Summer
12 Final
Notas iniciais
POV Sam
Meu coração estava disparado. Pensei em minha mãe, meus amigos, inimigos e todos que estavam em Chicago nesse momento.
Sempre serei grata ao meu pai, apesar dele não ser nenhum pouco presente em minha vida e abandonar eu e minha mãe na maior parte do tempo. Porém ele nunca me negou, deu apoio financeiro para minha mãe e me trouxe aqui me fazendo conhecer essas pessoas maravilhosas. Vou sentir falta deles, vou sentir falta das risadas agudas da Cat e do papo entediante do Benson, mas não consigo continuar.
– Sam... – Os olhos de Cat estavam cheios de lágrimas. Senti meu coração se quebrar totalmente.
– Eu... Eu... – Respirei fundo e ergui a cabeça – Nós voltaremos a nos ver, porém agora é minha vez de voltar para o norte – Forcei um sorriso. Vou sentir a falta de vocês até lá.
Dei um passo para frente abracei Cat. Um abraço! Nunca fiz isso na minha vida então ela realmente é importante para mim. Ela me apertou com toda sua força, senti o cheiro de seu cabelo, era tão macio e tinha cheirinho de amêndoas. Ouvi-a fungar em minhas costas, me senti mal novamente.
Ela se afastou e sorriu forçado.
– Até mais Cat – Disse baixo.
Olhei para Freddie. Sua expressão era ilegível, não sabia se estava magoado, bravo ou simplesmente sentindo-se indiferente. Aproximei-me dele e o abracei, ele correspondeu o ato logo de inicio – Porém não tomou iniciativa nenhuma – Acariciou meus cabelos enquanto eu temia que estivesse sentindo aquele corpo pela última vez.
– Freddie... – Disse em seus ouvidos tão baixo que temi que nem ele mesmo tivesse ouvido, mas continuei – Você é muito mais que um amor de verão, e eu vou me lembrar de você para sempre.
Ele me beijou. Fechei meus olhos para não ver Cat ou qualquer pessoa que estivesse ao nosso redor. Só queria sentir aquela sensação pela última vez.
– Até a próxima, Puckett – Ele disse – Mas... hum... Como você vai sair daqui?
Peguei meu PearPhone.
– Isso é fácil – Mostro para ele a tela – Comprei uma passagem, foi difícil, mas tenho documentos do meu pai e tudo mais... – Suspirei – Sou Sam Puckett, dãh.
Nós três encaramos o chão sem reação. Isso era realmente um adeus?
– Enfim... Vou sentir a falta de vocês. Se meu pai perguntar fale a verdade – E então olhei para os dois lados – Só vou dar uma passadinha no meu quarto sabe, pegar minhas coisas... – Sem olhar para trás parti.
Can't believe you're packin your bags
Trying so hard not to cry
Had the best time and now it's the worst time
But we have to say goodbye
Nem acredito que você está fazendo as malas
Estou tentando muito não chorar
Me diverti como nunca, mas agora é o pior momento
Mas nós temos que dizer adeus
Sempre amei a vista do céu, quando mais nova ficava fascinada com documentários que era forçada a ver que mostravam a terra vista do espaço. Mas tentar espiar pela janelinha do avião era diferente, bem diferente. Quando ele decolou minha adrenalina deve ter chegado a mil, eu realmente amo isso.
Cruzei meus braços e decidi relaxar um pouco. Ao meu lado algumas pessoas conversavam sobre seus planos de resto de verão para quando chegassem ao destino. Os meus eram óbvios, ficar vendo TV, dormir e aos fins de semana ir ao clube... Ah, e claro lembrar-me todo dia de duas pessoas maravilhosas que deixei em Miami.
Para afastar pensamentos estúpidos decidi abrir meu email e checar possíveis novidades.
Apenas prometa que irá se lembrar
Quando o céu estiver cinza
Fechei a porcaria do email e xinguei em todas as línguas possíveis. Eu estava chorando? Não, Sam Puckett não chora. Isso era apenas uma pequena ardência que tomou conta de meu olho e que está me fazendo soluçar descontrolável mente.
