Strokes
13 New nurse
Notas iniciais
Vou deixar aqui o link na minha página. Curtam e compartilhem! Há trechos de Strokes, Sinal Positivo, A Hóspede e outras fics e histórias que escrevo!
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Boa leitura!
Não lembrava-se exatamanete de quando e como havia dormido, aquilo não era normal, ele dormir e acordar sem pesadelo. Ao olhar para os lados e perceber que ainda estava escuro, desanimou-se. Sentia como se nunca mais fosse dormir uma noite inteira. Com sede levantou-se e foi até a cozinha, surpreendendo-se ao encontrar Sakura lá, sentada de um lado da pia com uma caneca nas mãos.
-Chá? –Ofereceu. Já estava habituada ao jeito esquisito dele, tanto que decifrou seu silêncio com um “sim, aceito chá, Sakura. Muito obrigado.”. Se ele não quisesse, balançaria a cabeça para os lados ou olharia para a caneca de chá nas mãos de Sakura com desprezo. –Tá em cima do fogão. Joga gelo para ficar como você gosta. –Falou enquanto bebia o seu. Ele esperava que ela descesse e lhe service, não porque ele tinha preguiça, mas geralmente quem oferece, serve, além do mais, é função da mulher distribuir o chá e outras bebidas.
“Ao que parece, ela é diferente”, pensou.
-E os olhos?
-Pior do que estavam. –Respondeu logo depois de tentar colocar o chá na xícara e ter derramado tudo fora. Frustrado, jogou a xícara e o bule contra a parede.Um ficou despedaçado e o outro amassado em uma das faces. Sakura abaixou calmamente sua caneca e o observou lidar com sua própria ira.
-Paciência é uma virtude que lhe falta. –Sua voz. Irritante. Repugnante. Ele não aguentava mais. Marchou em direção à ela que mantinha a mesma expressão serena de irônica, completamente impassível. Ela não o temia. Talvez porque soubesse que por hora, ele não se atreveria a nada, só que estava a ponto de mudar essa sua conduta para com ela. –Seus olhos de coelho não me assustam. –Falou referindo-se ao sharingan do Uchiha. –Vá para cama e descanse, amanhã está enxergando melhor.
-Me deixa! –Ele disse. Em seguida tudo o que Sakura ouvir foi o baque da porta na sala. Suspirou. Desceu da pia, lavou sua caneca e foi dormir deixando a bagunça para o bagunceiro arrumar. Nada mais justo. –Espera Naruto saber que ele quebrou uma xícara do meu jogo favorito. A luta vai ser épica! –Dizia para o nada.
.o0o.
Nas ruas, apenas ele e gatos sem dono, o que os diferenciava um do outro era a liberdade que ele não tinha.
Liberdade. Algo que ele não sabia explicar, mas sabia muito bem o que era.
Chegou num campo público de treinamento e por lá ficou, fazendo flexões, abdominais, escaladas, praticando taijutsu e outras atividades que não requerissem chakra. A raiva de si mesmo que o dava a força que ele não tinha. Culpa. Que motivação maior do que essa? Doía, o abdomêm, as pernas, os braços e os olhos, ardiam comos e tivesse brasa neles. Tudo doía. Ele estava nas barras quando ouviu seu nome ser chamado. Ergueu seus olhos à procura do dono da voz e no mesmo instante seu corpo o traiu, pendeu num amontoado de folhas sobre um colchão de grama. Não fez questão de levantar-se.
Percebeu que já era dia quando olhou diretamente para o céu e o Sol ofuscou suas vistas. Também percebeu algo que fez seu coração sobresslatar-se. Ele conseguiu distinguir as nuvens no céu. Até um dia antes o céu não passava de um grande colchão escuro. Tudo era escuro em sua visão, num tom acinzentado, morto… Além de ser tudo embaçado. Visualmente, todo dia era nublado a arisco, só sabia que o céu estava aberto pela luz dolorosa do Sol e o calor, tirando isso…
Sentiu passos se aproximando. Não se importava com quem fosse. O parque era público. Ninguém poderia bronqueá-lo por estar ali. Também ninguém se importava com ele.
-Kakashi… -Sussurrou ao ver o rosto do sensei bloquear sua vista do céu.
