Suddenly I See
8 Eu tento ser extravagante.
Notas iniciais
CAPITULO 8
Sai da piscina meio atordoada, eu ainda não tinha assimilado o beijo que eu e Justin havíamos acabado de dar. Ou melhor, que ele havia me dado. Retornei até a minha cadeira e peguei a toalha que estava estirada na mesma. Me sequei rapidamente e tornei a me vestir. O olhar de Ryan ainda estava sobre mim e aquilo me incomodou. Eu precisava dar explicações para ele. Afinal eu havia dito que não queria entrar em um relacionamento com ninguém e no dia seguinte estava beijando o melhor amigo dele.
- É. Conseguimos chamar a atenção dele. — disse Justin me despertando do transe, só ai percebi que ele havia se deitado na espreguiçadeira ao lado da minha e segurava uma bebida. Olhei pra onde Justin olhava e vi que Scott me olhava com os olhos cerrados. Ele se aproximava de mim e naquele momento meu estômago se retorceu em nervosismo e medo.
Parada eu estava, parada continuei.
Eu queria me mexer e sair dali para não ter que encarar aquela situação, mas meu corpo não se mexia e já era tarde demais.
- Lola. — disse Scott falando comigo e parando a minha frente.
- Scott... — disse em voz baixa.
Ele estava perto demais e meu corpo não reagiu bem aquilo. Era como se fosse um instinto. Ele deu mais um passo a frente para me cumprimentar e eu dei um passo para trás, finalmente conseguindo me mover.
- Esta tudo bem? — perguntou sorrindo. Sua expressão séria de antes havia dissipado totalmente e ele parecia simpático.
- Sim. — novamente minha voz saiu mais baixa do que o necessário e fiquei em duvida se ele realmente havia escutado.
- Não vai me apresentar seu amigo Lola? — disse Justin interferindo em pé ao meu lado. Aquela situação não poderia ser pior.
- Justin Bie... Justin. — disse ele prestes a revelar seu sobrenome, ele ainda achava que não sabia que era Bieber. Mas relevei isso quando Justin estendeu a mão em cumprimento a Scott, mas ele não fez o mesmo. Scott cruzou os braços e encarou Justin com a cara amarrada.
- Justin, esse é Scott. — disse apresentando-os, meu olhar era fixo no chão, eu não me atreveria a olhar para suas faces.
- E então Lola, como anda sua vida depois da faculdade? Eu te liguei no dia depois do baile, mas... Você não atendeu, eu te procurei e... Você sumiu. Eu só queria me desculpar por ter... Bem... Você sabe. Forcei a barra. — disse Scott e tive que levantar a cabeça para olhar em sua face enquanto ele dizia aquilo.
Tais palavras saindo da boca de Scott Sanders era algo totalmente imprevisível. Por um segundo eu me derreti toda com o timbre de sua voz enquanto ele dizia que havia me procurado. Ele parecia arrependido.
- É... Eu me afastei do campus por um tempo. – disse envergonhada voltando a baixar o rosto.
- Perai. Ele é o cara que... — Justin disse e eu percebi que ele ainda estava ali prestando atenção na conversa.
Justin segurou nos meus ombros e me virou para ele olhando no fundo dos meus olhos. Ele buscava a confirmação de que Scott havia sido o cara que quase me estuprou na faculdade e ali mesmo recebeu a confirmação mesmo eu não dizendo nada.
Eu abaixei o olhar envergonhada. E só ai percebi o que eu estava fazendo, eu estava dando bola pro cara que praticamente traumatizou a minha vida. Eu só podia ser muito idiota mesmo.
O movimento a seguir foi totalmente inesperado.
Justin me soltou e lançou seu punho direito contra o rosto de Scott fazendo com que ele se desequilibrasse e quase caísse ao chão. Eu não conseguia acreditar naquilo, Justin havia batido em Scott, que depois de alguns segundos levantou o rosto raivoso e empurrou Justin para longe fazendo com que ele caísse ao chão. Eu só encarava aquela cena embasbacada com as mãos tampando a boca sem conseguir me mover ou fazer algo.
