Strokes
18 New relationship
Notas iniciais
Quero agradecer à todos os reviews do último capítulo, vocês são umas graças!
Também quero agradecer à Lioness e à Lia Liz, minhas duas preciosas que me acompanham desde os primórdios da fic, elas fizeram recomendações muito fofas, sugiro que leiam e que deizem a de vocês também lá! Não custa nada e faz bem para a a alma! Estamos indo para os 20 capítulso e temos apenas 3 recomendações =c
Sorry se demorei para postar, estou mais focada com a estreia da segunda temporada de A Hóspede e uns trabalhos da escola.
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Bom, aproveitem a leitura coisas gostosas!
**Kumogakure - Vila da Névoa
As pálpebras levantaram-se lentamente, só para confirmar se ela havia mesmo saído dali. Sim, ela havia saído. Ele até sentiu o peso sobre seu corpo sumindo, mas estava tão cansado que permanesceu dormindo, só não sabia por quanto tempo.
Pegou as roupas de baixo e as vestiu, não fez questão de fechar o zíper nem nada, a linha tênue de respeito ali havia sido cortada. A encontrou na cozinha, vestida com sua camiseta, os cabelos bagunçados e um olhar cansado. Assim que o viu corou e abaixou a caneca de chá no colo, evitando olhá-lo nos olhos.
-Acorda sempre de madrugada para tomar chá? –Perguntou por perguntar, já sabia a resposta, só não sabia o motivo. Escorou na parede oposta a qual ela estava, ficando assim frente à frente com ela.
-Costume. –O olhou e sorriu, ainda tímida, bebericando o chá em sua mão. –Tem mais no bule…
-Obrigada! –Negou imediatamente. Sentiu o cheiro inconfundível do limão e soube que se tomasse só para agradar Sakura, mais tarde seu estômago reviraria.
O silêncio era constrangedor. Naruto estava se sentindo super bem em relação ao ocorrido há algumas horas, mas Sakura se mostrava acanhada e pensativa, como se revesse repetidas vezes o que havia feito.
-Sei que é meio estranho falar disso, talvez, muito cedo, só que acho importante saber como vai ser agora… -Começou como quem não quer nada.
-Hã? –Sakura estava tão dispersa e recolhida em si que mal havia escutado, após ouvir a mesma pergunta, ergueu rápidamente ambas as sobrancelhas e deixou a caneca na pia. –Bom, como você sabe eu namoro, isso não é certo…
-Você namora com o Sai!
-Sim, qual o problema?
-Eu simplesmente não consigo levar à sério isso entre vocês dois, não sei nem se vocês se beijam ou se transam… -Ela revirou os olhos. –Assume de uma vez que é tudo fachada!
-E se for? –Colocou a mão na cintura.
-Larga logo dele e fica livre! Você já conseguiu o que queria!
-Por exemplo…
-Bem… -Gaguejou. –Era para me fazer ciúmes, não? Então, beleza, assumo que me mordo de ciúmes e fico louco só de imaginar você com outro. Viu? –Forçou um sorriso e ela suspirou, buscando as palavras certas para dizer.
-Isso foi muito egocêntrico. –Comentou. Ele deu os ombros e garantiu.
-Mas é verdade.
-Que seja. É bom saber disso, mas não era exatamente isso que eu queria de você, Naruto. Que você tem ciúmes de mim eu sei, até um pateta nota isso, você não se dá ao trabalho nem de disfarçar! O que eu queria era que você percebesse que o mundo não gira só em torno de você, que eu não estaria sempre aqui. –Abaixou a cabeça. –Sabe… Depois que você salvou a vila e tudo mais, sua vida mudou, tudo vem fácil e você descarta fácil, não quero ser mais uma.
-Você não é… -Aproximou-se dela, que impediu que ele continuasse.
-Chegou um tempo que você não precisava medir esforços para conseguir a garota que quisesse e achou que fosse o mesmo comigo, só que não.
-Desculpa. –Falou sincero. –Eu fui um idiota.
-Foi mesmo! –Ela concordou sorrindo.
-Hey! Era para discordar e falar que não, eu não sou idiota, sou lindo e gostoso, e acrescentar um “te amo Naruto-kun” ao final dos elogios! –Ela riu.
-Me erra! –Disse divertida tentando passar por ele, mas acabou sendo pega pelos braços fortes.
-Não. –Ele disse em seu ouvido com aquela voz rouca, encostando as costas dela contra seu peito.
Fim de papo.
O frescor do chá de limão que Sakura tomara deu um sabor doce à sua boca que Naruto apreciava deliberadamente. No breu do quarto, ajoelhados sobre a cama, ele tirava com impetuosidade a camiseta que a vestia, deixando seus seios desprotegidos da sua boca sedenta. A calça mal abotoada também não demorou para ser retirada, assim como a última peça de Sakura e lá iam eles novamente se perder naquela infinidades de prazeres que proporcionavam um ao outro. Com a visão acostumada a escuridão, dá era possível ver melhor os traços do rosto de cada um e principalmente o brilho azulado e esmeralda das íris.
