Summer Camp
1 Prólogo
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Férias... Ah, doces férias. Finalmente vamos ter as nossas tão sonhadas férias de verão. O que são mais do que merecidas. Claro, será o nosso último ano, adeus colegial, professores chatos, colegas insuportáveis e aulas mais chatas ainda. E o melhor de tudo, sendo ideia do nosso querido diretor Franklin, passaremos três semanas no Forest Valley Camping, o melhor acampamento de todos. O diretor mexeu os pauzinhos e conseguiu reservar um pacote completo para aproveitarmos parte de nossas férias no acampamento mais incrível de São Francisco, disputado por muitas escolas.
O diretor Flanklin é o melhor. Fiquei feliz quando a lista dos 12 alunos saiu, apenas 12 alunos são permitidos por pacote já que o diretor irá bancar tudo. Nossa turma é formada por 30 alunos, o restante não vai, a maioria vai passar as férias fora do país e outros conseguiram um emprego de verão, parece sacanagem, jogando as férias no lixo. Que tipo de pessoa curte trabalhar no verão?
Minha mãe parou o carro, desci apressada e fui pegar meu mochilão no porta-malas, o ônibus já estava em frente ao colégio.
Pam: — Vê se não apronta nada, hein? Você teve sorte de ser escolhida para ir para esse tal acampamento aí. — Minha mãe chamou minha atenção. — E se cuida, nada de ir para o mato com algum gatinho, sou muito nova para ser vovó! — Alertou, séria.
Sam: — Ai, credo, mãe! — Fiz careta e o sinal da cruz. — Tá, tá, vou me cuidar. Tchau! — Acenei, ela sorriu e arrancou com a lata-velha que estava reluzindo com a nova pintura. — É cada uma, ninguém merece... — Murmurei.
Já se formava uma fila na frente do ônibus, a Srta. Briggs, nosso cão de guarda, quer dizer, a nossa professora linda e muito querida, nem sou irônica, certo? Enfim, estava com a lista de chamada. Além do motorista, um adulto responsável teria que ir com a gente, e infelizmente a Briggs foi escolhida para ser nossa acompanhante/supervisora.
Avistei a Carly com a enorme mochila amarela, todos nós recebemos uma lista com os ítens que deveríamos levar, o que não era nada pouco. A maioria carregava um mochilão assim como eu. Gibson estava logo atrás da Shay. E as patricinhas estavam ali também, rindo e cochichando.
Marissa: — VOLTA AQUI, A MAMÃE AINDA NÃO TERMINOU DE FALAR — Ouvimos um grito, todos pararam o que faziam para olhar, inclusive eu.
A Sra. Benson saiu do carro e correu atrás do Nerd tinha um mochilão exagerado. Ele vinha na minha direção, os passos apressados, fugindo da velha que tagarelava, a mãe dele era mesmo uma figura.
Marissa: — Coloquei cotonetes, palitos de dente e fio dental na mochila. Não esquece de passar o repelente todos os dias. Use bastante protetor solar, não chegue perto dos bichos... — Ela disparou a dar um monte de recomendações, coisa de mães neuróticas e super-protetoras.
Billy Boots ria parecendo uma hiena. O Benson foi para perto dos amigos, Brad e Shane. Sua mãe foi até ele, tirou um frasco da bolsa marrom, destampou e começou a borrifar nele.
O que diabos era aquilo?
Freddie: — Para, mãe! — Tentava se esquivar em vão. — Está todo mundo olhando! Já chega! — Pediu todo vermelhinho.
Valerie Parker começou a dar risadinhas. Era uma das patricinhas insuportáveis. Suas amigas, Shannon Mitchell e Megan Travis estavam ali também.
A Wendy chegou e se juntou à fila, ficando atrás de mim. Continuamos assistindo o idiota do Nerd pagar mico.
Marissa: — É para o seu bem, filho, mantém carrapatos e pulgas longe. — Aquilo bastou para as risadas aumentarem, a Srta. Briggs olhava tudo incrédula.
O Benson devia estar com a maior vontade de enfiar a cabeça num buraco e não era para menos. Após mais recomendações, a mãe dele deu um monte de beijos e um abraço demorado, e foi embora chorando, assoando o nariz num lencinho.
Billy: — A senhora está muito bonita, professora! Parece mais jovem, amei o visual! — Disse o engraçadinho tirando sarro.
Srta. Briggs: — Oh, obrigada, Sr. Boots. — Ficou toda boba, sorrindo e se achando toda.
Se ela soubesse o quanto estava ridícula com aquele conjunto cinza e o cinto vermelho. Camisa de escoteira e short folgado, e para completar o look, usava botinhas de cano curto horrorosas. As pernas brancas e finas expostas, parecia uma galinha depenada... Quase todos seguraram o riso.
Um rapaz surgiu meio ofegante, carregava um mochilão verde. Ele era de outra turma e fazia parte do time do colégio, e caramba, era o capitão do time de Arco e Flecha.
Srta. Briggs: — Está atrasado, Sr. Raymonds. — Avisou carrancuda.
— Me desculpe, professora. Tive uns imprevistos. — Se explicou.
Srta. Briggs: — Está bem, respire e tome uma água, rapaz. Turma, esse é o Taylor Raymonds do terceiro D. Ele vai conosco e será o monitor do grupo. Então, fiquem espertos! O Sr. Raymonds vai ficar de olhos bem atentos em todos vocês! — Nos avisou.
Resmungos dos meninos e suspiros das meninas soaram à minha frente na fila única, murmurinhos começaram... Ele era bem atraente, porte atlético, alto, cabelos castanhos-claros e incríveis olhos acizentados... Obrigada, Deus. Um colírio para os olhos.
