Strokes
25 New pain
Notas iniciais
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Revisei rapidamente, aposto que vão encontrar erros de digitação. ME AVISEM!
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Alguém viu o mangá? Só eu acho que a Sakura vai dar uma de Chyou e bater as botas?
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Aproveitem!
Sasuke foi o primeiro e o único de ficar de vigia à noite, cochilava e acordava assustado com algum pesadelo. Quando acordou pela quinta vez, demorou para assimilar o que era sonho e o que era realidade quando sentiu a presença de uma quarta pessoa ali. Ao ver que a fogueira não brilhava e que as sombras a uma pequena distância eram pequenas demais para serem árvores, percebeu que era hora de acordar.
-Naruto. –O chamou uma só vez, sério, sem desviar o olhar das sombras por um minuto sequer. Daria tempo de sacar suas armas e acordar os outros sem alarde? –Acorde! –Sussurrava. As sombras se mexeram. Logo ele se colocou em posição de ataque ainda em cima do barco com o pé entre Naruto e Sakura, tentando acordá-los. Ao dar um chute mais forte na garota, seu corpo se transformou em um tronco de madeira assim como o corpo do Naruto.
Claro que eles não abaixariam a guarda dessa forma. Sasuke se sentia envergonhado, como um garoto assustado tentando ser salva, suas intenções eram das melhores.
-Apareçam! –Vociferou para as silhuetas pretas. Estava escuro, mas já conseguia ver que eram homens, só não sabia quem eram, embora tivesse alguns palpites.
-Será que ele falou com a gente? –Naruto sussurrou para Sakura que observava tudo de cima, na copa da árvore.
-Fica quieto! –Repreendeu Naruto. Sakura elevava seu olhar além das árvores e barrancos, tentando concentrar-se nos chakras. Como queria ter um byakugan nessas horas… Ela contava, um por um, seis, dezessete, vinte e quatro, trinta e nove, quarenta e cinco, sessenta e um… -Naruto… -O chamou como um pedido de ajuda. -Temos problemas. –Engoliu um seco, ainda contando.
-Que tipo de problema?
-Um problema numeroso! –Dizia escalando mais a árvore para poder ter uma visão geral do local.
-E agora?
Ela via copas de árvores se mexendo, galhos estalando lá longe e sabia que não era só o vento, eles estavam vindo. –Estamos fodidos.
Sasuke impaciente com sua falta de visibilidade (a cegueira comum e a noturna, para ajudar), ateou fogo em pelo menos oito raízes de árvores fazendo um arco de fogo ao redor da meia dúzia de homens que se escondiam no breu. O que ele viu o deixou desconfortável. Meia dúzia eram os mais próximos, atrás de cada árvore havia um capanga pronto para atacar.
-Sasuke idiota! Por que fez isso? –Sakura praguejava. Tentava bolar um plano, uma forma de sairem dali ilesos, já que aquela legião de ninjas não se pareciam com meros artesãos de Takumi no Sato, pareciam ser ninjas de verdade e a julgar pelas tatuagens nos braços, eram parte de alguma elite. –Não vê que só vai atraí-los mais rápido? –Disse para si mesma, mas Naruto completou:
-Eles já sabem do nosso paradeiro há muito tempo. –E saltou para o lado de Sasuke.
-Naruto! –Socou a árvore. –Argh! Seu idiota! Dois idiotas! –Sakura praguejava.
-Quem são vocês? –Sasuke perguntou, primeiramente calmo, mas cauteloso.
-Somos quem somos e não queremos vocês aqui. –Respondeu o da frente, aparente o líder da multidão.
-Não estamos aqui para ficar, só estamos acampando, em missão. –Naruto respondeu ao pousar ao lado de Sasuke. –Mas não devemos-lhe satisfações. –Acrescentou. –Vocês, sim. –Apontou. –Ou acham que é educado atrapalhar o descanso de um ninja? –Eles debochavam, aproximavam-se sorrateiramente, quase imperceptíveis. Fechavam os três num círculo mortal.
Sakura notou, com mais claridade, as roupas e o significado das tatuagens. Eles eram um tipo de ANBU independente, como a ANBU Ne de Danzou.
-Para quem trabalham? –Sasuke perguntou.
