Strokes
37 New scam
Notas iniciais
Cada impulso que Naruto dava para aumentar sua velocidade, um galho era partido ao meio. Ele havia demorado muito com o Shikamaru, Hinata já devia estar longe. Ele precisava alcançá-la antes que ela fosse interceptada ou ultrapassasse os limites da vila.
Sentiu através do Modo Sennin pessoas ao redor, nenhum chakra era similar ao de Hinata, então Naruto parou e esperou que as pessoas o alcançasse. Ele não estava com paciência para correr pela floresta com um grupo em seu encalço. Embora não estivesse fazendo nada de errado, não queria que ninguém estivesse por perto quando ele trouxesse Hinata de volta.
Em segundos, um esquadrão da Anbu o cercou: à frente, atrás, em ambos aos lados. Naruto só os atacaria se sacassem suas armas, até então, os shonobis mascarados mantinham as espadas em suas banhas.
— Tem autorização para sair da vila?
— Não estou saindo da vila — Naruto respondeu.
— Já está próximo aos limites — o da frente observou.
— Mas não ultrapassei. O que querem?
— Não vamos deixá-lo ir além.
— Por quê?
— Ordens da Godaime — Naruto riu.
— Eu vou, sim. Não devo nada à vocês nem a ela. Só voltarei quando encontrar o que procuro.
— Se por um acaso procura uma Hyuga, devo avisá-lo que chegou tarde demais.
No mesmo instante Naruto voltou-se para o homem atrás de si e o agarrou pelo pescoço. Os outros três cruzaram suas espadas em um triângulo de modo que qualquer movimento que Naruto fizesse poderia cortar seu pescoço.
Já com os olhos vermelhos, as presas e unhas afiadas como as de um selvagem, Naruto indagou o shinobi que enforcava com sua voz mais rouca do que o comum:
— O que fizeram com a Hinata?
A máscara impossibilitava Naruto de ver a expressão do homem, contudo as mãos dele tremiam, e as pupilas visíveis sob um pequeno buraco na cerâmica se dilataram de uma maneira que toda a íris foi tomada pela menina-dos-olhos.
— Ela foi capturada e levada para o QG — um dos três respondeu.
Naruto largou o homem, porém os outros três não abaixaram as espadas que cercavam o pescoço no jinchuriken.
— Abaixa a porra dessa espada — ordenou ao homem à sua direita, que hesitou, mas permaneceu com a lâmina a centímetros do pescoço de Naruto.
— Vamos levá-lo para o QG por...
— Vocês vão para o inferno! Bastardos! — Naruto gritou. Sentia Kurama nervosa em seu interior. Um animal selvagem encurralado não media esforços para acabar com seus opressores — Ou vocês se afastam de mim agora, ou meus clones cortarão o cerebelo de cada um.
Quando os três shinobis finalmente se deram conta dos clones com kunais apontadas para suas nucas, abaixaram lentamente as espadas e as recolocou em suas banhas.
Naruto disparou com uma bala para não correr o risco de se exaltar e esmagá-los ali mesmo. Teria que ir contra o plano, buscaria Hinata no QG, independente de onde e de como ela estivesse. Independente de quem surgisse em seu caminho.
.o0o.
Após acordar todos os jounins, Shizune estava faminta e exausta, também ansiosa por notícias de Kakashi e Shikamaru que não chegavam nunca, mesmo depois de horas que saíram para investigar a origem da mulher assassinada. Decidiu voltar para o QG e fazer um relatório com a quantidade exata de jounins que encontrou naquele lugar, levando também amostras de sangue para descobrir que toxinas estavam em seus organismos. Contudo, assim que colocou o pé na escadaria, foi barrada por um sujeito com a farda da Anbu.
— Mas o que significa isso? — perguntou.
— Não tem autorização para entrar aqui.
— Como é que é? — indagou — Todo e qualquer aldeão de Konoha pode entrar aí. Ainda mais eu, sou assistente da Godaime.
— Tsunade-sama deu ordens explícitas para não permitir sua entrada.
— Impossível! Chame-a aqui.
— Vá embora.
— Só irei se ela vier me falar isso pessoalmente.
— Ela não virá.
