Sugar Daddy

20 Furacão Uzumaki-Inuzuka


Notas iniciais
Gente, tava morrendo de saudades de escrever essa história! E vocês, saudades dos nossos bbs? Nesse cap temos uma ceninha caliente de lemon, mas também temos fofura! Boa leitura, pessoal!

Uchiha Sasuke nunca se imaginou em um relacionamento sério antes. Ele não fazia o tipo pegador que ia para festas e saía comendo todo mundo. Tampouco fazia o tipo que levava o vinho e o pavê no jantar de domingo da família.

Mas ele gostava de se relacionar à distância, sem vínculos emocionais que lhe deixassem preso demais a alguém.

No entanto, ali estava ele na casa de Inuzuka Tsume, a única família que Naruto conhecia como sua, com um engradado de cerveja preta – Tsume e Hana adoravam – e uma garrafa de vinho na outra mão enquanto Naruto ia para o fogão.

Ele não soube exatamente quando as coisas tomaram esse rumo. Enquanto levava uma das mãos ao queixo, observando o loiro hiperativo gargalhar enquanto a mãe de consideração o ajudava a cortar o vegetais, ficou se perguntando isso.

Hana sentou-se ao seu lado, meio que lendo sua expressão, meio com um sorriso divertido. Ela abriu uma das latinhas que Sasuke havia trazido, agora geladas, e bebericou um gole enquanto o observava, vez ou outra, beber da taça de vinho. Sem tirar os olhos de Naruto.

− Quando eram crianças, ele e Kiba, costumávamos dizer que eram o furacão Uzumaki-Inuzuka. – disse ela, o sorriso brincando em seus lábios enquanto empurrava uma tábua com frios na direção de Sasuke. Ele olhou com pouco interesse, mas pegou um pedacinho de queijo enquanto esperava o almoço. – Porque Naruto chegou em nossas vidas como um furacão e antes que mamãe percebesse, ele praticamente ficava na nossa casa todos os dias, sobretudo depois que o avô dele morreu na época da faculdade. Ele devia ter uns dezenove anos.

Sasuke lembrava de Naruto ter comentado algo a respeito. Ele ainda cursou um ano da faculdade de Direito depois disso, mas não conseguiu levar para frente, pois aquele não era seu sonho. Jiraya queria que Naruto tivesse algum futuro, queria que ele fosse alguém na vida. Mas as leis simplesmente não eram para ele. A cozinha era seu lugar.

− Ele é um bom garoto, Sasuke. – Hana apertou seu ombro ao dizer isso. Sasuke não era um grande adepto de contatos físicos, mas ele notou que aquele era um aperto de aviso quando tornou-se doloroso. E quando a expressão dela era cortante em sua direção. – Espero que saiba disso.

Delicadamente, afastou a mão de Hana e comeu outro pedacinho de queijo. Naruto abriu um sorriso, acenando em sua direção.

− Vou fazer os omusubis que você tanto gosta, teme! Peguei os tomates fresquinhos da horta da Tsume-sama!

Tsume pigarreou olhando para Naruto. Seu rosto já estava levemente corado – ela havia consumido quase o engradado de cerveja sozinha! – e tinha uma expressão assustadora.

− Tsume-okaa-sama. Da Tsume-okaa-sama, ‘te bayo! – Apressou-se em corrigir, pois sabia como o puxão de orelha dela era firme!

Sasuke se levantou, inesperadamente dobrando as mãos da camisa social de tom salmão que usava.

− Não precisa se preocupar com isso. – disse baixo para Hana. – Não anseio menos do que fazer esse dobe feliz.

Não esperou uma resposta de Hana, que apenas sorriu enquanto ele se aproximava de Tsume e Naruto.

− Posso lavar os tomates? – perguntou ele. Os olhos de Naruto brilharam, pois Sasuke raramente se dispunha a ajudar na cozinha!

− C-claro! – Estendeu os frutos para ele. Tsume afastou-se lentamente, sentando-se ao lado da filha e começando a devorar os petiscos.