Ele estava sentado com ela em seu colo, um palmo acima de sua cabeça, o que deixava o pescoço longo e perfumado de Sakura à mostra. Arqueava a cabeça dela para trás segurando-a por baixo dos cabelos, em sua nuca, o que a excitava e ao mesmo tempo irritava, pois estava sendo totalmente submissa aos caprichos do loiro.
Era uma batalha de domadores, quem incita quem. Dois loucos apaixonados desimpedidos numa madrugada de verão, não sairia nada de bom, mas ambos tinham consciência disso, tinham sim… Antes e depois do ato, porque durante se deixavam seguir apenas pelos extintos animalescos que os uniam.
.o0o.
O vento vergastava o rosto de Sasuke com vigor desde o pé das montanhas de Kumogakure. Era sua primeira missão sozinho depois de uma recuperação forçada e ele recebera as piores condições. Em um prazo curtíssimo de tempo tinha que entregar um pergaminho ultrasecreto para o Raikage, em uma vila relativamente longe de Konohagakure. Ainda assim, ele chegou no alvorecer, jejuando e pernoitando com o único auxílio de pílulas reabastecedores que pegou emprestado no kit de Sakura. Ele sabia que aquelas pequenas bolinhas amargas davam um suporte inimaginável à ela, com certeza teriam o mesmo efeito nele. Entretanto, completaria um dia que saiu em missão, com certeza a ajuda que a balinhas davam era temporária e eficaz de acordo com as condições do corpo dele, sem dormir nem comer, ele não poderia reclamar se de repente caísse desidratado. Antes de shinobi, ele era um ser humano.
Enquanto pensava sobre seguir ou não a viagem, a brisa gélida ricocheteava seus cabelos lisos para todas as direções, como se os fios brigassem para roçar no rosto acetinado de Sasuke. Seus olhos negros e opacos se perderia na alturas das cadeias de montranhas que cercavam todo o local, tão altas que algumas chegavam a atravessar as nuvens, tendo seus cumes forrados de neve.
-Admirando a paisagem? –Uma voz o despertou. Uma voz conhecida e que o irritava. Sasuke não se deu ao trabalho nem de virar para olhá-lo, abaixou a cabeça e perguntou friamente.
-O que quer? –Não havia muita gente na estrada e naquela região montanhosa sua voz, mesmo baixa, fazia eco nas paredes geladas.
-O que você quer na minha vila. –Corrigiu. Sasuke riu pelo nariz e virou-se, mostrando com desinteresse o documento de autorização para entrar no País do Trovão. –Então os boatos eram corretos… Voltou a ser o peãozinho de Konoha. –O outro deu os ombros.
-Está tomando meu tempo.
-Ainda é cedo.
-Isso é nítido. –Ironizou. Uma breve troca de olhares e Sasuke se moveu, passando pela figura à sua frente.
-De certo precisa entregar esse negócio ao meu mestre. –Falou referindo-se ao grande pergaminho que Sasuke trazia amarrado nas costas. Este lançou um breve olhar para a rolo de papiro que carregava consigo e com indiferença confirmou a afirmação de Killer Bee. –Tsunade-sama é mesmo muito estúpida! –Riu. –Raikage o odeia mais do que eu. É melhor deixar esse troço aqui e dar o fora! –Sasuke continuou impassível, olhando diretamente para a figura alta e imponente a sua frente sem nenhum real interesse nas palavras que ele dizia. Ouviu outra risada, desmonstrando o deboche e impaciência do outro, mas ainda não se intimidava, só queria sair daquela conversa sem nexo antes que se irritasse. –Olha cara, toda a Nação Shinobi sabe que você está em um processo de reintegração na elite do País do Fogo e blá blá blá, isso não quer dizer que concordamos com isso, okay? Pra mim, para o Mestre Raikage, para o resto do mundo você continua sendo um frangote da Akatsuki, entendeu? Eu não corto sua cabeça agora porque Naruto-san ia me encher o saco, só por isso…
-Você fala demais. –Sasuke disse por fim, ultrapassando calmamente Killer Bee. Quando a terceira risada devassa foi ouvida do outro, o Uchiha soube que teria que resolver do modo mais difícil. Ao ouvir o som metálico de uma espada sendo sacada da banha, ele teve certeza. Colocou a mão não sua própria, não estava com pique para lutar, ainda mais com Killer Bee que ele admitia ser um adversário à altura.
-Será que vou ter que te dar outra surra? –Ambos ainda continuavam de costas um para o outro.
-Eu só quero terminar minha missão.
