Strokes
35 New traitor
Notas iniciais
Kakashi, Shikamaru e outras dezenas de jonnins acordaram de súbito sentindo uma queimação interior. Ao olhar ao redor tentando se situar, todos ficavam mais confusos, não se lembravam de nada.
Ainda era dia, pela posição do sol, quatro ou cinco horas da tarde. Shikamaru não imaginava há quanto tempo estava desacordado, mas ao olhar para os lados percebeu que não era o único fora de contexto. Logo imaginou o que poderia tê-los deixado inconscientes, veneno, genjutsu ou algum fator natural que atingiu a todos.
Kakashi estava ao lado dele e também ponderava o que fazia ali. Ao observarem em conjunto, viram Shizune e uma pequena equipe de médicas-nin penetrar uma espécie de bolha de chakra no abdomem dos homens ainda desacordados, poucos instantes depois eles despertavam. Kakashi já havia visto aquela técnica, Sakura fizera algo parecido para desintoxicar Kankuro há anos atrás, com base nisso, supos que haviam sido envenenados.
— Também sente essa ardência? — Shikamaru perguntou apoiando a mão no abdomem ao se levantar. Kakashi assentiu.
— Estão usando um tipo de jutsu medicinal para retirar as substâncias tóxicas do nosso organismo.
— Imaginei isso.
— A questão agora é saber como isso veio parar dentro de todos nós e por que estamos agrupados aqui.
— A última coisa da qual me lembro foi de beber e jogar no Festival de Outono.
Automaticamente souberam através de que foram envenenados tão facilmente, restava saber o porquê, mas esta seria uma história entediante que cabia somente a Shizune esclarecer à dezenas de jounins.
— Contratamos uma mulher para nos auxiliar na organização do Festival, mas Tsunade acabou esnobando a maioria das instruções. A senhora se sentiu ofendida e decidiu acabar com a festa.
— Mas teve festa.
— De fato, senão vocês teriam bebido menos e talvez não viessem parar aqui.
— E como viemos parar aqui? — Kakashi indagou enquanto procurava ao redor seu livro favorito.
— Suponho que algo ou alguém possa ter atraído todos nós para cá — Shikamaru olhou ao redor — A maioria são homens, então não seria estranho se uma mulher nos guiasse, já tínhamos bebido demais. Agora sobre todos pegos nessa armadilha serem jounins, eu realmente não faço ideia.
— Acho que a mulher queria tornar as coisas mais fáceis. Sem jounins, a força massiva da vila, ficaria mais fácil penetrar os portões com o cento de homens que trouxe pela manhã para nos atacar — Shizune concluiu — De qualquer forma, ela está morta e todos vocês estão bem — deu um sorriso reto e voltou sua atenção para os homens intoxicados.
— Quem a matou? — indagou Shikamaru.
Shizune suspirou. Não sabia se a notícia deveria sair pela sua boca ou pelo cochicho dos aldeões que presenciaram a cena — Nem Anbu, nem chunins, nem genins.
Pelo olhar que Shizune lançou para Kakashi e para ele, Shikamaru já soube a resposta e o que isso poderia significar.
— Qual era a importância política dessa mulher?
— Aparentemente ela era irrelevante, apenas uma organizadora de festivais. Estou acordando vocês dois para que possam descobrir isso para mim, com o máximo de sigilo, por favor.
— Por que você mesma não o faz? — Kakashi pergunta. Tinha receio de que Shizune se escorasse na comodidade de receber favores.
— Porque sou assistente da Godaime. Acha que ela não desconfiaria se eu fizesse minhas investigações de perto?
— Então quer empurrar isso para nós.
— Kakashi, se não estiver de acordo, uma recusa basta.
— Farei o que pediu, mas este será meu último favor. Se quiser enfrentar Tsunade, terá que sair detrás das costas dos outros.
.o0o.
— Finalmente chegamos! — Karin exclama ao mirar os portões de Konoha.
Olhou para a pessoa minúscula abaixo, seu filho com as mãos atadas as suas, uma criança de três anos.