O homem riu antes de dizer:
-Tá achando a gente com cara de quê? Capangas?
-Quer que eu responda? –Sasuke retrucou. O homem torceu o bico e deu mais um passo. –Se vir mais perto eu corto sua garganta.
Desafiado, o marginal deu mais um passo para frente.
-Tente! –Incitou com uma voz galanteadora e debochada.
Todos, absolutamente todos os ninjas haviam esgotado a paciência de Sasuke que desde o povoado estava estressado, guardando sua ira para descontar em um homem só quando precisasse. Sua fome, seu cansaço, sua noite mal dormida não valiam a paciência que ele fingia ter. Não estava ligando para quem eles eram, ia matar um por um.
Seu sharingan já estava ativado, seu chakra concentrado em seus braços e pernas e seu ódio despertado quando o homem mencionou dar o segundo passo mais perto. Quando Sakura viu que Naruto havia percebido a ira do amigo e não fez nada, decidiu agir por conta própria, pensar rápido.
Ela não ficaria fora de vista por muito tempo, a árvore não era tão alta, os galhos e folhas também não eram muito unidos e provavelmente já havia algum shinobi de tocaia. Usaria a desvantagem a seu favor quando tivesse certeza de que Sasuke ia fazer o que ela pensava que ele iria.
E ela tinha razão.
Quando o ninja apoiou o calcanhar na terra, mais próximo ao Sasuke, desafiando seu aviso, não levou muitos segundos para que a katana de Sasuke cortassem o ar em 360º, na altura do pescoço dos shinobis que os cercavam, fazendo com que pelo menos quinze deles caissem com as mãos na garganta, inclusive o atrevido que o provocara. Tão rápido quanto os homens caíram, os que estavam atrás e a espera atrás das árvores atacaram, mas não atacaram por atacar, atacaram com vontade, Naruto via em seus olhos raivosos a vontade de derramar o sangue dele e de Sasuke.
Além se destemidos, eram fortes, o bastante para Naruto recuar dois ou três passos quando mais de quatro ninjas o atacava ao mesmo tempo. Ele fez o kage bushin para igualar os números, mas os clones mais serviam para os fazê-los ganhar tempo do que para efetivamente parar os ninjas (seja machucando ou matando). Sasuke e Naruto utilizavam até o momento apenas taijutsu para conter o cardume humano que avançava tentando afogá-los no próprio sangue, mas depois de alguns minutos, já estava ficando difícil levar a luta na esportiva, eram ninjas realmente habilidosos. A cada cinco que enfrentavam, um caia e surgiam mais três para ajudar a levantá-lo.
Naruto se perguntava como aquela organização independente poderia ter essa quantidade de shinobi e de shinobi bem treinados. A Akatsuki, maior organização criminosa, contava com ninjas de um nível altíssimo de poder, entretanto não eram muitos. Não que ele comparasse aquele multirão de revolta com o grupo das nuvens de sangue, mas era algo inédito, para ele, haver tanto ninja bom dentro de um grupo com um propósito ruim.
Quando os cercaram pela margem do rio e pelo bosque, avançando na direção dos dois que recuavam tropeçando nos corpos mortos, Naruto resolveu tirar sua dúvida.
-Quem são vocês?! –Repetiu a pergunta de Sasuke. –O que querem? –O que fazem? Digam!
-Não faz diferença.
-Se vamos lutar, é bom sabermos pelo quê estamos lutando. –O homem riu da afimação de Naruto.
-Nós estamos lutando porque não admitimos que lixos de Konoha pisem no nosso território. –Falou o mesmo homem limpando a face da espada na calça. –Que comam das nossas frutas, que bebam da nossa água, que descanse na nossa terra. –Vociferou. –Agora me diga, por que vocês lutam se sabem que vão morrer. –Abriu os braços. –Olhem para nós! Somos a maioria! –Sakura observava, concentrando-se em seu plano.
-Isso é pelo o que aconteceu da aldeia? –Sasuke perguntou indignado. –Porque se for, você é muito otário! Como pode vestir uma falsa independência do seu país com um grupo enorme e ainda assim me dizer que luta por sua comida, sua terra e sua água? –Os homens riram em conjunto. –Que merda vocês são?
