Suicide Walk In Hell

4 4 - “Hora de remar ao abismo” - Caronte


Ao passar pelo portal, encaro com um grande rio, o rio Aqueronte. O céu esta escuro e com nuvens semi-negras, e na margem do rio vejo de um horizonte á outro, almas perdidas pelo espirito de covardia, acorrentadas em uma unica fileira, seguindo em direção a uma bandeira que vagá flutuando em uma única direção reta, que por ilusão da mente ela vai e volta de um dos horizonte ao outro. Vejo uma ponte.

Meu pé já não esta mais ferido. Caminho até a ponte passando pelos espíritos.

A água é escura e solene, sinto medo ao pensar em beber ou ao menos encostar nessa água. Ouso uma voz masculina suave atras de mim. “Você precisa oferecer uma moeda ao barqueiro”.

Me viro e lá esta de manto azul um suposto “homem” que me entende a mão me dando uma moeda.

Pego a moeda e pergunto:

— Quem é você?

- Meu nome é Virgilo, estou aqui para lhe auxiliar.

Não digo nada, só o encaro.

- O que esta esperando? Jogue a moeda no rio. Logo Caronte irá vir.

Me viro e jogo a moeda com força para longe, fazendo-a quicar na água e depois afundar. Encaro a névoa tentando ver algo, até que…

- Lá esta! Este é Caronte, aquele que encaminha as almas para o Inferno através de sua balça. -Diz Virgilo.

O tal Caronte não é como eu pensava… Ele é um homem velho, com muita barba, e carrega uma foice que usa para remar a balça. Ele encosta a balça de lado há nossa frente.

Você já devia estar lá dentro, suicida. -Caronte diz me encarando calmamente. — E você não pertence a este lugar, Virgilo.

- Só vim de acompanhante. - Virgilo diz entrando na balça.

- Seu soberano sabe que esta aqui? — Caronte implica.

- Foi ele que me mandou.

Caronte volta o olhar para mim.

- Vamos! Suba!

Subo abordo da balça e me sento ao lado de Virgilo. A balça entra em movimento. Ja não há mais volta… Depois da minha morte, não tem mais volta… Depois do… Do meu suicidio.