Submissa

1 Capítulo I — Fogo


Notas iniciais
Neste capítulo não terá nada de impróprio, por isso podem ler a vontade, sem interrupções, eu creio que os atos pesados só comecem no capítulo três para cima.
[THr]

A Harry Potter Fanfic

Harry Potter © J.K Rowling

© MaryLove

Tom & Hermione

Romance | Drama | Suspense

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♦ Submissa

Capítulo I — Fogo


O fogo alastrava-se rapidamente pela casa, consumindo a construção, lambendo a madeira, enquanto as chamas alaranjadas, em estalos repugnantes deleitavam-se na angústia dos bombeiros que tentavam controlar o fogo, em poucos minutos o fogo já não existia, apenas resíduos do mesmo, como a fumaça acinzentada que saía da casa em direção do céu noturno.



Os bombeiros locomoveram-se rapidamente deslocando-se á casa, correram procurando corpos ou sobreviventes do fogaréu, com as máscaras do nariz a boca tentando não exalar a fumaça, um dos bombeiros de cabelos acastanhados adentrou num quarto em rosa, infantil, e feminino obviamente.



Procurou algum corpo morto, nenhum. Fechou os olhos rezando por esta família, foi quando este ouviu um pequeno estalo e um gemido detrás do armário queimado, reto como carvão, rapidamente afastou o armário que se estilhou no chão desmanchando-se como gelo.



Viu o corpo pequeno e encolhido, infantil, pegou a criança cuidadosamente no colo saindo em passos apressados gritando e rindo de alegria por ter uma sobrevivente do fogaréu, do grande incêndio que ocorreu na casa da pequena criança frágil e quebradiça.



Aproximou-se da ambulância que ali residia pondo o corpo delicadamente na maca de hospital, acenando os médicos partiram o mais rapidamente para o hospital.



O bombeiro sorriu para si mesmo com lágrimas acumuladas no canto dos olhos, os pensamentos agora viajando na mulher.



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De mãos dadas com a mulher gerente do orfanato adentrou na mesmo receosa, a mulher mandou-lhe um sorriso singelo obrigando-a a adentrar completamente no orfanato observando as crianças brincarem pelos corredores.



— Venha querida. — a menina sentiu-se ser puxada pela mão para dentro de um pequeno escritório, engolindo em seco sentou-se na cadeira de plástico com as mãos e as pernas juntas de modo tímido, a mulher pegou alguma pasta e abriu-a com a caneta em mãos. — Qual é o seu nome, menina?



— Hermione. — suspirou de modo tímido. — Hermione Órion Black, senhora.



— Um nome bem incomum. — arqueou uma sobrancelha, suspirando escreveu algo na pasta, rabiscando algo e em seguida escrevendo novamente. — Idade?



— Cinco. — respondeu receosa, a mulher sorriu-lhe e escreveu algo no papel de modo concentrado, Hermione rodou os olhos pelo cômodo, não pareciam muito aconchegante, as paredes amareladas pelo mofo, as poltronas rasgadas e a cor desbotada.



— Você já pode ir, meu bem. — rapidamente a menina virou-se para fora do pequeno escritório e em passos apressados deixou-se guiar automaticamente pelos passos parando no grande jardim e em vez de juntar-se as crianças que brincavam correndo umas atrás das outras se sentou num canto escuro da parede sentindo-se segura ali, sozinha.



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UM ANO DEPOIS



— Ela está ali, senhor. — a mulher apontou para a criança sentada sozinha num canto da parede, arqueou a sobrancelha.



— Obrigada por mostra-me minha sobrinha, fiquei aflito quando soube que meu irmão avia morrido, pensei que ela também estaria morta, queria voltar o quanto antes, mas só pude voltar depois de um ano. — ele sorriu sedutoramente para a mulher que corou e continuou a conversa.



— Se fosse com minha sobrinha eu também ficaria aflita, nem sei o que seria de mim já que não tenho filhos. — olhou-o pelo canto dos olhos. — Nem namorado.



O homem sorriu, parou-a quando já estavam chegando perto da sobrinha, pegou-a pelos ombros e olhou nos olhos da mesma.



— Daqui eu vou sozinho, quero conversar a sós com minha sobrinha. — a mulher assentiu sorrindo meio corada e girou os calcanhares distanciando-se do homem, este recuperou a expressão fria e caminhou em direção à menina. — Black.



A menina o olhou com os olhos opacos, arqueando uma de suas sobrancelhas castanhas e perfeitas, só viu o cabelo negro partido perfeitamente e sedoso, os olhos cor de diamante com um brilho distante, e as roupas arrumadas e ricas, quase nobres.



— O que você quer? — perguntou rude para o homem que não esboçou nenhum sentimento em suas expressões nem em seus olhos claros.



— Quero conversar. — e a única coisa que esboçou foi um sorriso sádico para a menina que se encolheu encostada no muro da parede, com a pouca dignidade presente ergueu a cabeça olhando-o diretamente nos olhos.