-Sabakuma (abreviação de Sabaku no Akuma, Demônios do Deserto). –Outro respondeu. –O rio, a floresta e o deserto são nossos. –Sorriu convencido.
-Não, é de todos, governado pelo Senhor do País do Rio e por Gaara-sama. –Naruto disse à eles como se explicasse à uma criança. –Estamos em missão, peço, por favor, chega de brincar, não queremos mais estragos. –Referiu-se aos monstros de corpos no chão. Ele e Sasuke possuiam alguns cortes, mas ainda estavam bem.
Novas risadas e um Sasuke casa vez mais fora de controle. –Qual a parte de que vamos matá-los ainda não ficou clara? –Sasuke, de olhos fechados, ativou o seu sharingan sob as pálpebras. –Temos asco por vocês, ninjas de Konoha. Mesmo se não tivéssemos, vocês mataram nossos homens. –Apontou para os cadáveres. –Agora, iremos matar vocês, mas antes, esse putinha medrosa aqui! –Três homens traziam – com dificuldade – Sakura pelos punhos e pescoço com uma kunai pressionada no seu seio esquerdo.
-Narutooo! –Ela gritava enquanto se debatia.
-Sakura!!! –Naruto fez menção de avançar para resgatá-la, mas Sasuke o puxou de volta.
-Isso é pelos nossos pais e irmãos que morreram na guerra pelo seu povo medíocre! –E fincou a arma no coração da rosada que bradou um grito agúdo.
-Sakuraaaa! –Naruto soltou-se do aperto – forte – de Sasuke e partiu como um leão em direção aos homens que a seguravam e a machucavam. Foi coisa de milésimos de segundos.
Naruto avançando como um animal, deixando o chakra da raposa fluir pelo seu corpo; Katsuyu’s espalhadas nas árvores com um micro papel explosivo em cada; Sasuke abrindo seu olho esquerdo e incendiando tudo ao redor com seu Amaterasu e homens caindo aos montes.
Eram minoria, mas eram rápidos. Enquanto os inimigos estavam atordoados com o fogo negro e as explosões repentinas, Naruto e Sasuke se encarregavam de eliminá-los enquanto Sakura realizava a segunda parte do seu plano, desviando a atenção dos ninjas para ela.
Havia por volta de trinta ninjas no chão, embora o número não significasse nada comparado aos que estavam de pé e pré dispostos. Ela fez com que fosse notada e seguiu para sudoeste com Katsuyu dividida em centenas deixando seu rastro com o sangue dos ninjas que vinham atrás. Uma explosão a cada passada, ninjas caíam de três em três, se não pelas explosões, pelo gás tóxico que elas liberavam. Isso ainda não era o suficiente. Os bushins de Naruto não estavam dando conta e mesmo com o chakra da Kyuubi, ele se sentia esgotado, estava acumulando noite mal dormidas. Sasuke, que apesar de tudo não estava cem por cento, permaneceu com o sharingan ativado por mais alguns minutos, mas quando sucumbiu ao cansaço, não houve volta. Ficaram assim por muito tempo, os dois, lutando, tentando economizar o máximo possível de chakra, combinando seus jutsus e dando suporte um ao outro até que todos os ninjas que ficaram nos arredores para matá-los estarem no chão a míngua.
-Onde ela está? –O Uchiha perguntou por Sakura enquanto limpava a espada. Naruto concentrou-se no seu Modo Sannin para sentir a áurea de Sakura. Ele sabia que ela estava afastando os ninjas dali, mas não sabia qual era seu plano com isso. Correr até eles se cansarem? Não daria certo, levando em consideração que ela devia estar mais esgotada do que eles. Precisava socorrê-la.
Enquanto ele a localizava, Sasuke vistava os bolsos dos homens mortos – ou quase – a procura de algo que os identificasse. Não achou muita coisa. Possuiam uma tatuagem de graxa com a figura de dois ganchos virados para o lado oposto do outro, no meio deles, descia uma fileira de cinco pontos coloridos. Sasuke observou bem o desenho e continuou checando os bolsos até encontrar uma referência.
-Ela está indo na direção de Suna. –Naruto fez uma dezena de Kage Bushins. –Vou mandá-los na frente para dar suporte à ela, mas precisamos alcançá-la antes que ela chegue ao deserto.