No mesmo instante, todos, ou uma grande parte, voltou o olhar para Justin e Scott que brigavam feito animais rolando no chão. Scott estava por cima de Justin e tentava socá-lo, mas Justin se protegia com os braços. Essa situação foi invertida logo em seguida, pois Justin rolou mais uma vez no chão com Scott dessa vez ficando por cima. Ele desferia socos contra o rosto de Scott e acertava a maioria.
Rapidamente Fredo conseguiu tirar Justin de cima de Scott e prendeu-o para que ele não avançasse novamente para cima dele. Scott tentou ir ate Justin, mas foi impedido por outro cara que o prendeu em uma chave de pescoço.
- Babaca! — gritou Scott para Justin e ai retornei a realidade me aproximando dos dois e me metendo no meio.
- Seu filho da puta! Covarde! — gritou Justin em reposta e ele estava transtornado de raiva, seu olhar estava vermelho de raiva e ele relutava para se soltar de Fredo.
— Justin! Para! — gritei para que ele parasse, mas não obtive sucesso.
— Otário! — rebateu Scott que tentava inutilmente se soltar do golpe que o prendia.
— Parem os dois! — gritei para que eles parassem.
— O que ta acontecendo aqui? — perguntou Chris chegando no local já meio alterado.
— Esse cara partiu pra cima de mim do nada! — gritou Scott se defendendo. Eles não paravam sequer um segundo de tentarem se soltar e partirem um para cima do outro novamente.
— Covarde! — Justin gritava transtornado. – Eu vou te arrebentar! – gritou.
— Ei ei ei. Baixa a bola ai JB. Não quero saber o que aconteceu, porque não me interessa. Mas vocês vão parar com essa palhaçada agora! Senão vou mandar os dois caírem fora. Entendido? — disse Chris autoritário e seu estado meio alto sumiu dando posto a um Christian maduro e sóbrio.
Quem diria que um garoto tão "pequeno" fosse pudesse se revelar tão poderoso assim. Aos poucos eles foram parando e se acalmaram. O olhar de Justin estava preso no de Scott e o de Scott estava preso no de Justin. Eles se encaravam mortalmente.
Fredo foi soltando Justin aos poucos e o cara que segurava Scott também. Assim que eles estavam soltos, eu pensei que voltariam a se estadear e ate fechei os olhos por um segundo já esperando a briga. Mas não foi isso que aconteceu.
Quando abri meus olhos Justin tinha sumido do meu campo de visão e Scott tambem.
— Ei, ei, a festa não acabou galera! Dj aumento o som! — gritou Chris e a música alta voltou a invadir o local e as pessoas voltaram a dançar, beber e se pegar ali. Procurei Justin com o olhar ficando na ponta dos pés para avista-lo e vi ele seguindo rumo para dentro da mansão.
Corri atrás dele e chamando por seu nome, sabia que ele estava me escutando, mas ele não me dava atenção e aquilo era irritante. Assim que ele chegou à parte de dentro eu acelerei o passo e cheguei ate ele segurando seu braço impedindo que ele prosseguisse.
— Justin, espera. — pedi meio ofegante, ele virou se rosto lentamente pra mim e sua feição estava seria, fechada e mal humorada. Sem contar no pequeno corte em seu supercílio e em sua boca devido aos socos de Scott.
— O que é? — perguntou ele em um tom rude e irritado.
— Eu... Quero falar com você. — disse baixo soltando seu braço e o mesmo instante ele cruzou os mesmos em frente a seu peito. – O que foi aquilo? – perguntei.
— Sabe Lola, você me parecia ima garota inteligente, madura, não uma idiota como você agiu agora. Mas vi que você é como todas as garotas que estão aqui. Você quis chamar atenção do cara que tentou te estuprar na faculdade! Isso é ridículo. — disse ele raivoso e fitar meus pés parecia extremamente conveniente naquele momento. Eu não conseguiria encarar Justin. Ele estava certo, suas palavras me machucaram sim, mas ele estava certo.
— Você deveria sentir nojo daquele cara ao invés de ficar tentando impressiona-lo. Você é melhor do que isso. — concluiu e senti uma lagrima escapar por meu olho esquerdo e pingar no chão.
