Summer
11 Voltar para casa
Notas iniciais
POV Sam
Movi-me com brutalidade, finalmente conseguindo me soltar.
– QUAL É O SEU PROBLEMA? – Ele gritou de uma forma na qual até eu me assustei – DIGA! EU ESTOU FAZENDO ALGO DE ERRADO?
Afastei-me dele lentamente, até cair sobre a cama. Não consigo explicar como me sentia, apenas estava aterrorizada nunca o vi dessa forma.
Ele havia trancado a porta da suíte, meu pulso estava vermelho pela forma na qual ele me agarrou e me arrastou até aqui.
– Tudo o que você fez até hoje é errado! – Gritei – Abandonou a mim e a minha mãe para casar-se com uma patricinha da California. E nós? Você mandou um belo ‘’Fuck’’! Maravilha de pai né? Desculpe-me por minha petulância senhor, porém você não tem o direito de fazer isso. Talvez eu não fosse uma garota tão ruim se alguém me advertisse sobre isso na infância, não tive um pai, minha mãe nunca se importou comigo! Vivi por conta própria, e se você fazer o favor de não se intrometer continuarei assim...
Uma veia saltou de sua testa. Recuei até encostar-se à cabeceira da cama. Meu corpo todo estremeceu, achei que ele iria me espancar ou alguma coisa do tipo. Porém ele foi até o banheiro e fechou a porta. Pude ouvir que ele lavava o rosto, uma chance perfeita para mim ir embora desse lugar.
Peguei apenas meu PearPhone e uma bolsa pronta.
Miami poderia ser linda, principalmente a noite vista de uma sacada... A não ser se você esteja abraçada com uma garota loira, com vento frio batendo em seu rosto em plena madrugada.
Cat apertou o abraço e sussurrou coisas inaudíveis em meu ouvido. Assenti como se tivesse entendi tudo – Obviamente não era o caso. Tentei concentrar-me na paisagem, carros passando na rua a nossa direita, varias luzes por toda a cidade... E que merda é essa? Eu estou tremendo!
– Sam... Estou com frio – Ela disse alto o suficiente para eu ouvir.
– Jura? Oh Deus! Pensei que estava com calor, Cat – Falei sarcasticamente.
– Não estou.
A porta atrás de nós se abriu. Pude ver Freddie parado com expressão séria – Talvez estivesse bravo ou simplesmente preocupado conosco.
Levantamos com um pouco de dificuldade. Tampei a boca de Cat antes que ela gritasse e estragasse tudo.
– Sua mãe... – Disse dirigindo-me a Freddie.
– Está na outra divisão – Falou de uma forma severa. Ok, ele estava bravo – O que tem na sua cabeça, Puckett?
– Ah, nerd! Fala sério, o mínimo que você pode fazer é nos ajudar.
Adentrei na suíte. Ela até que era bonitinha, bem decorada, cheia de coisas que provavelmente foram trazidas pelos Benson’s e com uma parede que dividia duas alas. Uma para o bebê e outra para a mamãe.
– Ela está dormindo – Ele sussurrou tremendo... De medo, não de frio – Por favor, vão embora. Você vão me ferrar.
Cat ignorou o pedido e se jogou na cama de Freddie, acomodou-se rapidamente e fechou os olhos tentando dormir.
Quando eu falei que precisaríamos que ele nos desse abrigo enquanto os pais de Cat dormiam e eu fugia de meu pai ele negou na hora, depois de chantagens, birra e tudo que uma garota faria ele aceitou. Porém eu via seus olhos como estava apavorado, o garoto da mamãe escondendo duas adolescentes no quarto.
– Benson, fala sério... Ajudar ‘’amigos’’ – Fiz aspas em amigos.
Eu não tinha certeza se nossa relação era tão primaria assim. Para acabar com as dúvidas fiz algo que ele não esperava. Beijei-o.
Puxei sua camisa aproximando seu corpo do meu. No começo ele pareceu estático/apavorado, mas com o tempo começou a conectar os neurónios. Colocou a mão em minha cintura, porém se afastou de mim logo em seguida.
Xinguei de todos os nomes possíveis.
– Sam, minha mãe está ali do lado... – Ele disse passando a mão em seu cabelo e bagunçando mais ainda.
– Que seja – Deitei ao lado de Cat e fechei meus olhos.
Porém não dormi. Ao contrario de Cat que me agarrou diversas vezes durante a noite, eu tinha que fazer um sacrifício para tira-la de cima de mim se acordar – Que poderia ser fatal, ela não reagiria bem sendo acordada.
Cheguei a um ponto que decidi apenas olhar para a sacada até amanhecer. E assim fiz, quando os primeiros raios solares apareceram, nós três saímos do quarto, exaustos e horríveis é claro.
– Freddie você é tão legal – Cat a abraçou, mas ao olhar pra mim se afastou – Desculpe – Me encarou. Imaginei que talvez eu estivesse parecendo possuída, mas ignorei o fato.
– Sam, aonde você vai? – Ele perguntou
Respirei fundo
– Voltar para casa.
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