Strokes
24 New enemies
Notas iniciais
Falei que postaria quarta, não postei. Falei que postaria sexta, não postei.
Mas eu cheguei, olha só! Larguei "sinal Positivo" que está mais atrasada do que essa por causa de vocês, leitoras, então, não fiquem tão bravas!
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Se o capítulo sair mal formatado não é culpa minha, é do Nyah! Justamente por isso qua não postei sexta, esse problema que acontecer com Sinal Positivo eu temia acontecer também com Strokes. Não quero que a história fiquei feia :'(
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Eu passei para a segunda fase do concurso das 5 Drabbles! Muito obrigada à todas que leram a história, que comentaram e tudo mais! Você são muito lindas e têm um lugar na Fofosfera!
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Nesse capítulo não tem muita confusão... Espero que compreendam. De verdade.
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Confusos, leiam as notas finais.
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-Aproveitem o capítulo!
O questionamento e desconfiança não perdurou mais do que aquilo. Em dez minutos saíram, em 15 já estavam rumando para os limites de Konoha, em uma hora já estavam prestes a ultrapassar a fronteira do País do Fogo, chegando ao País do Rio, Takumi no Sato, mas especificamente na Vila Oculta do Artesão.
Era notável, pela arquitetura do lugar, o quão atrasados eles estavam em comparação com Konoha. Naruto sabia que o país não tinha muita relação com o País do Fogo, vendiam suas armas e uma gama de objetos para Konoha, justamente por não possuir uma vila ninja, mas tirando esse pequeno detalhes, ambos os países eram indiferentes um ao outro, o que gerou bastante rivalidade entre os aldeões.
Madeira, vidro e ferro. Com a combinação desses três matérias, formavam-se casas estrategicamente construídas em locais nem muito afastados e nem muito próximos do grande rio. Ornamentos nos telhados, janelas com palha tecida, tudo com adornos meticulosamente trabalhados a mão, o que contradiz a simetria no aspecto do trabalho. Terra úmida, brisa fresca e o aroma da grama molhada invadindo suas narinas sem pedir permissão.
Tão acostumados ao pó de Konoha, às folhas secas e o ar abafado pelo calor desumanos… Seria aquela pequena vila um pedaço do by Text-Enhance\\\">paraíso?
Não… Eles não estavam de férias, mal haviam começado a trabalhar.
-Diz que vamos parar aqui! –Naruto exclamava com um bico de pidão, encantado com as casas, comércios e com o visual do lugarejo. Nunca haviam parado em Takumi, sempre foram direto para Konoha ou Suna pela floresta. Como estavam bem adiantados e cansados pela viagem, resolveram parar para descansar algumas horas.
-Não ia perder meu tempo passando por esse lugar se não fosse para dar uma pausa, não é? –Disse Sakura, exausta, suada e faminta.
-Talvez. –Sasuke comentou. –Se fosse pegar um atalho. –Sakura olhou para ele por cima do ombro e disse:
-Mas, porém, entretanto, este não é o caso. –E deu um sorriso forçado.
Naruto parou, estático, em frente a um estabelecimento com uma enorme placa escrito “Ba Okui”, algo parecido com ‘Lanchonete do Gula’, um nome visivelmente patético para um boteco, mas que aparentava ter mais clientela do que o Ichiraku Lámen.
-Vamos almoçar aqui! –Naruto anunciou, convicto de que cabia mais algum ser humano ali. Tentei convencê-lo a procurar um lugar mais calmo para poderem comer e descansar, mas não, o garoto estava convencido de que a carne de porco dali era deliciosa e que não encontraríamos um lugar mais barato para comer.
-Licença. –Sakura pediu para um grupo de homens – bêbados – que barravam a porta, rindo e conversando muito alto. Naruto passou entre eles como um enguia escapando pelos espaços entre os dedos, ligeiro e impercetível. Ela, mesmo pequena, se fazia notar por sua face rígida e ao mesmo tempo delicada, a postura militarizada como se ensaiasse arduamente para parecer imponente; ele, com os ombros relaxados, mãos suadas nos bolsos, fios do cabelo negro grudados na testa branca, calmo em espírito, porém ansioso em fome e cansaço: queriam apenas passar. –Vocês podem, por gentileza, nos dar licença?
