Strokes

31 Old revenge


Notas iniciais
~Eu sei, eu enrolei, blá blá blá! Mas aqui está. O que aconteceu: Sábado fui para uma festa e tal, não deu para postar; domingo de manhã eu dormi para recuperar minhas energias e o resto do dia trabalhei; Segunda fui para escola, tive duas horas livres antes de ir para o trabalho e as utilizei para ir à minha consulta, trabalhei, trabalhei, trabalhei, REESCREVI esse capítulo porque achei a outra versão uma fezes, mas aqui está! . Peço perdão pelo capítulo passado que eu não revisei, vários erros de digitação, frases em itálico saíram normais, frases normais em negrito... Vou arrumar em outro momento, sorry! . Vou tirar tempo do meu ... para poder responder todos os reviews atrasados, recomendações, tudo, todos, sorry! A Milk AMA cada reviews, cada um de vocês, mas sempre to na correria. Enfim, novamente obrigada! . Espero que gostem do desfecho do capítulo.

.o0o.

–Como eles não vieram ao nosso encontro, teremos que ir ao deles, o que torna tudo um saco! -Reclamava Naruto. -A razão para não termos sido atacados essa noite podem ser essas: ou eles realmente não sabem que estamos aqui ou eles sabem, mas preferiram nos esperar em seu covil. Sairemos aqui acreditando na segunda opção!

–Que pessimismo! -Sakura exclamou enquanto terminava de dobrar a barraca.

Naruto tentava em vão tirar sugestões de ataques diretos dos mercenários, mas eles eram tão falantes quanto um troco de árvore. Quando Naruto decidiu que enviaria clones na frente para chamar a atenção dos rebeldes, Sasuke sugeriu que um dos mercenários fosse, pois se havia a possibilidade dos prisioneiros não saberem que eles estavam por perto, eles não se alarmariam tanto com uma presença desconhecida como a dos shinobis de Gaara, se Naruto enviasse seus clones, o alarde seria bem maior, já que o retorno já era esperado por parte deles.

Nenhum dos mercenários protestou contra a ideia de Sasuke, instantes depois os nove saíam rumo ao esconderijo nas proximidades. Não se moveram por muito tempo, Naruto fez sinal para Sakura e Sasuke pararem e quatro dos seis shinobis de apoio seguiram para invocar a alcateia. Sasuke ativou seu sharingan, Sakura instintivamente se virou para ele, lançando-lhe um olhar reprovador que o Uchiha descartou com eloquência.

Naruto invocou três clones para reunir chakra na natureza para que assim pudesse entrar em Modo Sennin; Sasuke aplicou pela última vez o colírio que Sakura lhe preparou e ela estava pensativa, olhando fixo para a direção onde os quatro ninjas de Suna haviam seguido.

–Vinte e cinco… Vinte e seis e vinte e sete! -Exclamou Naruto. -Há vinte e sete no subterrâneo!

–Há quantos no solo? -Sasuke estreitou os olhos para o mesmo local que Sakura almejava com uma excitação sedenta.

–Cinco, provavelmente de guarda. -Respondeu saindo do Modo Sennin. -Seria muito mais fácil com um Byakugan… -Murmurou com um cansado repentino.

–Tome isso. -Sakura colocou sua última reserva de pílula de soldado. -Vai reestabelecer seu chakra mais rápido…

–Isso é…

–Só toma! Mais tarde não poderei gastar meu chakra curando você! -Vociferou. Um dos mercenários fez um sinal para Naruto, já perceberam a presença hostil e começaram atacar. -Vamos lá! -Sakura não hesitou quando Naruto tentou intervir, os dois shinobis que Gaara lhes encaminhou seguiram a kunoichi impulsiva, deixando Naruto e Sasuke para trás.

–Já sabe o que fazer, Sasuke? -Naruto o indagou com seriedade. Estava notoriamente aborrecido com aquela missão.

–O que ganho em troca? -quis saber com serenidade. Alguma árvore tombou mais à frente, mas ambos permaneceram fixos no mesmo local.

–Seu propósito. -respondeu com altivez.

–Não sou criança para satisfazer-me com curiosidades tolas… -rebateu entredentes.

–Que droga, Sasuke! Não temos tempo! -alterou-se.

