Sugar Daddy

6 Um pouquinho de dedicação tem compensação!


Notas iniciais
Olá, pessoal, desculpe o atraso do capítulo. Exaustão e ressaca não é uma combinação legal. Mas voltamos à programação normal!

DA DURAÇÃO

Cláusula 4ª O contrato terá duração, ininterrupta, até a formação do EMPREGADO no curso escolhido de Artes Cênicas, com duração mínima de 4 anos.

§1º O EMPREGADO não pode, em hipótese alguma, abandonar o trabalho enquanto estiver cursando a faculdade;

§2º Os custos da faculdade serão automaticamente administrados pelo EMPREGADOR a partir da parte do salário extraída dos dois terços remanescentes do salário do EMPREGADO. Quaisquer custos adicionais com livros, materiais e etecetera serão custeados pelo EMPREGADOR;

§3º Se, por ventura, o EMPREGADO desistir do curso escolhido, ele deve se encaminhar para uma Orientação Vocacional ou escolher outra vocação, onde deverá concluir o curso e conseguir atuar na área;

§4º Mas se o EMPREGADO desistir de seguir uma carreira, o EMPREGADOR tem o direito de mantê-lo nessa posição por tempo indeterminado conforme sua vontade;

§5º Ou seja, a duração se torna vitalícia, sem direito a questionamentos por parte do EMPREGADO, ou até que o mesmo decida cursar outra faculdade;

− Caralho, Sasuke! – Naruto bateu com a mão na folha do contrato, boquiaberto.

Sasuke respirou fundo. No dia seguinte, teria que estar à frente do contrato com Yamanaka, e sabia que precisava se concentrar. Mar era impossível quando Naruto começava a ler aquela porra de contrato. Deveria tê-lo queimado ou sumido. A cópia original estava com Shino. Mas ele insistia naquilo.

− Você ainda insiste nisso? – Sasuke questionou. – Por que não conclui a faculdade de Direito ao invés de ficar nesse programa de culinária e dá um jeito de ajudar seu amigo?

Ele fez biquinho, encarando o namorado. E jogou-se em seu colo na cama.

− Porque Direito é chato, ‘te bayo! – Caiu na gargalhada. – Mas cozinhar... cozinhar é algo que fazemos com amor! Mas veja só isso! – Apontou para o termo no contrato. – ‘Cê acredita que o Kiba descolou um emprego vitalício só tendo que agir como babá do Shino? Porque é praticamente isso que ele faz pelo que me falou nas mensagens!

Sasuke suspirou.

− Eu te disse que é um contrato de Sugar Daddy. Não pesquisou o termo? – Naruto anuiu. Sasuke ajeitou-se na cama, acariciando os fios loiros, tirando-os da frente do rosto de Naruto. – Então. Foi um contrato feito para beneficiar ambas as partes. Shino nunca quis prejudicá-lo. Você o conhecia antes, não? Na mesma época que conheceu Kiba.

− Hai, hai. Os dois cursaram a escola comigo. – Naruto encolheu os ombros. – Mas o Shino foi embora de repente. E voltou faz pouco tempo. Quando dei o contrato do Leilão pro Kiba assinar, eu já sabia que ele estaria na plateia. Quer dizer... na verdade eu comentei que o Kiba estaria lá. Nos encontramos por acaso, ‘te bayo! E por sorte você também estava lá.

Naruto deu um risinho, inclinando-se para beijar o namorado. Ainda se lembrava como havia sido rever Sasuke, antiga paixão da época da faculdade que reavivou intensamente naquela noite, logo após ele ter sido arrematado. Não conseguiu, é claro, competir. Mas deu um jeitinho de conseguir o telefone do crush para entrar em contato com ele depois!

E deu certo, já que estavam juntos desde então e Naruto praticamente morava no apartamento de Sasuke.

− Você nunca me disse como terminou organizando aquele leilão, Naruto. – Sasuke ficou curioso, já que o próprio Naruto havia ido atrás dele e também de Neji.

− Foi um bico como organizador de festas. – Naruto encolheu os ombros. – Viram que eu tinha facilidade em conquistar pessoas em potencial. E precisavam de alguns ricaços. O nome Uchiha e o nome Hyuuga pesam muito!