— Logo você verá o seu pai — a mulher sorriu, levantando o aro de seus óculos com a mão que estava livre. Dois passos atrás dela, havia um homem emburrado, desgostoso com a parceira de equipe.
— Tenho pena desse garoto — murmurou para que apenas Karin ouvisse.
— Tem algo errado — Juugo para de andar — Onde estão os shinobis?
Então Suigetsu e Karin também notam a ausência de qualquer ninjas na entrada dos portões e além deles.
— Isso é mesmo muito estranho — Suigetsu comenta olhando para os lados.
Havia alguns aldeões pelas ruas, recolhendo lixo, limpando a sujeira e arrumando a bagunça do que presumiram ser uma festa. Um ou outro os notava e observava com curiosidade. Karin sentia-se tentada a parar um deles e perguntar o que havia acontecido ali e onde estavam todos os jounins da vila. Se bem que era uma sorte não ter ninguém para impedir sua entrada, ainda assim se sentia insegura com tamanha facilidade para entrar naquelas terras.
— Vamos procurar um lugar para ficar.
— Não —contrariou Suigetsu — Vamos direto para a Central antes que nos dêem como invasores. A Godaime é a única pessoa que pode nos ajudar.
.o0o.
Os três amigos voltavam silenciosos para casa, foram convocados a comparecer na Central no dia seguinte ao fracassado Festival da Ressaca para fazerem o relato oral de todo o ocorrido.
Sakura caminhava na frente e Naruto e Sasuke um pouco mais atrás. Não havia conversa, nem sequer pique para discussões. No dia anterior a garota havia praticamente chutado a bunda de Naruto para fora de sua casa, revê-lo em tão pouco tempo a deixou desconfortável. Ela o amava como seu melhor amigo, entretanto não podia deixá-lo tomar tanto espaço em sua vida. Precisava ser rígida, do contrário, ele a consumiria. Diversas coisas interligadas estavam deixando não só a relação deles dois, mas dos três quebrantada, a coisa mais sábia a se fazer era deixar aquela situação resfriar.
Estavam prestes a dobrar a esquina da rua do prédio do Uzumaki quando uma voz fina e ofegante os chamou:
— Naruto! Sakura! — a garota corria para alcançá-los. Ambos se viraram, Sasuke que estava um pouco mais atrás, parou e observou a Hyuuga passar por ele como um pássaro.
— Hinata — Naruto a fitou com curiosidade.
— Olá — cumprimentou todos — Preciso falar com vocês — virou-se para Sasuke — E com você também — Sasuke ergueu uma das sobrancelhas em questionamento. O que Hinata poderia querer com eles?
— Ahm — Naruto olhou para Sakura. Ela deu os ombros e seguiu caminhando sentido ao prédio de Naruto — Então vamos para casa — sorriu, mas Hinata fingiu não notar. Disparou na frente do Uzumaki colando nos calcanhares de Sakura, e Sasuke continuava atrás observando a estranhesa daquela situação.
— Bom, Hinata, antes que entre, já vou logo avisando que a casa está com um cheiro forte de tinta e...
— Abre logo a porta, baka! — Sakura exclamou e Naruto rapidamente sacou o molho de chaves e destrancou a fechadura.
A casa realmente estava com cheiro de gesso e tinta, mas estava em ordem, os móveis em seus devidos lugares. Com exceção da sala, o restante da casa estava exatamente como Naruto havia deixado antes que Sakura quebrasse tudo.
Quando Naruto sentou-se, Hinata contornou a mesa de centro, ficando na frente dos três, e começou:
— Desde que você saiu da prisão — direcionou seu olhar para o Uchiha — muita coisa mudou — os três franziram o cenho — Tsunade parece ter enlouquecido — sussurrou olhando para os lados — Desculpem-me, mas podem fechar as janelas para que eu possa continuar? — Os jovens sentados se entreolharam, Naruto que atendeu o pedido da amiga, fechou todas as janelas, inclusive uma pequenina que havia próxima ao teto do banheiro. Estavam numa caixa de ferro e de concreto.