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CINCO ANOS DEPOIS



— Você sabe o que fazer agora. — a voz sem sentimentos de Tom retirou a sua atenção, e olhando-o atentamente ela viu que ele parecia preocupado. — Não me decepcione.



— Eu não irei Tom, nunca. — despediu-se com um único aceno, seco. E mesmo com esse tipo de despedida, seca, ela já sentia, apesar da face fria, inexpressiva, por que ela já o amava secretamente, e ela o escondia bem fundo, em seu coração.



Hermione sentou-se em uma cabine vazia absorta em pensamentos, ela sabia que Tom tinha aquelas empregadas, mas não simples empregadas — não para ele —, eram mais para escravas sexuais para satisfazer seus desejos, e ela não gostava nem um pouco disso, ela odiava, e obviamente, ela sentia ciúmes, mas escondia bem, bem até demais para ela, era uma ótima atriz, poderia dar-se bem com as trouxas.



Um pouco depois um garoto louro magrelo, pequeno adentrou na cabine, os cabelos penteados para trás num toque platinado, e os olhos acinzentados não a enganavam, este deveria ser Draco Malfoy. Interessante, pensou a menina com um sorriso nos lábios assustando o loiro que se sentou sem pronunciar uma palavra, mas um pouco depois — quando o trem começou a movimentar-se — apresentou-se:



— Draco Malfoy. — estendeu a mão pálida, média para a menina de sua idade, ainda receoso no caso da menina ser nascida-trouxa, mas ignorou a hipótese e apresentou-se de modo elegante, a menina sorriu-lhe fria e apertou sua mão.



— Hermione Black. — o menino assustou-se piscando repetidas vezes, apertando a mão da menina com mais firmeza. — Você não deve conhecer meu pai, morreu quando eu tinha cinco anos, Régulus Black.



— Eu já ouvi falar dele, era o primo de minha mãe, mas morreu, entendo. — este suspirou sorrindo mais alargadoramente ao ver que a menino, pelo que parecia, puro-sangue, continuou a conversa alegremente até chegarem à Hogwarts.



Hagrid guiou os alunos com certo brilho nos olhos que o atingia quando se via novos bruxos, tão novos, mas tão interessantes.



Hermione e Draco continuaram juntos conversando minimamente apesar de estar todo o tempo juntos, estavam mais interessados em notar os detalhes de Hogwarts, impressionados, apesar do orgulho não os deixar demonstrar nenhum tipo desse caractere físico na expressão.



— Bem vindos alunos calouros, primeiralistas. — deu um aceno com a cabeça para os alunos com um sorriso no rosto enrugado. — Hoje começa mais um ano para os calouros, e será o primeiro para os novatos, dou as boas vindas a todos, e creio que vivemos esses dias em harmonia, e apesar de algumas intrigas, brigas ou até duelos, isto é extremamente proibido, sair de seu dormitório depois do toque de recolher, assim como ir para a Floresta Proibida. Isso é tudo, comecemos a seleção!



A que casa pertencer? E a mim vem recorrer



Se for sábio e moral, qual Roweena Corvinal


Inteligente e calculista, como Salazar Sonserina

Justo, paciente e sem medo de luta, tal como Helga Lufa-Lufa

Ou ousado indômita e corajoso, como Godric Grifinória

É só me colocar em sua cabeça

E te direi concerteza

Em que casa está seu coração

E assim termino essa canção


Hermione viu o menino-que-sobreviveu não muito longe de onde ela estava, mas resolveu ignorá-lo e se fingiu interessada na seleção.



— Weasley, Ronald. — a mulher de rosto enrugado recitou lendo o pergaminho que segurava dentre as mãos. Um menino de cabelos ruivos, olhos azuis, e pequenas sardas no rosto sentaram-se no banquinho, um pouco depois a voz do chapéu foi ouvida “Grifinória!”



— Potter, Harry. — o menino magrelo de cabelos negros e olhos verdes engoliu em seco e sentou-se no banquinho, não demorou muito para a seleção da casa do menino, parecia tão clichê em qual casa ele ficaria “Grifinória!”



— Malfoy, Draco. — o menino sorriu arrogante e sentou-se no banquinho sem dúvidas e sorriu ao ouvir a seleção da casa “Sonserina!”



— Black, Hermione. — Hermione sentou-se no banquinho sem preocupações, a voz do chapéu invadiu sua mente deixando-a absorta em pensamentos, pouco depois a voz do chapéu ecoou pelo salão “Sonserina!”



Hermione se sentiu orgulhosa de si mesma, ela sabia que Tom adoraria saber que ela havia sido posta na casa na qual ele pertenceu — além de ser a melhor casa de Hogwarts. Ela mesma orgulhou-se de ter esse posto, por que ela sempre seria uma cobra, fora de seu ninho, mas uma cobra.



“Anatomia humana, que clichê



Prefiro pesquisá-los os matando


Você tem que sentir o cheiro da carne deles por dentro

Tão delicioso.”

— Desconhecido.

Notas finais
Eu gostaria de receber reviews. Tom demonstra apenas, um pouco de carinho, mas não ultrapassa disso, deste ato.