Summer
5 Depois das 19:00.
Notas iniciais
POV Sam
Só me dei conta de quanto tempo tinha passado quando não consegui mais ver o sol. Tudo já estava praticamente escuro, poucos raios ainda deixavam algumas coisas à vista.
Ergui minha cabeça que estava nos ombros de Freddie e a balancei tentando recuperar o raciocínio que havia perdido. Ele piscou os olhos varias vezes repetidamente, provavelmente pelo menos motivo.
– Já está escuro, Freddie... – Falei ainda em tom baixo. Nós permanecíamos sentados, mesmo com a escuridão.
Freddie concordou com a cabeça.
– É melhor... – Ele fez uma pequena pausa. – Vamos... Certo? – Ele estava meio sem jeito.
–Sim.
Levantamos juntos. Depois disso olhamos um para o outro. Eu realmente tinha a mínima esperança de que dissesse algo, mas permaneceu calado.
– Nos vemos depois... – Falei um pouco baixo.
– O.K.! – Ele mordeu os lábios. Ainda estávamos nos encarando.
Ele se aproximou de mim. Por um momento pensei que ele iria me beijar, mas ele não fez isso, apenas deu aquele sorriso de lado.
Quando cheguei aqui imaginara que seriam minhas piores férias, achava que esse tempo seria para ficar com minhas amigas, meus tios, até minha mãe, não com o pateta do meu pai. Mas um tempo depois de chegar aqui percebi que talvez isso não seria tão ruim. Quando vi Cat e Freddie senti algo diferente, que estávamos conectados, de alguma forma. E agora, por algum motivo sinto um frio na barriga, como quando coloquei um pote cheio de mel no carro do meu professor de matemática, mas desta vez de uma boa maneira.
Sem pensar eu o beijei. Eu fiz isso! Eu Samantha Puckett... A garota de Chicago estava beijando um garoto que conheci a poucos dias e que achei o maior nerd e certinho, nada a ver comigo. Enquanto nos beijávamos a única coisa que pensava era ‘’ O que deu em você Puckett? Olhe o que você está fazendo... ’’, mandei meu cérebro calar a boca.
Depois de um tempo ele colocou suas mãos na minha cintura e eu no seu pescoço. Bati o olhar no relógio e... Putz! Já são quase 19:15 min.
Parei de beija-lo neste instante. Não falei nada apenas respirei fundo.
– O que aconteceu?
– Era para encontrar o pateta John ás sete horas da noite na minha suíte! – Gritei – Ô Deus, o que aquele homem vai fazer comigo. Ele realmente tem direitos sobre mim... Vai me impedir de sair? – Gritei mais alto.
Ele arregalou os olhos.
– Sam, acalme-se! – Ele disse tentando me tranquilizar. – Quinze minutos não é o fim do mundo... Ele vai entender!
Respirei fundo normalmente.
– Você não o conhece Benson... – Falei já mais calma. – Mas você pode estar certo... – Sem pensar duas vezes sai correndo para o meu quarto.
Lá estava ele, parado na porta da minha suíte encarando a porta.
Tinha corrido até ali, e não era perto. Estava suada e ofegante, havia batido em uma mulher e seus filhos, meu cabelo estava todo bagunçado.
– Onde estava? – Ele me encarou com os seus olhos azuis e horripilantes.
– Com o Freddie – Ele fez uma ótima cara de paisagem. – O garoto que caiu na piscina... — Ainda estava ofegante.
– E porque está... – Procurou as palavras. – Desta maneira! – Ele arregalou os olhos ainda me analisando. – O que fazia? – Me esforcei para não imaginar o que estava se passando na cabeça dele.
– Não, não... – Minha respiração já estava se normalizando. – Nada John, juro... Apenas andando por aí. – Ele me fuzilava com o olhar. – Aí acabei vendo uma velhinha tropeçando em uma pedra e derrubando sua bela bagagem, como sou alguém exemplar a ajudei arrumar... Mas eu já estava a caminho!
Ele provavelmente acreditou no que eu acebei de dizer, pois ele assentiu e fomos juntos jantar.
Depois de terminarmos nossa refeição ainda na mesa ele começou a falar algumas coisas sobre Megan, minha odiada madrasta. Só a vi uma vez na vida, quando tinha doze anos, mas mesmo assim já vi como era uma cobra. Tinha uma voz irritante, nariz arrebitado, cabelos pretos e compridos – um pouco ondulados – Na ocasião usava uma roupa justa, um vestido azul que custou no mínimo trezentos dólares. Tinha uma filha que na época tinha oito anos, era do seu primeiro casamento, uma criança hiperativa e escandalosa. Espero que atualmente ela tenha melhorado.
– Sabe Sam... – Ele começou a dizer. – Eu e Megan estamos namorando há uns seis anos... – Ele mordeu o lábio. – E achamos que já esta na hora de oficializarmos, sabe? – Ele estava falando em casamento?
– O que quer dizer com isto?
Ele não pode me responder, pois Cat tinha acabado de se sentar conosco. Ela estava meiga com um vestido florido, um leve blush e sapatilhas cor de rosa. O cabelo estava como nas outras vezes, com um pequeno rabo de cavalo e o restante solto.
– Olá, Sam! – Ela estava com um belo sorriso no rosto. – Olá...Pai da Sam. – Fiquei feliz de ela estar ali, e diminuir meu tempo com John. – Você quer ir lá à minha suíte, sei lá... Fazer algo... – Ela olhou para os lado. – Aqui está entediaaaaaaante! – Ela alongou o ‘’a’’ e pronunciou de uma forma que realmente mostre como está entediada.
Olhei para meu pai a espera que ele dissesse algo, felizmente disse.
– Vá com sua amiguinha Sam... – Ele disse como se eu estivesse no primário. Minha doce ‘’amiguinha’’.
A suíte de Cat tinha uma bela vista para piscina do hotel. Por enquanto estava vazia. As malas ainda estavam no chão, mas algumas coisas já guardadas no armário. Bichinhos de pelúcia em cima da cama junto com um PearBook. No chão um tapete rosa escrito seu próprio nome ‘’Catherine’’.
Ela me mandou sentar na cama, como sou uma boa pessoa a obedeci. Ela correu – mesmo a suíte não sendo muito grande – até um armário, e pegou algo. Não sei o que pois escondeu em suas costas , mas tenho quase certeza que é um DVD.
– Vamos assistir a um filme? – Ela fez uma cara ‘’estranha’’, parecia alegre e pervertida ao mesmo tempo.
– Que filme? Um por... – Cat tampou minha boca antes que terminasse minha pergunta.
– Credo, Sam... Não! – Assenti em silêncio. – Os pôneis voltaram – A maldição da princesa alado. – Mordi meus lábios na esperança de não rir, ou tentar enforca- lá.
– Cat?
– Sim...
– Eu não vou assistir isso! – Gritei.
Ela fez uma cara de desapontada e guardou o DVD novamente.
– Podemos assistir ‘’ A volta sangrenta dos zumbis 2 ‘’ online... – Falei me ajeitando na cama.
– Odeio esse tipo de filme!
– Hum... – Pensei em algo para fazer. – Já sei! Que tal passar trotes?
– Isso não é errado? – Perguntou na maior inocência.
– É!
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