Strokes

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Notas iniciais
Quero me desculpar pela demora e trazer uma boa notícia: estou de FÉRIAS! Milk + férias + tempo = MAIS ATUALIZAÇÕES! Isso vale para todas as fanfics! . Agradeço o carinho de todos(as) vocês! Recomendações, reviews, favs, mensagens no Facebook e no WattPad. Quero me desculpar pela longa espera e tomara que eu os compense com bons capítulos! . Boa leitura!

Naruto sonhava um sonho estranho, parecia nadar no céu. Não era como voar, a atmosfera era densa como água, e ele não se afogava. Era uma sensação gostosa, no sonho, e ele apreciava aquela estranha realidade de nadar no ar crente de que era mesmo verdade, até que do nada ouviu um som oco e ritmado. Olhou ao seu redor, não havia nada além nas nuvens. O barulho persistiu, mais alto, mais tangível, e de repente, Naruto desaprende a nadar no ar, e cai. Cai no chão do seu quarto. A única coisa do seu sonho magnífico que restara era o som insistente das batidas na porta.

Naruto praguejou até não poder mais enquanto procurava uma bermuda para cobrir sua nudez e gritava para a visita inoportuna esperar uns instantes. Quando abriu a porta, pediu desculpas mentalmente à pessoa para quem lançou todas aquelas maldições.

— Hinata-chan...

— Naruto... — fitou Naruto por breves instantes, logo cedendo a timidez e olhando para os lados com o lábio inferior entre os dentes — Desculpa tê-lo acordado.

— Aconteceu alguma coisa? — Indagou preocupado. A visita era de Hinata era muito inesperada.

— Aconteceram muitas coisas, Naruto — respondeu referindo-se as últimas semanas — Se você não estiver muito ocupado, eu gostaria de conversar um pouco com você.

— Bom... — Naruto olhou por cima dos ombros a zona da sua casa e ponderou se havia algo na dispensa que pudesse servir a ela — Minha casa está uma zona desde que a Sakura e o Sasuke viajaram — coçou a nuca — Não prefere me encontrar em outro lugar mais tarde?

— Eu já sou habituada a sua bagunça, lembra? — Hinata tinha um sorriso nostálgico — Não precisa se fazer de difícil como eu fiz quando você foi atrás de mim.

— Mas eu não...

— Posso ou não entrar? — dessa vez, ela olhou nos olhos dele e não ousou desviar.

— Claro — respondeu num sussurro, cada vez mais impressionado com a segurança que Hinata adquiria com o amadurecimento — Eu vou tomar uma ducha e já volto. Sinta-se à vontade, se conseguir — Hinata riu e o observou virar o corredor.

Não tinha como não reparar na bagunça, a casa era a bagunça. O sofá servia como cabide, geladeira, lixeira e estante de livros. Na mesa de centro havia pilhas de embalagens vazias de rámen instantâneo e uns relatórios sujos de molho. Hinata resolveu ficar na cozinha, que também não estava muito melhor do que a sala, mas ao menos as cadeiras estavam livres para sentar.

O banho do Naruto realmente foi rápido, e ela não se surpreendeu quando o viu procurando naquela pilha de roupas da sala uma camiseta para vestir.

— Preciso contratar alguém para colocar ordem nisso aqui.

— Concordo.

Naruto começou a abrir todos os armários atrás de alguma coisa instantânea, fácil de fazer ou dentro do prazo de validade para servir a Hinata, contudo estava com a dispensa vazia.

— Não tenho nada para te servir — revelou com embaraço — Seria realmente uma ideia melhor irmos para um lugar mais agradável.

— Já fiz o meu desjejum, não se preocupe.

— Eu realmente peço desculpas, você me pegou de surpresa. À propósito, por que veio?

Hinata abaixou a cabeça levemente, sua franja tampando o olhar brilhante, os dedos recuando como se imitassem sua alma acanhada.

— Queria resolver as coisas entre nós — disse ainda sem olhá-lo.

— Resolver o quê?

— Quero me desculpar pelas mentiras que contei, pelo modo como agi. Não foi certo, mesmo que as circunstâncias me pedissem tais coisas, eu deveria...

