adolescente achou muito irônico. Sua antiga prancha azul não era tão grande quanto se lembrava. Já não servia mais para si. Mas a branca de seu pai estava perfeita, apenas com a parafina suja. Tinha certeza de que ele não se importaria se pegasse emprestada. Segurou-a debaixo de um braço enquanto o outro segurava a guarda-sol. Saiu da garagem e deixou a prancha encosta da parede ao lado do chuveiro externo.
– Por que demorou? – Thalia perguntou.
–Mas eu não demorei.
A mais velha pegou o guarda-sol e se afastou. Percy voltou para a garagem, procurando parafina. Quando achou, limpou a prancha, tirando a antiga e passando uma nova camada – processo que levou certo tempo. Quando terminou, pegou-a e foi até a praia, mas não sabia exatamente o que fazer. Fincou a prancha no chão e sentou na areia quente. Não havia uma nuvem sequer no céu e o mar estava azulzinho. Uma bela paisagem. Correu os olhos ao redor, Thalia estava tomando um pouco de sol, Bianca sentada na sombra, Jason e Nico jogando umfrisbee. Tinha de admitir, estava sentindo um pouco de inveja da relação dos dois, para não dizer ciúmes. Pelo visto tinham se aproximado muito nos anos em que esteve ausente. Sentia como se Jason tivesse tomado seu lugar.
Não podia culpar ninguém além de si próprio, e sabia disso. Esfregou as mãos uma na outra, nervoso. Naquele momento, quis voltar para Nova Iorque. Bianca saiu de perto de Thalia e se aproximou de Jackson.
– Vai ficar ai sentado? – agachou-se ao seu lado.
– Acho que vou pro mar. Não sei, to pensando.
A garota seguiu o olhar de Percy, tentando descobrir o que ele tanto observava. Não viu nada demais no irmão e no primo jogando aquele disco idiota.
– As vezes eles são terríveis juntos. – comentou – Jason é como o irmão mais velho de Nico, sabe? São do tipo que vivem discutindo, mas não passam mais de um dia sem se falar.
– Eu costumava ser o irmão mais velho dele. – murmurou.
– O que?
– Nada, Bia. Nada. – levantou-se e pegou a prancha. – Bom, não quero ficar parado.
Foi até a água e mergulhou nas ondas junto da prancha. Agora iria descobrir se ainda conseguia se equilibrar em cima de uma.
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