-Licença? Por quê? –Um bêbado que mal aguentava seu by Text-Enhance\\\">peso sobre as pernas perguntou com os olhos revirando em sarcásmo.
-Queremos entrar. –Sakura respondeu depois de respirar profundamente três vezes.
-Por quê? –Outro perguntou e, aos poucos, outros vieram ver qual era a nova brincadeira, ou melhor, os novos brinquedos.
Sasuke estava a alguns passos de Sakura, observava quieto, esperando o momento certo para intervir. Estava começando a ficar irritado. Faminto e exausto, só queria entrar, sentar e satisfazer-se e aqueles homens estavam o impedindo.
-Será porque estamos com fome? –Disse irônica, já aumentando o tom de voz.
-Olha o respeito… -Um homem mais velho a advertiu.
-Olha você para essa sua espinha monstruosa! Está quase criando vida própria e saindo correndo dessa sua cara grotesca! –Cuspiu as palavras, nervosa. Se tinha uma coisa que odiava era quando pessoas mais velhas lhe davam lição de moral. Ela não se sentia melhor quando se via ao lado de alguém mais novo e menos experiente, sabia que aqueles senhores não tinha nenhuma lição para ensiná-la.
Houve um silêncio após sua fala. Sasuke fechou os olhos, intolerante àquela enrolação, já prevendo o que viria à seguir. Deixou frouxa a alça da mochila e esperou mais um pouco.
Um homem saiu de dentro do estabelecimento limpando os beiços com a costa da mão peluda. Alto, gordo e feio, feio ao quadrado, que assustava mais pela feiura do que pela carranca.
-De quem você está falando? –Sua voz era cavernosa, forte. Sakura nem se moveu, continuou olhando fixamente o velho que insultou na ira do momento.
-Foi com esse aqui –Apontou para o velho com o queixo – mas pode ter certeza de que também serve para você que é mais feio do que ele! –O roliço a pegou pelo braço com força, sua mão maior do que a medida do rosto inteiro de Sakura –contando com sua testa tridimensional –, não apenas a machucando, mas fazendo questão de destruir suas roupas.
-Quem é você para falar assim da gente, sua porca do País do Fogo?! –Os homens gritavam insultos, Sakura se controlava enquanto era balançada de um lado para o outro pelo homem obeso.
Coopere. Colabore. Inspire, suspire. Calma. Paz. Tranquilidade.
-Soltem-na. –Primeiro aviso. Direto, curto e claro. Ele também estava cooperando, colaborando, inspirando e suspirando mais vezes do que o normal.
-Você também, seu franguinho? –A voz de ogro zombava. –Se você se envolver vai sobrar para você.
-Eu não vou avisar uma outra vez. Solte a garota agora e saia do caminho porque eu quero entrar.
-Ele deve ser namorado dela! –Um deles gritou, ao fundo.
-Solta a menina, Shibo. –Outro mais novo e ‘ajeitado’ disse.
Quando Sasuke já se preparava para avançar no projeto de Buda, Sakura foi largada no chão. Bem calma. Super calma. O tal Shibo caminhou em direção ao Sasuke em passos de rinoceronte, tentando meter medo. Alguns riam, não dava para saber de quem; alguns se aglomeravam em volta, preocupados em como aquela pequena discussão iria acabar.
Assim que ele abriu a boca para intimidar o Uchiha, foi esmagado no subterrâneo por um soco de Sakura, mas não de uma Sakura comum e sim de uma Sakura nervosa e constrangida por ter colocado o bom senso acima do seu orgulho. Como não deixou-se levar pela ira? Como permitiu que aquele projeto de hipopótamo a tocasse? E o pior, que Sasuke precisasse intervir para que a criatura a soltasse. Era muita humilhação.
