Strokes

10 New clothers


Notas iniciais
- Capítulo pequeno, mas pelo menos postei né shuahsua >.
boa leitura

–Quem vai fazer o relatório? –Perguntou a moça, logo se arrependendo ao perceber que dali a mais apta para o trabalho seria a mesma.


Acabavam de voltar do QG de Konoha. Ouviram discretos elogios por parte de Tsunade e Kakashi, que aproveitaram a presença dos três para dar outra missão. A de Naruto já era dali três horas, montar guarda na divisa do País do Fogo enquanto trabalhadores realizavam um pequeno concerto nos portões, ou seja, ele teria que descansar e fazer suas particularidades, não poderia perder tempo fazendo relatório de missão. Sasuke também era descartado da tarefa, mal conseguia manusear uma caneta.



Suspirou e disse que ela mesma faria. Os meninos não disseram nada, se entreolharam e continuaram a andar atrás de Sakura.



Ela imaginava, com um sorriso torno no rosto, como o destino agraciou suas palavras de muitos anos antes. A menina que sempre andava a quatro passos atrás agora andava a quatro passos a frente deles, mas o mundo precisou dar voltas demais para que isso acontecesse.



Assim que abriu a porta do apartamento, espalharam-se cada um para um canto: Naruto para a cozinha, Sakura para o banheiro e Sasuke ajeitou-se na sala, tirou a camisa e deixou em cima do colo. Estava exausto, precisava dormir, precisava de um banho gelado e se não fosse pedir muito, um chá.



–Teme! Guardamos pizza para você! –Naruto chegou com a pizza requentada, depois voltou para buscar suco. Sasuke não estava com fome, experimentou a pizza por consideração, já que Naruto havia se lembrado dele enquanto o mesmo estava com Ino. –Não sei se vai estar tão gostoso quanto estava antes de ontem quando a Sakura comprou, mas é muito bom! –Ele dizia.



–Não coma. –Ouviram Sakura dizer. Nem notaram quando a garota saiu do banheiro, de roupão e com o cabelo molhado. –Já deve estar estragada, joguem fora. –Sasuke só pensou em como seu banho havia sido rápido. Dez minutos, talvez? Mulheres costumavam demorar mais. Essa era uma das poucas coisas que ele sabia sobre mulheres.



–Ok. –Naruto fechou a caixa e a levou para a cozinha, cabisbaixo, porém agradecido por Sakura estar evitando uma baita dor de barriga tanto nele quanto em Sasuke.



–Vai voltar quando? –Perguntou secando distraída os cabelos, olhando o movimento das pessoas através da janela. Notou os olhos de Sasuke sobre ela, mas o ignorou assim como fazia a maior parte do tempo.



–Amanhã de manhã. –Detestou a resposta. Isso significaria que Sasuke e ela passariam mais horas juntos do que o conveniente. Ela não sabia se conseguiria cooperar até Naruto voltar. Provavelmente o moreno faria algo que a tiraria do sério.



–Hum. –Detestou igualmente sua resposta. A convivência com Sasuke estava fazendo-a adquirir seu vocabulário monossilábico que ela tanto odiava. Odiava tantas coisas nele...



Se pudesse, o destruía e o moldava de novo. Com o mesmo rosto, o mesmo cabelo, o mesmo corpo e o mesmo olhar penetrante. Praticamente igual ao homem que já era. Na verdade, a solução não era reconstruí-lo, ele era perfeito daquele jeito, só estava incompleto. Ela gostaria de acrescentar ali um sorriso que raras vezes viu no rosto pálido, gostaria de pendurar o sorriso ali e deixa-lo vinte e quatro horas por dia. Também o faria falar mais, se soltar mais e dormir mais. Não gostava dele com insônia.



Mesmo com todas essas mudanças, ainda o via incompleto, embora ele já estivesse perfeito. Depois viu o que estava faltando: um coração hospitaleiro, mas não hospitaleiro demais, que desse uma brecha para alguns apenas, e que ela fizesse parte dessa exceção.



–Vai tomar banho Naruto.