–Não confio em você. Vou fazer o que ela me pediu. -Naruto aproximou-se perigosamente do rosto de Sasuke, cuspindo as palavras no rosto pálido, sufocando-o com seu hálito de noite mal dormida:

–Sabemos que ela não consegue sozinha e que não vai aceitar minha ajuda! Ela é tão importante para mim quanto para você! Se quiser voltar a enxergar terá que fazer isso por nós. -Naruto avançou para luta antes que Sasuke o prendesse mais, mas era inevitável, a última palavra era de Sasuke. Quando foi ultrapassado, o Uchiha deixou por trás do seu ouvido sua exigência.

–Quero a Polícia Militar de Konoha. -Automaticamente os olhos de Naruto se voltaram para o símbolo do Clã Uchiha nas camisa de Sasuke.

–Você ao menos sabe se vai conseguir sua liberdade? -Vociferou com um falso pessimismo, pois ele mesmo não achava possível que Sasuke voltasse para a prisão.

–Quando for elegido à Hokage, você rá dá-la à mim. -Finalizou a conversa mesquinha. Chegando à concentração, perceberam que não estavam muito atrasados.

Homens saiam de dentro das pedras como formigas fugindo de um formigueiro recentemente cutucado, avançavam em dois em cada mercenário, em Sakura, neles. Ainda na luta corpo a corpo, Naruto assumiu que o nível de combate estava praticamente o mesmo da madrugada em que foram atacados, não eram ninjas que sucumbiam com um mero golpe.

Após alguns minutos, Sakura perdia a paciência do empate e recorria à Sasuke no intervalo de cada golpe.

–Naruto! -Sasuke o chamou.

–Estou aqui! -Sasuke se defendeu de mais um ataque do adversário e olhou para os lados. -Aqui! Aquele é meu clone! -Naruto berrava atrás dele.

–Vá se…

–Que é?

–Sakura.

–O quê que tem?

–Ela quer entrar. -Com o punhal da espada, Sasuke deferiu um golpe com toda a força num dos homens que o atacou que caiu desmaiado aos pés dele.

–Ela tem que aprender a esperar! -Um dos clones de Naruto segurou o rebelde enquanto o original afundou a esfera do rasengan na caixa torácica do homem.

–Tarde demais. -informou assim que cortou superficialmente o pescoço de mais um rebelde. Contou cinco ao seu redor, desmaiados ou meio mortos.

–Mas que droga! -Naruto praguejou. Fez o selo para invocar mais Kage Bunshins para lutar por si e aproximou-se de Sasuke. -Você precisa entrar lá e…

–Ela sabe se defender sozinha, Naruto! -Com uma meia lua derrubou mais um oponente, aproveitando a brecha para enterrar sua katana no abdômen dele, que gritou tão alto que obrigou Sasuke a afundar mais a espada em suas vísceras para que morresse mais rápido e fizesse silêncio. Um dos mercenário se colocou entre Naruto e Sasuke, literalmente, e sustentou o olhar no Uchiha.

Sasuke entendeu o recado. Um segundo guarda costa de Gaara o acompanhou; entraram sem dificuldades no esconderijo, pois o genjutsu que deveria ocultá-la era um dos mais básicos; desceram em poucas passadas a escada que os conduzia para o subterrâneo, ao contrário do que pensavam, a luz não estava tão escassa, o túnel era iluminado por tochas e ao longo do caminho já eram perceptíveis os rastros da recente passagem de Sakura.

Havia um corpo de buços no meio do corredor , Sasuke o virou com pé e reconheceu o rosto (desfigurado) de um dos retratos que Naruto lhe mostrou na noite anterior. Sakura já estava riscando os primeiros itens da lista.

Enquanto caminhavam pelos corredores longos e estreitos, encontrando mais corpos e tochas apagadas, Sasuke começou a escutar um ranger persistente, como o de um brinquedo sem verniz. Mais algumas passadas e percebeu que o som vinha do guardião de Gaara à sua frente que estancou como estátua.

–Hey! -O homem estava ereto, apenas com a cabeça tombada para a frente e o manto lhe cobrindo o rosto. Quando Sasuke tocou o braço dele, por um reflexo viu uma luz azulada cintilar através de um fio que se estendia pelo corredor até onde sua vista se estendia. -É uma marionete.

Rapidamente tratou de se afastar, pois desconfiava que algum mecanismo de autodefesa havia sido ativado assim que ele tocou o boneco. Se perguntava quem poderia estar o manipulando, se todos os outros também eram e se por esta razão que nenhum deles falava. Deparou-se sozinho na toca imunda em busca de uma garota possessa de ódio. Uma explosão aconteceu no local onde ele deixou a marionete inútil que fez o solo que servia de teto para o esconderijo ceder.