— Tudo fechado, pode explicar agora o que mudou? — Sakura a instigou.
Hinata caminhou e estalou os dedos, estava nervosa, sentia até um pouco de medo, principalmente do olhar inquisitivo de Sakura. Não se lembrava da garota com uma postura tão densa, tentou ignorar e prosseguir.
— Antes que julguem a mim e a todos que se envolveram nisso, eu peço que me escutem até o final, por favor — pediu.
— Mas o que aconteceu de tão grave para que você fique desse jeito?
— Tsunade — cochichou — Ela está obsecada!
— Isso você já nos disse — Naruto lançou um olhar reprovador para Sakura.
— Ela está com a ideia fixa de que vocês três são uma ameaça para vila e que têm que ser observados de perto.
— Hinata, isso nós já sabemos — Sakura lançou-lhe um olhar cúmplice — Todas as missões ridículas que temos feito... Sabemos que tudo foi armado.
— Não é só isso, Sakura — Hinata moveu seus olhos da Haruno para o Uzumaki à sua frente — Ela apanhou pessoas próximas de vocês para vigiá-los e tentar arrancar qualquer informação que seja útil.
— O quê? — Sakura exclamou — Ela só pode estar louca mesmo. Que informação? Ela acha que estamos nos organizando com um plano mirabolante pra tomar a vila?
— Algo assim.
Sakura espalmou as mãos nas coxas e se levantou com uma expressão de desgosto. Tanta coisa para Tsunade fazer e ela estava querendo achar chifre em cabeça de cobra.
— Desde que o Sasuke saiu da prisão e passou a morar com a gente ela está com essa desconfiança anormal — Naruto confirmou as palavras da outra — Contudo foi ela mesma que aprovou a saída do Sasuke e a permanência dele com a gente. Ela até obrigou Sakura a se afastar mais ainda do hospital para ter tempo de cuidar do Sasuke!
— Naruto, ela sabe o que o Sasuke representa para você e para a Sakura e tem medo que vocês possam ser influenciados. Principalmente agora que ela quer renunciar o manto de hokage e entregá-lo à você.
— Hinata, quem são as pessoas que Tsunade colocou para nos vigiar? — No mesmo instante Hinata ficou branca.
Sakura que andava de um lado para o outro da sala, nervosa com aquela situação toda, parou e olhou a garota.
— O primeiro a concordar em ajudá-la foi o Sai — Naruto e Sakura se espantaram — Tsunade sabia que você só ficaria com o Sai com algum propósito e imaginou que fosse para esquecer o Sasuke, só que assim que Sai contou que você só queria fazer ciúmes para o Naruto, Tsunade ficou mais tranquila. Contudo você começou a mudar assim que o Sasuke foi libertado e a desconfiança dela voltou em dobro.
— Então aquele filha da puta do Sai, além de ser capacho do Danzou, decidiu também ser capacho da Tsunade? — Naruto levantou enfurecido — Ele se dizia nosso amigo! Aceitamos ele no nosso time e os ajudamos! É isso o que recebemos em troca?
Sakura olhava fixo para o chão, tentando se lembrar de algo importante que tenha dito para o Sai, contudo não se lembrava de nenhum momento íntimo, tanto físico quanto afetuosamente para ela ter dito algo relevante. Ela sempre teve um pé atrás com o garoto, ainda mais depois que descobriram seu envolvimento com Danzou. Naruto estava bem mais zangado do que ela, afinal, ele foi um dos que mais ajudou Sai a se reintroduzir socialmente.
— Quem me vigiava? — Sasuke perguntou neutro.
— Ino — Sakura riu sem graça — Mas Tsunade logo a dispensou porque ela levava coisas desnecessárias e dizia que você praticamente não olhava para a cara dela.