— Hinata — a interrompeu — Olha aqui. Eu entendo você e os outros. Você fez uma escolha e agora se arrepende, isso acontece.

— Eu não tive escolha, Naruto.

— Teve. Muitas. Uma delas era ter sido sincera e me dito que estava sendo chantageada, eu a ajudaria.

— Eu não tinha ideia das proporções que toda essa confusão ia tomar. Eu só queria o que Tsunade havia me prometido.

— Seja lá o que estivesse em jogo, você o escolheu ao invés da lealdade. Você poderia ter dito “não” — Assim que viu que Hinata iria começar a chorar, Naruto mudou de assunto — Mas tudo isso é passado, não tem como mudar e eu seria um babaca se ficasse bravo com você para sempre — deu um sorriso gentil para a garota.

— Quer dizer que não guarda mágoas?

— Quer dizer que eu te perdoo, porém ainda estou triste com você.

— Como assim?

— Digamos que você perdeu uns pontinhos comigo, e precisará recuperá-los para que eu fique feliz de novo — sorriu bem-humorado.

— Como? — perguntou contagiada.

— Que tal hoje à noite naquela churrascaria que costumávamos ir?

— Mas assim, tão rápido?

— Sim ou não? — Curvou-se para mais perto dela.

— Sim, com uma condição.

— Você não está em posição para fazer exigências, Hinata-chan! — Advertiu.

— Quero que organize sua casa porque está medonha!

— Eu vou contratar alguém!

— E vou buscá-lo aqui para conferir se está tudo em ordem.

— Não! Isso é papel do homem, eu irei buscá-la em casa!

— Estas são minhas condições — cruzou os braços. Naruto suspirou e concordou. Hinata exibiu seu melhor sorriso de triunfo — Te pego às nove.

E saiu, deixando um Naruto furioso por ter que cancelar todo o seu cronograma de dormir, fazer flexões e voltar a dormir para ter que arrumar a casa. Que chatice. Ele só queria que valesse a pena.

.o0o.

Sasuke e Sakura acordaram mais tarde do que gostariam, mas nem reclamaram, seus corpos estavam bem descansados, precisavam dessas horas a mais. Para compensar o tempo perdido, o café da manhã foi algumas goladas de suco e pães para comer no caminho.

Eles precisavam chegar cedo à costa, do contrário, perderiam o navio para o País da Água. Decidiram ir direto pelo País do Redemoinho ao invés de ir por terra atravessando o País da Floresta. O navio poderia ser lento, contudo o tempo que demoraria para chegar ao País da Água, é equivalente ao tempo que gastariam até cruzar o País da Floresta e apanhar um barco.

— Se alimente bem, porque até chegarmos no porto, não teremos parada — Sakura avisou.

Levariam metade do dia para chegar a costa.

— Seria ótimo se você parasse de me dar instruções como se eu fosse um genin — Sasuke comentou descontente.

— Você é genin — o encarou com um sorriso meigo — Não fica chateado, alguém tem que se comunicar... Se você não o faz, eu faço, sem problemas.

Sasuke parou onde estava e esperou que Sakura notasse e parasse também. Ela não avançou muitos metros, aproximou-se com uma kunai na mão perguntando o que tinha acontecido para ele ter parado de correr de repente.

— Vamos combinar uma coisa: você e eu estamos no mesmo nível, então para de falar comigo como se eu não soubesse o que estou fazendo aqui.

— Mesmo nível? — Sakura riu — Oficialmente...

— Que se dane essas formalidades. Que diferença faz eu ser um genin se tenho poder o suficiente para acabar com esquadrões da Anbu?

— Faz toda a diferença em uma missão — respondeu mais séria.

— Que missão? Isso é uma jornada, e nem é oficial. Eu me ofereci para vir com você, não fui designado. Essa história de você liderar a equipe por ser superior dá até para engolir em missões oficiais que requerem líder, mas aqui e agora não faz diferença.

— Você só está com o orgulho ferido, Sasuke.

— E por que estaria? Acha que faço questão de ser chunnin, jounin, qualquer merda dessas? O que torna um ninja bom não é seu rank, é sua experiência, e isso eu tenho de sobra.