-Muita gente deseja tirar sua vida, não faça isso você mesmo, pela sanidade de centenas de pessoas.
-Vá se fuder. –Disse ofegante com os olhos fechados, evitando os raios solares.
–Agora vamos para casa.
-Não tenho casa.
-Vamos para onde você mora.
-Ela não me quer lá.
-Sasuke, não é questão dela querer… –Mãos o ajudaram a levantar, mas ele não conseguiu ficar de pé por mais que alguns segundos, seu corpo estava debilitado e muito cansado. Kakashi suspirou diante daquele estado deplorável e deu ordem para seus acompanhantes levarem-no para a casa de Sakura.
Chegou em casa ofegante, escoltado por dois jonnins. Sakura estava na cozinha já pronta para sair em uma pequena missão numa vila próxima, teria que realizar uma cirurgia complexa que apenas algumas exceções de médicos recebiam treinamento para executá-la. Ela se incluia nessa pequena excessão e era a única disponível para fazer a operação.
-Oh, que bom que o trouxeram! –Exclamou quando abriram a porta. Enquanto arrumava sua mochila, avisava Sasuke sobre o estrago que fez na madrugada. –Os cacos de vidro não irão andando magicamente para a lixeira e eu não vou ficar sem tomar chá porque você estragou meu bule! –Dizia sem importar-se com Sasuke que estava praticamente desmaiado no sofá de tão cansado. Ele sentia como se seus batimento cardíacos pudessem ser ouvidos a metros de distância. –Tudo bem Kakashi-sensei? –Cumprimentou. –Meninos. –Ambos os jonnins lhe devolveram uma pequena reverência.
-Por que o deixou sair sem sua companhia? –Kakashi perguntou sem delongas. Sakura olhou para os lados à procura de mais alguém atrás de si e perguntou teatralmente.
-Falou comigo? –Kakashi confirmou. –Quer dizer que virei babá , terei que seguir ele igual uma sombra?
-Quando Naruto não estiver, sim. –Ela riu em deboche.
-Mas só pode estar de brincadeira! Então se ele estiver afim de ir à uma casa de prostituição eu terei que ir junto porque Naruto não está aqui? –Sasuke olhou para ela com uma confusão palpável. Ela já devia saber que ele não era homem de ir nesses lugares. Ele não tinha mudado muito desde que fugiu da vila, continuava indiferente a essas luxúrias. –Vocês já estão pedindo demais! –Pegou sua mochila do sofá, pronta para ir ao hospital e deixar os três homens cuidando do Sasuke, mas Kakashi a impediu.
-Ele é responsabilidade tanto sua quanto do Naruto, dede que fora convocada para esta missão. Ele está sem restritor, poderia ter fugido, já pensou nisso?
-E por que não foi, besta? –Dessa vez perguntou olhando para a figura no sofá.
-Sakura! –Kakashi a repreendeu. –Já estou me irritando com isso…
-Só lamento! –Deu os ombros tentando passar novamente. Sem chances. Kakashi estava decidido a prendê-la ali.
-Precisa ter mais responsabilidade, Sasuke é sua missão atual, então colabore!
-Otário! –Olhou furiosa para Sasuke. –Fez Kakashi-sensei me dar um sermão! –Suspirou. –Agora vou…
-Espera! –Kakashi a impediu de sair novamente. –Antes de ver Sasuke tentando suicídio por exaustão extrema, estava vindo lhe dar um comunicado.
-Que comunicado? –Perguntou agora séria, com a expressão costumeira que mantinha a maior parte do dia.
-Naruto voltou da missão.
-Cadê ele então? Por que ainda não veio?
-Ele está no hospital. –Ao proferir aquilo, não teve Kakashi, jonnin ou anbu que a segurasse naquela casa. Era seu melhor amigo, era o Naruto que estava no hospital. Ela tinha que fazer seu papel e ficar lá com ele, cuidar dele seja lá o que fez com que o mesmo tivesse de ser mandado para o hospital ao invés de casa, onde ele tinha uma médica que poderia muito bem cuidar dele, talvez cuidar melhor do que as enfermeiras do hospital.