-Já mandei deixar o pergaminho e sair da minha vila.
-Tenho ordens para deixar nas mãos do Raikage, não do sósia dele.
-Dê mais um passo e eu te castro! –Vociferou retirando toda a espada da bainha. Assim Sasuke fez, deu um passo, um segundo e um terceiro, depois virou-se num reflexo felino para quebrar o golpe investido em direção da sua cabeça. O som agúdo do choque das espadas fazia os tímpanos vibrarem. O golpe foi forte e felizmente o bastante para Sasuke saber com quem estava lutando. Deu um meio sorriso, afastou-se dois metros e revidou o ataque, fazendo com que os gumes se beijassem de forma voraz e letal, mas nunca eficaz. Sasuke permanecia com o sorriso torto e o leve chame ao manuzear a katana, quase rindo da idiotica que vinha para frente. Mais alguns minutos de ataques e defesas, por um erro de equilíbrio e distração, Sasuke o desarmou e prensou o vinco da sua espada na garganta do sujeito e com outra mão apontou uma kunai na direção dos órgãos genitais do mesmo.
-E agora, quem vai ser castrado… -Disse divertido. –…Suigetsu? –O projeto de Killer Bee riu e Sasuke se afastou deixando um sutil risco de sangue no pescoço dele.
-Por um momento achei que tinha caído!
-Você é péssimo com transformações. –Disse guardando sua Katana. Suigetsu se revelou com o sorriso dentilhado e pervertido de sempre.
-Eu diria que fiquei com saudades se você não fosse um filho da puta! Haha! Você é esperto, mas não é páreo para mim na espada, desista!
-Acabei de te derrotar.
-A espada não era minha.
-Mas o cérebro era seu. –Sasuke andou em direção à cidade, ouvindo os passos atrás.
-Admite que ficou com medo! –Riu. –Eu ia pegar mais pesado, só que fiquei com pena caso você chorasse, eu ia rir muito! –Sasuke virou-se e o encarou com ar convencido.
-Primeiro: Killer Bee só fala em rimas; Segundo: ele não chama o Raikage de mestre nem o Naruto com o sufixo de “san”; Terceiro: ele não tem apenas uma espada e ele nunca daria um golpe como aquele primeiro ataque; Quarto: ele nunca admitiria alguém escostar o gumo da espada em seu pescoço. –Lançou um olhar furtivo para Suigetsu e voltou a caminhar.
-Ora, ora, levou uma surra e virou tiete do cara! –Revirou os olhos.
-Sei de tudo isso porque lutei ao lado dele durante a Quarta Grande Guerra Ninja. –Acrescentou. –A propósito, o que você quer? –Perguntou.
-Preciso disso daí que você está carregando.
-Por que?
-Tem algo aí dentro que me interessa.
-Lamento, mas isso não te pertence.
-Nem à você! –E riu. Sasuke continuou andando, indiferente. –Qual é Sasuke, tá mesmo ajudando Konoha?
-Qual o problema?
-Esqueceu tudo o que te fizeram? –Sasuke se virou, ficando a um palmo do rosto de Suigetsu, já estava no ápice de sua irritação.
-Seria ótimo se você cuidasse da sua vida e me deixasse terminar esse trabalho. –Bateu de leve no pergaminho. –Não somos mais o time Taka, você não é mais meu parceiro e as coisas não são mais como eram antes. Confome-se. Eu me conformei. –Depois de um breve silêncio, Suigetsu riu.
-Que incrível! Nunca pensei que viveria o bastante para ouví-lo falar tanta coisa em um fôlego só! –Sasuke revirou os olhos. –Você mudou, Sasuke-chan!
-Vai embora. –Pediu.
-Preciso do pergaminho.
-Pegue quando estiver nas mãos do Raikage, enquanto tiver sob minhas responsabilidade você não vai tocá-lo.
-Está me estressando, Sasuke… -Disse. –Essa porcaria não significa nada para você, o que custa dar para mim, eu preciso, não entende?
-Não.
-Sabe ao menos o que tem aí dentro? Essa é a garantia da minha vida!
-Isso nas mãos do Raikage é a garantia da minha liberdade. –Sasuke retrucou. -É cada um por si, quando vai perceber? –Virou as costas para Suigetsu pensando que não o ouviria mais, mas é claro que isso não era possível.
-Okay. –Largou os braços ao lado do corpo. –Tudo bem. Só se certifique de achar alguém de segurança para cuidar do seu filho quando eu morrer! –Cuspiu as palavras e não esperou Sasuke se virar para vê-lo partir, já havia se desintegrado na rasa névoa.
Sasuke engoliu um seco. Seu lado humano havia se remexido, de alguma forma. Depois disso e definitivamente não seguiria com a missão precisava de um tempo para pensar.
Notas finais
Comenteeeeeeeeeem!
Beijocas!
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