Todas suas palavras duras eram verdadeiras e por mais que Justin fosse meu amigo aquelas palavras machucavam. Eu sabia que o que eu havia feito tinha sido extremamente infantil e imaturo, mas eu estava arrependida e me praguejava por aquilo.
— Eu sei... Eu sei. — disse baixo levantando o olhar e encarando ele que parecia raivoso e triste ao mesmo tempo. — Desculpe, eu não sei o que deu em mim. Eu só... — comecei tentando me explicar, mas nem eu mesmo sabia o que dizer em relação àquela minha atitude ridícula.
Ele ficou em silencio só me encarando por algum tempo e abaixei. Olhar de novo, pois aquele silêncio estava me intimidando.
— Me desculpe, você não é uma idiota. Eu exagerei... Hum... Vem aqui. Desculpa. — disse ele meio atrapalhado e me puxou rapidamente em um abraço.
Inesperado.
Ate hoje eu nunca havia abraçado Justin e aquela sensação era muito boa, me sentia segura e confortável em seus braços. Ele me apertava, mas não era nada incomodo, era suave. Um abraço muito bom. Eu o abracei de volta e por ele ser consideravelmente mais alto, meus braços contornam sua barriga e ele repousava seu queixo no topo da minha cabeça. Seu cheiro era único, não era o perfume da alguma fragrância importada, era um perfume natural, era difícil de descrever o quão bom aquilo era.
— Me desculpe, mas eu disse que daria um jeito nele. — brincou e ri fungando o nariz.
— Obrigado. Foi gentil de sua parte defender minha honra. — agradeci ainda abraçado a ele.
— Bem agora, eu vou ao banheiro, eu acertei alguns golpes nele, mas não sai ileso. Isso aqui ta doendo pra porra. — disse ele me soltando e tocando em seu supercílio cortado e fazendo uma careta de dor que eu tive que rir.
— Eu te ajudo. — disse.
— Tudo bem, vamos lá. Acho que ainda me lembro onde fica o banheiro dessa casa. — disse ele pegando em minha mão e seguindo comigo ate o cômodo que era o banheiro.
Entramos ali e Justin fechou a porta. Abaixei-me para abrir o armário embaixo da pia, provavelmente o kit de primeiros socorros ficava ali. E estava. Peguei a caixinha branca e coloquei em cima da pia. Justin estava escorado na mesma.
Abri a caixa peguei uma bolinha de algodão e embebedei com soro para limpar o ferimento.
— Vai doer. — alertei e ele fez uma careta mais engraçada que a anterior.
— Você poderia mentir pra mim. Seria melhor. Eu preferiria escutar um “não vai doer”. — disse. Encostei o algodão em seu rosto e ele apertou os olhos com forca e reprimiu um gemido, deixando um breve "ai" escapar por seus lábios.
— Olha o seu tamanho, não acha que é grandinho demais pra isso? — perguntei rindo e limpando o ferimento
— Nunca se é grande mais pra sentir dor. — disse ele. — Ai. – gemeu — Você não poderia fazer isso com mais cuidado? — perguntou afastando o rosto do algodão e me olhando.
— Desculpe, mas quando se aprende primeiros socorros com um general que já tirou balas de dentro de um soldado com um garfo, cuidado é irrelevante. Pensa comigo, se você esta no meio de uma guerra e acaba de levar um tiro, a ultima coisa que você vai lembrar é de ter cuidado nos primeiros socorros. — rebati molhando outro algodão com soro e jogando o sujo no balde de lixo.
— É... Pode ser, mas não estamos em uma guerra e eu não levei um tiro. Então pelo menos seja carinhosa. — pediu e ri rolando os olhos.
Terminei de limpar o machucado e fiz um curativo, depois passei pra sua boca e repeti o mesmo processo, limpei, passei pomada cicatrizante e fiz um curativo.
— Pronto. — disse descartando as embalagens vazias do que eu havia usado, dentro do lixo e fechando a caixa colocando-a no mesmo local de antes.
