Notas iniciais
Oi meninas, Amanda aqui :) Bem, aqui vai mais um capitulo mesmo sem a quantidade de reviews esperada :/ mas o motivo da demora não foi bem esse... Estamos meio desanimadas pra continuar a fic por causa de alguns comentarios maldosos que estamos recebendo. É uma hater da fic que fica comentando coisas que realmente nos deixam pra baixo.. Ja bloqueamos ela, mas mesmo assim estamos meio tristes :/ Obrigada a voces que leem e gostam da fic, esse foi um dos motivos para nao termos excluído a fic. :/ Espero que comentem...

( roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=64240884&.locale=pt-br)

Louise’s Point Of View


Um mês, vinte e três dias se passaram desde o primeiro beijo que eu e Justin demos. E se você esta se perguntando se eu contei os dias, a resposta é sim. Eu contei cada dia depois daquilo. Agora se você esta se perguntando o por que, bem... Isso eu não sei lhe responder.


A minha relação com ele depois daquele beijo, continuou como sempre, normal. Ele não demonstrava nenhuma vontade de repetir o acontecido como eu também não – mas eu queria. Sim, eu queria, é como eu havia dito antes, era viciante sem contar que ele beijava muito bem. O sabor de seu beijo, era algo meio cítrico com um leve tom adocicado no final, podia ser parcialmente comparado a uma dose de marguerita.


Toda vez que eu o via, era a mesma coisa, eu ficava encarando os lábios levemente rosados e ficava imaginava como seria a sensação de te-los novamente sobre os meus... Fazia isso até o momento em que ele percebia e chamava a minha atenção como agora.


- Lola, você me escutou? – perguntou ele com a testa enrugada em uma meia careta, que o deixava estranhamente mais atraente.


É eu fiz de novo, droga. Controle-se Louise. Advertia a mim mesma, voltando a prestar atenção nele e percebendo que deveria formular algo para respondê-lo.


- Sim, é claro que escutei. – assenti mentindo totalmente sem graça – o que já havia virado habito.


- Então o que eu acabei de dizer? – perguntou cruzando os braços em frente e erguendo sua sobrancelha que já se movia normalmente depois de se recuperar da briga com o Scott no mês passado.

Fiz uma careta e soltei o garfo dentro do prato de macarronada que já estava no final, derrotada.


- Ok, eu não escutei, desculpa. – admiti corando envergonhada e rindo fraco.


- Tsc tsc... Lola, Lola, ultimamente você anda muito desligada. – comentou tomando um gole de seu refrigerante.


- É o trabalho... Anda me estressando muito ultimamente. – disse exausta.


Trabalhar para a famosa “Dama de Ferro” podia ser tornar mais infernal do que eu já havia imaginado. Nada era suficiente, nada estava bom demais quando se tratava em agradar Miranda Pristley. E o pior é que ela nunca ficava feliz se não houvesse alguém, triste, decepcionado ou infeliz ao seu redor.


- Cara, não consigo entender. Se esse seu trabalho é tão ruim, por que você ainda continua nele? Você é uma garota inteligente e pode arrumar um emprego tão bom quanto esse. – disse ele.


- Eu não disse que meu trabalho é ruim... É só muito... Hum... Exaustivo. – disse e ele me olhou com aquele olhar que ele sempre dava, quando não conseguia entender algo, ou até entendia, mas preferia não aceitar.


- Tudo bem, você que sabe. – disse como quem se rende. – Ah, o feriado esta ai... O que você vai fazer? – perguntou se referindo ao feriado de ação de graças que seria daqui a três dias.


- Vou para a casa dos meus pais. – disse animada em lembrar e ele me pareceu meio... Desapontado. – O que foi? – perguntei com um pouco de desespero na voz. Ele havia murchado seu sorriso e me senti extremamente culpada por acabar com uma das sete maravilhas do mundo.

Oi? Eu pensei isso mesmo? Gosh.


