Sugar Daddy

37 Noite (maravilhosamente) feliz


Notas iniciais
Juro que não abandonei a história, gente, só to sem tempo mesmo! Mas vamos que vamos! Tem capa nova na área, especial pro clima natalino! A art foi feita pela Clarinha, e ela tem um portfólio ótimo! Vou deixar o link da página dela pra quem quiser dar uma olhada e fazer pedidos! Vocês não vão se arrepender! Sem mais, boa leitura! Clarinha: https://www.facebook.com/CrazyClarabr/

As primeiras horas foram um verdadeiro pesadelo para a família Inuzuka-Aburame. Shino carregou Akamaru nos braços, Sumire em seu encalço preocupada com o pequeno filhote.

− A culpa foi minha. Eu nunca devia ter mostrado o caminho para ele. – O casaco de Shino tinha o dobro do tamanho da menina, mas ela não recusou diante do ar gélido que os atingia naquela noite.

− Não é culpa sua. – Shino murmurou em resposta, meio sem saber o que dizer. – Ele teria te seguido de qualquer forma. É leal a você.

Hana saiu pela porta dupla da sala de radiografia pouco depois.

− Felizmente, nenhuma fratura grave. – Tranquilizou a menina e, por consequência, Shino. Ele não queria que nada de ruim acontecesse ao filhotinho afinal! – Apenas duas costelas trincadas. Vai precisar de repouso e medicamentos para dor, mas com os cuidados certos vai ficar novinho em folha. Sugiro que passe a noite aqui na clínica, acho que será melhor para ele.

Os olhos grandes de Sumire se focaram em Shino por um momento, a figura que o salvara de um derradeiro fim, ou qualquer coisa que sua mente jovial pudesse imaginar nas mãos daquele crápula sem coração. Aburame imaginou várias formas de acabar com a vida dele, muito lentamente.

X

Quando Kiba chegou à clínica da irmã, a garotinha dormia apoiada em Shino. Os procedimentos em Akamaru incluíram uma malha tubular em torno do tronco do animal e um curativo que impediria que ele se movimentasse tão livremente, pelo menos nos primeiros dias. A medicação havia sido administrada de forma que o filhote dormia tranquilamente.

− Vim o mais rápido que pude depois que você me ligou, Shino! – Kiba aproximou-se do marido depositando um beijo em seus lábios. – Fiquei preso no trânsito, as ruas tão um verdadeiro inferno!

− É o Natal chegando. – Shino foi compreensivo como sempre.

− A Sumire...? – Os olhos preocupados de Kiba recaíram sobre a criança que ressonava baixinho em um sono profundo.

− Assustada, mas vai ficar bem com o aconselhamento certo. – Kiba não deixou de notar o braço protetor do esposo em torno dos ombros da pequenina e seus olhos brilharam diante da visão.

− O que vamos fazer agora, Shino?

− Como o que vamos fazer, Kiba? – Shino devolveu a pergunta. – Acabamos de ganhar uma menina e um cachorro.

Kiba não podia se sentir mais feliz do que naquele momento. Aquele certamente seria o melhor natal de sua vida.

X

As primeiras semanas de adaptação não foram fáceis, tanto para Sumire quanto para Akamaru. A garotinha tinha dificuldades em dormir sozinha no quarto, de modo que Shino e Kiba se revezavam para estar com ela.

Enquanto Kiba a enchia com histórias mirabolantes, a maioria sobre o natal, Shino se ocupava em ensinar-lhe a ler partituras e garantir que ela teria aulas particulares tão logo estivesse pronta para tal. Quando ela se sentia entediada, ele lhe mostrava fotografias dos lugares que já havia visitado como uma promessa velada de que um dia a levaria até lá.

Não fosse por Sasuke e a pessoa conhecida por ele, o processo de adoção teria sido longo e demorado, mas, movendo uns pauzinhos aqui e ali, tornaram-se o lar temporário da menina ao menos por aquele ano, enquanto ela se adaptava ou não à rotina dos dois.

Akamaru tinha certa dificuldade em manter os sapatos de Shino longe da boca, e sua estufa era o local preferido para o filhote cavocar e fazer suas descobertas, mas, com o tempo, o filhote elétrico aprendeu o seu lugar em uma mini mansão maravilhosa que Sumire e Kiba tinham escolhido a dedo para ele!

Dezembro passou como uma revoada, e logo o natal chegou trazendo a neve branquinha e as luzes multicoloridas. Algumas sessões com Kaline fizeram com que Sumire se tornasse uma criança um pouco menos retraída ao menos na presença dos pais adotivos e da avó a quem Sumire adorava de paixão.

Ninguém jamais imaginou que Tsume mimaria tanto uma neta quanto ela fazia com a menina, pois, se Kiba sequer sonhasse em raspar a tigela com a massa crua dos biscoitos, sua mãe arrancaria suas orelhas e as colocaria para assar no forno!

Todavia, existia uma espécie de acordo velado entre as duas e, na presença de Sumire, Tsume era um doce de pessoa, comportamento que não passou despercebido por Hana, Naruto e Kiba, criados pela mulher linha dura que nunca segurou a mão quando o assunto era colocar ordem nos filhos, fossem eles adotados ou não.