— Isso não vai ficar com cicatriz não é? — perguntou ele se olhando no espelho e avaliando o curativo que eu havia feito.
— Você poderia ser menos metrossexual? — disse cruzando os braços e olhando pra ele pelo espelho.
— Menos o que? — perguntou erguendo a sobrancelha confusa e ri, pois sua sobrancelha esquerda — a que estava cortada — não se movia como a outra.
— Menos metrossexual. Você é muito vaidoso. — disse.
— Tenho que ser. Meu charme é meu melhor amigo. — disse ele e piscou, ou pelo menos tentou.
— Pensei que fosse o Ryan. — comentei infeliz, droga. Eu tinha que ir falar com ele.
— Falando nele, ele está meio estranho desde ontem... Tenho que falar com ele. – disse e se virou para mim.
Olhei o tronco desnudo dele e bem malhado, gomos marcados na barriga, ombros largos, peitoral definido... Abaixei o olhar medindo-o de cima a baixo e percebi uma tatuagem pequena em seu abdômen.
— Hum... Você também tem tatuagens. – comentei olhando diretamente para sua cintura.
— É... Tenho algumas. – comentou.
— Um pássaro? Tem algum significado? – perguntei chegando perto dele e tocando seu quadril com os dedos.
— É uma gaivota. Fiz inspirada no livro de um autor que eu gosto muito. Richard Bach, ele é um grande cara. Mas também não foi só por isso. É meio que uma tradição de família, toda a família do meu pai tem essa gaivota tatuada no pulso, mas eu quis fazer diferente. – explicou enquanto eu olhava aquela pequena marca em sua pele.
— Entendi, o que esse livro tem de tão especial para merecer uma tatuagem? – perguntei curiosa.
— O livro fala de uma gaivota que queria ser mais que só uma gaivota. Estou tentando ser mais do que uma pessoa normal. Eu tento ser extravagante. – comentou e ri pela forma que ele disse.
— Por que será que isso não me surpreende? – satirizei rindo fraco.
— E tem essa aqui também. – disse tocando suas costelas esquerdas, o desenho era meio escondido. O desenho era na vertical e eram espécies de letras, mas em alguma língua diferente que não sabia identificar. – Está escrito Yeshua, significa Jesus em hebraico.
Fiquei um tanto surpresa com o significado daquela tatuagem, Justin não me parecia um tipo de cara religioso.
— Você não me parece um cara religioso. – comentei.
— Não sou do tipo que vai a igreja todo domingo, e alias já faz um bom tempo que não vou ate um lugar assim, mas eu devo muito a esse cara aqui. – disse ele virando sua perna esquerda e me apontando para sua panturrilha, onde tinha a imagem de Jesus desenhada.
— Você esta me surpreendendo bastante Justin. – comentei e me abaixei, apoiando meus joelhos no chão para observar melhor a tatuagem. – Dessa eu acho que sei o significado: o símbolo das mãos orando representa a fé no poder da oração e a fé em Deus, certo? – disse.
— Isso. – confirmou e me levantei. – Como eu te disse, não tive uma infância muito fácil, e a saída que eu encontrei para não me sentir triste com tudo o que estava acontecendo, foi pedir pra que Deus juntasse meus pais. Eu era pequeno e achava que ele podia resolver tudo... Eu estava enganado. – explicou sorrindo triste.
— Ele sabe o que faz. – disse sorrindo para ele e acariciando seu rosto levemente.
Eu não tinha me dado conta que estava tão próxima de Justin assim, estávamos praticamente colados. Seus olhos alternavam entre minha boca e meus olhos. Acariciei sua bochecha e sua pele era extremamente macia e aveludada. Ao encarar sua boca rosada e ressecada tive uma extrema vontade de colar meus lábios nos dele novamente e sentir aquela sensação incrível que era beija-lo. E eu ia fazer isso, mas fui impedida pela porta se abrindo, rapidamente me afastei de Justin saindo daquele transe hipnótico totalmente louco estava entrando mais uma vez.
Olhei em direção a porta e Ryan estava ali, parado nos encarando. Seu olhar estava perdido e alternava entre mim e Justin. Ele estava chateado e seu olhar denunciava isso.