- Não foi nada, é só que... Bem, eu costumo passar feriados como estes, sozinho em casa, mas como agora tenho à você... – a colocação que ele usou para dizer sobre a nossa amizade, me deixou extremamente alegre e sorri abobalhada para ele que parecia sem graça e nervoso, tentando encontrar as palavras certas, para que aquilo não soasse algo intimo demais.


- Você queria passar o feriado comigo? – perguntei direta e ele levantou seu olhar me encarando meio corado e segurei um riso fraco, pois só o deixaria ainda mais encabulado.


- É... – murmurou.


- Viaja comigo. – disse de súbito e só ai percebi o que eu havia dito.


Uma viagem de amigos não era nada tão assustadoramente estranho, mas minha amizade com Justin, era meio “confusa”. Nós sabíamos muitas coisas intimas um do outro, mas não sabíamos coisas pessoais, como: sobrenome. Eu sabia o dele, mas ele não sabia o meu e só agora pensando nisso tudo, percebi o quão idiota isso é. Por que esconder algo tão inútil quando já se sabe tanto um sobre o outro? Não fazia sentido.


- Eu... Viajar com você? Para a casa dos seus pais? Com a sua família? – disse ele pausadamente gesticulando com as mãos.


- É, qual é o problema? E Justin eu percebi uma coisa, já somos amigos a bastante tempo, você não acha que deveríamos ao menos saber o sobrenome um do outro? – perguntei, ele me olhou meio desconfiado, olhando baixo, com a mão no queixo enquanto a outra batucava a mesa.


- Justin Drew Bieber. – disse erguendo sua mão em cumprimento e ri.


- Louise Marie Bennet Miller. – disse apertando a mão dele por cima da mesa enquanto sorria. – Drew? – perguntei rindo, ele não tinha cara de Drew.


- O que foi Marie? – disse do mesmo jeito que eu havia pronunciado seu nome do meio.


- Nada... Como só percebi agora o quão idiota foi nós escondermos nossos sobrenomes? – perguntei mais para mim mesma do que para ele.


- É verdade. – concordou sorrindo extenso, permitindo que eu tivesse a visão de seus perfeitos dentes brancos.


Era impressão minha ou estava reparando demais nele? Devia ser impressão. Só poderia ser impressão.


- Ok, agora me diga qual o problema de viajar comigo? – perguntei fingindo estar ofendida pela maneira que ele havia falado.


- Não, não tem problema... Mas é só que... Acho que vou ficar aqui mesmo, qualquer coisa passo com os Butler. – disse ele e rolei os olhos.


- Arght, tudo bem, mas meu convite ainda esta de pé! – disse e o som do toque do celular dele, começou a tocar, ele tirou o aparelho do bolso da calça com uma certa dificuldade por estar sentado e depois atendeu.


- Oi linda. – disse com sua simpatia anormal.


Ele disse linda? Ele não chamava ninguém de linda, alem das irmãs dele é claro. Mas por seu sorriso malicioso com toda certeza ele não estava conversando com Lizzie ou Mel.


- Te pego ás sete. – disse e desligou.


Cruzei as mãos em cima da mesa batendo-as com uma certa força ali e sorri sarcástica pra ele que sorriu de volta da forma mais odiosamente amável.


- Acho que o que você disse sobre eu ter algo mais com Stacy vai rolar mesmo. – disse ele.


Ah, é claro, a vadia magrela e ele ainda estavam saindo. Arght, aquilo me dava náuseas. Sinceramente, eles eram o casal nojentamente perfeito. Justin estava realmente afim dela e isso me irritava profundamente.


Não era ciúme, como eu já tinha proposto a mim mesma enquanto pensava durante noites de insônia. Era só uma... Bem, eu não ia com a cara da garota, mas não por ela ser ela. Era simplesmente por ela ter enfeitiçado ele. Justin não era o tipo de cara que saia mais de uma vez com uma mesma garota, mas ele já havia repetido isso varias vezes nesse ultimo mês. Eu, claro, ficava quieta e não dizia nada sobre isso. Como sempre, só sorria forçado e murmurava um “ótimo” com muito mas muito esforço mesmo.