A Ceia de Natal foi marcada no apartamento de Shino e Kiba, de modo que todos foram convidados para estar presentes. Até mesmo Shibi que viajava pelo mundo juntou-se a eles. Gaara e Ino, com as meninas ainda muito pequenas, prometeram aparecer a tempo do aniversário de Shino no mês seguinte, quando as meninas já estariam maiores e aptas a fazerem seu primeiro voo. Até lá, iam se falando por videoconferência, pois, desde que haviam conseguido a guarda de Sumire, Shino cancelou todas as viagens para estar ao lado da família, reduzindo o trabalho como podia e passando mais tempo em casa.

Por muitas vezes, enquanto trabalhava no escritório quando Kiba ia às aulas de teatro, a garota ficava sentada em uma poltrona, lendo um dos livros de contos de fadas dados por Kiba ou ensaiando as partituras que Shino havia lhe ensinado a ler com o pouco que aprendera nas aulas de música durante o colégio. Aulas estas que Kiba cabulara junto de Naruto quando estudavam juntos.

− A mesa está pronta, pestinha? – Tsume perguntou de maneira afável para Sumire. A menina trajava um vestido vermelho de veludo, presente de Ino que, mesmo não estando ali, fizera questão de mandar uma roupa para a sobrinha passar a ocasião. Usava os cabelos presos em uma trança embutida, trabalho este feito por Kiba que estava acostumado a fazer essas coisas pela irmã mais velha. E ai dele se não tivesse aprendido direito.

− Sim, Inuz— O olhar cortante de Tsume fez com que Sumire engolisse em seco. – Vovó. Tudo pronto.

− Melhor assim, hum? – Tsume passou uma das mãos pela cabeça da neta, um sorriso aberto mostrando as feições tão semelhantes às de Kiba e Hana.

− Sua mãe leva mesmo jeito com ela, não é? – Shino perguntou, escorado no batente da porta da sala de jantar enquanto via Sumire ajudando com a travessa de saladas

− Pois é.

Naruto veio logo atrás carregando o peru, enquanto Tsume trazia outras iguarias. Até mesmo Sasuke ajudava sem pestanejar.

Logo estavam todos sentados à mesa, agradecendo pelos acontecimentos do ano, enquanto Akamaru permanecia trancado no estúdio para que não acabasse comendo algo indevido que o faria passar mal. Tal como Sumire, ele usava um modelito vermelho que trazia consigo um gorrinho de natal adorável que Hana fizera questão de colocar no filhote travesso.

Já Shino e Kiba, anfitriões da casa, vestiam-se de Papai Noel e Rudolph, com direito a chifrinhos e nariz vermelho – afinal, Kiba fez questão que Shino o acompanhasse nas fantasias ridículas naquela noite!

É pela Sumire!

− Esse foi um ano de muita gratidão para nós. – Shino murmurou quando sua vez de falar chegou. A voz grave tomou o ambiente e a atenção de todos, sobretudo quando a mão se fechou sobre a do marido. – Reencontrei o amor da minha vida e, com ele, uma família incrível.

“Amigos maravilhosos, a quem tive o prazer de desfrutar da companhia graças a ele e ao jeito extrovertido que tem de ganhar a todos. Ganhei muito mais do que isso, uma família como o maior presente de todos. – Nesse momento ele deu um sorriso carinhoso para Sumire, vendo a menina corar atrás do próprio prato de comida – E tudo isso graças a um furacão que entrou na minha vida varrendo tudo de ruim consigo. Obrigado por estar presente na minha vida, Kiba, e que isso se repita por muitos e muitos anos.”

Kiba era todo sorrisos ao fim do discurso do marido, fazendo ele mesmo um belo discurso sobre como ele era incrível para caralho – parte na qual levou um tabefe da mãe – e no quanto era feliz por ter Shino, Sumire e Akamaru consigo. No fim, todos estavam com lágrimas nos olhos enquanto Tsume servia à mesa, não aceitando que porções minúsculas fossem colocadas nos pratos já que aquela era uma casa de fartura!

No fim da noite, todos estavam satisfeitos e foram embora para casa com a promessa de terem mais jantares assim, em família. Kiba terminou de se despedir de todos e foi até o quarto de Sumire onde Shino a cobria, a garota adormecida com Akamaru a seus pés—apenas naquela noite, Shino dissera!

Ao ver o marido parado ali na porta, Aburame aproximou-se até enlaçar-lhe a cintura com um abraço carinhoso, aspirando o cheiro natural do sabonete que agora dividiam.

− Sabe que você fica sexy vestido de rena? – murmurou em seu ouvido.

− É mesmo? – Kiba abriu um sorriso safado em resposta, os braços ao redor do pescoço do marido. – Posso pensar em uma ou duas coisas para fazer vestido assim, papai.

Os pelinhos de Shino se arrepiaram, um gemido rouco e contido escapando do fundo da garganta.

− Vamos, antes que Sumire acorde.

Kiba deu um risinho baixo, sabendo que tinha conseguido o que queria: deixar o marido doidinho para que pudessem aproveitar aquela noite maravilhosamente feliz.

Notas finais
Bom, pessoas, eu to postando antes do natal porque não sei como vai ser a minha vida daqui pra frente. Nesse capítulo não tem lemon, só as fofurinhas, mas eu vou caprichar no próximo! Sintam-se felizes para salvarem a art da capa, eu não deixo de dividir com ninguém porque o universo ShiBa tem mais é que se expandir mesmo. Só peço que, se forem usar ela, mantenham a assinatura da Clarinha e divulguem o seu trabalho! É isso aí! Um beijo no coração de todos!