— Você ficou três anos trancado como um animal numa cela minúscula e vem falar de experiência? Em três anos muita coisa mudou, Uchiha. As vias, as cidades, os comércios, o sistema... O mundo foi reconstruído enquanto você fazia risquinhos na parede para não se perder nos dias, eu estive no mundo adquirindo essa experiência que você diz que goza.

— Experiência adquirida em um mundo de paz? Porque a calmaria dos tempos atuais nem se compara a de três anos atrás.

— Você acha que não fiz nada nesse tempo todo? — perguntou aproximando-se.

— Eu acho que independente do que você saiba mais do que eu, você ainda perde por falta de experiência em combate e em solo estrangeiro e por conta da sua presunção.

— Você não sabe nada sobre mim — falou mais para si mesma do que para o Uchiha escutar.

— Sei que cresceu, evoluiu em taijutsus e ninjutsus, sei que em genjutsus sempre foi boa, sei que é inteligente, sagaz, corajosa, que é organizada, batalhadora... Sei que tornou-se uma grande mulher — falou a última frase com a voz uns tons mais baixo — Você não precisa agir assim, como se precisasse me provar alguma coisa. Eu reconheço seus esforços, sua evolução... Eu te reconheço como uma ótima kunoichi, então apenas pare.

Sakura não teve nem fôlego para responder.

— Vamos logo — Sasuke voltou para a rota e Sakura o seguiu, pensativa, silenciada pelas palavras do colega.

.o0o.

A campainha toca, e dessa vez, não pega Naruto desprevenido. Ele estava na cozinha verificando se os pratos não estavam engordurados, esperava que Hinata demorasse mais e assim pudesse fazer sua inspeção nos talheres também, contudo ela era muito pontual: às 20:52 já estava na porta, esperando por ele.

Chegava a ser infantil sentir um susto ao saber que ela estava tão perto. Ora, já tinham passado essa fase anteriormente, não deveria estar assim, Naruto se repreendia. Abriu a porta e vislumbrou, um tanto impaciente dentro de calças justas e uma blusa de lã. A simplicidade dava chance da beleza natural da Hyuga brilhar mais.

— Pronto? — indagou com uma leve coloração nas bochechas.

— Entre um pouco — abriu mais a porta para ela passar.

— Por que está com esse avental? — perguntou observando a sala perfeitamente arrumada e com um leve aroma de lavanda no ar.

— Bom... Digamos que eu estava trabalhando na cozinha — coçou a nuca.

— Você quem organizou tudo? — Naruto fez que sim com a cabeça — Você ainda vai tomar um banho ou se trocar...?

— Na verdade — começou sem jeito, não sabia se Hinata gostaria da mudança de plano —, eu fiquei pensando... Eu poderia fazer algo para te impressionar, não é? Então decidi cozinhar.

Hinata segurou o riso, mas seu olhar entregou a descrença que tinha na afirmação do Naruto.

— Você cozinhou... para mim?

— Sim. E para de me olhar com essa cara! Esta comestível, eu juro.

Mesmo desconfiada, Hinata aproximou-se, o encarou e seguiu para a cozinha. As panelas estavam sobre as bocas do fogão de quatro bocas, quando ela levantou as tampas, quase queimou-se com o vapor, o aroma tomou conta do ar. O sorriso que ela exibiu em seguida era de satisfação e fez com que a tensão de Naruto se desfez.

— Então não iremos para a churrascaria? — fechou as panelas.

— Se a comida não te agradar, esse pode ser nosso plano B.

— Podemos ficar no plano A — decidiu, encostada na pia.

— Ótimo! — Naruto nem disfarçou o sorriso de orelha a orelha, puxou a cadeira para ela sentar-se e montou os pratos. A mesa era pequena, não cabia o banquete e os pratos, ou era um ou outro.

Hinata comeu e repetiu. A sobremesa não foi o loiro quem preparou, na verdade eram chocolates que Sakura tinha comprado e esquecido na sala, Naruto torcia para ela não se lembrar mais deles. Eram da melhor marca.

Durante o jantar, falavam sobre tudo, coisas aleatórias, migravam de conversas sérias para trivialidades. Um vinho foi aberto, não era dos melhores, mas cumpria seu papel. Em alguns minutos, as bochechas de ambos não perdiam o rosado, não era timidez, já estavam um tanto embriagados e empolgados com o assunto atual, lembranças engraçadas o atípico relacionamento que tiveram.

