Sugar Daddy
38 Eu fui um bom garoto esse ano, papai?
Notas iniciais
Shino imprensou o corpo de Kiba contra a porta, fazendo um gemido rouco escapar por sua garganta quando a língua explorou seu pescoço, ávido por deixar ali uma pequena marca que se tornaria maior no dia seguinte, mas contendo-se por saber que logo mais teriam que retornar para a rotina da empresa.
− Shh, vai acordá-la.— provocou, sussurrando ao pé de seu ouvido e mordiscando sua orelha de maneira a arrepiar Kiba da cabeça aos pés.
− É você quem vai me fazer acordá-la assim, Shino. – Os olhos de Kiba denunciavam o desejo que sentia pelo marido naquele momento, os dedos percorreram os cabelos escuros por baixo da touca de Papai Noel e se afundaram nos fios castanhos, as unhas postiças descendo pela nuca apenas para arrancar um suspiro languido de prazer por parte do parceiro que tanto amava.
− Eu? – perguntou com um sorriso de canto enquanto colava a testa à dele, os olhos minimamente visíveis por trás das lentes escuras dos óculos. – É você quem está me deixando maluco, Kiba.
Inuzuka mordiscou-lhe brevemente o lábio inferior, antes de impulsionar-se sobre os ombros de Shino, enlaçando sua cintura enquanto o próprio corpo era imprensado contra a porta, vestindo nada mais que os suspensórios, o nariz de Rudolph e o conjunto de chifres de rena. Sentia o pênis de Aburame roçar contra sua própria cintura, desejando ardentemente que estivesse em outro lugar.
− Eu fui um bom garoto esse ano, Papai?— A pergunta arrancou gemidos aprazíveis de Shino, que mal podia se conter mediante as provocações de Kiba. Ele sabia exatamente que cordas puxar para deixá-lo maluco!
− Foi um garoto maravilhoso. – murmurou, caminhando na direção da cama onde jogou-se junto com o outro homem.
− Então vai me dar um presente? – O sorriso provocante combinava com a fantasia de Kiba. Ele todo sempre fazia Shino pensar na sorte que possuía. Como era possível que continuassem com aquela chama acesa mesmo que anos tivessem se passado antes que tivessem retomado a relação? Só de pensar em todo o tempo perdido...
− O que você quer? – perguntou, sem querer deixar a brincadeira de lado, embora parte de sua mente divagasse sobre a beleza de Kiba e como era feliz por tê-lo consigo naquele momento.
Ele não era escultural ou delicado, mas de uma beleza selvagem que o atraía de maneira intensa. Como polos opostos.
− Você todinho pra mim.— As palavras vieram seguidas de um par de arranhão em suas costas que fizeram Shino arquear o corpo, tanto pela ardência quanto pelo tesão que sentia todas as vezes em que Kiba agia daquela maneira.
− Já sou seu. – murmurou, o corpo deitando sobre o seu enquanto os lábios se roçavam. – Desde aquele dia, quando começamos a namorar, sempre fui seu. E enquanto vivemos as nossas vidas, continuei sendo seu. E serei para todo e todo o sempre.
As palavras sinceras de Shino tiveram o efeito de calar Kiba. Olhava-o com devoção, mas acima de tudo uma gratidão que não cabia em si. Quando pensaria em sua vida que conseguiria sair da situação apertada para viver uma vida de conforto e luxo ao lado do homem que amava? E agora com uma família completa! Não podia se imaginar mais feliz do que isso! Era simplesmente impossível!
− E eu serei seu. – respondeu quando lembrou-se de como articular as palavras, estendendo a mão direita para tocar-lhe o rosto de alabastro com um carinho gentil que fugia do padrão selvagem na cama. – Para todo e todo sempre.
Cortaram a distância com um beijo lento e demorado, as línguas conhecendo-se tão bem, sentindo a maciez uma da outra enquanto as mãos de Kiba se ocupavam em tirar o colete que Shino usava, sentindo os vergalhões que havia deixado em suas costas pela força imposta nos arranhões anteriores. Marcas que Shino levava com orgulho, sem se importar com as cicatrizes que já tinha de transas anteriores, cada uma delas mais memorável do que a outra.
A verdade é que haviam aprendido a aproveitar cada momento, a dividir cada alegria e cada tristeza como um verdadeiro casal deve fazer. As coisas tinham sido atribuladas e acontecido de maneira um tanto afoita, com desencontros e reencontros que os levaram para o altar e uma vida estável e feliz.