Sakura não era nenhum pouco cuidadosa com os corpos. Matava os homens de forma rápida e precisa, a maioria dos cadáveres estavam com cortes profundos nas áreas onde as artérias principais passavam, inclusive na virilha, bastava um corte e eles sangravam até a morte. Sasuke encontrou dois ou três homens se contorcendo no chão com uma gosma esverdeada sobre o corpo, um ácido que os corroía rapidamente.

Sasuke apressou mais ao passo até que ouviu o som metálico de kunais e espadas, Sakura estava lutando. Correu até o final do corredor e a encontrou batalhando com cerca de dez homens. Estavam localizados no espaço entre o solo úmido e uma gigantesca pedra sob uma das cachoeiras do País do Rio, formava uma espécie de gruta que amplificava o som metálico da batalha é ecos ruidosos

Ele não pediu permissão, retirou a katana da banha e avançou sem demora a afundou no primeiro homem que cruzou na sua frente. Reparava bem aqueles rosto familiares, todos estavam nos registros que Naruto havia lhe mostrado na noite anterior.

Sasuke ainda se perguntava o que eles tinham a ver com Sakura.

–Sasuke! Saia daqui!

Reparou também o estado de Sakura, banhada de sangue. Ele sabia que a maior parte daquele licor vital não pertencia à ela, entretanto não pode deixar de se preocupar. A cada homem que ela derrubava, levantavam-se dois e avançavam todos de uma vez, atacavam com um ódio brutal, queriam vingar a responsável pela chacina nos corredores estreitos daquele esconderijo úmido e precário. Amigos, mestres, irmãos… Todos regando o solo fétido do esconderijo mal feito. Aqueles homens restantes não iam deixar barato para a assassina.

Ele observava Sakura com uma habilidade que jamais presenciou, nem na guerra; íntima das armas, mais rápida ao esquivar de algum golpe, precisa ao aplicá-los. Sasuke achava incrível demais para ser Sakura, a menina meiga, cheia de princípios antropocentristas e habilidades limitadas, mas o brilho dos olhos verdes combinados ao Selo Yin não negavam, era a Haruno, também pupila de um dos sannins.

Durante os poucos segundos que Sasuke hesitou em interferir, a observou lutar com dois, três e até quatro homens de uma vez. Numa mão uma pequena espada, na outra uma áurea de chakra esverdeado que corrompia as células dos adversários que ela tocava. Pela sua expressão furiosa e movimentos rápidos e exatos, Sasuke quase podia jurar que ela queria poder acabar logo com aquilo, mas não podia. Ele esperava que ela pudesse. Não conseguia imaginar uma Sakura que sentisse prazer em estar banhada com o sangue dos inimigos. Prolongar mais aquilo era arriscado, ela não tinha muito chakra e já estava chegando nos seus limites.

Então a luz verde e letal que envolvia sua palma esquerda falhou algumas vezes até ela sustentar o poder novamente. Detalhe de uma fração de segundo, imperceptível, só não para o par de sharingan que a fitava.

Sasuke não pensou duas vezes antes de entrar no meio e acabar com a batalha que se estendia e tomava cada vez mais as forças de Sakura, embora ela mesma não admitia sua exaustão. Bastou um olhar escarlate, torturador e intrometido cintilar para Sakura deduzir o que estava por vir.

–Sasuke! Já disse! -Cortou o braço inteiro de um com a espada que segurava na mão direita. -Cai fora! -Recebeu um golpe, revidou, recebeu mais dois. Se recompôs rapidamente e continuou. Ela não estava mais conseguindo lutar com todos de uma vez.

Ela tinha muito menos chakra que Naruto e Sasuke e estava emocionalmente envolvida, era notável. O Uchiha começava a ponderar os motivos por trás dessa vingança. Respeitando a sede de matar da companheira, derrubou mais dois homens e deixou quatro em cima dela, eram os mais fortes.

–Mate-os. -Mesmo debilitados, os homens avançavam com fúria para cima dela que se esquivava e tentava deferir os golpes. -Ande, Sakura! Só sobraram quatro! -A instigava, mas ela não conseguia raciocinar direito, queria acabar com aquilo, mas não tinha mais forças para o fazer direito, estava recebendo mais golpes do que infringindo e isso não azia parte dos seus planos. -Lembre-se de que Naruto me deu permissão para matá-los!