Sasuke tinha que concordar. Afinal, Naruto fora atrás de seu irmão Itachi, ele bem sabia, mas ele jamais se submeteria a isso. Já Sasuke, naquela época, precisava do dinheiro, e usar seu nome pra variar veio bem a calhar.

− Mas e quanto a Kiba? Ele nem era alguém de peso. Só um pé rapado qualquer. – Sasuke ficou curioso. Foi aí que Naruto sorriu.

− Mas o Shino não.

Sasuke arqueou as sobrancelhas. Talvez Naruto não fosse tão idiota assim quanto ele achava!

X

Shino pensou que seria sugado naquela sala por aquela psicóloga maluca. Mas no final das contas, ela apenas lhe perguntou um pouco a respeito de sua vida, do trabalho e de como as coisas funcionavam.

Nada de ir direto ao seu trauma. Nada de mergulhar de cabeça em seus pesadelos. No final das contas, não havia sido tão ruim, tinha saído mais leve e com uma nova consulta marcada para a próxima semana.

Sentiu-se leve ao ver Kiba sentado lendo uma revistinha de super-heróis. A psicóloga aproximou-se da porta, observando os dois.

− Nos vemos sexta que vem, Shino-san. – Ela acenou com a cabeça, ajeitando os óculos de grau.

− Hai, hai. – Concordou de maneira estoica, ao que ela chamou o próximo paciente.

− E pense naquilo que te falei. Faça esse exercício.

Shino novamente concordou.

− Vamos?

Kiba ergueu o rosto da revistinha e abriu um sorriso, deixando os caninos afiados à mostra.

− Como foi? – Se mordia de curiosidade em saber! Shino parecia ter uma expressão mais tranquila no fim das contas.

− Não tão ruim quanto pensei. Nos veremos de novo na semana que vem. – Ele encolheu os ombros.

− Então ela não te fez cacarejar como uma galinha?

Shino arqueou as sobrancelhas. Não queria nem saber de onde o ex-namorado tirava essas ideias!

X

Acabaram saindo para tomar um sorvete depois do encontro com a psicóloga. O fim de tarde pintava o céu de tons alaranjados e Kiba deliciou-se com uma taça especial de sorvete recheada com morangos e recoberta por chantilly e calda de chocolate, enquanto Shino tomava um copo de chá gelado.

− Você parece um pouco diferente, Shino. – Kiba não se aguentou. – Ela te fez falar dos pesadelos?

Ele negou com a cabeça, mexendo nos cubinhos de gelo com o canudinho.

− Perguntou um pouco sobre meu trabalho, sobre a minha vida. Nada de muito profundo. E me pediu para trabalhar em um diário e fazer alguns exercícios de meditação.

Kiba inclinou a cabeça para o lado, de repente parecendo decepcionado.

− Eeeeh? Só isso?! Passaram cinquenta minutos falando sobre meditação e diarinhos? – Que desapontamento! Ele realmente esperava algo incrível!

− Acho que é um ponto de partida. – Ele bebericou o chá. – Está gostando do sorvete? Como é mesmo o nome?

− Delícia Explosiva! – Kiba deu uma risada. – Porque quando dou uma colherada generosa, sinto o cérebro explodir!

E foi exatamente o que fez, seguido por uma careta ao ter a sensação de brain freeze¹ tomando conta de si.

− Gelaaaado! – Kiba exclamou, mostrando a língua.

Shino apenas sorriu, pegando um guardanapo e limpando o cantinho da boca dele, sujo com chantilly.

− Você continua fissurado por essa fruta, não é?

Kiba anuiu, feliz da vida por aquele momento. Ficaram em silêncio, apenas curtindo seus pedidos, mas vez ou outra Kiba lançava um olharzinho para o ex-namorado, perguntando-se se Shino também o olhava por trás dos óculos escuros.

Nunca havia imaginado que por trás deles existia uma condição genética, e imaginou se não era difícil para Shino sempre ter que se esconder por trás das lentes escuras.

− O que foi? – Shino perguntou, notando o olhar persistente de Kiba.

− Não sente falta de ficar sem esses óculos? Sei que me explicou sobre sua condição, mas... é que seus olhos são tão bonitos.