Shino vinha indo bem na empresa, tanto quanto Kiba na faculdade e na apresentação que em breve aconteceria. E agora com Sumire a Akamaru, tudo parecia simplesmente tão perfeito que pegavam-se imaginando se não era tudo apenas um sonho louco do qual despertariam a qualquer momento.
A boca de Shino escorregou pelo pescoço de Kiba, a língua percorrendo a extensão sem que os dentes lhe tocassem ainda que minimamente, a trilha descendo até o tórax desnudo, onde sugou-lhe um dos mamilos enquanto a mão hábil descia a calça de Kiba apenas para acariciar o membro rígido por cima da boxer preta que ele usava, sentindo a ereção que pulsava querendo se libertar de toda e qualquer veste, mas foi paciente o bastante para ouvir os gemidos de protesto do marido que clamavam por mais, arrancando-lhe um risinho divertido.
Despiu-o com cuidado, a boca roçando sobre a glande onde a língua deliciou-se em movimentos circulares que arrancaram o fôlego de Kiba, ao ponto de ter que esconder o rosto contra o travesseiro para não gemer alto quando sentiu o pênis ser engolido pela boca de Shino, acomodando-o ali enquanto a língua passeava por toda a extensão ao mesmo tempo em que um dos dedos circulava o períneo, banhado pelo lubrificante que sempre ficava na gaveta próxima à cama.
Kiba não reclamava da sensação, os dedos se perdendo nos fios escuros dos cabelos de Shino, tendo o cuidado de não cravar as unhas em sua nuca enquanto ele penetrava o primeiro dedo espalhando o lubrificante gélido em seu interior. Aburame afastou a boca ao ouvir o gemido manhoso de Kiba, sabendo que ele se chatearia ao gozar tão cedo, penetrando um segundo dedo enquanto observava a face corada parcialmente escondida pelo travesseiro.
− Gosta assim? – perguntou com certo atrevimento que jamais possuiria no início da relação dos dois.
− Gosto...— murmurou, a respiração entrecortada ao sentir que ele se posicionava entre suas pernas, dobrando-as na altura de seu peito enquanto terminava de despir a própria roupa.
− E do que mais você gosta, baby?— Era difícil vê-lo assim, com ares de Sugar Daddy como naquele momento. Mas Kiba sentia-se excitado apenas por olhá-lo. Apenas por estarem no mesmo ambiente.
− Gosto de você dentro de mim me fodendo. – O sorriso provocante não deixava que Shino se enganasse a respeito do significado daquelas palavras que só ficavam bem na boca de Kiba.
Aproximou-se mais, colocando o preservativo e posicionando-se sobre a entrada, roçando o próprio pênis ali até arrancar outro gemido manhoso de Kiba.
− Vem, Shino...— pediu baixinho.
Penetrou-o naquele momento, tendo sempre o cuidado de ir devagar para não machucá-lo com seu volume. Iniciando com movimentos lentos que se tornavam cadenciados, arrancando-lhe gemidos aprazíveis que deixavam Shino louco. Inclinou-se apenas o bastante para retirar o travesseiro do rosto que tanto amava observar, rapidamente tomando a boca dele com a própria enquanto aumentava o ritmo das estocadas até atingi-lo na próstata.
Kiba gemeu mais alto, os caninos afiados arrancando sangue da boca de Shino – não que ele se importasse com o fato. A velocidade dos movimentos foi aumentando e, conforme isso acontecia, novas marcas eram deixadas nas costas de Aburame pelas garrinhas afiadas de Inuzuka até que Shino sentiu Kiba ejacular sobre sua barriga, gozando pouco depois dentro dele através dos espasmos que percorriam o corpo de seu parceiro.
Sentia o coração acelerado dentro do peito, quase a ponto de explodir ali, quando permitiu-se deitar ao lado de Kiba, jogando o preservativo na lixeira do quarto.
− Só me lembre de tirar isso daí antes de sairmos ou Akamaru poderá achar um novo brinquedo. – Kiba murmurou risonho, fato que fez Shino fechar a cara ao lembrar-se que isso já havia acontecido algumas vezes sem que Sumire tivesse conhecimento de causa. Não queria nem imaginar como seria explicar isso para a filha!
− Muito bem lembrado. – Shino respondeu, enchendo de beijos carinhosos o rosto do marido. – Feliz natal, Kiba.
− Feliz Natal, Shino.
Aquela era mesmo uma noite muito, muito feliz para os dois!
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