− Parece que nosso garotinho cresceu, mamãe. – Hana abriu um sorriso apoiando o queixo sobre a mão espalmada e o cotovelo sobre a mesa.

− Parece que sim.

Tsume jamais admitiria, mas sentia-se imensamente feliz pelo seu garoto!

X

Shino olhou-se no espelho do banheiro e retirou os óculos estreitando os olhos escuros. Observou os arranhões que se estendiam desde a área da curva do pescoço até o tórax, passando pela clavícula. Marcas estas que também estavam em suas costas em forma de X.

Estavam ardendo, é claro, mas quando se lembrava da noite anterior e de como Kiba estava assanhado, valia completamente a pena.

Um sorriso de canto tomou seus lábios quando sentiu as mãos dele envolverem seu corpo, subindo devagar até se fecharem em torno de seu tronco, o rosto de Kiba apoiando em suas costas enquanto aspirava o odor almíscar. Sentiu a língua dele passeando pelo lóbulo de sua orelha, mordiscando-a de leve e inclinou um pouco o pescoço para trás.

− Acordou fogoso hoje? – perguntou com a voz rouca. Afinal, a noite dos dois havia sido intensa e mesmo assim Kiba parecia estar pronto para mais.

− É você quem me deixa assim. – sussurrou de maneira provocante, as mãos brincando de descer até o cós do moletom largo e preto que Shino usava; nada além disso.

− É mesmo? – Shino devolveu o tom de pergunta, inclinando um pouco o rosto para olhá-lo de soslaio enquanto uma das mãos de Kiba descia para envolver seu pênis, passando a acariciá-lo lentamente, tocando a ponta da glande com o indicador enquanto o polegar massageava a cabeça sentindo o pré-gozo. – Kiba, caralho.

Não era muito adepto a palavrões, Kiba sabia. Mas adorava provocar Shino ao ponto de soltá-los durante o sexo. Shino respirou fundo, as mãos apertadas sobre a louça da pia enquanto Kiba passeava os dedos sobre o corpo do falo que começava a endurecer.

− Gosta do que sente? – Os beijos no lóbulo de sua orelha desceram sutilmente para o pescoço, sentindo o pulsar do membro de Shino em sua mão direita, permanecendo com as carícias lentas como uma forma de tortura que o faziam gemer de maneira deliciosamente sexy.

− Gosto. – admitiu, mas não demorou para virar-se na direção de Kiba, enlaçando sua cintura com firmeza, encarando-o de frente e sentindo a excitação dele roçar contra a sua. – Mas gosto mais de você de joelhos.

− Tarado, descarado e ordinário. – A risada de Kiba reverberou por todo seu corpo. – Quer me foder me beija primeiro.

− Como queira. – Sorriu de canto, inclinando-se para frente para beijá-lo. Diferente dele, Kiba havia dormido com nenhuma peça de roupa, o que lhe deu liberdade o bastante para segurar firme os glúteos, suspendendo-o enquanto Kiba enlaçava sua cintura com as pernas, segurando-se com firmeza. Apertou firme a carne, marcando a pele trigueira com as próprias mãos, querendo senti-lo mais perto enquanto a língua quente explorava cada canto de sua boca, os caninos proeminentes roçando contra seus lábios ao ponto de sentir o sabor férreo do sangue. Mas era aquele ar selvagem de Kiba que o excitava, deixando-o completamente insano.

Kiba foi quem cessou o beijo, o sorriso ainda divertido nos lábios enquanto o encarava. Ao lado de ambos, a banheira estava quase cheia, e isso deu a ele uma ideia.

− Que tal continuarmos ali? – perguntou com a voz rouca arranhando a sanidade de Shino. Soltou-se, ficando de pé apenas para desligar a torneira da banheira enquanto espalhava os sais de banho dentro da água.

− Acho uma ótima ideia. – Shino estava prestes a acompanhá-lo até a banheira quando Kiba se aproximou novamente, as mãos em sua cintura aproveitando para despir a calça de moletom que Shino vestia.