Taylor passou por nós indo para o final da fila, se colocando atrás da nossa colega, Wendy. Ela era legal, mas quem era amiga dela era a Carly e não eu.
As fogosas como Valerie e Megan se animaram. Carly virou para mim e sorriu, tinha ficado animadinha também.
O nosso monitor era o maior gato. Aquelas seriam as melhores férias, com toda a certeza... Três semanas num acampamento foda. Uma maravilha, não?
Srta. Briggs: — Silêncio! — Ordenou. — Agora vou fazer a chamada, pessoal! — Disse em voz alta. — Billy Boots, Brad Connor, Carlotta Shay... — Ela ia chamando e recebia um sonoro 'Presente' como resposta, e na minha vez, apenas falei: 'Estou aqui, tia.'
Subimos no ônibus e após alguns avisos/recomendações, o Sr. Rodriguez deu partida e caímos na estrada rumo ao Forest Valley, em São Francisco. Seriam longas horas de viagem. Um acampamento inteiro só para nós, ia ser o máximo.
[...]
P.O.V Da Jade
Acampamento de Verão? Uhul, legal... Para mim, nem tanto. E quem teve a brilhante ideia? O nosso querido Prof. Sikowitz. Ou era isso ou ir trabalhar durante o verão todo, claro que escolhi ir acampar com quase metade da minha turma. E lá estava eu prestes a embarcar num ônibus com mais 10 colegas, junto com o nosso professor biruta e o Sr. Mireles, o motorista. Estava fazendo um calor danado e o imbecil do Oliver estava atrasado, como sempre...
Tori: — Lá vem ele. — Me cutucou.
Revirei os olhos, odeio ser cutucada. E a irritante da Vega parece que tem o prazer de me importunar.
Beck: — Desculpe o atraso, professor. — Sorriu sem graça.
Prof. Sikowitz: — Tudo bem, Oliver. Vá para atrás da West. É fila única, pessoal. E nada de ficarem se empurrando! — Deu uma sugada na água de Coco e suspirou.
Ele piscou rodando o canudo vermelho.
Cat: — O senhor não vai fazer a chamada? — Perguntou a lesada.
Prof. Sikowitz: — Para quê? Já vi que todo mundo chegou! — Coçou a cabeça e deu mais uma sugada.
Estava enganado, uma garota da nossa idade surgiu carregando um mochilão laranja. De onde aquela Barbie surgiu? Os garotos assobiaram e quase babaram, parecia um bando de cachorrinhos no... Enfim, ela abraçou o professor e se virou sorrindo para nós.
— Perdão pelo atraso. Sou Elisa Amell e serei a monitora de vocês. — Se apresentou.
Parecia uma daquelas líderes de torcida, pele bronzeada, cabelos loiros ondulados e olhos cor de mel... Barbie humana da Califórnia. Só me faltava essa mesmo.
Um coro masculino de 'Oi' ecoou.
Prof. Sikowitz: — Ah, é mesmo... Sabia que estava esquecendo de alguma coisa. Pessoal, a Elisa é do terceiro F. E vai nos acompanhar à pedido do diretor, nem sei porque ele não confia em mim para cuidar de vocês, eu daria conta sozinho, é claro... — Só que não. — Enfim, vamos indo, vamos indo! — Nos apressou.
Beck: — Jade, você...
Jade: — Não fale comigo, Oliver. Ainda estamos brigados, já esqueceu? E eu ainda estou chateada... Idiota! — Exclamei.
Éramos amigos, ele tinha marcado comigo para irmos ao cinema num sábado à noite, cheguei lá e fiquei mais de uma hora plantada o esperando. E adivinha? Ele me deu um bolo e só no dia seguinte me mandou mensagem se desculpando, acabou furando comigo e saiu com uma qualquer e o resto, já deu para imaginar, né?
Beck: — Já pedi desculpas! Mas que droga! — Resmungou quando subimos no ônibus.
Jade: — Você me fez de palhaça, fiquei mais de uma hora te esperando naquela merda, enquanto você transava numa boa, sabe lá aonde! — Falei irritada. — E nem senta perto de mim, porra! — Avisei.
Beck: — Por quê é tão ignorante assim, West? Ah, também não quero mais papo com você! — Disse indo sentar perto do nosso amigo, André.
E para minha infelicidade, Tori sentou ao meu lado.
Robbie: — Professor, o Rex quer ir ao banheiro! — Avisou o debilóide com o boneco imbecil dele.
Prof. Sikowitz: — Lamento, Robbie, o Rex vai ter que se segurar. Já estamos de partida. — Respondeu.
O Shapiro assentiu e sentou ao lado da Cat, pondo o 'amigo' dele no colo.
Rex: — Vou fazer xixi em você, panaca! — Fez a voz do boneco de ventríloquo.
Tori: — Quer uma jububa? — Me cutucou e eu me segurei para não bater nela.
Jade: — Não! E pare de falar comigo, fica com esse bico fechado! — Mandei.
André: — Como é mesmo o nome do acampamento para onde estamos indo? — Perguntou.
Prof. Sikowitz: — Forest Valley Camping. O melhor acampamento de férias de todos! — Abriu um sorrisão e pegou outro Coco da sacola de pano.
Trina: — Que maravilha! Estou louca para me bronzear! — Disse animada, era a irmã mais velha da Vega, ainda por cima repetente.
Revirei os olhos e bufei, seriam algumas horas de viagem. E pelo que fiquei sabendo, só a nossa turma acamparia lá, o que já era um privilégio.
Seria um horror ter que dividir o acampamento com a turma de outro colégio.
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