Ao chegar nem perdeu tempo assinando lista de visitantes ou dando satisfações sobre sua indisciplina ao entrar num ambiente sério de forma tão leviana. Ela era Sakura. Muitos não sabiam seu nome ou sua importância, entretanto sabiam que se uma garota de cabelos rosa os mandassem calar a boca, eles deveriam calar, assim como se ela quizesse entrar no hospital desrespeitando todos os protocólos, eles deveriam deixar.
-Onde está o Uzumaki? –Perguntou à uma das enfermeiras que passavam por si no corredor.
-Ahm… Não tenho certeza… -Olhava para os lados como se algo pudesse fazê-la lembrar-se. –Creio que no corredor D. Olhe as fichas ao lado dos quartos.
-Ok. Obrigada! –E saiu apressada, fazendo como foi aconselhada, checando todas as fichas de todos os quarto que passava buscando o nome do amigo. Estava evitando ir pelo caminho mais fácil, ir na secretaria e recolher as informações necessárias para encontrá-lo, isso chamaria atenção.
-Finalmente o encontrou aos cuidados e gracejos de uma enfermeira, que por um acaso, ao virar-se para si, era a que Shizule escalou para substituí-la durante a missão ridícula de babá do Sasuke.
“Minha substituta”, pensou, em dois sentidos, claro. Ela estava tentando substituir não só sua posição no hospital como na vida pessoal ao ficar de gracinhas com Naruto. Não sabia dizer porque sentiu-se violada ao observar mãos delicadas e aparentemente macias enfaixarem o braço másculo e bronzeado do Naruto, do seu Naruto. Era ciúmes, ela sabia, mas nem através de tortura admitiria.
Era ela quem devia estar no lugar da moça, com suas mãos ósseas e calejadas, às vezes rígidase frias demais, porém precisas. Considerava Naruto seu patrimônio, de um jeito estranho, pois não eram nada mais do que amigos. De qualquer forma, ela detestou vê-lo aos cuidados de outra.
A porta foi fechada atrás de si. A enfermeira e o paciênte emrubresceram:Ela por ser flagrada e ele pelo seu estado. Ora, onde já se viu um ninja renomado, tão bom como ele deixar alguém fazer aquilo com seu corpo forte e invulnerável? Era vergonhoso encontrar-se assim, ainda mais na frente de Sakura. Braço quebrado, queimaduras e arranhões profundos.
-Sakura-chan. –Abaixou o olhar. Ao ouvir o nome da mulher que acabara de entrar no quarto, a enfermeira, antes sesentada em um banquinho, lenvantou-se encabulada e cumprimentou-a, recebendo de volta um olhar imponente de Sakura.
-O que aconteceu, idiota? –Perguntou aproximando-sedele para checar o estrago.
-Uma explosão –Apontou para as queimaduras e arranhões. –e um cara barra pesada! –Apontou desta vez para o braço, tentando fazer graça, só que Sakura sustentava sua expressão concentrada e parecia não estar desposta a ceder as tentativas fajutas de Naruto para amenizá-la.
-Ele estará bem até o fim do dia. O chak...
-Eu já sei. –A interrompeu sem nem ao menos olhá-la. –Conheço-o melhor do que ninguém. –Assentiu, encabulada, voltand a se sentar no banquinho.
-Sakura-chan! –Naruto a repreendeu, estendendo a mão boa para a menina sentada. –Hotaru é uma graça! –Deu os ombros, mas ao vê-lo de mãos dadas com a menina, enfureceu-se.
-Realmente. –Concordou sem nenhum entusiasmo.
Naruto a observava focada e seca, totalmente diferente das outras vezes que se encontravam no hospital, em que ela quebrava tudo e todos que a impedissede vê-lo, mesmo se a causa da restrição fosse porque estavam o costurando, fazendo transfusão de sangue, tentando conter um ataque cardíaco ou coisas do tipo.
Tsunade já desistira de advertí-la e até mesmo de dar ordens severas para a equipe do hospital, no fundo, ela sabia que toda aquele descontrole de Sakura era por medo de perder o amigo. Ela julgava que fosse até inconsciente, nunca se sabe. Eis o fato de que se algo de ruim acontecer ao Naruto, é o fim dela e nada nem ninguém pode mudar isso.