–Já chega! -Deu um grito desesperado e cravou a espada no coração do homem à sua frente. Tão fundo, tão forte, que não conseguiu puxar de volta, a arma ficou enterrada entre os ossos da costela que protegem o miocárdio. Nesse meio tempo, um dos rebeldes apanhou uma espada no chão, estava prestes a enterrar nos pulmões de Sakura quando Sasuke os matou com o Chidori Nagashi.

O último homem sucumbiu e ela ainda segurava firme a espada no coração do outro. O sangue que do coração jorrava escorria por toda a extensão da espada, ornava como uma fita vermelha o braço encardido da assassina, fugia quente e viscoso pelos cotovelos. Ela sentia tudo e ao mesmo tempo não sentia nada. Fitou os olhos assombrados do homem perfurado, seu primeiro pensamento foi aqueles mesmos olhos se deleitando do seu corpo virgem e tombado na relva, nu, vulnerável, descartável.

Ignorava a voz de Sasuke vociferando alguma coisa. Era banal. Olhou ao redor pelo canto dos olhos, as mãos imundas de barro, de sangue e de culpa; segurando uma ferida, dedos petrificados curvando sobre a palma, umas amputadas, outras trêmulas tentando agarrarem-se à um resquício de vida; mãos a despindo, mãos a tocando, apalpando, checando as curvas, batendo, beliscando, arranhando, perfurando, mãos roubando seu orgulho.

Sasuke a pegou pelo pulso, falava, porém ela não ouvia. Olhou a boca fina sibilando indecifráveis sentenças, então olhou para o cenário macabro, cabeças com maxilares relaxados, saliva, sangue e terra ocupavam o espaço que anos atrás seus seios preenchiam.

Era demais para ela.

O aperto no pulso começou a se tornar incômodo e seus reflexos traumáticos encarou aquilo como uma ameaça. Automaticamente ela enrijeceu a mão livre cerrando os dedos e envolvendo-os com chakra. Aquilo perfuraria sem dificuldades o couro de um crocodilo, quem dirá do corpo frágil de um humano. Mirou o coração, mas desconfiava que acertaria o pulmão direito, contanto que o matasse, ela não se daria ao luxo do capricho romântico de literalmente ter um coração em sua mãos.

–Sakura! -Era a voz de Naruto. Não teve tempo para reagir, foi rapidamente imobilizada, então Sasuke que até então era sua presa, tornou-se seu caçador.

Com um olhar intenso e um toque no ombro fez com que ela adormecesse até todas as dores, sejam elas físicas ou emocionais, desaparecessem como vapor, dando lugar aos sonhos mais psicodélicos e tenebrosos de sua vida.

Tombou nos braços de Naruto sujando todo o uniforme laranja com o vermelho do sangue dos vingados. Sasuke e Kankuro (o manipulador por trás das marionetes) observavam a cena com tristeza e alívio por ter acabado.

–Vamos para casa. -Naruto sussurrou no ouvido da garota mesmo sabendo que ela não o escutaria. -Está acabado. -Levantou-se ereto com o corpo adormecido nos braços. A segurava com tanta confiança a menina que estava tão profundamente adormecida que parecia que carregava uma boneca de pano. Mirou Sasuke com um olhar frio, cortante, dirigindo a palavra ao Uchiha pela última vez durante a missão maldita. -Você foi um mal exemplo para ela. -E seguiu para a saída da cachoeira.

–Espero que diferente de mim ela não se arrependa. -Naruto não respondeu. Sasuke não acrescentou. Somente voltaram para casa.



Notas finais
Está aí! Acabou! Eba! Ufa! Ninguém está mais feliz com o final dessa missão do que eu, sério! "Mas você é a escritora, você é culpada por tudo ficar tão chato!" Sim, assumo total responsabilidade, porque quando eu escrevo eu disperso, eu tenho que resolver um problema, eu acabo criando mais outros, sou desorganizada até aqui. Perdoe a natureza por me fazer assim! . Próximo capítulo sem previsão, vou dar atenção agora para Pilares de Areia. Leitores de Sinal Positivo, podem esperar sentados. A fanfic está TODA escrita, só falta o próximo capítulo que está 'preso' no computador da minha irmã que por um acaso da vida está no técnico (na verdade por causa de vírus que ela baixou) e eu NÃO irei reescrever porque a briga da Sakura com a mãe dela e a discussão da Hinatinha com a buchudinha foi um máximo e eu nunca escreverei nada igual.´ . Beijo beijo. A gente se vê por aí.