A nostalgia os tomou, não foi súbita, há tempos que Naruto cogitava a ideia de reatar com Hinata, contudo Sakura o deixava em um dilema. Hinata, por sua vez, nunca deixou de desejá-lo, mas seu posicionamento no coração do louro a deixava insegura, magoada. Não queria competir com ninguém.

— Você pode me levar para casa? — pediu.

— Mas já? — Naruto perguntou decepcionado.

— Sim, eu já estou tonta e — tentou levantar, cambaleou e Naruto rapidamente a segurou pelos ombros.

— Está bem? — fitou todo o rosto na mulher, um misto de preocupação e desejo.

— Estou — respondeu num sussurro.

Por alguns segundos, o único som do kitnet era o motor da geladeira antiga, depois que Naruto a beijou, a cozinha foi tomada pelo barulho de objetos caindo na pia da cozinha para ele apoiar Hinata ali.

Ambos estavam tontos, ela mais do que ele, foi tudo muito rápido, quando estavam no quarto, sobre a cama de solteiro, Hinata já estava seminua. Houve um momento de lucidez, ela tentou lutar, porém a carne falou mais alto. A forma como Naruto a tocava, massageava seus seios, os lambia com a ponta da língua quente, depois as mãos passando por todo o cumprimento do corpo pálido, curvilíneo; os lábios grossos entreabertos, molhados, avermelhados, sedentos, o olhar de desejo, o olhar de saudades, e quanta saudades ele sentiu daquela mulher! Tudo isso fez Hinata ficar.

Ele se abriu para ele como uma flor, como na primeira vez. Sentia-se novamente virgem, intocada, insegura. Quando se fundiram, Hinata mal pôde segurar um gemido de prazer. Tinha se esquecido como era tão bom fazer amor, e Naruto fazia tão bem...

Sem cerimônias, ele logo aumentou o ritmo. Queria demorar mais nas preliminares, atiçá-la, prová-la, explorá-la, contudo algo lhe dizia que teria mais oportunidades, por hora ele queria matar a cede. Talvez passasse vergonha, talvez gozasse em menos de dez minutos, mas do jeito que estava, sabia que logo estaria pronto para outro. O que o confortava eram as expressões de Hinata, ela poderia ser cuidadosa para tudo, menos para dizer que o sexo estava ruim, e naquele momento as reações de seu rosto eram impagáveis. Como Naruto desejou tirar uma foto! Só com aquele rosto contorcido de prazer ele bateria umas vinte punhetas.

Quando Naruto gozou, nem parou para respirar, gemeu com o orgasmo, em seguida perguntou se ela queria mudar de posição. Hinata sentou-se e virou-se de costas empinando a bunda enorme para o Uzumaki.

— É melhor se apoiar em algo — Naruto recomendou com um sorriso sacana, estimulando o pênis que já voltava a ereção.

Hinata riu sem graça e segurou nas grades de ferro da cama. Antes de penetrá-la, Naruto pegou todas as mechas dos longos e negros cabelos da mulher, os alisou, penteou com os dedos, enrolou entre os dedos e puxou levemente. Com um gemido, a cabeça de Hinata tombou para trás, deixando seu pescoço livre para os beijos de Naruto. Ele curvou-se sobre ela, roçando o pênis em seu cóccix, beijou o pescoço, a nuca, a extensão da espinha, a bunda...

— Eu amo essa bunda — comentou a alisando.

“Eu amo você”, Hinata pensou.

Tudo começou de novo. E de novo. E mais uma vez. Quando pararam, já era dia, e Hinata desconfiava que não conseguisse andar depois daquela maratona. Ela era um tanto espaçosa, tomou conta da cama e Naruto dormiu no colchão do Sasuke. Talvez depois de um bom descanso estivessem dispostos para um romantismo saudável.

Notas finais
- Esse foi curtinho porque o próximo logo vem aí. - Se encontrarem erros de português ou digitação, por favor, me avisem! - Sintam-se a vontade para comentar! - Shalom!!