Shizune ponderou o que fazer. Se fosse um jounin, seria mais maleável, contudo ela estava lidando com a Anbu, shinobis mais complicados de se dobrar. Eles não a intimidavam, porém o que diziam, sim. Fazer uma confusão na porta do QG não melhoraria sua situação, pelo contrário.
Olhou para a vidraça da sala da hokage. Viu a silhueta da mulher que acompanhou por toda a vida a observar e virar as costas. Nem parecia a mesma Tsunade.
Com um suspiro, Shizune deixou seus ombros caírem e a raiva guardada. Aquele não era o melhor momento. Precisava mais do que nunca encontrar Shikamaru e Kakashi, ou se tivesse muita sorte, um Ancião. Essa história já passava dos limites, já estavam perdendo tempo e se arriscando demais, Tsunade já estava agindo, e algo lhe dizia que não era somente contra ela.
.o0o.
Kakashi rapidamente conseguiu as informações sobre a organizadora de eventos. Era a mais popular na área, já que não haviam tantas pessoas especializadas em festivais, celebrações e reuniões, contudo poderia ser substituída por uma de suas assistentes caso o Raikage e a Mizukage, seus principais clientes, não se importassem com essa mudança.
Os intrusos contratados vinham de diversas vilas, poucos realmente shinobis, a maioria era somente homens que provavelmente foram pagos para pegar armas e brigar, considerando o nível das habilidades. Kakashi sabia que Ibiki os interrogaria e arrancaria a informação que ele mais queria: como dezenas de jounins foram dopados e levados para o mesmo lugar sem que ninguém percebesse? Talvez alguma hipótese inteligente de Shikamaru possa sanar o incômodo da dúvida que isso lhe causava, ainda assim, ele preferia algo mais concreto que só Ibiki poderia lhe dar, e que soaria muito suspeito para pedir.
Suas ponderações foram interrompidas por batidas na porta. Surpresa não descrevia metade da reação que Kakashi teve ao ver Sasuke em sua casa. Tão alto quanto ele, quem sabe uns centímetros a mais. O mesmo olhar de superioridade misturado a expressão serena. Sob a máscara, não deixou de sorrir.
Sasuke lhe entregou um bilhete dobrado com uma pequena frase em letras minúsculas, e esperou uma resposta de Kakashi.
“Fume um cigarro antes do fim do dia.
Corvos de armadura nos telhados;
Não coma nada, ou acabará vomitando”
Assim que Kakashi ergueu o olhar para indagar sobre a última frase, Sasuke desapareceu. Sem cortesia, sem hesitar. Aquelas instruções foras dadas antes, em outros tempos e circunstâncias. De sensei para aluno, agora de aluno para sensei.
As três frases eram um aviso.
Kakashi precisou reler algumas vezes para interpretar corretamente o que Sasuke queria dizer. Assim que entendeu a mensagem, começou a preparar suas coisas calmamente, ainda sobravam algumas horas até o dia se tornar noite.
.o0o.
Sakura procurou Shizune onde Shikamaru indicara, num campo aberto cuidando do restante do jounins, contudo ela não estava lá, nem no hospital, nem no Ichiraku, ou em sua casa. Sakura estava torcendo para que ela estivesse em qualquer lugar que não fosse perto de Tsunade, mas não teve sorte. No caminho para a Central de Konoha, notou diversas pessoas correndo para o sentido contrário que o dela. Parou um homem de meia idade e indagou:
— O que está acontecendo? Por que está correndo?
— Naruto-san está atacando a Central — exclamava alarmado — Ele vai virar a besta e destruir a vila! Corra! Corra!
O aperto de Sakura não foi maior do que o desespero do homem. Ele escapou de suas mãos e correu o mais rápido que pode para o sentido contrário.
Ela pensava que o medo que os aldeões sentiam do Naruto já tivesse passado, contudo ela se enganara, alguns ainda o viam como uma bomba prestes a estourar. Sem perder tempo, ela correu para a Central. Caso ele explodisse mesmo, ela poderia ajudar quem quer que fosse a trazer a consciência do Naruto de volta. Embora ela tivesse certeza de que isso não aconteceria, Naruto tinha pleno controle da Kyuubi. Alguém teria que tirá-lo muito do sério para ele se descontrolar ao ponto de prejudicar a vila e as pessoas.