Sakura estava estranhamente nervosa e calma, como se controlasse uma irritação imensa, só que isso era tecnicamente impossível. Ela era a Sakura: boa em controlar o chakra, ruim em controlar sentimentos. Esses tipos de deficiências não se alteram de um dia para o outro.
À princípio pensou em Sasuke. Talvez, ou melhor, provavelmente um dia inteirinho sozinha com ele não fez bem para os nervos da coitada, mas ela se esforçava ao máximo para não transparecer. Era nessa teoria que ele acreditava. Naruto nem cogitava a ideia do Sasuke estar morto ou num estado pior do que o dele, se caso Sakura tivesse o maltratado brutalmente, como seus seus desejos ocultos mais anseiam, ela entraria naquele quarto com um sorriso de orelha à orelha.
Enquanto ela cuidava de seu abdomem, ele olhou para o lado ainda devaneando e despertou na cor amendoada dos olhos da jovem enfermeira. Sorriu consigo mesmo.
Podiam chamá-lo de burro, mas burro ele não era, ele era lento, esse é o adjetivo correto. Sakura estava com ciúmes, com certeza. Ela ficava assim sempre que o via com garotas. Seu coração bateu um pouco mais rápido e ela percebeu. Naruto estava contente por mais uma vez captar aquele sentimento estúpido, afinal, quem ele queria era ela.
Podiam chamá-la de esperta, mas ela conseguia ser mais lenta do que ele para não perceber isso.
-Hotaru. –Sakura puxou mais ar pelas narinas do que o necessário, expressando sua irritação. –Pode esperar um estantinho lá fora, amorzinho? –Desconcertada, contrariada e frustrada, ela foi. Cuidar de um ninja como ele era uma honra, ela pensava. No fundo, seus dezesseis anos não passavam de números num documento, sua mente era imatua e alienada. Colocava-se na posição de serva acima de humana.
Trabalho é bom, mas vira doença quando lhe sobe à cabeça.
Sakura observou a garota sair e indagou o porque daquilo de repente, Naruto parecia apreciar tanto a presença dela… Ao olhar diretamente para o mesmo, entendeu tudo e tentou disfarçar. Ele a encarava com uam expressão divertida e convencida, o que a irritava profundamente. “Para já com isso!”, o advertia, mas só piorava tudo, pois agora ele ria e ela ficava vermelha igual um tomate.
-Está com ciumes. –Afirmou. Negar e admitir estava fora de cogitação. Havia sido pega, mas não se renderia diretamente.
-Só posso ter ciúmes de quem me afeta, essa aí precisa comer muito gohan com misso pra eu considerar no mínimo promissora. –Enfaixava a barriga do convencido com a voz cheia de segurança.
-Está com ciúmes! –Repetiu rindo, colocando mais ênfase e mais lenha na fogueira de cólera que Sakura queimava desde que entrara no maldito quarto.
-Naruto, ela é só uma enfermeira, se toca! Eu sou sua melhor amiga e confidente, sem chances… Vê se deixa de ser tão…
-Exatamente por tudo isso e outras coisas que não me lembro de citar agora que você não devia ficar brava. –A interrompeu. –Olha, eu só quero me divertir! Só um jantarno Ichiraku, algumas doses, sorrisos e indiretas e pronto! –Estalou os dedos. –Ela já está no papo! –Sakura revirou os olhos e apertou sem dó o em cima da ferida mais profunda de Naruto, que urrou de dor.
-E o quê que eu tenho a ver com isso? –Perguntou se afastando. –Trepe com ela bêbada e depois faça o mesmo procedimento com todas as enfermeiras daqui, isso não me diz respeito!
-Então por que está com ciúmes?
-Você que está afirmando isso!
-E você concordou.
-Para calar sua boca! –Falava enquanto lavava as mãos.
-Então me dê uma razão para estar tão nervo…
-Eu não estou nervosa! –Exclamou batendo o punho no lavatório, quebrando o material de louça.
Silêncio.
“Três, dois…”
-O que houve? –Shizune e Hotaru entraram afobadas no quarto. “…um.”, Sakura completou sua contagem no pensamento. Pegou sua mochila e saiu sem prestar reverências ou satisfações. Não era obrigada e nem tinha tempo. Estava atrasadapara sua missão em outro vilarejo.
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Notas finais
Beijoooos
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