Terminamos de almoçar e Justin me deixou no trabalho por volta das duas e vinte, eu ainda estava adiantada para voltar a trabalhar, mas resolvi subir logo para o escritório. Miranda já tinha voltado do almoço e pela cara que Emily estava ela não devia estar feliz – se é que algum dia aquela mulher já tenha chegado próximo a um pequeno resquício de felicidade. Emily simplesmente apontou para a sala da Miranda, avisando que eu deveria entrar.


Larguei minha bolsa em cima de mesa mesmo e entrei na sala já me preparando psicologicamente para mais alguma advertência, xingamento, ou reprovamento que iria receber, mesmo sem ter feito nada de errado.


– Com licença. – disse e adentrei na sala, diferentemente do habitual, ela estava com sua cadeira virada para a porta dessa vez e me encarava diretamente. Me prontifiquei a sua frente esperando que ela começasse.


– Quero que você entregue o livro na minha casa esta noite. – informou.


Quase quis pular de alegria, mas me detive pois, se eu começasse a dar pulinhos de felicidade e a bater palmas ali, não sei o que ela seria capas de fazer comigo. Devem estar se perguntando o por que da minha felicidade.


O livro era uma espécie de resumo diário de tudo que teria na revista do próximo mês. Diariamente os redatores, editores, publicitários, escritores, etc, deixavam ali suas ideias sobre o que a revista teria para apresentar no próximo mês. Talvez vocês estejam se perguntando o por que de ser diariamente, certo? Bem, como vocês já devem ter percebido, Mirando não é uma pessoa fácil de se agradar, e raramente ela gostava inicialmente de algo que havia ali. Então ele era refeito varias e varias vezes.


Agora o real motivo da minha felicidade. Estar apto para levar o livro ate a casa de Miranda, era o mesmo que ganhar a chave da cidade. Era algo que ela só confia a pessoas de extrema confiança e ela deixar aquela responsabilidade para mim, foi um sinal de que eu havia conseguido sua confiança. Um avanço a mais, eu devia ter feito algo certo dessa vez e estava orgulhosa de mim mesma por tal feito – ainda desconhecido por mim.


– Tudo bem, é só isso? – disse sorrindo simpática e alegre para ela sem esperar qualquer indicio de retorno.


– Você esta atrasada! Da próxima vez, morra de fome, mas não chegue atrasada. – disse ela se virando juntamente com sua cadeira giratória.


O diabinho que existia dentro de mim, gritou: EU NÃO CHEGUEI ATRASADA SUA VADIA SADICA. Mas o anjinho dentro de mim, apenas me ajudou e me deu controle para que eu murmurasse um “isso não ia se repetir” e coordenou meus pés para fora daquela sala.


Me sentei de volta na minha cadeira e fiz as minhas coisas ate que Emily começou a me explicar como funcionava a entrega do livro na casa da Miranda.


–“ O livro fica pronto em torno das nove, e você tem que esperar ate ele ficar pronto. O motorista vai te esperar lá embaixo, ele vai te levar ate a casa dela e depois vai te deixar na sua casa. Você vai entrar sem fazer barulho algum, nem respire de preferência, vai colocar o casaco no armário ao lado das escadas e vai colocar o livro na mesa com flores. Simples, fácil sem dificuldade alguma. Não olhe para ninguém, não fale com ninguém. E saia.”