-Vamos queimar os corpos?
-O fogo do seu Amaterasu vai fazer isso.
-E os que não estão vivos? –Sasuke perguntou, ouvindo ao fundo da sua pergunta gemidos. Naruto olhou ao redor.
-Vamos rezar para que sobrevivam. –Disse com a voz baixa, em seguida olhando para Sasuke. –Eu não gosto disso.
-Faz parte.
-Eu não cheguei matar nenhum. –Naruto o olhou com um misto de desgosto e preocupação.
-Eu não cheguei a matar todos os que estão mortos… -Sasuke disse contrariando o amigo.
-Eles nem são ninjas oficiais, Sasuke. –Dizia com pesar.
-Mesmo assim, nos cansaram. Eles não são as vítimas, Naruto.
-Quem são? Nós? –Esperou a resposta que não veio. –Definitivamente, eu não gosto disso.
Ficaram mais alguns instantes recolhendo informações enquanto os bushins iam como bala em busca de Sakura.
“Não consigo entender porque fomos atacados”, Sakura pensava, “eles são criminosos, não deveriam tomar as dores da vila”. Suas kunais já estavam escassas, seibons com veneno não surtiam tanto efeito, ela diminuia a velocidade das passadas e eles pareciam aumentá-las. Logo ela se cansaria e eles a alcançariam. Não sabiam quantos eram ao certo. Talvez ela conseguisse lutar com metade deles, mas sozinha…
Por um erro de cálculo de distância, ela pisou de mal jeito em um tronco muito afastado do outro, torcendo o pé e caindo, sendo cercada rapidamente pelos ninjas. Colocou-se de pé como pôde sentindo o peito do pé reclamar. Eram só homens, um bando de homens, como ela poderia deixar-se enfraquecer diante se um monte de sacos murchos? Onde estava seu orgulho? Embora confiasse nos meninos, não tinha ideia de como eles estavam, pois não viu quantos haviam ficado para trás lutando com eles. Ela não poderia contar com a aparição mágica dos dois cavaleiros para salvar a donzela.
-E agora, garotinha? –Um homem ferido, provavelmente sobrevivente de algum ataque dos três, falou todo irônico. Outros complementavam sua fala com frases grotescas e machistas.
-Eu não bato em mulheres. –Um disse. –O que podemos fazer com você? Me dá uma dica, Kaito! –E riram. Os pulsos de Sakura estavam cerrados, prontos para qualquer engraçadinho que se aproximasse.
-Você até que é bonitinha, hein! –O tal Kaito disse, fazendo os colegas rirem.
-Matem-na. –Outro disse ao fundo. –Ela é perigosa. Há meia dúzia do bando envenenados lá atrás. –Dizendo isso, um homem caiu ajoelhado tossindo sangue, mais uma vítima das seibons.
-A matamos. –Kaito olhou em seus olhos verdes, focados. –Mas antes vamos fazê-la pagar pela vida dos nossos amigos. –Quando Sakura viu o homem afrouxando o cós da calça, não teve dúvidas do que fazer.
Recorreu ao Selo Yin, potencializando sua concentração de chakra e avançando no infeliz que insinuara aquilo que ela mais temia na vida. Três vieram de uma vez por trás para pegá-la, mas ela esquivou-se antes, cercando novamente o sujeito Kaito.
-Você não vai fugir, seu… -Não terminou de falar. Foi socada por um ninja com um soco inglês nos dedos. Ela tocou os lábios, sentiu o gosto metálico, o escarlate do próprio sangue nos dedos. Nesse segundo de distração, um mão a tocou, na nádega e sua reação foi tão automática que ela não se importou com nada nem ninguém. Socou o autor do gesto com toda a força que tinha e insatisfeita, fez o mesmo com o restante. –SHANNARO!!! –A cratera que se formou era de um diâmetro não grande que seria possível formar uma arena equivalente a da Prova Chunnin ali. Poeira, casca de árvores, chuva de folhas e muito barulho. Ela havia destruido um quarto da floresta do País do Rio. –Apareçam!!! Seus filhos de uma… -Levantava facilmente os troncos de árvores caídos em busca de uma alma viva, e para sua sorte, ainda havia muitos, os mais fortes. Ela só se perguntava de onde aqueles homens tinham saído. Como aldeões de um país sem milícia podem ser tão resistentes? –Maldito! –Matou um que gemia alto por conta do braço quebrado. –Onde está você, querido Kaito! –Gritava chutando os corpo presos embaixo dos troncos de árvore. Enfim ela achou o corpo do homem. Reconheceu por conta do colar de peixe que ele usava. Seus membros haviam se separado do corpo. –Ninguém toca em mim. Ninguém! –Pegou o resto do corpo e o lançou a uma longa distância, buscando por mais alguém vivo.
