Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, e então, sou demais e estou aqui com mais uma fic do Jubs :) Espero que vcs gostem e comentem! :) Vou postar aqui ate o final do ano, e depois vou passar pro blog (http://sistafanfics.blogspot.com.br/ )! Comentemmmm :)



Personagens:

Louise: http://weheartit.com/entry/36515817/via/ashlehallier

Miranda: http://weheartit.com/entry/12506943/via/Starsweet

Emily: http://weheartit.com/entry/40066214/via/BocaNikolajev

Niguel: http://weheartit.com/entry/6729050/via/shmachel


Louise Point Of View

Estava mais que atrasada para chegar na editora. Com toda certeza Miranda me mataria. A ponte estava totalmente para, o taxista havia ate desligado o carro.

– Ei, eu tenho que chegar do outro lado ate as oito senão minha chefe me mata. — disse desesperada. O taxista ergueu sua mão esquerda encarou o seu relógio de pulso e depois me olhou por cima dos óculos.

– Sinto muito pela sua vida, mas já são sete e quarenta, esta tudo parada, não tem como chegarmos do outro lado da ponte ate as oito. Então suponho que a senhorita, relaxe e tome seu café. — disse ele totalmente despreocupado me encarando por cima de seus óculos redondos através do retrovisor.

Revirei os olhos e me encostei cansada no encosto do banco. Quando ia levar o café de Miranda ate minha boca, meu celular começa a tocar. E eu toda atrapalhada, acabei derrubando um pouco do cappuccino em minha camisa. Droga! Coloquei o copo de volta no compartimento adequado em que ele estava e comecei a procurar meu celular por entre as bolsas, sim no plural, eram duas bolsas e uma pasta. O "trim-trim" repetido já estava incomodando tanto a mim quanto ao taxista que só me olhava pelo retrovisor.

– Pare de me olhar! Não esta ajudando em nada. — disse brigando com ele que balançou a cabeça em sinal negativo e voltou seu olhar para o transito a frente.

Finalmente encontrei o celular e o atendi era Miranda.

– Olá, senhorita Christle. — disse controlando minha respiração que estava pesada. Escutei ela bufar do outro lado da linha e lembrei-me que deveria me portar a ela como Miranda. – Desculpe, Miranda. – consertei.

– Aonde você esta? — perguntou direta, com sua voz arrogante e rude.

– Hm... E-eu estou na ponte, esta tudo para...

– Quero você aqui em dez minutos ou não precisa mais chegar. — disse me interrompendo e desligou na minha cara. Vadia! Juro que se esse emprego não fosse a porta para a profissão dos meus sonhos eu arrancaria fio por fio da cabeça dela.

– Droga! — disse guardando o celular na bolsa e já tirando a carteira dali.

– Quanto ficou a corrida? — perguntei, abrindo a carteira.

– M-mas...

– Toma. — disse tirando uma nota de cem dólares e entregando a ele.

Peguei minhas bolsas, o suporte com o café e abri a porta com dificuldade a fechando e, seguida.

– Seu troco. — gritou o taxista colocando a cabeça para fora enquanto eu corria apressada por entre os carros parados.

Aquela era uma ideia totalmente insana, mas eu teria mais chances de chegar indo andando, do que de carro. Eram mais ou menos uns 3 quilômetros ate o escritório. Meus pés já reclamavam por causa do salto e meu pulmão pedia socorro. Equilibrar duas bolsas, um suporte com café e uma pasta tudo isso em cm/s de um salto de doze centímetros não é nada fácil.

Parei alguns segundos para respirar um pouco, minha respiração estava muito ofegante, retomei o ar e quase fui derrubada por um garoto que passou correndo de bicicleta por mim.

Uma ideia mais idiota do que a anterior de ir andando ate o prédio me veio a cabeça. Olhei no relógio que marcava 07h52min. Eu tinha oito minutos para terminar de atravessar a ponte e chegar ate o prédio, andando certamente não iria dar tempo, mas quem sabe de bicicleta?

– Garoto! — gritei correndo ate ele que freou bruscamente a bicicleta e olhou para trás.

– Ta falando comigo? — perguntou.

– Sim. Dou cem dólares pela sua bicicleta. — ofereci já pegando a carteira. Ele me olhou confuso e negou com a cabeça.

– Ela não esta a venda. — disse pronto para retomar seu caminho.

– Duzentos! — gritei e ele me olhou de cima a baixo me medindo.

– Ah fala serio Dona, a senhora pode me pagar mais que isso. Que tal quatrocentos? — sugeriu. Era só o que me faltava ser extorquida por uma pirralho de 14 anos.

– duzentos e cinquenta! — melhorei a oferta, eu estava desesperada ok, mas pagar quatrocentos dólares por uma bicicleta já era demais.

– trezentos e cinquenta! — ofertou novamente.

– Trezentos e não se fala mais nisso, toma. — disse entregando as notas a ele e puxando-o de cima da bicicleta. Fazia algum tempo que eu não andava de bicicleta, podia dizer que havia perdido a pratica ate, mas logo peguei o jeito e comecei a correr entre os carros. Pedalava o mais rápido que eu conseguia o que não era muito, pois estava muito difícil de equilibrar tudo e usar os saltos.