Uma cratera se abriu na rua de ponta a ponta em sua largura, aproximadamente quatro metros. O homem ficou lá, desmaiado, em meio a terra, pedras e sangue seco. Com mais ossos quebrados do que tudo.
-Não preciso que me defenda! –Disse com a voz rouca.
-Então reaja. –Deu os ombros, já sacando um par de kunais e lançando contra os homens que os atacavam e atingindo todos nos pulmões. A platéia não ousou interferir.
-Não! –Naruto reapareceu, gritando, tarde demais, tentando impedi-los de brigar.
Lá dentro a recepção foi parecida. Os aldeões tinha um preconceito danado com shinobis de Konoha… Recusaram até um copo d’água para ele, mas como já estava ciente das habilidades deles – ou da falta de –, resolveu não insistir. Ao ouvir um dos garotos que trabalhavam no local anunciar briga, ele não precisou pensar muito para saber que era com Sasuke e Sakura.
-Eles não são shinobis! –Naruto disse, olhando os corpos agonizando.
-Eu sei! –Sakura disse nervosa. –Esse porco me machucou, olha! –Mostrou o enorme rasgo na costura de sua blusa.
-Sakura, não podemos lutar com eles. Você sabe! Vocês… -Olhou para Sasuke que foi o primeiro a entender.
Os aldeões estavam assustados. Os homens, meia dúzia, morriam agonizando, e ninguém fazia nada. Logo o choque das kunais nos peitos gordos dos boêmios foi diminuído diante do desrespeito daqueles peregrinos de Konoha. Como ousavam entrar em sua vila e matar seus homens?
-Ops! –Sakura entendeu.
Os insultos que se seguiram foram tantos que era impossível identificar do que eram chamados. Não o agrediam, talvez por medo, mas as palavras eram cuspidas sem pudor.
“Putinha assassina”
“Monstro”
“Louco”
“Desnaturado”
-Chamem o Seimei!!!
-Vocês de Konoha são uma desgraça!
-Sumam da nossa vila!
-Vamos. –Naruto disse. Já se foram os tempos quando ele não suportava ouvir injustiças calado, quando calava todos para dar suas lições de moral, quando se importava com o que pensavam dele. Não adiantava. Ele, tão determinado e certo de si, de tanto teimar, acabou reconhecendo sua natureza e a dos outros.
Há coisas que simplesmente não valem o esforço.
Sakura fez o Kuchiyose, deixando Katsuyu tomando conta dos feridos. Isso ainda não bastou para acabar com a fúria dos moradores da pequena vila. Logo antes de partirem, foram abordados pelo mesmo homem que mandou Shibo soltar Sakura.
-Meu nome é Okui. –Sakura ficou em alerta. Não confiava naqueles homens. Em homem nenhum para ser sincera. –Eu sei quem são e desconfio também saber do motivo pelo qual vieram. –Os moradores cessaram o cochicho. –O que eu tenho alhes dizer é que estão perdidos. Foi um enorme erro ter atacado meus homens…
-Você poderia ter evitado! –Sakura gritou.
-Eu não o mandei soltá-la? –Falou cínico.
-Depois que ele rasgou metade da minha roupa e me machucou?! –Okui riu pelo nariz, calmo. Não aparentava se preocupar tanto com seus homens. Não aparentava ter medo do trio.
-Vocês, de Konoha, são muito ansiosos, orgulhosos, aqui não é assim.
“Foda-se”, Sakura queria dizer.
-Foi um enorme erro ter feito isso com meus homens. –Repetiu. –Espero não encontrá-los aí, estão me entendendo? –Naruto segurou delicadamente o pulso de Sakura na intenção de levá-la embora. –Desçam o rio e desapareçam!
Sasuke, com o Amaterasu, fez um círculo de fogo ao redor dos corpos inertes para que ninguém pudesse impedir Katsuyu de curá-los. Saíram em seguida.
.o0o.