-Sasuke, ouviu isso? –Os dois já estavam a caminho da localização de Sakura, os bushins nem haviam chegado até ela, tinham sido parados no meio do caminho e eliminados por um grupo que ficara de tocaia. –De onde estão saindo esses ninjas do inferno? Estão brotando igual feijão! –Corria mais rápido. –Sasuke reparou nas pegadas recentes. Havia muito mais do que vinte shinobis, todos também iam em direção a explosão.
-Precisamos ir rápido, Naruto.
-Eu sei. –Ela dizia sério. –Só espero que não tenha sido Sakura que explodiu tudo isso. –Disse ao entrar no campo aberto com Sasuke, que não entendeu o que o amigo disse. –Nossos problemas irão triplicar caso ela o tenha feito.
Quando aproximaram-se mais, viram Sakura lutando com um bando em volta dela, ensanguentada e… incrível. O Selo Yin na sua testa brilhava e seu rosto expressava uma fúria até então desconhecida. Parecia que sua raiva não tinha limite. Naruto, ainda com o Modo Sannin, sentia ódio fluir no chakra esverdiado da garota, sua força energizada ao máximo. Cada soco que acertava, era certo que um homem morria. Kunais atravessavam sua carne, espadas e golpes eram acertados, mas tudo curava-se instantaneamente. Era triste de vê-la. Não parecia ser a Sakura, meiga, sensata, que evita matar, que evita mostrar seu poder, ela estava levando a situação ao extremo.
Naruto estava tão chocado que não vira Sasuke a metros a sua frente, chegando no círculo de homens que se formava ao redor da garota e tirá-los um a um, cortando suas barrigas e coxas. Sasuke e Sakura lutando como se aqueles homens fossem os clones do Zetsu da guerra, lutando com aqueles homens como se eles fossem ‘coisas’ sem razão nem sentimento para qual dar importância. Sobraram dez em pé que também recorreram ao máximo do poder que tinham. Naruto continuava com o Modo Sannin, Sasuke se esforçava ao máximo para continuar com o sharingan, não estava completamente curado da visão, havia sido lançado contra as rochas duas ou três vezes e Sakura continuava no ápice do seu poder.
O último homem caiu pelas mãos de Sakura, montada em seu tronco dando murros no rosto morto até o maxilar sair do lugar.
-Para, Sakura! –Disse Naruto assustado com a fúria da garota, mas ela continuava. O som grotesco do músculo se partindo e dos ossos quebrando era agonizante até para Sasuke, acostumado com chacinas como esta. –Já chega! –Pegou Sakura por trás, pelos braços, mas ela virou-se rapidamente e o socou no estômago. Naruto foi lançado a cinco metros. Quando Sasuke tensionou em aproximar-se dela, recebeu o olhar mais furioso que ela exibira até então.
Era uma situação de confusão.
Sakura estava uma fera.
Pássaros rondavam e grasnavam alto em torno da área desmatada, sofrendo por seus ninhos destruídos, os ovos trincados. Cantavam alto uma melodia de dor que ecoava pelos ventos ferozes da divisa do País do Rio e do País do Vento. Eles chamavam socorro, vingança.
Naruto limpava o sangue que escorria pelo canto da boca com a costa da mão. Sentiu o braço esquerdo fisgar. “Puta merda”, pensou. Quebrou o braço de novo. Sasuke sentia suas costelas (e seus olhos, principalmente), mas ainda não tinha certeza de que havia fraturado ou apenas dado um mal jeito. Tirando a exaustão e a fúria, Sakura estava intacta.