Passava os faróis vermelhos e como buzina usava minha voz, gritando a cada sinal que ultrapassava. Estava parecendo uma louca e não me surpreenderia em nada de ver uma viatura me seguindo. Mas graças a deus isso não aconteceu e cheguei ate o prédio joguei a bicicleta na entrada mesmo. Johnny o segurança me olhava com uma cara estranha e prendia a risada devido ao meu estado.

– Não ria! — gritei pra ele enquanto to entrava correndo pelas portas de vidro que davam acesso ao hall. Passei correndo pela recepção para conseguir pegar o elevador que já se fechava. Mas graças a uma boa e abençoada alma que segurou o elevador consegui adentrar no mesmo.

– Obrigada. — disse e entrando no elevador parcialmente cheio. Havia umas quatro pessoas ali, contando com o cara que havia segurado o elevador pra mim. Já estava trabalhado ali por duas semanas e já conhecia algumas pessoas, mas ele era novo ali.

–Não foi nada. — disse sorrindo e que sorriso hein...

Só percebi que o elevador já estava operando quando escutei o "blin" indicando que o elevador havia parado em um andar. Só ai me toquei que anda não havia apertado o botão do andar. Olhei para o lado onde a tabela com os números estavam a o cara que havia segurado a porta para mim estava ali, impedindo a passagem.

– Hm... Você poderia... Apertar o vigésimo primeiro pra mim? — pedi sem graça.

– Claro. – disse ele e em seguida apertou o botão correspondente ao numero 21. Ele era bonito, ou melhor, ele era realmente bonito. Cabelos loiros em um corte de cabelo bagunçado mas estiloso, seus olhos eram castanhos amendoados e ele era razoavelmente alto, nos tínhamos a mesma altura, eu já era alta sem esses Loubies de 12cm e com eles ficava só mais alta, da altura dele. Seus trajes eram despojados, ele vestia um blazer azul petróleo da D&G, coleção atual; uma calça jeans preta, provavelmente do Hugo BOSS, como eu sabia de tudo isso? Simples, esse era o meu trabalho, eu era assistente de Miranda Christle, a editoria chefe da revista de moda mais famosa dos EUA, a Runaway Magazine. Esse era o meu trabalho dos sonhos, desde pequena sonhava em me mudar para NY e trabalhar com a poderosa Dama de Ferro – como Miranda é conhecida -. Mas nos meus sonhos não pensei que ela fosse tão terrivelmente diabólica como ela é. Aquela mulher é simplesmente o cão, nada nunca esta bom o suficiente para ela, sempre exigente e mau-agradecida. Frieza era seu sobrenome.


"Blin" soou de novo e sai de meus devaneios. Uma casa que falava ao telefone desceu ali, deixando eu e ele ali. Como estávamos ainda no décimo segundo andar, demoraria um pouco ate chegarmos ao vigésimo primeiro. Olhei pra o relógio e vi que eram 07h58min eu estava fazendo um milagre. Estalou a língua no céu da boa e logo chegamos ao nosso andar, ele me deu passagem e sai primeiro. Nem me liguei em me despedir dele, pois o tempo corria e Miranda com certeza estaria me esperando furiosa no escritório. Abri as portas de vidro rapidamente, joguei as bolsas e a pasta ali e peguei o suporte com o café. Emily me olhava rindo cinicamente enquanto eu ajeitava meus cabelos e passava as mãos na roupa tentando desamassa lá um pouco. Respirei fundo e abri a grande porta que separava nosso espaço com a sala de Miranda. Ela estava com a cadeira virada de costas para a porta e não prestou atenção quando entrei. Segui ate a mesa dela fazendo um barulho proposital com o salto para que ela percebesse minha presença ali. Ela se virou e me olhou dos pés a cabeça parando seu olhar sobre minha camisa, levei meus olhar ate o local onde ela fixava e vi que era o local onde havia caído um pouco de café. Ela mudou seu olhar para seu relógio de pulso e me olhou de novo.

– 08h02min esta atrasada. — disse arrogante e respirei fundo para não retruca-lá.

– A ponte estava parada... — comecei tentando justificar.

– Eu não quero saber. Não me interessa. Agora vá! — disse ela olhando as revistas em cima de sua mesa. Respirei profundamente mais uma vez e sai da sala só dizendo um "com licença". Segui ate minha mesa e quando sentei, ou melhor, quando me joguei na cadeira, pude respirar em paz.

– Já esta cansada Louise? Tsc Tsc, o inferno pra você esta apenas começando. — disse Emily rindo sem humor de mim.

Arght. Como eu a odiava, sempre irônica, fazendo suas piadinhas sem a menor graça. E agora me pergunto o porquê disso? Eu só estava ali há duas semanas e não havia feito nada contra a pessoa dela. Vai entender...

Escutei o barulho da fechadura da porta se mexendo e me recompus rapidamente, me endireitando na cadeira e arrumando a bagunça que estava na mesa.