Sasuke deu os ombros mais aliviado. Apenas Kakashi representava alguém confiável para quem Sasuke provavelmente se abriria e diria mais do que o necessário. Ser apunhalado pelo próprio sensei seria uma decepção muito grande. Ino não representava nada, negativa e positivamente, era só uma garota muito segura de si.
— Como sabe de tudo isso, Hinata? — Sakura se aproximou novamente da garota com interesse — Nem Shizune nos trouxe tantos detalhes, como conseguiu toda essa informação? — Hinata engoliu um seco. Naruto também deixou a raiva de lado para encarar a garota, até mesmo Sasuke tinha essa pergunta em mente.
— Eu sei porque eu fazia parte disso.
A surpresa foi geral. Até mesmo Sasuke se levantou cheio de cautela com a garota. Sakura a olhava com os dentes rangendo. Se não tivesse tanto interesse em ouvi-la até o final, já teria rasgado a garganta da menina falsa.
— Por quê? — Naruto perguntou incrédulo. Hinata não respondeu, começou a chorar.
— O que está me impedindo de te rasgar no meio é a necessidade de saber mais, então desembucha! — Sakura ameaçou e Sasuke tocou em seu ombro.
— Acalme-se.
— Eu... Me desculpem!
— Você estava envolvida com isso, Hinata? — Ela assentiu — Desde quando?
— Desde que me procurou. Tsunade logo soube e me deu essa proposta.
— Aí você topou nos vigiar. Se vendeu pelo o quê? Se me disser dinheiro eu vou quebrar suas costelas porque você é podre de rica!
— Não interessa meus motivos — retrucou a Sakura que a essa altura espumava de raiva — Acontece que minha conciência já está muito pesada com toda essa história. Eu não quero mais isso. Tanto que ontem de manhã eu fui atrás de Tsunade para que ela me dispensasse, já que não tenho informação nenhuma, mas ela não quer mais conversa, quer saber o que vocês estão planejando.
— Não estamos planejando nada! Que inferno!
— Eu sei, Sakura, todos sabem, só que ela não acredita nisso.
— Por que veio até nós? — Sasuke perguntou desconfiado.
— Porque ela virá atrás de mim, eu desacatei as ordens dela.
— Você veio se esconder na minha casa? — Naruto exclamou.
— Não, eu vim apenas alertá-los.
— Você veio pedir ajuda — Sasuke concluiu.
— De mim não espere nada — Sakura andou em direção à porta — Esperava uma traição dessa de qualquer pessoa, menos de você, Hinata. O Naruto não merece isso.
— O que ele merece? Seus joguinhos esperançosos? — a Hyuuga se atreveu e Sakura caminhou até ela. Naruto observava tudo com uma raiva contida, tantando não se envolver.
— Só para deixar bem informada, não estou nessa corrida de quem conquista o coração dele e eu nunca menti sobre isso. Estou com ódio de Tsunade, mas não mais dela do que estou de você, portanto se não desaparecer daqui agora, eu mesma vou tomar as dívidas dela com você, entendeu?
— Às vezes eu acho que você se esquece de que também sou kunoichi, Sakura — dizendo isso, Hinata ativa seu byakugan. Em segundos, Sasuke e Naruto já estão no meio das duas.
— Minha sala acabou de ser reformada, não vão destruí-la de novo! — Naruto gritou para as duas.
— Hinata, é melhor você ir embora — Sasuke disse da maneira mais branda que conseguiu.
— Terei que ir embora da vila — disse olhando para Naruto, no mesmo instante ele virou o rosto.
— Então vá embora da vila. Assuma seus erros — Sasuke diz. Com os olhos marejados, ela fita Naruto, esperando uma intervenção, um perdão sequer, algo que conforte sua culpa e seu medo.
— Eu não fui um terço dos problemas que vocês ainda terão — dizendo isso, saiu do prédio. Naruto só teve coragem de soltar os punhos de Sakura quando sentiu o chakra da Hyuuga muito distante dali.
— Não dá para confiar nem na nossa sombra! — Sakura exclamou cheia de ódio — Tsunade está insana! Insana!