-Você está bem? –O loiro se levantou e foi se aproximando da garota, com cautela, como aproximava-se de um bicho feroz que a qualquer momento poderia atacá-lo. Ele nunca a vira daquela maneira. Ela estava mais do que brava, estava abalada com alguma coisa.
Sasuke observava pelo canto do olho. Reparava no céu, sem núvens, os primeiros raios do dia chamuscando o céu com um tom lilás. Já era possível sentir minúsculos grãos de poeira baterem contra seus olhos. Estavam a um passo do deserto.
-Acalme-se. –Ela disse, a menos de um metro de distância da garota. Ela tinha sangue nas mãos. Sem nenhum machucado. O Selo Yin providenciou sua vulnerabilidade absoluta. –Por que está assim? –Então os olhos de oliva, rancorosos, ficaram brandos, porém tristes, como se fitassem a cena mais trágica de sua vida.
-Eles não eram bons… -Sussurrou com a voz chorosa. Naruto afastou uma mecha do cabelo rosa para trás da orelha. –Eles…
-Vem cá… -Ele ia acalentá-la como uma filha após a primeira missão depois da Academia. Uma criança traumatizada, precisando de amparo.
-Você não entende! –O soltou ainda agressiva, com o calor voltando a tomar-lhe a face. Migrou o olhar para Sasuke e para os corpos no chão. Ela tentava falar, explicar o que sua boca não conseguia dizer. Ela tentava, eu juro que tentava, mas era difícil até para sua mente assimilar isso.
Por uma gama diversificada de variáveis razões físicas e psicológicas, ela pendeu aos pés de Naruto que a agarrou como pôde. Desmaiou antes de se explicar.
-Sasuke! –Gritou. O garoto veio. –Está inteiro? –Perguntou com uma careta. Ele apoiava todo o peso de Sakura no braço quebrado. Sasuke percebeu a situação do amigo e assentiu, mesmo com a dor aguda na caixa toráxica. Apanhou Sakura e a jogou sobre os ombros. –Precisamos chegar o mais rápido possível à Suna. –Disse tocando o braço, uma tentativa fajuta de recolocar o osso no lugar. Não suportava a dor.
-Ela é nossa médica, não podemos atravessar o deserto no nosso estado. –Sasuke se opôs.
-E sugere que fiquemos aqui esperando aparecer mais uma alcateia daquelas e acabar com a gente de vez?! –Sasuke riu envergonhado. –É uma vergonha, nós, tão fodões, estarmos nesse estado por causa de rebeldes.
-Pelo menos matamos todos.
-Não… -Naruto disse ao prestar atenção em alguns rangendo os dentes. –Por falar nisso, acho bom levarmos pelo menos um para ser interrogado. Não fazemos ideia de onde esses diabos saíram. Você está com os documentos? –Sasuke afirmou. –Certo. Então, vamos? –Perguntou arrastando um sobrevivente pelos punhos com o braço sadio.
-Espere. –Usou o restante do chakra para invocar o Manda. –Vamos com ele. –Naruto não entendeu. O réptil abriu a boca e Sasuke foi entrando com Sakura nos braços, enquanto Naruto fazia o maior escândalo do lado de fora. –Anda!
-Como sabe que ela…
-Ele… -O animal corrigiu.
-… não irá nos engolir?!!!!
-Naruto, precisamos ir. Logo aparecerá alguém para ver quem fez essa bagunça.
-Mas…
-Atravessamos o deserto dentro do Manda, assim, ficaremos protegidos do sol, da desidratação e das tempestades de areia, sem contar que com ele dificilmente nos perderemos.
-Que destino, mestre? –Perguntou a criatura com a voz cavernosa.
-Suna. –Naruto, contrariado, entrou e assim partiram rumo a aldeia de Gaara.
Notas finais
Contato comigo, por enquanto, só por aqui e pelo meu Twitter (@_MirelleFerraz).
Vou deixar meu Tumblr exclusivo para meus trabalhos com fanfics e crônicas originais, mas isso ser´amais para frente. Por hora, deixem reviews, MP's, me digam o que estão achando da história.
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O próximo capítulo será um flash back da Sakura, meio que um "especial Haruno" o o Gaara irá surgir! ÔoÔ Vai tretar com o Uchiha-kun! rsrsrsrs
Beijos.
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