No caminho, uma nova discussão foi inevitável, mas agora não era entre boêmios cínicos e mal cheirosos, era entre os três amigos no pequeno barco alugado, descendo o rio em busca de um lugar para ficar.
-Agora pronto, Tsunade arrancará nossas cabeças! –Sakura murmurava, deslizando os dedos na superfície d’água.
-Irá arrancar a de vocês que atacaram os caras. –Sakura virou-se para o garoto.
-E quem entrou naquele maldito boteco de quinta? “A carne de porco daqui deve ser tão gostosa quanto um orgasmo”. –Falou imitando a voz rouca do menino.
-Estava com fome, foi o primeiro lugar que vi.
-Eu mandei buscar outros, de preferência vazios, eu mandei! Mas não, como semre você teve que agir por conta própria e se enfiar naquele muquifo!
-Era só vocês entrarem comigo, oras! Por que é que tinham que ficar lá na porta arrumando treta com os caras? –Sakura perdeu a paciência. Voltou tamborilar os dedos na superfície espelhada do rio, deixando o trabalho de explicar o ocorrido para Sasuke. –Ah, foi isso? –Sasuke reafirmou o que tinha dito. –Bom. –Começou. –Eles mereceram. –Sakura tentava ignorar para não perder a paciência e bater na cabeça dele com o remo. –Acho que teria feito pior se me barrassem na porta de um restaurante.
-Aquilo era uma espelunca! –Sakura comentou.
-Acho que seria capaz de arrancar os miolos de quem me impedisse de comer rámen. –Disse. –Sua vez de remar, Sakura-chan!
E desceram o rio no sentido leste até não terem mais forças para remar e serem obrigados a parar, já que a fome batia me seus estômagos como uma bala de revólver. No pôr do sol, permitiam que as águas carregassem o barco para próximo a margem, assim desceram e se puseram a acampar ali na margem, procurar algum peixe para assar e frutas para comer.
-Vocês pescam e eu vou procurar as frutas. –Sakura disse, pegando um saco e indo em direção ao bosque.
-Não, não pode ir sozinha. –Naruto disse. –Já vai escurecer e, se não se lembra, estamos sob ameaça de morte. –Sakura riu.
-Primeiro que nem devemos mais estar no País do Rio; segundo que para você, que será Hokage, não é muito corajoso ter medo de ameaças como aquela.
-É Sakura, a questão é que os caras já têm rixa com Konoha, aí vem a gente e só piora as coisas. Não estou com medo deles me matarem, estou com medo de que eu os mate e quando voltar para vila Tsuande fazer picadinho de mim. –Explicou. –Não tenho medo de fanfarrões. Que venham com suas varas e redes de pesca. –Sorriu maroto. Sakura não pode deixar de sorrir com a convicção do loiro.
Muito confiante, muito confiante...
-Okay. Vamos. –Naruto foi saltitando. –Você fica bem, Sasuke? –O olhou de pé junto ao rio improvisando uma lança com sua kunai. Ele assentiu com a cabeça e disse numa voz baixa demais:
-Tragam lenha para a fogueira. –Ele não estava bem.
Não era só fome, era mais do que isso.
De repente Sakura se lembrou que ele era anêmico e ainda estava sob uma dieta. Há quantas horas não comia? Talvez nada desde a janta da noite anterior. Ele, organicamente, tinha menos resistência do que Naruto e ela.
.o0o.
-Naruto, vê se não embaça! O Sasuke tá igual um papiro de tão branco! –Dizia enquanto andava apressada pelo mato, pisando em galhos, caramujos e cocô de bichos. –Do jeito que é fraquinho é capaz de cair no rio e se afogar sozinho!
-Ele não é tão idiota… -Naruto disse lançando uma kunai em direção da copa de uma árvore. –Ele já está muito bem, Sakura. –A lâmina da kunai cortou perfeitamente meia dúzia de kiwis que ele depositou no saco. Olhou para Sakura, como se a desafiasse fazer melhor. O primeiro coqueiro que a menina viu socou e caiu todos os cocos, um deles, na cabeça de Naruto, que caiu na hora.