— Temos que encontrar Shizune e dizer para ela o que Hinata nos contou — Naruto comentou com os dois — Não sabemos quanto tempo temos. Com certeza Tsunade devia ter algum ninja nos pés de Hinata, viu ela entrar aqui com a gente e essa hora Tsunade deve estar recebendo o recado de que foi traída também.
— Acho bom. Pelo menos com o aviso de Hinata ficaremos mais cautelosos.
— Tsunade pode fazer algo contra a gente sem provas? — Sasuke perguntou à Sakura.
— Ela é hokage. Ela pôde soltá-lo da prisão, por que não colocar você de volta com a minha companhia e a do Naruto? — revirou os olhos — Além de bêbada, a velha está chapada.
— Ela pode nos acusar de complô — Naruto supôs — Se havia ninjas no encalço de Hinata e a viram entrar com a gente, podem nos considerar cúmplices, não sei.
— Isso é provável.
— Precisamos não apenas da Shizune, mas do Kakashi e do Shikamaru também — Sasuke constatou com estranha preocupação — Talvez o plano de Tsunade não é descobrir o que planejamos e sim nos incitar a formarmos uma aliança contra ela.
— Com que finalidade? — Naruto não conseguia entender. Tsunade os tratava como afilhados. Por que do dia para a noite mudou tanto.
— Não sabemos — Sasuke diz olhando para Sakura que permanecia emburrada.
— Então não podemos perder tempo — A garota apertou suas luvas com determinação — Vamos atrás de Shizune, Kakashi e Shikamaru.
.o0o.
— Então você está dizendo que esse filho é do Sasuke? — Tsunade pergunta novamente com o cenho franzido.
— Sim.
— E quer que Sasuke exerça seu papel de pai respeitando todos os direitos da criança, isso inclui que ele deve ser libertado permanentemente assim como seus bens confiscados.
— Exatamente — Karin confirmava tudo com um sorriso vitorioso. Havia lido toda a legislação da vila, não havia porém que Tsunade pudesse usar.
— Vejamos... garota. Esqueci o seu nome.
— Karin Uzumaki.
— Humm. Karin Uzumaki. Como sabe, Sasuke já está em liberdade.
— Em liberdade condicional aguardando julgamento, isso não é uma liberdade propriamente dita — retrucou.
— É liberdade o bastante para que ele tome decisões como esta.
— Qual? — indagou confusa.
— Esta de... assumir a paternidade de uma criança.
— M-mas o Estado deve interferir nesse caso. Ora, ele ainda é um criminoso e Daisuke é apenas uma criança, ele precisa de...
— Só poderia intervir mais nessa história se você e a criança fossem nativos de Konoha. Você achou que esses documentos falsos me enganariam? Você é uma Uzumaki, do País do Redemoinho. Essa criança é de Oto. O branquelo ali atrás com certeza é da Névoa e o grandalhão, só os deuses sabem. Entrar na minha vila com tanta petulância já foi uma grande vitória, chegaram na hora certa e no momento certo, contudo se apegaram demais a sorte. Se estão atrás da fortuna do Sasuke, regulamentarizem seus documentos e se instalem na vila porque vai demorar uns meses para ele ter sua sentença. Se ele deve algo para vocês, isso também não me diz respeito.
— Não importa de onde veio essa criança! Sasuke é o pai e ela tem que receber o que é dela por direito!
— Primeiro abaixa o tom de voz. Eu não vou repetir tudo novamente. Se puderem se retirar eu agradeço, do contrário, teremos que resolver isso de uma maneira menos pacífica.
Karin sai batendo os pés com os dois companheiros a seguindo.
— Bem, não ocorreu como esperava, não é mesmo, Karin? — Suigetsu zombava e ria-se da ruiva.
— Cale essa sua maldita boa. Ainda não está tudo perdido — caminhava rapidamente puxando o garotinho.
— Para onde vamos agora? — Suigetsu indaga.
— Atrás do Sasuke!