Lembrava atentamente a tudo que ela dizia enquanto entrava na casa de Miranda, acho que casa era um substantivo muito rele para definir aquela imensa construção. Nunca havia ao menos pensado em entrar em algo parecido com aquela casa, era elegancia e requinta ate nos mínimos detalhes. Por um minuto – ou cinco – me destrai e só fiquei admirando o hall de sua casa. Me toquei e retornei a realidade com algumas vozes altas que pareciam estar discutindo. Rapidamente olhei me lembrei que deveria colocar o casaco dela dentro do armário ao lado da escada, o meu único problema era, que haviam dois armários ali.


Como eu sou uma mulher madura, escolhi por “minha mãe mandou” e caio no closet direito. Guardei rapidamente o casaco ali e as vozes se aproximavam, percebi que estavam chegando ao local que eu estava e shit. Miranda desci as escadas e um homem descia atrás dela, eles brigavam seriamente e quando Miranda me viu ali, não consegui descrever com palavras a aflição e a tremedeira que percorreram meu corpo naquele momento. Eu senti medo.


Ambos me encaravam calados, e a única coisa que eu consegui fazer foi colocar o livro alguns na mesa com flores e sair dali correndo. Fechei a porta atrás de mim e voltei para o carro correndo. Algo me dizia que meu pescoço estaria por um fio no dia seguinte.


Cheguei em casa tensa, tomei banho tensa, jantei tensa e fui dormir tensa. Ou melhor fui tentar dormir, não consegui devido ao nervosismo que se apossava de mim juntamente com pensamentos totalmente negativos. Mas não foi exatamente isso que me impediu de dormir. Comecei a escutar alguns murmúrios vindo do quarto ao lado e me levantei para checar se estava tudo bem, quando me aproximei da porta do quarto de Candy, escutei um choro vindo de lá de dentro e logo me preocupei. Bati duas vezes em sua porta chamando-a. Segundos depois a porta se abriu, revelando uma Candecy com os olhos vermelhos e o rosto inchado, uma Candecy totalmente diferente da Candy bitch que morava comigo.


De imediato a abracei forte, vê-la daquele jeito me deixou arrasada.


– O que aconteceu Candy? Por que você esta chorando? – perguntei ainda abraçada a ela, sentindo-a soluçar baixinho e derramar suas lagrimas que molhavam meu ombro por debaixo do tecido da leve camisola que eu vestia.


Por alguns minutos foi só assim, ela chorando abraçada a mim, ate que ela se afastou de mim e enxuguei suas lagrimas.


– O que foi? Me diz o por que de você estar assim? – perguntei preocupada, com uma vontade enorme de chorar junto a ela. Mas eu precisava ser forte para consola-la e nós duas chorando não daria certo.


– Não foi nada Lola... – disse mentindo é claro, pois desde quando pessoas choram por nada?


– Candecy Anderson não minta pra mim! – disse mandona.


– É serio Lola... Eu to bem... É só... Só a TPM. – disse inventando uma desculpa qualquer, vi no seu olhar que aquilo era mentira e que ela não queria falar sobre o assunto então preferi não insistir.


– Tudo bem Candy. – disse ela entrou no quarto depois de me dar mais um abraço apertado.


Entrei em meu quarto e foi ai que realmente não conseguiria dormir. Seria uma longa noite.


Dois dias depois

- Não precisa pai, eu pego um taxi quando chegar. – dizia enquanto jogava tudo dentro da mala apressada. É isso que da acordar atrasada.


- Já está decidido Lola, assim que chegar me ligue. – disse papai, como sempre, com a palavra final e desligou. Rolei os olhos e deixei para lá, não teria tempo pra ligar para aquilo.


Terminei de arrumar a mala e corri para o banheiro para tomar um banho, ou melhor, para molhar o corpo. Fiz isso em menos de dez minutos e corri para o closet a fim de escolher uma roupa simples, pois seriam longas três horas em um voo bem cansativo e tedioso ate chegar em casa.


Peguei minha bolsa e coloquei meu notebook dentro dela. Sai do quarto arrastando a minha mala de rodinhas e segui para a sala. Lembrei-me que havia deixado meu celular no quarto e voltei correndo para pegá-lo.