− Calma, papai. Vou te dar o que você pediu primeiro.

Se algum dia alguém lhe dissesse que Kiba era um descarado e pervertido na época em que haviam se conhecido, Aburame colocaria as duas mãos no fogo em negação. Pois o Kiba que havia conhecido jamais lhe lançaria olhares lascivos como aqueles. Jamais lhe chamaria de papai – apelido este que Shino havia aprendido a amar com todas as forças! Como lhe excitava ouvi-lo falando daquele jeito – e tampouco que ele se ajoelharia aos seus pés fazendo o submisso que na verdade o colocava na palma da mão.

Kiba arranhou de leve as coxas de Shino, massageando os músculos. A boca explorava a virilha, distribuindo beijos quentes e molhados que o faziam ficar fora de si. Até que sentiu os dedos dele passeando por seus testículos, gemendo baixo, uma das mãos entremeando os fios castanhos até que afundaram neles.

− Kiba...— Seu tom foi mais de pedido do que de aviso, mas Kiba compreendeu que já havia lhe torturado demais até aquele momento. Soltando um risinho contido e abocanhando o pênis dele, a língua passeando pelo corpo do falo ereto sem nenhuma contenção ou inibição. – Ah.

Era como se o companheiro se transformasse. Como se o jeito selvagem e despojado se sobressaísse ainda mais em momentos como aqueles. E Shino adorava. Respirou fundo, o movimento involuntário de pressionar a nuca dele com ambas as mãos se tornando mais intenso.

Kiba gostava de saber que passava tamanhas sensações para Shino, pois queria muito ser capaz de fazê-lo se sentir tamanho prazer como ele o fazia. Sentiu o pulsar de seu pênis enquanto sua língua serpenteava em movimentos contínuos, chupando-o, a boca se movimentando pelo ritmo ditado por Aburame.

Quando ele gozou, não se fez de rogado, sentindo o sêmen descer por sua garganta. Lembrava-se ainda das primeiras vezes, dos engasgos. Mas graças aos céus, nada disso havia acontecido com o namorado. Por um lado, gostaria muito de ter perdido a virgindade com ele, saber que a entrega seria completa. Por outro, sentia-se feliz por nunca ter feito feio para Shino! E esperava continuar assim!

Quando se levantou, Shino o empurrou de leve, guiando-o para entrar na banheira. O corpo dele se arrepiou em contato com a água quente, uma sensação que trouxe junto o relaxamento. Shino sentou-se dentro da banheira, puxando Kiba para se sentar em seu colo. A boca roçou contra a de Kiba, fazendo uma trilha de beijos até seu pescoço onde deixou uma mordida leve que o fez gemer.

− Mais forte...— pediu. E sempre que pedia algo assim, Shino sentia aquele fogo subir pelo baixo ventre novamente, fazendo seu coração acelerar ao ponto de parecer que explodiria dentro do peito. Atendeu ao pedido dele, as mãos molhadas deslizando pelo torso de Kiba. A mordida mais forte arrancou um gemido longo e manhoso que arrepiou Shino até na alma.

Os lábios desceram roçando um dos mamilos, mordiscando-o de leve. Kiba teve que se conter para não arranhar ele novamente mordendo o próprio lábio e suspirando de prazer.

Shino aproveitou a posição vantajosa para penetrar um dedo lentamente em Kiba, seguido de outro. Movimentando-os lentamente ao que Inuzuka rebolava apoiando ambas as mãos em seus ombros.

− É você que eu quero em mim. – murmurou sem ressalvas e Shino quase rugiu de excitação, o pênis pulsando de desejo. Direcionou-o para penetrar Kiba, primeiro lentamente para que ele se acostumasse, sentindo-o apertado e gemendo sem se conter. – Vem, Shino... vem em mim.

As palavras de Kiba apenas o excitavam ainda mais. Estocava-o na mesma medida que Kiba rebolava em seu pênis, subindo e descendo ao ponto de tê-lo inteiro dentro de si à mesma medida que saía. A sensação de prazer era explosiva, intensa e inexplicável.