Shino se pegou surpreso com a forma como Kiba disse aquilo, tão natural.

− Gosta dos meus olhos? – O sorriso de canto que deu fez Kiba corar até a maquiagem sumir do rosto!

− Maldito, não foi o que eu quis dizer! Arh! – Escondeu-se atrás da taça de sorvete, comendo rápido demais. Tendo outra daquelas dores de cabeça que arrancaram sorrisos descontraídos de Shino.

X

A reunião estava marcada para o final da tarde, então Kiba se ocupou em deixar tudo organizado para Shino. Ele não entendia a respeito de contratos, mas achou importante que a sala de reunião estivesse bem organizada, então pediu para que uma das estagiárias deixasse água, suco e petiscos à disposição, pois todos sempre se sentiam mais bem recebidos depois de um lanchinho!

Ele mesmo se ocupou em buscar algumas guloseimas que combinariam com o clima quente do local naquele dia, trazendo um frescor que foi bem-vindo com uma limonada deliciosa e o chá gelado favorito de Shino que pediu para prepararem.

E como sabia que tratariam de um negócio a respeito de flores (segundo o que havia pesquisado, a Yamanaka Interprises contava com grandes estufas de flores espalhadas por todo o globo, espalhou lírios brancos e rosas por toda a sala em uma decoração bastante colorida e chamativa.

Quando Shino entrou na sala de reuniões, acompanhado de seu advogado, os dois arquearam as sobrancelhas com a decoração exagerada para a qual Kiba havia se empenhado.

− E então, o que achou? – Ele parecia realmente empolgado, com um sorriso de orelha a orelha. Sasuke era uma estátua ao lado de Shino, achando aquilo tudo um exagero.

− Um tanto... Inusitado. – Shino disse. Mas ao ver a expressão de Kiba arrefecendo, emendou. – Mas acredito que Yamanaka-san irá adorar a predileção pelas flores. Foi um lindo trabalho com os arranjos, Kiba. Quem preparou?

− Euzinho! – Apontou para si mesmo. – Tenho uma amiga, a Hinata, lembra dela? O seu hobby é fazer flores prensadas! Pedi até pra ela fazer um presentinho para Yamanaka-san!

Kiba mostrou o embrulho na forma de uma caixa, feito em papel de seda clarinho. Cuidado este que surpreendeu Shino, já que não esperava algo assim do ex-namorado. Apenas uma companhia agradável.

Ele aproximou-se de Kiba, notando que ele usava a coleira e a maquiagem e abriu o feixe, retirando-a.

− Fez um ótimo trabalho aqui, Kiba. – disse ele. – Aposto que Yamanaka-san irá adorar. – Tirou a coleira dele, ato que fez com que Kiba arqueasse as sobrancelhas, enquanto Sasuke permaneceu alheio.

− O que eu irei adorar, Shino-kun?

A voz despojada os alcançou antes que Kiba pudesse se dar conta de que a conhecia. Foi quando a mulher adentrou o local, o sorriso iluminado no rosto, a franja loira recaindo sobre o olho esquerdo.

− Eh? Kiba-kun! – Ela abriu um largo sorriso, olhando para o rapaz parado de terno e gravata e não se fez de rogada, o abraçando com força.

Yamanaka Ino! A mulher que o havia maquiado e o feito reencontrar Shino outra vez!

Notas finais
¹ - literalmente, cérebro congelado. Aquela sensação de dorzinha de cabeça que dá quando comemos algo muito gelado! Flores: https://i.imgur.com/m4Vk8xR.jpg Então, pessoal, a atualização atrasou um pouquinho. Não bebam demais, não misturem os dias das suas fics! Peço perdão, mas pra compensar, o capítulo veio cheio de doçura e contou com a presença de mais uma personagem do Leilão! Sim, nossa bonequinha Ino! Ou vocês acharam mesmo que ela ia ficar de fora? No próximo capítulo, finalmente saberemos o que ela e Shino estão tramando por trás de um novo contrato! E ela toda fofa com o Kiba? Não aguento, gente, o bb conquista todo mundo onde quer que ele vá! :D Espero que vocês estejam gostando! Com a Yamanaka Interprises no jogo, nós logo logo vamos entrar no próximo arco da história! Até terça!