-Baka! Não devia me desafiar! –Disse orgulhosa, pegando os cocos do chão.
Naruto não gemeu, não se moveu, não se levantou. Sakura colocou o quarto coco no saco de pano e se virou para ele:
-Naruto? –Sem resposta. Largou o saco no chão e correu em direção ao garoto desmaiado. Não entendia, a pancada não havia sido tão forte para ele desmaiar. –Naruto?! –Havia um pequeno filete de sangue em sua testa. Ele respirava, mas não reagia. –Baka! Acorda! –Ela o sacudiu. Pegou seus pulsos. Checou sua respiração. Estava tudo certo. Ele só devia ter desmaiado, talvez mais de fome do que pelo coco. –Ai meu Deus! Como você é um fracote! –Praguejava. –Desculpa, idiota! Agora acorda! –Nada. –Meu kit médico está na bolsa, lá na margem com o Sasuke, então facilita! –Quando aproximou-se mais, erguendo as pálpebras dele para checar sua íris, tão rápido quanto caiu pelo coco, colocou-se sobre Sakura, invertendo a posição que estava e revelando à menina preocupada o quanto estava bem e mais pervertido do que nunca.
-Ficou preocupada com o loiro gostoso? –Perguntou galanteador, todo cheio de si.
-Ah seu…! –Antes que ela pensasse em arrancar-lhe a fuça ou xingá-lo de todos os palavrões existentes, ele a beijou. As bocas estavam secas, sem gosto, famintas e preguiçosas. Não foi um beijo bom, mas foi um beijo e durou tempo o bastante para Sakura pensar em arrancar a fuça de Naruto e xingá-lo de todos os palavrões que conhecia, mas ela não o fez porque se sentia bem ali sob ele, a uns 10cm de um monte de cocô de coelho.
Sua cabeça estava uma bagunça.
Ela dizia a Sasuke que o desejava, dizia a Naruto que o desejava, tinha ciúmes, irritava, beijava e até transara com um deles. O que ela estava fazendo? O que ela queria? Quem ela queria? Por que Naruto fazia suas forças esvaecerem-se? Por que Sasuke despertava todos os seus monstros reprimidos.
-O Sasuke… -Ela começou como desculpa para sair daqueles braços que ela suspeitava não conhecer mais.
Onde ele havia passado a noite?
Por que chegou de manhã em casa daquela forma?
-Esqueça o Sasuke! –Sussurrou beijando a curva de seu pescoço.
Ali, deitada sobre galhos que a incomodavam, folhas secas, caramujos e cocô de coelho, pensava. O vento, precipitado, jogavam os galhos mais altos das árvores para um lado e para o outro, como uma dança, como alguém que queria dançar, mas as árvores não queriam dançar junto, ia somente pelo embalo.
Seria Sakura uma árvore?
Folhas, poeira caia, tudo em cima deles. O peso dele já se tornada incômodo e os beijos e investidas que ele dava já não lhe surtiam efeito. Sentiu-se como na luta de Sasori ao ser manipulada por Chyou. Uma marionete.
A diferença é que naquele momento era preciso ser usada, ser uma carcaça para uma utilidade vã, mas e agora? O que ela fazia agora?
-Vamos voltar.
Pegaram alguns limões e madeira para queimar na fogueira no caminho da volta que fizeram calados.
-Ele percebeu o incômodo de Sakura.
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-Três. –Disse para si mesmo quando capturou o terceiro peixe que havia visto no rio. Estava submerso até o joelho. Em meia hora, quase não havia conseguido caçá-los. Não porque havia perdido, mas porque não havia peixes para se perder.
Havia sentido a água densa. Nenhum passarinho cantava, nenhum animal passava por ali para se refrescar, o que era estranho, já que mesmo no pôr do sol o calor estava infernal. Ele sabia, ele sentia, a ameaça de Okui não havia sido direta. O rio estava sendo controlado.