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— Shikamaru! Shikamaru! — Hinata batia de forma insistente na porta da residência do amigo. Quem atendeu foi Temari.
— Você de novo, princesinha Hyuuga? — perguntou a analisando dos pés a cabeça.
— Preciso falar com o Shikamaru.
— Não falou com ele ontem?
— Sim, mas preciso falar com ele de novo e urgente!
— Ele está desaparecido — falou calmamente.
— C-como assim desaparecido?
— Sumiu no festival. Mas ele está bem. Aparentemente todos os jounins que estavam no Festival foram envenenados. Shizune e uma equipe médica estão cuidando deles num campo de treinamento nos limites da vila — Temari falava calmamente — O que quer com ele? Posso deixar o recado quando ele chegar.
— É urgente, preciso encontrá-lo agora! Muito obrigada! — e saiu correndo.
— De nada.
Não havia completado dez minutos que fechara a porta e ouviu novamente batidas mais insistentes e desesperadas do que a anterior.
— Poxa vida! Minha casa virou um cabaré, não é possível! — exclamou com tédio abrindo a porta — Vocês?
— Onde está o Shikamaru? — Naruto perguntou afobado.
— O que tanto querem com ele? Não são os primeiros a procurá-lo só nessa hora.
— Deixa de ciúmes, Temari! Onde ele está? — Sakura perguntou com mais firmeza.
— Vem atrás do marido dos outros e ainda manda eu deixar de ter ciúmes?
— Temari, é sério, precisamos da ajuda dele — Sasuke se pronunciou.
— Então, príncipe, ele está num campo de treinamento nos limites da vila com Shizune e mais uma dezena de jounins, é isso o que sei.
— Existe tantos campos de treinamento pela vila... — Sakura comentou preocupada.
— É melhor correrem porque já tem gente indo atrás dele — Temari avisou.
— Quem? — os três perguntaram juntos.
— Hinata Hyuuga. E também parece bastante desesperada.
— Que saco! Precisamos falar com ele antes dela — Sakura exclamou.
— Tadaima — Os quatro despertaram com a voz tão conhecida. Shikamaru chegou pelos fundos.
— Dá licença! — Naruto invadiu a casa com os outros dois — Shikamaru, precisamos da sua ajudar! — Pediu ao amigo que ainda estava tirando as sandálias para entra na casa.
— Estou ajudando tanta gente ultimamente...
— Shikamaru, é a Tsunade! — exclamou.
— Eu sei, Sakura. Estava indo resolver isso agora mesmo.
— Então você sabia do que estava acontecendo?
— Sobre a mulher que ela matou ontem? Sim, eu fiquei sabendo.
— Então não sabe nem da metade — Naruto falou —Vamos nos encontrar com Kakashi e Shizune, no caminho explicamos.
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Um dos shinobis selecionados pela godaime acabara de contar a movimentação discreta que estava acontecendo. Hinata, que deveria ter aparecido no dia anterior, fugia de qualquer convocação e havia entrado na casa de Naruto com ele e os outros dois, tinha sido localizada já próxima dos limites da vila. Enquanto isso Shizune que não dava as caras da Central desde o ocorrido no Festival da Ressaca, estava estranhamente cúmplice de Shikamaru e Kakashi.
Diversas informações foram dadas à godaime que analisava tudo com uma intuição negativa. O que fazer?
— Proíba a entrada desses sete elementos e reforce o segurança nos portões de entrada e saída da vila. Deixe o clã Hyuuga e o Nara cientes do que está acontecendo para evitar confusões. Contate o Conselho sobre Shizune, Kakashi e até mesmo sobre o Naruto. Se Hinata chegar a sair de Konoha, não vão atrás, ela já entrará para a lista de nukenins. Adiante o julgamento do Sasuke e contate a trupe esquisita de Oto que compareceu aqui hoje, os nomes devem estar na recepção.
— Mas alguma coisa, godaime?
— Mande toda a Anbu ficar preparada, a qualquer momento poderei precisar deles.
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