— Desculpe atrapalhar o casal. – disse irônico e deu as costas saindo dali e nos deixando a sós novamente.
Olhei para Justin que estava visivelmente confuso.
— Eu... Vou falar com ele. – disse Justin e saiu dali me deixando sozinha no banheiro.
— Tudo bem. – disse mas ele saiu antes mesmo que eu terminasse a frase.
Soltei o ar de forma pesada e balancei minha cabeça para os lados a fim de espantar os pensamentos que estavam por vir e que só viriam para me enlouquecer ainda mais.
Lavei minhas mãos e aproveitei e molhei meu rosto e minha nuca também para fazer de relaxante corporal, fechei os olhos levemente só para apreciar melhor a sensação água morna em contato com a minha pele quente.
Eu precisava de um descanso mental, urgentemente.
— Hum... Você vai demorar muito? – perguntou alguém e me virei abrindo os olhos e vendo uma garota com as pernas cruzadas e uma careta feia.
— Oh, não, já terminei. Pode usar, desculpe. – disse secando meu rosto e minhas mãos na toalha ao lado da pia.
Sai do banheiro e dei passagem para a garota entrar, ela me agradeceu com um singelo sorriso. Aquela casa era enorme, mas eu acho que lembrava o caminho para o lado de fora, eu seguia a musica e ia seguindo o som.
Justin’s Point Of View
Ryan andava apressado pelas salas daquela casa e tive que correr um pouco para conseguir alcança-lo.
— Ryan! Ryan, qual é cara to falando com você! – disse e ele finalmente parou e se virou para me olhar.
— O que é? Eu sei que você tem coisas mais interessantes pra fazer naquele banheiro com a sua namorada. – disse ele debochado.
— Hã? Namorada? Ryan você não ta achando que eu e a Lola... – comecei mas ele me interrompeu impedindo que eu finaliza-se a frase.
— Não to achando nada! Eu vi vocês dois se beijando, ou melhor, a festa toda viu! E agora vocês dois no banheiro! Por que você não me disse que estavam juntos? – perguntou bravo.
— Perai perai... Você ta achando que eu e a Lola... Que a gente ta junto? – perguntei desacreditado, não me contive e acabei gargalhando no final.
Não tinha como não rir daquilo. Era hilário! Eu e Lola juntos? Só rindo mesmo. Não que ela fosse feia ou algo do tipo, claro que não, ela era bem atraente. Mas nós éramos amigos e eu nunca entraria em um relacionamento com ela depois de tudo isso que aconteceu com a gente. Ela sabe coisas demais sobre a minha vida para ter um relacionamento comigo.
— Qual é a graça Bieber? – perguntou Ryan com os braços cruzados e me olhando bravo, percebi que ele não me acompanhava a rir e então cessei o riso – com extrema dificuldade.
— Cara, nunca vai rolar nada entre eu e a Lola, nós somos amigos. E aquele beijo foi só uma brincadeira nossa. – expliquei ofegante e controlando o riso.
— Aquele beijo parecia bem real. – retrucou ainda mal humorado.
— Ah, qual é Ryan, você sabe que eu não sou de me amarrar em ninguém. Você é eu melhor amigo cara, não mentiria pra você. – disse, dessa vez serio.
Ele me olhou meio desconfiado, mas acreditou, afinal não havia motivos para isso.
— Tá. – disse simples.
— Mas, por que você ficou tão bolado com essa historia? Você ta afim da Lola? – perguntei curioso. Pois a reação dele havia sido de um namorado ciumento e possessivo quando ele nos viu no banheiro. Obtive a confirmação quando seu rosto se ruborizou e ele começou a tossir freneticamente. – Cara, você ta mesmo afim dela? – disse me aproximando dele e passando meu braço por cima de seu ombro.
— Não.. Claro que não. A Lola... A Lola é... – começou todo atrapalhado e nervoso e ri disso. – Tá, to afim dela sim. – confirmou enquanto nos sentávamos no grande sofá da sala do Chris.
Pelo visto a conversa seria longa, mas interessante.
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