— Ai meu deus! E estou mais do que atrasada! Vou perder meu vôo. — disse a beira de ter um colapso nervoso.

— Lolita, pode se acalmar ok? Você não vai perder o vôo, so acordou atrasada. Agora respira e se controla. — disse Candy depois de rir .

— Tudo bem, respirar. É... É isso... Eu so tenho que respirar! — disse para mim mesma em uma tentativa falha de me acalmar. O que na maioria das vezes era sempre inútil.

— Lola Lola Lola, olha pra mim. — e assim p fiz. — Inspira. — disse e puxou o ar e fiz mesmo. — E expira. — disse soltando o ar assim como ela. — É fácil. — disse ela e repleto mais umas duas vezes isso.

— Agora, você vai sair por aquela porta, vai entrar no taxi que ja esta te esperando lá embaixo e vai pra pegar o avião que não vai decolar sem você. Ok? — disse ela me levado ate a porta empurrando meus ombros.

Ela tinha razão.


Nesses ultimos dias, depois da fatídica noite em que Candecy chorou no meu ombro, eu e ela, nos tornamos mais amigas. Eu não havia insistido na razão pela qual ela chorara, pois sabia que aquilo deixaria um clima desagradável entre nós e eu realmente não queria aquilo. Mas ela estava bem, estava mais alegre — mais do que o normal — ela não saia mais para as noites para tentar arranjar um cara rico, ela só ficava em casa comigo todas as noites. Nós parecíamos duas adolescentes vivendo a adolescência, assistíamos filmes e comíamos porcarias todas as noites depois do meu trabalho. Conversávamos por horas e horas durante a madrugada e esse era um dos motivos pelo qual eu acordei atrasada hoje e estava prestes a perder meu vôo para Califórnia.

— Tem certeza de que não quer ir comigo? — perguntei uma ultima vez antes de entrar no elevador.

— Tenho Loly, vai ficar tudo bem. Eu vou ficar aqui e me entupir de pipoca assistindo o show da Madonna na Fox. — disse ela sorrindo abertamente.

— Tudo bem, qualquer coisa me liga, — disse e a abracei. Nesses dois dias nos abraçávamos mais frequentemente, éramos como melhores amigas de infância.

— Eu sei. Agora vai vai vai. — disse e me empurrou para dentro do elevador. Acenei para ela e logo as portas se fecharam.

(...)

Devia ter me agasalhado mais.

Pensei assim que pisei fora do avião e senti todos os meus pelos dos braços descobertos, se arrepiarem. O comandante havia dito que faziam 12 graus aqui em terra e me praguejei por não ter separado uma blusa quente.

Peguei minha mala e sai da área de desembarque seguindo pelo corredor que estava amontoado de pessoas esperando seus parentes ou algo do gênero. Sabia que não haveria ninguém me esperando ali, ou melhor, eu achava isso, pois no minuto seguinte para a minha surpresa e imensurável felicidade, um cara alto com um físico malhado e com uma cara de durão me esperava ali de braços abertos e com um sorriso gigante no rosto. Tal cara durão era conhecido como Michael Bennet. Meu pai.

(http://weheartit.com/entry/39265476/via/doublebitch)

Deixei minha mala e corri até ele, pulando em seus braços. Sentir os braços de meu pai ao redor do meu corpo me deu uma sensação de proteção a qual eu não sentia a muito tempo, me sentia segura ali. Segura de tudo e de todos, mas essa segurança não era devido a sua força física – que era extremamente poderosa – mas sim, uma segurança provida de um sentimento que era difícil de descrever. E eu senti falta disso, ah como eu senti.


- Pai. – disse alegre assim que ele me colocou de volta ao chão.

— Filha, que saudade de você. — disse ele bagunçando meu cabelo.

— Senti sua falta. — disse o abraçando novamente para sentir-me segura de novo. — Onde esta mamãe? — perguntei sentindo a falta dela depois de procura-la com o olhar.