– Ligue para o Drew desmarcando nosso almoço de hoje, arranje uma desculpa. — disse ela de costas para mim falando com Emily. Ela girou e me encarou por cima de seus óculos de grau.

– você vai mesmo continuar com essa camisa manchada? — perguntou ela sendo direta.

– Ah, não, já vou troca-lá. — disse falhando na voz e gaguejando no final. Ela me encarou mais uma vez e voltou para seu escritório.

– Argth. Droga, o que eu vou dizer? — Emily disse tentando achar uma saída.

– Quem é Drew? — perguntei para Emily, pois mesmo estando ali a pouco tempo, já conhecia muitas pessoas com quem Miranda se relacionava e não me recordava de nenhum Justin.

– O filho mais velho dela. Ele estava viajando com o pai e chegou hoje na cidade. Droga, ele vai ficar decepcionado. — lamentou Emily

– Ah sim. — disse ligando o computador e colocando meus óculos de grau.

– Pensa Emily. Bem, posso dizer que ela perdeu a agenda e esqueceu-se desse compromisso. — dizia ela conversando consigo mesma. — Não, eu já usei essa. Merda! — completou.

– Você pode dizer que ocorreu um problema na editora e ela teve que ir lá checar.. — sugeri abrindo os emails. Emily me olhou de soslaio e bufou.

– Não pedi sua ajuda. — disse ela com toda sua delicadeza para comigo. Por que eu ainda tento ajuda-lá? Ah sim, sou idiota. Revirei os olhos e voltei minha atenção para os emails, lia respondia e anotava os recados na agenda.

– Alo? Drew? — dizia Emily ao telefone com um sorriso meio malicioso.

– Sou eu, Emily, assistente da sua mãe.

–...

– Ahm... Bem, ela pediu para que eu lhe informasse que não dará tempo de ir almoçar com Você hoje. Ela teve um probleminha na editora e teve que ir lá resolver. Mas ela disse que sente muito. – disse Emily usando a minha ideia. Sorri sem humor com isso e encarei-a. Revirei os olhos com tamanha sacanagem na parte dela. Mas o que eu esperaria de uma garota como ela? Ridícula

– Tudo bem, eu digo a ela. Beijos Drew. — finalizou ela, seu tom de voz nessa ultima frase era um pouco mais intimo, como se conversasse com um velho amigo. Ou com um casinho qualquer.

Emily se levantou da cadeira e bateu na porta. Miranda murmurou um breve "entre" e assim Emily fez.


Levantei de minha cadeira e fui ate o armário guardar minhas bolsas. Quando volte para a sala Miranda saiu, ou melhor, desfilava sob seus saltos Jimmy Choo enquanto saia pelas portas de vidro.

– Pra onde ela vai?- perguntei sentando em minha cadeira novamente.

– Se encontrar com Paul. — Emily disse simples. Murmurei um simples "Ah" e sai indo ate a porta.

– Se meu telefone tocar atenda. Vou trocar de blusa. — avisei.

– Não. — disse ela enquanto eu saia, sabia que ela falava aquilo, mas se o telefone tocasse ela atenderia é como dizem "cão que ladra não morde".

Peguei o elevador subindo ate o trigésimo sexto andar. O sonho de toda adolescente que sonha ser estilista, o sonho de toda mulher. Aquele andar era reservado para receber as coleções de todas as maiores marcas dali, Chanel, Dior, Dolce, Stela McCartney, Alexander Wang, Emílio Pucci, aquele lugar era fantástico, todo tipo de roupa para todo tipo de ocasião havia ali.

Passei pela grande porta que guardava aquela espécie de closet gigante Niguel, estava ali com as modelos. Ele dava provas de roupas pra elas que logo estariam fazendo um ensaio pra a edição de aniversario da revista. Me aproximei deles em silencio esperando ele treinar de falar com elas. Ele virou o rosto levemente e me viu ali, sorriu e dispensou as meninas.

– Por Gabrielle Chanel, o que houve com Você garota? Isso é café? — perguntou com rodo aquele exagero costumeiro dele.

– Sim, acabei derrubando um pouco do frapuccino da Miranda nela. Você pode dar um jeito nisso? — perguntei com carinha de cachorro.

– Ahn, eu não sei... Mas posso tentar. — disse com a mão no queixo. — Vem aqui. — disse ele e eu fui seguindo-o ate uma arara onde haviam milhares de camisas de todas as cores possíveis. Uma mais linda que a outra.

– Acho que essa deve servir. Você não tem um corpo de modelo, mas não chega ser uma Adele. — disse e ri com isso.

– Obrigado, ou levar isso como um elogio. — disse pegando o cabide em minhas mãos pronta pra ir ate o vestiário.

– Ei, garota. Isso são Loubies? — perguntou Jonny se referindo aos meus sapatos, quando eu já estava um pouco distante dele.

– Sim, coleção do ano passado, mas são autênticos! — disse falando da mesma maneira que ele falava, ele me olhou meio desacreditado e ri disso enquanto olhava de volta para o caminho para o vestiário.

Continuaa..

Notas finais
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