Mordiscou de leve seu mamilo, as mãos encaixadas no quadril de Kiba para sustenta-lo, sentindo novamente as unhas afundando em seu ombro. Mas não se importava com a dor, até dava boas-vindas a ela e às marcas que Kiba lhe deixariam, fazendo-o lembrar-se de cada momento delicioso que tinham juntos.

Era algo sublime, além de qualquer companheirismo. Era singular pois era algo deles, algo que ultrapassava até mesmo as fronteiras do amor. Talvez fosse egocentrismo demais pensar dessa maneira, mas enquanto tinha Kiba rebolando em seu pau, era exatamente isso que Shino pensava; era o único pensamento coerente que conseguia ter.

− Shino! – O nome saiu em tom choroso quando Kiba gozou. Pouco tempo depois, sentindo a pressão em seu pênis, Shino gozou pela segunda vez. – Eu te amo...

Soou ofegante enquanto debruçava o corpo sobre o dele. Shino sorriu, o rosto escondido na curva de seu pescoço, os olhos estreitos. Pensando em como se sentia pleno com Kiba ao seu lado. Não apenas pelo sexo, mas por tudo o que ele lhe proporcionava. Por cada risada, por cada diversão, por ele cuidar de si na mesma medida que cuidava dele. Pensou nos momentos perdidos que não seriam recuperados, mas que isso não importava agora que o tinha ao seu lado. E que não queria perder mais nenhum momento. Nenhum.

− Case comigo. – pediu de supetão. Fato que fez Kiba arregalar os olhos, afastando-se para ter certeza de que havia escutado direito. – Case comigo, Kiba. – repetiu. – Vamos pedir à Ino. Realizar um único casamento. Não quero te pressionar, mas pra quê perder tempo? Quando tudo o que queremos é estar um junto do outro? Sei que você tem o seu orgulho. Sei que quer conquistar seus próprios sonhos. Não vou te tirar nada disso, Kiba. Quero cuidar de você e quero que cuide de mim de volta.

“O que eu quero é cada momento da minha vida ao seu lado. Acordando com o seu sorriso preguiçoso e a cara amassada me olhando. Sentindo você praticamente me empurrar para fora da cama todas as noites e me pedindo com jeitinho pra preparar o seu café da manhã. Quero que possamos sair para comprar sorvetes juntos em um domingo só porque morango é o seu sabor favorito e só porque a vontade bateu. Quero poder acompanhar o seu crescimento na carreira que escolheu e quero que acompanhe o meu também, Kiba. Nada disso vai mudar a maneira que te vejo. Então case comigo. Me faça ainda mais feliz. Se é que isso é possível.”

O silêncio pairou no ar. Shino praticamente deixou de respirar enquanto aguardava uma posição de Kiba. Achou que ele fosse dizer que não. Achou que sairia da banheira furioso. Mas apenas sentiu a boca dele sobre a sua.

− Com uma condição. Vai chamar Naruto, Sasuke, mamãe e Hana. E vai ter bolo de moranlate.

− O que você quiser. – murmurou, distribuindo beijos em seu rosto. Sentindo que não poderia ficar mais feliz.

− Agora, você. – provocou.

Bem, talvez pudesse ficar um tantinho mais feliz sim.

Notas finais
Omusubi: https://pt.wikipedia.org/wiki/Oniguiri A largada foi dada pro NaNo! E eu já comecei com a corda toda! O lemon não era pra aparecer de novo tão cedo, mas aí tinha aquela banheira ali dando sopa e, bem, temos que aproveitar hohoho. Será que agora o nosso ship cremoso engrena? E o Sasuke todo fofo com o mozão também? Tava morrendo de vontade de voltar pra vocês, pessoal! Um beijo especial pra Allie e pra Kali. Vamos arrasar no NaNo, meninas! Espero vocês nos comentários pra me dizer o que estão achando!