Há poucos metros da escadaria, viu Shizune de costas observando uma dúzia de shinobis da Anbu confrontando Naruto, com o manto de chakra da raposa envolvendo seu corpo e as caudas surgindo de forma bizarra.
— O que está havendo? — Sakura indagou aproximando-se de Shizune. Esta virou-se para a garota no mesmo instante em que reconheceu sua voz.
— Ainda bem que você chegou — exclamou — A Anbu não permite nossa entrada na Central.
— Mas por quê?
— “Ordens da Hokage”, é tudo o que dizem.
— Certo. Mas o que levou o Naruto a surtar desse jeito? — perguntou desconfiada — Ele tem pavio curto, entretanto não chegaria nesse nível de transformação por qualquer bobagem.
— Aparentemente a Hinata está lá dentro.
Ao ouvir aquilo, Sakura suspirou e xingou Naruto de idiota em seu pensamento. O ego da Hinata deveria estar inflado se estivesse assistindo toda essa confusão do lado de fora por causa dela.
— Não sei o que ele tanto quer com ela. Vocês não estavam...
— Agora não é hora para isso, Shizune-san — Sakura a repreendeu — Se Hinata estiver lá dentro com a Tsunade, é motivo para preocupação, porém ela não merece que o Naruto faça um alvoroço desse — Shizune a olhou com curiosidade, quase implorando para que continuasse a falar — Vim atrás de você.
— Do que precisa?
— Que vá até o Shikamaru. Ele tem coisas a dizer para você — notando a desconfiança de Shizune, completou: — Vou ajudar o Naruto aqui.
— Preciso encontrar Kakashi-san.
— Busque ele e Shikamaru. Avise que teremos que improvisar. Agora vá antes que alguém nos ouça.
Seria necessário muito mais do que uma dúzia de Anbu para parar o Naruto naquele momento. Ele estava irado. Parecia que toda a raiva que ele tinha acumulado em relação aquela situação havia tomado forma naquele hora. Naruto temia pela vida de Hinata. Ficara extremamente decepcionado com a traição dela, contudo desconhecia seus reais motivos, não achava justo julgá-la dessa forma.
Sakura, como já conhecia as manifestações da bijuu em Naruto, nem sequer tentou um diálogo ou aproximação. Estava com o selo no bolso do short e focaria no objetivo de sanar todo aquele poder. Embora Naruto estivesse com consciência, ela não se arriscaria. Quase foi morta por ele em um estágio intermediário.
Como uma ajuda do céu, Sasuke surgiu, tão rápido e repentinamente que Sakura nem sentiu sua presença, ele precisou anunciar:
— Pensei que o plano era esperar um sinal do Shikamaru — sacou a espada e começou a lutar com dois Anbu que o recepcionaram grosseiramente.
— Já mandei Shizune buscar Shikamaru e Kakashi — falou colocando um punhado de pílulas na boca — Se o Nara tinha um plano B, vamos usar o Plano C: Improviso, até que ele chegue e diga o contrário.
Todos os shinobis que se aproximavam dela, recebiam um pequeno corte nos membros superiores, deferido com uma kunai banhada com a extração de uma flor que, quando consumida em excesso, causa forte sonolência.
Os doze aos poucos foram diminuindo o ritmo dos ataques e defesas, um ou outro percebendo que isso tinha relação com os cortes que Sakura fez neles. Os mais despertos continuavam a atacar Naruto e Sasuke, que tomava a frente de Sakura, e parecia que a cada Anbu que eles eliminavam, surgiam mais dois para compensá-los. Percebendo que logo ficariam cercados, Sakura chamou discretamente por Sasuke quando Naruto não estava por perto:
— Faça algo para desacordar esses homens antes que Naruto só mate.
— Eu não me importaria.
— Deixa de ser estúpido, faça o que eu digo — Após golpear com o punho da espada um dos membros do esquadrão, Sasuke a olhou por cima dos ombros, ponderando se mais uma vez iria acatar suas ordens. Ativou seu sharingan e aproximou-se de Naruto quando a transformação da bijuu começava a tomar proporções maiores.