— Ela ficou arrumando algumas coisas em casa. Sua vó Audrey virá e como sempre sua mãe esta fazendo de tudo para impressiona-la. — disse ele. — Hum... Ronnie não vai dar as boas vindas a sua irmã? — perguntou papai se virando e aí pude ver que Ronnie estava ali atrás dele. Ela estava com seus braços cruzados com suas roupas largadas e sua expressão debochada de que não se importa com nada nem ninguém.


( Ronnie: http://weheartit.com/entry/37073559/via/MiriamCarvalho)

— Ah, olá Ronnie, senti sua falta. — disse me virando e dando um abraço nela, ela não retribuiu e eu nem esperava que ela o fizesse. Apenas abracei e soltei-a em seguida.

— Podemos ir logo? — disse ela me ignorando. E papai rolou os olhos.

— Vamos. — ele disse pegando minha pequena mala. Ronnie seguiu na frente andando apressada e eu e papai seguimos atrás dela.

— Pensei que ela fosse mudar, quando eu fosse morar em NY. — comentei sobre o comportamento de Ronnie.

– O problema nunca foi você, eu só... Não consigo entende-lá. Acho que ninguém consegue. — ele disse meio frustrado e o abracei de lado.

Ronnie sempre implicou comigo, ela realmente não gostava de mim, nunca tivemos uma relação fraternal comum. Ela simplesmente não gostava de mim e nem ao menos me deixava saber o motivo disso.

Chegamos no carro. E para a minha surpresa, não era a Land Rover preta de papai, era a meu Mustang antigo, papai havia me dado quando eu havia feito 16 anos, era praticamente uma lata velha, mas não, ele estava totalmente limpo e parecia novo. Olhei para papai que tinha um sorriso orgulhoso em seus lábios, corri para o carro e o abraço como se fosse um ser humano. Meu primeiro carro, ele era meu bebe.


(carro: http://weheartit.com/entry/42823999/via/marisalles)


— Da pra você parar de abraçar o carro? — disse Ronnie com a voz raivosa e envergonhada, mas eu não estava me importando com o que ela estava pensando.

— E ai, gostou da surpresa? — disse Michael chegando perto do carro. — Dei um trato nele, e mandei para o mecânico, ele já estava meio enferrujado, mas dei um jeito. — disse orgulhoso de seu trabalho. Soltei o carro e corri abraçando ele.

— Obrigado! Não sei como agradecer. — disse enquanto dava beijos na bochecha dele.

— Que tal me dando uma carona ate em casa? — disse ele partindo o abraço e andando ate o carro. Ele tirou as chaves do bolso e jogou pra mim. Peguei-as ainda no ar e entrei no banco do motorista.


— Ainda se lembra como botar essa maquina pra funcionar? — perguntou enquanto colocava o cinto de segurança, no banco traseiro Ronnie rolava os olhos e soltava o ar de forma pesada denunciando seu tédio.

— Claro! — disse e liguei o carro. Nos primeiros minutos eu estava meio atrapalhada, mas logo peguei o jeito. E segui ate em casa, no caminho papai me auxiliava e contava sobre novidades.

Chegamos em casa uns quinze minutos depois. Era tão bom estar de volta em casa, era incrível, me senti livre, sem pesos, sem cobranças, me sentia com 16 anos de novo..

— Querida! — gritou ao me ver e corri para abraça-lá.

— Mãe. — disse e ela me apertou forte. Era tão bom sentir aquele carinho maternal de novo.

— Senti tanto sua falta. — disse ela com a voz embargada.

— Own mãe, eu também. — disse partindo o abraço. Ela enxugou as lagrimas que pensavam em cair.

— Veronnica Bennet Miller. Desça aqui agora. — disse papai bravo com a voz grossa. Por ser um, general sua voz era extremamente intimidadora. Pude escutar a porta no andar de cima sendo batida com forca.