Podiam não ser ninjas, mas eram espertos. Sabiam que estavam famintos e que buscariam no rio o alimento, deviam ter feito algo para desviar todos os peixes para o lado oposto para qual eles iam.
-Sasuke-kuuuuun! –Sakura gritava infantilmente anunciando sua volta.
-Tá vendo? Ele não desmaiou de fome.
-Mas estou quase. –Sussurrou. Naruto jogou madeiras que ele julgava ser lenha a uns quatro metros da margem, Sakura foi pegar água para lavar as frutas e Sasuke levava os peixes frescos.
-Agora é só cuspir fogo, Teme! –Sasuke o olhou com desprezo antes de acender a fogueira e se sentar ao redor para assar os peixes.
Logo estavam os três juntos sob um céu violeta de anoitecer, banhados pela luz alaranjada do fogo, cada qual com seu peixe espetado num galho para assar. Limões, kiwi e água de cocô para saciarem toda a fome que sentia.
Sasuke sentia, aos poucos os buraco de seu estômago ficar menor, já voltava a sua cor pálida-natural, não a pálida-doentia. Pensava em tudo o que vinha fazendo ao lado dos dois, para Tsunade, por sua liberdade. Não entrava na sua cabeça que a Hokage estava apenas fazendo seu trabalho. Ele sentia que havia muita coisa a ser esclarecida por trás dessas missões esquisitas.
Sakura estava menos tensa, mais relaxada, principalmente quando não cruzava o olhar de nenhum dos dois homens ao seu redor. Ambos sem camisa, suados, com cheiro de homem trabalhador. Sorria de canto ao imaginar qual dos dois a deixaria relaxada por completo.
Naruto maquinava um plano para distrair Sasuke e levar Sakura de volta para o bosque no meio da noite, as vezes pensava na noite com Hinata, na noite sem sexo nem safadas com Hinata, como só dormiram, um ao lado do outro, fazendo carícias.
Quando dormiram embolados no barco preso a margem, a fogueira já se apagava e o frio tomava lugar do calor. Sasuke foi o primeiro e o único de ficar de vigia à noite, cochilava e acordava assustado com algum pesadelo. Quando acordou pela quinta vez, demorou para assimilar o que era sonho e o que era realidade quando sentiu a presença de uma quarta pessoa ali.
Ao ver que a fogueira não brilhava e que as sombras a uma pequena distância eram pequenas demais para serem árvores, percebeu que era hora de acordar.
Notas finais
Testar o 'time 7'
"Mas por quê?"
Porque ela tem planos para cada um dos três e precisa saber o quão 'devotos' a vila eles são.
"E que planos são esses?"
Sãos os que cada um deles comentaram no início da fanfic. Se não se lembram, considere que são basicamente os mesmos objetivos que eles têm no mangá, de certo ponto de vista.
"E Tsunade não pode só facilitar as coisas, tia? O Sasuke é tão lindo!"
Poder ela pode, mas ela não quer! A Tsunade é a 'princesinha' de Konoha, a hokage, a 'fuck ya', ela faz o que ela quiser e agora ela quer testar seus 'melhores' soldados.
"Se ela não é mal e está fazendo isso só pela segurança da vila, porque só manda o Sasuke se foder como quando o mandou em missão para o Raikage?"
Porque ela é um ser humano e seres humanos são macabros, claro que os pensamentos dela não são cor-de-rosa, ainda mais em relação a Sasuke que tanto prejudicou sua vila. Ela não tem um pingo de confiança nele e faz de tudo para colocá-lo em prova. Ela não se importa com a vida ou morte dele.
"E por que contratou Sai, Hinata e Ino para vigiarem o trio?"
Porque com as missões ela só poderia avaliar um lado mais técnico de cada um, o intimo só poderia ser avaliado por alguém de fora e de confiança. No caso, Sai, que por acaso, é o namorado de Sakura; por Hinata que teve uma relação com Naruto, que por acaso, voltou a procurá-la; e por Ino que está tendo uma relação casual com Sasuke (embora ele não saiba disso).
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