Suicide Walk In Hell
3 3 - “Hora de brotar” - As Harpias
Olho assustado para a mulher que me espanta ao dizer tais palavras. Ela não é uma mulher, apesar de ter um rosto sutil e belo de uma moça, e seios á amostra. O resto de seu corpo é igual a uma ave de rabina, possuindo asas, penas, e pés de urubu.
Logo noto que estou em uma floresta, mas não uma simples florestas. Das árvores brotam rostos e membros de pessoas, como se as árvores tivessem criado vida e lamentassem estar lá. Tento correr, tento me mecher, mas a única coisa que consigo fazer é gritar á pedidos de socorro e chorar. – Semente suicida, não se esforce, não se assuste, não se lamente. A tal “Hora da tormenta” acabou, agora é hora de brotar. — Diz sorrindo para mim. – Quem é você? Por favor, pare. — Lagrimas escorrem do meu rosto enquanto meus pés são puxados para de baixo da terra fofa. – Meu nome é Aelo, e essas são minhas irmãs, Ocípite e Celeno. — Mostra apontando para mais duas criaturas que descem voando até onde estou. – O que são vocês? Que lugar é esse? — Pergunto sem esperança de piedade. – Nós somos as Harpias. Seja bem vindo, você esta no ‘Vale da Floresta dos Suicidas’. Estou rodiado pelas três irmãs Harpias, filhas de Taumante e Electra. Que honra? Não, que desgraça! Agora fico imaginando se seria melhor estar vivendo a “Hora da tormenta”. Meus pés ja estão totalemente dentro da terra e sinto que raizes começam a se criar do meu pé junto a terra, literalmente. – Por que isso esta acontecendo comigo? – A escolha foi sua, agora vc ira crescer e criar as folhas que alimentaram a nós. — Ocípite diz encarando meus olhos. — E eu garanto a você que a cada momento que nos alimentamos das arvores desse lugar… – Incluindo você! — Celeno complementa. – O sangue das raises se espalha, causando muita dor ás ‘árvores suicidas’. — Ocípite termina a frase encarando a irmã. Sinto o meu sangue subir a cabeça de tanta raiva. Eu grito e balanço meu braços alcançando Aelo e tiro um punhado de pena do corpo dela. Consigo tirar meus pés da terra causando dor a mim mesmo. Celeno tenta me segurar mas arremesso o punhado de pena contra os olhos dela. Me vejo correndo enquanto as irmãs gritam “Peguem o suicida!”. Vejo seis ou sete cadelas vindo atraz de mim com um olhar de insanidade e fome. Estou encurralado! Vejo uma árvore enorme e subo nela. As cadelas tentam me alcançar e as Harpias se aproximam. O que vou fazer? E agora? Eu sinto tanto… – Meu Deus, se o senhor pode me ouvir, me desculpe pelo meu ato. Me ajude nesse momento, eu prometo retribuir de qualquer forma, só me ajude, por favor! Ao termino de minhas palavras vejo uma luz encandescente vindo sobre mim, então ouço o seguinte: “Por mostrares que estas arrependido, lhe dareis um modo de provares que é digno de paz.” Sou encaminhado para a frente de um arco, nele esta escrito: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais!” Ouço uma voz na minha cabeça dizendo para eu seguir o caminho até o ‘O Canto 1’ e terminar a minha jornada e conseguir a minha paz. Ouço tambem que se precisa-se de alguma ajuda, consultar Virgilo. Hora de entrar no inferno novamente…
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