Nunca achei que iria sentir isso por alguém, muito menos alguém que conheci em pleno verão. No começo achei que era uma coisa passageira, mas não era.
Agora eu sei que eu o amo, completamente, inconsequentemente, e que isso é muito mais do que um amor de verão.
Abaixei minha cabeça e comecei a batê-la contra o banco da frente.
– Tudo bem moça? – A garota do banco da frente perguntou com um sorriso travesso no rosto – Sou Carly, e você?
Ergui minha cabeça e encarei seus olhos castanhos.
– Sam, — Falei.
– Ok, Sam. Acho que isso não é uma boa solução para os problemas – Ela deu um jeito de virar para trás e ficar de joelhos no banco – Tente de uma forma menos... Agressiva.
Ela soltou uma risadinha fofa e confortante.
– Posso saber qual o problema?
– Eu fugi de Miami, onde estava passando as férias com meu pai. – Falei – E deixei uma pessoa muito importante para mim lá, digo, duas pessoas – Lembrei-me de Cat.
–Uuh – Ela suspirou e se ajeitou no banco – Sam, acho que você deve voltar a ver essas pessoas importantes. Caso não faça isso, irá se arrepender para o resto de suas vidas.
Assenti.
Uma aeromoça se aproximou e pediu para Carly sentar corretamente no banco, pois iriamos nos preparar para o pouso. E então fechei meus olhos.
Cause you were mine for the Summer
Now we know it's nearly over
Feels like snow in September
But I always will remember
You were my summer love
Pois você foi minha durante o verão
Agora, nós sabemos que está chegando ao fim
Parece neve em setembro
Mas eu sempre me lembrarei
De que você foi meu amor de verão
Eu não consegui esperar que algo acontecesse, eu teria que fazer acontecer. Depois de chegar a casa, contar tudo para minha mãe – E receber a maior bronca da minha vida – Peguei meu telefone. Disquei um número que eu já sabia de cor, mesmo não tendo ligado para ele nem uma vez.
Freddie: Alô.
Sam: Freddie? Hey, sou eu. Sam...
Freddie: Sam!
Sam: Isso, hum... Eu queria conversar com você, sabe sobre tudo...
Freddie: Sam, faz um favor? Vai no Coffe Break perto de teatro de Chicago.
Ele desligou.
Fiquei com uma vontade imensa de estrangular uma pessoa chamada Fredward Benson, porém ele não está aqui para satisfazer meu desejo.
Coffe Break, não tenho certeza do que tenho que fazer lá. Mas talvez seja uma lembrança, ou um joguinho que ele pode estar aprontando.
Peguei um casaco – Por ser noite – e gritei para minha mãe que estava saindo.
Chamei o primeiro taxi que vi pela frente e fiz questão de deixar bem claro que não era turista, para o caso de ele tentar me enrolar. Paguei e desci, fui ao tal lugar e comecei a olhar em volta. Alguma pista? Recado? Ou simplesmente motivo de eu estar ali? Não.
Talvez ele tenha dito isso para me animar, simplesmente para esfriar a cabeça. Afinal estou em Chicago, meus amigos e minha família também. Isso que importa, estou de volta ao lar.
– Sam Puckett está de volta – Falei sentada a mesa olhando cardápio.
– E qual vai ser a primeira coisa que ela vai aprontar? – Ele perguntou.
Meu coração quase saiu pela boca, fiquei pálida e tenho certeza que minha pressão despencou.
– A Sam vai morrer! – Cat gritou chamando atenção de todo estabelecimento.
Freddie deu risada e acalmou o pessoal dizendo que estava tudo bem – Sendo que eu realmente estava morrendo.
– Cat e eu decidimos inovar um pouco, sabe? – Ele sorriu – Passar o resto de verão em Chicago com uma boa amiga.
E então eu pulei em cima dele e o beijei.
– Maravilha!
– Podemos começar pedindo Donuts? – Cat perguntou.
– Podemos – Falei.
E assim a segunda parte do melhor verão de minha vida teve inicio.
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