Enquanto isso, Sakura se transformou em um dos Anbu's caídos no chão e se dirigiu para um entrada do QG que poucos conheciam. Ocultou seu chakra e fez o possível para não chamar muita atenção.
Havia uma fenda na rocha que sustentava o edifício, ficava escondida por arbustos altos e densos. Shizune lhe mostrara aquela saída feita para ocasiões em que seria necessário uma saída rápida e discreta. Se localizava no subsolo da Central, contudo no nível do solo, pois o prédio ficava a quinze metros do chão.
Era úmido, quente e apertado, de modo que Sakura tinha que andar de lado. A garota não tinha claustrofobia, porém sentia-se demasiadamente incomodada em situações como aquela, pois haviam trechos em que ela praticamente se comprimia para seguir adiante.
Pela passagem se encontrar debaixo da escadaria que levava à entrada no prédio, era possível escutar e sentir os passos subindo e descendo acima de sua cabeça. Envolveu a mão com chakra para iluminar o caminho que estava um breu, tentando se lembrar se a entrada ficava muito longe. Recordava-se que aquela passagem era escondida por uma grossa cortina, contudo, parecia procurar no tato essa cortina por muito mais tempo do que realmente estava lá dentro. Chegava a cogitar que tinha passado da entrada. Quando finalmente sentiu o tecido áspero com a ponta dos dedos, não pode deixar de sorrir. Cheirava a mofo, porém fazia um excelente trabalho em ocultar totalmente a passagem que se encontrava atrás.
Não sentiu ou ouviu a presença de ninguém ao redor, somente o barulho da confusão lá fora. Empurrou a cortina até haver espaço para ela escorregar para dentro da sala. Como o imenso pano cobria a parede do teto ao chão, mesmo naquele vão entre a rocha e a cortina, ninguém poderia notá-la. Lembrou-se que a abertura ficava há alguns passos para a direita, já saiu com um kunai na mão. Entretanto, para sua surpresa, encontrou Hinata encolhida numa cadeira com os braços ao redor do próprio corpo, fitando um monte de papeladas sobre a mesa de madeira no meio da sala.
Aquele era um cômodo projetado para acolher durante possíveis ataques o hokage, anciões, Senhores Feudais, mediadores e todos os membros políticos importantes da aldeia. Não era um cômodo muito utilizado, portanto, assim que viu Hinata ali, sentiu que Tsunade talvez já esperasse que alguém fosse utilizar aquela entrada nem tão secreta assim.
— Esperava que qualquer pessoa viesse me buscar, menos você — a Hyuga falou sem olhar Sakura, que permanecia no mesmo lugar.
— Não vim resgatar a princesa — debochou, a menina ergueu o olhar surpreendida — Onde está Tsunade-sama?
Com o byakugan ativado, Hinata respondeu:
— Está em uma sala circular no último andar.
— Sala dos Anciões — Sakura deduziu — Obrigada — espondeu de má vontade, caminhando até a porta, mas antes de sair, a Hyuga a advertiu:
— Vão matá-la se a pegarem aqui.
Sakura a olhou desconfiada. Não tinha o poder ocular que Hinata tinha para saber o que a aguardava do outro lado da porta, portanto, hesitou.
— Seja inteligente e chegará a Tsunade de uma maneira pacífica.
— Já perdi muito tempo seguindo pelo caminho convencional.
— Ela está sendo persuadida — Hinata falou num tom mais baixo, cautelosa — Querem destruir você, o Naruto, o Sasuke, e qualquer um que os ajude. Você precisa chegar a ela, mas não com esse rosto.
Sakura logo entendeu o que Hinata sugeriu e limitou-se a rir.
— Você só está desesperada para salvar sua pele.
— Já me lancei à fogueira — falou com pesar — Os papéis estão assinados — Empurrou as folhas para Sakura ver — Preciso sair para impedir o Naruto de piorar as coisas.
A Haruno ponderou por alguns instantes se aquela era mesmo uma saída. Sem tempo para pensar em algo melhor, decidiu seguir os planos de Hinata, embora estivesse certa de que havia uma enorme falha.