–Agora não... –Meio gemeu, meio resmungou escancarado no sofá. Não estava assim tão cansado, só com preguiça e manhã. Nunca tivera alguém para lhe cobrar coisas como ir tomar banho, escovar os dentes, comer ou não se esquecer de levar um agasalho quando sair. Ele gostava da sensação. Não entendia por que Shikamaru, Sakura e outros de seus amigos que tiveram pais durante a infância e adolescência reclamavam disso.



Ele adorava ser cuidado. Principalmente por Sakura.



–Depois vai ficar fazendo as coisas às pressas igual um louco... –Avisou.



–Deixa de ser tão maternal!



–Anda! Para de manha e vá fazer alguma coisa. Tem menos de três horas para se aprontar. –Falava enquanto transitava por toda a casa fazendo lá se sabe o que.



Colocou uma roupa fresca e começou a fazer os serviços de casa, limpar, organizar e inclusive preparar a comida. As roupas de Sasuke estavam contadas para uso, a maior parte suja, só havia mais uma peça própria para uso fora a que ele estava no corpo. Isso era preocupante já que ele não sabia lavar roupas, sempre pagou as pessoas para fazer isso por ele. Sua sorte era que Naruto e Sakura eram muito observadores e notaram seu problema.



Durante o almoço, Naruto pediu para que Sakura fosse comprar roupas e outras coisas para Sasuke enquanto ele estivesse em missão, se possível, lavar as vestes sujas, tanto as casuais quanto as civis. Claro que ela relutou e bronqueou o amigo, mas no fim aceitou, chegara até confessara que havia pensado nisso, só não imaginava que iria sobrar para ela resolver.



Naruto partiu às uma da tarde, pediu para Sakura ‘colaborar’ e para Sasuke ajudar ela nisso, depositou um beijo terno no topo da cabeça de Sakura e atravessou a porta. Depois disso, uma quietude incomum reinou. Tanto para Sasuke quanto para Sakura, era como se não houvesse uma segunda pessoa na casa.



Ele ficava no quarto bagunçado folheando livros que lhe interessavam. A estante não estava montada ainda, tudo estava espalhado em pilhas no chão ou em dentro de caixas. Sakura terminava de organizar seu guarda-roupa, os armários da cozinha e objetos de decoração da sala. Só pensava em como seria fácil ‘colaborar’ caso Sasuke permanecesse daquele jeito, quase invisível.



-Hey. –O chamou encostada no batente da porta com duas xícaras na mão. Estendeu uma para ele e continuou a fita-lo. –Algo te interessou aí? –Ele negou com a cabeça. –Imaginei. A maioria dos livros são sobre medicina.


-Parece outra língua. –Ela riu pelo nariz. Aquele era o modo dele de dizer que medicina era difícil demais até para ele. –O chá está gelado. –Comentou.


-Pensei que gostasse assim. –Deu os ombros.


-Eu gosto. –Bebericou mais. Ela sorriu e lhe deu as costas dizendo:


-Largue isso aí e vamos comprar suas coisas.


Notas finais
Perceberam que nesses dois últimos capítulos não tenho dado muita atenção para vocês nas notas não é? Tenho respondido a todos os reviews (aos poucos reviews, diga-se de passagem), mas não tenho dito nada a mais nas notas. Não que eu ache que alguém vai ler, mas sei lá, acho muito seco eu começar a história com um 'oi' e terminar com um 'xau'. O caso é que, toda vez que posto, eu estou atrasada. Na verdade eu sou uma pessoa que SEMPRE está e SEMPRE estará atrasada, não importe do que se trate, mas por esse problema crônico e imutável eu não consigo arranjar tempo para escrever algo legal para vocês aqui.
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Quanto ao capítulo. Saiu curtinho não é? Geralmente faço capítulos gigantescos, mas desculpa, não foi dessa vez. Escrevi correndo e postei correndo porque já havia muito tempo que eu não atualizava e eu gosto de postar toda semana sabe? Me desculpem realmente pela demora, mas tudo tem justificativa, motivos pessoais. Esse fim de ano tava tenso para eu atualizar tanto essa quanto as outras duas histórias que tenho em andamento. Já estou vendo os dias e horários onde posso escrever mais para assim demorar menos tempo de postar.
Então é isso. Beijokas