— Essa garota já esta passando dos limites. — disse ele nervoso.

— Pai, deixa ela... — disse tentando amenizar a situação.

— Não. Ela tem que aprender a me respeitar. — disse ele já subindo as escadas nervoso.

— Deixe-os pra lá, eles sempre acabam se resolvendo. Mas e então... Como é lá? — disse entusiasmada se sentando no sofá e fazendo com que eu me senta-se ao seu lado.

— NY é como dizem... Tudo é mais mágico. E... Perfeito. — disse rindo.

— E os rapazes, já tem algum namorado? — disse ela como se eu tivesse quinze anos.

— Os rapazes de lá são lindos mas não valem nada. Porque todos só querem saber de sexo, — lamentei. — Mas tenho um amigo, Justin, ele é incrível. Totalmente diferente de mim, mas é engraçado falar com ele. — disse sorrindo ao me lembrar das nossas conversas, e senti falta dele.

— Hum amigo? Ele é bonito? – perguntou com um leve tom de malicia na voz, que seria quase impercepctivel para qualquer outra pessoa, mas eu conhecia muito bem a senhora Stella Bennet Miller.

— Sim, ele é um típico nova-iorquino. Rico, bonito, charmoso mas não vale nada. — disse e ela fez uma cara engraçada.

— E o trabalho? Como é trabalhar para a “Dama de ferro”? – perguntou ela enfatizando as ultimas duas palavras.

— É... Bom... Meio puxado, mas valera a pena no futuro. — disse meio tediosa.

— Hum... Certeza disso? — disse ela desconfiada.

— Sim, mas e as coisas por aqui? — perguntei. — Tem notícias de Nate? — perguntei meio triste ao me lembrar dele.

— Hum... Que tal você ir para o seu quarto e relaxar um pouco? Deve estar com fome não é? Fiz seu prato favorito, lasanha vegetariana, deve ficar pronta m meia hora. Ai conversamos melhor ok? — anunciou.

— Tudo bem vou arrumar minhas coisas no quarto e já desço. — disse e me levantei. Percebi que minha mala não estava ali, então provavelmente papai havia levado.

Dei a volta no sofá e subi as escadas ate o andar superior onde ficavam os quartos. Fazia tanto tempo que não andava por aquele corredor o cheiro único e acolhedor continuava o mesmo. Havia seis portas, três do lado esquerdo da parede, e duas do outro e uma no final do corredor o banheiro.
Segui ate a porta do lado esquerdo, a porta antecedente a minha era a do quarto de Ronnie, onde haviam placas com dizeres "ger out" e alguns adesivos de bandas de rock. Virei à maçaneta de ouro da porta correspondente ao meu quarto e abri. Era tão estranho estar ali de novo, me sentia em casa, mas me sentia uma estranha ao mesmo tempo. Eu abri a porta e empurrei, entrando no quarto. Pra minha surpresa havia uma silhueta masculina virada para a janela e de costas para mim. Não precisaria ver seu rosto para saber que era ele, mas assim que ante se virou, pude ver seu sorriso lindo e corri para seus braços em um abraço apertado.

Meu deus como eu senti falta disso. Seus braços fortes me apertavam e aquilo seria desconfortável e doloroso, se não fosse tão incrivelmente bom. Tanto tempo sem sentir esse seu cheiro único, sua pele quente, sua respiração contra a minha, tanto tempo sem poder ao menos vê-lo. Era difícil de acreditar que ele estava ali. Meu melhor amigo.

— Nate. — sussurrei ainda sem ter totalmente certeza de que ele estava ali.

Pequena, senti tanto a sua falta. — disse e me apertou mais e eu fiz o mesmo. Não queria solta-lo nunca mais.



( Nate: http://weheartit.com/entry/44119103/via/mgiovana)


Notas finais
Gostaram? Eu espero que sim... deixem comentarios por favor.. :/ - Amanda