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As coisas já saíam do controle quando Hinata aproximou-se. Escondida numa viela, ela observava cada vez mais Anbu surgindo e mais amigos se envolvendo na briga. Ela precisava arranjar uma forma de falar com o Naruto, pois ele era a maior preocupação, tanto dos Anbu quanto dos shinobis que o ajudava. Ele estava perdendo o controle. Embora já tivesse controle sobre a Kyuubi, quanto mais ele se deixasse transformar, mais danos causaria à vila, a ele próprio e às pessoas ao redor.
Enxergou a cabeleira inconfundível de Ino há poucos metros e decidiu arriscar ir até ela, transformada na Sakura. No meio do caminho, Sasuke segurou em seu pulso com um aperto rude, indagando:
— Por onde esteve? Estou me fodendo aqui sozinho!
— E-Eu...
— Você sabe que estou na condicional, já pensou se eu matasse um desses bastardos? Eu apodreço atrás das grades! — Hinata sentia-se constrangida, amedrontada, nervosa por não saber o que fazer. Sasuke não era uma das pessoas mais agradáveis que conhecia e, para falar a verdade, ela até temia aquela áurea sombria — Por que está me olhando igual a uma boboca?
— P-Preciso falar com a Ino — soltou-se do aperto do Uchiha e correu para a Yamanaka, desviando dos ataques contra si.
— Testuda, onde você estava?! — perguntou ofegante.
— A Sakura está lá dentro, sou a Hinata — sussurrou. Ino a olhou confusa, contudo não fez nenhuma pergunta — Preciso que me coloque na mente do Naruto-kun, por favor.
— Você ficou louca?
— Não.
— Você sabe o que isso significa?
— Acho que sim.
—Você ao menos teve sua mente transferida antes? Não é assim tão simples, há riscos, ainda mais com o Naruto nessa situação.
— Já experimentei telepatia.
— Experimentou uma pessoa falando para você, não o contrário, Hinata-chan! É muito diferente.
— Por favor, eu imploro.
— Vou fazer diferente — suspirou pensativa.
— O quê?
— Só confia em mim e não se mexa.
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Tsunade saiu da sala dos Anciões com a velocidade de um raio ao ser alertada por um dos jounins sensitivos que havia detectado a presença de mais alguém na sala além da Hyuga.
Abriu a porta com brusquidão, Sakura, com a transformação de Hinata, fingiu assustar-se. Acompanhada de meia dúzia de jounins, Tsunade checou todo o cômodo e encontrou somente a Hyuga sentada, com o olhar baixo e obediente.
O mais difícil das transformações, para Sakura, era interpretar fielmente a personalidade e manias da pessoa. Sua vontade era se avançar em Tsunade como um animal feroz, contudo, ela logo suspeitaria, pois esse tipo de atitude não condizia nenhum pouco com Hinata.
— Tinha alguém aqui. Me diga quem era.
— Haruno Sakura — respondeu. Tsunade sorriu, satisfeita com a obediência da Hyuga.
— Como ela entrou e saiu?
— Por ali — indicou o ponto exato da cortina.
— Verifiquem — Tsunade ordenou.
— Há uma pedra deslocada, uma fenda vertical... Acho que passa uma pessoa magra por aqui — um dos homens descreveu.
— Sakura... — Tsunade sorriu com o olhar distante — Às vezes acho que dos três, ela é a mais perigosa. Naruto assusta por ser um jinchuriken, mas é burro; Sasuke tem aqueles malditos olhos, contudo é imprudente. Na verdade, o temo porque ele se assemelha a um psicopata.
Sakura prestava atenção, curiosa sobre a descrição que sua mestra dava deles.
— O que ela queria aqui?
— Falar com você. Eu disse que se ela entrasse, seria morta, então ela achou melhor voltar com mais alguém.
— Então ela disse que voltaria?
— Foi o que eu entendi.
— Nada mais?
A garota olhou para os lados e engoliu um seco.
— É melhor falar de uma vez. Você não tem mais o que perder.
— Ela me contou.
— O quê?
— O que você queria saber.
Tsunade ponderou por alguns instantes, depois olhou fixamente para a Hyuga.
— Você não está brincando comigo, está?
— Não — respondeu com convicção.
— Vocês — falou com os shinobis — Fiquem aqui. Se alguém entrar por esse maldito buraco, me chamem imediatamente. Você, Hyuga, vem comigo.
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